




Colégio Municipal 3 de Agosto. Vitória de Santo Antão, PE. 1970
Ensinar, para mim, é uma forma de conviver.
Minha escola é o mundo.
Estudar, para mim, é uma forma de conviver,
Minha escola é o mundo.
Sou professor no que ensino;
no que estudo, sou aluno.
Sou filho de professora Damariz,
meio gente, meio pó de giz.
Fazer poesia é destino,
sou poeta desde menino.
Porém, sou poeta trabalhado,
o meu dom é divino,
mas o estudo é sagrado.
Sosígenes Bittencourt


O filósofo alemão Nietzsche dizia: Tudo que se faz por AMOR, se faz além do BEM e do MAL.
Portanto, faço literatura, porque me agrada agradar o meu semelhante, e isto está além do BEM e do MAL.
A arte tem a função de tornar a realidade mais suportável. Primeiro, a mim mesmo; depois, ao meu semelhante. Fazer literatura me dá prazer, e o prazer é o maior dos bens. O próprio Nietzsche dizia que “Sem a música, a vida seria um erro.”
Sosígenes Bittencourt


Vejo poesia em tudo, por isso ando pelo cantinho da calçada.
A diferença entre os efeitos da poesia e a embriaguez é que o poeta conhece o caminho da volta.
A diferença entre o louco e o que fala sozinho é que o louco repete.
A diferença entre o poeta e quem gosta de poesia é que o poeta fuxica a poesia.
A diferença é que os diferentes são sempre a minoria, e a maioria considera-se normal.
O pintor Salvador Dali dizia: A diferença entre um louco e eu é que eu não sou louco.
Contudo, só há algo igual entre os homens: todos são diferentes.
Sosigenes Bittencourt




De Millôr Fernandes: Quando Deus criou o homem, os animais não caíram na risada por questão de respeito.
De Sêneca: Tão idiota é crer em tudo, como não crer em nada.
De Guimarães Rosa: Viver é muito perigoso.
De José Simão: Terceira Idade é quando a gente bota os óculos para ouvir o rádio.
De La Rochefoucauld: A paixão tem intervalos, mas a vaidade nunca nos deixa descansar.
De Coco Chanel: Não é a aparência, é a essência. Não é o dinheiro, é a educação. Não é a roupa, é a classe.
Reflexivo abraço!
Sosígenes Bittencourt


A natureza fala, em silêncio. Por isso, é preciso silêncio, para decifrar sua mensagem.
Sosígenes Bittencourt


Empreendendo viagem, de Vitória de Santo Antão a Tabira, desbravando o Sertão Pernambucano, a visitar Alvaneide Leite de Melo, descendente da Tribo Fulni-ô, de Águas Belas – ela, crendo-me um Cacique, e eu, caprichando pra pagé.
Somos todos índios!
Sosígenes Bittencourt


De Blaise Pascal: A maior carência do homem é poder fazer tão pouco por aqueles que ama.
De Ariano Suassuna: Eu não fico impressionado quando um avião cai, fico impressionado como é que ele sobe.
De Hermann Hesse: Nada lhe posso dar que já não exista em você mesmo. Eu o ajudarei a tornar visível seu próprio mundo.
De Bernard Shaw: Ninguém faz fofoca sobre as virtudes alheias.
De Domenico de Masi: Quando o trabalho é executado com a cabeça, vai sempre com você.
Reflexivo abraço!
Sosígenes Bittencourt


De madrugada, choveu lá longe. A chuva, em cima do calor escaldante, gerou raios. Um deles acendeu o meu celular, plugado na tomada, e fez menção de ligar o meu ar-condicionado.
Parecia o prelúdio do Fim do Mundo, a alvorada do Apocalipse. Genocídios pelo Poder, Tráfico de Drogas, Liberticídios, Pecados Capitais. Até os ateus envergam-se, diante de tão incógnita Grandeza, e apelam pela existência de Deus
Sosígenes Bittencourt

Esta é uma relíquia que não negocio por muita grana. É um frasco de Nescafé, bordado a pincel por minha tia Silonita e presenteado a minha mãe. A razão de não usá-lo ou negociá-lo é uma exigência de minha genitora, que minha tia Ricardina, ainda lúcida, poderá asseverar. Mamãe não queria que mexessem neste frasco, nem para colocar comida na geladeira.
É reverência, é memória, é relíquia e um tchau para o Mal de Alzheimer.
Sosígenes Bittencourt






No dia da Revolta de 1817, quando Pernambuco virou País, quem mais celebrou e honrou a Data Magna foi o Sport Club do Recife, ali no Piauí. Entre altos e baixos, a trinca de corredores pernambucanos parecia a façanha dos heróis da Terra dos Altos Coqueiros, que mandaram os exploradores lusitanos se mancar.
Vingaram o Náutico, que não teve fôlego para emparelhar com o River (quer Plate ou não Plate), velocistas do mesmo lugar.
Viva o Sport! Viva Pernambuco! Salve Cruz Cabugá!
Sosígenes Bittencourt


Dilma deve ter aprendido, depois do seu discurso hilário sobre o aedes aegypti, que o feminino de mosquito não é mosquita, pois trata-se de um substantivo epiceno. Ou seja, ele não sofre alteração morfológica na designação de gênero: masculino e feminino. Quer dizer, para você se referir à mulher do mosquito, você terá que acrescentar a palavra fêmea. O mosquito macho e o mosquito fêmea.
Agora, imagine se você usa o artigo a, antes do nome próprio da presidenta, no exemplo que vou citar. Ao invés de você dizer “a mosquita de Dilma”, que seria referir-se ao seu erro de Português, você dissesse a “mosquita da Dilma”, passando a chamar a presidenta de mosquita.
Docente abraço!
Sosígenes Bittencourt


Nunca mais, eu vi Kayse Arruda.
Kayse era uma belezura. Meiga, pura mulher nos trejeitos, no olhar, ar de aventura.
Nunca mais, eu vi Kayse Arruda. Até já escalei o Alto Dr. José Leal, a perguntar, posto que foi a derradeira vez onde a vi, à sua procura.
Lembro-me de tê-la tirado para dançar – ela de saia – e o motivo era a moda Me dê Motivo na execução de Tim Maia. Nunca mais vi fêmea tão feminina, vereda de saudade, ao viajar para Santa Catarina.
A vontade que dá é enguiçar esses brasis, repoltreado em avião alado, sobre rios, florestas e montanhas, margeando a grinalda dos oceanos, para ver menina tão mulher, beleza tão feminina.
Sosígenes Bittencourt


De Luís da Câmara Cascudo: Casei-me com uma mulher com nome de flor, flor sem espinhos: Dáhlia.
De Millôr Fernandes: A vida pode me fazer desgraçado, não infeliz.
De Mário Lago: Eu fiz um acordo pacífico com o tempo: nem eu o persigo, nem ele me persegue; um dia, a gente se encontra.
De Milton Friedman Não há excesso de liberdade quando exercida com responsabilidade.
De Bertolt Brecht: O que é um assalto a um banco, comparado com a fundação de um banco?
De Mauro Mota: Quem morre em Recife, engana a morte.
Sosígenes Bittencourt


A lua pousa no céu, alva lamparina no teatro da noite, deusa de sonhos, maviosa como um acorde de violino, lua que me berçava no colo de minha mãe no tempo de eu menino.
Sosígenes Bittencourt



Conheci Paulo, filho de Zuca da Xerox, em 1987, quando comecei a publicar minha Revista Fragmentos, cuja seleção de frases era fotocopiada em sua lojinha, na Rua XV de Novembro, próxima à Sorveteria Peixe.
A vida é feita de tempo e daquilo que fazemos com o tempo que temos. Ademais, morreremos. Contudo, uma vez vivos no mundo, não tem mais jeito, o jeito que tem é viver.
Agora, amigo Paulo de Zuca, és detentor de um segredo só a ti revelado. Um dia, fostes como nós somos; um dia, seremos como tu és.
Até breve! Requiescat in pace!
Sosígenes Bittencourt
