Momento Cultural: Postal Litúrgico – por Corina de Holanda

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Terra:
Parcela das Maravilhas
Que a Deus aprouve criar,
Mais que os outros astros brilhas,
Como eucarístico altar.

Cruz:
Quando em meus dias sombrios,
Enche a taça de amargor,
Corro a teus braços vazios,
Mesmo assim, flor de bonança –
À Dor lanço desafios
E digo com todo amor:
“Ave, única esperança!”

Eucaristia:
…Fora de Vós tudo é tristeza e treva
Por vossa graça, o pecador se eleva
E com os Anjos se põe em harmonia…
Tudo quanto fizeste me enternece,
Mas, ó Jesus, aos olhos me aparece,
Mais sublime que tudo, a Eucaristia!

1970

(Entre o céu e a Terra – Corina de Holanda – 1972 – pág. 26)

O Tempo Voa: Farmácia Popular (1927)

Foto: acervo pessoal de Tadeu Prado

Recebemos do amigo Tadeu Prado, uma contribuição para a coluna O Tempo Voa. Confira o seu comentário:

É com imensa satisfação que, a partir de hoje – e se for da vontade de todos – sempre uma vez por semana, início o envio para a coluna O Tempo Voa, de fotos da antiga Vitória de Santo Antão, contribuindo com esse espaço democrático que é o Blog do Pilako. Nessa minha primeira postagem O FARMACEUTICO NESTOR DE HOLANDA, SUA FILHA MARTA DE HOLANDA COM AUXILIARES DA FARMÁCIA POPULAR, EM 1927. Velhos tempos… Belos dias!! – Tadeu Prado

Momento Grau Técnico Vitória

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MOMENTO CULTURAL: Estou Quase me Entregando – STEPHEM BELTRÃO‏

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Estou quase me entregando
Saindo do banheiro de toalha
Caminhando de cueca pela casa
Tomando café em copo
Fazendo barba com navalha.

Achando que ciúme é amor
Trocando cega por surda
Levando tapa e achando graça
Achando que pasto é pastor
Andando descalço na praça.

Dormindo com chupeta
Usando meias listradas
Tomando banho com paletó
Confiando no fim do mundo
Bebendo cerveja na calçada.

Invejando os defeitos dos outros
Jogando no Pernambuco dá Sorte
Trocando a noite pelo dia
Roubando doce da boca de criança
Achando que está chovendo pra cima
Acreditando que tristeza é alegria.

Mataram Pernambuco?

Perdoem-me a dúvida, mas é que estamos ainda sentindo o calor das fogueiras juninas, e pouco estamos vendo da alma pernambucana.

Explico: desde criança, aprendemos a admirar o nosso estado, Pernambuco, pela sua história, suas tradições e seus ritmos; ouvimos cantar Luiz Gonzaga, Trio Nordestino, Marines, Dominguinhos, Assizão e tanta gente boa que tomou em seus ombros a responsabilidade de perpetuar o nosso estado por meio do que nos diferencia e nos torna uma “nação” dentro de outra nação: nossa cultura!

Pude como milhares de crianças, adolescentes e adultos, dançar quadrilha, mas quadrilha mesmo (sem esses invenções de hoje que mais “caricaturizam” do que preservam), dentro de uma cadência “equilibrada”; pude ver casas decoradas, famílias inteiras se remexendo ao som de verdadeiros ritmos juninos, inclusive, e fundamentalmente, decentes. Creditava-se e vivia-se o melhor! Vivia-se a alma pernambucana!
Então, de olhos no passado, ainda recente, por que a minha dúvida? Pelo que se ouve e se vê atualmente; hoje, o São João tornou-se um produto de mídia: temos músicas que, de juninas, não têm mais nada, mas, o que as rádios e emissoras de televisão colocam para à sociedade é como se o fossem. A Pornofonia, a má qualidade. o barulho idiota das baterias, tomou o lugar da beleza, do singelo, da tranqüilidade!

O que sempre foi uma festa familiar, com fortes elementos religiosos, até porque se comemora um grande santo: São João Batista aquele que batizou Jesus Cristo, agora é quase pornofônica, diria até com fortes elementos de pornográfica, é só ouvir algumas músicas, é só ver o que fizeram das danças, etc.

Fizeram da nossa mais querida festa nordestina um imbróglio, isto é, uma mistura sem brilho, criminosamente descaracterizaram um símbolo pernambucano. E, como corolário desse assassinato cultural trazem atrações alienígenas para os ditos focos juninos. Criaram até a tradição do ridículo: todos os anos levam à querida Gravatá atrações como Asa de Águia, O Rappa e Jorge e Mateus, e outras porcarias alienígenas…

Caruaru, a “Capital do Forró,” (quem dera que ainda fosse) providenciou em jogar uma colher de cal na tradição promovendo aberrações “marcianas” tipo: Luan Santana, etc.

Qual o brilho cultural que há nisto: um grande público? Ora, se esta for a desculpa, “tragam” Pink Floyd, ressuscitem Michael Jackson, Madonna e, com certeza, teremos mais de um milhão de iludidos nas ruas.

Será que já não basta descaracterizar o nosso Carnaval, querem também o São João.

E o pior, toda essa engenharia feita para descaracterizar o nosso São João, é azeitada com dinheiro público. Isto mesmo, com dinheiro público. O Governo do Estado de Pernambuco e esses governos municipais medíocres estão usando dinheiro que poderia ser posto para fomentar cultura genuinamente nossa, usam para promover a inculturação de nossa gente.

O que se vê em Gravatá e em Caruaru, Campina Grande é o festival do ridículo, do desamor pelas coisas nordestinas.

Pernambuco, em talentos, possui valores superiores àqueles alienígenas, postos à apreciação de uma multidão cada vez “menos” pernambucana.

Ser pernambucano é ter alma, é falar, é pensar, é ouvir os sons ancestrais que sempre fizeram de nosso estado uma nação dentro desta nação chamada Brasil. É duro ter que dizer a nossos filhos, ou a quem quer que seja, que aquilo que se viu e se vê em Gravatá e em Caruaru, etc (em geral em todo o estado) é, inferior aos nossos ícones culturais; já que a mídia, o governo estadual, e alguns outros descompromissados com o espírito de pernambucanidade, de forma às vezes subliminar, às vezes agressiva e mentirosa, dizem o contrário.

Vivemos uma guerra de idéias, de valores, de alma diria, e sendo assim o que esperar de multidões influenciadas pela alienação cultural? Pela pornofonia?

O Fundador da Pontifícia Universidade Católica do Rio de janeiro, o Padre Leonel Franca já nos alertava sobre à má idéia, sobre a divulgação do que não presta:

“Grande é a responsabilidade de quem escreve. Agitar ideias é mais grave do que mobilizar exércitos. O soldado poderá semear os horrores da força bruta desencadeada e infrene; mas enfim o braço cansa e a espada torna à cinta ou a enferruja e consome o tempo. A idéia uma vez desembainhada é arma sempre ativa, que já não volta ao estojo nem se embota com os anos”. (…)

Basta! Somos pernambucanos!


Por Manoel Carlos.

EDUCAÇÃO MUSICAL – A importância da ética na construção musical e profissional do músico.

Talvez ao meditarmos na forma do conceito denominado de Ética, nos soará em um assunto complexo e de difícil compreensão.  No entanto, este termo utilizado, faz com que possamos entender a aplicação da Ética Musical e da Ética Profissional. Sabemos que, trabalhar música baseada nas duas linhas ou fontes direcionais da Ética, apresentarão  diversas ou diversos obstáculos durante o caminho musical. Tudo isto nos aproxima do entendimento e, como devemos proceder durante todo caminho executório dos momentos que,  precisarmos de lidar com pessoas. A tarefa que exige o envolvimento profissional direcionado a Arte dos Sons, nos permite a mais uma visão cautelosa e bem ampla, para que assim, possamos trabalhar lecionando, compondo, escrevendo, orquestrando, arranjando e harmonizando. Baseado nesta temática, precisamos de reputação e,  reputação é justamente, onde podemos denominá-la de CHAVE PRINCIPAL, para a credibilidade existente nos seres humanos. Onde atravessa a barreira do caráter individual, indo mais além e, com um grau de profundidade, de forma imprevisível.

A abordagem expressa em primeiro lugar a Educação Musical, onde a essência referencial está em paralelo  com o que  e, como possamos trabalhar esta Ética Musical e a Ética Profissional. Ao tentarmos entendê-las, precisaríamos de respeito, consideração, lealdade, compromisso, com as obras, os compositores, os regentes, e os músicos. A outra linha direcionada onde basea-se na Ética Profissional, apresenta consigo o compromisso que temos, em uma outra posição, ao passarmos pelo obstáculo do fator inicial da aprendizagem musical, onde já estamos amadurecidos na Arte dos Sons, e assim, ao fazermos e realizarmos trabalhos e tarefas musicais, que façamos com compromissos, e, honrando a confiança de quem nos solicitou tais trabalhos musicais, onde acreditamos que este será o caminho do melhoramento para a Arte dos Sons, a Educação Musical, e a todos de modo geral. Acreditamos que, mesmo que esta abordagem tivesse sido realizada em outras palavras, a essência principal estaria com seu foco na mesma finalidade: a preparação de cidadãos do futuro.

20160704_203649João Bosco do Carmo.

http://lattes.cnpq.br/8222363703321930

E-mail: bcarmo45.bcm@gmail.com