HORA DE BRINCAR, BRINCAR – por Sosígenes Bittencourt.

REINVENTANDO VELHOS “DITADOS”

Os últimos serão os primeiros. (não)

Os últimos serão desclassificados.

É dando que se recebe. (não)

É dando que se engravida.

Antes tarde do que nunca. (não)

Antes à tarde do que nunca.

Quem espera, sempre alcança. (não)

Quem espera, sempre cansa.

Quem dá aos pobres, empresta a Deus. (não)

Quem dá aos pobres, adeus.

Quem ri por último, ri melhor. (não)

Quem ri por último é retardado.

Quem ama o feio, bonito lhe parece. (não)

Quem ama o feio tem mau gosto.

Quem tem boca, vai a Roma. (não)

Quem tem boca, vaia Roma.

Sosígenes Bittencourt

Aluísio Ferrer – homenagem dos seus amigos e admiradores………

Perdemos o último dos moicanos ou melhor o último membro, salvo melhor juízo, da famosa “Corriola” criada, aqui,  nos anos cinquenta e hoje brilhantemente substituída, inclusive com mais glamour, pela Missão Cultural da Matriz. Aluísio e parceiros (Dodó da Gamela, Zé Palito, Zezinho Mesquita, Mizura, José Augusto Ferrer, Miro Caboclo, Zequinha Vieira, Biu Cândido, Wilson Bruto, Eliel Tavares, Donato, outros, outros e outros que me fogem à memória) criaram um grupo de jovens com a finalidade primordial de encherem o quengo e curtirem a vida. Resumindo: farrar.

Aluísio sofreu noventa e dois anos de exílio e agora retorna à casa do Pai. Aqui deixa o que tinha de menor valor: seu corpo, sua matéria. Leva suas boas ações e suas virtudes. Conhecemos  e convivemos  bem com Aluísio Ferrer. Homem de caráter e temperamento forte. Às vezes exagerava um pouco. Em nossos diálogos, às vezes um tanto ásperos, prevalecia a harmonia e a civilidade. Recordamos que certa feita, discutindo sobre religião, afirmamos:

– fulano é católico praticante.

Ele retrucou:

– “não há católico praticante; há católico. É, ou não é.  Há pessoas que afirmam serem católicos,  mas não frequentam a igreja, não suportam padres e dogmas. Não o são”.

Assíduo frequentador da missa das 6:30 h,  aos domingos na matriz de Santo Antão; amigo fiel do Monsenhor Renato Cavalcanti. Sua prática religiosa extrapolava as muralhas do templo. Sempre solícito procurava viver o cristianismo no que ele tinha de mais autêntico: amor ao próximo.

Aluísio Ferrer foi casado em primeiras núpcias com a antonense, Emília Siqueira, irmã do jornalista e escritor Júlio Siqueira, com quem teve 4 filhos: Alexandre, Joaquim Augusto, Aluísio e Severino José. Viúvo, casou-se com Angelita, nascida no Recife. Em Vitória de Santo Antão foi aluno do professor Aragão. Concluído o ginásio seguiu para o Colégio Marista sendo aluno destaque. Na UFPE cursou Economia. Retornando à terra natal assumiu seu posto no Engarrafamento Pitú, ao lado do pai, Nô Ferrer. Empresário responsável e dedicado deu forte contribuição ao progresso e pujança da empresa Pitú. Através dos clubes de serviços sempre manteve sintonia com as questões sociais.

Aluísio, sentiremos falta do teu vozeirão e de tuas explosões. Mas fica, e por isso agradecemos a Deus, termos convivido com pessoa tão especial, tuas histórias, teu companheirismo, tua solidariedade e fidelidade aos amigos. De uma imensurável dedicação à mãe, dona Áurea Ferrer.

Aluísio deixou-nos corporalmente. A morte é uma passagem. Libertou-se da matéria e agora ao lado do PAI CRIADOR, usufruirá do bem que aqui plantou. Parta em paz,  Aluísio,  e obrigado por tudo que  fizeste em vida por tua família, teus amigos e sobretudo pela República das Tabocas, ou melhor, República da Cachaça, já que tu também apreciavas a “branquinha”.

Homenagem dos seus amigos e admiradores

LOUCOS ONTEM, SADIOS HOJE – por Sosígenes Bittencourt.

Antigamente, o hospício estava cheio de loucos que tinham uma ideia fixa. Uns ficavam olhando para os cantos de parede, pensando que tinha alguém filmando eles; outros se agarravam com um objeto e só largavam na base do eletrochoque. Hoje, tudo isso é normal. As pessoas nem ligam estarem sendo filmadas até urinando e nem ligam estarem o dia inteiro esfregando o dedinho num smartphone.

Tem gente que bebe para dormir e acorda para beber. Sua fama é de CACHACEIRO. Por outro lado, tem gente que dá Boa Noite no Facebook para cair nos braços de Morfeu e dá Bom Dia no Facebook ao arregalar os olhos, e ninguém dá um pio.

Contam até que um cidadão ressuscitou, no caixão, na hora do seu sepultamento. As pessoas saíram correndo, e ele gritando que se esqueceu de postar o seu falecimento no Facebook.

Sosígenes Bittencourt

Cinco homenagens marcarão a 9ª edição da Feijoada da ABTV – próximo sábado (25).

Cumprindo a função de abrir os festejos de momo na nossa cidade, o evento, intitulado “Feijoada da ABTV”, há quase uma década, vem reunido um conjunto de carnavalescos e folião para celebrar a nossa festa maior (carnaval) que, diga-se de passagem,  configura-se num dos mais preciosos Patrimônio Imaterial da nossa polis.

Com apresentações de orquestras de frevo e atrações artísticas confirmadas para o carnaval 2020, a entidade (ABTV) também sempre homenageia pessoas, agremiações e entidades que se destacaram ao longo do tempo, no quesito “carnaval vitoriense”.

Assim sendo, na 9ª edição do referido evento, a ABTV – Associação dos Blocos e Trios da Vitória – realizará cinco homenagens. Na categoria póstuma:  o compositor Guilherme Pajé e o comunicador Régis Souza foram os escolhidos. Realçando a passagem dos seus 70 anos o Instituto Histórico receberá a homenagem na categoria entidade.

Já na categoria “construtores do carnaval antonense” o Maestro Pacheco e Rosa Santana ( vitoriense ex-diretora da FUNDARPE),   respectivamente, serão festejados e condecorados pelos seus relevantes serviços prestados ao nosso torrão.

Assim sendo, mais uma vez, convidamos todo que se identificam com o nosso carnaval a participar desse evento descontraído, animado e plural para  celebrar a vida e deliciar-se com a suculenta feijoada preparada pelo popular “Olho de Pires”. O evento, desde o seu nascedouro, tem como patrocinador oficial o Engarrafamento Pitú que, mais uma vez, deu força total para que o tradicional evento fosse realizado.

Serviço:

Evento: 9ª Feijoada da ABTV Local: Restaurante Gamela de Ouro Dia: 25 de janeiro  – a partir das 11h  – Presença de orquestra de frevo e artistas que irão se apresentar no carnaval vitoriense 2020.

Acesso: valor da pulseira/ingresso custa R$ 30,00 – direito ao almoço /bebidas serão cobradas por fora. As pulseiras poderão ser compradas na portaria do evento ou, antecipadamente,  com entrega em domicílio,  com Pedro Silva,  pelo zap: 9.8508.4265

NOTA DE FALECIMENTO: Aluísio Ferrer de Morais

Faleceu na manhã desta quarta-feira (22/01), com 91 anos, no Recife, Aluísio Ferrer de Morais, um dos diretores do Engarrafamento PITÚ, deixando quatro filhos, sendo o mais velho Alexandre Ferrer, atual presidente da empresa e diretor comercial, sete netos e dois bisnetos.

Sr. Aluísio Ferrer completaria 92 anos no próximo dia 28 de janeiro. Ele estava internado na UTI do Hospital Português, na capital pernambucana, há um ano, apresentando um quadro de complicações pulmonares.

Aluísio Ferrer fazia parte da segunda geração de gestores do Engarrafamento PITÚ, sendo filho do sócio-fundador Severino Ferrer de Morais. Ao longo de seis décadas, Sr. Aluísio foi responsável pelo setor Comercial e de Marketing da PITÚ, consagrando a aguardente como a mais consumida no Nordeste, a segunda do País e a líder absoluta em exportação do produto para o mundo.

O velório de Sr. Aluísio Ferrer de Morais acontecerá no final da tarde desta quarta-feira (22/01), às 17h, no espaço Rosa Master, que fica ao lado do Cemitério São Sebastião, onde será o sepultamento em seguida, em Vitória de Santo Antão, seu município natal.

GALINHA DEPENADA E MICO-LEÃO-DOURADO – por Sosígenes Bittencourt.


No tempo de eu menino, criança não podia ver sangrar galinha, éramos retirados da cozinha. Muito menos, assistir ao mergulho da falecida no charco do próprio sangue. Deglutir galinha à cabidela, podia, mas nada de explicações culinárias. Só o aroma que exalava da água fervendo sobre a moribunda para depená-la. Hoje, as galinhas são criadas em cativeiro e assassinadas em série, submetidas às carnificinas frias da tecnologia. E a lei só se mete se você atirar num mico-leão-dourado.
Paradoxal abraço!

Sosígenes Bittencourt

A SAUDADE TÁ NA RUA

Música “A SAUDADE TÁ NA RUA”, composta por Cristiano Pilako, com arranjo e voz de Ery Fã Farra. A música integrou o CD  VITÓRIA MANIA DE  CARNAVAL – Exaltando os compositores vitorienses volume 1 – CD produzido por Aldenisio Tavares e Guilherme Pajé para o carnaval de 2010, uma coletânea de músicas gravadas por blocos e clubes carnavalescos. Sete compositores vitorienses são destaques no livro 100 ANOS DE FREVO, também lançado naquele ano – Aldenisio Tavares, Braz Cândido, Guilherme Pajé, Ivanildo da Requinta, Givaldo Barros, José Marques de Senna e Nestor de Holanda.

A Saudade tá na Rua – na voz de Ery Fã Farra

Aldenisio Tavares