Tradição: 43º Forró do Coelho….

O tradicionalíssimo Forró do Coelho escreveu mais uma página da sua história. No último sábado –  18 de maio – chegou ao número de 43 edições. Agremiação carnavalesca que nasceu ao som da sanfona, “O Coelho”  já cravou seu nome na historia antonense. Entre outras façanhas, possivelmente seja a única (agremiação) que possui “frevo e forró” para chamar de seu.

Realizado no Clube Abanadores “O Leão” o 43º Forró do Coelho contou com com 3 atrações musicais. Abrindo o evento, “Galeguinho de Gravatá”. Irah Caldeira realizou sua apresentação logo em seguida. E já passava das 2h quando Jorge Neto e Aninha subiram no palco para o último show da noite.

No comando da festa, o Antônio Evertton, filho do lendário e sempre animado Antônio Freitas, fundador e uma espécie de legitimo representante da Agremiação Carnavalesca “O Coelho”.

Aglailson Victor 2024: sem novidades……..

Com chamada um dia antes – para criar expectativa – o deputado Aglailson Victor anunciou, ontem (16),  sua pré-candidatura ao cargo de prefeito da Vitória de Santo Antão. Pela exposição inabitual nas redes social, nos últimos dias, os “fuxicos” da política já davam como certa sua postulação.

Também não chega a ser uma novidade o “grupo vermelho” apresentar candidatura majoritária na nossa terra. Salve melhor pesquisa, consecutivamente,  acredito que nos últimos oito pleitos os “Querálvares”  lideraram grupos na disputas.

Vale lembrar, também, que Victor, na prática,  se configura na quinta geração seguida da familiar a dedicar-se à labuta política, iniciada,  lá atrás, pelo Coronel José Joaquim da Silva que deu os primeiros passos efetivos na atividade (politica) em função de uma indicação do Mestre Aragão,  junto ao governador do estado da época.

Pois bem, certamente o atual prefeito e candidatíssimo à reeleição, Paulo Roberto, por dois motivos, deve ter “aplaudido” de pé à iniciativa do jovem parlamentar (Victor).

Primeiro, porque quanto mais candidaturas no próximo pleito (2024), mais perto ele (prefeito) estaria de emplacar o seu segundo mandato,  como prefeito da Vitória de Santo Antão. Segundo, pelo conteúdo da fala de Victor no seu anuncio. Ou seja: não apresentou nada de novo ou mesmo algum indicativo que possa, pelo menos incialmente, “solavancar” o jogo eleitoral.

Do ponto de vista da narrativa, em relação à postulação de Victor, há, no meu modesto entendimento,  pelo menos um erro básico: em tempo hábil, não haver criado e atrelado à figura dele algo que justificasse sua  postulação. Ser neto de Zé do Povo e dizer que a periferia  da cidade está abandonada é tão elementar que nem precisava ser dito. Lembremos que na eleição passada (2020) o filho (mais próximo) de Zé do Povo perdeu o pleito.  Outra coisa importante e que deve ser observada é que  – até agora –  o grupo vermelho  não conseguiu  sair do isolado politico.

Ao que parece, nas entrelinhas dessa disputa municipal (2024), a principal preocupação das duas forças tradicionais da cidade é mesmo com o desempenho que poderá alcançar a postulação majoritária, já posta, do vereador  André Carvalho. Vale pontuar que o mesmo já ultrapassou à barreira partidária, já reuniu um conjunto de apoio razoável para uma partida eleitoral e já se apropriou do melhor discurso, dentre as postulações, até aqui,  postas.

Portanto, até essa primeira quinzena de maio,  deste ano de jogo eleitoral (2024), o que temos até agora é o seguinte cenário: o atual prefeito joga para administrar o resultado, o grupo vermelho vai entrar em campo para não perder a torcida e a terceira via  já desfila na abertura do certame como time revelação do campeonato, ou seja: quando a bola rolar (campanha) tudo poderá acontecer, inclusive nada…..

 

 

Por que “ao” Recife? – por @historia_em_retalhos.

Segundo Leonardo Dantas Silva, todo nome de um lugar (topônimo) originário de um acidente geográfico é antecedido pelo artigo definido.

Assim, uma vez que a capital pernambucana originou-se de um acidente geográfico (o arrecife), a designação “do Recife” não dispensa o artigo definido masculino “o”.

Pela mesma razão, ninguém diz “em Rio de Janeiro”, “de Bahia”, “em Amazonas”, “em Rio Grande do Sul”, “em Paraíba” etc.

Agora, claro, gente, isso é o que diz a norma culta em torno do nome da capital pernambucana.

Jamais poderemos desconsiderar o uso e a voz das ruas.

A língua é um ser vivaz e em constante modificação!

O seu “dono” é o povo!

Um abraço, pessoal!

Boa quinta-feira a todos!
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PITÚ destaca a linha ice REMIX na APAS Show em São Paulo.

A maior feira supermercadista do mundo tem a expectativa de ultrapassar a marca de R$ 14 bilhões em negócios gerados; o ambiente é frutífero para os negócios da cachaçaria pernambucana

A PITÚ marca presença com todo o seu portfólio de produtos na 38ª edição da APAS Show, o maior evento do setor de alimentos e bebidas das Américas, e a maior feira supermercadista do mundo. Entre os dias 13 e 16 de maio, no Expo Center Norte, em São Paulo, a cachaçaria pernambucana receberá visitantes, clientes e potenciais clientes em um moderno estande aberto, ainda mais amplo do que o do ano passado, acolhedor e propício para interações, encontros, networking e troca de experiências. Para a edição desse ano, a APAS SHOW será composta por mais 850 expositores, sendo 200 internacionais, com perspectiva de ultrapassar a marca de R$ 14 bilhões em negócios gerados.

O destaque do estande da PITÚ este ano será o espaço dedicado à degustação da linha de bebidas ice PITÚ REMIX. Em ambiente descontraído e voltado para o público mais jovem, com leds vibrantes chamando a atenção para os novos produtos da marca, uma promotora da PITÚ convidará o público para degustar a REMIX que, com teor alcoólico mais baixo, de 7%, possui três sabores refrescantes dos drinks prontos para beber: limão, abacaxi com coco e a PITÚ Cola. No estande, os visitantes poderão tirar fotos para levar como lembrança da visita ao espaço, em uma ativação interativa.

O estande da PITÚ na APAS SHOW foi projetado para refletir o ambiente familiar e amigável característico da marca. Nas mesas, os visitantes encontrarão um QR Code para acessar facilmente o portfólio da empresa. A decoração do estande mantém a identidade institucional da marca e as cores da PITÚ e o espaço da linha REMIX foi integrado de forma harmoniosa, no intuito de despertar a curiosidade dos visitantes que ainda não conhecem os novos produtos.

Além do espaço exclusivo da PITÚ REMIX, haverá ainda o tradicional Bar de Caipirinhas com degustação do drink feito à base da cachaça branca, com açúcar e limão. No estande todos os produtos da marca também estarão expostos em uma vitrine, com destaque para a PITÚ Gold.

“É sempre muito frutífero participar da APAS SHOW, uma grande oportunidade de o mercado conhecer de perto os diferenciados produtos que são produzidos pela PITÚ. O evento é considerado o maior do setor de alimentos e bebidas das Américas, reunindo as maiores empresas da cadeia produtiva nacional e internacional”, destaca o diretor industrial e presidente da PITÚ, Elmo Ferrer Carneiro.

“A ideia do nosso estande é fazer com que os negócios se iniciem em um clima leve, de confraternização em mesa de bar, com conclusão e fechamento posterior ao evento. Os nossos representantes estarão recebendo os visitantes e a clientela que estará de passagem pela feira para conhecer o portfólio da PITÚ e degustar os produtos. A feira também é um ponto de captação para novos parceiros do Sudeste, Centro-Oeste e de todo o Brasil”, ressalta Alexandre Ferrer, diretor comercial da PITÚ.

SAIBA MAIS SOBRE A PITÚ – Uma das maiores indústrias de aguardente do Brasil, a PITÚ engarrafa e comercializa milhões de litros por ano. É a cachaça mais consumida nas regiões Norte e Nordeste, a vice-líder do País. A PITÚ está em sua quarta geração de gestores e mantém investimentos contínuos em inovação tecnológica, programas de sustentabilidade e ações de marketing, que garantem a qualidade do produto e refletem no posicionamento da marca diante do segmento.

A cachaça pernambucana se mantém entre as 20 marcas de bebidas destiladas mais produzidas no mundo. Na Europa, a PITÚ comanda o mercado e tem a Alemanha como o país líder em consumo. Outros países do Velho Continente, também importantes para a marca, são: Áustria, Grécia, Espanha, Suíça e Bélgica. Nos demais continentes a PITÚ também está presente em alguns países, como: Argentina, Canadá, África do Sul, Estados Unidos, México.

A PITÚ é uma aguardente de cana pura, transparente, de sabor marcante e teor alcoólico de 40%. O produto é comercializado em garrafas retornáveis de 600 ml, garrafas de 965 ml e latas de alumínio com 350 ml, 473 ml, 710 ml. Os mais recentes lançamentos que, assim como a branquinha, já tomam conta do País, são a PITÚ Mel e Limão, a PITÚ Amarelinha e a PITÚ Remix – linha ice com teor alcóolico mais baixo que traz os sabores limão, abacaxi com coco e a PITÚ Cola, comercializados em latas de 269ml. Também faz parte do portfólio da PITÚ as envelhecidas Premium – a PITÚ Gold e Extra Premium – a Vitoriosa. A PITÚ tem, ainda, a bebida mista de cachaça com limão – PITÚ Limão, a bebida alcoólica mista à base de noz de cola – PITÚ Cola e a vodka Bolvana.

SOBRE A APAS SHOW – Com 50 anos de tradição, a Associação Paulista de Supermercados representa o essencial setor supermercadista no estado de São Paulo e busca integrar toda a cadeia de abastecimento com a sociedade. A entidade, que possui 3 distritais na cidade de São Paulo e 13 regionais distribuídas estrategicamente pelo estado, conta hoje com 1.500 supermercados associados que somam 4.315 lojas.

SERVIÇO: APAS SHOW 2024

Datas: de 13 a 16 de maio de 2024

Horários: de 13 a 15/05, das 12h às 20h; 16/05, das 12h às 18h;

Local: Expo Center Norte

Endereço: Rua José Bernardo Pinto, 333 – Vila Guilherme, São Paulo-SP

*Transfer gratuito saindo da Estação Portuguesa-Tietê.

Xô Lula e Bolsonaro!!!

A mais recente pesquisa de opinião pública, esmiuçando as questões envolvendo o cenário nacional, relacionado à administração e também ao nome do presidente Lula, joga luz num cenário há muito conhecido: não podemos mais gastar energia e tempo, alimentando os respectivos projetos políticos/administrativos,  liderados por essas duas figuras: Lula e Bolsonaro. O Brasil precisa virar essa página da história!

O curioso é que o Bolsonaro surgiu por conta dos desmandos do PT e companhia,  e o Lula e sua turma só voltaram  ao poder (3ª vez), justamente porque a maioria da população já não aguentava mais conviver com o modelo Bolsonaro de governar. É confuso e ao mesmo tempo fácil de entender: eles se retroalimentam justamente pelo nível de rejeição que possuem. Esse ambiente, mais cedo ou mais tarde,  tornar-se-á insalubre para todo mundo e isso, volto a dizer: NÃO INTERSSA AO BRASIL.

Tomara que o eleitorado brasileiro aprenda a lição. Com o Bolsonaro inelegível e a aceitação do Governo Lula derretendo,  todos os dias, possivelmente,  em 2026, encontraremos uma porta de saída.

É bem verdade que não existe –  até o momento –  “nomes naturais”  colocados à mesa, mas devemos entender que o  processo é dinâmico e os novos  fatos podem falar por si.

Por exemplo: dessa tragédia do Rio Grande do Sul, dependendo da condução da “reconstrução estadual”, se assim podemos falar,  o nome do atual governado, Eduardo Leite, poderá ganhar musculatura e chegar muito forte para o Brasil em  2026, ou mesmo,  tão fraco que nem consiga se reeleger,  lá.  Essa é uma questão que só o tempo poderá nos dizer.

Portanto, para concluir esse despretensioso comentário, espero que já na próxima eleição (2026) o eleitorado brasileiro se encarregue de transferir  para os livros de história, em definitivo,  os nomes de Bolsonaro e Luís Inácio da Silva. O futuro agradece!!!

Chá de Bússola: da educação à atividade física…..

Ao tomar conhecimento do evento ocorrido ontem (10), no Recife, realçando o programa “Pé-de-meia”, que visa, entre outras coisas, um incentivo financeiro diretamente aos estudantes do ensino médio, com a presença do Ministro da Educação – Camilo Santana -, imediatamente lembrei de um fato histórico, ocorrido aqui, nas terras de Santo Antão.

Nas primeiras décadas do século XX, quando ainda ostentávamos o nome de “Cidade da Vitória”, apesar de naquele tempo já sermos um lugar próspero economicamente, não contávamos com o chamado “ensino secundário”. Ou seja: para seguir estudando, após a conclusão do curso primário,  o aluno teria que matricular-se  em Recife ou em outro lugar.

Com visão de futuro e amor às boas causas locais, os Mestres Padre Félix Barreto e José Aragão foram os primeiros empreendedores nesse sentido. Criaram, em 1937,  o “Ginásio da Vitória”, justamente no prédio onde atualmente funciona o Colégio Municipal de 3 de Agosto.

Pois bem, diferentemente  dos dias atuais, onde o governo “paga” para os alunos permanecerem na escola, outrora, as leis governamentais exerciam um papel de “cobradores” das escolas de ensino secundário. Moral da história: o sonho virou pesadelo e o tão sonhado “Ginásio da Vitória”, mesmo com todo esforço, fechou suas portas em função das altas taxas cobradas pelo governo de então.

O tempo passou e o entendimento da sociedade avançou. Hoje é consenso que não existe outro caminho para uma vida coletiva melhor que não seja trilhada a partir da educação.

Para concluir – me socorrendo do exemplo da educação e jogando luz num debate sobre gestão, com uma pitada de “visão de futuro” –,  imagino que nas próximas  décadas  o governo também  irá entender que deixar de cobrar tributos/impostos, flexibilizar regras  e até incentivar os empreendimentos que  promovam a chamada “Vida Saudável”, através das mais variadas  organizações  da sociedade,  será algo tão óbvio quanto abrir um posto de saúde, até porque, quanto mais gente praticando atividade física (regularmente), menos despesas com remédios e intervenções médicas. Essa é uma verdade insofismável, que mais cedo ou mais tarde o governo, assim como ocorreu na seara da educação, tomará um chá de bússola, para se orientar melhor,  na sua atuação…...

Rossini Alves Couto – por @historia_em_retalhos.

Em 10 de maio de 2005, era assassinado no município de Cupira/PE, o promotor de Justiça Rossini Alves Couto.

Dezenove anos após a sua morte, a memória de Rossini permanece viva entre os colegas de profissão e perante a sociedade pernambucana.

Ainda hoje, porém, muitas pessoas não sabem qual foi a real motivação deste crime.

Afinal, o que ensejaria o homicídio de um promotor no exercício legítimo de sua função, agindo em plena conformidade com a lei?

A compreensão deste triste episódio passa pela análise da vida pregressa do mentor intelectual e principal executor do crime, o ex-policial militar José Ivan Marques.

No ano anterior ao delito, em 2004, José Ivan havia sido expulso da PM, pela prática de tortura, tendo a denúncia sido oferecida pela promotora Sara Souza, esposa de Rossini.

Fora da PM, Ivan foi trabalhar em Cupira e acabou, uma vez mais, denunciado, desta vez, pelo próprio Rossini, por intermediar a soltura de presos da cadeia local, mediante o recebimento de propina.

Nesta época, havia impetrado um mandado de segurança para retornar aos quadros da PM, enxergando em Rossini um obstáculo a esse objetivo.

Foi a partir daí, então, que passou a delimitar com frieza o seu plano para eliminar Rossini, contando com a ajuda do seu amigo Sivonaldo da Silva.

No dia do fato, a moto utilizada, sem placas e comprada há apenas 11 dias, era conduzida por Sivonaldo.

José Ivan saltou da garupa e efetuou cinco disparos nas regiões da cabeça e do pescoço de Rossini, enquanto este almoçava, ao lado do fórum de Cupira.

Apesar de socorrido, Rossini não resistiu e morreu.

Os seus algozes foram condenados, em 04.04.2008, por homicídio triplamente qualificado, a 24 e a 20 anos de prisão, respectivamente.

Nenhuma pena jamais reparará a vida de Rossini, mas o seu legado ficou.

Ficou também a advertência quanto à necessidade de maior segurança aos membros do MP, que lidam com situações de risco.

Rossini deixou a esposa e dois filhos.

O Centro Cultural do MPPE (foto) recebeu o seu nome, mantendo viva a sua memória.

Aos familiares de Rossini e aos colegas do MPPE que com ele conviveram, eu dedico este retalho de hoje.
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Vida Passada… – Valentim Magalhães – por Célio Meira

Na antiga rua do Conde d¹Eu, na terra carioca, ao tempo de D, Pedro II, nasceu, a 16 de janeiro de 1859, Antônio Valentim da Costa Magalhães. Órfão de mãe, com um ano de idade, “permaneceu, escreve o erudito Artur Mota, sob os desvelos do ex-iremoso pai, que o criou com muitos mimos, por ser a criança débil, de compleição franzina”. Aprendeu, com uns tios, as primeiras letras. Era poeta aos 9 anos de idade, e publicou, aos 14, no “Amolador”, jornalzinho humorístico, conta um biógrafo, o primeiro trabalho literário. Matriculou-se, aos 18 anos, na Faculdade de Direito de São Paulo, e , cêdo, começou a brilhar com fulgurações de estrela de primeira grandeza, na imprensa e nos livros. Estreou com o “Ideias de Moço”, ensaio, no segundo ano acadêmico, publicando, um ano depois, o “Cantos e Lutas”. Batalhava e cantava. Valentim, na terra paulista, quando recebeu, em 1881, a carta de bacharel.

Regressando à Côrte, dirigiu, Valentim, seus passos, para o oeste do Estado do Rio, construindo, com as esperanças, sob as vistas de um tio, a banca de advogado, na linda Piraí. Não trazia, porém, esse ilustre carioca, o destino de vencer nas tribunas forenses. Eram outras suas tribunas. E, em 1884, ele surgiu na cadeira de professor de pedagogia, na Escola Normal, na terra onde nasceu.

Fundou e redigiu, em 85, a “Semana”, famosa revista, que marcou uma época de raro esplendor, na vida literária do Brasil. Nessa trincheira, enfrentou, Valentim, numa polêmica áspera, e memorável, narra Artur Mota, no “Vultos e Livros”, o poeta Luiz Murat, que fizera, “Vida Moderna”, sua poderosa fortaleza. Poeta, jornalista, contista de fino quilate, professor e romancista, escreveu, também, para o teatro, o grande Valentim. “Inácia do Couto”, “Doutores” e “O Conselheiro”, comedias, e “A Mulher Homem”, revista de parceria com Felinto de Almeida, deram-lhe nome e fama, na cena brasileira.

Pertencente à geração imortal de Machado de Assis, Coelho Neto, Aluízio e Artur de Azevêdo, Guimarães Passos, Lucio de Mendonça, Olavo Bilac e de Rodrigo Otávio, fundou, Valentim, na Academia Brasileira de Letras, a cadeira nº 7, sob o patrocínio de Castro Alves, o gênio da poesia brasileira.

Morreu Valentim Magalhães, em 1903. Repousou no seio amando e fecundo da terra Natal, aos 44 anos, o delicioso poeta do “Rimario”, o intimorato polemista que enfrentara Silvio Romero e Carlos de Laet, e que fôra na vida breve, agitada e fascinante, criatura amável, de “alma afetiva” impregnada de bondade e de “coração palpitante de devotamento”.

Célio Meira – escritor e jornalista. 

LIVRO VIDA PASSADA…, secção diária, de notas biográficas, iniciada no dia 14 de julho de 1938, na “Folha da Manhã”, do Recife, edição das 16 horas. Reuno, neste 1º volume, as notas publicadas, no período de Janeiro a Junho deste ano. Escrevi-as, usando o pseudônimo – Lio – em estilo simples, destinada ao povo. Representam, antes de tudo, trabalho modesto de divulgação histórica. Setembro de 1939 – Célio Meira.

Eleições 2024: os capitães dos times já foram escolhidos……

Faltando praticamente seis  meses para o dia “D” eleitoral 2024, em Vitória de Santo Antão, os projetos políticos eleitorais, visando o comando do Palácio Municipal, começaram a ganhar tonalidade.

A chamada “pré-campanha” ganha corpo. O atual prefeito, Paulo Roberto, é candidatíssimo à reeleição, desde que assumiu a prefeitura. O vereador André Carvalho já botou seu bloco na rua, inclusive “desfilando” com os seus respectivos apoios e o deputado Aglailson Victor também já deu o seu play, reunindo sua militância com uma festa.

No último sábado (04), tendo como pano de fundo à comemoração do “Dia do Trabalhador”, o grupo vermelho promoveu encontro festivo no espaço conhecido como “Ponto 40” que é um tradicional local de manifestação política do referido grupo.

A novidade ficou por conta da exposição, nas redes sociais, do deputado Aglailson Victor. Comentários informais, afirmam que ele (Victor) será o candidato do grupo a prefeito da Vitória. Se assim se confirmar, fica-nos a pergunta: será que apresentará um novo projeto ou defenderá, apenas, que “os vermelhinhos” precisam voltar?

Vereador qualificado, mesmo no primeiro mandato, o parlamentar André Carvalho “inaugurou” um novo tempo na política antonense. Através das redes sociais, ferramenta democrática de comunicação de massa, conseguiu se firmar como liderança política local sem precisar de apadrinhamento político. Já aprovado nas urnas e com sucessivas vitórias politicas, em 2024, partirá para um desafio gigante, já que muitos asseguram que sua cadeira na câmara era tida como certa, no sentido da renovação do mandato. Independente de qualquer coisa, indiscutivelmente, é o “fato novo” da eleição majoritária de 2024.

 

Entrando em campo com ampla vantagem, o atual prefeito, Paulo Roberto, segue, no sentido de “administrar o resultado”. É bem verdade que para a disputa em curso perdeu o principal ativo da eleição municipal próxima passada, ou seja: o discurso da chamada “promessa de campanha”.

O fato é que Paulo Roberto ganhou “corpo político” e terá, indiscutivelmente, o maior conjunto de apoios do “exército de candidatos a vereador”. Pesa contra o atual prefeito, uma insatisfação política/administrativa  da população que vive nas partes periféricas da cidade.

Portanto, como falei inicialmente, 6 meses é o tempo que nos separa do dia “D” das eleições  municipais  2024. Em tempos de internet, informações rápidas com múltiplas interpretações, o que temos,  para o “amanhã,  é que pode acontecer tudo, inclusive nada……”

3º Forró do Etesão….

Emplacando sua terceira edição, a Agremiação Carnavalesca Etsão promoveu no sábado (04) o “3º Forró do Etsão”. O evento aconteceu no “Espaço de Ouro” e contou com três atrações musicais. Abrindo o encontro dançante, o público dançou ao som da Banda Jorge Neto e Aninha.

A “elétrica” Lady Falcão interpretou o melhor do forró estilizado. Com quilometragem nos palcos do Nordeste a mesma fez uma viagem, lembrando os sucessos das últimas décadas. Ao final, como não poderia deixar de ser,  a orquestra de frevo botou todo mundo frevar.

Ainda na apresentação de Aninha, o diretor presidente da agremiação,  o sempre animado Elminho Carneiro, “esquentou o gogó” com o refrão que todos sabem cantar: “Etesão e Etesuda….”. Veja o vídeo.

Instituto Histórico: cerimônia comemorativa dos 181 anos de elevação à categoria de cidade.

Comemorando a passagem dos 181 anos de elevação à categoria de cidade, da Vitória de Santo Antão, o nosso Instituto Histórico promoveu cerimônia solene, ocorrida na noite da sexta-feira, dia 03 de maio.

A programação contou com a palestra do Doutor Marcelo Hermínio, que abordou o tema “Práticas funerárias religiosas na cultura material do cemitério São Sebastião  (1875/2020).

Além de tomada de posse de dois sócios, o Instituto também condecorou com a Medalha de Ouro Setenta Anos os professores Enedino Sores e Péricles Tavares.

Na categoria homenagem póstuma,  Priscylla Ingrend Aires da Silva Moura,  que ocupou o cargo de secretária da casa, teve sua fotografia fixada no Salão Nobre da entidade.

O evento contou, ainda, com  a apresentação musica e lanche servido aos convidados, servido nas dependências da “Casa do Imperador”.

Cidadão de Olinda – por @historia_em_retalhos.

O ano era 1985.

Pouco tempo depois de receber o título de Cidadão de Olinda, na Câmara Municipal da cidade, o maluco beleza Alceu Valença deparou-se com uma surpresa.

Pasmem, mas uma parte dos 21 vereadores que compunham a Casa Bernardo Vieira de Melo achou que foi ridicularizada porque o artista comparecera para receber o diploma vestido de indígena, descalço e sem camisa.

Ainda, ficaram irritados porque em seu curto discurso Alceu não saudou nominalmente todas as autoridades presentes, como é de praxe nessas solenidades, preferindo se dirigir ao cavalo-marinho, à ema, à burra, à caipora, à jaraguá e ao pica-pau.

Para quem não sabe, essas figuras compõem a manifestação folclórica do bumba-meu-boi e estavam representadas no plenário da casa por fantasias produzidas por artistas populares de Olinda.

Pois bem, sob a liderança do vereador Nicácio Maranhão o grupo buscava a cassação do título de cidadão dado a Alceu.

O melhor, porém, estava por vir: a resposta.

Quando indagado, Alceu disse que recebeu o título “da forma mais digna possível, vestido de caboclinho Caeté, em homenagem aos nossos antepassados, os indígenas que habitavam Olinda”.

“É necessário que se saiba que aquilo é um apelo poético, já que Olinda é a antiga Marim dos Caetés”, afirmou.

E arrematou:

“Trajando caboclinho, estou muito mais solene do que se estivesse trajando paletó e gravata”.

Definitivamente, este é o nosso Maluco Beleza.

A iniciativa dos vereadores não passou de um jogo de cena e Alceu continua mais cidadão de Olinda do que nunca.

É por essas e outras que o legado de Alceu é eterno e a sua obra será sempre atemporal.

Salve Alceu Valença!
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“Tanto Mar” – por @historia_em_retalhos.

25 de abril de 1974: 50 anos.

“Foi bonita a festa, pá
Fiquei contente
Ainda guardo renitente
Um velho cravo para mim”

“Tanto Mar”, canção de 1978, foi gravada por Chico Buarque em homenagem à Revolução dos Cravos, movimento armado que pôs fim ao regime fascista salazarista, no dia 25 de abril de 1974, em Portugal. 🇵🇹

O período da história portuguesa conhecido como “salazarismo” teve o seu início em 1933, com a ascensão ao poder de Antônio de Oliveira Salazar.

Inspirado no fascismo italiano, Salazar estabeleceu um regime autoritário-ditatorial, pautado na censura, repressão, exílios e guerras coloniais.

Em 1968, Salazar sofreu um derrame e foi substituído por Marcello Caetano, que prosseguiu com a política autoritária.

O isolamento político, a decadência econômica e os desgastes com as guerras coloniais foram o pano de fundo para a formação de um movimento de resistência ao salazarismo.

Em 09.09.73, surge o MFA – Movimento das Forças Armadas, em oposição à ditadura, o qual, no ano seguinte, reúne-se e decide derrubar o governo de Caetano.

Em 25 de abril, às 00h:20min, a transmissão pelo rádio da música “Grândola Vila Morena” foi a senha utilizada para anunciar o início das operações militares, deflagrando a rebelião.

E qual a razão do nome “cravos”? 🌷

Em verdade, a revolta aconteceu praticamente sem resistência.

Caetano rendera-se no mesmo dia, seguindo para o exílio no Rio de Janeiro.

Diante disso, a população saiu às ruas para comemorar, entregando flores de cravos aos soldados, que as colocavam nos canos de seus fuzis, tornando, assim, a flor símbolo e nome da Revolução.

As principais conquistas do 25 de abril podem ser resumidas nos chamados “3 D’s”:

– Democratizar,

– Descolonizar e

– Desenvolver.

O reconhecimento da independência de Guiné-Bissau, Moçambique, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe e Angola foi um reflexo direto do movimento.

Para a nossa alegria, o perfume dos cravos portugueses atravessou o Atlântico e também chegou no Brasil, influenciando no processo de redemocratização do país e, mais tarde, na promulgação da Carta Cidadã de 1988… 🙌🏼
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Vik Muniz e João Câmara – por Marcus Prado.

Vik Muniz vem sendo visto pela imprensa cultural do Rio de Janeiro e São Paulo como “o maior artista plástico brasileiro”. O seu currículo é fantástico, está sendo apontado como um dos mais caros do mercado de artes em Nova York. No entanto, para opinar sobre quem seria o maior pintor brasileiro dos nossos dias, eu escolheria o paraibano João Câmara, radicado no Recife. E assim o faço pelo que ele formula de indagações complexas, pela sua dramaticidade expressionista, sem deixar de ser acessível e, ao mesmo tempo, de forte erudição, transitando por diferentes meandros da história política do País, da arte, da mitologia. Ao ponto de ser visto por Francisco Brennand como “um pintor genial”. Genialidade inesgotável, indiscutível, sóbrio nos seus insólitos jogos de metáforas e analogias, pela inventividade na busca constante por fundir a arte, o homem, a vida. O Artista como gênio criativo. É assim que o vejo. Quem também fez a escolha do melhor, num longo ensaio, foi Ferreira Gullar, um dos maiores críticos de arte brasileira do seu tempo. O nosso João Câmara, premiado nacional e internacionalmente, era sempre uma referência nos trabalhos críticos do igualmente poeta Ferreira Gullar na sua coluna da Folha de São Paulo. Não foi por acaso, nem apressado, esse julgamento. Ferreira Gullar, como crítico exigente, altamente respeitado, era conhecedor da trajetória de João Câmara. Além de grande pintor (trabalha com tinta a óleo ou com tinta acrílica, sobre tela ou madeira), Câmara é dos raros na sua geração a estudar e a escrever, em profundidade, sobre a teoria da arte. Produziu durante vários anos artigos de crítica de arte, semanais, para o suplemento “Panorama Literário” do Diário de Pernambuco.Muniz ficou conhecido por usar materiais inusitados em suas obras como lixo, açúcar, chocolate, geleia, calda de chocolate, arame, pó, terra, até dinheiro picotado (!), etc. Trabalha num só ímpeto, com fotografia, pintura e escultura. Poderia ser visto por outro gênero de crítica como excelente fotógrafo, sem deixar de reconhecer a sua contribuição para a pintura. Já foi comparado alegremente com Gisele Bündchen das artes plásticas (Jornal O Globo, 22 de agosto de 2010). É o mais caro da Bolsa de Artes de São Paulo. (Uma obra ultrapassou US$ 300 mil num leilão). Torna-se estranho quando ele nos diz que toda a sua arte só tem começo. “O resto fica por conta do espectador”.

Há cerca de 20 anos, vindo ao Recife, cidade natal dos seus pais (ele, garçom, trabalhava no cais do Porto, e ela, atendente), surpresos ficaram os que viram Vik Muniz (conhecendo a sua arte de rebeldia e irreverência) passar uma tarde inteira fotografando o altar barroco da abadia do Mosteiro de São Bento (Olinda). Tema, aliás, de uma crônica de sua autoria na Folha. Parecia um piedoso monge da Ordem Beneditina, mas estava nascendo ali uma série de quadros/fotografias do festejado pintor, dessa vez com inspiração no Divino. “Imaginárias” seria o título, uma releitura de imagens históricas da arte sacra. Sobre a nova experiência temática, ele diria: “Quando você chega no contexto do modernismo e pós-modernismo, o artista, o intelectual, quase que por obrigação, tem que ser ateu e comunista. Eu não sou nenhum dos dois”.

Marcus Prado – jornalista

MINIBIOGRAFIA – por Sosígenes Bittencourt.

Colégio Municipal 3 de Agosto. Vitória de Santo Antão, PE. 1970

Colégio Municipal 3 de Agosto. Vitória de Santo Antão, PE. 1970

Ensinar, para mim, é uma forma de conviver.
Minha escola é o mundo.
Estudar, para mim, é uma forma de conviver,
Minha escola é o mundo.
Sou professor no que ensino;
no que estudo, sou aluno.
Sou filho de professora Damariz,
meio gente, meio pó de giz.
Fazer poesia é destino,
sou poeta desde menino.
Porém, sou poeta trabalhado,
o meu dom é divino,
mas o estudo é sagrado.

Sosígenes Bittencourt

1.° de maio de 1940 – por @historia_em_retalhos.

Em 1.° de maio de 1940, há exatos 84 anos, Getúlio Vargas anunciava no estádio de São Januário (Rio de Janeiro) a criação do salário mínimo e, no ano seguinte, em 1941, a instalação da Justiça do Trabalho no Brasil, dois importantes instrumentos de justiça social.

Cerca de 40 mil pessoas estavam presentes.

Após a entrada triunfal em carro aberto, dando uma volta olímpica no gramado, e a execução da “Canção do Trabalhador”, na voz da estrela do rádio Carlos Galhardo, Getúlio Vargas discursou.

Naquela década, Getúlio procurava unir o político ao sagrado e costumava utilizar os campos de futebol para esse fim.

Nas festas do 1.º de maio, discursava das tribunas de honra em frente ao microfone, que levava a sua voz a todo o país e até ao exterior.

Carismático e personalista, valia-se do capital simbólico dos gramados para se aproximar das classes populares.

Mas… por que São Januário?

Mesmo depois, com o Maracanã já construído, o estádio do Vasco da Gama era o seu preferido para os eventos cívicos do Dia do Trabalhador.

Isso se explica pela relação histórica do clube cruzmaltino com as classes operárias do Rio de Janeiro, de qualquer origem étnica, como negros, mulatos e brancos pobres da classe trabalhadora.

Apenas como exemplo: em 7 de abril de 1924, o então presidente do Vasco da Gama assinou o manifesto que ficou conhecido como a “Resposta Histórica”, comunicando que o clube recusar-se-ia a disputar a divisão principal do Rio de Janeiro sem seus jogadores negros, exigência que havia sido imposta pelos dirigentes da época.

Na humilde opinião deste subscritor, este pode ser considerado o documento mais bonito e importante do futebol brasileiro.

Em verdade, Getúlio sabia que estar em São Januário era uma forma de estar mais próximo às classes operárias, as destinatárias finais de suas medidas do dia 1.° de maio.

Eis a sua motivação.

Um bom feriado do trabalhador pra todo mundo, gente!

Agradeço aos amigos @karla.dames e @joaocarlosoliveira927 pela conversa boa que resultou no retalho de hoje.
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Simplício de Holanda – por José Miranda, jornal O Lidador, 3 de novembro de 1956, editado por Walmar Andrade.

Ninguém na Vitória de Santo Antão da velha guarda desconhece a expressão que teve na vida política da cidade, no Império e na primeira República, os Holanda Cavalcanti.
Família de tradição não só socialmente e não só na esfera da cultura, como também na política. Dela saíram expoentes literários e artísticos, algumas das quais em registros imortais na história da nossa cultura.
Poetas como Olinda Cavalcanti e Agostinho de Holanda. Martha de Holanda, sem deixar rimas, sem nunca ter feito um verso nem mesmo nas suas mais afetivas elocubrações de namorada. Todos conhecemo-la, na sua vida intelectual, autêntica poetisa, pela melodia e ritmo das produções de letras.
Família de tradição na cultura e na política também.
O antigo regime não passou sem o concurso dos Holanta Cavalcanti nos partidos Conservador e Liberal, dois que eram apenas. Atuavam tanto nos pleitos, eleições de vida ou morte como se diz à boca das urnas, quanto nos cargos públicos a cujos desempenhos lhes confiavam os governantes.
Contam-se, ainda com pesar, os tristes acontecimentos eleitorais. Não só da Hecatombe do Rosário, página das mais lúgubres e vergonhas dos anais políticos de Vitória, mas também da eleição para o primeiro prefeito republicano, em que eram candidatos José Xavier de Morais e José de Barros de Andrade Lima. O primeiro vindo das hostes conservadoras e o segundo, do Partido Liberal.
Há nessa história, que cada vitoriense daquele tempo conta a seu bel prazer e lhe dá as tintas de acordo com o seu modo de ver, um bocado de influência de um Holanda Cavalcanti [Alexandre José Maria de Holanda Cavalcanti, avô de Simplício, eleito subprefeito de José de Barros de Andrade Lima em 1892]. Influência orientada, naturalmente, pelo interesse de ser útil à terra, dotando-a do governo que a achava merecer.
A Revolução Dantista, que se operou em Pernambuco em fins de 1911, encontrou a família Holanda Cavalcanti coesa em torno do seu chefe e amigo aqui no município, Antônio de Melo Verçosa [marido de Emiliana de Holanda Leite]. Nenhum deixara o seu posto de honra nas fileiras do marretismo.
Nestor de Holanda [subprefeito de Vitória em 1903] era, nesse tempo, membro da família atuante na vida partidária local. Uma espécie de ponto de apoio. Bem relacionado de maneiras agradáveis, sugestivas, dando-se com todos. Fazia da sua Farmácia Popular um centro de reunião onde se encontravam desapaixonados políticos dessa e daquela facção, desse e daquele lado.
Se Antônio de Melo Verçosa tinha, ali na calçada da farmácia, o tabuleiro de gamão sobre os joelhos, pelas tardes dos dias úteis, não menos acontecia com José de Barros de Andrade Lima.
Enquanto Antônio de Melo Verçosa jogava gamão com Nestor de Holanda ou com qualquer outro político ou comerciante, aperuava (como se costumava dizer) de lado, fumando o seu charutinho, dizendo as suas piadas, as suas humoradas, Simplício de Holanda.
Eu o conheci de perto em 1920. Tinha uma loja na rua do Barateiro, uma loja de fazendas, imprensada entre as oficinas e a redação de O Lidador e o Armazém do Anjo, uma casa de secos e molhados.
Os sábados não lhe pertenciam: os fregueses tomavam-lhe todas as atenções. Nem mesmo a Quintino de Itamatamirim, seu amigo e parente, e com quem fazia política, podia prestar a atenção devida.
Aos domingos, ia à feira de Pombos, onde mascateava. Nos dias úteis, enquanto arrumava as prateleiras, dispunha as amostras e despachava algum freguês que aparecia, fazia política.
O velho comerciante do Barateiro discutia, e com que autoridade!, tanto em rodas na porta de Onofre Teixeira ou Luiz Porto, quanto na porta de Antonio de Mello Verçosa.
Quantas vezes vi-o atravessar a rua da sua loja para a rua da loja Relógio Grande, de seu pai Vicente Maria de Hollanda Cavalcanti, com a boca cheia d’água, de bochechas coculadas.
Era que não lhe convinha falar no momento. Conversador como ele, cheio de conhecimentos das coisas como ninguém, só a boca cheia d’água o salvava das interpelações, dos bisbilhotismos por onde ia passando.
Vitória tem atravessado uma boa porção de crises políticas na república, entre os quais se destaca a de 1926, quando no governo do Estado estava o nosso conterrâneo de saudosa memória José Rufino Bezerra Cavalcanti [Governador de Pernambuco de 1919 a 1923].
No crédito que ao marretismo abriu o governo Manuel Borba, abrindo com o dantismo, quantos dos fiéis à oposição, cansados ou desencantados – os Sebastianistas desagregavam-se da sua resistência de crenças, de esperanças, andavam fora dos apriscos primitivos, ou de princípios!
No pleito municipal de então, o governador José Rufino Bezerra Cavalcanti não se inclinava a reconhecer o direito do legitimamente eleito. A questão do veredito das urnas fez não só retornar tudo aos seu lugares, como acender, como nunca, os morrões.
Não é possível se ir mais longe, em embirras, em perseguições, em hostilidades.
A cidade passou seis ou sete meses sem iluminação, sem limpeza pública, sem nada. Como sem pagar impostos e nem nada receber o funcionalismo, uma vez que os cofres estavam vazios. Viveu Vitória meio ano à toa.
Dois partidos. Um do governo, do manda quem pode. Outro, o da oposição. E a luta persistia. Com a oposição estava a razão, o direito. Com o poder, a força. E nunca o direito submeter-se-ia à força ante a terra ainda independente, ciosa dessa sua qualidade ante o direito de força.
Um terceiro partido fora criado. E teria ele a virtude de intermediário, de superar as dificuldades de um acordo, ou mesmo de se antepor sobre todos os outros.
Coube a Simplício de Holanda Cavalcanti as bases, os alicerces e vigas mestras do edifício político. Quintino, como vários outros que constituíam uma espécie de dissidência do verçosismo, constituíam o estado maior.
Os arautos da nova entidade rumavam, um dia, ao solar do Governador José Rufino Bezerra Cavalcanti. O governador recebe-os no seu velho bom humor e escuta todos com atenção, senhor das atualidades político-partidárias da terra onde nascera e senhor das manhas dos homens e das coisas.
Caboclo da aldeia, o honrado Governador do Estado, pilheriando, pôs no partido o nome de Retame. Ou batizou-o, já que o partido ainda não tinha ido verdadeiramente à pia para a água benta e os santos óleos.
Retame é no banguê o resíduo ou a borra do açúcar, ou ainda o açúcar de qualidade inferior. Para o novo partido, na sua crítica, nome mais adequado encontrava o experimentado agricultor e político que governava o Estado.
E o Remate, o açúcar melaço, não suporta a umidade. Estava a nova organização político-partidária destinada a desaparecer nas primeiras manifestações do inverno da indiferença.
Fora partido de banguê – parece que o governador vira isso. E daí o nome com que o batizara, ou então tomara-o como restos de outros.
Simplício de Holanda, longe de se molestar, ria-se a bom rir, tanto com o batismo do partido, como pelas humoradas, alegres, do velho conterrâneo, estadista de renome que era!
A Revolução de Trinta não o encontrou mais [Simplício faleceu em 16 de julho de 1926, aos 46 anos, dois anos após a morte de sua esposa Elvira]. A morte arrebatou-o bastante cedo, quando muito esperava, ainda, de sua inteligência, de sua atividade, de sua sabedoria política de homem do interior. A sua Vitória!
Além de comerciante e político, fora jornalista. Na direção de O Lidador esteve dois anos e meses, de 1924 a 1926.
Político na ampla acepção do termo, Simplício de Holanda não deixou substituto ou até agora não teve ainda [os dois filhos, Lamartine e Antão, tinham 16 e 14 anos quando ficaram órfãos de pai e mãe]. Da política de aldeia conhecia-lhe as manhas e artimanhas.]
Edição: Walmar Andrade. 

Motoristas, Abanadores e Vassouras, juntos, no Carnaval do Sport!!!

Exibindo a faixa de Bicampeão, encontramos, no domingo (21), por ocasião do “Carnaval do Sport”, uma trinca de amigos,  contentes e alegres.  Ozias Valentim, Silvio Gouveia e Joel Neto, atém de serem autênticos torcedores do Leão da Ilha são, também,  foliões antonenses vinculados (sentimentalmente) aos três grandes clubes carnavalescos da nossa terra. Clube dos Motoristas (Ozias), Clube Abanadores (Silvio) e Clube Vassouras (Joel)……

 

Título pernambucano de número 44 – Festa do Sport em Vitória!!!

Comemorando o  título estadual pela quadragésima quarta vez, a torcida antonense do Sport Clube do Recife, no domingo (21), ganhou as ruas para fazer “barulho”.  Ao som de orquestra de frevo, grupo de pagode e trio elétrico, tanto na concentração quantos nas ruas, o clima foi de euforia.

Nossas  lentes registraram a passagem da “festa” pelo Pátio da Matriz. Torcedores de todas as gerações marcaram presença. Registramos, também, o emblemático vibrador rubro-negro “Seu” Manoel da Sorveria Peixe. Parabéns   a todos…..Pelo Sport Tudo!!!