Vida Passada… – Barão de Caruaru – por Célio Meira.

Aos 21 de anos de idade, o pernambucano Francisco Antônio Raposo matriculou-se, ao tempo da Regência, na Escola Militar. Vestiu, moço, a farda de soldado e a conservou por toda vida, honrando-a, nos cargos de confiança do governo.

Amando a carreira perigosa das armas, estudioso, possuindo, em elevado grau, o sentido da disciplina, galgou todos os postos, na hierarquia da caserna. Em 1839, era 2º tenente, e sete anos decorridos, mereceu a promoção ao posto imediato. Doze anos mais tarde, tinha, na túnica, os galões de capitão. E, antes dos 40,  atingiu o posto de major.

Prestigiado no sei das classes armadas, querido entre os camaradas, obteve, Antônio Raposo o coronelato, em 1864. Engenheiro civil e militar, dedicou-se, também, ao magistério. E na mesma escola onde foi discípulo, subiu à cátedra, conta um biógrafo, ensinando física e matemática. Homem austero, de elevada moral, governou, aos 53 anos de idade, a província de Mato Grosso. E na terra mato-grossense, narra um historiador, exerceu, mais tarde, o comando geral das armas.

Conferiu-lhe o governo, em 72, os brilhantes galões de brigadeiro. Serviu no Arquivo Militar, e esteve na Europa à frente de comissões importantes. Regressando à pátria, coube-lhe a honraria de dirigir, na Côrte, o Arsenal de Guerra.

Jubilado, na Escola Militar, não se refugiou na vida inativa. Aceitou, a esse tempo, a direção da Escola Politécnica. Governou, o velho soldado pernambucano, de boa estirpe, essa famosa escola, cheia de tradições, sem perder os aplausos e a confiança do poder público.

Não se enamorou, nunca, da política, o velho militar. Viveu, sempre, para o exército. Mereceu, do monarca brasileiro, pelos serviços relevantes prestados à nação e à pátria, a honra de um baronato. Foi agraciado com o título de barão de Caruauru.

Morreu no dia 23 de março do ano de 1880, aos 63 anos de idade. Morreu tranquilo, na certeza absoluta de que bem servira ao governo e à terra natal.

Na história militar do Brasil, o nome do Brigadeiro Francisco Antônio Raposo lembrará , atreves dos tempos, aos jovens militares, a honestidade e a disciplina.

Honrou o país e o estrangeiro, o nome de Pernambuco.

Célio Meira – escritor e jornalista. 

LIVRO VIDA PASSADA…, secção diária, de notas biográficas, iniciada no dia 14 de julho de 1938, na “Folha da Manhã”, do Recife, edição das 16 horas. Reúno, neste 1º volume, as notas publicadas, no período de Janeiro a Junho deste ano. Escrevi-as, usando o pseudônimo – Lio – em estilo simples, destinada ao povo. Representam, antes de tudo, trabalho modesto de divulgação histórica.

Setembro de 1939 – Célio Meira.

AVLAC – “Defesa Acadêmica” da doutora Leila Medeiros

Contemplada pelos pares e diante dos familiares do Padre Rento – Patrono de uma das cadeiras (23) da AVLC – Academia Vitoriense de Letras, Artes e Ciência -, a acadêmica Leila Medeiros apresentou-se,  no sentido da ratificação da  sua condição de Imortal.

O evento aconteceu  na manhã do último domingo (14) e ocorreu  no Salão Nobre do Instituto Histórico da Vitória. Na sua “Defesa Acadêmica”, a doutora Leila Medeiros viajou pela vida, pela obra e pelo legado  religioso do Monsenhor Renato da Cunha Cavalcanti.  

O encontro integrou o conjunto de ações da AVLC que, entre outras finalidades, tem como objetivo manter viva a história de baluarte antonenses que enriquecem a terra Osman Lins.

SAUDADE – faltando 2 meses para o Baile no Asfalto!!!

Festejado, celebrado e produzido em nossa terra desde o final do século XIX, o “Carnaval Antonese” se configura num verdadeiro Patrimônio coletivo. Seus acontecimentos, seu rico acervo e suas memórias emolduram  parte significativa da história local.

Pois bem, nesse contexto, são as nossas agremiações organismos importantes nesse emaranhado de sentimentos. Umas mais antigas outras nem tanto.  Algumas delas iniciando sua trajetória,   mas independente de qualquer coisas,  todas dando o seu contributo positivo ao conjunto carnavalesco local.

Jogando no time das agremiações que qualifica a cena musical, “ A SAUDADE” tem dia e hora para desfilar. Na noite da segunda-feira de carnaval. Sempre com temas ligados aos acontecimentos locais, em 2026, exalará à passagem dos 140 anos da chegada do trem ao munícipio, ocorrida em 1886.

Portanto, na segunda-feira,  dia 16 de fevereiro de 2026 –  há exatos dois meses de distância temporal – estaremos vivenciando mais um desfile da SAUDADE, que mais uma vez contará com a Orquestra Super Oara e o Trio Asas da América e aquele elegante, bonito e extraordinário concurso de adereço de cabeça.

Para concluir, não custa nada lembrar: NA SAUDADE, A GENTE BRINCA MELHOR!!!

 

16 de dezembro de 1976 – por @historia_em_retalhos.

Naquele dia, membros do Partido Comunista do Brasil (PCdoB) estavam reunidos em uma casa insuspeita da Rua Pio XI, no bairro da Lapa, em São Paulo, para realizar um balanço político da recém-derrotada Guerrilha do Araguaia, movimento de resistência armada organizado pelo partido no sul do Pará.

Um fato muito imprevisível e perigoso naqueles anos difíceis, todavia, aconteceu: a traição.

O militante Manoel Jover Telles decidiu trair os seus companheiros de partido, informando o dia e o local da reunião do Comitê Central do PCdoB ao Exército.

Telles, que havia sido preso em meados de 1976, negociara com os órgãos da repressão e fornecera informações sobre a reunião, recebendo por isso a quantia de 150 mil entregue à sua filha em Porto Alegre/RS.

Na madrugada, após o fim da reunião, a residência foi cercada e metralhada.

Os militantes Ângelo Arroyo e Pedro Pomar foram sumariamente assassinados a tiros na própria operação (foto).

João Batista Franco Drummond, preso no dia anterior, à tarde, após sair da casa, fora levado ao DOI/CODI, onde morreu sob tortura, durante a madrugada.

Outros cinco integrantes (Elza Monnerat, Haroldo Lima, Aldo Arantes, Joaquim Celso de Lima e Maria Trindade) foram presos e torturados.

O objetivo da operação era claro: riscar do mapa o partido que havia dirigido a Guerrilha do Araguaia, que foi a principal ação armada de resistência à ditadura.

Nenhum dos responsáveis pela chacina jamais foi responsabilizado.

No ano de 2010, o suborno de Manoel Telles para liquidar o PCdoB foi confirmado pelo general Leônidas Pires Gonçalves em entrevista ao jornalista André Cintra.

Não existem limites morais para uma ditadura.

O limite é a sua própria sanha.

Lembrar para não esquecer.

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Clarissa Góes saudou-nos com uma verdadeira aula de história!!!

No prestigiado programa global “Bom Dia Pernambuco” de hoje, segunda-feira (15), a conceituada jornalista e apresentadora do referido matinal, Clarissa Góes, saudou-nos com uma verdadeira aula de história. Aliás, na qualidade de nativo da Terra desbravada por Diogo de Braga, só hoje, fiquei sabendo que o seu irmão mais velho, Diego, nasceu em nosso torrão. Ou seja: também é uma espécie de guerreiro das Tabocas…

https://youtube.com/shorts/hzQ3iLkkZ-Y?si=3_gQD4wqLMDjgJAV

Bem assessorada e atualizada a eminente comunicadora verbalizou corretamente o termo que,  há vários anos,  pesquiso, compartilho  e alardeio (antonense), no sentido do necessário ajuste histórico, atinente ao nosso gentílico “oficial”, ou seja: vitoriense para antonense ou à adoção dos dois, de maneira oficial.

E explico mais uma vez:

Desde a nossa fundação, de 1626 a 1843 (217 anos), na qualidade de lugar, nunca  fomos  referenciados por “Vitória”.

Pela ordem, fomos:  “Cidade de Braga”, Povoado de Santo Antão da Mata, Freguesia de Santo Antão e Vila de Santo Antão. Isto é:  antonenses na essência, no nascedouro e  no DNA.

Só a partir de 1843 (06 de maio), viramos “Cidade da Vitória” – título honorífico. E mais adiante, definitivamente, em 1º de janeiro de 1944,  passamos a ser Vitória de Santo Antão. Destaquemos que dos 400 anos como “lugar”,  apenas por  100 anos não ostentamos no nome o  “de Santo Antão”. 

Foi no bojo dessa  mudança (Cidade da Vitória) que recebemos o gentílico de “vitoriense”- uma alusão direta à Vitória alcançada na épica Batalha do Monte das Tabocas, ocorrida em 3 de agosto de 1645.

Aliás, vale destacar que, de maneira geral, gentílico é uma expressão usada para identificar nativos, de maneira exclusiva,  que nascem em um determinado lugar ou região.

Salientemos, também,  que o  “vitoriense” original –  por assim dizer –  é justamente atribuído  aos que nascem na cidade de Vitória, capital  do estado do Espirito Santo.

Portanto, fico feliz em testemunhar que nossa peleja pelo gentílico “antonense”,   vem ganhando espaço institucional – livros, jornais, internet, rádio e televisão. A nota desafinada continua sendo praticada  pelas as autoridades locais, responsáveis por pontuais ajustes histórico, que continuam ignorando, desconhecendo  e não se preocupando como deveria  com as causas coletivas da municipalidade. Sigamos  em frente……

 

“Com os militares não havia corrupção” – por @historia_em_retalhos.

É muito comum ouvirmos ainda hoje declarações sobre um mito de que, durante a ditadura militar brasileira, não havia corrupção.

Isto é um grave equívoco histórico.

Nos governos autoritários, a ausência de transparência, a censura e a centralização do poder pela força possibilitam que a corrupção seja praticada absolutamente imune ao controle social.

E foi isso o que aconteceu pós-1964, principalmente em favor daqueles aliados ao regime.

Obras faraônicas, como a Transamazônica, Itaipu, Tucuruí, Ferrovia do Aço, a Ponte Rio-Niterói e as usinas nucleares de Angra foram marcadas por superfaturamento, descumprimento de prazos e desvios de verbas, com o amordaçamento dos mecanismos de fiscalização.

Mas os exemplos não param por aí.

São inúmeros.

Em 1984, os ministros Delfim Netto (foto) e Ernane Galvêa (ministro da fazenda) foram protagonistas do famigerado escândalo Coroa-Brastel, acusados de desviar recursos da Caixa Econômica Federal em forma de empréstimo para o empresário Assis Paim Cunha.

No âmbito do crime organizado, um dos nomes mais conhecidos da repressão, o delegado Sérgio Fleury (foto) foi acusado pelo Ministério Público de associação ao tráfico e extermínios.

Apontado como líder do Esquadrão da Morte, um grupo paramilitar, Fleury era ligado a criminosos comuns, fornecendo serviço de proteção ao traficante José Iglesias, o “Juca”.

Na Bahia, o governador biônico Antônio Carlos Magalhães foi acusado em 1972 de beneficiar a Magnesita, da qual seria acionista, abatendo em 50% as dívidas da empresa.

Por fim, foi durante o ciclo da ditadura militar (1982) que Pernambuco viu nascer o maior crime financeiro de sua história, o famigerado “Escândalo da Mandioca”.

Este escândalo, que beneficiou diversas pessoas influentes do regime, incluindo o Capitão da PM Audaz Diniz, resultou no assassinato do procurador da República Pedro Jorge (foto), herói e mártir do Ministério Público brasileiro.

Tudo sob o beneplácito da ditadura militar.

Em verdade, este estereótipo de um regime “imune” à corrupção é uma falácia e um acinte ao estudo crítico da história.

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5ª edição Corrida da Vitória celebrará a passagem dos 400 anos de fundação da Vitória de Santo Antão.

A origem da cidade da Vitória de Santo Antão que conhecemos hoje é carregada de coragem, pioneirismo e fé. Muita fé em Santo Antão – Padroeiro local.

Partindo do Arquipélago do Cabo Verde, precisamente da Ilha de Santo Antão,  Diogo de Braga, juntamente com seus familiares,  desbravaram nossas terras, há exatos 4 séculos (2026).

É nesse contexto que a 5ª edição da Corrida da Vitória se materializará, no domingo, dia 26 de abril de 2026. Nosso empreendimento esportivo vai além do suor da camisa,  da missão cumprida e do incentivo à chamada “Vida Saudável”. Aqui, carregamos, também, o sentimento de história e memória.

Assim sendo, tal qual nas edições anteriores, em que imprimimos nas medalhas e troféus um recorte da nossa história, em 2026, celebraremos os 400 anos de fundação do nosso lugar.

Portanto, não é exagero dizer que a medalha e o troféu da  Corrida da Vitória, 5ª edição, ano  2026, é uma peça rica e valiosa: rica,  porque sintetiza a história de um povo . Valiosa,  porque será conquistada pelo esforço consciente, algo próprio da corrida de rua. Viva os 400 anos de fundação da Vitória de Santo Antão!!!

 

Vila de Pirituba – “Um sonho além dos olhos humano ” – por assessoria.

MONUMENTO DE SANTA LUZIA  – Serra das pitombeiras – Distrito de Pirituba – Vitória – PE

O Distrito de Pirituba, região localizada na zona rural da cidade de Vitória de Santo Antão-PE. aproximadamente 15 km do centro da cidade. Vem se destacando pelo seu clima agradável, voltado para o turismo.

Uma iniciada foi dada por Edson Aparecido Lemos (Édson) e José Antônio de Souza (Deca de Pirituba ).objetivando construir um monumento religioso na região.

Os mesmos procuraram o reverendíssimo padre Rafael R. Menezes (Pároco da paróquia São João Batista – Pirituba), no intuito de buscar apoio para a realização deste sonho. De Imediato, padre Rafael Ricardo Menezes abraçou a causa e juntou-se aos mesmos visando organizar uma equipe para possíveis articulação. Compôs esta equipe: o Padre Rafael, Deca de Pirituba, Edson, Fabiano Ribeiro (Arquiteto ) e Pedro Henrique (Advogado).

O grupo almeja construir uma estátua de Santa Luzia com aproximadamente: 50 metros de altura. Segundo informações de membros do grupo, já houve uma conversa com o prefeito Paulo Roberto leite de Arruda, o presidente da Câmara de Vereadores, Edmilson José dos Santos (Edmilson de Várzea Grande), e a subprefeita do distrito Núbia Meira. A equipe busca apoio dos órgãos público para a construção do monumento e mirante na Serra das pitombeiras. Terreno este doado pelo Sr Pedro Henrique (membro da Equipe).

Neste dia 13 de dezembro de 2025 será celebrado uma benção da pedra fundamental para a construção da imagem de Santa Luzia. O evento acontecerá na Serra das pitombeiras a partir das 17:00h.

Após a benção da pedra fundamental os fiéis sairá em procissão para matriz São João Batista, aonde acontecerá o encerramento da festa de Santa com a missa campal celebrada pelo reverendíssimo padre Rafael Ricardo Menezes.

assessoria. 

Vida Passada… – Irmão Joaquim – por Célio Meira.

“Joaquim do Livramento nasceu numa Sexta-feira Santa, em 22 de março de 1751, escreve o padre Rafael Galanti, na capital da província de Santa Catarina.” Destinava-o,  o pai, à vida comercial, e aos 13 anos, mais ou menos, estava Joaquim à frente de um balcão. Não era atento à freguesia. Estava, sempre, de ouvido afiado à voz do sino. Não sabia, esse menino, nascido na terra de Luiz Delfino, de Cruz e Sousa e de Vitor Meireles, arrumar mercadorias nas prateleiras da casa de negócio. Ninguém, porém, o superava, e nem mesmo o igualava, na arte de amar e de enfeitar um altar.

Aos 17 anos, deixou, definitivamente, o comércio, passando a dirigir, no lar paterno, o Oratório de Nossa Senhora do Livramento. Acompanhava o Viático e socorria os pobres e os enfermos. E, um dia, nas ruas da antiga Destêrro, apareceu um homem, muito oço, humilde, de hábito de fazenda grossa, pedindo esmolas, destinadas à fundação de um asilo para os desamparados. Esse jovem, iluminado pela graça de Deus, era o Irmão Joaquim.

Deu, Joaquim, a essa jornada cristã, o rumo do sul e atravessando as fronteiras de sua terra natal, percorreu, de bordão e sacola, a província do Rio Grande, adquirindo donativos. Nessa peregrinação, enfrentou sofrimentos atrozes, e ouviu injúrias. Nada, porém, lhe impediu a marcha penosa, orientada pelo sol e pelas estrelas, e quando regressou ao berço nativo, os pobres tiveram a felicidade de um teto, remédios, alimentação, e a doçura das horas de oração. E para que se mantivesse, esse asilo, através, de todas as necessidades, irmão Joaquim foi  Lisboa, e pediu, à rainha, uma pensão.

Um dia, desapareceu, de Santa Catarina, o doce “frei” Joaquim. Levou-o, o destino, à terra baiana de Salvador. Não se foi recolher a um convento. Foi pedir esmolas, nas ruas. E com essas pequenas quantias, fundou o Seminário dos órfãos de São Joaquim. Solicitou, outra vez, em Lisboa, à mãe de D. João VI, dinheiro para os necessitados. E mais tarde, passando, já, dos 50 anos, fundou, ainda perto de Angra dos Reis, o Seminário de Jacuecanga. E nessa missão abençoada de socorrer os aflitos, e os pobrezinhos, foi, em São Paulo, conta um historiador, o companheiro admirável, e abnegado, do padre  Campos Lara.

E, pela terceira vez, em 1826, atravessou o Atlântico. Ia pedir, ainda, uma graça, a d. Miguel, de Portugal, para o Seminário de Jacuecanga.  A agitação política, naquele país, o levou a Roma. A morte, a esse tempo, começou a marchar ao lado desse “frade” da Ordem de Deus. E regressou à pátria. Não avistou as praias natais. Morreu em Marselha, em 1829, aos 78 anos de idade.

Irmão Joaquim não foi apóstolo, Não foi um missionários. Foi um Santo.

Célio Meira – escritor e jornalista. 

LIVRO VIDA PASSADA…, secção diária, de notas biográficas, iniciada no dia 14 de julho de 1938, na “Folha da Manhã”, do Recife, edição das 16 horas. Reúno, neste 1º volume, as notas publicadas, no período de Janeiro a Junho deste ano. Escrevi-as, usando o pseudônimo – Lio – em estilo simples, destinada ao povo. Representam, antes de tudo, trabalho modesto de divulgação histórica.

Setembro de 1939 – Célio Meira.

MARIA BETÂNIA VITORIANO PEREIRA – por Sosígenes Bittencourt.

A menina de dona Jucélia
Eu conheci, no curso Ginasial,
as 7 Maravilhas do Mundo Antigo:
A Estátua de Zeus, O Colosso de Rodhes,
o Templo de Ártemis, O Mausoléu de Helicarnasso,
As Pirâmides de Gizé, O Farol de Alexandria
e Os Jardins Suspensos da Babilônia.
A menina de dona Jucélia foi uma das 7 maravilhas
de minha adolescência.
A menina de dona Jucélia não me permite ser um adulto definitivamente maduro; vez por outra me rejuvenesce,
me adultesce, fazendo-me adultescente.
Descongela, em mim, um menino que hibernava,
alargando meu passado e me distanciado da morte
às vésperas do crepúsculo de minha existência.
Sosígenes Bittencourt

Rosângela Martins lança seu segundo thriller sombrio, intenso e impossível de largar – assessoria

 

Durante todo este mês de dezembro, está aberta a pré-venda de O Abrigo das Sombras, novo thriller investigativo de Rosângela Martins, publicado pela Editora Vinca Literária. A obra promete conquistar leitores que buscam uma experiência de suspense profundo, mistério bem amarrado e um toque espiritual que amplia o impacto emocional da trama.

A história começa quando um envelope anônimo, contendo a fotografia angustiante de uma jovem sequestrada, surge misteriosamente na livraria “Entre Mundos”. É o estopim que arrasta Aurora Montenegro — livreira sensitiva e marcada por um passado nebuloso — para o centro de uma investigação que vai muito além do crime atual: ela expõe os segredos sombrios de um antigo abrigo infantil, cujas feridas jamais cicatrizaram.

Ao lado do investigador cético Hugo Teixeira, Aurora mergulha em documentos enterrados, relatos esquecidos e visões perturbadoras que conectam, de maneira cada vez mais pessoal, o passado das vítimas, o surgimento de um novo serial killer e a própria protagonista. A cada pista descoberta, o perigo aumenta — e a sensação de que o mal sobreviveu ao tempo se torna impossível de ignorar.

Rosângela Martins

Escritora Rosângela Martins

Com ritmo envolvente, atmosfera densa e revelações que surpreendem até o último capítulo, O Abrigo das Sombras oferece ao leitor uma jornada intensa, daquelas que se lê em uma única sentada. É uma história que atravessa décadas, toca temas sensíveis e mostra como algumas sombras insistem em permanecer… até que alguém tenha coragem de iluminá-las.

A pré-venda já está disponível pela Editora Vinca Literária: https://editoravincaliteraria.com.br/product/o-abrigo-das-sombras/
Quem gosta de thrillers sombrios, investigações intrigantes e tramas que misturam razão e sensibilidade, este é um lançamento que não vai querer perder.

Assessoria. 

Da Casa Museu de Frida Kahlo (México) à Casa Museu de Clarice Lispector (Recife) – por Marcus Prado.

Vem da Cidade do México um exemplo de boa gestão cultural para a preservação da memória dos seus grandes artistas, poetas e escritores. O mais recente foi a criação do Museu Casa Frida Kahlo, dedicado à mulher mais famosa do país depois de Nossa Senhora de Guadalupe, a padroeira de toda a América Latina. (A devoção à santa é um símbolo de fé e unidade em todo o continente. Há uma igreja em Olinda, única no Brasil, erguida em seu louvor). A paixão por Frida sente-se logo ao chegar à cidade, não só na capital, mas em outras regiões do México. Sua imagem circula em notas de 500 pesos e pode ser vista em numerosas marcas do mercado turístico, a começar nos aeroportos.

Outros museus, também dedicados a figuras femininas proeminentes no campo da literatura feita por mulheres famosas, serão lembrados pelo que existe de emoção especial em mergulhar no seu mundo de criação do belo. É uma oportunidade para explorar a vida e a obra de ícones da literatura, mergulhando na história e na inspiração por trás de suas obras-primas, como foi o caso também da casa onde nasceu Gertrud von le Fort, escritora alemã, autora de obras como “A Última no Claustro”, adaptada para o cinema.

Ela tornou-se conhecida por suas obras literárias, que muitas vezes abordam temas religiosos e históricos. Em colaboração com o museu da casa de Schiller, em Marbach (Alemanha), foi vista, recentemente, uma monumental exposição dedicada à sua vida e obra, retratadas por mim, em artigo neste jornal, como o “Goethe de saias”.

O Museu Emily Dickinson (Amherst, Massachusetts, EUA) é um complexo de duas casas históricas em Amherst, Massachusetts, onde a poeta viveu: a sua casa natal, que é de rara beleza arquitetônica. Preservar o ambiente onde Emily nasceu, viveu e escreveu a maior parte de seus poemas, oferecendo visitas guiadas que mostram o mobiliário, os objetos de época e detalhes da vida do século 19.

A antiga casa de veraneio de Agatha Christie, a famosa “Dama do crime”, em Devon, Greenway (sul da Inglaterra), hoje Museu, atrai fãs da escritora de numerosas procedências. A casa exibe nas suas estantes livros de Agatha Christie em mais de cem idiomas, inclusive em nossa língua. (Talvez seja a autora mais lida no Brasil, no seu gênero). A história de Agatha e sua família se espalha pelos demais cômodos da casa. Como nos livros que escreveu, a sua casa é cheia de detalhes saborosos.

Em busca de novos horizontes, Georgia O’Keeffe fez morada no coração do Novo México. Ali, sozinha, a artista pintou e viveu por quase quatro décadas em sua segunda Ghost Ranch, cravado na paisagem seca do deserto. “Adoraria que todos pudessem ver o que contemplo todos os dias da minha janela. Há uma espécie de encantamento no céu que me envolve”, escreveu, numa carta. Com o céu do deserto — que se transforma de lavanda, os penhascos ao longe, com o degradê de amarelos, roxos e rosas, e o verde tão singular dos cedros que pontuam a paisagem —, escreveu Georgia O’Keeffe a seu amigo, o pintor Arthur Dove, em 1942. Essa casa virou museu, imperdível para os amantes da pintora genial.

Se alguém batesse à porta do velho sobrado da Praça Maciel Pinheiro (Recife), onde a escritora Clarice Lispector viveu os “melhores anos da sua vida”, algum empregado (que não existe, nem jamais existiu, posto que se encontra fechado há décadas, parcialmente em ruínas) responderia com a voz rouca dos fantasmas: “Tudo neste sobrado, nesta hora, é como se o ‘eu quero’ paralisasse de imediato o ‘eu posso’.” Tudo ela desejou nesse sobrado, tema que se manifesta nos romances de Clarice Lispector como uma vocação existencial, muitas vezes inominável e insatisfeita. Faço esse registro para lembrar a passagem, neste mês, dos 365 dias da conclusão do “projeto” de revitalização do prédio.

Marcus Prado – jornalista. 

5ª edição da Corrida e Caminhada da Vitória – 26 de abril….

🎉 Edição especial celebrando os 400 anos de fundação da Vitória de Santo Antão! 🎉

🏃‍♂️✨ 5ª Corrida da Vitória – 26 de abril de 2026 ✨🏃‍♀️
Corrida 7km – Caminhada 3km
Concentração às 5h – Largada às 6h

🏆 PREMIAÇÕES

Troféu do 1º ao 5º colocado – masculino e feminino.

Categorias:
* Geral
* Local
* Faixa Etária:
– Até 39 anos
– 40 a 49 anos
– 50 a 59 anos
– 60 a 69 anos
– 70+ anos

Maior equipe:
🏆 Troféu para grupo/assessoria local e visitante.

Sorteio de 2 relógios ⌚️ Garmin para os participantes do evento

⚠️ Não haverá premiação em dinheiro.

📝 INSCRIÇÕES

🌐 On-line: www.uptempo.com.br
📞 Grupos: 81 9 9198-0437
🏬 Presencial: Loja Monster Suplementos – Rua Valois Correia, 96 – Matriz – Vitória.

💸 1º LOTE

* Kit completo: R$ 95,00
* Kit sem camisa: R$ 80,00

3ª edição da Corrida Beneficente Espalhando Amor…..

Dentro do Projeto “Espalhando Amor”, na manhã do domingo (07), aconteceu a sua 3ª edição de corrida de rua. A referente atividade física coletiva teve como ponto de concentração, largada e chegada, o Pátio da Matriz.

Antes da largada, que teve um percurso de 5km e 3km,  que circulou por varias vias do centro da cidade, os atletas participaram do tradicional aquecimento.

Com a medalha no peito, os atletas tiveram a oportunidade de realizar degustação de frutas e outros produtos, participar de sorteios e curtir música. Corrida de rua é isso: confraternização, entrega e saúde….

O BOM TRATAMENTO – Sosígenes Bittencourt.

 


O ser humano é cativo do bom tratamento.
Há diferença entre VER e OLHAR, OUVIR e ESCUTAR.
Olhar é ver com atenção. Escutar é ouvir com atenção.
Há quem conquiste, mostrando.
Há quem conquiste, olhando.
Há quem conquiste, falando.
Há quem conquiste, escutando.
Questão de paciência.
A paciência é a maior das virtudes,
porque não há virtude sem paciência.

Sosígenes Bittencourt