Momento Pitú: Viva a Resenha!!

Num sei quem tá brilhando mais nessa foto, se é o litroso ou Brenda Meira. Valeu pelo registro, parceira, arrasasse muito. Pense numa mulher chique, viu?

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Quarteto de homossexuais no tempo do ronca – por Sosígenes Bittencourt.

Avelon, Vavá, Nildo e Brigite (da esquerda para a direita). 

Isso foi no tempo que se podia vaiar homossexual. No entanto, ninguém matava homossexual. O termo homofobia não havia nascido, e a turma que transava de costas vivia mais sossegada.

O mundo era outro mundo, pois o ódio não se traduzia necessariamente em agressão física e homicídio. As pessoas não dispunham de tanta informação quanto hoje, mas eram mais pacatas, mais tementes a Deus. O trabalho era glorificado, os ricos trabalhavam mais do que os pobres. Hoje, o pobre quer ser rico às custas do crime.

Quem mata homossexual, não é homofóbico nem heterossexual, é ASSASSINO. Quem mata homossexual, mata um idoso, mata uma criança, mata um negro, um branco. É preciso focar no aspecto substantivo do crime e não perder tempo com o rito processual, que é “a mais excelente das tragédias”, como concluía Platão (428-348 a. C.)

Brigite era o mais conhecido, o mais saliente e festejado dos homossexuais. Vi-o vaiado, nas ruas, diversas vezes. Contudo, ouvi dizer que quem o deformou, de uma surra, foi o próprio irmão. Brigite me parecia um animal sem maldade e me despertava uma certa misericórdia. Talvez, pela rígida educação que tive, orientado a respeitar as pessoas.

Sosígenes Bittencourt

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Circulando.

Ouça a música “CIRCULANDO”-  composta por Aldenisio Tavares, na voz de Nildo Ventura. Circulando - na voz de Nildo Ventura - Composição Aldenisio Tavares Aldenisio Tavares
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Raciocínio Lógico: para que seja aberto espaço para os novatos na Câmara, vereador tem que “comer o cartão” do outro!!!

Em virtude das últimas mudanças nas regras eleitorais o pleito  que se avizinha (2020), indiscutivelmente,  ganha uma significativa pitada de imprevisibilidade – se não bastasse todas as outras -  no que se refere à disputa para ocupação dos assentos nas casas legislativas municipais – Câmara de Vereadores. Na nossa Casa – Diogo de Braga – a parada não será diferente.

Hoje, bem ou mal, a população antonense se faz representada na voz de dezenove parlamentares – todos ungidos pelas urnas. Para alguns deles, em função da expectativa dos sufrágios que sabem muito bem aonde e como irão buscar, a renovação do mandato, teoricamente,  se dará sem sobressaltos. Mas -  é bom que se diga -  existe outro conjunto  que está com os “cabelos em pé”.

Pois bem, nesse contexto, porém, existe um raciocino lógico: se os aspirantes ao parlamento,  ou seja, os candidatos que não detém mandatos,  se sujeitarem ingressar em partidos,  para concorrerem “lado a lado” com vereadores detentores de mandatos, com toda certeza, irão receber o diploma de suplente.

No mundo real dos políticos – aquele que a Justiça Eleitoral finge que não saber – os candidatos que concorrerem no mesmo partido com “vereador de mandato”, teoricamente, já estão recebendo “vantagens” antecipadas e, quase sempre,  promessas para os próximos quatro anos – quase sempre, nunca honradas.

Pensamento rápido: vereador tem que disputar no mesmo partido com outros vereadores,  para um “engolir o cartão” do outro e, só assim,  abrir vagas para os novatos. Esse é o jogo pragmático que deve ser jogado pelos “novatos”,  que sonham em poder dá nó da gravata  para ser chamados de “Vossa Excelência”.

Portanto, nessa nova eleição,  livre das chamadas “coligações proporcionais”,  para termos um maior percentual de renovação no parlamento local, algo salutar ao processo democrático, os vereadores da base do prefeito deverão  disputar todos pelo mesmo partido, aplicando-se, também,  o mesmo raciocínio para os da oposição. Ou seja: candidato que ficar em partido com “vereador de mandato” ou é otário ou está ganhando uma “vantagenzinha” antecipada.......Essa é a leitura, nua e crua!!!

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Momento Cultural: A ILUSÃO – por José Miranda.

Para vivermos nós contentes pela vida sem essa mágoa que tortura tanto a gente da culpa de Eva no Édem, um dia nascia. O Senhor deu-nos a ilusão constantemente.

Quanto seria: a alma por tudo entristecida e o coração ensimesmado e até doente se a ilusão fosse deste pélago banida se não houvesse, não o sonho doce e ingente!

De assalto sem se esperar conta do destino a ilusão toma para nos dar prazer na dor para nos fazer o espiamento pequenino.

Da nau de crença a vela enfuna com vigor e fortifica quando sofre, o coração: toda beleza está da vida na ilusão.

José Tiago de Miranda, vitoriense, nascido a 9 de junho de 1891 e faleceu a 29 de maio de 1960. Foi professor primário na Vitória, em Moreno e em Limoeiro, exercendo, em todas as cidades, o jornalismo. Foi proprietário e diretor de O LIDADOR a partir de 1932 até sua morte. Cronista, poeta e jornalista de alto valor. Seus filhos (Ceres, Péricles e Lígia) reúnem em volume muitas de suas crônicas e poesias, em livro “Antologia em Prosa e Verso”, comemorando o centenário de seu nascimento, aos 9 de junho de 1991. Do casamento, com D. Herundina Cavalcanti de Miranda, houve ainda um filho, Homero, falecido logo após a morte do Prof. Miranda.

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3º Encontro do Vinil – 17 de novembro – 15h – Loja Grão de Ouro.

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Momento FAMAM: Faculdade Macêdo de Amorim

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O Tempo Voa: Duque de Caxias.

Ano não registrado.

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Momento Pitú: Viva a Resenha!!

Essa é pra mandar pra galera no grupo do zap, só pra agitar.

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A imaginação viaja, morcegando para-choque de caminhão.

O camarada arrumou uma mulher de vida fácil, colocou na boleia do caminhão e danou-se a desfilar pela cidade. A mãe ficou indignada. Quanto mais ela reclamava, menos o camarada ouvia, apaixonado pela sujeita.

Um dia, em total respeito a sua genitora, resolveu mudar a advertência do para-choque do caminhão: MÃE, TENHA DISTÂNCIA.

Sosígenes Bittencourt

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Amor Maior – na voz de Serginho.

Amor Maior – na voz de Serginho . Amor Maior - Serginho
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Celular: estamos todos grampeados!!!

Nos meus tempos de devaneios na tenra idade, tendo como “gatilho” os seriados americanos ou mesmo às películas cinematográficas do “007”,  nunca antes poderia imaginar que um dia chegássemos ao sofisticado tecnológico no qual estamos todos inseridos, independente da nossa vontade ou do nosso desejo.

Para os que transitam nas coxias das novas tecnologias tudo que irei falar doravante já é algo “velho”. Algo que já é trivial e comum. Até porque, muitas pessoas já trabalham nesse novo mercado de trabalho que até um dia desses nem existia. A relação das empresas com o seu público alvo-consumidor vem  ganhando “ares” de filme de ficção cientifica ou mesmo de bruxaria.

Pois bem, na tarde de ontem (29), perguntei ao meu filho (Gabriel) se em determinada loja daqui da cidade – unidade de uma grande rede nacional de varejo -  eu poderia encontrar um determinado produto. Disse-me ele: “não sei, mas no site eu sei que tem. Vi outro dia. Estava custando $10,00”.

Ao final da tarde de ontem mesmo, dei uma passadinha na referida loja. Circulei por entre as gôndolas e não encontrei o que estava procurando. Dei mia volta e fui embora. Moral da história: hoje pela manhã, por volta das 9h, eis que, sem nunca antes haver realizado qualquer tipo de transação pela internet com essa empresa, recebi, via SMS, uma mensagem da referida rede de varejo, oferecendo-me o produto que eu estava procurando.

Parece uma baita coincidência, poderia pensar a maioria das pessoas. Mas não é...Desde que você esteja com o seu aparelho celular no bolso, ligado ou não, conectado ou não, na qualidade de consumidos – sabe-se lá outras coisas – você será impactado por situações como essa. Esse é o novo mundo em que estamos vivendo. Não é conversa de trancoso nem roteiro de filme americano. #somostodosconsumidores!!!

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Pedro Ferrer relembra acontecimento religioso..

Os antonenses devem estar bem lembrados da peste de cólera que se abateu sobre a cidade da Victória no ano de 1856. A peste atingiu outras cidades da região, tais como Caruaru, Limoeiro, Escada, Paudalho...Vitória de Santo Antão de todas foi a mais atingida com mais de 4 mil mortos. Superada a crise, estando a peste debelada, o povo que não se afastou de Deus, agradeceu-lhe o mal menor, caminhando até à capital. Leiam a reportagem que segue:

Diário de Pernambuco - 24 de janeiro de 1857 

Pedro Ferrer 
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A VITÓRIA DO ROCK – livro – lançamento – 29 de novembro – Bariloche Bar.

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Momento Cultural: Bem-me-quer – por Stephem Beltrão

Bem-me-quer mal-me-quer

Bem-me-quer mal-me-quer

É bom descobrir os segredos

Da paixão

Bem-me-quer mal-me-quer

Bem-me-quer mal-me-quer

São as batidas de seu coração

Bem-me-quer mal-me-quer

Bem-me-quer mal-me-quer

Pág 66

Stephem Beltrão
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Momento FAMAM – Faculdade Macêdo de Amorim

Último dia do Programa Parceiros em Ação, realizado na sede da FANAM - Faculdade Macêdo de Amorim.

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O Tempo Voa: Zito e Anita.

Registro do casal Zito Mariano e Anita Garibaldi com todos os filhos (10) - Avenida Silva jardim - inicio da década de 1970. 

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Momento Pitú: Viva a Resenha!!

Meu povo, tem coisa melhor que Caipifruta de Pitú servida na quenga de coco? Tá explicado porque Wesley Safadão se escondeu na foto. Agora quero ver quem consegue achar esse cabra.

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A MÚSICA E MINHAS EMOÇÕES – por Sosígenes Bittencourt.

O filósofo alemão Friedrich Nietzsche (1844-1900) deduzira: Sem a música, a vida seria um erro. Depois, chamam-me de hiperbólico quando descrevo minhas emoções musicais. Quando a dosagem é exagerada, é natural que o efeito seja um exagero. O filósofo francês Voltaire (1694-1778) já apregoava: Tudo que entra pelo ouvido vai direto ao coração. Não foi, em vão, que a mitologia personificou a música na deusa Euterpe, cuja etimologia resume-se em “a doadora de prazer”. E eu não quero me curar de nada que me dá prazer. Sosígenes Bittencourt
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Toni Amorim: 50 Anos de Composições!!

Compositor vitoriense Toni Amorim -  música “CIÚME, TEMPERO DO AMOR” de sua autoria -  interpretada pelo também vitoriense Ricardo Rico. A música é integrante do álbum Toni Amorim: 50 anos de composições. Ricardo Rico - Ciúme, Tempero do Amor de Toni Amorim Aldenisio Tavares
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Dia Nacional do Livro – 29 de outubro – você já leu hoje?

Num país onde as pessoas são “alérgicas” aos livros comorar o Dia Nacional do Livro é um desafio, sobretudo pelo decrescente número de livrarias disponíveis. Adquirir livros pela internet é prático e  até mais barato, mas nunca terá o charme e o glamour do “desfile” que o leitor faz por entre outros sem números de títulos. Aliás, o apaixonado por livros normalmente não vive apressado.

Pois bem, foi só com a chegada do Rei D. João VI ao Brasil, em 1808, que começamos editar os primeiros exemplares. O primeiro livro a ser lançado aqui, foi "Marília de Dirceu", do escritor Tomás Antônio Gonzaga. Foi com parte do acervo da Real Biblioteca Portuguesa que,  em 29 de outubro de 1810, fundamos a Biblioteca Nacional do Brasil, motivo pelo qual o “Dia do Livro” é comemorado no data de hoje.

O desafio é gigantesco.......Como transforma a realidade nacional, no que se refere ao interesse pela leitura, se ostentamos uma das maiores taxas de desigualdade social do planeta? Eis a questão: nossos problemas possuem raízes profundas que precisamos entender para transformar, algo, convenhamos,  muito complexo!!

Para tanto, nesse sentido, lembremos que todo dia tem que ser “dia de livro”.......

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A poesia “MAIS” de Andrea Campos – por Marcus Prado.

O que aconteceu com Marcel Proust e seu velho amigo há muito não visto e dele há décadas não tendo notícia, numa rua não muito movimentada de Paris, também aconteceu comigo, várias vezes, uma delas numa exposição, em Biobao, no Museu Guggenheim, quando dei de cara com um amigo de infância na antonense cidade, minha e de Osman Lins.

 O amigo de Proust e por certo o meu, queriam saber se tinham mudado ao longo do tempo de vasta distância, nessas distâncias que nem o tempo explica, se for verdade que o tempo não passa ou flui, sua representação, tanto imaginária, real, quanto simbólica. O autor de “Em busca do tempo perdido” e eu dissemos a mesma coisa, ambos de forma intencionalmente enigmática: “Menos”. “Menos o quê”? Foram as duas indagações.

 Lembrei-me, por analogia, do que Proust havia respondido: “Nada disso. Você está o mesmo. Apenas menos”. Não sei da parte de Proust, mas eu deveria ter dito, não fosse a surpresa do momento, sobre esse acaso, que, desde a aurora da civilização, as pessoas não se dão por satisfeitas com a noção de que os eventos são desconectados e inexplicáveis. O tempo, suas invariantes e essências, seu contínuo processo de vir-a-ser, que haveria de marcar a figuração do amigo de Proust, e deixaria marcas na alma e no rosto daquele caro amigo vitoriense, num reencontro inimaginável. Mas aconteceu. Esse mesmo tempo, fluxo perene da vida, que foi visto por Ricoeur à margem do “Em busca do tempo perdido” como sendo uma fábula - o tempo - que se apoia no poder que tem a ficção. O tempo, seja retilíneo ou não.

Há poucos dias o mesmo episódio aconteceu, de uma forma, para mim, gratificante. Tive um reencontro com Andrea Campos e sua poesia. A sua poesia foi, no passado não distante, uma poesia auspiciosa, reunida num livro do qual também fui prefaciador. Leio, agora, uma nova coletânea de poemas dessa autora pernambucana, do Recife, neste novo livro “A CARNE DO TEMPO”. Um reencontro, para mim, cheio de surpresas, enigmas, abismos, desafios, sentimentos, emoções, não só com vertente criadora, inventiva. Com esse livro ela está, superlativamente, “mais”, (insisto em dizer) alcançando uma nitidez realista de certo modo sacudida de turbações, inclusive vocabulares.

Em Andrea e na sua poesia o tempo é uma relação kantiana, dela com ela própria e com o mundo, não quantificável. Uma poesia “mais”, com a experiência do sublime, quando nos fala de Eros, um dos mais difíceis temas da poesia de todas as épocas. Aliás, nunca um tema primordial como esse esteve tão ameaçado como hoje. Andrea consegue retira-lo do ostracismo, sem as formas da imitação. Não vulgariza. O erotismo, (tema tão complexo como o próprio viver), seu fazer-emergir numa linguagem sóbria, é o seu ponto alto, sua revelação poética, seu caminho, sua rota percorrida, seu ponto de chegada, desde o seu primeiro livro. Certos versos na descrição do êxtase e seus fluxos sonoros, talvez sejam influenciados por Hilda Hilst, quando a autora de “A Fadinha Lésbica” abandonou a poesia velada e a desvelou inteiramente para o público leitor. O fogo que se faz metáfora de muitos instintos, como na expressão de Umberto Eco no seu admirável “Nos ombros dos Gigantes”, está na poesia dessa autora, esse “Fogo que arde sem se ver,” (que) é ferida que dói, e não se sente; (que) é um

contentamento descontente, (e que) é dor que desatina sem doer”, cito o velho e divino Camões, o calor do fogo e da paixão, como se existisse dentro da autora o calor de um Sol que ilumina outro Sol, esse milagre generoso da Poesia. Nela, a rima não é uma simples repetição de sons. Aliás, isso é o que há de mais abominável na poesia. E por falar do Sol e seu calor, o sangue rubro que alimenta a poesia de Andrea, teria ela conhecido a Casa do Sol, da grande Hilda, em Campinas, no interior de São Paulo? Comparando as duas experiências poéticas de Andrea, a do passado e a deste novo “A CARNE DO TEMPO”, (um belo título) vejo uma poesia “mais”. É inquestionável a validade de seu olhar sobre o amor não meramente epidérmico, quando os neurônios estão fora da área de cobertura ou desligados.

A sua poesia é totalmente livre na composição das estrofes e no jogo das rimas. Tanto faz o uso das rimas com inteira convicção do seu formato, como não. Há versos tão longos que podem ser denominados de poesia em prosa. Neles, ela aproveita para "brincar" com as palavras. Existem figuras de linguagem, metáforas ricas. Correndo o risco de contrariar os defensores da classificação tradicional nos aspectos da estilística e seus receituários retóricos, eu diria que a metalinguagem, palavras que dialogam com outras palavras, se faz presente neste livro, por exemplo, nos poemas em que busca definir o amor e seus deslocamentos narrativos. A linguagem e seus elementos sonoros, a identidade dos sons terminais estão visíveis, intencionais, sua linguagem adquire um sentido expressivo, algo essencial na poesia de qualquer época.

O acaso, desde o começo, está envolvido nesta minha declaração de simpatia e admiração pelo livro de Andrea Campos. Fayga Ostrower, a mulher que mais admiro no campo da teoria da Arte, (uma artista plástica e ensaísta brasileira nascida na Polônia) me inspira, com a leitura do seu clássico “Acasos e Criação Artística”, quando ela diz que “não existe criação artística sem acasos”. O acaso, pseudônimo de Deus quando Ele não quer assinar o seu sagrado Nome, tão marcante nos episódios citados nas primeiras palavras deste Prefácio, que inspire novos “acasos” na obra dessa autora, e que tragam sempre a marca do “mais”, tão solene no uso dos matemáticos gregos.

No final, Andrea nos diz: "A poesia não paga a vida. Mas dá o troco à morte". A obra poética também nos convida a uma reflexão, tem uma destinação, certas correlações que se estabelecem, principalmente sobre o existir, de maneira a dar o que pensar. Isto é, a poesia jamais "pagará" a quem se arriscar a seguir por suas trilhas, o preço da realização dos seus sonhos, desejos, voos de forma plena, satisfatória, inclusive pela espreita da morte para passar o troco, até pelo que não recebeu. Pode amenizar a inquietação humana a respeito da morte, apesar da multiplicidade de sentidos particulares em que se pode crer.

Macus Prado - jornalista

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Instituto Histórico: Candido Portunari – 05/11 – Teatro Silogeu.

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Momento Cultural: Martha de Holanda.

Espasmo… Vertigem do sétimo sentido do sol, nos braços da terra… Espasmo… O silêncio desvirginizando o tempo no leito das horas… Espasmo… A orgia da vida, na bacanal da morte… Meu amor! Espasmo… O meu beijo na tua boca… Meu amor! Espasmo… O teu beijo na minha boca… Espasmo… A noite estava, com as estrelas, arrumando o céu, para receber o dia. O luar veraneava, longe, levando a sua bagagem de luz E as ventanias passavam, correndo, para assistir ao parto prematuro da primeira aurora. E eu me desfiz dentro de mim… Espasmo… A natureza parecia enxugar o seu vestido cor de ouro debruado de azul, hemoptise do poente. As nuvens voltavam, cansadas do trabalho das trajectórias, a tomavam a rua das trevas. Os pássaros acabavam de dar o seu último concerto do dia na ribalta dos espaços, e recolhiam-se felizes nos bastidores das folhas. E eu me procurei em ti… Espasmo… As raízes entregavam-se à terra, para a eterna renovação dela mesma. Os elementos tocavam-se na confusão das origens, O éter, na elasticidade, dobrava-se volatizando-se por todo o universo. E, eu, te senti em mim. Martha de Holanda, vitoriense, filha de Nestor de Holanda Cavalcanti e de Matilde de Holanda Cavalcanti, nasceu a 20.III.1909 e faleceu no Recife a 24.VI.1950. Casou-se com o poeta Teixeira de Albuquerque aos 8.XII.1928.
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Momento FAMAM – Faculdade Macêdo de Amorim.

Inscrições abertas para Pós em Saúde Mental. Uma ótima oportunidade para você que quer se destacar na área de saúde. Fale conosco: 🖥www.escolhafamam.com.br  - 81 3523.1559/:98811.1559 - E obtenha super descontos!!!

 
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O Tempo Voa: Matriz de Santo Antão.

Reforma da Igreja Matriz de Santo Antão - ano não registrado - entre outros: Padre Renato, Vandir Lira e Zito Mariano. 

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Momento Pitú: Viva a Resenha!!

Será o rei da resenha Wesley Safadão fez essa música pra homenagear a branquinha mais amada do Brasil? Se num foi, deveria..

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Mistérios de Bordéu – por Sosígenes Bittencourt.

De coisas bizarras que já vi, as experimentadas pelo repórter da Record, em Bordéu, foram campeãs. E olha que eu já vi índio comer formiga viva e papa de carne de macaco.

Bordéu é uma ilha asiática que fica dividida entre a Indonésia e a Malásia. Coincidentemente, ao chegar em Bordéu, o chefe da tribo havia falecido. Segue-se, portanto, um período de festividades pelo seu falecimento. O defunto fica sendo velado, enquanto apodrece, e é proibido filmar o seu sepultamento. Ninguém pode vê-los chorando nessa hora. Se você não acredita, o repórter bebeu água de embrião de bicho e vinho de arroz no fundo de um crânio humano. Na água de embrião havia até um morcego mergulhado. O odor era insuportável, tendo o visitante que bebê-la, com os dedos em forma de pegador no nariz.

O que de melhor havia na ilha eram os Orangotangos. Dóceis e familiares, o repórter revelou que os animais mantêm uma relação sexual por ano. Tendo 12 vezes mais força do que o homem, vivem em média 35 anos, chegando a pesar 140 quilos. Millôr Fernandes disse que “Quando Deus criou o homem, os animais não caíram na gargalhada por questão de respeito.” Misterioso abraço!

Sosígenes Bittencourt

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Cacá Soares.

Música “Uma Chance“- canta  Cacá Soares - autoria dos vitorienses Samuka Voice, Cacá Soares e deste colunista. Ela faz parte do primeiro álbum do cantor, com participação especial de Bruna KellyOuça! Uma Chance - Cacá Soares e Bruna Kelly Aldenisio Tavares
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Epopeia: um registro importante na terra das “Tabocas” e da “Pitú”…

Sob os cuidados e proteção da “Casa do Imperador” – Instituto Histórico e Geográfico da Vitória – repousam incalculáveis informações sobre a nossa Vitória de Santo Antão. Muitas delas já devidamente expostas no seu rico museu. Transitar na chamada “linha do tempo” do labirinto histórico da casa, através das peças e do material impresso -  sem sombra de dúvida -  é vivenciar o cotidiano dos nossos antepassados num eterno diálogo de interpretações. Essa é minha impressão!!

Recentemente, através de um exemplar da “Revista Comemorativa Epopeia”, que teve como objetivo marcar, em 1945, o tricentenário da Batalha das Tabocas, ocorrida em nosso solo em 3 de agosto de 1645, pude “mergulhar” numa Vitória de Santo Antão bem diferente dos dias atuais. Com efeito, interpretar os costumes e entender o contexto social, econômico e político da metade do século XX, sobretudo de uma cidade localizada no interior da Região Nordeste, inevitavelmente, nos coloca diante de tantas outras novas indagações no que se refere ao   “novo mundo” globalizado que está posto.

No conteúdo do exemplar constam artigos, homenagens, fotografias e muita propaganda comercial. A quase totalidade dos anunciantes nem existem mais. Dentre eles,  pelo menos  um chamou  minha atenção: se hoje estamos acostumados a ver o nome da internacional “Pitú” estampado, com destaque,  em tudo que diz repeito ao nosso torrão, na época da publicação da revista, onde a marca ainda não havia chegado à sua primeira década de existência, observamos que a mesma já investia  forte nas boas causas antonenses. Isso revela um alinha de atuação! Afinal,  são décadas e décadas na mesma direção e linha (sintonia)   com o seu nescedouro - o que serve de um bom exemplo para as "novas" e grandes industrias que chegaram nos últimos anos à nossa cidade.

Nas entrelinhas da revista, por assim dizer,  exala uma boa pitada de saudosismos – perfil na escrita de quem, em tese,  já ultrapassou  os três quartos da vida. Além da exaltação ao feito de Tabocas, realce evidente por se tratar de uma revista comemorativa,  também encontramos poesias,   músicas e fotos da época. Escrever e registrar os fatos importantes, acredito, é algo que nunca será démodé. Parabéns aos que empreenderam e investiram,  no passado,  seu precioso tempo nessa épica revista.

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