“Dona” Anita no meio da folia……..

O registro é raro. Minha mãe, “Dona” Anita, juntamente com uma das suas irmãs, Teresia, em plena folia,  numa terça-feira de carnaval. O ano não dizer exatamente qual foi. Tenho certeza que foi no inicio dos anos 90 (1990). Minha mãe brincava carnaval por força das circunstâncias, não obstante –  aos 14 anos –  haver conhecido,  num baile de carnaval no Clube Abanadores “O Leão”, o seu primeiro e único namorado – “Seu” Zito Mariano – com quem casou, em 1955, gerando uma prole de onze filhos.

Dizia ela em alto e bom som: “ carnaval para mim é só trabalho e problemas.  A casa se enche de gente. É marido bebendo e chamando todo mundo que passa na rua para comer e beber também. Os filhos pelo mundo,  sem ter hora para voltar e ainda tenho que ter cara bonita  e disposição para passar a noite dançando num baile de carnaval”.

Bom!! Voltemos ao registro fotográfico. Não sei exatamente por qual motivo, mas certamente por alto grau de estresse –  depois de três dias de carnaval –  “Dona” Anita zangou-se com “Seu” Zito em casa. Pegou a irmã pelo braço e, em tom “malcriado”, saiu dizendo: “Zito, cuida da cozinha e dos filhos que vou olhar o carnaval. Não sei que horas vou voltar” – algo inédito para uma dona de casa exemplar, aplicada  e responsável como minha mãe…..

Lá estou no ponto oficial do carnaval da Vitória de então – Pitú-Lanches – e vejo mamãe (com irmã que morava em Recife) andando pela rua – cena impensada. Sai atrás, apertei o passo,  e segurei-a pelo braço,  perguntando: a senhora tá fazendo o quê  aqui? Ainda com a cara abusada disse-me em tom ironia: “brincando carnaval!!! Eu num posso não? Só quem pode brincar são vocês………”

Sem celular e nem whatsapp para enviar uma foto,  avisando que mamãe estava comigo, acabei pedindo para uma pessoa passar lá em casa e avisar.  Curiosamente de cada dez pessoas que  a cumprimentava, nove perguntavam: “cadê Zito?”. Resumo da opera: acabei comprando uma cerveja para ela – que nem tomou – e com um  certo tempo depois começou a chegar outro familiares e tal. Passada a malcriação,  “Dona” Anita voltou para o seu carnaval rotineiro, ou seja: comandar a” muvuca”, promovida por  marido e filhos,  que virava a sua casa por ocasião do reinado de momo…..Velhos tempo……

 

Formalização do diretório do PDT em Vitória – amanhã – no Clube “O Leão”.

Presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, virá à Vitória (PE) para formalizar entrega do diretório municipal do partido Evento ocorrerá no Clube Abanadores – O Leão, na próxima quinta-feira (06), e contará com as presenças do deputado federal Túlio Gadelha e de André Negromonte, vice-presidente estadual do PDT Formada em sua maioria por estudantes e profissionais das áreas da educação, da saúde, da segurança, do comércio e do campo, a militância do Partido Democrático Trabalhista (PDT), no município da Vitória de Santo Antão (PE), receberá na próxima quinta-feira (06) a visita do exministro do Trabalho, Carlos Lupi – presidente nacional da legenda, que fará à ocasião lançamento de seu livro-denúncia “Um golpe contra os trabalhadores” (editora Nitpress). O candidato do PDT à presidência da República nas últimas eleições, Ciro Gomes, assina o prefácio do livro que é, segundo o autor, uma homenagem aos trabalhadores, a Getúlio Vargas, a João Goulart, a Leonel Brizola e ao Trabalhismo.

Não por acaso, a publicação servirá de mote à Convenção Municipal do PDT que traz como tema “O trabalho e a Geração de Empregos em Vitória”. O Leão, situado à Praça Dom Luiz de Brito, no bairro da Matriz, servirá de espaço à troca de ideias sobre mão de obra e a qualidade de oferta de trabalho na Terra das Tabocas. O deputado federal Túlio Gadelha, liderança e um dos nomes mais atuantes do parlamento em 2019, segundo o Diap (Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar), além do vice-presidente estadual do partido André Negromonte têm suas presenças confirmadas.

Com uma história de vida ligada ao trabalho – no campo e na cidade – o hoje empresário Zé da Juliana, membro da executiva municipal do partido, foi categórico ao dizer de sua expectativa: “Bons frutos serão colhidos. Inclusive porque é a ideia de dias melhores que tem nos movido em torno de uma proposta para Vitória”. Na mesma direção, Elson Bezerra, outro empresário com reconhecido apreço à formação do trabalhador, deu destaque à pertinência da escolha do tema, considerando ser a mão de obra qualificada uma condição indispensável à melhoria da qualidade do emprego, proporcionando humanização à mulher e ao homem trabalhador. Ciclo de Palestras A abertura ficará por conta do advogado Gustavo Leonel (presidente municipal do PDT) e do publicitário André Carvalho que, juntamente com o médico e atual vice-prefeito da Vitória de Santo Antão Saulo Albuquerque – representarão os dirigentes locais. A convenção começará às 17h30; já o ciclo de palestras terá início às 19h e contará – em seu primeiro bloco – com a contribuição de Luciano Bertolazzi (Roca Brasil), que falará sobre os impactos da indústria na geração de emprego. Num segundo momento, Ana Mendonça, Herika Araújo e Patrícia Rafaelle – militantes orgânicas do trabalhismo na cidade – abordarão o papel transformador da educação e da cultura.

Comunicação PDT Vitória-PE

 

CASTANHA NO TEMPO DE EU MENINO – por Sosígenes Bittencourt.

A castanha é um mimo da natureza que mais se acumplicia com a nossa infância, o seu sumo, o seu aroma, o seu formato, o seu sabor, sua fumaça quando explode no fogaréu. O caju também. Caju vermelhinho, amarelinho, rechonchudo e de delicada protuberância, que nem peito de moça desabrochando.

Em meus devaneios poético-sofístico-dramáticos, quando mastigo castanha assada, é como se mastigasse quintais ou inalasse a década de 60. Assim como sinto uma sensação de funeral quando polvilho orégano e associo quiabo a seis horas da noite. Sou um fuxiqueiro de minhas sinestesias poéticas.

Fundo de quintal foi tudo na minha infância. Era o meu paraíso. A ventania, o alvoroço das árvores, o cricrilar dos grilos em sintonia com o tremeluzir das estrelas. O cheiro de perfume e cigarro que escalava a ladeira do cabaré lá embaixo. Reunião de gatos, o desfile das galinhas… Fundo de quintal foi a minha primeira aula de leitura do mundo.

Sosígenes Bittencourt

Meu Coelho.

Música “Meu Coelho”, composta por Guilherme Pajé e Ricardo Cardoso, na voz de Erika Borges. A música é integrante do CD MEU COELHO 30 ANOS  –produzido por Geazi da CunhaGuilherme Pajé e Aldenisio Tavares, para o carnaval de 2005, um grande encontro de compositores: Guilherme Pajé, Ricardo Cardoso, Carlos Almeida, Gilmar de Moura Ferraz, Bené de Cachoeirinha, Guga Ferrer, Sérgio Campêlo, Mário Monteiro, Toni Amorim, Antônio Santos, Josias do Violão, Climério Paulo, Maestro Nunes, Ricardinho, João Caverna, Aldenisio Tavares e Samuka Voice e interpretes como: Erika Borges, Carlos Almeida, Alexa, Cássio Campos, Bubuska Valença, Ricardinho e Banda Sossairê, Ery Fã Farra, João Caverna e Ricardo Chan, todos  homenageando o Bloco Carnavalesco O COELHO nos seus 30 anos.

Meu Coelho – Erika Borges

Aldenisio Tavares

Assim surgiu a Companhia dos Monges em Folia……

Há pouco tempo do Carnaval de 1998, reuniram-se na sede provisória do Museu do Carnaval Maestro Amadeu de Senna, então localizado à Rua Cel. Eurico Valois, nº 26, 1º andar, na nossa cidade, o comerciário Rivaldo Felipe e o historiador André Fontes , para discutir  sobre assuntos relacionados ao  carnaval  vitoriense – de maneira geral.  De posse de algumas fotos passaram a observar  à criatividade individual do povo que desfilavam vestidos de árabes, de pato guizado, de barbeiros e uma infinidade de fantasias.

No meio de tantas fotos estavam duas figuras que sintetizam  tudo o que, doravante,  falaremos: A BANHEIRA MÓVEL ( do nosso inesquecível amigo GERALDO LIMA) e o ANJO DO CARNAVAL (uma das figuras mais populares do carnaval vitoriense,  MANOEL JOSÉ DE SOUZA, O MIZURA).

A dupla – Rivaldo e André –  passou então a discutir com que fantasia iriam brincar o carnaval de 1999. Logo no início pensaram em reeditar uma das antigas fantasias –  certa confusão ocorreu -,   praticamente ambos queriam sair com a cobertura de MORCEGO (com certeza a figura mais popular dos antigos carnavais,  Júlio Mosquito, que desfilava no comando do préstito do Clube Abanadores O Leão). Sem chegar a nenhuma definição, passaram a comentar sobre o filme O NOME DA ROSA. Durante a análise da película surgiu a ideia de levar paz ao carnaval. A vestimenta de monge caiu como uma luva. Seria uma fantasia diferente, criativa, calma…ambos aceitaram. João Francisco desenhou um esboço do traje.

O tempo passou e de repente faltavam apenas três dias para o carnaval –  procurava-se, freneticamente,   uma costureira. As artesãs estavam bastante ocupadas com outras roupas e sempre recebíamos um “não posso”.  Foi quando no Sábado de Zé Pereira Rivaldo Felipe comentou com o amigo Ednaldo Torres sobre os monges.  O radialista ficou bastante interessado e o levou-o  à costureira Dona Zezinha, que a pedido do Ednaldo se prontificou a costurar a roupa de cinco monges.

Dr. Jorge Marinho, o prof. Luís Carlos, o artista plástico João Francisco, o comerciário Rivaldo Felipe e o historiador André Fontes, assim,  puderam então brincar o carnaval de 1999 na santa paz.  Salientemos, então,  à atitude do nosso amigo Dr. Jorge Marinho, que antecipou o dinheiro para a compra do tecido e a confecção das roupas. Estava então criado A Companhia dos Monges em Folia.

Assessoria de imprensa da referida agremiação.

2º LOTE DE KITS DA SAUDADE JÁ TÁ NA RUA!!!

 

Passada a campanha publicitária da SAUDADE visando às vendas do primeiro lote, a partir de ontem (03), já estão disponíveis à venda os kits do segundo lote ao preço de $100,00 – à vista ou em 5 vezes no cartão. Esse preço segue até o dia 19 de fevereiro.

Assim sendo, você que se decidiu em brincar na SAUDADE no carnaval 2020, no qual estaremos homenageando à passagem dos 70 anos de fundação do nosso Instituto Histórico, e perdeu a promoção do primeiro lote é bom procurar logo um dos nossos pontos de vendas: Óticas Diniz, vendedores autorizados e Escritório do Blog do Pilako – televenda zap (9.9192.5094).

Obs: NA SAUDADE, A GENTE BRINCA MELHOR!!!

E por falar em tristeza – por Sosígenes Bittencourt.

Eu sou meio ruim de tristeza. Pelo contrário, carrego uma certa alegria n’alma que, muitas vezes, confundem com falta de seriedade. Porque o importante não é a tristeza que você sente, mas o que você pode fazer com a tristeza que sente. Tristeza longa, duradoura é depressão. É caso clínico. Eu prefiro a tristeza que é caso cínico. Dizia, o dramaturgo Nelson Rodrigues, que “não se faz literatura, política e futebol com bons sentimentos.”

Por exemplo, a tristeza, para mim, é motivo de literatura. Eu recebi um grande conselho do poeta alemão Wolfgang Goethe: Faz da tua dor um poema, e ela será suavizada.

Sosígenes Bittencourt

Ensaio de rua do “Urso Branco”….

Visando o seu desfile a agremiação carnavalesca “Urso Branco” promoveu, na noite do sábado (01), seu ensaio de rua. Percorrendo as  ruas centrais da nossa cidade, o “Urso” reuniu um bom número de foliões, Na passagem pela Estação Ferroviária nossas lentes registraram a movimentação do publico que dançavam e pulavam ao  o som  do legitimo ritmo pernambucano.

Primeira reunião ordinária do ano do Instituto Histórico da Vitória.

Na manhã do domingo (02) a diretoria e o corpo de associados do Instituto Histórico e Geográfico  da Vitória reuniram-se na “Casa do Imperador” no sentido da promoção da primeira reunião ordinária do ano de 2020.

Na pauta, entre outros assuntos atinentes à formalização de novos convênios, o professor Pedro Ferrer, presidente da instituição, externou um esboço da programação festiva do ano em curso voltada às comemorações da passagem dos 70 anos do nosso Instituto Histórico.