Direitos Básicos: se a “moda” pega…..

Demorou, mas chegou! O processo teve inicio no ano de 2015. Um morador da comunidade de “Dois Leões”, vinculada à vizinha cidade de Pombos,  através dos seus advogados,  legalmente constituídos, ingressou na Justiça para cobrar o saneamento básico da comunidade em que reside. Resumo da ópera: sentença  indenizatória ao reclamante  e prazo de dois anos para a prefeitura reparar e resolver a situação do esgoto à céu aberto, objeto da ação.

Essa exitosa ação judicial (0000742-97.2015.8.17.150), que vai além de um roteiro meramente processual,  porque abre um clarão no sentido dos direitos básicos, quase sempre negados às camadas menos esclarecidas e mais sofridas da sociedade, chegou ao meu conhecimento pelo operador do direito Manoel Carlos do Nascimento.

No transcurso do processo, como é de costume, o ente público, no caso a Prefeitura de Pombos, segundo o Manoel, tentou “jogar a responsabilidade” para a COMPESA. Mas ao final, venceu a tese dos advogados que, de maneira firme e obstinada, jogaram luz nos princípios constitucionais.

Ainda sobre esse mesmo tipo de demanda, falou-me o Manoel, correm outras ações, inclusive aqui em Vitória de Santo Antão. Convenhamos: isso é uma ótima notícia. Tomara que essa “moda” pegue e as prefeituras do Brasil inteiro sejam obrigadas a efetivar o básico. Aliás, é bom que se diga: básico esse que muitas vezes são instrumentos e ferramentas poderosas de políticos,  em suas respectivas campanhas eleitorais. Bingo para a advocacia cidadã!

 

Seleção do Cabo Verde: também é um orgulho antonense!!!

Corria o ano de 2025 quando, empolgado com a classificação,  inédita,  da seleção do Cabo Verde para a Copa da FIFA, decidi que iria torcer por  duas “bandeiras”, ou seja: a brasileira e a cabo-verdense.

Ontem (15), o time do Cabo Verde pregou um susto no espanhol e se apresentou ao mundo de maneira empolgante. Um dos cotados  para levanta a taça de campeão,  o time da Espanha,  ficou sem entender nada.

Daqui, da nossa “aldeia antonense”, levantemos um sonoro “VIVA” ao feito. Se bem observado, hoje, até o Diogo de Braga, lá da Praça que carrega o seu nome, emite um leve sorriso de satisfação…….Será…?

Reunião da AVLC: apresentações e posse de novos sócios…

Em sua sede, localizada no bairro do Livramento, a AVLAC – Academia Vitoriense de Letras, Artes e Ciência –,  realizou, na manhã do domingo (14), mais uma reunião ordinária.

Na pauta, apresentações de trabalhos recém-concluídos pelos acadêmicos: Hérika Araújo, Aldenisio Tavares, Jones Pinheiro  e Débora Lima. Na sequência, novos sócios tomaram posse. Ao final, um lanche foi servido aos presentes.

Você sabia que Pernambuco tem a sua própria Guadalajara? – por @historia_em_retalhos.

Ela existe e é um distrito do município de Paudalho/PE!

Na euforia nacional durante a Copa de 1970, trabalhadores rurais do corte da cana-de-açúcar da então Vila da Sardinha em Paudalho/PE reuniam-se para assistir e vibrar com os jogos da seleção canarinha.

Era simplesmente um esquadrão: Pelé, Tostão, Rivelino, Gerson, Jairzinho, Clodoaldo, Carlos Alberto etc.

Isso impactou tão fortemente a comunidade local, que os próprios moradores da vila, sob a liderança de “Zé Galego”, fizeram um movimento para que fosse dado ao distrito o mesmo nome da cidade mexicana onde o Brasil mandou cinco das suas seis partidas no torneio.

Guadalajara no México foi a “casa” e o “QG” da seleção brasileira durante a vitoriosa campanha da Copa do Mundo de 1970!

Agora, pra você que não sabia, fique sabendo: nós temos uma Guadalajara pra chamar de nossa!

História em Retalhos na Copa!
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.Agradeço ao amigo @salustiano_bira e ao ex-prefeito de Paudalho Pereira pela troca valiosa de informações.

https://www.instagram.com/p/DZhUsvXHNfZ/?igsh=MXA5MzhiaW9seHl3bQ%3D%3D

.@historia_em_retalhos

Compositor Aldeniso Tavares: agora ataca de copa do mundo!!!

Compositor versátil e antenado nas transformações sociais, o compositor antonense,  Aldenisio Tavares, há mais de uma década, em música, precificava: “ O Nordeste Mudou”. Religioso, católico, já mergulhou, também, através das composições, no mundo  da musicalidade gospel.

No “planeta antonense” já imprimiu suas digitais compondo para as mais variadas agremiações carnavalescas: já gravou o hino dos “Monges em Folia” sem perder a inspiração para representar, também com música, os anseios da turma dos “Depravados”.

Para os festejos juninos, já fez par com um sem número de parceiros e parceiras, interpretes locais e regionais, para imprimir um selo próprio, ou seja: enquadrou-os no movimento MPV – Música Popular Vitoriense. 

Membro efetivo do Instituto Histórico da Vitória e acadêmico da AVLAC – Academia Vitoriense de Letras, Artes e Ciência -,  “sentado” na cadeira do imortal Nestor de Holanda, o compositor Aldenisio Tavares, em clima de copa do mundo e sintonizado com o momento histórico do hexa campeonato da nossa seleção acaba de nos presentear com  mais um trabalho sonoro – a música da copa. Aliás, vale lembrar:  o mesmo  já ultrapassa  duzentas composições  gravadas.

Veja aqui a mais recente: 

https://www.youtube.com/shorts/c84Gmg2ih2M

Aldeniso Tavares é antonense da gema, hoje, aposentado do serviço público, continua ativo e enriquecendo o seu patrimônio musical,  que começou, com paixão e devoção às boas causas, nos tempos das ilusões juvenis.   Adenisio Tavares: um compositor  da Terra das Tabocas para todos os gostos e gêneros musicais…….

Hexa Brasil: esperanças renovadas!!!

Após muita expectativa, hoje, quinta-feira (11), começa mais uma copa do mundo. Única equipe a participar de todas as edições, o selecionado brasileiro é sempre festejado como candidato ao título. Aliás, não e para menos: na história das copas, é o único País que já levantou o cobiçado troféu 5 vezes.

Das bandas de lá, através das mais variadas plataformas, chegam notícias de toda ordem. Doravante, nas próximas semanas, o assunto – copa do mundo – ganhará escala.

Ao que parece, o chamado “fora de campo”, protagonizado por um dos três países sede, o  EUA, também ganhará os holofotes da notícia. Até o presente momento, atitudes catalogadas como extravagantes vem criando um ambiente pouco acolhedor e até, em alguns casos, hostil, aos olhos do mundo.

Mas independente das “trapalhadas” da maior potência mundial, copa do mundo, para os brasileiros, será sempre um espaço de convergência nacional. Nem sempre muito saudável, mas indiscutivelmente alegre. Partiu, HEXA DO BRASIL!!!

Vida Passada… – Padre Brito Guerra – por Célio Meira.

Na antiga vila de Campo Grande, que se transformou, com o tempo, no município de Augusto Severo, no oeste do Rio Grande do Norte, nasceu a 18 de abril de 1777, Francisco de Brito Guerra. Estudou a língua latina, na vila pernambucana de Goiana, ingressando, mais tarde, conta um biógrafo, no Seminário de Olinda, onde alcançou, aos 24 anos de idade, a batina de padre, abençoada por D. Azeredo Coutinho, o fluminense de Campos dos Goitacazes. E cantou, feliz, a primeira missa, na capelinha da vila natal, que o recebeu festiva, entregando-lhe, em seguida, os serviços do culto.

Deixou, em 1802, a capelinha de Campo Grande, e marchou, no rumo do sul de sua província, para dizer missa, batizar, casar, salvar ovelhas do pecado, e ensinar latim, na paróquia de Caicó. Nessa terra, perseguida pelas secas, serviu aos homens e a Deus, levando, em todas as direções, na Ribeira do Seridó, a palavra luminosa e consoladora, dos santos evangelhos.

Em 1832, ao tempo Regência Trina Permanente, fundou a imprensa norte-riograndense. Foi o “Natalense” do ilustrado padre Guerra o primeiro jornal naquela extensa e formosa zona do nordeste.

Deputado à primeira Assembleia de sua província natal, coube a esse eminente sacerdote a honra de presidi-la, em fevereiro de 1825, conquistando em 34, a cadeira de deputado geral, e dois anos decorridos, a poltrona de Senador do Império.

Parlamentar, professor de latim, durante trinta anos, caridoso e honesto, padre Brito Guerra, escreve o brilhante e erudito historiador patrício Câmara Cascudo, “era homem raciocinador, pausado e seguro, incapaz de um pulo em falso e de uma palavra injustificada”. Político de largo prestígio, e amado por seus paroquianos, trouxe, certa vez, da Corte, alguns charutos, e os ofereceu àqueles que pertenciam à roda pequenina dos amigos íntimos. Ouçamos, nessa passagem, a palavra de cascudo:

“Quando voltou da Câmara, trouxe charutos, que eram desconhecidos na terra. E houve quem os comesse, na certeza de que era sobremesa da Corte…..”

Morreu esse ministro de Cristo, em 1845, “quando tomava parte nos trabalhos da Alta Câmara”, aos 68 anos de idade.

A figura nobre do padre Brito Guerra, não pertence, somente, ao torrão norte-grandense. Pertence a todo Brasil, pelos serviços prestados à Igreja, ao jornalismo e à Pátria.

Célio Meira – escritor e jornalista. 

LIVRO VIDA PASSADA…, secção diária, de notas biográficas, iniciada no dia 14 de julho de 1938, na “Folha da Manhã”, do Recife, edição das 16 horas. Reúno, neste 1º volume, as notas publicadas, no período de Janeiro a Junho deste ano. Escrevi-as, usando o pseudônimo – Lio – em estilo simples, destinada ao povo. Representam, antes de tudo, trabalho modesto de divulgação histórica.

Setembro de 1939 – Célio 

9ª Festa da Saudade: SALVE A DATA…

Algumas festas passam. Outras ficam na memória.

E no dia 15 de agosto, teremos mais um capítulo dessa história na Festa da Saudade – Ano 9.

Uma noite especial para reencontrar amigos, reviver grandes momentos e dançar ao som da inigualável Orquestra Super Oara. 🎶💃🕺

📍 Vitória de Santo Antão – Clube O Leão
🗓️ 15 de agosto

Salve a data, convide os amigos e venha fazer parte de mais uma edição dessa tradição que já mora no coração de tanta gente.

Corrida da Pipoca, Rumo ao Hexa aconteceu no domingo!!!

Conciliando dois temas que estão “na ordem do dia”, o grupo antonense de corrida de rua Pipoca Running, liderado pela atleta e empreendedora Magally Cavalcante, promoveu,  no domingo (07),   a “Corrida da Pipoca” – Rumo ao Hexa.

Além dos 6km  de percurso e das disputas pelos espaços no pódio, o encontro esportivo contou, também,  com premiação para atletas fantasiados. Ao final do percurso, a turma saboreou frutas, bolos e outras guloseimas juninas, tudo em clima de forró.

A concentração, largada e chegada ocorreram no Pátio da Antiga Estação Ferroviária.

Vida Passada… – Francisco Bernardino – por Célio Meira.

O rio Piranga, afluente do rio Doce, ao sul de Minas Gerais, deu seu nome a uma cidade. E nessa terra mineira, nasceu, em 1853, Francisco Bernardino Rodrigues Silva, que teria de ser, no cenário político brasileiro, por dilatados anos, figura singular e destacada. Diplomou-se, em Direito, pela Faculdade do rincão bandeirante.

Não se iniciou,  na vida pública, na terra natal, e abriu banca de advogado, na mesma zona do sul de sua província, na cidade de Juiz de Fora, onde alcançou largo prestígio na alma do povo, pela rija témpera do caráter, pelo saber, e pelas virtudes do coração.

Ingressou, na política, sob a bandeira do partido conservador, e os correligionários o elegeram deputado à Assembleia da Província. Não figurou, no parlamento, entre figuras inexpressivas: ao contrário, orador eloquente, imaginoso, de linguagem burilada, conta o erudito historiador do “Galeria Nacional”, obteve, sempre, a admiração de seus pares, e o aplauso popular, e quente, das galerias. Exerceu, ao tempo da monarquia, a presidência da província do Piauí, e nesse alto posto, informa um biógrafo, notáveis serviços prestou à causa pública.

Quando se proclamou a República, Francisco Bernardino não permaneceu sob os escombros do regime decaido. Aceitou, sem pruridos guerreiros de cristão novo, a revolução vitoriosa. E, como outrora, serviu, nobremente, à terra adotiva de Juiz de Fora, aceitando, a presidência da  Câmara Municipal. Foi vice-presidente de Minas, ao lado de Afonso Pena.

Pleiteou, mais tarde, o cargo de presidente do seu Estado, e não conseguiu eleger-se. Memorável foi essa refrega eleitoral. Bias Fortes foi o eleito. Derrotado, Francisco Bernardino, não ensarilhou as armas nobres de sua campanha, e continuou na estacada, amando a terra e o povo. Fez-lhe justiça, esse mesmo povo, enviando-o à Câmara Federal.

Jornalista, dirigiu o “Farol”, velha e brilhante tribuna da imprensa de Juiz de Fora, e nessa esfera de suas atividades intelectuais, foi sempre o mesmo homem, idealista, patriota, e de atitudes definidos no mundo cheio de perigos, da política partidária. Morreu, aos 67 anos de idade, a 17 de abril de 1920, na terra amada, que o acolheu  e o elevou, no conceito público. Piranga e Juiz de Fora, duas irmãs do sul mineiro, perderam, nesse dia, com o desaparecimento de Francisco Bernardino, uma das figuras famosas de sua vida e de sua história.

Célio Meira – escritor e jornalista. 

LIVRO VIDA PASSADA…, secção diária, de notas biográficas, iniciada no dia 14 de julho de 1938, na “Folha da Manhã”, do Recife, edição das 16 horas. Reúno, neste 1º volume, as notas publicadas, no período de Janeiro a Junho deste ano. Escrevi-as, usando o pseudônimo – Lio – em estilo simples, destinada ao povo. Representam, antes de tudo, trabalho modesto de divulgação histórica.

Setembro de 1939 – Célio 

“O Brasil será hexa de todo jeito”….

Faltando poucos dias para o início da maior competição futebolística do planeta – Copa da FIFA -, já é possível sentir um clima diferente no ar, sobretudo para os amantes do futebol.

De fato, se desprezarmos todos os interesses que giram na concepção do evento, a ideia de que a copa  do mundo “junta” os povos, as culturas e celebra o esporte, convenhamos, é algo animador, no sentido do crescimento civilizatório.

Antes da realização da 2ª copa no Brasil, ocorrida em 2014,  nutria um desejo de, um dia,  participar desse evento. Mas, após participação efetiva, de várias partidas,  em  solo pátrio, dei-me por satisfeito. Ou seja: contemplei minha curiosidade. Achei bastante interessante. Foi uma experiência gratificante.

Se estiver vivo, quando ocorrer a 3ª copa no Brasil, voltarei a participar. Mas não desejo mais, como antes, deslocar-me para outro país ou mesmo continente para vivenciar esse espetáculo. Talvez por não mais me considerar uma pessoa “ligada em futebol”.

Hoje, cotidianamente, sou uma espécie de “torcedor meia boca”. Aquele que apenas acompanha os resultados, sem quase nenhum envolvimento.

Mas independente de qualquer coisa, para o brasileiro de maneira geral, o futebol  será sempre  uma  “religião”  a ser incorporada. É cultural….

Curiosamente, ontem (1º), escutei uma expressão que chamou-me a atenção: “o Brasil será hexa de todo jeito”. Em seguida, veio a explicação: “serão seis títulos conquistados ou seis copas consecutivas sem vencer!!!”

José Edson imprimiu seu nome na galeria dos grandes atletas antonenses!!!

A vida não é fácil para ninguém. A história de cada um, cada qual sabe contar. No mundo mágico dos esportes, por exemplo, a superação é um ingrediente inexorável. Para vencer faz-se necessário lutar com todas as forças, muitas vezes,  buscando-as em  lugares que, inicialmente, nem se imagina possuir.

Pois bem, doravante, narrarei uma história de superação que ganhou tonalidade  domingo (31), refletida bem diante dos meus olhos.

Ainda não passava das 2h do domingo (31) quando o meu celular, tocando, acordou-me. Do outro lado,  o amigo atleta antonense José Edson.  Com voz  firme de quem já estava “aceso”, relatou-me variáveis de dificuldades para o seu deslocamento até a cidade de Olinda, na qual, assim como eu, estava inscrito para um evento de corrida de rua: Maratona Internacional de Olinda.

Não se tratava de uma prova rotineira: seria a sua primeira maratona. Ou seja: os seus primeiros 42km e 195 metros, justamente numa prova internacional. Vencida as primeiras dificuldades, viabilizamos, naquele momento, a resolução do deslocamento.

Juntos, ainda antes das 4h, chegamos ao destino. Detalhe: a largada estava marcada para acontecer às 4:30h. Além do escuro próprio do horário, a chuva ainda “jogava” mais dificuldade na aludida empreitada esportiva.

Após a largada, foquei no meu desafio. Comprometido comigo mesmo, planejei concluir aquela  meia maratona (21k e 100 metros) num tempo inferior a 2:30h. Algo que realizei com sucesso (2:27h).

Mas voltemos ao José Edson – também conhecido pelo carinhoso apelido de “Gui”.

Já com o dia claro, eis que,  após “voar” em um  percurso de 42km (média pace 4), percorrido em pouco menos de 2:50h, cruzou o pórtico da chegada, diante dos nossos olhos, o José Edson. Ainda sem poder falar e raciocinar direito, mediante ao esforço físico e mental demasiado, esboçou algumas palavras: “acho que fiquei em  terceiro”.

Já restabelecido, seu número foi chamado pelos autofalantes para comparecer à tenda da organização. Veio a confirmação: 2ª colocação geral na Maratona Internacional de Olinda: detalhe do feito: na primeira prova realizada pelo referido atleta nessa categoria: 42k.

No seu semblante reluzia  um universo de alegria,  que era  emoldurado pela principal característica dos verdadeiros vencedores, ou seja: humildade.

Naquilo que poderíamos chamar de “ficha técnica” do atleta aludido, posso dizer que o José Edson não é atleta profissional. Muito pelo contrário:  ele já tem 45 anos de idade, trabalha duro todos os dias no regime ‘CLT” e não goza  do acompanhamento necessário que os atletas competitivos – de alto nível – dispõem.

Para encerrar essas linhas, em que tributamos ao atleta antonense José Edson nossas melhores admirações e reconhecimento de HONRA AO MÉRITO, realçamos que nossa cidade é um celeiro de atletas “que se viram sozinho”. Certamente, em algum lugar, no tempo futuro, haverá de ter um espaço reservado aos talentos e o devido reconhecimento para esses verdadeiros guerreiros e guerreiras das tabocas.

Em tempo: na categoria Meia Maratona (21km), no feminino, nessa mesma prova – Maratona Internacional de Olinda – duas atletas antoneses – Michele e Elaine – compuseram o pódio geral, na 2ª e 4ª colocação, respectivamente.

Viva o 28 de maio: o dia da nossa autonomia!!!

Recentemente, no dia 06 de maio, nossa cidade festejou, com feriado, mais um ano da passagem de elevação à categoria de cidade, ou seja: éramos “vila” e passamos a ser “cidade”.

Pois bem, ao mergulharmos na historiografia local logo entenderemos que essa transformação (vila à cidade) não impactou, de maneira significativa, no cotidiano do lugar. Tratou-se, digamos assim, apenas de um título honorífico.

No meu modesto entendimento, na qualidade de estudioso da história local, acredito que  a data “ 06 de maio de 1843″  só ganhou essa relevância  toda no nosso calendário histórico por uma  coincidência do destino.

Explico:

Em 06 de maio de 1943, após exatamente um século da referida elevação (vila à cidade), na qualidade de prefeito, governava a cidade o Mestre José Aragão.

Conhecedor da história local, ele procurou “jogar tinta” nesse importante acontecimento (centenário), para comemorar com muita pompa,  e acabou tornando-o  maior do que na realidade ele o foi.

Com efeito, até hoje,  a cidade, os governantes e a Câmara de Vereadores  apenas reproduz essa data,  sem nunca haver procurado entender melhor os acontecimentos locais  a ela relacionados.

Explico novamente:

Hoje, quinta-feira,  28 de maio de 2026, marca,  exatamente, 214 anos da elevação da nossa então “Freguesia de Santo Antão” à categoria de “Vila de Santo Antão”. Esse acontecimento – Freguesia à Vila -, para o contexto da nossa linha do tempo, nesses 400 anos de história, foi, indiscutivelmente, o acontecimento que mais transformou  a vida da nossa  comunidade.

Foi a partir dessa mudança que deixamos de pertencer ao “Termo de Olinda”: seria hoje – mais ou menos –  como se fossemos  um distrito de Olinda.

Passamos a ter autonomia administrativa, isto é: cuidar da nossa arrecadação de impostos e aplica-los da maneira mais conveniente aos interesses locais. Em ato continuo, passamos a escolher os nossos legítimos representantes para a chamada Câmara Legislativa, algo só possível quando se chegava à categoria  de “vila”.

Nesse contexto, também abrimos espaço, já que a legislação prévia, para nossa autonomia jurídica: além de passamos a ter “juízes próprios”, passamos a ter cartórios e outros bancos de dados locais. Aliás, com a chegada da tão sonhada categoria de “vila” quase tudo na localidade se transformou, sob todos os pontos de vista.

Salve engano, o então prefeito José Augusto Ferrer de Morais, na sua 2ª gestão, ainda chegou a decretar feriado por ocasião de dia 28 de maio de 1812. Mas a “coisa”  não engrenou, digamos assim…

Assim sendo, daqui,  da minha tribuna eletrônica, intitulado de Blog do Pilako, levanto um “VIVA” especial  para o dia 28 DE MAIO.

Após a data da nossa fundação, 17 de janeiro de 1626, realço o  28 de maio de 1812 como o dia em que a terra desbravada por Diogo de Braga virou, definitivamente, um LUGAR AUTÔNOMO!!!

Vida Passada… – Padre Noronha – por Célio Meira.

No primeiro quartel do século XVIII, em 1723, nasceu José Manuel de Noronha, na terra paraense de Nossa Senhora de Belém. Internou-se, muito moço, no colégio jesuíta de Santo Alexandre, e ouvindo, religiosamente, as lições dos padres da Companhia de Jesus, educadores sábios, formou o espírito e o coração.

Homem feito, enamorou-se da advocacia, alcançando vitórias, na tribuna forense. Orador eloquente, de linguagem clássica, teve, também, José Noronha, no mundo da política, atuação destacada. Elegeu-o  vereador, o povo do Pará, conquistando, nesse posto, esse ilustrado discípulo dos padres de Santo Inácio Loiola, como outrora, na advocacia, a admiração, os aplausos e o respeito daqueles que o elegeram.

Anos decorridos, deixando a representação popular, na câmara do município, foi sentar-se José Noronha, na cadeira de juiz de fora. Severo, escreveu sentenças, resolvendo questões intricadas, sem perder, nunca, o alto sentido da justiça. E andava feliz, gozando o prestígio da sua gente, quando a morte lhe feriu o coração, arrebatando-lhe a esposa.

Caiu, Noronha, nesse transe, na solidão e na tristeza. Perdeu a graça de viver, no turbilhão do mundo. As glórias da advocacia, os triunfos do mandato popular e do juizado não lhe despertaram o entusiasmo para recomeçar, na viuvez, a vida trepidante de outrora, fervilhante de emoções.

Voltando-se, então, para o sacerdócio. E encontrou, na oração, a alegria divina da existência. Fez-se padre. Foi, a cruz, sua redenção. Na paróquia do Rio Negro, começou sua jornada de levita do Senhor. E de terra em terra, no coração imenso da Amazônia, padre Noronha pregou a palavra mansa, e dôce, de Jesus. Escreveu, informa o historiador Galanti, um “Roteiro” das regiões percorridas. Exerceu a vigararia geral, na província nativa.

E morreu tranquilo, na sua fé, na velhice coroada de benções, no dia 15 de abril de 1794, aos 71 anos de idade.

Padre Noronha, deve ter merecido, no Céu, pela beleza mora de sua jornada, pela terra, as graças de Deus.

Célio Meira – escritor e jornalista. 

LIVRO VIDA PASSADA…, secção diária, de notas biográficas, iniciada no dia 14 de julho de 1938, na “Folha da Manhã”, do Recife, edição das 16 horas. Reúno, neste 1º volume, as notas publicadas, no período de Janeiro a Junho deste ano. Escrevi-as, usando o pseudônimo – Lio – em estilo simples, destinada ao povo. Representam, antes de tudo, trabalho modesto de divulgação histórica.

Setembro de 1939 – Célio 

Mercado da Vitória X Mercado de Gravatá: 7X1 para Gravatá…

O conteúdo dessas linhas é recorrente. Trata-se do meu sentimento, toda vez que adentro o mercado público da vizinha cidade de Gravatá. Por lá, a vida pulsa com a cara do povo do Nordeste brasileiro: queijo, rapadura, mel, cachaça, tanajura, tripa de porco, bode guisado,  chapéu de couro e músicas com expressões regionais que bem representam esse “nosso” pedaço do Brasil. 

Por aqui, na nossa Vitória de Santo Antão, pouco mais de 30 km de distância, adormecido em ruinas, o nosso mercado público, que no inicio do século XX simbolizava pujança econômica e o pioneirismo da modernidade regional, hoje, reflete o fracasso e a incapacidade da nossa cidade,  em conectar passado e presente,  com os olhos voltados para o futuro.

Detalhe: por lá, no Mercado Cultural de Gravatá, além dos muitos nativos de Santo Antão, que se dirigiram para aproveitar essas delícias do entrenimento, artistas antonenses comandaram a cena musical. Primeiro, apresentou-se a Banda Raylux. Depois,  subiu ao palco Nildo Ventura.

Ao final, todos se deslocaram para Gravatá. Uns  para se divertir.  Outros para  trabalhar: é uma espécie de inversão. Ou seja: a roda grande (Vitória),  passando por dentro da roda pequena (Gravatá). Que me perdoem  os nativos de Gravatá. É que outrora todo esse território pertencia-nos: éramos todos da então Vila de Santo Antão. 

No pantanoso terreno da política a regra é atolar……

O atual sistema político brasileiro, de maneira geral,  incentiva o afastamento dos bem intencionados, abre uma “avenida” para os vigaristas de plantão e , ao final, corrompe quase todos que nele mergulha, transita ou navega….

Tempos atrás, aqui nesse espaço, por ocasião da operação “Lava-Jato”, que teve o então juiz Sérgio Moro como principal coluna, na sua figura, hipotequei um conjunto de sentimentos esperançosos, relacionados a um novo tempo para o Brasil.

Ainda naquele contexto, quando o mesmo renunciou a magistratura para se integrar, na qualidade de ministro, à gestão do então presidente Bolsonaro, surpreso, “joguei a toalha” e perdi minhas esperanças naquilo  que, outrora, despertou-me   imaginação em   algo novo.

Ao deixar o governo, o mesmo (Moro) atribuiu ao então presidente acusações graves. De resto, de lá para cá, já é história e todos conhecem o desfecho.

Pois bem..

No polo político que a expressiva maioria da população jura ser antagônico, comandado pelo atual presidente Lula da Silva, uma frase direcionada  a ele (Lula) pelo então candidato ao planlato, antes opositor e agora aliado,  Geraldo Alckmin, ganhou repercussão: “Lula quer voltar à cena do crime”.

O tempo passou….

As cenas dos últimos noticiários da grande imprensa nacional, realçaram imagens do atual senador Sérgio Moro,  ao lado do pré-candidato a presidente da República, legitimo representante do clã bolsonarista, em coletiva de imprensa,  tentando explicar suas “toxicas” relações com o controlador do extinto Banco Master, revelou-me uma dúvida…

fiquei, cá, pensando com os meus botões:

Estaria o “herói” da Lava-Jato voltando à cena do crime?

Na atividade política profissional, no transcorrer do tempo e com  os dinâmicos acontecimentos, todos são colocados nos seus respectivos lugares.   Não adianta ser “direita, esquerda ou de centro”, com algumas exceções, todos ganharão suas respectivas tonalidades corruptas……

Vida Passada… – Visconde de Albuquerque – por Célio Meira.

Antônio Francisco de Paula de Holanda Cavalcanti de Albuquerque nasceu no engenho Pantorra, em 1797, no crepúsculo de u século, no município pernambucano do Cabo. Vestiu, muito jovem, a farda de soldado do exército da colônia, e, cedo conquistou galões. Embarcou, em 1816, aos 19 anos de idade, acompanhado, contam historiadores, um parente que fora exercer, em Moçambique, o cargo de governador. Era 2º tenente. Três anos depois, major. E em Macáu, no continente africano, na Escola Real de Pilotos, exerceu o magistério.

Em 1824, na casa dos 27 anos, bateu-se, o major Antônio Francisco, pela legalidade, no Recife, ajudando o brigadeiro Lima e Silva a destruir, impiedosamente, o desditoso sonho de República de Pais de Andrade, Natividade Saldanha e Caneca.

Trocando a espada pela palavra, ingressou, Antônio Francisco, na política, em 1826, representando Pernambuco, na Câmara Geral. Não ouvia, nos partidos, a corneta do batalhão conservador, que o de seus irmãos, o grande Camaragibe e visconde de Suassuna, mas atendia, pressuroso, o clarim dos acampamentos liberais.

Em 1830, aos 33 anos, aceitou, no ministério de 4 de Dezembro de 1829, a pasta da Fazenda, continuando nesse posto, no gabinete de 19 de Março de 31, o penúltimo gabinete do agitado império de D. Pedro I. Organizada a Regência Trina Permanente, ocupou, Antônio Francisco, a referida pasta, e a do Império, no famoso ministério dos 40 dias, iniciado a 3 de agosto de 1832.

Foi candidato, pela oposição, narram biógrafos, no elevado cargo de regente, disputando-o ao padre Feijó e, mais tarde, ao pernambucano de Araújo Lima, o marquês de Olinda. Mereceu a honra de ser senador, por Pernambuco, em 1838.Pertaneceu aos vanguardeiros que se bateram pela maioridade do herdeiro da coroa, e vitoriosa peleja, vestiu de novo, o senador Antônio Francisco, a casaca de ministro, dirigindo a pasta da Marinha, no gabinete Maioridade, na companhia do irmão, o visconde de Suassuna, que aceitou, tranquilamente, a pasta dos negócios da guerra.

Em 1844 voltou, esse eminente pernambucano, à pasta da Marinha, no gabinete do visconde Macaé, permanecendo à frente do ministério da Guerra, no ano seguinte, no gabinete de 26 de Maio de 1845.

Aos 49 anos de idade, aceitou novamente, as pastas da Marinha e da Fazenda, no governo de Marcelino de Brito. Agraciou-o, o imperador, em 1855, com o título de visconde de Albuquerque. Aderiu, mais tarde, à “Liga”, agremiação política em que se entenderam, mais ou menos, conservadores e liberais. E em 1862, pela primeira vez, o visconde de Albuquerque, ingressou num gabinete conservador. Recebeu a pasta da Fazenda, no ministério de 30 de Maio, chefiado pelo marquês de Olinda.

Morreu no dia 14 de Abril de 1863, aos 66 anos de idade. Homem de atitudes decididas, oito vezes ministro, o visconde de Albuquerque, amado e combatido, na política , pertenceu à nobreza pernambucana, pelo coração e pelo caráter.

Célio Meira – escritor e jornalista. 

LIVRO VIDA PASSADA…, secção diária, de notas biográficas, iniciada no dia 14 de julho de 1938, na “Folha da Manhã”, do Recife, edição das 16 horas. Reúno, neste 1º volume, as notas publicadas, no período de Janeiro a Junho deste ano. Escrevi-as, usando o pseudônimo – Lio – em estilo simples, destinada ao povo. Representam, antes de tudo, trabalho modesto de divulgação histórica.

Setembro de 1939 – Célio