
Seguindo a risca os ensinamentos da famosa “cartilha do atraso” em nossa cidade, o folclórico ex-prefeito José Aglailson, quando ainda estava com o “chicote” na mão, foi quem primeiro cuidou em “mutilar” o Parque de Exposição, quando doou terrenos no seu entorno e até uma parte dele.
Elias Lira, quando em 2009 pegou o “chicote”, acabou de destruir com o Parque e, por tabela, valorizou os empreendimentos imobiliários no entorno do novo centro de compras que está sendo edificado.
Muito bem, foi o Vereador Pedro Queiroz que exigiu, em reunião na sede da Prefeitura, que a empresa que ganhou o terreno do antigo parque, se comprometesse com a construção de um novo parque para a cidade, até porque, tinha recebido um terreno valorizado de “mão beijada” da municipalidade.
Ao participar no sábado (04), no novo Parque Joaquim Rodrigues de Lira, de mais uma edição da tradicional Primeira Feira de Agosto, fiz uma espécie de “vistoria” no local e pude constatar que o empreendimento, para efeito de grandes eventos, já nasceu inviabilizado.
A obra que foi entregue pelo Prefeito Elias Lira e Henrique Filho à população no último sábado (04), deve ter sido realizada com pouco investimento ou com má vontade mesmo, isso porque, em muito lugares a lama e a falta de acabamentos são visíveis.
Dentre muitos problemas encontrados, alguns deles sanáveis com uma boa dose de investimento, entendo que o mais grave de todos é, na minha opinião, sem solução a questão da localização.
Ora, não se pode realizar grandes eventos, sem que se possa pensar primeiro em acesso, pois a estrada que nos leva ao novo parque é estreita, além do mais, com o fluxo de caminhões torna-se impossível o tráfego fluir, sem contar claro, no quesito estacionamento que na primeira vista foi um caos.
Já nos problemas sanáveis, podemos assinalar a falta de harmonia no conjunto, como por exemplo, a falta de uma estrutura adequada para leilões, a falta de estrutura para o comércio característico dos grandes eventos, aqui por sinal ainda permanece a cultura da barraca. Sem contar claro que o local reservado para os shows não tem piso.
Sendo assim, mais uma vez, nossa cidade perde uma boa oportunidade de fazer uma empreendimento com qualidade e se firmar cada vez mais como uma referência nesses tipo de negócio, já que temos o que poucos tem, que é História.