O poeta Dilson Lira – por Marcus Prado.

Dilson Lira, o poeta e publicitário que amava as estrelas.

A notícia de que o poderoso Asteroide Apophis pode mudar de rota e se chocar com a Terra, em 2029, me faz lembrar do poeta e publicitário de saudosa memória Dilson Lira, da torre de observação das estrelas que tinha na sua casa, do seu telescópio Astronômico com Tripé, UltraZoom 6000X.

Dilson, que tinha a marca de homem cordial, foi o único do seu tempo vitoriense a se dedicar, como amador, à astronomia. Como poeta, hoje esquecido, mereceu honroso elogio do escritor Mauro Mota, da Academia Brasileira de Letras. no prefácio de um dos seus livros. Também esquecido.

Marcus Prado – jornalista. 

Kátia Camarotti – por @historia_em_retalhos.

O ano era 1991.

Decidida a pôr fim à relação conjugal que mantinha com o cirurgião dentista José Fernando Gomes, a psicóloga Kátia Camarotti, à época, com 39 anos, entrara com uma ação de divórcio na justiça.

Neste mesmo período, mudou-se com os filhos para o Rio de Janeiro.

Em 31 de janeiro daquele ano, estava marcada a audiência do processo de divórcio.

Kátia, então, veio ao Recife, seguindo do aeroporto direto para a residência de sua irmã Tânia, na Av. Boa Viagem, um dos endereços mais nobres da capital pernambucana.

Não sabia ela o que aquele dia lhe reservava.

Inconformado com a separação, José Fernando seguiu a psicóloga desde o aeroporto.

Ao chegar no local, matou a ex-cunhada Tânia, que estava ali apenas para ajudar a irmã, com três disparos de arma de fogo.

Em seguida, tentou matar Kátia, com um tiro na nuca, deixando-a pentaplégica, sem qualquer movimento do pescoço para baixo.

Kátia passou a depender de aparelhos para respirar.

O seu filho, o hoje conceituado jornalista Gerson Camarotti, à época com apenas 17 anos, mobilizou a opinião pública exigindo a condenação de seu pai e iniciou uma campanha nacional para conseguir Cr$ 30 milhões necessários para prosseguir com a fisioterapia respiratória de sua mãe.

O objetivo era adquirir um respirador portátil e trazer para o Recife a equipe do fisioterapeuta Carlos Alberto Azeredo (o mesmo que cuidou de Irmã Dulce).

Paradoxalmente, o agressor José Fernando era considerado um dos melhores cirurgiões dentistas de Pernambuco, mas carregava consigo o perfil de um homem violento e machista.

Obteve um habeas corpus e respondeu ao processo em liberdade.

Todavia, no ano seguinte (1992), acabou morto por um desconhecido que o assassinou com quatro tiros em sua clínica.

Eu trago este caso de hoje em referência à campanha do AGOSTO LILÁS de combate ao feminicídio.

Que este duplo e bárbaro feminicídio (consumado e tentado) jamais caia no esquecimento.

Machismo mata.
.
Siga: @historia_em_retalhos

https://www.instagram.com/p/C–TQlQuz2F/?igsh=bnUxM3VtM2t4N2V0

Eleições 2024: um panorama político e partidário…

Desde o inicio da chamada Nova República o Brasil vem dando contínuas provas  do amadurecimento da sua democracia. Já passamos por momentos turbulentos e difíceis,  , mas ao final o Estado de Direto prevaleceu.

Mesmo assim –  convenhamos -,  os partidos políticos representativos (na sua expressiva maioria) continuam sendo uma espécie de “sopa de letrinhas”. Um ou outro tem algum tipo de vida orgânica popular,  mas no conjunto são espaços que pouco representa os interesses coletivos, como consta nos seus respectivos estatutos.

Pois bem, segundo levantamento da CNM – Confederação  Nacional dos Municípios -, para o pleito do próximo dia 6 de outubro,  cerca de 34% dos prefeitos que estão disputando à reeleição mudaram de partido.

Nesse contexto, na terra de João Cleofas de Oliveira, no sentido inverso do que  ocorre no País, o prefeito Paulo Roberto (MDB), que tenta a reeleição,  se manteve na mesma agremiação de 4 anos atrás. Na mesma direção, as outras duas postulações majoritárias, André Carvalho (PDT) e Victor (PSB), se configuram em  quadros orgânicos dos seus respectivos partidos.

Ainda segundo a CNM, desde a eleição municipal do ano de 2000, quando começou valer à reeleição para prefeito, 62% conseguiram êxito na empreitada eleitoral. Alcançando seu percentual máximo em 2020 (64%).

Já na República das Tabocas, levando-se em consideração que 3 prefeitos – sentados na cadeira – buscaram a permanência no cargo (desde de 2000),  poderíamos dizer que o índice de reeleição  é ainda um pouco maior (66%), ou seja: dos três, dois conseguiram – Zé do Povo ( primeiro a ser reeleito) e Elias Lira.

Eis ai, portanto, alguns números e curiosidades relativos ao nosso quadro sucessório municipal que está, efetivamente,  no seu estado inicial, visando o dia 6 de outubro de 2024.

Eleições 2024: estaremos produzindo conteúdo plural….

Vencidas as questões de ordem burocráticas, finalmente, as campanhas políticas/eleitorais estão nas ruas de todo País. Disputas municipais, de maneira geral, sempre despertam mais engajamento popular.

Doravante, já com informações oficiais disponíveis no Site do TSE, assim como nas eleições anteriores, na medida do possível, faremos uma espécie de “raio x” nas candidaturas postas no mundo antonense – prefeito e vereador.

Nos últimos dias – desde o início oficial (sexta-feira, 16) – já observamos algumas ações vinculadas ao processo eleitoral nas ruas. Algumas bandeiras fixadas e alguns veículos  sinalizados. Mas tudo ainda muito tímido, levando-se  em consideração à tradição local, ou seja: acirramento…

Portanto, mais uma vez, o Blog do Pilako  estará levando ao seus internautas informações sobre o pleito local,  isto é:  produzindo conteúdo confiável, democrático e plural. Vamos em frente…

 

DILERMANDO da Cunha Lima

DILERMANDO da Cunha Lima, pai de Geazi: nenhum vereador do Legislativo vitoriense teve, até hoje, maior visão do futuro. Há cerca de 70 anos, quando as políticas governamentais de casas populares sequer eram sonhadas, esse político PIONEIRO teve a iniciativa de comprar um terreno nos arredores da cidade e nele construiu casas para a população carente.

Marcus Prado – jornalista. 

LEMBRANÇAS DE UM TEMPO VITORIENSE – por Marcus Prado.

LEMBRANÇAS DE UM TEMPO VITORIENSE – Primeira de uma série.

Tempos difíceis e desafiadores no passado não muito remoto para os amantes da Fotografia. Para revelar um filme em preto e branco, só tínhamos as lojas de Edinho da Casa Edson e a de Dilermando da Cunha Lima. Para os filmes coloridos, Edinho pedia paciência, prazo mínimo de 15 dias, eram remetidos para o Rio de Janeiro. Dilerma só aceitava revelações em P&B, feitas no Recife.

Marcus Prado – jornalista.

7ª Festa da Saudade: mais uma noite inesquecível!!!

Com muita expectativa, por parte dos que gostam de dançar e são detentores do chamado bom gosto musical, a 7ª edição da Festa da Saudade “entregou” o prometido.

Na primeira parte do evento, por assim dizer, subiu ao palco do Clube Abanadores “O Leão”, pontualmente às 22h, a Banda antonense Vintage Soul, executando os clássicos do rock – internacional e nacional. Veja o vídeo:

 

Quando o relógio já marcava 23:59h, a internacional Orquestra Super Oara emitia os primeiro sinais sonoros, daquilo que seria uma noite, musicalmente, inesquecível. Até às 3:30h, o público na parou de dançar. Com um repertório eclético, que vai do refinado ao popular, a Super Oara mostrou o porquê que lhe cabe bem o  título de uma das melhores bandas/baile do Brasil. Veja o vídeo:

Na qualidade de promotor do referido evento, aproveito para agradecer a todos parceiros e participantes em geral, sem esquecer, claro, do patrocinador do encontro dançante: Engarrafamento Pitú. 2025 tem mais……

SÉTIMA FESTA DA SAUDADE – por Sosígenes Bittencourt.

Vitória de Santo Antão-PE (17 de Agosto de 2024).

Saudade é um sentimento que não morre quando se mata. É matando saudade e morrendo de saudade. Quem gosta de fustigar saudade é Cristiano Pilako, aqui na cidade. Dizem que a palavra Saudade só existe em nossa língua, mas não é questão de idioma, é de coração de verdade. Boa festa entre amigos e cultivo de amizade.
Próximo ano, tem de novo, enquanto houver idoso, pra nossa felicidade.

Palmas e muito obrigado!

Sosígenes Bittencourt

Obs: veja o vídeo do professor dançando…https://youtube.com/shorts/PfJBdfwp_co?si=VDDD_jIq8-mzWdIW

17 de agosto: dia da Batalha de Casa Forte! – por @historia_em_retalhos.

Capítulo importantíssimo da expulsão dos holandeses aconteceu no dia 17 de agosto de 1645, em Casa Forte.

Derrotados na Batalha das Tabocas, em Vitória de Santo Antão, 14 dias depois, os holandeses decidiram acampar no engenho de Anna Paes, imóvel onde funcionou o Colégio Sagrada Família, ao lado da matriz de Casa Forte.

E montaram um plano: o comandante Hendrick Van Haus ordenou que o major Carlos Blaer fosse até a Várzea, raptar todas as mulheres dos luso-brasileiros e as trouxessem até o engenho de Anna Paes.

Tomando conhecimento da trama, os luso-brasileiros, marchando sob pesada chuva, conseguiram atravessar o rio Capibaribe, a nado, na altura do Cordeiro, até alcançar e cercar o engenho, na manhã do dia 17 de agosto.

Pegos de surpresa, os batavos refugiaram-se na casa-grande e colocaram as mulheres prisioneiras nas janelas.

O chefe da tropa luso-brasileira, interpretando o ato como um sinal de capitulação, ordenou um cessar fogo e enviou um oficial para negociar a rendição com os neerlandeses.

Covardemente, o emissário foi morto na frente da tropa.

Enfurecidos, os insurgentes atacaram com ferocidade e sede de vingança, ateando fogo na casa.

Cercado e sufocado pela fumaça, o chefe flamengo empunhou uma bandeira branca e o cabo de uma pistola, em sinal de rendição, capitulando junto com a sua tropa.

A derrota custou aos batavos 37 mortos, muitos feridos e mais de 300 prisioneiros, além de grande quantidade de armamento, cavalos e víveres.

Você sabia?

– o nome do bairro “Casa Forte” deve-se justamente à utilização militar da casa-grande do engenho de Anna Paes.

– a Av. 17 de agosto, principal via da região, ganhou esse nome em alusão ao fato histórico.

– as casas do engenho situavam-se em um grande pátio, chamado Campina de Casa Forte, que, no século 20, tornou-se o primeiro jardim público do grande Burle Max: a Praça de Casa Forte!

– o sobrado onde, hoje, funciona o requintado restaurante Nez Bistrô foi, no passado, a senzala do Engenho Casa Forte.

Gostou?

Se fores compartilhar, por favor, indica a fonte!
.
Siga: @historia_em_retalhos

https://www.instagram.com/p/C-xC9f2ubsG/?igsh=MWZ6ejZqMzJwemZ6MA%3D%3D

Sétima Festa da Saudade – acontece neste sábado!!!

Amanhã, sábado (17), o Clube Abanadores “O Leão” abrirá suas portas para acolher o público da Sétima Edição da Festa da Saudade. Como próprio nome diz, o evento é voltado ao segmento de pessoas mais maduras, sobretudo aos que gostam de dançar.

Com a garantia da “casa cheia”, o encontro social dançante mais esperado da cidade contará, mais uma vez, com internacional Orquestra Super Oara, liderada pelo sempre animado Elaque Amaral.

Portanto, na próxima segunda-feira, estaremos postando lances do evento!!!

Festival Palavra Cifrada – Vitória

Com abertura em Vitória de Santo Antão, Palavra Cifrada celebra a riqueza da cultura brasileira

Em sua terceira edição, festival de literatura itinerante começa sua programação pela cidade da Zona da Mata

O Festival Palavra Cifrada, organizado por Alexandre Melo, da NósPós Produtora com incentivo do Funcultura, chega a sua terceira edição com uma programação recheada de grandes nomes da literatura, da música e da arte performática de várias partes do país. Começando nesta quinta, 15/8, em Vitória de Santo Antão, o evento vai percorrer ainda o Sertão (Afogados da Ingazeira), o Agreste (Garanhuns) e a Região Metropolitana (Recife) até o dia 31.

Em Vitória a grade tem início às 14h no Colégio Municipal Três de Agosto, com uma oficina ministrada pelo escritor, editor e professor Wellington de Melo com o tema A literatura e a leitura na sala de aula, abordando as estreitas relações entre a literatura e a educação. Wellington é autor de livros como os romances Estrangeiro no labirinto (semi-finalista do Prêmio Portugal Telecom) e Emílio, além do livro de poemas O Caçador de Mariposas, traduzido para o francês. Ele é também o curador legatário da obra de Miró da Muribeca.

Já na parte da noite, a partir das 19h, o festival se transfere para o Teatro Silogeu, onde o premiado escritor e ilustrador Whalter Moreira dos Santos presenteia o público com a aula Quando a palavra quer somente ter cor e forma, em que demonstra com desenhos e cores a mágica das imagens se transformando em palavras e histórias. Whalter tem mais de 40 livros publicados em diversos gêneros, como teatro, poesia, conto, romance, memória e infanto-juvenil e obras traduzidas para braile e alemão. Entre outros prêmios, tem o José Mindlin e o Cidade de Curitiba (por O Ciclista), Prêmio Casa da Cultura Mário Quintana e Fundação Cultural da Bahia (Um certo rumor de asas) e Prêmio Nacional Cepe de Literatura (O metal de que somos feitos).

Encerrando o dia, Wellington de Melo volta, desta vez para conversar com o romancista e poeta João Paulo Parísio e professores da região sobre literatura e educação. Parísio, que já foi definido pelo crítico José Castello como “um dos principais nomes da nova geração de narradores brasileiros”, é autor de Legião anônima (contos), Esculturas fluidas (poesia), Retrocausalidades (romance), entre outros livros.

PROGRAMAÇÃO COMPLETA

VITÓRIA |  15/08 | QUINTA – FEIRA

Oficina |A literatura e a leitura na sala de aula| com com Wellington de Melo:

A produção e reprodução de literatura a partir da realidade local será desenvolvida  pelo  escritor  e  escritora  que  têm  relações  profissionais diretas com a sala de aula.

Horário: 14h | Local: Colégio Municipal Três de Agosto

Aula Master | Quando a Palavra Quer Somente Ter Cor e Forma| com Walter Moreira dos Santos

Um dos escritores e ilustradores mais premiados e publicados do país, Walter  Moreira  demonstra  com  desenhos  e  cores a  mágica  das imagens se transformarem em palavras e estórias.

Horário: 19h | Local: Teatro Silogeu

Conversa | Pedagogia da palavra| com Wellington de Melo e João Paraíso

Conversa sobre literatura e educação com professoras e professores da Região Metropolitana do Recife.

Horário: 20h | Local: Teatro Silogeu 

Assessoria

Vida Passada… – Francisco Mangabeira – por Célio Meira

Matriculou-se, Francisco Mangabeira, em 1894, aos 15 anos de idade, na Faculdade de Medicina da Baia. E três anos mais tarde, republicano e patriota, partiu, no batalhão acadêmico, rumo à terra selvagem de canudos, onde serviu, à Nação e à Pátria, nos hospitais de sangue. Quando regressou da carnificina, nos sertões baianos, escreveu, em excelentes versos, a “Tragédia Épica”. Ingressou, a esse tempo, informa um biógrafo, esse jovem poeta jornalista, no “Diário da Baia”. E em 1900, quando se extinguia o século XIX, conquistou, aos 21 anos, a carta de doutor em medicina.

Diplomado, não quis viver, esse baiano ilustrado, na terra onde nasceu, e levando, no coração, a esperança, que é luz dos moços, iniciou sua jornada , no Amazonas. E caminhava contente, pelas estradas da vida, clinicando e fazendo versos, quando, a 6 de agosto de 1902, explodiu a 3ª revolução acreana, sob a chefia de Plácido de Castro, na formosa Xaporí, dominada nessa época, pelo governo da Bolívia.

Alastrou-se, rapidamente, `às margens dos rios e nas estradas dos seringais, a rebeldia sagrada. Aderiram, a esse movimento nacionalista, e armado, homens de todas as classes. Formaram-se batalhões. E o médico Francisco Mangabeira, com o mesmo espírito arrebatado do estudante de Canudos, não ficou indiferente à cruzada de seus irmãos do extremo norte, em que se reivindicava o solo da pátria, e se ofereceu ao corpo médico, conta Napoleão Ribeiro, ao lado de Batista  de Morais, médico, tribuno e revolucionário.

E o no dia 1º de maio de 1903,  quando o “Franco Atirador”, batalhão patriótico, sob o comando do coronel Hipólito Moreira, ex-ministro da justiça, em 1899, no governo do Estado Independente do Acre, “partia de Boa Fé, para Porto Rico”, escreveu, Mangabeira, o poeta do “Hostiário”, “em casa de residência do coronel José Soares Pereira”, narra o autor do “Acre e seus Heróis”, o Hino Acreano, cantado pelos combatentes, no coração das matas virgens e equatoriais.

Doente, gravemente, sentido a aproximação da morte e a saudade irremovível de sua gente, abandonou,  Mangabeira, a gleba amazônica, buscando a terra onde nasceu. E abordo de um vapor, defronte da baia de Gurupí, entre o Pará e o Maranhão, morreu Francisco Mangabeira, no dia 27 de janeiro de 1904, pronunciando, na agonia, conta Heitor Moniz, estas palavras de tristeza e infortúnio.

Como é que morre um poeta , aos 25 anos!

E finou-se, desse modo o iluminado poeta do “Visões de Santa Tereza”, sem rever a Baia de seu coração, terra de sua meninice. (1)

1 – Transcrita da “Folha do Norte”, de Belém do Pará, edição 29 de fevereiro.

Célio Meira – escritor e jornalista. 

LIVRO VIDA PASSADA…, secção diária, de notas biográficas, iniciada no dia 14 de julho de 1938, na “Folha da Manhã”, do Recife, edição das 16 horas. Reúno, neste 1º volume, as notas publicadas, no período de Janeiro a Junho deste ano. Escrevi-as, usando o pseudônimo – Lio – em estilo simples, destinada ao povo. Representam, antes de tudo, trabalho modesto de divulgação histórica. Setembro de 1939 – Célio Meira.

Bolsonaro em Vitória: missão cumprida….

Na sexta-feira (09), na nossa Vitória de Santo Antão, o dia começou “girando” na expectativa da visita do ex-presidente Jair Messias Bolsonaro, antes, anunciada, com entusiasmo, pelos vereadores Marcos da Prestação e Felipe Cezar.

Ainda não era 8h e o local marcado para o encontro com o Capitão já estava “vestido” nas cores  verde/amarelo. Veja o vídeo:

Marcado por uma divisão doentia, o Brasil vivenciou a eleição presidencial de 2022 com preocupação. Os relacionamentos familiares, os grupos de amigos,   vizinhos antigos  e todo tipo de agrupamento social, após o pleito, vencido pelo candidato do PT, Lula da Silva, nunca mais foram os mesmos. Sempre há, aqui e acolá, uma provocação.

Indiscutivelmente, a liderança exercida por Jair Bolsonaro é algo admirável. Pessoas, dos mais variados extratos sociais, enxergam nele um porto seguro. Um Mito, como muitos falam.

Assim como nas outras cidades,  que estiveram no roteiro da mais recente visita a Pernambuco, o povo da Vitoria de Santo Antão não decepcionou. No contraponto de narrativas e provocações, circulou um vídeo nos grupos de WhatsApp locais “zombando” das pessoas que se posicionaram, logo cedo, na padaria marcada, na esperança de tomar com um café com o presidente. Mas ao final, imagino que o objetivo político da visita, aparentemente, foi cumprido.

Festa da Saudade: dançante e com bom gosto musical!!!

Ao melhor estilo romântico e dançante, num só tempo, no sábado, 17 de agosto, acontecerá a 7ª Edição da Festa da Saudade. O evento ocorrerá no tradicionalíssimo Clube Abanadores “O Leão”.

No primeiro ato musical, subirá ao palco a antonense Banda Vintage Soul, para executar os clássicos nacional e internacional. Em ato continuo, a Orquestra Arcoverdense de Ritmos Americanos – Super Oara – se encarregará de sacudir todos das cadeiras, na direção da pista de dança.

Articulado de maneira prévia,  os participantes  seguem em compasso de espera. É bom que se diga, esse modelo de festa – voltado para um público mais maduro e com bom gosto musical – é algo que não se configura em tarefa das mais fáceis. Com o imprescindível apoio do Engarrafamento Pitú, por mais um ano, a Festa da Saudade é uma realidade!!!

Este é Fábio Martins Gouveia, o “Fia” – por @historia_em_retalhos.

Talvez você não recorde, mas este paraibano (de Bananeiras) é considerado um dos maiores nomes e o principal precursor do surfe nacional.

Discreto, Fábio Gouveia nunca esteve no centro dos holofotes da grande mídia, mas foi o principal responsável pela ascensão do surfe brasileiro no cenário mundial, enquanto Gabriel Medina nem sonhava em nascer.

Depois da sua inédita conquista do título mundial amador de 1988, os olhos do mundo do surfe voltaram-se para o Brasil, porque jamais um brasileiro havia ganho um torneio em escala mundial.

Quatro anos depois, em 1992, ele já estava ranquiado na 5.º posição do Circuito Internacional Profissional (WCT) e, durante dez temporadas (entre 1992-1996 e 1999-2003), ficou entre os 45 melhores surfistas do WCT.

Foi, ainda, o primeiro surfista brasileiro a ganhar uma etapa da elite do esporte no Havaí (1991).

O menino de Bananeiras que aprendeu a surfar em João Pessoa/Cabedelo tinha uma outra particularidade: foi viajando com a esposa, Elka, e os três filhos (algo muito incomum no circuito do surfe dos anos 90) que ele conquistou os seus maiores títulos.

A família era o seu amuleto.

Fia competiu profissionalmente até 2009, quando decidiu aposentar-se.

Hoje, mora em Florianópolis/SC, tendo a sua própria empresa de fabricação de pranchas, a Fabio Gouveia Shape & Design.

Alô, Prefeitura de João Pessoa e/ou Cabedelo, penso que Fabinho Gouveia merecia mais reconhecimento em sua terra natal.

Desconheço qualquer registro público em homenagem aos seus grandes feitos.

A quem interessar, recomendo o documentário “Fábio Fabuloso”, de Pedro César, Ricardo Bocão e Antônio Ricardo.
.
Siga: @historia_em_retalhos

https://www.instagram.com/p/C-catWzO3Ra/?igsh=ZXJwbnVlNW4xN3Vj

A internet não deixará você por fora das campanhas políticas!!!

Em um período não muito distante, aqui em Vitória, a viabilidade de uma candidatura a prefeito, entre outros marcadores, se media pela capacidade financeira de realizar a maior quantidade dos chamados comícios, ou seja: em quantos bairros o candidato teria condições  de deixar sua mensagem?

Passamos, também, pelos processos das “camisas”,  dos showmícios e também das caminhadas, esse anda em voga. O rádio teve seu prestígio e a televisão – que em 2008 foi retirada do ar – também marcou sua efêmera importância (aqui em Vitória).

Na atualidade, a internet, no quesito importância nas campanhas eleitorais, em curto espaço de tempo, aqui em Vitória, suplantou todas as outras. Em uma das  fotos  que ilustram  essa matéria, por exemplo, hoje, às 9:29h, o Instagram lembrou-me que teremos três candidatos ao cargo de prefeito: André Carvalho, Aglailson Victor e Paulo Roberto.

É bem verdade que a estrutura que lastreia o projeto político  de cada um conta muito, mas também é verdade que a internet diminuiu a desigualdade nessa, e noutras  questões. Se antes,  o eleitor, por opção, poderia se manter distante das campanhas eleitorais, na atualidade, com  várias plataformas digitais, presentes em nosso cotidiano, difícil mesmo é ele  (o eleitor) dizer que “num tá sabendo de nada…….”

Bolsonaro em Vitória de Santo Antão!!!

Dentro da estratégia do PL nacional, em maximizar a imagem do ex-presidente Jair Messias Bolsonaro,  em vista a Pernambuco desde ontem (07),  graças à articulação dos vereadores antonenses, Marcos da Prestação e Felipe Cezar, nossa cidade, Vitória de Santo Antão, entrou no roteiro.

Portanto, amanhã, sexta-feira, dia 09 de agosto, a partir das 8h, as atenções políticas na nossa cidade estarão concentradas no encontro dos bolsonaritas da região com o Capitão. O evento ocorrerá na Avenida Henrique de Holanda, no espaço próximo à Secretaria de Saúde e  à Padaria Delícia do Trigo.

É certeza que todos os candidatos a prefeito e vereador da região, que levantam a bandeira do bolsonarismo, não perderão essa oportunidade de conseguir um registro fotográfico, ou mesmo um pequeno vídeo, ao lado do seu principal cabo eleitoral.

No último pleito, Bolsonaro obteve 33.410  (41,14%) votos em nossa cidade. Se o Partido Liberal local, nas eleições municipais de 2024, se unir, e usar como estratégia a divulgação do número 22, para ser sufragado nos candidatos a vereador que “estão com Bolsonaro”,  possivelmente logrará alguma vantagem eleitoral.

Vida Passada… – Frota e Vasconcelos – por Célio Meira

João Evangelista da Frota e Vasconcelos era cearense. Nasceu e Sobral, terra famosa e orgulhosa de seus filhos ilustres, nas letras e na política, banhadas pelas águas do rio Acaraú. Decorrida sua meninice, e concluído o curso de preparatórios, matriculou-se, João Evangelista, na Faculdade de Direito do Recife, onde recebeu a carta de bacharel. Diplomou-se, há meio século, no ano histórico de 1889, quando se proclamou a República, na companhia de Esmeraldino Bandeira, Gervasio Fioravanti e Sebastião Galvão, ilustrados pernambucanos, que tiveram larga projeção no direito, na poesia e na história, e de Pedro do Largo, baiano, e uma das figuras de maior destaque no mundo parlamentar, na 1ª Republica.

Ingressou Frota e Vasconcelos, na vida pública, exercendo a promotoria de justiça no Recife. Rápido, porém, foi sua passagem pela cadeira do ministério público. Não trazia, na vida, o destino dramático dos tribunos. Trazia sorte, gloriosa e tranquila, dos homens que encontraram, nas bibliotecas, nos museus e nos arquivos, onde há, perpetuamente, a luz das civilizações passadas, a doce alegria de viver.

Deixado o cargo,  na justiça, foi exercer, em 1900, contam os biógrafos, e entre esses, Clovis Bevilaqua e o barão de Studart, os postos de sub-bibliotecário e bibliotecário da Faculdade de Direito do Recife. Nêsses cargos foi, Frota e Vasconcelos, grande funcionário. Substituindo Manuel Clementino, continuou a obra meritória do eminente companheiro, dando, àquela biblioteca, administração e segura e edificante.

Fundou e dirigiu, Frota e Vasconcelos, a 11 de agosto de 1904, a “Cultura Acadêmica”, primorosa revista literária e cientifica, em que colaboraram, em prosa e verso, os vultos de maior relevo, na literatura pernambucana. Viveu a “Cultura” até 24 de junho de 1906, editando algumas obras, e entre essas, o precioso ensaio de Faelante da Câmara sobre a vida e a poética de Maciel Monteiro, o 2º barão de Itamaracá.

Morreu João Evangelista da Frota e Vasconcelos, em Caxangá, na cidade do Recife, no dia 26 de janeiro de 1907, na residência do Dr Raul Azedo, médico e cientista notável. O nome Frota está ligado, honrosamente, à cultura litero-cientifica de Pernambuco. E não o esquecerão, os homens de pensamento.

Célio Meira – escritor e jornalista. 

LIVRO VIDA PASSADA…, secção diária, de notas biográficas, iniciada no dia 14 de julho de 1938, na “Folha da Manhã”, do Recife, edição das 16 horas. Reúno, neste 1º volume, as notas publicadas, no período de Janeiro a Junho deste ano. Escrevi-as, usando o pseudônimo – Lio – em estilo simples, destinada ao povo. Representam, antes de tudo, trabalho modesto de divulgação histórica. Setembro de 1939 – Célio Meira.

Eleições 2024: Paulo e Edmo fecham as convenções em Vitória.

Aconteceu na tarde de ontem (05), no Clube Abanadores “O Leão”, o movimento de caráter político que ratificou a chapa majoritária que irá disputar o pleito municipal estampando o número 15. A referida convenção partidária aconteceu no último dia do prazo legal.

Com a presença da cúpula estadual do MDB, lideranças locais e um bom número de candidatos a vereador, Paulo Roberto e Edmo Neves, em suas respectivas falas, exaltaram o trabalho realizado nos últimos anos. Na mesma linha, seguiu o presidente do MDB municipal, Alexandre Ferrer. Veja o vídeo:

Indiscutivelmente, o conjunto político, na atualidade, liderado pelo prefeito Paulo Roberto reúne as melhores condições eleitorais para o pleito que se avizinha. Desde o inicio do processo da reeleição, em Vitória, 3 prefeitos tentaram: dois venceram e um perdeu.