5ª edição da Corrida e Caminhada da Vitória – 26 de abril….

🎉 Edição especial celebrando os 400 anos de fundação da Vitória de Santo Antão! 🎉

🏃‍♂️✨ 5ª Corrida da Vitória – 26 de abril de 2026 ✨🏃‍♀️
Corrida 7km – Caminhada 3km
Concentração às 5h – Largada às 6h

🏆 PREMIAÇÕES

Troféu do 1º ao 5º colocado – masculino e feminino.

Categorias:
* Geral
* Local
* Faixa Etária:
– Até 39 anos
– 40 a 49 anos
– 50 a 59 anos
– 60 a 69 anos
– 70+ anos

Maior equipe:
🏆 Troféu para grupo/assessoria local e visitante.

Sorteio de 2 relógios ⌚️ Garmin para os participantes do evento

⚠️ Não haverá premiação em dinheiro.

📝 INSCRIÇÕES

🌐 On-line: www.uptempo.com.br
📞 Grupos: 81 9 9198-0437
🏬 Presencial: Loja Monster Suplementos – Rua Valois Correia, 96 – Matriz – Vitória.

💸 1º LOTE

* Kit completo: R$ 95,00
* Kit sem camisa: R$ 80,00

Benedito Pereira Caetano – por @historia_em_retalhos.

Todo estudante de Direito já ouviu falar desse caso.

O país vivia a ditadura do Estado Novo (1937).

Em 29 de novembro de 1937, Benedito Pereira Caetano (foto) desapareceu após uma festa em Araguari/MG, carregando consigo 90 contos de réis.

Ele devia a familiares e ninguém o viu partir.

Os últimos a serem vistos com Benedito foram os seus primos Sebastião José Naves e Joaquim Rosa Naves, ambos lavradores, analfabetos, casados e pais de família, que moravam com a mãe viúva, dona Ana, de 66 anos.

O tenente Francisco Vieira dos Santos, conhecido como “Chico Vieira”, assumiu o caso e passou a sustentar que os irmãos Naves haviam matado Benedito para roubá-lo.

Faltava apenas uma confissão.

Presos, Sebastião e Joaquim foram levados a um matagal.

Amarrados nus em um pau de arara, tiveram os corpos untados com mel para atrair abelhas e formigas.

Foram espancados e privados de água e comida.

Sebastião teve dentes arrancados com alicate.

Nada foi suficiente para a desejada confissão.

Diante da resistência, o tenente prendeu a mãe dos irmãos.

Dona Ana foi despida, espancada e violentada sexualmente na presença dos filhos.

Mesmo sob tortura, ela suplicou:

“Não confessem o que não fizeram”.

Após dois meses de suplício, os irmãos cederam.

Joaquim “confessou” em 12 de janeiro e Sebastião em 3 de fevereiro de 1938.

Foram obrigados a encenar uma reconstituição do crime, cavando buracos onde teriam escondido o dinheiro.

Nada foi encontrado.

Não havia arma, corpo, nem dinheiro.

Apenas a falsa confissão.

O caso foi a júri popular e, por duas vezes, os jurados absolveram os dois irmãos.

No entanto, sob a égide da Constituição autoritária de 1937, não se reconhecia a soberania dos veredictos.
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Abusando do autoritarismo, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais anulou as absolvições e condenou os dois irmãos a 25 anos de prisão por latrocínio.
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Em 1946, após 8 anos e 3 meses de cárcere, Joaquim e Sebastião obtiveram livramento condicional.
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Joaquim, destruído pelas sequelas das torturas, foi para um asilo, morrendo dois anos depois, aos 41 anos, como indigente.
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Sebastião continuou lutando para provar a sua inocência.
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Recebeu um telegrama com uma pista e viajou até Nova Ponte/MG, acompanhado de um repórter e um policial, encontrando o “morto” dormindo tranquilamente na fazenda do pai.
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Benedito estava vivo.
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Havia fugido das dívidas e vivido 15 anos sob um nome falso.
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Em 1960, o STF reconheceu o direito à indenização por erro judiciário, garantindo reparação a Sebastião e aos herdeiros de Joaquim.
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Isso é o que ocorre quando a tortura vira método de investigação, marca própria das ditaduras.
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A quem interessar, recomendo o filme “O caso dos irmãos Naves”, de Luiz Sérgio Person.
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Siga: @historia_em_retalhos
Fonte: @culturajuridica_oficial

https://www.instagram.com/p/DTNaV9_EVmq/?igsh=MTY5NHo1dGJjMzdj

DANÇA BENEFICENTE – por Sosígenes Bittencourt.

Active seniors in Buenos Aires

Mulher é danada pra gostar de idoso. Sobretudo, quando o cidadão é fogoso ou caridoso. No ritmo da amizade, a dança torna-se beneficente, ambos amparados pela recíproca caridade.

Isto, sim, é que é bom para próstata e menopausa, sem efeito colateral. Como dizia Nietzsche: Tudo que se faz por amor, se faz além do Bem e do Mal.

Sosígenes Bittencourt

Vida Passada… – Araujo Torreão – por Célio Meira.

Na terra pernambucana, no dia 25 de março de 1945, nasceu Antônio Augusto de Araujo Torreão. E na cidade de São Luiz, no Maranhão, onde o pai, Basílio Quaresma, exerceu, a partir de 1855, o alto cargo de desembargador, fez o curso de preparatórios. Inclinado à carreira das armas, preferiu o mar à terra firme. Matriculou-se na antiga Academia de Marinha, vestindo a blusa de marinheiro, e mais tarde, aos 23 anos de idade, envergou a farda de gurda-marinha, conta um biógrafo, realizando a bordo da corveta Baiana, viagem de instrução.

Quando em 1864, as forças brasileiras, coadjuvadas por Venancio Flores, el colorado, invadiram o Uruguai, combatendo Aguirre, el blanco esteve, Araujo Torreão, na linha combatentes. E no ano seguinte, desencadeada a guerra do Paraguai, esse pernambucano, de apagada memória, e bravo como o gaúcho Marcílio Dias, pertenceu ao numero dos que bateram, heroicamente, pela honra da Pátria.

Na famosa batalha naval do Riachuelo, travada a 11 de junho de 1865, encontrava-se, Araujo Torreão, no quadro dos oficiais da corveta Mearim. Num dado momento, nessa luta memorável, viu, esse corajoso filho do Nordeste, narra o historiador do Galeria Nacional, um companheiro, defensor de uma peça, rolar no convés, ensanguentado. Rápido, conhecendo a tragédia do seu destino, Araujo Torreão o substituiu, combatendo, sem tréguas, o inimigo perigoso.

Não desmentiu, o filho, a bravura do pai, que quarenta e um anos antes, se batera, ao lado de Pais de Andrade e de Frei Caneca, pela vitória das armas da Confederação do Equador. Firme, inspirado pelo patriotismo, e iluminado pela fé, defendeu, nesse posto de morte, a peça abandonada. E decorrido pouco tempo, teve a mesma sorte do glorioso camarada. Caiu ferido. Tingiu-se vermelho a madeira da embarcação. Sobre essa  arma de guerra correu, espadanado, o sangue pernambucano. E junto desse troféu da Pátria, Araujo Torreão se amortalhou na glória.

Tinha o guarda-marinha de Pernambuco, nesse dia histórico, vinte anos de idade. Era, quase, uma criança.

Recordemos, aos aprendizes de marinheiro do Recife, e aos oficiais da armada brasileira, no dia de hoje, e no Dia do Marinheiro, o nome do guarda-marinha da corveta Mearim, na epopeia naval de Riachuelo.

Célio Meira – escritor e jornalista. 

LIVRO VIDA PASSADA…, secção diária, de notas biográficas, iniciada no dia 14 de julho de 1938, na “Folha da Manhã”, do Recife, edição das 16 horas. Reúno, neste 1º volume, as notas publicadas, no período de Janeiro a Junho deste ano. Escrevi-as, usando o pseudônimo – Lio – em estilo simples, destinada ao povo. Representam, antes de tudo, trabalho modesto de divulgação histórica.

Setembro de 1939 – Célio Meira.

Carnaval 2026 – Clube dos Motoristas e o “Em Cima da Cama” realizaram seus respectivos ensaios….

Já antecipando o clima carnavalesco, dois “ensaios de ruas” movimentaram a cena, no último final de semana. Na noite do sábado (03), o Clube dos Motoristas – O Cisne -, com uma potente orquestra de frevo, arrastou os brincantes do bairro do Cajá para circular pelas principais vias da cidade.

No domingo (04) à tarde, foi a vez da Agremiação Carnavalesca “Em Cima da Cama”,  juntar os foliões na Praça Dom Luiz de Brito para misturar os ritmos, com muita animação. Na ocasião, fizemos um breve registro, em vídeo, da orquestra de frevo. Veja o vídeo:

A QUENTURA QUE ESTÁ FAZENDO – por Sosígenes Bittencourt.

A quentura que está fazendo não está no termômetro. No meu tempo, dir-se-ia que era a canícula abrasadora; que, no sertão, galinha estava botando ovo cozido, e vaca dando leite em pó. E seria só. Hoje, tem explicação. É o Buraco da Camada de Ozônio, que estão afolozando. Até as crianças já ouviram falar em Gás Carbônico e Efeito Estufa. Rendilharam a peneira do sol. Os raios vêm diretinho na pele, no calçamento, no juízo dos moradores da terra. Isso porque ninguém quer saber de conselho de ecologista, ambientalista, e outros tenebrosos profetas do final dos tempos. Nem querem saber das gerações futuras, embora venham a ser os próprios filhos, seus netos, pessoas que dizem amar. Parecem comungar a frase “Depois de mim, o dilúvio”. Desprezam a natureza em nome de riquezas passageiras, pois o tempo corre célere, e a morte é desprovida de matéria. Sequer se amam, pois poluir o meio ambiente é uma forma de lambuzar-se. Aliás, Donald Trump, o atual Xerife do Mundo, prega que o homem não tem nada a ver com revoluções atmosféricas e tragédias advindas, é tudo invenção de lunáticos terroristas para atrapalhar o progresso.

Outro dia, deu uma ventania aqui na cidade tão forte que quase altera a posição do município. Um matuto me contou que suas galinhas foram parar no terreiro do vizinho.
Já deu enchente por aqui de geladeira boiar e aventureiro abrir latinha de cerveja no roldão das águas, entre cobras e lagartos.

O falecido barbeiro Moisés recitava uma quadrinha mesmo assim:
O sertanejo, ao nascer,
Tem seu destino traçado,
Se de sede não morrer,
Por certo morre afogado.
Só relembrando Drummond: Êta vida besta, meu Deus!

Sosígenes Bittencourt

Em Vitória, o Carnaval já começou….

Na capital da Cachaça – Vitória de Santo Antão -, espaço que celebra o carnaval desde as últimas décadas do século XIX, apagou as luzes de 2025 e acendeu as de 2026 com muito frevo e folia.

Na tarde do  dia 31  de dezembro do finado  2025,  a Agremiação Carnavalesca  BOI DELA renuiu a turma, lá na Rua Melo Verçosa, para fechar o ano com muito frevo, ao som da Orquestra Ciclone, liderada pelo maestro Gilvaldo Barros.

Com os primeiros raios solares de 2026, no dia 1º de janeiro, a Agremiação Carnavalesca Acorda Corno, com sede no bairro do Cajá, colocou duas orquestras de frevo na rua e reuniu um sem números de foliões,  para produzir uma espécie de “domingo de carnaval”.

O Carnaval da Vitória, indiscutivelmente, é a festa mais tradicional da cidade. Através das suas agremiações congregam as pessoas amantes dessa folia cultural do nosso estado.

Lembrando que amanhã, sábado, 03 de janeiro, já teremos o “ensaio de rua” do Clube dos Motoristas. Em Vitória, já é carnaval!!!

 

5ª edição da Corrida e Caminhada da Vitória – 26 de abril….

🎉 Edição especial celebrando os 400 anos de fundação da Vitória de Santo Antão! 🎉

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Corrida 7km – Caminhada 3km
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💸 1º LOTE

* Kit completo: R$ 95,00
* Kit sem camisa: R$ 80,00

RINHA EM PORTO DE GALINHAS – por Sosígenes Bittencourt.

Agressão a turistas em Porto de Galinhas, por ladrões que alugaram cadeiras, na praia, é simples de resolver. Prendê-los por Tentativa de Homicídio e encaminhá-los para julgamento. Alegar que agrediram os inquilinos por homofobia é conversa mole pra boi dormir (tertulia flacida ad bovinus adormentare) , só atrapalha.
E, se voltarem à praia, merecem ser expulsos, na marra, pelo exército de banhistas de plantão. Eles cobraram o dobro do preço, no momento do pagamento, e partiram para matar os turistas. Cadeia nestes galos criminosos, empoleirados em Porto de Galinhas!
Sosígenes Bittencourt

Iara Gouveia: uma mulher guerreira……

Fragilizada fisicamente, há algum tempo,  faleceu, ontem (29), a conhecidíssima “Doutora Iara Gouveia”. Será sepultada na tarde de hoje (30), no Cemitério Morada da Paz, localizado no município de Paulista.

Figura ativa desde a juventude ela teve uma trajetória de vida marcada por dificuldades e sucessos. Iniciou sua caminhada no magistério aos 18 anos e gostava de ser tratada como tal (Professora), mesmo depois de conjugar outras profissões – dentista e advogada.

Com personalidade forte, também atuou no cenário político, iniciando seu ativismo nos bancos da faculdade. Dizia em alto e bom som: “não sou de meias palavras e de gestos comedidos”. Amante do contraditório,  encontrou na tribuna do parlamento local o espaço perfeito para exercer seus atributos, seu jeito de ser e pensar. Foi a segunda mulher a ocupar a vereança na cidade da Vitória de Santo Antão.

Arquivo Jornal da Vitória

Foi através do casamento com Sylvio Gouveia, com quem teve três filhas, que adotou Vitória como “Pátria Amada”. Reconhecida como provedora de frutos coletivos recebeu, da Câmara de Vereadores local,  cidadania antonense.

Também teve passagem marcante no nosso secular carnaval. O nome Iara Gouveia se traduzia,  em  se tratando de carro alegórico, bom gosto, luxo e beleza.

 

Doutora Iara Gouveia não foi uma pessoa que passou despercebida pela vida. No plano terreno, foi uma guerreira, uma ativista, uma mulher que inaugurou, por assim dizer, o sentido da palavra “empoderamento feminino”. Seu legado e seus exemplos serão exercidos por seus familiares e, sobretudo, por aqueles que gozaram da sua amizade e do seu afeto.