The Beatles Night – por Raphael Oliveira 

Aconteceu no último Sábado (17) um evento que já faz parte do Calendário Cultural de Vitória de Santo Antão, trata-se do The Beatles Night, que em outros anos já teve o nome de Uma Noite em Liverpool, organizado pela loja Clássicos do Rock do amigo Sebastião Cristóvão e que pela primeira vez aconteceu no Espaço de Ouro, casa de shows que fica ao lado do tradicional restaurante A Gamela de Ouro, que já foi palco de eventos passados.

Como o nome já entrega, trata-se de uma noite dedicada aos Beatles, uma das maiores bandas de todos os tempos, e que neste ano de 2019 completam cinquenta anos do lançamento do seu último disco de estúdio, o Abbey Road de 1969, que marcou o fim da lendária banda. Para provar que mesmo após tanto tempo do término do conjunto, a chama da Beatlemania se mantém acesa, a casa de shows Espaço de Ouro, recebeu fãs e admiradores de todas as idades que puderam acompanhar grandes sucessos dos Beatles, interpretados pela banda cover Revolution Beatles Band da cidade do Recife.

O clima estava propenso, uma chuva fina que caía do lado de fora deixou a noite com uma cara um pouco mais “Inglesa”. Quando o relógio marcou 22:00 teve início o primeiro show da noite, que ficou por conta da banda Sexto Ato de Vitória de Santo Antão, destilando sucessos das décadas de 60, 70 e 80, como Creedence Clearwater Revival, Doobie Brothers, Bread, America, U2 dentre outros. O público cantou, dançou e se divertiu com o show de abertura, ficando no clima perfeito para o show que viria a seguir.

 Por volta da meia noite teve início o principal show do evento com a Revolution Beatles Band, que começou com grandes clássicos dos Beatles como From me To You, Day Triper, We Can Work it Out, passando por clássicos da carreira solo de cada Beatle, como Give me Love de George Harrison e No More Lonely Nights de Paul Mccartney. A banda Recifense é um dos principais covers dos Beatles no Nordeste, e em conversa com o guitarrista Carlos Vilanova, ele disse que “É sempre um prazer voltar a Vitoria de Santo Antão para tocar Beatles”, exaltando a coragem e a persistência do organizador do show, Sebastião  Cristovão, que todo ano marca a cena musical vitoriense com esse tipo de evento.

Foi mais uma noite memorável que ficará marcada na história Vitoriense, esperamos que esse tipo de evento se perpetue na cidade, pois a casa repleta de fãs mostra que o público que se renova é fiel e que sempre vai prestigiar a boa música de décadas passadas.

“Beco do Cornelio”: mais informações e histórias – por Fernando Borges e Lucivanio Jatobá.

Em relação ao artigo recentemente postado, escrito pelo jornalista Marcus Prado, retratando o “Beco do Cornelio”, recebemos dois comentários que somam no contexto histórico da nossa cidade.

“Conheci e conheço o Beco de Cornelio e conheci o próprio .Cornelio era um soldado aposentado da policia ele vendia revolveres balas…comprei muita bala de revolver 38 e de rifler 44…e eu ainda menino comprava esta munição e levava para o engenho e lá atirar”

Fernando Borges. 

“No Beco do Cornélio, até março de 1964, funcionou no.primeiro andar de um desses prédios à direita da foto a Associação dos Estudantes de Vitória ( ou vitorienses). Não sei se era subordinada à UNE, que na época andava por Vitória, por conta das Ligas Camponesas. Jetro era um jovem estudante que estava à frente da Associação. Fui uma vêz ao local… Fiquei fascinado com o que vi. Disse a meu pai…Quase levo uma surra. Fazia o primeiro ano Ginasial”. 

Lucivanio Jatobá. 

Momento Cultural: Menino Triste – por Stephem Beltrão.

Para onde correres sempre serás
aquele menino!
Sempre acharás o vazio.
Verás, nas inquietudes tuas,
disformes ações, aceleradas, cruas.
Tens morrido e nascido todas as noites,
menino triste!
Como a dor cresceste nas passagens das coisas Algo flutua na crença que te torna magia.
Atirado nos congestionamentos do ser,
ganhaste a ti.
Tudo mais sobrou,
para contar as mágoas, que incomodaram
a tua agonia íntima dos sentimentos.
Curado das lágrimas do rosto, de sofrimentos
escondidos, quase rudes,
hoje sempre sorri, mas não choras mais.
O menino, que sempre se esconde
das coisas do mundo, se podou.

Momento FAMAM – Faculdade Macêdo de Amorim.

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4ª Festa da Saudade: contagem regressiva – falta apenas 01 sábado!!!

Praticamente, tudo pronto para o acontecimento dançante mais esperado da nossa cidade. Agora, resta apenas um só sábado! A 4ª Festa da Saudade acontecerá no próximo dia 24 de agosto no Clube Abanadores “O Leão”, a partir das 22h,  e contará com duas atrações musicais: Banda Made In Recife e Orquestra Super Oara.

Por falar na Orquestra Arcoverdense de Ritmos Americanos (OARA), conjunto musical com mais de seis décadas de “estrada”, o amigo e líder do grupo, Elaque Amaral, em vídeo, revelou que também está na contagem regressiva para sua próxima apresentação na nossa cidade e prometeu muita animação, música boa e uma noite inesquecível.  Veja o vídeo.

SAUDOSAS VENDAS E LOJAS VITORIENSES (5) – por Marcus Prado.

LOJA DE CORNÉLIO, O BECO. Toda cidade que não tem no seu traçado urbano um BECO, é uma cidade incompleta, algo de romântico e telúrico está faltando nela. É por isso que o morador de Brasília ainda hoje sofre de frustração crônica pela falta de um BECO, pior ainda, pela falta de esquinas. Vitória tem o seu BECO mais famoso: o BECO DE CORNÉLIO. O beco do Borges e o Beco da Macaca tiveram, também, no passado, um lugar de relevo no imaginário vitoriense.

Marcus Prado – jornalista

Momento Cultural: Beijo proibido – por GUSTAVO FERRER CARNEIRO.

A força do poder

Ou não poder

A dúvida do não querer

Querendo…

Um simples aperto de mão

Fascinação abstrata

Mera ilusão caricata

Provocando certo arrepio

Coração chegando na boca

O corpo sentindo frio

A pele de pulso branco,

Indefeso

Cútis macia, membro ileso

Magro e azulado

Latejando sob o polegar

Em outro lugar

Mais profundo

Mais secreto

Impossível de ser alcançado…

Frustração exacerbada

Perto bastante para ser tocada,

Sentida e enxergada

Com perfume exalante

Um olhar excitante

Que só desperta desejo

Traz a ânsia de um beijo

Beijo roubado

Beijo querido

Beijo de carinho e paixão

Beijo com fervor

Quase adoração

Beijo de amor

Com gosto de veludo

Beijo concebido

Acima de tudo

Beijo desejado

Beijo proibido

(MOSAICO DE REFLEXÕES – GUSTAVO FERRER CARNEIRO – pág. 29).

O REAL IMAGINÁRIO E O DESVIRTUADO VIRTUAL – por Sosígenes Bittencourt.

Young men and women holding mobile phones

Outro dia, um cidadão me perguntou por que a menina dele não falava com ele. Como eu não a conhecia, perguntei: – O senhor conhece algum motivo?

Aí, ele, laconicamente, me respondeu: – Não.

– Ela usa a internet? – perguntei-lhe.

– Eu penso que ela mora lá. – respondeu o cidadão.

Aí, eu dei a sugestão: Compre um computador e peça para ela adicioná-lo como amigo no Facebook. Aí, você conhecerá sua filha virtual. Ela mora lá. Sua filha virtual não é sua filha real. Sua filha real é uma menina imaginária, fruto de sua fantasia. Sua filha virtual é uma menina que você não conhece. E, para você parecer virtuoso, não a procure para fazer nenhuma crítica às suas amizades e seus gostos. Porque estará se intrometendo na vida dos outros, pois sua filha é uma ilustre des(virtuada) da antiquada educação doméstica de seus antepassados.

Des(virtuado) abraço!

Sosígenes Bittencourt

ORGULHO DE SER VITORIENSE – por André de Bau

Povo querido da Vitória:

Após ter sido convidado pelo amigo Pilako para publicar um artigo quinzenalmente neste conceituado veículo de comunicação, quero, inicialmente, agradecer ao ilustre conterrâneo por esta gratificante e valiosa oportunidade de expressar minhas idéias e conhecimentos e, ao mesmo tempo, deixar aqui patenteado que me sinto muito honrado com o gentil convite. Dito isto, nesta primeira publicação, quero me dirigir à família vitoriense para discorrer sobre a nossa origem cívica, o destemor do nosso povo, e a nossa tradição de lutas históricas. É oportuno justificar que fiz uso da expressão “família vitoriense” no singular, intencionalmente (em vez de “famílias vitorienses”), na certeza de que desta forma não perco a abrangência de me referir a toda a comunidade local, porque considero a população vitoriense uma única e grande família. Uma família unida no convívio salutar com a pluralidade de raças, traduzindo, aliás, a miscigenação do nosso povo, decantada pelo notável escritor pernambucano Gilberto Freire.

Uma grande família, unida pelo trabalho, seja voltado para o setor industrial, que nos gera divisas econômicas e fama internacional; no comércio intenso, que, inclusive, realiza uma das maiores feira-livre do estado de Pernambuco; seja na agricultura, transformando o município num verdadeiro celeiro, destacando-o como um grande exportador de alimentos naturais e um dos maiores produtores de hortaliças da região. Uma grande família, unida na diversidade de crenças religiosas, comum, porém, em servir a um mesmo Deus de amor, bondade e misericórdia. Uma grande família ordeira, amiga e hospitaleira, mas que não arrefece os ânimos e revela sua coragem cívica quando se trata de defender dignos propósitos como a liberdade democrática e as garantias individuais do ser humano, aliás, a bravura e o heroísmo são índole do nosso povo, o qual, já deu à história inúmeras páginas com demonstrações de destemor e ufanismo. Sobejam os exemplos: aqui nesta terra de heróis, teve início a Guerra dos Mascates, liderada pelo Capitão-Mor Pedro Ribeiro da Silva, visando acabar com a exploração comercial por parte dos “atravessadores” que atuavam naquela época;  Na Guerra do Paraguai, Vitória viria a ocupar novamente posição de destaque na história, com o alistamento de Mariana Amália do Rego Barreto entre “Os Voluntários da Pátria”; Duas décadas antes da Abolição da Escravatura, Vitória já marcava espaço na luta por esse objetivo, com a fundação da Sociedade Auxiliadora de Emancipação dos Escravos; Mais proximamente, na segunda metade do Século XX, Vitória viria a chamar a atenção do mundo inteiro na luta pela Reforma Agrária, através do movimento revolucionário liderado pelas chamadas “Ligas Camponesas”, com destaque para o núcleo formado no Engenho Galiléia.

Entre todos os movimentos libertários que aqui tiveram origem, porém, considero a Batalha das Tabocas, que estamos a celebrar neste mês seu 374º aniversário, a mais importante, cujo episódio, conforme registra a nossa história, marca a vez primeira que os próprios brasileiros defenderam a Nacionalidade Pátria, nos conferindo o galardão de Berço da Nacionalidade Brasileira. Os fatos acima mencionados atestam que, ao longo dos seus quase quatro séculos de formação, Vitória demonstrou ser detentora de um povo bravo, trabalhador e que não teme enfrentar desafios e nem foge da luta pela liberdade e, por isso mesmo, um povo vocacionado para ser feliz. Daí, a minha satisfação de fazer parte desta grande família e o meu imensurável orgulho de ser vitoriense.

André de Bau – advogado e vereador da Vitória. 

OBS: Reitero Preito de gratidão ao amigo Pilako.

SAUDOSAS VENDAS E LOJAS VITORIENSES (4) – por Marcus Prado.

O PUXA-PUXA, de Doralice, perto da casa do Pastor Lidônio e do sobrado de Genaro Trajano. Não havia doce igual a esse puxa-puxa. Ainda sinto o gosto dele no céu da boca quando passo por esse lugar. Depois, descobri, secretamente, a receita desse puxa-puxa: 2 litros de leite — 2 kg de açúcar cristal; 1 pitada de bicarbonato de sódio (para o leite não talhar); 1 pitada de sal (para puxar o doce). Preparo: Numa panela, queime 400 gramas de açúcar, até que derreta e tome uma coloração escura. Em seguida, coloque o leite, o bicarbonato e o sal, mexendo sempre. Acrescente o restante do açúcar, até a massa engrossar e chegar ao ponto de doce de cortar. Ela fica no estilo “puxa”. Retire do fogo e deixe esfriar. Faça bolinhas, com as mãos, e enrole em papel celofane comum. Rendimento: Aproximadamente dois quilos de balas deliciosas.

Marcus Prado – jornalista.