LEMBRANÇAS DE UM TEMPO VITORIENSE – por Marcus Prado.

LEMBRANÇAS DE UM TEMPO VITORIENSE – Primeira de uma série.

Tempos difíceis e desafiadores no passado não muito remoto para os amantes da Fotografia. Para revelar um filme em preto e branco, só tínhamos as lojas de Edinho da Casa Edson e a de Dilermando da Cunha Lima. Para os filmes coloridos, Edinho pedia paciência, prazo mínimo de 15 dias, eram remetidos para o Rio de Janeiro. Dilerma só aceitava revelações em P&B, feitas no Recife.

Marcus Prado – jornalista.

7ª Festa da Saudade: mais uma noite inesquecível!!!

Com muita expectativa, por parte dos que gostam de dançar e são detentores do chamado bom gosto musical, a 7ª edição da Festa da Saudade “entregou” o prometido.

Na primeira parte do evento, por assim dizer, subiu ao palco do Clube Abanadores “O Leão”, pontualmente às 22h, a Banda antonense Vintage Soul, executando os clássicos do rock – internacional e nacional. Veja o vídeo:

 

Quando o relógio já marcava 23:59h, a internacional Orquestra Super Oara emitia os primeiro sinais sonoros, daquilo que seria uma noite, musicalmente, inesquecível. Até às 3:30h, o público na parou de dançar. Com um repertório eclético, que vai do refinado ao popular, a Super Oara mostrou o porquê que lhe cabe bem o  título de uma das melhores bandas/baile do Brasil. Veja o vídeo:

Na qualidade de promotor do referido evento, aproveito para agradecer a todos parceiros e participantes em geral, sem esquecer, claro, do patrocinador do encontro dançante: Engarrafamento Pitú. 2025 tem mais……

SÉTIMA FESTA DA SAUDADE – por Sosígenes Bittencourt.

Vitória de Santo Antão-PE (17 de Agosto de 2024).

Saudade é um sentimento que não morre quando se mata. É matando saudade e morrendo de saudade. Quem gosta de fustigar saudade é Cristiano Pilako, aqui na cidade. Dizem que a palavra Saudade só existe em nossa língua, mas não é questão de idioma, é de coração de verdade. Boa festa entre amigos e cultivo de amizade.
Próximo ano, tem de novo, enquanto houver idoso, pra nossa felicidade.

Palmas e muito obrigado!

Sosígenes Bittencourt

Obs: veja o vídeo do professor dançando…https://youtube.com/shorts/PfJBdfwp_co?si=VDDD_jIq8-mzWdIW

17 de agosto: dia da Batalha de Casa Forte! – por @historia_em_retalhos.

Capítulo importantíssimo da expulsão dos holandeses aconteceu no dia 17 de agosto de 1645, em Casa Forte.

Derrotados na Batalha das Tabocas, em Vitória de Santo Antão, 14 dias depois, os holandeses decidiram acampar no engenho de Anna Paes, imóvel onde funcionou o Colégio Sagrada Família, ao lado da matriz de Casa Forte.

E montaram um plano: o comandante Hendrick Van Haus ordenou que o major Carlos Blaer fosse até a Várzea, raptar todas as mulheres dos luso-brasileiros e as trouxessem até o engenho de Anna Paes.

Tomando conhecimento da trama, os luso-brasileiros, marchando sob pesada chuva, conseguiram atravessar o rio Capibaribe, a nado, na altura do Cordeiro, até alcançar e cercar o engenho, na manhã do dia 17 de agosto.

Pegos de surpresa, os batavos refugiaram-se na casa-grande e colocaram as mulheres prisioneiras nas janelas.

O chefe da tropa luso-brasileira, interpretando o ato como um sinal de capitulação, ordenou um cessar fogo e enviou um oficial para negociar a rendição com os neerlandeses.

Covardemente, o emissário foi morto na frente da tropa.

Enfurecidos, os insurgentes atacaram com ferocidade e sede de vingança, ateando fogo na casa.

Cercado e sufocado pela fumaça, o chefe flamengo empunhou uma bandeira branca e o cabo de uma pistola, em sinal de rendição, capitulando junto com a sua tropa.

A derrota custou aos batavos 37 mortos, muitos feridos e mais de 300 prisioneiros, além de grande quantidade de armamento, cavalos e víveres.

Você sabia?

– o nome do bairro “Casa Forte” deve-se justamente à utilização militar da casa-grande do engenho de Anna Paes.

– a Av. 17 de agosto, principal via da região, ganhou esse nome em alusão ao fato histórico.

– as casas do engenho situavam-se em um grande pátio, chamado Campina de Casa Forte, que, no século 20, tornou-se o primeiro jardim público do grande Burle Max: a Praça de Casa Forte!

– o sobrado onde, hoje, funciona o requintado restaurante Nez Bistrô foi, no passado, a senzala do Engenho Casa Forte.

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Sétima Festa da Saudade – acontece neste sábado!!!

Amanhã, sábado (17), o Clube Abanadores “O Leão” abrirá suas portas para acolher o público da Sétima Edição da Festa da Saudade. Como próprio nome diz, o evento é voltado ao segmento de pessoas mais maduras, sobretudo aos que gostam de dançar.

Com a garantia da “casa cheia”, o encontro social dançante mais esperado da cidade contará, mais uma vez, com internacional Orquestra Super Oara, liderada pelo sempre animado Elaque Amaral.

Portanto, na próxima segunda-feira, estaremos postando lances do evento!!!

Cônego Américo Pita – por Pedro Ferrer

Este conheci bem. Batizou-me, ouviu minhas confissões, deu-me a eucaristia pela primeira vez. Só não me casou.  Todas as quintas à tarde, íamos, eu e colegas do Ateneu, ao catecismo na Matriz. Dona Maria Aragão não abria mão dessa prática. Formava as filas na calçada do Ateneu Santo Antão, no beco do Rosário, hoje rua Osman Lins,  e tocava-nos para o templo. Meninos à direita, meninas à esquerda e o reverendo Pita, de batina preta surrada, posicionava-se no centro da nave. Era um ir e voltar contínuo. Um olho na doutrina católica e o outro na garotada.

– Quais são os pecados capitais?

Tinha medo dele. Não era eu, o único a teme-lo. Todos, inclusive os adultos temiam o velho pároco. Padre Pita ganhou fama de brabo e não foi gratuitamente. Assisti, sendo seu coroinha, o ranzinza expulsar garotas da igreja por não se trajarem adequadamente para um ambiente religioso. Certo? Errado? Para a época era certo e todos os aplaudiam por essas atitudes.

Nem tanto ao mar, nem tanto à praia, mas bem que hoje, os sacerdotes poderiam ser mais vigilantes quanto ao modo de vestir dentro dos templos. Comigo se passou um fato interessante que ilustra bem sua brabeza. Tinha eu sete ou oito anos. Conversava prazerosamente durante a missa das 8 horas, quando ele resolveu parar o ofício religioso, desceu, pegou-me pela orelha e pôs-me de joelho ao lado do altar. Os outros garotos, que participavam da algazarra, silenciaram. Morri de vergonha e mais, de medo, temendo que o acontecido chegasse ao conhecimento dos meus pais.

Voltemos ao nosso padre Pita. Nosso, porque, apesar da brabeza, era um vigário estimado e admirado. Dedicado, virtuoso e sobretudo apóstolo. Pelo seu empenho e interesse Vitória de Santo Antão ganhou a casa dos pobres e o colégio Nossa Senhora da Graça. Isso sem falar em outras conquistas tais como: construção da capela de São José na Mangueira e de Nossa Senhora do Loreto em Água Branca. Empenhado na organização da paróquia e no seu trabalho de apostolado não se descuidava dos diversos órgãos da Ação católica: JEC, JOC, Cruzada eucarística, apostolado do Sagrado Coração de Jesus, Pia União das Filhas de Maria, Vicentinos, Irmandade das Almas etc. Para congregar e atrair os jovens criou, com o padre Vasco, o Grêmio Paroquial, que organizava jogos, tertúlias e peças teatrais.

Padre Pita nasceu no dia 18 de fevereiro de 1885, em Coruripe, cidade alagoana. Aos 18 anos ingressou no Seminário de Olinda. Em 1911 foi ordenado presbítero em cerimônia presidida por dom Luís Raimundo da Silva Brito. Sua primeira missa foi celebrada na Matriz de Santo Antão que tinha como vigário seu primo, o padre Américo Vasco.

Seu empenho e seu comprometimento com a fé cristã valeu-lhe a outorga de dois títulos: Cônego Honorário da Sé de Olinda (1935) e Monsenhor (1950).

Sobre padre Pita repetiríamos as palavras escritas pelo mestre José Aragão: ”De sua fé acrisolada, de sua piedade esclarecida, do seu total devotamento ao reino de Deus em nossa terra, que ele amava como sua; de sua cooperação desinteressada a todas as instituições e iniciativas locais, resultaram, para a comunidade, benefícios incomensuráveis, razão porque os defeitos que pudesse ter, como ser humano, portanto contingente, foram superados e fartamente compensados pelas virtudes, por todos reconhecidas e proclamadas” (Revista do Instituto Histórico e Geográfico, volume 6º, página21).

Seguem outros depoimentos: – cansei em ouvir meu pai repetir, “padre Pita é um padre de verdade, homem modelar”;

– “padre Pita, podemos afirmar sem nenhum vislumbre de exagero é um dos verdadeiros ministros de Deus, é o genuíno “Alter Christus” da religião de Jesus, é o verdadeiro tipo de sacerdote católico. Padre Pita, sacerdote virtuoso, soube se impor à admiração do povo de Vitória que lhe cultua uma amizade leal”. (“A Voz Parochial, 31 de março de 1918);

– “aqui em Vitória o padre Pita deixou vestígios imorredoiros e inesquecíveis, como sacerdote virtuoso e abnegado, como amigo particular e também como jornalista primorado nas colunas deste jornal onde tem colaborado desde a fundação do mesmo até hoje”. (A ”Voz Parochial, 18 de fevereiro de 1919)

Após sessenta anos de vida sacerdotal, dedicados à pregação do Evangelho e à defesa da fé, o probo e íntegro padre entregou sua alma ao Senhor, no dia 27 de abril de 1971.  Vitória de Santo Antão cobriu-se de luto.

O Instituto Histórico e Geográfico que tem o Monsenhor Américo Pita como um dos seus cofundador, reverencia sua memória no setor do Museu Sacro, cujas principais peças partiram de seu magnânimo espírito.

– Ano Novo (Padre Américo Pita)

“Ao afloral do ano novo ainda a humanidade esfarrapada, esquálida, desgrenhada arrastando-se pelos escombros da civilização, da arte e da religião solta ainda um gemido dolente repassado de angústias. O mundo ainda é o sudário da guerra, com os corvos da miséria de garras aduncas esvoaçando crocitante por sobre o charco putrefato da humanidade.

A alma da Igreja compungida cantando a pouco o “Gloria in excelsis Deo et in terra pax homnibus”, visava talvez, o trapejar do lábaro branco da paz sobre as ruinas do mundo por entre a fumarada espessa dos semeadores da morte complemento tétrico da barbaria humana.

Cada ano que lá vem trás na sua psicologia a risonha esmeralda esperança como que sendo fonte d mil venturas no desenrolar do futuro. Oh! quimérica esperança que te transformas na rígida realidade da desilusão. Mas ah! que prossegue a marcha dos tempos e o mundo a convulsionar na guerra.

O mesmo tempo imutável partícula da eternidade no seu eterno evoluir vai escrevendo o episódio doloroso deste século de sangue que o próprio Deus com as mãos plenas de justiça esconde as suas faces para não ver a injustiça e a desobediência dos homens, ao seu “pax homnibus”. E a devastação campeia arrastando manietada a deusa sublime dos povos, a liberdade.

A liberdade irmã gêmea da paz foi banida do seu trono enquanto o despotismo tem o cetro da realeza… (“A Voz Paroquial”, 31 de janeiro de 1918).

Obs. Na época a humanidade estava em plena Primeira Guerra Mundial, 1914-1918.

Pedro Ferrer

Cascatinha da Matriz – por Sosígenes Bittencourt.

(A Cascatinha da Matriz e Manoelzinho de Horácio)

Papai me contava e mamãe assevera que quem construiu essa praça, chamada Dom Luís de Brito, foi Horácio de Barros, pai de Manoelzinho Rangel. Depois, diz que Horácio de Barros não foi à inauguração da obra, porque estava acometido de Tifo. Assistiu ao evento, debruçado na janela de sua casa, na Rua Imperial, popularmente conhecida como Rua do Meio.

Era nessa Cascatinha que Manoelzinho de Horácio tomava cachaça com caramelo de menta, contava piada, soltava lorota e empulhava o mundo. Manoelzinho de Horácio partiu para a Eternidade aos 73 anos, já faz algum tempo. Ele contava que o médico que lhe tirou o baço e garantiu-lhe um ano de existência morreu primeiro.

Certa vez, Manoelzinho de Horácio me contou que fez um frio tão grande em Vitória de Santo Antão que o Leão Coroado, na frente da Estação Ferroviária, saiu do monumento e foi se esconder dentro de uma barbearia do outro lado da Praça. Manoelzinho de Horácio era jogador de futebol. Diz que, um dia, ele foi bater um pênalti, quando o adversário Tenente Índio o ameaçou: – Se fizer o gol, me apanha! Manoelzinho não teve dúvida, furou o gol e saiu correndo do estádio José da Costa, solto na buraqueira, pelo Dique afora.

Sosígenes Bittencourt

Festival Palavra Cifrada – Vitória

Com abertura em Vitória de Santo Antão, Palavra Cifrada celebra a riqueza da cultura brasileira

Em sua terceira edição, festival de literatura itinerante começa sua programação pela cidade da Zona da Mata

O Festival Palavra Cifrada, organizado por Alexandre Melo, da NósPós Produtora com incentivo do Funcultura, chega a sua terceira edição com uma programação recheada de grandes nomes da literatura, da música e da arte performática de várias partes do país. Começando nesta quinta, 15/8, em Vitória de Santo Antão, o evento vai percorrer ainda o Sertão (Afogados da Ingazeira), o Agreste (Garanhuns) e a Região Metropolitana (Recife) até o dia 31.

Em Vitória a grade tem início às 14h no Colégio Municipal Três de Agosto, com uma oficina ministrada pelo escritor, editor e professor Wellington de Melo com o tema A literatura e a leitura na sala de aula, abordando as estreitas relações entre a literatura e a educação. Wellington é autor de livros como os romances Estrangeiro no labirinto (semi-finalista do Prêmio Portugal Telecom) e Emílio, além do livro de poemas O Caçador de Mariposas, traduzido para o francês. Ele é também o curador legatário da obra de Miró da Muribeca.

Já na parte da noite, a partir das 19h, o festival se transfere para o Teatro Silogeu, onde o premiado escritor e ilustrador Whalter Moreira dos Santos presenteia o público com a aula Quando a palavra quer somente ter cor e forma, em que demonstra com desenhos e cores a mágica das imagens se transformando em palavras e histórias. Whalter tem mais de 40 livros publicados em diversos gêneros, como teatro, poesia, conto, romance, memória e infanto-juvenil e obras traduzidas para braile e alemão. Entre outros prêmios, tem o José Mindlin e o Cidade de Curitiba (por O Ciclista), Prêmio Casa da Cultura Mário Quintana e Fundação Cultural da Bahia (Um certo rumor de asas) e Prêmio Nacional Cepe de Literatura (O metal de que somos feitos).

Encerrando o dia, Wellington de Melo volta, desta vez para conversar com o romancista e poeta João Paulo Parísio e professores da região sobre literatura e educação. Parísio, que já foi definido pelo crítico José Castello como “um dos principais nomes da nova geração de narradores brasileiros”, é autor de Legião anônima (contos), Esculturas fluidas (poesia), Retrocausalidades (romance), entre outros livros.

PROGRAMAÇÃO COMPLETA

VITÓRIA |  15/08 | QUINTA – FEIRA

Oficina |A literatura e a leitura na sala de aula| com com Wellington de Melo:

A produção e reprodução de literatura a partir da realidade local será desenvolvida  pelo  escritor  e  escritora  que  têm  relações  profissionais diretas com a sala de aula.

Horário: 14h | Local: Colégio Municipal Três de Agosto

Aula Master | Quando a Palavra Quer Somente Ter Cor e Forma| com Walter Moreira dos Santos

Um dos escritores e ilustradores mais premiados e publicados do país, Walter  Moreira  demonstra  com  desenhos  e  cores a  mágica  das imagens se transformarem em palavras e estórias.

Horário: 19h | Local: Teatro Silogeu

Conversa | Pedagogia da palavra| com Wellington de Melo e João Paraíso

Conversa sobre literatura e educação com professoras e professores da Região Metropolitana do Recife.

Horário: 20h | Local: Teatro Silogeu 

Assessoria

Vida Passada… – Francisco Mangabeira – por Célio Meira

Matriculou-se, Francisco Mangabeira, em 1894, aos 15 anos de idade, na Faculdade de Medicina da Baia. E três anos mais tarde, republicano e patriota, partiu, no batalhão acadêmico, rumo à terra selvagem de canudos, onde serviu, à Nação e à Pátria, nos hospitais de sangue. Quando regressou da carnificina, nos sertões baianos, escreveu, em excelentes versos, a “Tragédia Épica”. Ingressou, a esse tempo, informa um biógrafo, esse jovem poeta jornalista, no “Diário da Baia”. E em 1900, quando se extinguia o século XIX, conquistou, aos 21 anos, a carta de doutor em medicina.

Diplomado, não quis viver, esse baiano ilustrado, na terra onde nasceu, e levando, no coração, a esperança, que é luz dos moços, iniciou sua jornada , no Amazonas. E caminhava contente, pelas estradas da vida, clinicando e fazendo versos, quando, a 6 de agosto de 1902, explodiu a 3ª revolução acreana, sob a chefia de Plácido de Castro, na formosa Xaporí, dominada nessa época, pelo governo da Bolívia.

Alastrou-se, rapidamente, `às margens dos rios e nas estradas dos seringais, a rebeldia sagrada. Aderiram, a esse movimento nacionalista, e armado, homens de todas as classes. Formaram-se batalhões. E o médico Francisco Mangabeira, com o mesmo espírito arrebatado do estudante de Canudos, não ficou indiferente à cruzada de seus irmãos do extremo norte, em que se reivindicava o solo da pátria, e se ofereceu ao corpo médico, conta Napoleão Ribeiro, ao lado de Batista  de Morais, médico, tribuno e revolucionário.

E o no dia 1º de maio de 1903,  quando o “Franco Atirador”, batalhão patriótico, sob o comando do coronel Hipólito Moreira, ex-ministro da justiça, em 1899, no governo do Estado Independente do Acre, “partia de Boa Fé, para Porto Rico”, escreveu, Mangabeira, o poeta do “Hostiário”, “em casa de residência do coronel José Soares Pereira”, narra o autor do “Acre e seus Heróis”, o Hino Acreano, cantado pelos combatentes, no coração das matas virgens e equatoriais.

Doente, gravemente, sentido a aproximação da morte e a saudade irremovível de sua gente, abandonou,  Mangabeira, a gleba amazônica, buscando a terra onde nasceu. E abordo de um vapor, defronte da baia de Gurupí, entre o Pará e o Maranhão, morreu Francisco Mangabeira, no dia 27 de janeiro de 1904, pronunciando, na agonia, conta Heitor Moniz, estas palavras de tristeza e infortúnio.

Como é que morre um poeta , aos 25 anos!

E finou-se, desse modo o iluminado poeta do “Visões de Santa Tereza”, sem rever a Baia de seu coração, terra de sua meninice. (1)

1 – Transcrita da “Folha do Norte”, de Belém do Pará, edição 29 de fevereiro.

Célio Meira – escritor e jornalista. 

LIVRO VIDA PASSADA…, secção diária, de notas biográficas, iniciada no dia 14 de julho de 1938, na “Folha da Manhã”, do Recife, edição das 16 horas. Reúno, neste 1º volume, as notas publicadas, no período de Janeiro a Junho deste ano. Escrevi-as, usando o pseudônimo – Lio – em estilo simples, destinada ao povo. Representam, antes de tudo, trabalho modesto de divulgação histórica. Setembro de 1939 – Célio Meira.

Bolsonaro em Vitória: missão cumprida….

Na sexta-feira (09), na nossa Vitória de Santo Antão, o dia começou “girando” na expectativa da visita do ex-presidente Jair Messias Bolsonaro, antes, anunciada, com entusiasmo, pelos vereadores Marcos da Prestação e Felipe Cezar.

Ainda não era 8h e o local marcado para o encontro com o Capitão já estava “vestido” nas cores  verde/amarelo. Veja o vídeo:

Marcado por uma divisão doentia, o Brasil vivenciou a eleição presidencial de 2022 com preocupação. Os relacionamentos familiares, os grupos de amigos,   vizinhos antigos  e todo tipo de agrupamento social, após o pleito, vencido pelo candidato do PT, Lula da Silva, nunca mais foram os mesmos. Sempre há, aqui e acolá, uma provocação.

Indiscutivelmente, a liderança exercida por Jair Bolsonaro é algo admirável. Pessoas, dos mais variados extratos sociais, enxergam nele um porto seguro. Um Mito, como muitos falam.

Assim como nas outras cidades,  que estiveram no roteiro da mais recente visita a Pernambuco, o povo da Vitoria de Santo Antão não decepcionou. No contraponto de narrativas e provocações, circulou um vídeo nos grupos de WhatsApp locais “zombando” das pessoas que se posicionaram, logo cedo, na padaria marcada, na esperança de tomar com um café com o presidente. Mas ao final, imagino que o objetivo político da visita, aparentemente, foi cumprido.

Festa da Saudade: dançante e com bom gosto musical!!!

Ao melhor estilo romântico e dançante, num só tempo, no sábado, 17 de agosto, acontecerá a 7ª Edição da Festa da Saudade. O evento ocorrerá no tradicionalíssimo Clube Abanadores “O Leão”.

No primeiro ato musical, subirá ao palco a antonense Banda Vintage Soul, para executar os clássicos nacional e internacional. Em ato continuo, a Orquestra Arcoverdense de Ritmos Americanos – Super Oara – se encarregará de sacudir todos das cadeiras, na direção da pista de dança.

Articulado de maneira prévia,  os participantes  seguem em compasso de espera. É bom que se diga, esse modelo de festa – voltado para um público mais maduro e com bom gosto musical – é algo que não se configura em tarefa das mais fáceis. Com o imprescindível apoio do Engarrafamento Pitú, por mais um ano, a Festa da Saudade é uma realidade!!!

Este é Fábio Martins Gouveia, o “Fia” – por @historia_em_retalhos.

Talvez você não recorde, mas este paraibano (de Bananeiras) é considerado um dos maiores nomes e o principal precursor do surfe nacional.

Discreto, Fábio Gouveia nunca esteve no centro dos holofotes da grande mídia, mas foi o principal responsável pela ascensão do surfe brasileiro no cenário mundial, enquanto Gabriel Medina nem sonhava em nascer.

Depois da sua inédita conquista do título mundial amador de 1988, os olhos do mundo do surfe voltaram-se para o Brasil, porque jamais um brasileiro havia ganho um torneio em escala mundial.

Quatro anos depois, em 1992, ele já estava ranquiado na 5.º posição do Circuito Internacional Profissional (WCT) e, durante dez temporadas (entre 1992-1996 e 1999-2003), ficou entre os 45 melhores surfistas do WCT.

Foi, ainda, o primeiro surfista brasileiro a ganhar uma etapa da elite do esporte no Havaí (1991).

O menino de Bananeiras que aprendeu a surfar em João Pessoa/Cabedelo tinha uma outra particularidade: foi viajando com a esposa, Elka, e os três filhos (algo muito incomum no circuito do surfe dos anos 90) que ele conquistou os seus maiores títulos.

A família era o seu amuleto.

Fia competiu profissionalmente até 2009, quando decidiu aposentar-se.

Hoje, mora em Florianópolis/SC, tendo a sua própria empresa de fabricação de pranchas, a Fabio Gouveia Shape & Design.

Alô, Prefeitura de João Pessoa e/ou Cabedelo, penso que Fabinho Gouveia merecia mais reconhecimento em sua terra natal.

Desconheço qualquer registro público em homenagem aos seus grandes feitos.

A quem interessar, recomendo o documentário “Fábio Fabuloso”, de Pedro César, Ricardo Bocão e Antônio Ricardo.
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