BASTA DE MIMIMI – O HOSPITAL JOÃO MURILO É A NOSSA SALVAÇÃO!

Começo essas linhas dizendo: não fui “escalado” nem muito menos tenho procuração para defender o Hospital João Murilo de Oliveira. Mas, por uma questão de justiça,  sobretudo nesse momento agudo de  incertezas e extrema vulnerabilidade da sociedade vitoriense, me sinto na obrigação de levantar algumas questões.

Adianto, também, que não sou médico muito menos especialista na área da gestão pública de saúde. Nesse momento,  coloco-me,  apenas, como um observador atento do cotidiano antonense.

Com efeito, não é novidade para ninguém que o  caos pandêmico planetário,  e com mais gravidade em terras tupiniquins,   em que beiramos o meio milhão de vidas ceifadas, é público e escandalosamente notório.

Assim sendo, gostaria de perguntar ao internauta:

nesse momento,  em que lugar do território nacional existe uma unidade de saúde pública promovendo um atendimento de excelência?

Aliás, acrescento outra pergunta: 

mesmo antes do inicio dessa praga  chegar por aqui,  qual hospital de emergência do interior do  Nordeste Brasileiro poderia ser usado como um  exemplo,  no chamado  atendimento “padrão FIFA”?

Bom! Se você acabou de ler essas perguntas e não tem a resposta na ponta da língua, lhe digo que também não tenho condições de responder afirmativamente.

Pois bem, de um tempo para cá, venho  notando uma crescente onda de críticas e até, por que não dizer, versões fantasiosas envolvendo e tentando denegrir a imagem da nossa principal unidade pública de saúde. Ou melhor: a unidade hospitalar “made in Vitória” que  é a principal referência na nossa região.

É bom que se diga que  o HJMO nasceu de um  duplo sentimento: da larga ação de um político dessa terra que honrava  “as calças que vestia” e  da perda prematura que produziu uma verdadeira ferramenta de salvar vidas. João Cleofas de Oliveira eternizou sua marca na cidade  ao emprestar o nome do seu filho à referida unidade de saúde pública.  Hospital João Murilo de Oliveira.

Se atualmente  as UTIs, as enfermarias e até os corredores do “nosso hospital” estão abarrotados  de pacientes, precisamos entender que a culpa não é do “corpo funcional” do hospital, muito pelo contrário. A direção,  médicos e enfermeiras,  e todos os outros funcionários se configuram  na SOLUÇÃO dos nossos problemas. Que aliás, não são poucos…

Xingar, reclamar, fazer vídeo, áudios e postagens reclamando do atendimento na atual conjuntura pandêmica, tenha certeza: SE CONFIGURA NUM BRUTAL DESSERVIÇO À VITÓRIA DE SANTO ANTÃO E UMA INJUSTIÇA COM  TODOS OS PROFISSIONAIS  QUE LÁ ESTÃO, LUTANDO E SE ARRISCANDO PARA SALVAR  VIDAS, EDIFICANDO ASSIM SEUS RESPECTIVOS JURAMENTOS.

Se tá ruim com o Hospital João Murilo lotado, imagina sem ele?

Portanto –  minha gente – parem de falar mal do Hospital João Murilo nesse momento!!

Estamos todos sob a mesma tempestade. Precisamos, sim, NA HORA CERTA,  cobrar dos políticos locais por mais ações públicas para equipar e melhorar a estrutura física e humana do nosso “hospital salvação”.

Ano que vem tem eleição para governador, senador, deputado federal e estadual. Que tal criarmos uma pergunta padrão para todos esses candidatos que desfilarão por aqui pedindo voto: O QUÊ O SENHOR VAI FAZER PARA MELHORAR O HOSPITAL  JOÃO MURILO?

Portanto, precisamos dá um basta nessa campanha difamatória e injusta. Precisamos, sim,  entender que o HOSPITAL JOÃO MURILO NÃO É O PROBLEMA. ELE É A NOSSA SOLUÇÃO E, AO MESMO TEMPO,  SALVAÇÃO!!!

Alta no preço: o Papa, o decreto e o livro do professor Pedro Ferrer.

Vem repercutindo  bastante  nas redes sociais uma fala do Papa Francisco em que, num tom descontraído e amistoso, interagiu com um padre brasileiro da cidade de Campina Grande: “vocês não têm salvação,  É muita cachaça e pouca oração”.

Evidentemente que, dentro do devido respeito, a interpretação é livre. Quem sou eu para discordar ou questionar o Pontífice?

Coincidência ou não, na nossa “aldeia” – Vitória de Santo Antão – no mesmo dia, ou seja, quarta-feira, dia 26 de maio de 2021, o chefe do executivo local  emitiu decreto proibindo, dentre outras coisas, o consumo de bebidas alcoólicas em vias públicas,  durante dois finais de semana consecutivos – (29/05 – 06/06) praças, parques, pátios e etc.  Tais determinações estão  inseridas  no pacote de medidas atenuantes ao grave momento pandêmico em que estamos atravessando.

Salvo pesquisa mais aprofundada, acredito ser a primeira vez na nossa história que o Poder Municipal toma tal atitude  sintonizado com questões profiláticas, relacionadas à saúde pública.  Como resultado, fotos que circularam em grupos de whatssapp, demonstraram que o Pátio da Matriz virou um deserto nesse final de semana.

Ligando os dois acontecimentos aqui relatados, ocorridos no mesmo dia e independente entre si, em que  o primeiro teve  repercussão internacional e o segundo apenas com efeito   paroquiano, ressaltemos que  a formação do nosso lugar, que atualmente  atende pelo nome “Vitória de Santo Antão”, estão intimamente ligada aos dois temas: fé católica e produção de cachaça.

 Aliás, sobre um dos  principais elementos  da nossa formação econômica – engenhos de cana de açúcar e rótulos de cachaça – o eminente presidente do nosso Instituto Histórico, professor Pedro Ferrer, escreveu o premiado livro “República da Cachaça”. Nele, o “Pedoca” relata com riqueza de detalhes os  “sabores e dissabores” desse recorte temporal da economia  do nosso lugar.

Para concluir ( não sei se pela “polêmica” causada pelo Papa Francisco) o aludido livro do professor Pedro deu uma “disparada” no preço nas lojas virtuais, ou seja: ninguém compra por menos de R$ 220,00. “A água só corre para o mar……”

Há 209 anos fomos elevados à Vila de Santo Antão!

Hoje, 28 de maio de 2021, exatamente  há 209 anos, nosso lugar  – então Freguesia de Santo Antão – efetivava uma mudança na sua estrutura política/administrativa/social que dava inicio, em definitivo, ao que entendemos como  “feição” atual. Foi justamente no dia 28 de maio de 1812 que demos o nosso grito de  “independência”, ou seja:  fomos  elevados à categoria de  “Vila de Santo Antão”.

Naquele tempo, por assim dizer, ascender ao patamar de “vila autônoma” era tomar as rédeas do próprio destino. Nessa configuração (vila), no nosso caso, materializou-se a Câmara de Vereadores. Eleitos os primeiros vereadores (3),  daí por diante,  passamos a ter nessas figuras (vereadores), num só tempo, a encarnação do poderes constituídos, ou seja: Executivo, Legislativo e Judiciário.

Na época aludida – primeiras décadas do século XIX – nosso lugar era uma espécie de “terra sem lei”. Ou melhor: vigorava a famosa “Lei dos Mais Fortes”- Aliás, aqui e acolá, esse mesmo regramento continua  em voga no século atual. O comércio teve que se adaptar às regras gerais. Por exemplo:  pesos e medidas tiveram  que ser padronizados. Um tempo de muitas mudanças e conflitos constantes.

Portanto, se hoje, 28 de maio de 2021, estamos encarando  dias com mais decretos (estaduais e municipais) restritivos, por conta das medidas sanitárias em função da nova onda de contaminação pandêmica do novo coronavírus, lembremos que o mar de incertezas e imposições, no nosso lugar,  já foi bem maior.

Para concluir essas  linhas celebrativas e comemorativas, lembremos que desde o  “tempo lembrando” já éramos antonenses de nascença.  

O VITORIENSE DEFINITIVO – por Ronaldo Sotero.

 

Qual o vitoriense que nascido no século 19 ainda continua mencionado diariamente em sua terra natal? Nome de rua, de escola, ocupou na República os mais importantes cargos. De senador a ministro, inclusive no âmbito local, prefeito na década de 20. A memória de seu filho, prematuramente morto em acidente aéreo, deu nome à importante hospital regional no município: João Murilo de Oliveira. De 31.1.1951 a 08.6.1954, foi ministro da Agricultura do governo Getúlio Vargas. Naquele mesmo ano, em 24.8.1954, como registrado na carta- testamento, o presidente escreveria:”Saio da vida para entrar na história”. Nenhum outro vitoriense ocupou um cargo de ministro por tanto tempo. Nascido em 22.9.1889, faleceu em 17.9.1987, no Rio de Janeiro, JOÃO CLEOFAS DE OLIVEIRA é O VITORIENSE DEFINITIVO.

Ronaldo Sotero – jornalista. 

LIVE 102 – ao vivo – Projeto Maio Antonense – Elevação à Vila de Santo Antão – com George Cabral e Hely Ferreira.

Dentro do Projeto “Maio Antonese” – o mês azul e branco produzimos na tarde de hoje a 5ª   e ultima “Live”- Elevação à Vila de Santo Antão.  Inicialmente, mais uma vez, sintonizamos o internauta sobre o nosso projeto que tem como principal objetivo realçar os fatos marcantes da história da nossa cidade, sobretudo os  que ocorreram justamente num mês de maio.

Apoio cultural: 

O presidente do Instituto histórico e Geográfico, professor Pedro Ferrer, na sua introdução,  cuidou de traçar uma espécie de “linha do tempo”, desde à chegada do fundador, Diogo de Braga, até a nossa elevação à categoria de Vila, exatamente em 28 de maio de 1812. .

Patrocinador:

Na qualidade de convidado, o historiador, professor universitário e atual presidente do Instituto Histórico da cidade de Olinda, George Cabral, descreveu o conjunto de modificações operacionalizadas,  sob o ponto de vista da autonomia política/administrativa, ocorridas nos “lugares” em ascendeu à condição de vila. Com nossa Vila de Santo Antão, evidentemente não foi diferente.

Patrocinador:

Já o professor universitário, advogado e cientista político, Hely Ferreira, antonense da “gema”, nos proporcionou um olhar mais político, por assim dizer, na conjugação das forças por ocasião das importantes modificações históricas. Na questão do chamado “código de postura”, realçou ele: “deixava bem claro que a sociedade era formada por pessoas diferentes. 

Assim sendo, com essa “live de hoje”, encerramos o nosso Projeto “Maio Antonense” – o mês azul e branco, no qual produzimos um vasto conteúdo histórico sobre a nossa cidade. Aproveitamos para agradecer o apoio cultural do Instituto Histórico e Geográfico da Vitória e o patrocínio da Prefeitura da Vitória, através da Secretaria de Cultura e do Ferrer Diagnóstico.  

ASSISTA A LIVE COMPLETA AQUI. 

Viva os 80 ANOS DO MESTRE ZÉ DE VINA!

Viva o Mestre Zé de Vina! Viva! Vai começar mais uma grande ação no Museu do Mamulengo de Glória do Goitá e você pode participar de toda a programação gratuitamente! O projeto ’80 anos do Mestre Zé de Vina – o derradeiro ato’ tem uma missão: homenagear um dos maiores brincantes da Cultura Popular brasileira: José Severino dos Santos, o Mestre Zé de Vina.

Para isso, terá espetáculos, oficinas e uma exposição especial com a coleção de bonecos do Mestre Zé de Vina e o Mamulengo Riso do Povo. São quase 70 anos de história! Nesses próximos cinco meses, as ações serão ONLINE, pois a Pandemia obrigou a coordenação do projeto a readaptar as ações. Então, fica ligado nas redes sociais do @museudomamulengo.

O projeto começa no dia 01 de junho de 2021 e vai até o dia 30 de março de 2022. A Coordenação Geral do projeto é de @pablodantasoficial e a Produção Executiva é de @mestratitinha. Este projeto conta com o incentivo do Funcultura/Fundarpe – Governo do Estado de Pernambuco e tem o apoio da Associação Cultural dos Mamulengueiros e Artesãos de Glória do Goitá.

Quer saber mais sobre o Mestre Zé de Vina?

José Severino dos Santos nasceu no sítio Queceque, em Glória do Goitá, no dia 14 de março de 1940, filho de Severina Antônia da Conceição e de Manuel Firmino dos Santos. A família de seu pai era de Glória do Goitá, tendo sempre vivido no sítio em que Zé nasceu. Seus parentes maternos eram do Engenho de Queimados, no Município de Moreno, em Pernambuco. Quando sua mãe chegou em Glória do Goitá, ficou conhecida pelo apelido de Vina, por isso em Glória do Goitá todos o conhecem pelo nome de Zé de Vina. Ainda criança, ele era levado pelo seu irmão, Sebastião Cândido, para brincar Mamulengo. Em Lagoa de Itaenga, e em alguns lugares da Zona da Mata, é conhecido também pelo nome de Zé do Rojão.

O Mestre Zé de Vina é fonte de estudos acadêmicos, colaborando com pesquisadores de todo o Brasil. Já fez inúmeras reportagens e deu centenas de entrevistas, participou de dezenas de catálogos e fez milhares de apresentações durante todo esse tempo. Ele fundou o Mamulengo Riso do Povo em 10 de outubro de 1957 e junto com os seus bonecos marcaram a história das festividades da Zona da Mata pernambucana, visto que em praticamente todas as edições dos últimos 50 anos das festas do calendário tradicional, lá estava ele e seu brinquedo para garantir a animação do povo.

Ele é considerado como um dos mais importantes mestres mamulengueiros vivos do nosso Estado. “O Riso do Povo apresenta um espetáculo puro, original e absolutamente autêntico, na medida em que se desenrola na vertente criadora de séculos de tradição. O resultado é extremamente gracioso, divertido e importante para o conhecimento do que seja a tradição brasileira do teatro de bonecos”, depõe o pesquisador Fernando Augusto Gonçalves. Em 2016 o Mestre Zé de Vina recebe do IPHAN o Prêmio Teatro de Bonecos Popular do Nordeste.

Em 2017 ele foi agraciado com o prêmio Cultura Populares – edição Leandro Gomes de Barros, do Ministério da Cultura. No dia 14 de março de 2020, o Mestre Zé de Vina completou 80 anos e comemorou junto com a Associação Cultural dos Mamulengueiros e Artesãos de Glória do Goitá. Dedicou a sua vida ao Mamulengo e, por isso, é o brincante mais antigo em atividade. Por seu gigantesco conhecimento sobre a brincadeira, é reverenciado por todos os artistas, estudiosos e amantes da Cultura Popular brasileira. Viva os 80 ANOS DO MESTRE ZÉ DE VINA!

FICHA TÉCNICA:

Coordenação Geral: Pablo Dantas.

Produção Executiva: Edjane Lima (Mestra Titinha).

Designer: Java Araújo.

Intérprete de Libras: Janaina Maria.

Produção fotográfica e audiovisual: Vinícius Dantas.

Transmissão ao vivo (live): Mió TV Comunicação.

Oficina de Mamulengo: Tamires do Nascimento e Stéfani Leite.

Grupos:

Mamulengo Riso do Povo (Mestre Zé de Vina).

Mamulengo Arte da Alegria (Mestre Bel).

Teatro História do Mamulengo (Mestre Bila).

Mamulengo Nova Geração (Mestra Titinha).

ATIVIDADES:

Exposição de Bonecos.

Segunda à sexta / 9h às 12h e 14h às 17h.

Espetáculo de Mamulengo.

Mediante agendamento ou quantitativo de público presente.

Oficina de Mamulengo: A arte do boneco popular brasileiro.

Mediante agendamento.

Exposição:

De segunda a sexta: 9h às 12h e 14h às 17h.

Espetáculos (sempre às 15h).

20 junho de 2021 (online).

25 de julho 2021 (online).

29 de agosto 2021 (online).

27 de setembro 2021 (online).

25 de outubro 2021 (online).

24 de novembro 2021 (presencial).

23 de dezembro 2021 (presencial).

27 de janeiro de 2022 (presencial).

24 de fevereiro de 2022 (presencial).

24 de março de 20221 (presencial).

Oficinas aos domingos (14h às 15h).

20 junho de 2021 (online).

25 de julho 2021 (online).

29 de agosto 2021 (online).

27 de setembro 2021 (online).

25 de outubro 2021 (online).

Oficinas as terças-feiras (09h às 12h).

09 de novembro 2021 (presencial).

07 de dezembro 2021 (presencial).

11 de janeiro de 2022 (presencial).

08 de fevereiro de 2022 (presencial).

15 de março de 2022 (presencial).

CONTATOS:

Pablo Dantas: (081) 9 8803-4169.

Edjane Lima: (081) 9 9993-0139.

@museudomamulengo

Assessoria de imprensa. 

“Maio Antonense” – Elevação à Vila de Santo Antão – com George Cabral e Hely Ferreira.

Na “Live” de amanhã, quinta-feira, 27 de maio, além do presidente do nosso Instituto Histórico, professor Pedro Ferrer, teremos, também, dois professores que irão, justamente, realçar o processo de transformação e  seus respectivos desdobramentos no sentido da nossa elevação à categoria de vila – Vila de Santo Antão, a parir de maio de 1812. George Cabral e Hely Ferreira nos brindarão com boas explicações.  Portanto, reforçamos o convite aos internautas para acompanhar mais esse bate-papo, promovido pelo Blog do Pilako dentro do Projeto “Maio Antonense”, o mês azul e branco. 

 

ROCHINHA – por Pedro Ferrer.

Eulâmpio Valois da Rocha. Fomos vizinhos na Praça Diogo Braga. Após a mudança do dr. Edgard Valois, seu primo, para a nova casa na Rua Melo Verçosa, próximo ao Damas, Rochinha ocupou a casa da Diogo Braga. Tive boa convivência com seus filhos: Cláudio, Cleide e Roberto, amigos de infância. Na época”Seu” Rochinha era sócio de Inácio no Cine Braga e aprendiz de farmacêutico na Farmácia Galeno,  situada na Praça Duque de Caxias, de propriedade do primo Edgard Valois. Conta-se um fato interessante sobre sua aprendizagem na Farmácia.

Dado dia, um matuto aprumado chegou à farmácia, conversou com Rochinha e explicou o estado de saúde da esposa: “fraca, debilitada, sempre cansada”. Rochinha manipulou um produto e passou ao cliente com as devidas recomendações. Dois dias depois o matuto,  riscando brasa e cuspindo fogo,  adentrou o estabelecimento gritando: “minha mulher morreu e o culpado foi aquele moço.” Dr. Edgard aproximou-se,  pediu calma, mandou o aborrecido sentar-se. Chamou Rochinha que já estava escondido no laboratório.

Foi este que lhe vendeu o produto?

– Sim, senhor.

-O senhor trouxe o remédio?

– Claro, aqui está.

– Rochinha, sente-se aqui ao lado deste senhor.

Rochinha atendeu de pronto. Não tinha outra alternativa. Dr. Edgard tomou do frasco e o agitou bem. Agora beba Rochinha. Cegamente, o aprendiz o atendeu. Dr. Edgard serviu uma dose super forte. Agora fiquem os dois aí juntos para esperarem o resultado. Duas horas se passaram e o Rochinha nada de anormal apresentou.

– Sentiu, senhor, disse dr. Edgard. Sentiu, viu que a causa da morte da sua mulher não foi o remédio?

O matuto baixou a cabeça e sem nada falar ganhou a rua. Montou ao cavalo e sumiu.

Recentemente Rochinha confirmou-me esta história.

Eulâmpio tinha outras facetas: gostava de artes e amava compor poesias. Tenho três poemas que ele me repassou. Uma delas é sobre o Sobradinho.

Instituto prestou-lhe uma homenagem outorgando-lhe a COMENDA INSTITUTO HISTÓRICO. Homenagem justa. Um homem probo e íntegro. Obrigado Rochinha pelo seu exemplo como esposo, pai, amigo e bom farmacêutico. Para muitos dos nossos,  Dr. Rochinha. Fica o exemplo e a saudade.

Pedro Ferrer – presidente do Instituto Histórico e Geográfico da Vitória. 

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Projeto Maio Antonense – Elevação à Vila de Santo Antão – com George Cabral e Hely Ferreira.

Dando sequência ao Projeto “Maio Antonense” – o mês azul e branco, na próxima  quinta-feira, dia 27, estaremos promovendo a 5ª e última  LIVE,  com o tema: Elevação à Vila de Santo Antão. Abordaremos, entre outras coisas, o conjunto de mudanças  ocorridas em nosso lugar, justamente a partir de 28 de maio de 1812 – quando mudamos da categoria de Freguesia à Vila.

Apoio Cultural: 

Além do presidente do nosso Instituto Histórico, professor Pedro Ferrer, contaremos com dois convidados: os professores George Cabral e Hely Ferreira. Na medida do possível, sob o olhar dos Mestres, iremos avançar naquilo que marcou, definitivamente,  à consolidação e autonomia, sob todos os sentidos, dos antonenses nas questões locais.

Patrocinador: 

Professor da Universidade de Federal de Pernambuco, George Cabral, representando o Instituto Arqueológico Pernambucano, em outras ocasião, já proferiu palestra em nossa cidade sobre o tema aludido.  Já o professor universitário e renomado cientista político, Hely Ferreira, é antonense da “gema” e detentor de conhecimento histórico sobre nossas transformações políticas/administrativas.

Patrocinador:

VIVA O MAIO ANTONENSE – O MÊS AZUL E BRANCO!!!

SERVIÇO:

LIVE  5/5– “Maio Antonense”- o mês azul e branco.

Tema:  – Elevação à Vila de Santo Antão.

Canal – Blog do Pilako.

Dia – 27 de maio. Horário – 17h.

Vitória fica mais pobre: “Seu” Rochinha da Farmácia faleceu.

Acabei de receber a triste notícia do falecimento do senhor Eulâmpio Valois da Rocha – “Seu” Rochinha da Farmácia. Aos 99 anos, o mesmo faleceu de causas naturais em sua residência, na tarde de hoje (24/05/2021). Guardo de “Seu” Rocinha as melhores lembranças. Calmo e atencioso ele era um homem de muita sabedoria.

Minha mãe, “Dona” Anita, para efeito de diagnósticos sobre as mais variadas doenças, sobretudo em crianças, confiava nele cegamente. “Seu” Rochinha, dizia ela em tom de alivio: “ foi o médico dos meus filhos. Eu não sei o que seria de mim, sem Rochinha”.

Vitória/Covid-19: 3 mortos a cada 5 dias………

Entre idas e vindas, o mundo continua mergulhado nessa “bronca pesada”  que se chama pandemia do novo coronavírus. Para nós brasileiros, particularmente pernambucanos, que formamos uma população  expressivamente pobre, em grande parcela vivendo  na informalidade, além do problema  pontual  do “caixa vazio” temos que ficar atentos, também,  ao impacto  que o conjunto de incertezas, com vistas ao tempo futuro,  causa  na saúde mental dessas pessoas.   Inevitavelmente, algo que maltrata e adoece  por antecipação.

Particularmente na nossa “aldeia” – Vitória de Santo Antão -, aos poucos, até as pessoas que    inicialmente  olhava  essa situação (contágio)  com certa incredulidade, de uns tempos para cá, em função dos sucessivos acontecimentos “reais”,  vem  mudando de postura. Evidentemente que a vida tem de seguir, mas o formato de contato social, por força imperiosa do momento excepcional,  precisa ser reconfigurado.

O mais recente “boletim covid-19” realçou os números pandêmicos na nossa cidade (23 de maio de 2021). Cravou  250 óbitos. É como se nesses últimos 14 meses, cerca de 420 dias, tivéssemos perdidos  para o COVID-19, em média, 3 conterrâneos a cada 5 dias. Acredito que todos nós antonenses/vitorienses já choramos por um parente ou amigo próximo, ou mesmo por compaixão. Até quando seguiremos nessa marcha fúnebre?

LIVE 101 – ao vivo – Projeto “Maio Antonense” – Autonomia Jurídica – com Aluísio Xavier e Washington Amorim.

Dentro do Projeto “Maio Antonese” – o mês azul e branco produzimos na tarde de hoje a 4ª   “Live”- Autonomia Jurídica.  Inicialmente, mais uma vez, sintonizamos o internauta sobre o nosso projeto que tem como principal objetivo realçar os fatos marcantes da nossa cidade que ocorreram justamente nu mês de maio.

Apoio cultural: 

O presidente do Instituto histórico e Geográfico, professor Pedro Ferrer, na sua introdução,  cuidou de traçar uma espécie de “linha do tempo” para chegarmos ao dia 20 de maio de 1833, data  que marcou a nossa Autonomia Jurídica,  que  ainda  éramos, na qualidade de lugar,  Vila de Santo Antão.

Patrocinador:

O doutor Aluísio José de Vasconcelos Xavier, advogado com meio século de experiência, na sua fala, procurou, baseado em relatos históricos,  apontar às dificuldades dos magistrados da época em aplicar as leis num lugar marcado pelo autoritarismo e pela desigualdade social,  em que quase 90% da população estava mergulhada no analfabetismo.

Patrocinador:

o doutor Washington Luis Macêdo de Amorim, que preside a Ordem dos Advogados do Brasil na nossa região, fez referência ao alto  grau violência urbana vivenciada na então  Vila de Santo Antão,  por ocasião da instalação da nossa Comarca, citando os assassinatos ocorridos na direção dos magistrados, realçando, assim, o nível de acirramento com os “poderosos” da época – primeira metade do século XIX.

Assim sendo, a  próxima LIVE, dentro do Projeto “Maio Antonense” – o mês azul e branco, acontecerá na próxima quinta-feira, dia 27, e terá como tema central a nossa ” Instalação da Câmara de Vereadores”, ocorrida em 28 de maio de 1812. 

ASSISTA A LIVE COMPLETA AQUI. 

 

“Maio Antonense” – Autonomia Jurídica – com Washington Amorim e Aluízio Xavier.

Na “Live” de amanhã, quinta-feira, 20 de maio, além do presidente do nosso Instituto Histórico, professor Pedro Ferrer, teremos dois renomados advogados antonenses que irão, justamente, comentar sobre o processo e seus respectivos desdobramentos no sentido da nossa AUTONOMIA JURÍDICA, ou seja: quando deixamos de pertencer à Comarca do Recife, em 1833.  Portanto, reforçamos o convite aos internautas para acompanhar mais esse bate-papo dentro do Projeto “Maio Antonense”, o mês azul e branco. 

 

Projeto “Maio Antonense” – Autonomia Jurídica – com Aluízio Xavier e Washington Amorim.

Dando sequência ao Projeto “Maio Antonense” – o mês azul e branco, na próxima  quinta-feira, dia 20, estaremos promovendo a 4ª LIVE,  com o tema: AUTONOMIA JURÍDICA. Abordaremos, entre outras coisas, os desdobramento, na prática, do fato de deixarmos de pertencer à Comarca do Recife, a parir de 1833.  Vale Salientar que ainda ostentávamos o título de  Vila de Santo Antão.

Apoio Cultural: 

Além do presidente do nosso Instituto Histórico, professor Pedro Ferrer, contaremos com dois convidados: os juristas Aluízio Xavier e Washington Amorim. Na medida do possível, sob o olhar dos operadores do direito, iremos “mergulhar” na difícil tarefa dos magistrados em aplicar a lei na nossa então incipiente Vila de Santo Antão que, diga-se de passagem, vivia, ainda, por assim dizer, sob a “Lei dos Mais Fortes”.

Patrocinador: 

Advogados  renomados da nossa cidade,  ambos com “sangue antonense”,  Aluízio Xavier e Washington Amorim são figuras destacadas  no mundo jurídico do nosso estado. Assim sendo, mais uma vez, esperamos contar com a participação dos internautas do Blog do Pilako nessa LIVE Cívica e Histórica sobre a nossa cidade – Vitória de Santo Antão. 

Patrocinador:

VIVA O MAIO ANTONENSE – O MÊS AZUL E BRANCO!!!

SERVIÇO:

LIVE  4/5– “Maio Antonense”- o mês azul e branco.

Tema:  – Autonomia Jurídica.

Canal – Blog do Pilako.

Dia – 20 de maio. Horário – 17h.

O amor à vida – por Jodalvo Sampaio Couto.

Nascemos, vivemos, somos cidadãos, reproduzimos, envelhecemos e morremos. Desde ano passado, estamos tendo muitas mortes que normalmente não teríamos. Sonhos estão sendo massacrados. Vidas perdidas. Dores de famílias vão ficar para sempre.

 

O caminho para a solução é a vacina, além da conscientização da população em cuidados necessários: uso da máscara, álcool gel, entre eles. Assim,  VACINA é necessária e é a solução. A vacina representa a vida. E vida é amor. Amor à vida.

Jodalvo Sampaio Couto – advogado. 

Túnel do Tempo (há 88 anos): prefeitura X Lidador X AGTRAN…..

Através de arquivos eletrônicos, dias atrás, mergulhei no “oceano” informativo que atende pelo nome de  “O Lidador” jornal da nossa terra que se configurou como o mais longevo em circulação. Nessa pontual empreitada solitária,  “catava” eu informações sobre um atuante cidadão da nossa “aldeia” do inicio do século XX. Seu nome: João Rosendo – quem já passou dos 70 anos de vida, certamente o conheceu.

Pois bem, nessa navegação, por assim dizer, acabei, sem querer, encontrando nas páginas do histórico semanário – Lidador –, justamente na edição do sábado, 21 de janeiro de 1933 (há 88 anos) uma notícia, por incrível que possa parecer, bem “sintonizada” com o conteúdo  de  alguns vídeos que circularam,  recentemente,  pelos grupos de whatsapp da nossa cidade. Ou seja: apreensão de veículos (motos) –  pela AGTRAN  – que estavam estacionados na esquina da  Rua Melo Verçosa.  Aliás, em ato contínuo, também circulou vídeo do atual  diretor da AGTRAN, Marcelo Torres,  realçando o cadastro dos mototaxistas e outras providências.

Curiosamente, há 88 anos, diz a referida nota assinada pela gestão da prefeitura, publicada nas paginas do “Lidador”,  que os proprietários de veículos – bicicletas, carroças e etc – deveriam comparecer à prefeitura para o cadastro e aquisição dos suas respectivas “chapas” – imagino ser placas de identificação. Abaixo, segue a referida publicação. 

O mais curioso disso tudo, é que a mesma nota também “alerta” que,  se as bicicletas forem encontradas trafegando Rua Melo Verçosa – no mesmo local em que as motos, recentemente, foram recolhidas pela AGTRAN –,  serão apreendidas pela municipalidade. Até parece um brincadeira…..

Portanto, encerro  essas linhas, dizendo: como é bom pesquisar….Como é bom conhecer para poder se situar melhor, nas mais diversas possibilidades. Assim sendo,  concluo parafraseando o amigo antonense e jornalistas dos bons, Ronaldo Sotero:  “LER É DESCOBRIR”.

LIVE 100 – ao vivo – Projeto “Maio Antonense” – Imprensa e História – com Ednaldo Torres e André Fontes.

Dentro do Projeto “Maio Antonese” – o mês azul e branco produzimos na tarde de hoje,  a terceira  “Live”- Imprensa e História.  Nela, em primeiro lugar, mais uma vez, sintonizamos o internauta sobre o nosso projeto – “Maio Antonense” – o mês azul e branco.

Apoio cultural: 

O presidente do Instituto histórico e Geográfico, professor Pedro Ferrer, na sua introdução, “viajou” por séculos no sentido de mostrar a riqueza que temos guardada no acervo do Instituto Histórico no que se refere aos títulos de jornal impresso da nossa cidade, com destaque para “O Vitoriense” e “O Lidador”- hoje boa parte já digitalizado.

Patrocinador:

O comunicador Ednaldo Torres, que participou pela primeira vez de um encontro virtual (LIVE), dentro do tema – Imprensa e História – trouxe detalhes da sua contribuição no rádio local, assim como nas muitas passagens que atuou na qualidade de “mestre de cerimônia”, evidenciando fatos marcantes ocorridos na Vitória.

Patrocinador:

Já o historiador André Fontes, elencou títulos de jornais de todos os gêneros, com destaque para os chamados “apócrifos”. Destacou, também, um especie de tripé que deu vida à imprensa escrita local. Lembrou também o conjunto da obra (jornais)se configura como um diário da cidade, nesses últimos dois séculos.

A próxima LIVE, dentro do Projeto “Maio Antonense” – o mês azul e branco, acontecerá na próxima quinta-feira, dia 20, e terá como tema central a nossa “autonomia jurídica”, ocorrida em 20 de maio de 1833. Na qualidade de convidados, teremos mais dois ilustres conterrâneos –  Aluízio Xavier e Washington Amorim. 

ASSISTA A LIVE COMPLETA AQUI. 

Projeto “Maio Antonense” – Imprensa e História – com Ednaldo Torres e André Fontes.

Dentro do Projeto “Maio Antonense” – o mês azul e branco, hoje, quinta-feira (13), às 17h, teremos mais uma live com o tema: Imprensa e História. Na medida do possível, entre outras coisas, iremos “jogar luz” no fatos históricos pelas lentes da imprensa local. Na qualidade de convidados contaremos com o comunicador Ednaldo Torres e o historiador André Fontes. 

Projeto “Maio Antonense” – Imprensa e História – com Ednaldo Torres e André Fontes.

Dando sequência ao Projeto “Maio Antonense” – o mês azul e branco, amanhã, quinta-feira, dia 13, estaremos promovendo a 3ª LIVE com o tema: IMPRENSA E HISTÓRIA. Abordaremos, entre outras coisas, a importância da imprensa local na construção da historiografia antonense.

Apoio Cultural: 

Além do presidente do nosso Instituto Histórico, professor Pedro Ferrer, contaremos com dois convidados: o comunicador Ednaldo Torres e o historiador André Fontes. Desde o primeiro título lançado ( O Vitoriense),  em 05 de novembro de 1866, que Vitória “se alimentou” e foi “abastecida” por inúmeros jornais. Praticamente, tivemos para todos os gostos.

Patrocinador: 

Na qualidade de membro atuante na imprensa local, o comunicador Ednaldo Torres, desde a sua primeira participação como profissional da locução, o mesmo foi testemunha ocular dos mais variados fatos históricos. Na qualidade de estudioso da história local, inclusive com produções de livros sobre a história local, o professor André Fontes certamente nos brindará com bons registros.

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Assim sendo, mais uma vez, convidamos os internautas do blog do  Pilako para acompanhar esse bate-papo sobre os fatos importantes da nossa cidade, sobretudos os ocorridos num mês de maio, fonte inicial desse projeto.

VIVA O MAIO ANTONENSE – O MÊS AZUL E BRANCO!!!

SERVIÇO:

LIVE  3/5– “Maio Antonense”- o mês azul e branco.

Tema:  – Imprensa e História.

Canal – Blog do Pilako.

Dia – 13 de maio.

Horário – 17h.