Eleições 2024: um “raio x” nas postulações à Casa Diogo de Braga…

No sentido de contribuir com o processo eleitoral local, doravante, estaremos postando uma espécie de “raio x” das candidaturas à Casa Diogo de Braga, diga-se: vereança.

Dentre as  divulgações também  haverá espaço para  comentários, no que diz respeito ao  levantamento realizado, levando-se  em consideração as seguintes informações: idade média dos postulantes,  escolaridade, estado cível  e curiosidades relativas ao patrimônio dos 201 concorrentes, inscritos até o presente momento.

Vale lembrar, também,  que para o pleito de 2024, em Vitória de Santo Antão, aos  que desejam uma cadeira na câmara,  a Justiça Eleitoral estipulou como “teto de gasto”  o valor de R$ 44.665,80. Será mesmo que todos irão cumprir essa determinação?

Mediante as informações no site do TSE,  disponíveis (hoje), em Vitória, para 2024, teremos 201 postulações: 137 masculino (68,5%) – 64 feminino (31,85%).

No conjunto das postulações, no quesito patrimônio,  a expressiva maioria respondeu: “não há bens a declarar”. Mas há, também, pelo menos dois candidatos que declaram patrimônios  milionários. Ou seja: possuem algo superior a hum milhão de real.

Assim sendo, em breve,  estaremos postando informações mais detalhadas sobre o conjunto de  candidaturas para um assento na Casa Diogo de Braga.

Professora Inês Bandeira….

MARIA INÊS NERI BANDEIRA, ou simplesmente: Professora Inês. Teve a imensa honra de iniciar seu curso primário e sua vida estudantil, sobre a tutela e o bastão da ilustre e dileta professora Eunice Xavier. Após sua formação preliminar, passou a estudar no glorioso Colégio Nossa Senhora da Graça. Tendo nele, concluído o Curso Normal (magistério nos dias atuais). Antes mesmo de se formar, já havia sido nomeada Professora Regente de Classe, no educandário que iniciou seus estudos. Sortuda, Inês ocupou e assumiu a cadeira que outrora havia sido regida sobre a tutela da grande mestra e exemplar Eunice Xavier.

Tempos após, os dirigentes municipais resolveram instalar de forma inusitada e pioneira, o Curso de Jardim de Infância no Grupo Escolar Pedro Ribeiro, E Inês, foi convidada a efetuar uma capacitação rápida e eficaz, a fim de assumir tal mister. Relutante e insatisfeita, pois haveria de afastar-se dos seus antigos e queridos comandados, cumpriu religiosamente o que lhe fora determinado pelos dirigentes da educação municipal à época. Haviam pois, prometido que se não houvesse adequação ao tipo de convivência didática com tal nível de ensino, a retornariam à classe e aos alunos de outrora.

Porém, automaticamente a identificação no lidar com crianças foi além do normal, virou magia, virou vício.  Inês gostou e amou a temida troca. Com os minúsculos alunos do jardim de infância, a querida professora Inês conviveu, amou, educou e foi até, um pouco de mãe. Às outras turmas, jamais retornou. Voltar, pra que?

Inês foi parceira e cônjuge de um dos baluartes desta casa, desta instituição chamada Instituto Histórico da Vitória de Santo Antão. Seu companheiro Milton Bandeira defendeu e lutou pela manutenção e preservação desta instituição.

Os ex-alunos da professora Inês, hoje estão formados, hoje estão maduros. São até avós. Porém, o grande legado da professora Inês é imensurável, é indescritível. É simplesmente mágico. Inês é aquela de sempre, aquela lá do distante passado e não mais existente jardim de infância do Grupo Pedro Ribeiro. Pedro Ribeiro que à sombra das palmeiras de Santo Antão, vislumbrou e conviveu com a magia do formar vitorienses, formar caráter, formar gente. Gente da Vitória. Gente das plagas da Vitória de Santo Antão Santão. Da sua Diretora Anunciada, das colegas Guiomar e Bete, de dona Margarida e muitas outras flores do sacerdócio do criar, do educar, do fazer o bem.

Drayton Bandeira

Vida Passada… – Visconde de Suassuna – por Célio Meira

Na antiga vila do Recife, em o último decênio do século XVIII, nasceu Francisco de Paulo Cavalcanti de Albuquerque. Inclinado à carreira gloriosa das armas, vestiu, aos 14 anos, a farda de soldado do exército da colônia. E sete anos depois, segundo as notas de Pereira da Costa, tinha, Francisco de Paula, o posto de 2º tenente. Casou-se, a esse tempo, com a prima Maria Joaquina Cavalcanti Salgado, da velha fidalguia. Em 1816, era 1º tenente de artilharia.

Quando se desencadeou a revolução republicana de 6 de março de 1817, Francisco de Paula, ardoroso, desejando um Brasil liberto, desembainhou a espada, e esteve, ao lado do pai, o bravo coronel Suassuna, nas linhas de frente dos rebeldes. Aniquilada a insurreição, ao peso das armas do marechal Cogominho e de Rodrigo Lobo, chefe naval, pagou, duramente, sua ousadia, esse intimorato recifense, nos tenebrosos cárceres da Baia. Voltou, em 1821, a Pernambuco, batalhando pela independência do Brasil.

Assumiu, na qualidade de vice-presidente, o governo da província natal, em 1826, na ausência de Mairinck da Silva Ferrão. Galgou, em 1827, o posto de tenente-coronel. Sentou-se, de novo, na cadeira da presidência, a 23 de fevereiro de 1932, substituindo Francisco Pais de Andrade. E três anos depois, ostentando os galões do coronelato, reformou-se no posto de brigadeiro. Encerrou, desse modo, sua brilhante carreira militar. Nomeado presidente do berço natal, assumiu o governo, em 1835, permanecendo, no poder, até 37, quando entregou ao Camargo. E esteve ainda, à frente as administração de Pernambuco, em maio de 1838, no impedimento de Francisco do Rêgo Barros, o eminente conde da Bôa-Vista.

Representou a terra de seu nascimento, escreve Pereira da Costa, na Assembleia provincial e na Câmara Geral, ocupando, aos 47 anos de idade, a cadeira vitalícia de senador do Império, e merecedor, meses depois, a honra de uma pasta de ministro.

Organizando, Antonio Carlos, a 24 de junho de 1840, o primeiro gabinete do segundo Império, entregou a pasta de guerra a esse eminente filho do Recife. Serviu, fielmente, na idade das reflexões, à Coroa bragantina, aquele que, vinte e três anos antes, na idade romântica das aventuras, tentou destruí-la.

Agraciou-o, no ano seguinte, o governo, com o título de barão de Suassuna, concedendo-lhe, mais tarde, a graça do viscondado. Em 1849, fatigado das lutas políticas, recolheu-se à vida tranquila, com o firme proposito de não voltar à arena dos combates. E durante trinta anos, pouco a pouco, se foi apagando a estrela de primeira grandeza de sua carreira política. Alheiou-se do mundo. Trancou-se na solidão de seu palacete do Pombal, na cidade do Recife, onde morreu, na madrugada de 28 de janeiro de 1880, aos 87 anos de idade.

Deu, o governo, o nome de Visconde de Suassuna,  a uma das avenidas do Recife. Conservemo-lo. Honra, esse nome, a história de um povo.

 

Célio Meira – escritor e jornalista. 

LIVRO VIDA PASSADA…, secção diária, de notas biográficas, iniciada no dia 14 de julho de 1938, na “Folha da Manhã”, do Recife, edição das 16 horas. Reúno, neste 1º volume, as notas publicadas, no período de Janeiro a Junho deste ano. Escrevi-as, usando o pseudônimo – Lio – em estilo simples, destinada ao povo. Representam, antes de tudo, trabalho modesto de divulgação histórica. Setembro de 1939 – Célio Meira.

DOS CASAMENTOS HUMANO E DIVINO – por Sosígenes Bittencourt.

O Casamento cartorário é humano, o Casamento de amor recíproco é de Deus. É referente ao homem identificar o divino. Se você não consegue identificar o amor divino, cultive-o, arrimado à instrução do vate mineiro Carlos Drummond de Andrade: Amar se aprende amando. O amor não é um friozinho na barriga, uma flechada de Cupido, é reciprocidade, cotidiano. Outrossim, procure saber por que você não está sendo amado, consernente ao quanto não está amando.

Sosígenes Bittencourt

Eleições 2024: candidatos ricos e pobres……..

Para o pleito antonense de 2024 a Justiça Eleitoral estipulou como “teto de gasto”, para as chapas majoritárias, o valor de R$ 775.560,06. Ou seja: toda as despesa da campanha não podem, em tese, ultrapassar esse valor, assim como tudo que for pago, obrigatoriamente,  tem que ser  devidamente contabilizado e informado,   nas  respectivas prestações de contas dos candidatos.  Isso é o que manda a Lei.

Pois bem, em uma simples navegada pelo site do TSE é possível tomar conhecimento do tamanho do patrimônio dos candidatos, ou melhor: daquilo que os mesmos informaram à Justiça Eleitoral.

Somando-se o patrimônio do candidato a prefeito mais o do vice, a chapa da Coligação “Vitória Cuidada Com Amor” (Paulo+Edmo), no quesito riqueza, já largou na frente. Isto é: é a mais rica. A mais pobre, por assim dizer, é a  da Coligação “Vitória Para Todos” (André + Lulinha).

Ainda segundo as informações prestadas à Justiça Eleitoral, pelos próprios candidatos,  tomando como base os últimos 4 anos, podemos dizer que o postulante  ao cargo de  prefeito,  André Carvalho,   teve seu patrimônio encolhido em cerca de 20%, enquanto,  no mesmo período, o candidato Paulo Roberto aumentou o valor dos seus bens em cerca de 80%.

Já o candidato que lidera a chapa “Com o Povo No Topo”, Victor, desde que ingressou na vida pública, em 2018, multiplicou o seu patrimônio por 5, isto é: saiu de $317.050,00 para R$ 1.754.749,22,  num período de 6 anos.

Apenas a título de curiosidade, tomando como base às  informações postada no site do TSE, poderíamos dizer que o candidato do “15”  (Paulo Roberto) possui mais de 100 vezes o patrimônio do “12” (André Carvalho).

Já no confronto de “eleições disputadas”, os candidatos André e Paulo sairiam empatados. Ou seja: cada qual se candidatou 6 vezes. Já Victor, em 2024, encara sua terceira disputa, valendo salientar: nunca perdeu uma eleição.

Em outras postagens, estaremos realçando  alguns números e comparações relativos às candidaturas para um assento na “Casa Diogo de Braga”.

Maria Isabel Baracho – por @história_em_retalhos.

5 de março de 1983.

Bairro da Madalena, Recife – Pernambuco.

Maria Isabel Baracho era uma jovem professora de inglês, casada com o estudante de engenharia Lenivaldo Barbosa Lacerda, de quem estava grávida de três meses.

Às três da madrugada daquele dia, sem nenhuma razão aparente, foi morta por espancamento pelo marido, sendo encontrada amarrada no banheiro, coberta por um lençol.

O marido dizia que o filho não era dele, mas de um médico amigo de Isabel.

Afirmou que orou a Deus para conseguir cometer o crime e que, depois, “purificou” o corpo da esposa (com o feto morto na barriga) com um vidro de perfume de alfazema.

O caso causou profundo impacto na sociedade pernambucana e gerou muita comoção social, acendendo a luta do movimento feminista em Pernambuco.

Contraditoriamente, Lenivaldo alegava insanidade mental, sendo conduzido ao Manicômio Judiciário de Itamaracá/PE (nome que se dava à época), de onde conseguiu fugir, em 14.09.1983, sendo recapturado na década de 1990.

Levado a júri popular, em 04.06.1991, foi condenado a 17 anos de prisão em um julgamento que durou mais de dez horas.

Os jurados rejeitaram a tese da defesa de que Lenivaldo não poderia ser responsabilizado por ser esquizofrênico.

Laudo psiquiátrico feito no Manicômio Judiciário foi lido em plenário e apresentado aos jurados.

Segundo o psicólogo especialista em psicologia criminal Rilton Rodrigues, o próprio Lenivaldo teria confessado ao psiquiatra Cláudio Duque, responsável pelo laudo, que mantinha relações homossexuais durante o seu casamento e que havia tido uma relação homossexual na noite que antecedeu o crime.

Segundo Rodrigues, Lenivaldo associou os conflitos internos que vivia com a sua sexualidade à frustração acumulada que carregava por ser sustentado financeiramente pela mulher.
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Disse Rilton Rodrigues em plenário: “Lenivaldo sentia-se incapaz de ser homem perante sua mulher, seus sentimentos de inferioridade o levaram a cometer o crime. Ele acabou por destruí-la, impelido pelo subconsciente”.
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O crime ficou conhecido perante a opinião pública como o caso do “monstro da Madalena”, em alusão ao bairro do Recife onde Maria Isabel fora assassinada.
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Independente de quaisquer outras questões, o ponto central é sempre o mesmo: a objetalização/inferiorização da mulher e a demonstração de desprezo, controle e poder sobre o seu corpo e a sua vida.
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Encerramos com este retalho de hoje a série de cinco retalhos que publicamos neste mês de agosto sobre feminicídios bárbaros que marcaram o país, buscando nos somar às reflexões da campanha do Agosto Lilás.
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Você, mulher, que nos lê neste momento, se estiver sendo vítima de violência doméstica, não se cale.
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O silêncio pode matar.
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☎️ 180
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Agradeço à querida amiga @evangelaandrade2 por ter nos trazido a sugestão do retalho de hoje.
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Eleições 2024: candidatos a prefeito mais qualificados……

Já devidamente anunciada à Justiça Eleitoral, para o pleito municipal de 2024, teremos, em Vitória, três postulações majoritárias:

André Carvalho + Lulinha, disputando pela coligação “Vitória Para Todos”, Paulo Roberto + Professor Edmo Neves, pela “Vitória Cuidada Com Amor” e Victor + Socorrinho da Apami, cuja coligação é “Com O Povo No Topo”.

Dos três candidatos ao cargo de prefeito o mais velho é Paulo Roberto (64), seguido por André Carvalho (36) e Victor (29). No somatório das chapas (prefeito + vice) a liderada por André Carvalho é a que apresenta “mais juventude”, por assim dizer.

Já no quesito “grau de instrução”, poderíamos dizer que a eleição de 2024, em terras antonenses,  será uma das mais privilegiadas, ou seja: todos os postulantes das chapas majoritárias (prefeito + vice)  são detentores do chamado  terceiro grau, isto é: Superior Completo.  

Salve pesquisa mais aprofundada, também poderíamos dizer que pela primeira vez em Vitória o “estado civil” de “solteiro” representa dois terços do total dos candidatos a prefeito,  isto é: um casado (Paulo) e dois solteiros (André e Victor).

Na medida do possível, na próxima postagem,  relativa a um breve e superficial  “raio X” dos candidatos a prefeito, iremos falar dos seus respectivos patrimônios. Aliás, tem candidato que,  só nos últimos 4 anos, aumentou sua riqueza em cerca de 80%.

O poeta Dilson Lira – por Marcus Prado.

Dilson Lira, o poeta e publicitário que amava as estrelas.

A notícia de que o poderoso Asteroide Apophis pode mudar de rota e se chocar com a Terra, em 2029, me faz lembrar do poeta e publicitário de saudosa memória Dilson Lira, da torre de observação das estrelas que tinha na sua casa, do seu telescópio Astronômico com Tripé, UltraZoom 6000X.

Dilson, que tinha a marca de homem cordial, foi o único do seu tempo vitoriense a se dedicar, como amador, à astronomia. Como poeta, hoje esquecido, mereceu honroso elogio do escritor Mauro Mota, da Academia Brasileira de Letras. no prefácio de um dos seus livros. Também esquecido.

Marcus Prado – jornalista. 

Kátia Camarotti – por @historia_em_retalhos.

O ano era 1991.

Decidida a pôr fim à relação conjugal que mantinha com o cirurgião dentista José Fernando Gomes, a psicóloga Kátia Camarotti, à época, com 39 anos, entrara com uma ação de divórcio na justiça.

Neste mesmo período, mudou-se com os filhos para o Rio de Janeiro.

Em 31 de janeiro daquele ano, estava marcada a audiência do processo de divórcio.

Kátia, então, veio ao Recife, seguindo do aeroporto direto para a residência de sua irmã Tânia, na Av. Boa Viagem, um dos endereços mais nobres da capital pernambucana.

Não sabia ela o que aquele dia lhe reservava.

Inconformado com a separação, José Fernando seguiu a psicóloga desde o aeroporto.

Ao chegar no local, matou a ex-cunhada Tânia, que estava ali apenas para ajudar a irmã, com três disparos de arma de fogo.

Em seguida, tentou matar Kátia, com um tiro na nuca, deixando-a pentaplégica, sem qualquer movimento do pescoço para baixo.

Kátia passou a depender de aparelhos para respirar.

O seu filho, o hoje conceituado jornalista Gerson Camarotti, à época com apenas 17 anos, mobilizou a opinião pública exigindo a condenação de seu pai e iniciou uma campanha nacional para conseguir Cr$ 30 milhões necessários para prosseguir com a fisioterapia respiratória de sua mãe.

O objetivo era adquirir um respirador portátil e trazer para o Recife a equipe do fisioterapeuta Carlos Alberto Azeredo (o mesmo que cuidou de Irmã Dulce).

Paradoxalmente, o agressor José Fernando era considerado um dos melhores cirurgiões dentistas de Pernambuco, mas carregava consigo o perfil de um homem violento e machista.

Obteve um habeas corpus e respondeu ao processo em liberdade.

Todavia, no ano seguinte (1992), acabou morto por um desconhecido que o assassinou com quatro tiros em sua clínica.

Eu trago este caso de hoje em referência à campanha do AGOSTO LILÁS de combate ao feminicídio.

Que este duplo e bárbaro feminicídio (consumado e tentado) jamais caia no esquecimento.

Machismo mata.
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Eleições 2024: um panorama político e partidário…

Desde o inicio da chamada Nova República o Brasil vem dando contínuas provas  do amadurecimento da sua democracia. Já passamos por momentos turbulentos e difíceis,  , mas ao final o Estado de Direto prevaleceu.

Mesmo assim –  convenhamos -,  os partidos políticos representativos (na sua expressiva maioria) continuam sendo uma espécie de “sopa de letrinhas”. Um ou outro tem algum tipo de vida orgânica popular,  mas no conjunto são espaços que pouco representa os interesses coletivos, como consta nos seus respectivos estatutos.

Pois bem, segundo levantamento da CNM – Confederação  Nacional dos Municípios -, para o pleito do próximo dia 6 de outubro,  cerca de 34% dos prefeitos que estão disputando à reeleição mudaram de partido.

Nesse contexto, na terra de João Cleofas de Oliveira, no sentido inverso do que  ocorre no País, o prefeito Paulo Roberto (MDB), que tenta a reeleição,  se manteve na mesma agremiação de 4 anos atrás. Na mesma direção, as outras duas postulações majoritárias, André Carvalho (PDT) e Victor (PSB), se configuram em  quadros orgânicos dos seus respectivos partidos.

Ainda segundo a CNM, desde a eleição municipal do ano de 2000, quando começou valer à reeleição para prefeito, 62% conseguiram êxito na empreitada eleitoral. Alcançando seu percentual máximo em 2020 (64%).

Já na República das Tabocas, levando-se em consideração que 3 prefeitos – sentados na cadeira – buscaram a permanência no cargo (desde de 2000),  poderíamos dizer que o índice de reeleição  é ainda um pouco maior (66%), ou seja: dos três, dois conseguiram – Zé do Povo ( primeiro a ser reeleito) e Elias Lira.

Eis ai, portanto, alguns números e curiosidades relativos ao nosso quadro sucessório municipal que está, efetivamente,  no seu estado inicial, visando o dia 6 de outubro de 2024.

BEL. MÁRIO BEZERRA DA SILVA – por Sosígenes Bittencourt.

Isso foi no tempo de Coca-Cola à base de noz de cola, acondicionada em garrafa de vidro. Hoje, toma-se xarope gaseificado em ampola de alumínio. Mário Bezerra da Silva me deu uma aula, no primeiro andar, sobre Análise Sintática, que nunca mais esqueci a diferença entre Sujeito e Predicado. Não imito direitinho, com o livro de Português, de José Brasileiro Vilanova, nas mãos, em respeito à alma do insigne diretor.
Vi, muitas vezes, o povo sair da calçada para o bel. Mário Bezerra desfilar de queixo erguido, meio de bandinha, com os sapatos rigorosamente engraxados. O paletó conhecia o caminho, da Rua Horácio de Barros à Praça 3 de Agosto.
Mário era perfeccionista, gostava dos pontos nos “ii”, por isso, chegado a uns histerismos quando desobedeciam suas ordens. Contam que Mário só tinha um pulmão, mas quando dava um grito, as colunas do colégio estremeciam.
Não obstante, foi o sujeito que botou moral em colégio, no município. Depois dele, já soube de aluno que urinou, do primeiro andar para o pátio, que nem um Dionísio desvairado, e menino que deu rasteira e puxavante de cabelo em professora de Moral e Cívica.
Sosígenes Bittencourt

Eleições 2024: estaremos produzindo conteúdo plural….

Vencidas as questões de ordem burocráticas, finalmente, as campanhas políticas/eleitorais estão nas ruas de todo País. Disputas municipais, de maneira geral, sempre despertam mais engajamento popular.

Doravante, já com informações oficiais disponíveis no Site do TSE, assim como nas eleições anteriores, na medida do possível, faremos uma espécie de “raio x” nas candidaturas postas no mundo antonense – prefeito e vereador.

Nos últimos dias – desde o início oficial (sexta-feira, 16) – já observamos algumas ações vinculadas ao processo eleitoral nas ruas. Algumas bandeiras fixadas e alguns veículos  sinalizados. Mas tudo ainda muito tímido, levando-se  em consideração à tradição local, ou seja: acirramento…

Portanto, mais uma vez, o Blog do Pilako  estará levando ao seus internautas informações sobre o pleito local,  isto é:  produzindo conteúdo confiável, democrático e plural. Vamos em frente…

 

DILERMANDO da Cunha Lima

DILERMANDO da Cunha Lima, pai de Geazi: nenhum vereador do Legislativo vitoriense teve, até hoje, maior visão do futuro. Há cerca de 70 anos, quando as políticas governamentais de casas populares sequer eram sonhadas, esse político PIONEIRO teve a iniciativa de comprar um terreno nos arredores da cidade e nele construiu casas para a população carente.

Marcus Prado – jornalista.