
Solenidade em Pacas: entre outros, Umberto Lins e Major Eudes – Ano não registrado.


Solenidade em Pacas: entre outros, Umberto Lins e Major Eudes – Ano não registrado.




“Foi bonita a festa, pá
Fiquei contente
Ainda guardo renitente
Um velho cravo para mim”
“Tanto Mar”, canção de 1978, foi gravada por Chico Buarque em homenagem à Revolução dos Cravos, movimento armado que pôs fim ao regime fascista salazarista, no dia 25 de abril de 1974, em Portugal. 🇵🇹
O período da história portuguesa conhecido como “salazarismo” teve o seu início em 1933, com a ascensão ao poder de Antônio de Oliveira Salazar.
Inspirado no fascismo italiano, Salazar estabeleceu um regime autoritário-ditatorial, pautado na censura, repressão, exílios e guerras coloniais.
Em 1968, Salazar sofreu um derrame e foi substituído por Marcello Caetano, que prosseguiu com a política autoritária.
O isolamento político, a decadência econômica e os desgastes com as guerras coloniais foram o pano de fundo para a formação de um movimento de resistência ao salazarismo.
Em 09.09.73, surge o MFA – Movimento das Forças Armadas, em oposição à ditadura, o qual, no ano seguinte, reúne-se e decide derrubar o governo de Caetano.
Em 25 de abril, às 00h20min, a transmissão pelo rádio da música “Grândola Vila Morena” foi a senha utilizada para anunciar o início das operações militares, deflagrando a rebelião.
E qual a razão do nome “cravos”?
Em verdade, a revolta aconteceu praticamente sem resistência.
Houve 4 mortos.
Caetano rendera-se no mesmo dia, seguindo para o exílio no Rio de Janeiro.
Diante disso, a população saiu às ruas para comemorar, entregando flores de cravos aos soldados, que as colocavam nos canos de seus fuzis, tornando, assim, a flor símbolo e nome da Revolução.
As principais conquistas do 25 de abril podem ser resumidas nos chamados “3 d’s”:
– Democratizar,
– Descolonizar e
– Desenvolver.
O reconhecimento da independência de Guiné-Bissau, Moçambique, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe e Angola foi um reflexo direto do movimento.
Para a nossa alegria, o perfume dos cravos portugueses atravessou o Atlântico e também chegou no Brasil, influenciando no processo de redemocratização do país e, mais tarde, na promulgação da Carta Cidadã de 1988… 🙌🏼
.
Siga: @historia_em_retalhos
https://www.instagram.com/p/CrdBWLyOizV/?igshid=MDJmNzVkMjY%3D


Muito se tem falado no Brasil, com especial ênfase, sobre o complexo ofício da curadoria em artes visuais, a partir da sua gênese até o final das suas configurações. Da necessidade de curadores engajados na produção da infraestrutura da arte. Sabe-se que o cenário das artes plásticas no Brasil está aproximando o país dos padrões culturais internacionais mais avançados e exigentes. Nesse contexto acha-se a figura do curador, profissão a exigir, cada vez mais, um somatório nada fácil de perspectivas culturais, boa formação acadêmica, muitos saberes no campo das artes de todas as épocas, das subjetividades e dimensões históricas. Sem ignorar os paradoxos intrínsecos do campo artístico do seu tempo, os conflitos e exigências que administra com sabedoria nos mínimos detalhes, fatos que configuram um conjunto de agentes e atores necessariamente engajados. Competência de liderança.
Depois de Mario Schenberg, separados por mais de uma geração, foi a vez de Moacir dos Anjos (2010), o mais jovem dos curadores da Bienal de São Paulo, desde 1951, escolhido pelo Conselho de Administração da Fundação Bienal de São Paulo, presidido por Heitor Martins, graças ao seu histórico em outras curadorias, à sua notória interdisciplinaridade (elemento fundamental na curadoria profissional de artes), consolidada com trabalhos realizados no Recife (sua presença como pesquisador da Fundação Joaquim Nabuco foi vista como exemplar), e em outras capitais do Brasil, à sua formação acadêmica na Europa, à sua relação com a história contemporânea das artes. Sem falar de seus livros que tratam de arte visual, crise de representação e Fotografia, e de seus ensaios temáticos em publicações especializadas dentro e fora do Brasil.
Para a Bienal de São Paulo, a 29ª, Moacir levou um projeto ousado, voltado para a arte contemporânea, “com a capacidade de falar das coisas da vida cotidiana”, para que a mostra, segundo entrevista dada ao Globo/RJ, “fosse entendida por todos”. Outra meta: resgatar a importância da Bienal, que já trouxe ao país obras como Guernica, de Pablo Picasso. Sua meta final era um público superior a 1 milhão de pessoas. Foi alcançada. Para tanto, contou com uma equipe de cinco curadores que trabalhavam sob a sua coordenação. Para mim, que estive lá, a Bienal de Moacir foi uma tomada de consciência de que a arte, seus núcleos afetivos, é uma linguagem que espelha o homem e suas circunstâncias, suas resistências, o seu mundo, como também é parte da realidade, um equivalente ideal da realidade, uma imagem típica (verossímil) da realidade, mas como realidade está sempre em transformação. (Existir é devir, como diria Martin Heidegger no silêncio da sua cabana, na Floresta Negra).



Nesse domingo, 23 de abril, concluímos a 2ª Edição da Corrida e Caminhada da Vitória que promoveu duas homenagens: ao Jucival Amorim, pela sua trajetória como atleta vencedor e por sua importante contribuição à modalidade (corrida de rua) em todo estado de Pernambuco. A medalha e o troféu do evento foram confeccionados alusivos à bandeira da Vitória de Santo Antão, justamente para celebrar a passagem dos 180 de elevação da então “Vila de Santo Antão” à categoria de “Cidade de Vitória”, ocorrida em 1843.
Com mais de 500 inscrições realizadas, o evento contou com atletas de vários grupos das mais variadas regiões do nosso estado. Para o percurso de 7km, além de prêmio em dinheiro para os vencedores até o 3º lugar, no masculino e feminino, nas categorias “geral e local”, o evento também contemplou pódio por faixa etária – dos 50 aos 59, 60 aos 69 e 70+. Para caminhada o percurso foi de 4km.
Já nessa segunda edição poderíamos dizer que o evento encontra-se consolidado, colocando nossa “aldeia” – Vitória de Santo Antão, definitivamente, no roteiro dos grandes eventos de “corrida de rua” de Pernambuco. No transcorrer da semana postaremos mais detalhes, alusivos ao encontro esportivo aludido.


Em 21 de abril de 1792, era executado o alfere Joaquim José da Silva Xavier, o mártir Tiradentes.
Inspirada na Independência dos EUA e nos ideais ilustrados da Revolução Francesa, a Inconfidência Mineira de 1789 formou-se com o propósito de combater a cobrança da derrama, dispositivo fiscal que visava à arrecadação do quinto (20% do ouro da colônia), em benefício da Corôa.
O movimento foi traído por Joaquim Silvério dos Reis, que fez a denúncia para obter o perdão de suas dívidas com a metrópole.
Tomando conhecimento da conspiração, o governador de MG determinou a abertura do auto de devassa.
Em 18.04.1792, foi lida a sentença que condenava 11 inconfidentes à morte.
A pena capital de 10 condenados, porém, foi comutada para degredo, com exceção de Tiradentes, que foi executado e esquartejado.
Tiradentes é considerado patrono cívico do Brasil, tendo o seu nome inscrito no Livro dos Heróis da Pátria.
A ele, todas as nossas homenagens.
Porém, a data de hoje é importante, também, para jogarmos tintas em um grave pecado da historiografia nacional: o papel secundário dispensado ao frade carmelita Joaquim do Amor Divino Rabelo, o Frei Caneca.
Frei Caneca esteve à frente de duas revoluções (1817 e 1824) e sempre foi mantido à sombra de Tiradentes.
Há várias razões históricas que explicam essa distinção e te convido a ler o retalho que costuramos a respeito.
Atentemos para alguns aspectos das revoluções lideradas por Frei Caneca:
– profundidade (houve, de fato, uma ruptura, durante 75 dias).
– abrangência territorial (foram várias as províncias que aderiram).
– quantidade de envolvidos e mártires (de todas as classes sociais).
– organização (até uma constituição foi jurada e um governo provisório montado).
– e as consequências: enquanto em MG todos foram anistiados, com exceção do alfere, em PE, a repressão foi cruel e inclemente.
A intenção da Corôa era clara: apagar o que acontecera em PE, para que o seu exemplo jamais se replicasse no resto do país.
Na esteira desse esquecimento, veio o apagamento do nosso frei, líder e mártir de duas revoluções.
Fica a nossa reflexão.
Bom feriado, gente!
.
Siga: @historia_em_retalhos
https://www.instagram.com/p/CrS4b8LuQ_-/?igshid=MDJmNzVkMjY%3D


Com este vídeo, encerramos a série de postagens realçando a história do amigo atleta vencedor Jucival Amorim. Veja os vídeos….
4º e último vídeo…
1º Vídeo…
Vídeo 2….
Vídeo 3…..



O Cine Tabocas – Mostra de Cinema da Vitória de Santo Antão ocorrerá entre os dias 20 e 23 de abril, às 20h, na Praça da Bela Vista. Esta primeira edição vai exibir 16 obras de audiovisual em vários formatos e gêneros – documentários, animação, curta, média, longa, etc. – desde que tenham mulheres como diretoras e/ou roteiristas. Sobre isso, Débora Bittencourt, a curadora do projeto, diz que “nessa primeira edição do Cine Tabocas, queremos relembrar dos espaços ainda pouco ocupados e visibilizados por nossas artistas, amigas, irmãs e companheiras. Espaços físicos e também simbólicos. De protagonismo político, profissional, cultural e artístico”.
O Cine Tabocas é o produto do projeto Mosaico Audiovisual e tem Edson Ribeiro como Produtor Executivo. A Casa Mosaico surgiu em 2013 como um espaço alternativo, plural, voltado para difundir a produção artística de Vitória de Santo Antão e região. Este ano, comemorando 10 anos de atuação, a Casa Mosaico vai realizar a primeira edição do Cine Tabocas, com incentivo do Funcultura/Fundarpe – Governo do Estado de Pernambuco e apoio da Prefeitura da Vitória de Santo Antão/SECULTE.
Veja, abaixo, as produções audiovisuais selecionadas:
Mainha, de Sammia Gonçalves. Vitória de Santo Antão.
Lilith, de Nayane Nayse. Afogados da Ingazeira.
Ingá, de Monique Xavier. Belo Jardim.
Contos de amor e crime, de Natali Assunção. Recife.
DescolonizAR-TE, de Gabriela Passos. Recife/Olinda/Pesqueira.
Ágora, de Rute Silva e Eduardo Monteiro. Recife.
Drag é poder, de João Rocha. Caruaru.
Transnordestina, de Rafael Costa. Salgueiro.
Devir Animal, de Andréa Veruska. Olinda.
Corpo Onírico, de Marina Mahmood. Recife.
Luzes piscantes na noite, barulho urrante de dia, de direção coletiva. Vitória de Santo Antão.
Permanece, de Letícia Bombonati.
Vitória de Santo Antão.
O Movimento dos pássaros, de Bako Machado. Arcoverde.
Quebra Panela, de Rafael Anaroli. Condado.
A última feira, de Tharciele Santiago. Recife.
Ameaças climáticas no Recife: desafios para áreas centrais e periféricas da Capital Pernambucana, de Íris Samandhi. Recife.
Além da exibição de filmes, terão outras apresentações artísticas, como Sumaya Bittencourt na música; recital de poesia Sendo Maria; bate papo Mulheres no Cinema; Performance com Kel Soares. A programação é totalmente gratuita!
Equipe Técnica do projeto Mosaico Audiovisual:
Pablo Dantas – Coordenação Geral.
Edson Ribeiro – Produção Executiva.
Débora Bittencourt – Curadoria.
Gustavo Free – Designer.
SERVIÇO:
Cine Tabocas – Mostra de Cinema da Vitória de Santo Antão.
De 20 a 23 de abril de 2023.
Horário: 20h (todos os dias).
Local: Praça da Bela Vista.




Hoje postamos o vídeo parte 03, realçando um pouco da história de vida do atleta homenageado da 2ª Edição da Corrida e Caminhada da Vitória, Jucival Amorim. “Val”, como muitos carinhosamente lhe tratam, é uma das pessoas mais importante da nossa cidade no contexto da modalidade esportiva “corrida de rua”.
Vídeo parte 03.
VÍDEO PARTE 01
VÍDEO PARTE 02


Esta é Zuleika Angel Jones, estilista brasileira que ganhou fama internacional por sua costura, ficando conhecida como Zuzu Angel.
No ano de 1971, o Brasil vivia o ciclo chamado “Anos de Chumbo” e a vida de Zuzu sofreu uma reviravolta.
O seu filho Stuart foi sequestrado e nunca mais visto.
Zuzu recebeu o relato de pessoas que viram a prisão, tortura e morte de Stuart e passou a denunciar no exterior as circunstâncias do assassinato de seu filho.
Usou da projeção alcançada por seus desfiles para fazer com que as denúncias chegassem à imprensa estrangeira, contribuindo para o desgaste da ditadura brasileira.
A partir de 1975, começou a ser mais monitorada e a receber ameaças de morte.
Cerca de um ano depois, em 14 de abril de 1976, Zuzu faleceu, aos 53 anos, vítima de acidente automobilístico.
A versão oficial foi a de que o carro teria saído da pista e batido no viaduto, tudo confirmado pelo médico, à época.
Chegou-se a divulgar que a estilista teria ingerido bebida alcoólica, havia dormido ao volante ou que o carro teria problemas mecânicos.
A partir da análise no corpo de Zuzu, em 1996, e da reunião de testemunhos importantes, como o de Lourdes Lemos, que comprovou a revisão de seu carro, bem assim o de Marcos Pires, que viu o acidente da janela de seu apartamento, as coisas começaram a mudar.
Uma das principais provas foi produzida pela CNV, no depoimento do ex-delegado Cláudio Guerra, no qual o agente identificou a presença do coronel do Exército Freddie Perdigão e afirmou ter ouvido do próprio Perdigão que ele havia participado do atentado que vitimou Zuzu.
Na verdade, o carro de Zuzu foi encurralado na saída do túnel Dois Irmãos, o que provocou a colisão contra a proteção do viaduto, fazendo com que o automóvel despencasse do barranco.
Pouco antes de falecer, a estilista enviou uma carta ao amigo Chico Buarque, na qual dizia:
“Se eu aparecer morta por acidente, ou outro meio, terá sido obra dos assassinos do meu amado filho”.
Chico enviou 60 cópias dessa carta à imprensa, mas nada foi publicado.
Fica a certeza: a pior das violências será sempre aquela praticada pelo próprio Estado.
#ditaduranuncamais
.
.
Siga: @historia_em_retalhos
https://www.instagram.com/p/CrDkX49u8yW/?igshid=MDJmNzVkMjY%3D


Não fosse um trágico acidente automobilístico, ocorrido em 1985, nossa “aldeia” – Vitória de Santo Antão – possivelmente ostentaria algum tipo de destaque nacional relevante no segmento da corrida de rua. O detentor dessa façanha, por assim dizer, teria nome e sobrenome: Jucival Amorim.
Desde muito jovem Jucival se apaixonou pela modalidade num tempo em que correr nas ruas ainda não havia virado “moda”, muito menos ganhado destaque nos mais variados quadros da grande mídia nacional e na internet, através das redes sociais.

Nesse contexto, a 2ª Edição da Corrida e Caminhada da Vitória, de maneira justíssima, está realçando o seu nome – Jucival Amorim – como atleta homenageado. Entre outros objetivos do evento – que são vários – destacar figuras que contribuíram e continua contribuindo para o engrandecimento da atividade física é algo muito enriquecedor.
Abaixo, portanto, segue dois vídeos de uma série, protagonizado pelo próprio personagem, resgatando um pouco da história desse grande atleta e cidadão antonense.
Vídeo 01 –


“Seu” Sitonho do Posto, “Seu” Euclides e amigos. Foto registrada na década de 1970.


Economista, escritor, diplomata e político, o mato-grossense Roberto de Oliveira Campos teve uma trajetória de destaque e acumulou realizações expressivas nas inúmeras funções que exerceu ao longo de sua vida.
Porém, era uma figura polêmica.
Em 11 de abril de 1964, o general Castello Branco assumiu a presidência do Brasil, de forma indireta, após o golpe militar daquele ano.
De seu governo, faziam parte Sandra Cavalcanti, que foi nomeada para presidir o BNH, e Roberto Campos, ministro do planejamento e homem forte dos militares.
Sandra queria que os recursos do FGTS financiassem casas para os trabalhadores.
Campos, detentor da chave do cofre, queria que também beneficiassem as classes média e alta.
Criado o impasse, Sandra levou o problema para o presidente da República e pediu uma reunião, com a presença do ministro.
No dia do encontro, a professora começou discordando do ministro, acusando-o de ser insensível aos problemas sociais e seguidor intransigente da escola liberal.
Contrapôs com a nova visão econômica da corrente liderada pelo economista alemão Von Rumanchaut, defensor dos investimentos sociais como solução para as crises políticas.
Roberto Campos, então, cortou a palavra da presidente do BNH e disse a Castello que já tinha lido toda a obra desse alemão, garantindo serem teses ultrapassadas.
Sandra levantou-se e pediu ao general que aceitasse a sua demissão em caráter irrevogável.
Disse ela:
– “Presidente, eu inventei agora, neste momento, a figura inexistente desse economista alemão e o seu ministro do planejamento acaba de dizer que já leu toda a obra dele”.
Resumo da ópera: revelando muita soberba, Roberto Campos foi flagrado na mentira.
Fonte: Ticianeli, Coluna Miolo de Pote.
Agradeço ao amigo @paulocesarmaiaporto por ter nos trazido esse fato.
.
Siga: @historia_em_retalhos
https://www.instagram.com/p/Cq-KbxfO0JS/?igshid=MDJmNzVkMjY%3D


Anteriormente formalizado ao chefe do executivo (Paulo Roberto) e às secretarias envolvidas no conjunto das ações, visando à realização do evento esportivo na nossa cidade – 2ª Edição da Corrida e Caminhada da Vitória -, que ocorrerá no próximo dia 23 de abril e terá como ponto de concentração, largada e chegada às Praças da Restauração e 3 de Agosto (Livramento), hoje, pela manhã, na qualidade de organizador do evento, participei de uma reunião na prefeitura que, entre outros objetivos, serviu como uma espécie de alinhamento geral, visando o bom andamento dos serviços que serão ofertados pela municipalidade aos atletas/participantes.
No contexto, estarão envolvidas as seguintes pastas: Saúde, Serviços Públicos, Cultura, Esporte, Segurança e Trânsito – através da AGTRAN. A prefeitura também está apoiando com parte da estrutura do evento.


Com a presença do prefeito em exercício, professor Edmo Neves, secretários, secretários executivos, diretores e funcionários das pastas diretamente ligadas à operação montada, na ocasião, realçamos alguns detalhes do evento assim como sublinhamos que, por ocasião da passagem dos 180 anos da elevação de vila à categoria de cidade, a medalha da corrida/caminhada foi confeccionada alusiva à bandeira do nosso município.
Ao final do encontro, de viva voz, agradeci a todos pela reunião ficando, desde já, na expectativa da realização de mais um grande evento esportivo na nossa cidade que, diga-se de passagem, vem chamado a atenção de atletas de várias regiões do nosso estado. Vamos correr?


A VELHA CASA SÓ TINHA paredes de frente, o resto virou ruínas. Mas tinha, intocáveis, o que os seus antigos e únicos moradores deixaram no lugar: O berço antigo das crianças; um cavalinho de pau, uma rede movediça a balançar, sozinha, pelos lados vazios; velhos e graciosos sapatinhos de coro; os varões das cortinas, um realejo e o som de antigas canções de ninar saindo do reboco sem aparências;um berço que não pára de balançar.
SEM FALAR DO SOM DOS TRINCOS e das fechaduras dos quartos demolidos pelo tempo, como se estivessem ainda presentes todos os que nasceram, viveram e morreram ali, até as coisas invisíveis saindo das ramagens, como os canais meridianos da aura, seus invólucros etéreos, e os gestos dos que partiram e não voltam nunca mais.
SEM QUERER, eu quase esquecia: o velho e grande espelho da sala de visita, o lugar onde vivem as imagens de tudo o que havia nessa casa, os gestos e comportamentos das pessoas. Passar por esse espelho, em qualquer época, (mesmo partido em muitos pedaços, não importa) significa, portanto, um desafio sem vencedor.
QUEM TIVER o seu espelho que o guarde como quem guarda um álbum de antigas recordações.
Marcus Prado – jornalista
