A “farsa do Maracanã” – por @historia_em_retalhos.

Há exatos 35 anos, em 3 de setembro de 1989, o goleiro chileno Roberto Rojas protagonizava o episódio que entrou para história como a “farsa do Maracanã”, um acontecimento inimaginável, diante de mais de 100 mil espectadores.

Naquela edição das eliminatórias para a Copa do Mundo de 90, Brasil e Chile chegaram à última rodada empatados em números de pontos, mas os canarinhos tinham a vantagem do empate, devido ao saldo de gols.

Aos 4 minutos do segundo tempo, Careca abriu o placar para o Brasil.

O que parecia euforia pela iminente classificação, porém, passou a dar lugar à tensão.

Aos 23 minutos, um sinalizador da Marinha lançado pela torcedora Rosenery Mello caiu na área chilena.

O goleiro Rojas desabou em campo e rolou até próximo ao resto do fogo, dando a impressão de ter sido atingido pelo artefato.

O jogo foi interrompido, com os chilenos saindo de campo e, depois, pleiteando a vaga na Copa de 1990.

Graças às imagens capturadas pelo fotógrafo argentino Ricardo Alfieri, logo foi descoberto que o sinalizador tocou o chão sem atingir ninguém, muito menos Rojas.

Com as investigações, Rojas confessou ter se cortado com uma lâmina de barbear escondida em uma de suas luvas para simular um ataque dos torcedores brasileiros.

Disse, ainda, que o técnico chileno havia pedido a ele e ao médico da equipe que permanecessem em campo para forçar um escândalo, com o objetivo de desclassificar o Brasil da competição em favor do Chile.

Em 1990, o goleiro declarou à revista La Tercera:

“Me cortei com uma navalha e a farsa foi descoberta. Foi um corte na minha dignidade”.

Ao fim, a FIFA decidiu que Rojas deveria ser banido do futebol profissional (punição revista em 2001) e o Chile seria retirado das eliminatórias para a Copa de 1994, além de que o jogo seria considerado como vencido pelo Brasil com um placar de 2×0.

Já Rosenery Mello (foto) virou celebridade instantânea.

A “Fogueteira do Maraca”, como ficou conhecida, recebeu um cachê estimado em US$ 40 mil para estampar a capa da edição de novembro de 1989 da Playboy.

Até hoje, este é considerado um dos episódios mais vexatórios da história do futebol mundial.
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Eleições 2024: 25% das postulações à Câmara não tem “Ocupação” definida.

No item “Ocupação”, declarado pelos próprios postulantes,  as 201 candidaturas ao cargo de parlamentar,  na Vitória de Santo Antão, como não poderia ser diferente, possuem indicações diversas. Por não ter uma atividade especifica,  25% do total, no item “Ocupação”, declarou “Outros”.

Pouco mais de 50% nesse item –  “Ocupação” (51,3%) –  nas 201 candidaturas, ficaram assim catalogadas:

Outros – 25%

Comerciante/empresário – 13%

Professor – 8,5%

Aposentado – 4,8%

Levando em consideração apenas às informações das postulações das mulheres os dados pouco se alteram:

Outros – 26,5%

Comerciante/empresário – 11%

Professor – 10%

Técnica de enfermagem – 6,5%

Aposentada – 3,1%

O restante das “Ocupação” das mulheres –  cerca de 40% – foi preenchido pelas seguintes categorias:

Advogada, agricultora, estudante, arquiteta, dona de casa, agente de saúde, servidora pública, vigilante e etc.

No conjunto das postulações masculinas, podemos dizer que praticamente dois terços (63,2%) o item mencionado –  “Ocupação” –  ficou distribuído em 7 categorias:

Outros – 23,2%

Comerciante/empresário – 15,3%

Aposentado – 6,5%

Agricultor – 6,5%

Vereador – 5,8%

Advogado – 3,7%

Policial militar – 2,2%

Fechando o restante, cerca de 37%, o item “Ocupação” foi preenchido com as seguintes profissões:

Médico, veterinário, engenheiro, engraxate, taxista, motoboy, motorista, locutor, barbeiro, eletricista, mecânico, vigilante, corretor, despachante, vendedor e etc.

Na próxima postagem, referente ao “raio x” nas candidaturas ao parlamentos local, realçaremos o patrimônio. Entre outras curiosidades, as mulheres e os homens mais ricos da disputa…

Eu e o Instituto Histórico – Memória de um tempo vitoriense – por Marcus Prado.

FUI, durante cerca de 40 anos, ligado ao Instituto Histórico dessa cidade.
FOI o meu primeiro emprego, levado pelo professor Aragão.

DESSA Casa recebi homenagens com os diplomas de Sócio Honorário e Benemérito, em gestões que antecederam à atual, “por relevantes serviços prestados”.

DEVO A ESSA CASA, no período em que fui servidor e sócio, à sua preciosa Biblioteca, o que iria influenciar na minha vocação para o jornalismo Cultural. Saí do IH para dirigir o Suplemento Literário do DIÁRIO DE PERNAMBUCO, durante cerca de 30 anos, numa parceria com o professo e poeta César Leal.

HAVIA UMA ESTANTE de livros doados pela família Andrade de valor cultural inestimável. Deram-me a oportunidade de conhecer, ao longo dos anos, os grandes clássicos da literatura universal em boa tradução.

QUANDO FUI DISTINGUIDO com a Medalha e Diploma da Ordem do Mérito Cultural, no Grau de Comendador, outorgados pelo presidente da República de Portugal, Mário Soares (1987), “por serviços prestados à cultura Portuguesa”, eu poderia receber a honraria na sede do Governo, em Lisboa, mas escolhi o Instituto Histórico de minha terra natal. A cerimônia foi presidida por Eunice Xavier, presidente da Casa, antes de instituições lusas sediadas no Recife, todos meus caros amigos. Essa honraria só foi concedida em Pernambuco a mim, ao Governador Miguel Arraes e a Ariano Suassuna. Fui a seguir, por esse motivo, homenageado pelo Clube Português, do qual me tornei diretor cultural (Gestão de Costinha), pelo Clube O Camelo, na gestão de Joel Neto e Lourdinha, com uma bela alegoria do seu Carnaval em minha homenagem.

GUARDO NA LEMBRANÇA os amigos que sempre me visitavam, para conversas sobre livros e autores, sobre nossas leituras, no IH: O professor Aragão, presidente da Casa, Ubirajara Carneiro da Cunha, um jovem mestre de muitos saberes, meu grande e saudoso amigo; Élbio Spencer, Manoel de Holanda, Homero Miranda, Giovani Carício Caldas, Margarida Ferrer, Jailton Carneiro da Cunha, Alice Cavalcanti, Osmar Rodrigues, Bartolomeu Oliveira, Evandro Costa, Neves Filho. Outra lembrança sempre presente é a do jornalista Waldemar Custódio de Lima, do Jornal O Progresso, onde publiquei meu primeiro artigo, um grande benfeitor da cidade, hoje infelizmente muito esquecido. Foi quando mais de uma geração de estudantes passou pela Casa do Imperador. Quando os saudosos escritores vitorienses Osman Lins e Nestor de Holanda visitavam a cidade, era no IH, na minha época, um ponto de encontro para mim gratificante.

Marcus Prado – jornalista

Pedro Ferrer – biólogo festejado e homenageado!!!

Hoje, terça-feira, 3 de setembro,  comemoramos o dia do biólogo. A categoria completa 45 anos de profissão, devidamente reconhecida e regulamentada. O Congresso Nacional – Câmara e Senado –  prestará  homenagem  aos biólogos. Entre os homenageados, de maneira justíssima,  encontra-se  o eminente  presidente do nosso Instituto Histórico, professor Pedro Ferrer, que foi membro atuante  e presidente do Conselho Federal de Biologia. Viva o nosso presidente!!

Eleições 2024: mulheres mais qualificadas…..

Por mais que reconheçamos que o parlamento é a “casa do povo”, sobretudos às câmaras legislativas municipais, uma espécie de “colcha de retalho” da sociedade, que no Brasil, em especial no interior da Região Nordeste, tem baixos índices de escolaridade, sempre devemos ficar atentos ao nível da capacidade intelectual dos seus membros,  para uma melhor apreciação, analise e encaminhamento das demandas, problemas e soluções da população.

Nesse contexto, realizamos uma espécie de “raio x” no item “Grau de Instrução” nas 201 candidaturas à Casa Diogo de Braga. É possível dizer que a cada pleito há um melhoramento nas postulações nesse item (grau de instrução), mas nem sempre, ao final, os escolhidos pelos eleitores reflete uma melhora efetiva na atuação legislativa.

Definidos  em 7 categorias, as informações prestadas à Justiça Eleitoral pelos próprios postulantes, no conjunto total das  candidaturas,  apresentaram os seguintes resultados:

Lê e Escreve – 1,4%

Ensino Fundamental Incompleto – 9,6%

Ensino Fundamental Completo – 7,7%

Ensino Médio Incompleto – 3,0%

Ensino Médio Completo – 40,5%

Ensino Superior Incompleto – 2,0%

Ensino Superior – 35,8%

Se levarmos em consideração apenas as candidaturas das mulheres, podemos dizer que o nível do item “Grau de Instrução”  sofre um melhoramento  bastante acentuado. Veja os números:

Lê e Escreve – 1,5%

Ensino Fundamental Incompleto – 7,8%

Ensino Fundamental Completo – 4,7%

Ensino Médio Incompleto – 3,1%

Ensino Médio Completo – 32,8%

Ensino Superior Incompleto – 0%

Ensino Superior – 50,0%

Isolando apenas as candidaturas masculinas podemos afirmar que praticamente a metade do conjunto é detentor do  “Ensino Médio Completo”, diferente do conjunto das mulheres que alcança esse percentual no grau “Superior Completo”. Veja os números:

Lê e Escreve – 1,4%

Ensino Fundamental Incompleto – 11,7%

Ensino Fundamental Completo – 11,0%

Ensino Médio Incompleto – 2,9%

Ensino Médio Completo – 48,2%

Ensino Superior Incompleto – 2,9%

Ensino Superior –21,9%

Levando em consideração o item realçado (Grau de Instrução),  observamos que as candidaturas das mulheres, em Vitória,  apresentam um nível mais elevado. Entre outras particularidades, há, nesse pleito (2024), uma expectativa factível que mais de uma mulher ascenda ao parlamento local.

Na próxima postagem sobre o “raio x” das candidaturas, realçaremos a profissão dos que que desejam uma vaga na Câmara.

27 de agosto de 1977 – por @historia_em_retalhos.

Há 47 anos, o Jardim Zoológico de Brasília vivia apenas mais um dia normal de visitações.

O 2.° Sargento do Exército Sílvio Delmar Hollenbach passeava com a esposa e os seus quatro filhos para comemorar a aprovação no vestibular de agronomia da Universidade de Brasília.

Quando já estavam de saída, porém, o sargento ouviu gritos desesperados vindos do recinto das ariranhas.

O garoto Adílson Florêncio da Costa, de 13 anos, havia se desequilibrado e caído entre os animais.

Em um ato de profundo heroísmo, disse o sargento “tem gente lá dentro” e saiu correndo para salvar o garoto, atirando-se entre as ariranhas que atacavam o menino.

Foram minutos de intenso pavor.

O garoto acabou salvo por Hollenbach, já este último não teve a mesma sorte.

Ficou internado no Hospital das Forças Armadas por três dias e terminou não resistindo às mais de 100 mordidas dos animais, sucumbindo a uma infecção generalizada, aos 33 anos.

Três aspectos dessa tragédia:

– As ariranhas normalmente são animais dóceis, não costumam atacar humanos, mas, neste dia, elas se sentiram ameaçadas em seu território, dada a presença de filhotes que acabaram de ter.

– O jornalista Lourenço Diaferia, em crônica intitulada “Herói. Morto. Nós” elogiou o ato do sargento, afirmando que ele era o verdadeiro herói e não, por exemplo, o Duque de Caxias, patrono do Exército. Lourenço foi preso pelo regime militar devido à sua crônica, considerada ofensiva às Forças Armadas.

– O menino Adilson Florêncio da Costa, salvo pelo sargento, foi preso 39 anos depois, em 2016, pela Polícia Federal, sob a acusação de integrar um esquema que desviou R$ 90 milhões dos fundos de pensão Postalis e Petros.

Após a tragédia, em uma medida acertada, o Zoológico de Brasília passou a chamar-se “Sgt. Sílvio Delmar Hollenbach”, em homenagem ao sargento-herói.

Há, também, um monumento no local.

No Recife, também há uma rua em homenagem ao sargento, no bairro da Imbiribeira.
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Eleições 2024: mais mulheres solteiras na disputa….

Jogando um pouco de luz no “estado civil” de todas as postulações à Casa Diogo de Braga, em 2024, segundo informações prestadas à Justiça eleitoral, o quadro geral ficou assim:

Solteiro: 45,2%

Casado: 38,4%

Divorciado: 12%

Viúvo: 4,6%

Quando isolamos às postulações do gênero feminino, as solteiras são maioria absoluta, chegando quase a 60% do total. Ou seja: de cada 10 candidatas a vereadora, 6 são solteiras.

Solteira: 57,8%

Casada: 21,8%

Divorciada: 14%

Viúva: 6,4%

Já na outra ponta, por assim dizer, os registros do gênero masculino são majoritariamente “casado”.

Solteiro: 33,6%

Casado: 56,2%

Divorciado: 7,3%

Viúvo: 2,9%

Já nos itens “divorciado” e “viúvo”, em simplificada analise, podemos dizer que no conjunto feminino os números são praticamente o dobro do masculino.

Divorciada: 14% –  Divorciado: 7,3%

Viúva: 6,4%        –   Viúvo: 2,9%

Em rápida e superficial leitura dos números, no que se refere ao “estado civil” das 201 candidaturas ao parlamento local (2024), podemos dizer que o perfil das candidatas ao cargo de  vereadora se mostra mais  “independente” no quesito estado civil. É importante lembrar, também,  que os dois  grupos analisados (gêneros masculino/feminino) possuem media de idade similares (46/47),

Na próxima postagem, dentro do tema, realçaremos o item “Grau de Instrução”. Adiantamos que o nível das candidatas é bem mais elevado do que o gênero oposto.

SOLICITANDO GALINHA À CABIDELA – por Sosígenes Bittencourt.

Hoje, eu devo facilitar nossas vidas e estreitar nossos laços de amizade.
Quero experimentar a sua Galinha à Cabidela.
Sei que, de tão saborosa, ao término da ingestão, irei responder à indagação: – O senhor está satisfeito, ou ainda quer mais um pouquinho?
E eu, meio tímido e invocado: – É, madame, aceito. Ainda cabe dela – imitando o magistrado e cronista vitoriense, Dr. Aloísio de Melo Xavier.
Mande uma de 13 reais e umas ondas de macarrão com uma ilhota de purê sobrenadando. Quero navegar na gostosura do seu quitute.

Sosígenes Bittencourt

VIAGEM AOS SEIOS DE MARTHA DE HOLANDA – por Marcus Prado.

Há um clássico na literatura de idioma português chamado VIAGEM AOS SEIOS DE DUÍLIA, do escritor Aníbal Machado.

Quando leio essa narrativa, que virou um belo filme, lembro-me de uma cena real vivida pela notável escritora e poetisa vitoriense MARTHA DE HOLANDA, autora do livro O DELÍRIO DO NADA.

Martha era uma mulher à frente muitíssimo do seu tempo.
Foi uma antecipadora dos “novos tempos do feminismo” tão em foco na filosofia existencialista de Simone de Beauvoir.

Certa madrugada de calor, na varanda do sobrado histórico em que morava, que ainda existe, na antiga Rua do Comércio, decidiu de se despir, na varanda do sobrado, e mostrar os seus lindos seios aos ventos.

A coragem de Martha, a sua vida (muitas vidas numa só), inspiraram a grande escritora vitoriense Luciene Freitas no seu livro “Uma guerreira no tempo: Resgate de uma época, Martha de Hollanda e o delírio do nada”. Leiam esse livro.

Marcus Prado – jornalista 

Eleições 2024: média de idade das candidaturas ao parlamento local….

Dentro da proposta de fazer um panorama no quadro geral das candidaturas ao parlamento local, inicialmente, segundo dados disponíveis no site do TSE, identificamos que a idade média de todas as postulações (homens e mulheres) é de  46/47 anos.

No conjunto das postulações femininas a candidata pelo Partido Verde, Júlia Melo (43.333), foi  identificada como  a mais jovem na disputa geral. Ou seja:  21 anos de idade (2003).

Na outra ponta, por assim dizer, a candidatura feminina com mais idade se concretiza na Yara Alencar (15.232), que concorre pelo MDB. A mesma nasceu no ano de 1951, isto é: 73 anos idade.

No conjunto masculino, apuramos que os candidatos com mais e menos idade, coincidentemente,  pertencem ao mesmo partido (federação PSOL/ REDE). Albertson Alexandrino (18.192) seria o mais jovem dos candidatos a vereador, ou seja: 25 anos (1999).

Já o candidato Heliomar (18.490), que recentemente completou 79 anos (21/08/1945), se configura no postulante com mais idade, dentre todas as 201 candidaturas.

Nas próximas postagens, estaremos realçando mais informações e curiosidades sobre o pleito antonense 2024.

 

FALECIMENTO DE DONA INÊS BANDEIRA – por Sosígenes Bittencourt.


Professora Inês era amiga, das antigas, de minha geratriz, professora Damariz.

Assim como o seu filho, Dryton Bandeira, é meu amigo desde nossa mocidade.
Eis os motivos de minha manifestação pública de condolências pelo passamento de sua genitora.

A perda da mãe é uma dor insolidarizável, resumiu o escritor Carlos Heitor Cony. Não há multidão que nos console.

A vida é feita de tempo e daquilo que fazemos com o tempo que temos. Ademais, morreremos. Contudo, uma vez vivos no mundo, não tem mais jeito, o jeito que tem é viver.

Agora, Dona Inês, és detentora de um segredo só a ti revelado. Um dia, fostes como nós somos; um dia, seremos como tu és.
Até breve! Requiescat in pace!

Sosígenes Bittencourt

Eleições 2024: um “raio x” nas postulações à Casa Diogo de Braga…

No sentido de contribuir com o processo eleitoral local, doravante, estaremos postando uma espécie de “raio x” das candidaturas à Casa Diogo de Braga, diga-se: vereança.

Dentre as  divulgações também  haverá espaço para  comentários, no que diz respeito ao  levantamento realizado, levando-se  em consideração as seguintes informações: idade média dos postulantes,  escolaridade, estado cível  e curiosidades relativas ao patrimônio dos 201 concorrentes, inscritos até o presente momento.

Vale lembrar, também,  que para o pleito de 2024, em Vitória de Santo Antão, aos  que desejam uma cadeira na câmara,  a Justiça Eleitoral estipulou como “teto de gasto”  o valor de R$ 44.665,80. Será mesmo que todos irão cumprir essa determinação?

Mediante as informações no site do TSE,  disponíveis (hoje), em Vitória, para 2024, teremos 201 postulações: 137 masculino (68,5%) – 64 feminino (31,85%).

No conjunto das postulações, no quesito patrimônio,  a expressiva maioria respondeu: “não há bens a declarar”. Mas há, também, pelo menos dois candidatos que declaram patrimônios  milionários. Ou seja: possuem algo superior a hum milhão de real.

Assim sendo, em breve,  estaremos postando informações mais detalhadas sobre o conjunto de  candidaturas para um assento na Casa Diogo de Braga.

Professora Inês Bandeira….

MARIA INÊS NERI BANDEIRA, ou simplesmente: Professora Inês. Teve a imensa honra de iniciar seu curso primário e sua vida estudantil, sobre a tutela e o bastão da ilustre e dileta professora Eunice Xavier. Após sua formação preliminar, passou a estudar no glorioso Colégio Nossa Senhora da Graça. Tendo nele, concluído o Curso Normal (magistério nos dias atuais). Antes mesmo de se formar, já havia sido nomeada Professora Regente de Classe, no educandário que iniciou seus estudos. Sortuda, Inês ocupou e assumiu a cadeira que outrora havia sido regida sobre a tutela da grande mestra e exemplar Eunice Xavier.

Tempos após, os dirigentes municipais resolveram instalar de forma inusitada e pioneira, o Curso de Jardim de Infância no Grupo Escolar Pedro Ribeiro, E Inês, foi convidada a efetuar uma capacitação rápida e eficaz, a fim de assumir tal mister. Relutante e insatisfeita, pois haveria de afastar-se dos seus antigos e queridos comandados, cumpriu religiosamente o que lhe fora determinado pelos dirigentes da educação municipal à época. Haviam pois, prometido que se não houvesse adequação ao tipo de convivência didática com tal nível de ensino, a retornariam à classe e aos alunos de outrora.

Porém, automaticamente a identificação no lidar com crianças foi além do normal, virou magia, virou vício.  Inês gostou e amou a temida troca. Com os minúsculos alunos do jardim de infância, a querida professora Inês conviveu, amou, educou e foi até, um pouco de mãe. Às outras turmas, jamais retornou. Voltar, pra que?

Inês foi parceira e cônjuge de um dos baluartes desta casa, desta instituição chamada Instituto Histórico da Vitória de Santo Antão. Seu companheiro Milton Bandeira defendeu e lutou pela manutenção e preservação desta instituição.

Os ex-alunos da professora Inês, hoje estão formados, hoje estão maduros. São até avós. Porém, o grande legado da professora Inês é imensurável, é indescritível. É simplesmente mágico. Inês é aquela de sempre, aquela lá do distante passado e não mais existente jardim de infância do Grupo Pedro Ribeiro. Pedro Ribeiro que à sombra das palmeiras de Santo Antão, vislumbrou e conviveu com a magia do formar vitorienses, formar caráter, formar gente. Gente da Vitória. Gente das plagas da Vitória de Santo Antão Santão. Da sua Diretora Anunciada, das colegas Guiomar e Bete, de dona Margarida e muitas outras flores do sacerdócio do criar, do educar, do fazer o bem.

Drayton Bandeira

Vida Passada… – Visconde de Suassuna – por Célio Meira

Na antiga vila do Recife, em o último decênio do século XVIII, nasceu Francisco de Paulo Cavalcanti de Albuquerque. Inclinado à carreira gloriosa das armas, vestiu, aos 14 anos, a farda de soldado do exército da colônia. E sete anos depois, segundo as notas de Pereira da Costa, tinha, Francisco de Paula, o posto de 2º tenente. Casou-se, a esse tempo, com a prima Maria Joaquina Cavalcanti Salgado, da velha fidalguia. Em 1816, era 1º tenente de artilharia.

Quando se desencadeou a revolução republicana de 6 de março de 1817, Francisco de Paula, ardoroso, desejando um Brasil liberto, desembainhou a espada, e esteve, ao lado do pai, o bravo coronel Suassuna, nas linhas de frente dos rebeldes. Aniquilada a insurreição, ao peso das armas do marechal Cogominho e de Rodrigo Lobo, chefe naval, pagou, duramente, sua ousadia, esse intimorato recifense, nos tenebrosos cárceres da Baia. Voltou, em 1821, a Pernambuco, batalhando pela independência do Brasil.

Assumiu, na qualidade de vice-presidente, o governo da província natal, em 1826, na ausência de Mairinck da Silva Ferrão. Galgou, em 1827, o posto de tenente-coronel. Sentou-se, de novo, na cadeira da presidência, a 23 de fevereiro de 1932, substituindo Francisco Pais de Andrade. E três anos depois, ostentando os galões do coronelato, reformou-se no posto de brigadeiro. Encerrou, desse modo, sua brilhante carreira militar. Nomeado presidente do berço natal, assumiu o governo, em 1835, permanecendo, no poder, até 37, quando entregou ao Camargo. E esteve ainda, à frente as administração de Pernambuco, em maio de 1838, no impedimento de Francisco do Rêgo Barros, o eminente conde da Bôa-Vista.

Representou a terra de seu nascimento, escreve Pereira da Costa, na Assembleia provincial e na Câmara Geral, ocupando, aos 47 anos de idade, a cadeira vitalícia de senador do Império, e merecedor, meses depois, a honra de uma pasta de ministro.

Organizando, Antonio Carlos, a 24 de junho de 1840, o primeiro gabinete do segundo Império, entregou a pasta de guerra a esse eminente filho do Recife. Serviu, fielmente, na idade das reflexões, à Coroa bragantina, aquele que, vinte e três anos antes, na idade romântica das aventuras, tentou destruí-la.

Agraciou-o, no ano seguinte, o governo, com o título de barão de Suassuna, concedendo-lhe, mais tarde, a graça do viscondado. Em 1849, fatigado das lutas políticas, recolheu-se à vida tranquila, com o firme proposito de não voltar à arena dos combates. E durante trinta anos, pouco a pouco, se foi apagando a estrela de primeira grandeza de sua carreira política. Alheiou-se do mundo. Trancou-se na solidão de seu palacete do Pombal, na cidade do Recife, onde morreu, na madrugada de 28 de janeiro de 1880, aos 87 anos de idade.

Deu, o governo, o nome de Visconde de Suassuna,  a uma das avenidas do Recife. Conservemo-lo. Honra, esse nome, a história de um povo.

 

Célio Meira – escritor e jornalista. 

LIVRO VIDA PASSADA…, secção diária, de notas biográficas, iniciada no dia 14 de julho de 1938, na “Folha da Manhã”, do Recife, edição das 16 horas. Reúno, neste 1º volume, as notas publicadas, no período de Janeiro a Junho deste ano. Escrevi-as, usando o pseudônimo – Lio – em estilo simples, destinada ao povo. Representam, antes de tudo, trabalho modesto de divulgação histórica. Setembro de 1939 – Célio Meira.