
No tempo de eu menino, só se comia pastel, em aniversário, e coxinha não existia. Hoje, a meninada enche o bucho de pizza todo dia.
Diabético abraço!
Sosígenes Bittencourt


No tempo de eu menino, só se comia pastel, em aniversário, e coxinha não existia. Hoje, a meninada enche o bucho de pizza todo dia.
Diabético abraço!
Sosígenes Bittencourt


Bem-vindo, Setembro!
Que Deus nos conceda o Bem que praticamos e nos proteja do Mal que nos desejem praticar.
Primaveril abraço!
Sosígenes Bittencourt


Diz que é de Vitória de Santo Antão, mas não se lembra de três funcionários da Vitória Link – Primeiro Provedor de Internet de Vitória de Santo Antão, fundado pelo Dr. Geraldo Guerra: Marketeira Wannessa Lima, professor e escritor Sosígenes Bittencourt e Eduardo Franco, diretor da Revista do Interior, em descontraído momento de Confraternização, em Dezembro de 2001.
Embora não apareça na fotografia, Daniel, da DTEL, que também era funcionário, encontrava-se no evento.
Inter(n)eternizado abraço!
Sosígenes Bittencourt


1) Organize-se, não agonize.
2) Remédio para ansiedade é atitude.
Remédio para timidez é caridade.
3) Depressão passa, saia pra vida.
4) Olhe com bons olhos para iluminar o seu corpo.
5) Aprenda com o sofrimento o que é felicidade.
6) Difícil é lidar com dinheiro fácil.
7) Nada melhor do que sobreviver ao morrer de amor, porque morrer de amor é uma forma de sobreviver.
8) O tribunal da consciência é a solidão da culpa.
9) Estude. Tudo, sem estudo, é nada.
10) Acreditar em Deus e na Salvação da Alma não faz mal a ninguém.
Sosígenes Bittencourt

Nunca viajei tanto na minha vida.
De Vitória de Santo Antão a Caruaru, custou 1 hora de carro de passeio. Motorista calado, as duas mãos na direção, música evangélica, tudo por 25 contos de réis.
De Caruaru a Tabira, ônibus do tamanho de um bonde, refrigerado, voando por uma estrada estreita, medo danado.
Uma parada em Sertânia, de 25 minutinhos, para almoçar.
– Moça, me dê uma cerveja!
– Aqui, num vende bebida, não. – E o cheiro de carne assada implorando uma lapada de cachaça.
Nas cidades, havia mais carro estacionado na BR, do que gente andando.
Agoniado com a demora, perguntei a uma idosa: – A senhora vem de onde, madame!
E a idosa: – De Pé de Jaca!
Parecia que a morte era mais pertin, para destacar um sotaque em “in”, do povo do Pajeú.
Sosígenes Bittencourt


(A Cascatinha da Matriz e Manoelzinho de Horácio)
Papai me contava e mamãe assevera que quem construiu essa praça, chamada Dom Luis de Brito, foi Horácio de Barros, pai de Manoelzinho Rangel. Depois, diz que Horácio de Barros não foi à inauguração da obra, porque estava acometido de Tifo. Assistiu ao evento, debruçado na janela de sua casa, na Rua Imperial, popularmente conhecida como Rua do Meio.
Era nessa Cascatinha que Manoelzinho de Horácio tomava cachaça com caramelo de menta, contava piada, soltava lorota e empulhava o mundo. Manoelzinho de Horácio partiu para a Eternidade aos 73 anos, já faz algum tempo. Ele contava que o médico que lhe tirou o baço e garantiu-lhe um ano de existência morreu primeiro.
Certa vez, Manoelzinho de Horácio me contou que fez um frio tão grande em Vitória de Santo Antão que o Leão Coroado, na frente da Estação Ferroviária, saiu do monumento e foi se esconder dentro de uma barbearia do outro lado da Praça. Manoelzinho de Horácio era jogador de futebol. Diz que, um dia, ele foi bater um pênalti, quando o adversário Tenente Índio o ameaçou: – Se fizer o gol, me apanha! Manoelzinho não teve dúvida, furou o gol e saiu correndo do estádio José da Costa, solto na buraqueira, pelo Dique afora.
Sosígenes Bittencourt


Usufruindo dos mimos culinários e dos afagos do atendimento de Iara, envoltos na atmosfera refrigerante de Serra Negra, no Ateliê Café, em Bezerros, o Evereste do Agreste pernambucano.
Sosígenes Bittencourt


Eu e minha dançarina oficial, Maria Goretti Alcântara, nos amostrando, no Baile da Saudade em Vitória de Santo Antão.
Sosígenes Bittencourt


De João Cleofas de Oliveira: A ilusão na Política é mais forte do que no Amor.
De Dr. Ivo Queiroz: Não existe a palavra cansaço no dicionário do meu coração, amo mais o povo do que minha própria vida.
Reflexivo abraço!
Sosígenes Bittencourt

Amanheço morto na cidade. Tomo conhecimento de que morri logo cedo. Sou um morto muito especial, porque posso negar a minha morte, abrir a porta e sair andando, respirando o ar, rever as ruas, os lugares antigos por onde passei quando criança e que o tempo foi modelando, ora para melhor, ora para pior. Posso perceber, agora, que alguns lugares é que morreram. Caminho com um ar importante pelas ruas, porque posso descrever o que desapareceu. O cheiro do Café São Miguel, as meninas do Colégio Municipal, picolé de mangaba, disco de vinil com o retrato de Carlos Gonzaga, sessões dominicais de cinema, com sabor de ping-pong, Rock Lane a cavalo. Sou um morto que pode contemplar o nojo, a paixão e o tédio dos que me rodeiam e me julgam. Tenho direito a mais um dia, um jantar, telefonar para marcar um encontro. Principalmente, ir ao encontro e praticar, meticulosamente, a arte de dar e receber amor, como na milenar receita de Vatsyayana, o Kama Sutra de todo dia. Sinto-me vaidoso de minha morte. Sem esquife, castiçal, lampejo de vela, coro lúgubre de carpideiras e meu derradeiro desfile, horizontal, pela cidade.
Respondo a alguém que me telefona para saber a verdade: Morrer na boca do povo faz mais sucesso do que morrer de verdade. Não é todo dia que se é um morto andando pela cidade.
Sosígenes Bittencourt


De Menotti del Picchia: Esta vida é um punhal de dois gumes fatais: não amar é sofrer; amar é sofrer mais.
De Mário Lago: Eu não tive todas as mulheres que eu quis, mas tive todas que me quiseram.
Reflexivo abraço!
Sosígenes Bittencourt


Nem todo vivo tem a vitalidade nem a sorte de enfrentar a morte como Seu Vital.
Viva seu Vital!
Vital abraço!
Sosígenes Bittencourt


(Na fotografia, as falecidas professora Damariz, minha geratriz, e minha inesquecível tia Ricardina).
É do físico e filósofo francês Blaise Pascal, a síntese do sentimento que desanimou e levou a vida do meu pai: A maior carência do homem é poder fazer tão pouco por aqueles que ama.
Contudo, sua riqueza era dentro do coração, não no mundo. A riqueza invisível e interior do meu pai o identificava, resumida na sentença latina “Homo doctus in se divitias semper habet” (O homem instruído carrega sempre a riqueza dentro de si).
Paterno abraço!
Sosígenes Bittencourt


Pai é aquele que dá bom conselho,
mesmo que não sirva de exemplo.
É aquele que aponta as consequências
do mau exemplo para provar o bom conselho.
Filosófico abraço!
Sosígenes Bittencourt


Escrever é um ato que se pratica sozinho, porém, jamais solitário.
Todo ato intelectual é povoado daquilo que povoa a vida, do mistério que povoa o mundo.
O escritor vive escrevendo.
O escritor morre escrevendo.
Até quando dorme, sonha escrevendo.
Um olho aberto e outro fechado,
uma folha de papel e uma caneta ao lado.
Assim, anda vivendo,
Assim, vive andando,
meio acordado, meio sonhando.
Sosigenes Bittencourt


(Grupo Escolar Cardeal Roncalli)
Diz que é de Vitória de Santo Antão, mas não escalou a Praça 13 de Maio, rumo ao Grupo Escolar Cardeal Roncalli, passando pela Venda de João de Barros Lima, na Feira das Panelas, quando não havia uma estaca fincada no chão nem um barracão.
Sosígenes Bittencourt
Memorável abraço!
Sosígenes Bittencourt


Essa história de ser poeta é dom.
Um bom dom.
O poeta não faz poesia com as flores,
o mar,
o céu,
sem a intenção de que você habite sua poesia:
sinta o aroma das flores,
a imensidão do mar,
o mistério do infinito.
Inspirado abraço!
Sosígenes Bittencourt


O aniversário, ao contrário de comemorar a vida, comemora um tempo que morreu. Por isso, tão bem simbolizado pela velinha que você apaga na escuridão. Porque é, na realidade, a despedida de um tempo que foi e nunca mais será. O passado é o destino, porque é o que se cumpriu e não há possibilidade de modificá-lo. O passado é eterno, porque é um tempo que não tem princípio nem fim, não há como reiniciá-lo nem terminá-lo.
Sosígenes Bittencourt
(Há 12 anos)
(2014-2026)
E POR FALAR EM ANIVERSÁRIO
Festejado abraço!


Na saída do Self-Service, num dia de Sábado, estendo os 2 reais, de esmola, habituais.
Pedinte: – Dia de sábado é 5, professor.
Resposta: – Nesses dias, vou me sentar para pedir ao seu lado.
Tabelado abraço!
Sosígenes Bittencourt


Ensinar, para mim, é uma forma de conviver.
Minha escola é o mundo.
Estudar, para mim, é uma forma de conviver,
Minha escola é o mundo.
Sou professor no que ensino;
no que estudo, sou aluno.
Sou filho de professora Damariz,
meio gente, meio pó de giz.
Fazer poesia é destino,
sou poeta desde menino.
Porém, sou poeta trabalhado,
o meu dom é divino,
mas o estudo é sagrado.
Sosígenes Bittencourt
(Colégio Municipal 3 de Agosto.
19/07/1955
19/07/2026
Sosígenes Bittencourt
