Proprietário da Loja Fantasy, Maderlon Lupercínio, se surpreendeu com a força do carnaval vitoriense.


A origem do uso das fantasias no nosso período momesco vem de longe. Na Grécia, em Roma e no Egito Antigo, as máscaras eram usadas como o “esconderijo” perfeito, para se usufruir da luxúria e dos pecados da carne, sem contrariar as regras do Clero. Já na cidade de Veneza, Itália, em outros tempos, os mais ricos, para participar das festividades em contato com os mais pobres, onde as festas eram consideradas mais animadas, se utilizava das fantasias para cobrir o rosto e cair na gandaia, sem risco de “arranhar” sua reputação. No nosso Brasil – País do carnaval –  o costume deu os primeiros passos no século 19, no Rio de Janeiro, e evoluiu com o passar do tempo, para os focos, onde a festa ganhou contornos próprios.

Pois bem, recentemente, pós-carnaval, conversei com o amigo Maderlon Lupercínio, empresário do ramo de fantasias, há mais de uma década, e que investiu numa loja temática, aqui na cidade.

Sobre o resultado do seu investimento, disse-me ele: “Pilako, eu sou do ramo há tempo, meu foco sempre foi vender em grosso, no Recife e região metropolitana e até para outros estados, mas lhe digo uma coisa: a força do carnaval de Vitória me surpreendeu !! O que produzimos, vendemos. Adereço de cabeça, por exemplo, antes do desfile da Saudade, eu já estava com meu estoque zerado”.

Disse-me ele também que ao contemplar o desfile da Agremiação Carnavalesca ETESÃO, sentiu-se na plateia de um desfile das suas peças, isso porque haviam muitas fantasias,  por ele produzida. Contou-me, inclusive, que seus produtos enfeitaram muitos bailes carnavalescos, aqui e na capital.

Outra coisa que lhe surpreendeu, confidenciou-me, foi a grande demanda de fantasias direcionadas ao público infantil. “Aqui, os pais passam logo cedo a cultura carnavalesca, impressionante!!”. Concluiu Maderlon.

Não obstante a empresa – Fantasy –  produzir também peças para quadrilhas juninas, festas temáticas, bailes de formatura e etc,  o ano todo, para o carnaval 2018, garantiu Maderlon: “estaremos com uma presença mais forte nas festas momescas vitorienses”.

Apelidos Vitorienses: ERALDO BOY

Na coluna Apelidos Vitorienses, hoje, destacaremos o motivo pelo qual o senhor José Eraldo da Silva ficou mais conhecido pela alcunha do que pelo próprio nome. Esse espaço tem como objetivo, entre outros, registrar os apelidos dos vitorienses que ficaram mais conhecidos pelo nome social do que pelo nome de batismo.

Contou-nos o senhor José Eraldo da Silva que quem o “registrou” com o nome social de Eraldo Boy foi o senhor Soares, contemporâneo das “farras e embalos”, ocorridos  na nossa cidade.  Jose Eraldo, que trabalhou com o pai dos nove aos vinte e quatro anos, no segmento de “venda de prestação”, juntamente com o Eraldo Alexandre,  faziam parte do mesmo grupo de jovens.

Para sanar as dúvidas, geradas por existir dois “Eraldos” no mesmo grupo, Soares resolveu apelida-los. Eraldo Alexandre virou “Eraldo Caninha” e José Eraldo da Silva virou “Eraldo Boy”. O “Boy”, contudo,  surgiu justamente pelo estilo “playboy” do José Eraldo que já naquela época – inicio da década de 70 – desfilava com um jeep (59) com rodas de “Talas Largas”- uma novidade para aquele tipo de veiculo.

Portanto, eis aí, o motivo pelo qual o senhor José Eraldo da Silva ficou mais conhecido na nossa cidade pelo apelido do que pelo próprio nome. Eraldo Boy, hoje,  já é um coroa com mais de seis décadas, mas continua – pelo menos no nome – o mesmo “BOY” de antigamente, como ele mesmo afirma. Veja o vídeo:

Atenção COMPESA: o mesmo problema, no mesmo local!

O problema é recorrente. Tempos atrás postamos matéria falando dessa mesma situação, aliás até um protesto – com queima de pneu – foi realizado na localidade, para chamar a atenção da COMPESA, pela falta de iniciativa, naquela ocasião.

Agora, desde o inicio da semana, os transeuntes que circulam pelo entorno da Praça da Restauração, Colégio 3 de Agosto, Antiga Estação Ferroviária e Praça Leão Coroado estão sendo obrigados  a colocar, literalmente, o pé na água com bosta.

Portanto, mais vez: ATENÇÃO COMPESA!!! O problema existe, é recorrente e está esperando uma solução,  desde o inicio da semana…

Apelidos Vitorienses: LINO


Na nossa coluna Apelidos Vitorienses, hoje, contaremos uma história interessante, sobre o senhor Severino Henrique Pessoa de Vasconcelos que, segundo o próprio, muitas vezes chegou a esquecer do nome de batismo, uma vez que – como ele mesmo falou – desde que “se entende por gente” é chamado por LINO.

Pois bem, o apelido de LINO foi colocado por seus pais. Sendo ele o segundo filho mais velho de uma prole de doze. Por incrível que pareça, o  nome de batismo de  LINO – Severino Henrique Pessoa de Vasconcelos – até certo tempo, era algo desconhecido pelos irmãos mais novos. O caçula,  José Reinaldo, por exemplo, só veio ficar sabendo do verdadeiro nome do irmão, aos quinze anos de idade, por conta de uma correspondência.

Outro fato curioso, contado pelo próprio Severino Henrique Pessoa de Vasconcelos, é que o seu filho – que foi registrado por LINO – certa vez, também desconheceu o nome do pai, quando recebeu uma correspondência, no seu ponto comercial.

Também conhecido por “Lino do Engenho”, em função da sua atividade laboral e depois por “Lino Vasconcelos”, face ao sobrenome do pai, podemos afirmar, categoricamente, que o senhor Severino Henrique Pessoa de Vasconcelos é mais um vitoriense que é mais conhecido pelo apelido do que pelo próprio nome. Veja o Vídeo:

 

Doutor Joacir de Medeiros vai começar escrever para o Blog do Pilako.


Ontem (14) tomei a seguinte decisão: hoje vou ao consultório do doutor Joacir de Medeiros. Aliás, há muito venho postergando essa visita, apesar de saber que estava necessitado, em função da flagrante dificuldade de visualizar as letrinhas miúdas, mesmo com os óculos e tudo. Lá, fui informado que minha última consulta havia sido no ano de 2012.

Coincidência danada: por volta 16h, ao me deslocar da maneira mais primitiva da locomoção humana, encontrei o Doutor Joacir, saindo do Restaurante Boteco do Camarão,  fazendo a mesma coisa, com destino ao seu bem equipado consultório.

Eu – amigo Doutor Joacir, estou indo ao seu consultório. Ele – brincadeira!! Eu – sim, acabei de falar ao telefone com uma das suas auxiliares, Jocilene, se não me falha a memória. Ele – rapaz, que coisa boa, então vamos juntos…… E saímos papeando até o seu consultório.

Conversar com o amigo doutor – Joacir – é sempre uma alegria. Além de ser um profissional competente, preparado, zeloso e atualizado, é um camarada portador de uma cultural geral invejável. De tudo ele sabe um pouquinho – das novidades da nanotecnologia ao melhor ingrediente para fazer reboco, em casa de praia.

Pois bem, após os procedimentos técnicos de praxe, exames, colírios, perguntas e etc, refiz o convite, para que ele começasse escrever para o nosso jornal eletrônico, intitulado Blog do Pilako, regularmente, sobre sua área de atuação afinal,  sua participação, na qualidade de colunista, além de enriquecer nosso conteúdo, não deixa de ser, indiscutivelmente, uma boa PRESTAÇÃO DE SERVIÇO À COMUNIDADE.

Ele, naturalmente, agradeceu o convite dizendo: “você já me ofertou outras vezes e eu acabei não me utilizando desse espaço privilegiado. As atividades do dia dia, acaba não permitindo que façamos coisas boas,  como essa, por exemplo. Mas, agora,  vou me comprometer e, daqui pra frente, pelo menos dois artigos por mês, eu lhe envio, pode esperar”.

Desde já, portanto, anuncio que o amigo Doutor Joacir de Medeiros nos brindará com seus artigos. Aliás, deixei-o bem à vontade para escrever sobre o que “lhe der na telha”. Aproveito também para agradecê-lo pela atenção e deferência que sempre dispensa a minha pessoa, desde os tempos em que cavalgávamos juntos, nas noites vitorienses.

Apelidos Vitorienses: TOURO

Dando continuidade a nossa Coluna: Apelidos Vitorienses, onde procuramos destacar os conterrâneos que são mais conhecidos pelo apelido do que pelo próprio nome, hoje, realçamos o motivo pelo qual o senhor Sebastião Ferreira da Silva ficou mais conhecido pela alcunha – TOURO –  de que pelo nome de batismo.

Contou-nos o senhor Sebastião que quando jovem – lá pela década de 1960 – participou ativamente do movimento de “Luta Livre Americana”, ocorrido aqui na Vitória de Santo Antão. Apenas a título de comparação, para os dias atuais, seria uma espécie de UFC e MMA, hoje, praticado em larga escala e com grande difusão, através da mídia televisiva.

Pois bem, o nome da academia, da qual o senhor Sebastião fez parte, chamava-se “Academia Touro Novo”. Ele, o Sebastião, na qualidade de jovem, forte e bom de “briga”, logo foi apelidado de TOURO. Antes, porém, os amigos e familiares lhe tratavam pelo próprio nome ou até pelo carinhoso apelido de “Baixa”.

Hoje, contudo, o senhor Sebastião Ferreira da Silva, continua forte e com muita vitalidade, naturalmente,  não tem mais aquela força, tal qual um touro de verdade, mas ainda exibe uma boa forma física, apesar da idade avançada. Portanto, eis aí, mais um vitoriense que é mais conhecido pelo apelido do que o próprio nome.

Missão Cultural do Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico Pernambucano visita nossa cidade.

O Instituto Histórico e Geográfico da Vitória, sob a batuta do seu presidente, Pedro Humberto Ferrer de Moraes,  face à passagem das comemorações do Bicentenário dos movimentos revolucionário de 1817, ocorridos em solo pernambucano, recebeu no sábado (11) a missão cultural do Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico Pernambucano – entidade estadual do gênero mais antiga do Brasil, fundada em 1862.

Formada por historiadores, professores, médicos, profissionais liberais e etc, a comitiva teve como primeira parada o nosso Monte das Tabocas. Ainda dentro do ônibus,  os visitantes foram recebidos pelo professor Pedro Ferrer que lamentou e, ao mesmo tempo, desculpou-se pelo estado de abandono em que se encontra o nosso Sitio Histórico. Veja o vídeo:

Boa parte dos visitantes, na qualidade de estudiosos e pesquisadores, já conheciam a nossa circunscrição territorial  mais importante, visto que foi aqui – Vitória – que nasceu o sentimento nativista do povo  brasileiro.

O segundo local de visitação foi justamente o Museu do Engarrafamento Pitú,  que fica localizado ao lado da própria fábrica. Lá, além de conhecer a trajetória do empreendimento financeiro de maior sucesso da cidade, em vídeo, o pessoal teve a oportunidade de brindar o encontro.

O terceiro “passo” da programação e ponto alto da visita, por assim dizer, foi a manifestação cívica, realizada na Praça Leão Coroado, símbolo maior  da Revolução de 1817, em nossa cidade. Vale salientar que o logradouro público – Praça Leão Coroado – foi construído pelo então prefeito Eurico do Nascimento Valois, em 1917, para marcar as comemorações do Centenário desse  evento, hoje, comemorado como Bicentenário da Revolução Pernambucana.

Na ocasião, representando o nosso Instituto Histórico, fez uso da palavra, oficialmente, a professora Fátima e esse blogueiro que escreve – Cristiano Pilako. Fechando o ato solene, depositou-se  flores ao monumento, em memória aos heróis pernambucanos e  todos cantaram o HINO DE PERNAMBUCO. Veja o vídeo:

A quarta e última parada “oficial” foi na Casa do Imperador – Instituto Histórico e Geográfico da Vitória. Além do rico acervo do nosso museu os visitantes também tiveram a oportunidade de apreciar a exposição José Marques de Senna: O CARNAVALESCO.

Ao final da jornada cívica cultural, por volta das 13h30, os participantes reuniram-se na Praça de Alimentação do Vitória Park Shopping para o almoço. É oportuno destacar à relevância do acontecimento no contexto do intercâmbio, produzido pelo nosso Instituto Histórico.

Nossa cidade, Vitória de Santo Antão, é órfão de programas e ações governamentais que promova nossa cidade e, sobretudo, sua rica história, com relevância para o nosso estado, para o Brasil e para o Mundo. O chamado turismo cultural é uma espécie de produto sem data de validade, aliás, diga-se passagem: quanto mais antigo,  melhor e mais valioso. Portanto, fica aqui registrado esse importante momento vivenciado na nossa polis, por aqueles que sabem e valorizam a história do nosso município.

Na comemoração do seu aniversário, Dona Margarida mostrou que está afinadíssima!!

São poucas as pessoas que conseguem celebrar sete décadas de vida em grande estilo: em comunhão com Deus, ao lado dos familiares, em sintonia com os  amigos mais próximos e fazendo o que mais  gosta, ou seja: CANTAR. Aliás, diz o ditado: “quem canta, seus males espanta”.

Dona Margarida, esposa do Heleno da Jaca e mãe de Edu, Mesinho e Junior, é uma pessoa iluminada. Portadora de uma simpatia ímpar, comunicativa e equilibrada em todos os sentidos, merece toda nossa admiração e atenção.

Na noite do sábado (11), a família “Rodrigues de Lima”  reuniu as pessoas mais próximas para comemorar os 70 anos, bem vividos,  da matriarca. Na missa, conduzida pelo Monsenhor Mauricio Diniz, destacou-se a ligação da história de vida de Dona Margarida com Igreja Matriz de Santo Antão. Veja O vídeo:

No lado festivo da celebração, Dona Margarida, como sempre, encantou a todos se utilizando dos seu lado artístico. Interpretou canções para todos os gostos, mostrando assim,  que além de ser uma mulher prendada, nas mais diversas atividades da vida, é uma ESTRELA ILUMINADA. Veja os vídeos:

Portanto, na qualidade de amigo da família e admirador de Dona Margarida – Dida, para os mais próximos – fiquei feliz em participar desse evento. Parabéns Dona Margarida e que Deus lhe conceda, pelo menos, mais 70 anos de vida !!!!

Alô Galera!!! Alexandre Ferrer é o cara do carnaval da Vitória !!

Quer faça sol ou chuva. Em ano bom ou ruim. Em ano eleitoral ou em ano sem eleição. Com crise ou sem crise financeira, os diretores das mais variadas agremiações carnavalescas, em nossa cidade ou fora dela, tem um porto seguro com o qual pode contar, sempre. O Engarrafamento PITÚ é a garantia financeira e estrutural para quem promove carnaval, sobretudo na Vitória de Santo Antão.

O que digo aqui, aliás,  não é nenhuma novidade para “seu ninguém”. Em 2017, com crise e tudo, a PITÚ garantiu a “parada” para todo mundo. Ou com dinheiro, ou com trio elétrico, ou com orquestra, ou com camisa, ou com bebidas e sempre com a atenção devida, para com todos que são envolvidos no reinado de momo.  A PITÚ VEM SENDO  O ESTEIO FINANCEIRO DA NOSSA FESTA MAIOR.

Além do interesse direto na festa, os diretores das mais variadas agremiações contam também com um cara que, além da visão holística do mercado, é folião de primeira hora. Ou seja: brinca, bebe, dança, canta e, na medida do possível, ainda participar dos acontecimentos  relativos aos festejos do Rei Momo, nos quatro dias e nas prévias.

Portanto, o  amigo Alexandre Ferrer, diretor da PITÚ, juntamente com sua esposa Verônica, além de abrir sua residência para receber os amigos/foliões,  assim como  as agremiações carnavalescas que por lá desfilam, é um sujeito que,  apesar de já ter prestigio  e fazer parte de um patamar  financeiro privilégiado, estar sempre interagindo e ganhando mais respeito admiração das pessoas, sobretudo os que compõe a comunidade carnavalesca pernambucana e, principalmente, a da terra de José Marques de Sanna.  De resto, escutemos, porém,  o nosso comunicador folião, Regis Souza, com o vozerão que Deus lhe concedeu, anunciar: “ALÓ GALERA !!!!! ALEXANDRE FERRER É O CARA DO CARNAVAL DA VITÓRIA !!!!”

Comercio ambulante e carros de mãos: COM A BAGUNÇA, TODOS SAEM PERDENDO !!!

Não obstante a prefeitura, junto com a CELPE, haver promovido corretamente as ligações elétricas das barracas instaladas na Praça Duque de Caxias, Diogo de Braga e Dom Luiz de Brito, ou seja: dentro do que determina as normas de segurança, com aterramento e cabo energizado chegando por cima, um avanço para  nossa cidade – nesse segmento – podemos dizer que o comércio ambulante do nosso carnaval ainda tem muito que avançar.

O descontrole e a falta de organização nessa área, por parte da prefeitura, parece algo insanável. Mudou a administração, mudou os atores envolvidos, mas parece que a regra usada  para o segmento foi a mesma, ou seja: NÃO TER REGRA.

Não teve TAC, não teve ABTV, não teve ACTV, não teve Polícia, não teve Guarda Municipal, não teve secretário, não teve prefeitoNão teve nada! Nada, Absolutamente nada que pudesse organizar esse segmento, no carnaval 2017, na nossa cidade. Como disse a Doutrora Promotora de Justiça, Joana Cavalcanti, por ocasião da reunião referente à confecção do Termo de Ajustamento de Conduta: “uma coisa é escrever aqui no papel, outra coisa é ação existir na prática”.

Quando uma coisa não funciona, de maneira sistemática, alguma coisa tá errada na sua formatação. No seu conceito. Isso é lógico. Não precisa ser nenhum gênio para saber disso.

Pois bem, já disse várias vezes e em diversas ocasiões que só teremos êxito nessa questão – comercio ambulante  no carnaval – quando mudarmos a maneira de fazer. O comercio ambulante desordenado e os carros de mãos sem controle – machucando a canela das pessoas, quer estejam brincado ou não –  é um desafio  que deverá ser enfrentado por todos que promovem, trabalham e brincam carnaval na Vitória de Santo Antão.  Aliás, em conversa informal,  relatei o problema e o caminho para  solução,  ao novo secretário de Cultura, Turismo e Esporte, Marcos Rocha.

Na minha modesta opinião, até porque não sou dono da verdade, o  trabalho deve ser realizado da seguinte forma:

1º – um cadastro sério dos que trabalham com comércio ambulante no período carnavalesco.

2ª – proibir carro de mão, carroça e etc, comercializando (circulando) qualquer mercadoria,  no percurso oficial do carnaval – É PROIBIR MESMO!!!!!

3º – organizar pontos fixos, tantos quantos  sejam necessários,  para contemplar todos cadastrados, POR SORTEIO, sem politicagem e sem discriminação ou favorecimento a quem quer que seja.

4ª – padronizar os pontos:  toldo, caixa térmica, iluminação,  fardamento e etc.

5ª – padronizar os produtos (patrocinador), os preços e ter apenas um fornecedor para  abastecer todos os pontos fixos, inclusive com o gelo,  logo pela manhã, antes dos desfiles dos blocos acontecerem – nesse caso, os barraqueiros não precisariam  fazer investimento. Eles entram apenas com trabalho. Essa é a forma de ampliar a oportunidade para os que mais necessitam e não tem condições de fazer qualquer investimento. Precisa-se quebrar o monopólio dos “empresários  carroceiros”,  que exploram o trabalho daqueles que não tem dinheiro para investir, aumentando a proliferando e quantidade de carros de mãos  dos “franqueado”.

6ª – as vendas poderão ser realizadas nos pontos fixos ou  itinerante,  com  um isopor no ombro– como é realizado nos estádios de futebol e grandes eventos, tais como:  carnaval de Recife, São João de Caruaru, shows de rock e etc.

Essas, contudo, seriam as regras básicas. Dessa forma, além de combater a invasão dos ambulantes das cidades circunvizinhas, criar-se-ia  um canal direto com os grandes fornecedores, promovendo assim o ambiente desejado para os patrocinadores em potencial  do carnaval investirem na nossa cidade – Cervejaria – Pitú – Uísque, Coca-Cola, energético  e etc.

Sem organização e sem saber o quanto, efetivamente,  se vai vender, ninguém quer investir e, ao final, com a bagunça generalizada,  como vem acontecendo, todos acabam vendendo, por intermédio dos atravessadores – supermercado e depósito de bebidas – e lucrando sem investir nada. A bagunça favorece o NÃO INVESTIMENTO DAS EMPRESAS QUE TEM INTERESSE DIRETO NO EVENTO.

Tudo isso é uma questão de planejamento e sequência de trabalho. Nos anos seguintes as empresas que, por acaso,  ficaram de fora, chegarão com propostas para desbancar a que ficou no ano anterior. Isso acontece, constantemente, nos grandes eventos. Com organização, o carnaval da Vitória passaria a ser um mercado consumidor  cobiçado pela as grandes empresas. É uma equação simples, mas que precisa de planejamento, seriedade, e muito trabalho, com efetividade, sem politicagem e sem interferências menores.

Quando as coisas são levadas a sério, tudo funciona. O carnaval da Vitória, além de toda sua história e simbologia, também precisa ser tratado como um espaço para negócios, que oportunize, para os  que querem trabalhar, ganhar seu dinheiro, e para os que podem e querem brincar, conforto, segurança e alegria. É assim que acontece nas cidades que trata os seus eventos com profissionalismo. Tudo isso, sem fuxico, sem fofocas, sem  “besterol” de política.

Já com relação aos chamados “Paredões de Som”, no percurso do carnaval, apesar de haver um Decreto Municipal regulamentando a ação indiscriminada, podemos dizer que avançamos, mas não resolvemos. Aqui e acolá, os “senhores” donos dos paredões tiraram suas “ondinhas”. A Polícia, esse ano,  visivelmente deficitária, na teve “perna” para fazer valer sua autoridade. No  TAC – Termo de Ajustamento de Conduta – lhe cabia à repressão. Mas, em relação aos carnavais passados, houve uma melhora significativa, sem sombre de dúvida !!!

Com essa matéria, no entanto, encerro minhas observações acerca do carnaval vitoriense 2017. Espero ter contribuído, com opiniões, críticas e sugestões. Para o novo  prefeito, Aglailson Junior, a justificativa para não produzir mudanças, há muitas necessárias, se socorrendo da crise, do pouco tempo e das condições que recebeu a prefeitura, não lhe se socorrerá, nas próximas edições da nossa festa maior que se chama: CARNAVAL SECULAR DA VITÓRIA.

 

Carnaval 2017: Ornamentação, Banheiros Químicos e Iluminação precisam de mais investimento.


Levando em consideração o curto prazo de tempo, da posse dos novos gestores municipais aos festejos momescos, assim como o volume de demandas, em praticamente todas as áreas, podemos dizer que a ornamentação do carnaval, esse ano, ficou razoavelmente satisfatória, além, claro, de haver sido aplicada com um pouco mais de antecedência. Evidentemente, pela tradição e dimensão do nosso carnaval, para os próximos anos, deverá o prefeito Aglailson Junior investir mais,  e  logo nos primeiros dias de janeiro\2018 – carnaval, ano que vem,  será no dia 10 de fevereiro de 2018,  pois, é o clima carnavalesco antecipado que impulsiona à folia, os foliões indecisos, assim como atrai pessoas das cidades circunvizinhas que por aqui circulam, antes do calendário oficial do Rei Momo.

Já com relação à iluminação pública, no corredor da oficial do carnaval, apesar da troca das lâmpadas dos postes, podemos dizer que ficou deficitária. Mas, ao mesmo tempo, anotamos a melhora substancial, em relação ao ano passado. Isso não quer dizer, porém, que ficou bom. Não tem lógica, achar que a iluminação comum –  do dia dia – deverá  satisfazer à necessidade de um evento carnavalesco com a pujança do nosso. Iluminação adequada é determinante à violência e enriquece qualquer festa!!! Isso é fato.

Outro ponto falho,  e que visivelmente faltou investimento, foi nos chamados “Banheiros Químicos”. A quantidade não foi compatível com a demanda. O problema, devemos sublinhar, ainda não ficou maior, devido ao não comparecimento do público, na proporção esperada, em função da onda de violência, alardeada em todo estado de Pernambuco e que também repercutiu no nosso município.

Todas essas falhas e erros são atenuados – não justificados –  tendo em vista,  que a gestão municipal acabara de assumir (60 dias) o governo, publicamente, marcado por uma mudança de gestão onde as dificuldades financeiras foram reais, em várias áreas da administração. Não cabendo, portanto, essas mesmas justificativas para o carnaval 2018.

A função do bom gestor, entre outras, é antever situações e dificuldades e se preparar para as “vacas magras e gordas”. Portanto cabe, agora, ao prefeito Aglailson Junior,  inserir no  orçamento da prefeitura – com uma poupança mensal –  recursos suficiente para a boa  promoção do carnaval vitoriense,  em 2018,  sem rateios e sem colocar a culpa na crise financeira. Daqui pra lá, terá ele obrigação de administrar tudo isso. Se observar que não  vai haver dinheiro suficiente, corta os cargos comissionados, diminuiu salário dos secretários, do vice e do próprio, assim como deve fechar as torneiras do desperdício. No serviço publico, para  ter-se  sucesso, deve-se administrar como se o dinheiro fosse da própria pessoa, sem ser bonzinho com o “chapéu alheio”. O carnaval da Vitória é nossa festa maior e mais tradicional, cabendo, portanto, todo esforço do Poder Publico Municipal.

Hoje é o dia do DJ Marcone!

Criado desde o ano de 2002, quando a UNESCO estabeleceu que o dia 09 de março, seria dedicado aos DJs do mundo inteiro e que deveriam, nesse contexto das comemorações, promover campanhas dedicadas à solidariedade e à caridade, na medida em que os homenageados (DJs) repassariam seus  cachês -– ou parte dele – para às causa humanitárias, que a profissão ganhou destaque, sobretudo na Europa e EUA.

Realçam os profissionais da área: “porque música eletrônica é muito mais do que apertar o play”. Contudo, o dia 09 de março – dia dos Djs – naturalmente, deixa de ser apenas mais uma data alusiva à determinada categoria profissional, como tantas outras,  e sim, um evento mundial que começa ganhar força no Brasil, face a dimensão da celebração,  e amplitude das ações que poderão ser promovidas. Portanto, em nome do Dj Marcone, o mais famoso e mais bem estruturado profissional da região, estendemos nossos parabéns a todos profissionais dessa área, da nossa Vitória de Santo Antão.

Maracatu Quiloanda: organização e amor ao ritmo.


Na noite do sábado de Zé Pereira (25), logo após a saída da Companhia dos Monges em Folia, da frente da Igreja do Rosário, acompanhei a passagem do Maracatu Quiloanda. Com sede no Bairro da Bela Vista, esse grupo, com cinco anos de fundação, ensaia aos domingos, durante o ano todo, na praça do meso bairro.


Formado por pessoas dos mais variados segmentos, dentro dos quais destaco meu professor José Severino, o grupo também é um exemplo de organização e comprometimento com as raízes da nossa cultura. Na passagem aludida registrei a animação da senhora Alaíde que, com mais de oito décadas de vida, demonstrava total vitalidade e intimidade com o ritmo. Ela é uma das fundadoras  da agremiação e mãe da presidente,  Fátima Maior. Olhe um bom exemplo de vida. Veja o vídeo:

Registros do carnaval vitoriense 2017.

Nos quatro dias de folia, na nossa Vitória de Santo Antão, nossas lentes registraram muitas coisas curiosas. Na qualidade de membro da Orquestra Ciclone, regida pelo Maestro Givaldo, destacamos o animado músico que além de executar os frevos,  com excelência, dançava e pulava  com  sua tuba, dando um show à parte. Veja vídeo:

Destacamos também o malabarismo de um artista vitoriense, registrado em vídeo, no Pátio da Matriz, onde o mesmo  vive, juntamente com outros da sua categoria, circulando pelo Brasil e até por outros países. Veja o vídeo:

O carnaval vitoriense, apesar dos pesares, continua sendo um espetáculo de criatividade e amor à causa. Aqui, temos o que ninguém tem, ou seja: o povo como matéria prima. Nada se faz necessário importar…

O “camarote” do Cornélio tem uma das melhores vistas do percurso oficial do carnaval vitoriense.

Devido as minhas atividades carnavalescas, referente ao desfile da SAUDADE, não pude honrar o convite recebido pelo amigo Cornélio, de comparecer ao seu especial camarote no sábado de Zé Pereira (25), no domingo (26) e na segunda (27), mas, na terça (28), livre das minhas obrigações carnavalescas, lá estive e pude constatar o quanto perdi.

Cornélio, juntamente com seus familiares, configura-se no tipo de pessoa que sente prazer em receber amigos em sua residência. Cobra a presença, não deixa faltar nada, agrada pra lá, agrada pra cá, serve comida e bebida para todos os gostos e ainda tem a localização do seu  “camarote” com uma das vistas mais privilegiada de todo percurso oficial do carnaval vitoriense.

Não poderia, portanto, deixar de fazer esse registro,  pela gentileza do amigo Cornélio que, além de ser um folião animado, é um sujeito amigo dos amigos e que também contribui com as boas causas da cidade. Em nome de todos os seus amigos, que usufruíram das delícias do seu particular “camarote”, muito obrigado!!!

Agtran no carnaval 2017: boa vontade, mas com estrutura deficitária.

Apesar do numero reduzidos de pessoal, para desempenhar a função com eficiência, algo tolerável para uma gestão municipal que foi empossada há dois meses, devemos destacar a atuação dos agentes da AGTRAN, no esquema do trânsito para carnaval 2017.

Acredito que a boa vontade de todos suplantou, em parte,  as dificuldades, sobretudo para as atuações pessoais dos amigos Evaristo e Barros. Ambos contribuíram de forma acentuada para o bom andamento do carnaval. Aliás, mesmo com as dificuldades inerentes ao inicio de qualquer administração pública, esse ano (2017), realizou-se uma operação que neutralizou uma dificuldade recorrente. Ou seja: viabilizar a chegada,  ao bairro do Livramento, na tarde do sábado de Zé Pereira, do trio Asas da América, para saída do Bloco Papaleguas.

Para isso, se fazia necessária uma operação pontual, na horário da manhã, no mesmo sábado (25),  na Avenida Silva Jardim, com a  não permissão do estacionamento dos carros, em uma das vias. Nesse caso apontado, por exemplo, relatei  pessoalmente as dificuldades ao agente Barros, em reunião na sede da ABTV e, na mesma ocasião,  expliquei quais medidas deveriam ser tomadas. Com boa vontade e eficiência,  as medidas foram tomadas e conseguimos nos antecipar ao “velho problema de sempre”. Isso demonstra COMPROMETIMENTO, algo raro no serviço público.

O fechamento das ruas, nos dias que antecederam a folia e nos quatro dias principais, funcionou razoavelmente bem. Houve uma diminuição considerável de motos no percurso oficial e os desfiles fluíram, relativamente sem problema.

No desfile da SAUDADE, por exemplo, fomos obrigados a ser socorrido pela habilidade do motorista do trio Asas da América – Jardel – para atenuar os efeitos de um carro que ficou estacionado justamente no cruzamento da Avenida Mariana Amália com a Rua Melo Verçosa, em pleno percurso oficial da folia.

Se faz necessário, desde já, que a nova gestão municipal, sob o comando do prefeito Aglailson Junior, procure realizar reuniões, pós carnaval, para que se faça avaliações , dos acertos e dos erros, para que na  próxima edição (2018),  não sejamos obrigados  começar do “zero” novamente e continuar elencando as mesmas falhas.

Esse tipo de trabalho, é importante salientar, que é quase impossível de ser realizado com sucesso se não houver contratação de gente qualificada para o serviço. Faltou também campanhas educativas para orientar os foliões a deixar seus veículos em casa. Precisa-se, naturalmente, montar uma força tarefa antes do carnaval, para que as coisas funcionem sem um acentuado número de improvisos. Nesses casos, o planejamento é a melhor ferramenta de trabalho.

Com a volta do percurso dos trios pela Matriz e com o palco na Duque de Caxias o carnaval ficou mais animado.


Hoje (08) pela manhã registrei em foto a Praça Dom Luiz Brito, popularmente conhecida por “Praça da Matriz”. Como se vê, após o carnaval 2017, nada dela foi destruído ou arrancado, como apregoavam os comandantes da gestão municipal anterior. Lá, continuam: a pirâmide, os coretos, os bancos, os jardins, o “V”, os banheiros, o palco….Nada!! Nada foi destruído. Das duas, uma: ou na gestão anterior não haviam  pessoas capacitadas para fazer essa avaliação,  ou mentiram para a população,  apenas por capricho. A comunidade carnavalesca, lá na frente, cobrará essa fatura.

Um diretor de agremiação carnavalesca – que não direi seu nome para não expô-lo – disse-me: “viu como ficou melhor, passando  pela Matriz”. Eu – claro, sempre falei isso, mas só  eu reclama e “gritava” publicamente. Ele – “ quem era doido falar… se tava todo mundo mamando no sistema”…

Pois bem, desde o primeiro dia em que nos reunimos com Marcos Rocha – ainda em dezembro – lá na sede da ABTV – disse-lhe que a volta do percurso pelo Pátio da Matriz seria algo natural. Com essa medida e a ativação da folia na Praça Duque de Caxias, garantia-se uma  melhoraria no clima do carnaval em pelo menos  50%.

A nossa sugestão – ABTV – em promover uma das vias da Avenida Silva Jardim, como ponto de partida para os blocos que desfilam com trio elétrico,  assim como passagem obrigatória para os que tem como ponto de partida o bairro do Livramento, demonstrou , nitidamente, que quando as coisas são pensadas com seriedade,  por pessoas que “entende do traçado”, tudo funciona.

Deve-se também, aqui, destacar, para o êxito dessa operação, as atuações dos secretários municipais Bio da Morepe e Darlan. Ambos,  realizaram com total boa vontade e presteza as intervenções necessárias,  para que as coisas fluíssem com sucesso. As árvores do trecho aludido, por exemplo,  foram várias vezes podadas, para que as coisas fossem “se encaixando”.

Com relação aos fios que cruzam o percurso oficial do carnaval, esse ano, ABTV, CELPE e PREFEITURA trabalharam em conjunto e as coisas,  se não ficaram 100%, avançaram muito, todos contribuíram para o melhoramento dessa demanda, há muito necessária. Em parceria tudo fica mais fácil.

Com relação à volta do foco carnavalesco e o palco para Duque de Caxias – “Eterno Quartel General do Frevo” – não observamos maiores dificuldades, em função da passagem das agremiações. O palco funcionou, cumpriu seu papel, os artistas se apresentaram sem que fosse necessário “sacrificar” quem quer que seja. Mais uma vez, ficou provado que quando se tem coordenação, ninguém atrapalha ninguém, e o carnaval cresce,  e o folião é que sai ganhando.

Como já falei anteriormente, com a chegada da nova gestão municipal, a comunicação e o dialogo, entre as associações representativas do carnaval, dirigentes de agremiações e demais atores envolvidos, funcionou, sem ranço,  sem travamento. O atual secretário de Cultura, Turismo e Esporte, Marcos Rocha, é uma pessoa fácil, leve e com vontade de acertar. Se lhe falta experiência na área carnavalesca, lhe sobra, contudo,  serenidade e educação para ouvir e dialogar. Mas,  não devemos esquecer, porém,  que alguns pontos do carnaval não funcionou  como deveria e da maneira que ficou acertada. O comercio ambulante e os carros de mão, por exemplo,  serão frutos dos  nossos temas,  nas postagens de amanhã.

Apesar dos pesares, em 2017, Vitória vivenciou um bom carnaval.


Acabamos de concluir mais um ciclo carnavalesco na nossa cidade, Vitória de Santo Antão. Foi mais uma edição do nosso secular carnaval. Aqui e acolá, repito a seguinte frase: ninguém é dono do carnaval da Vitória, todos irão passar e o carnaval continuará!!!

Para analisarmos e opinarmos sobre nossa festa maior – Carnaval da Vitória – com mais  equilíbrio e dimensão,  deveremos inseri-la em vários contextos. Nossa polis não é um ilha. O carnaval de Pernambuco,  em 2017,  sofreu um forte golpe com uma  onda de violência nunca vista, alardeada pelos que tinham interesse particular no fracasso do evento,  como um todo. Sem esquecer, da cruel crise financeira – que é real –  que afetou diretamente o povão,  em função do “Monstro” do desemprego.

Até parece que o carnaval é a “locomotiva da violência”.  Na verdade,  quem alimenta e produz assassinatos em série é o chamado tráfico de droga. Mas,  sobre esse assunto,  os governantes não querem se aprofundar. Buscar soluções na raiz dos problemas é mexer com as  “estruturas de poder”,  já montadas, e , se confrontar, definitivamente, não faz parte do “cardápio” de interesse dos políticos, de maneira geral.

Pois bem, apesar dos pesares e de todo clima de terror, tivemos um bom carnaval. Com exceção do evento trágico, ocorrido no final da tarde do sábado de Zé Pereira e de alguns arruaceiros,  na noite do mesmo dia, no Pátio da Matriz, nos quatro dias de folia a cidade respirou clima de carnaval.

Na qualidade de pessoa que acompanha carnaval há muito tempo posso afirmar, categoricamente, que nossa cidade, Vitória de Santo Antão, nunca se promoveu tantas prévias carnavalesca, chegando ao ponto, curiosamente, de faltar espaço público para serem realizadas, simultaneamente em um  mesmo bairro.

Em 2017, com a mudança na gestão municipal, inaugurou-se uma relação nova entre o secretário de cultura, turismo e esporte – Marcos Rocha – com as entidades representativas do carnaval local – ABTV e ACTV. Houve trocas de ideias, intercâmbios e entendimentos que promoveram ganhos para todos, não obstante o prefeito Aglailson Junior,  no quesito investimento aos  reais promotores da festa,  haver se nivelado, já no seu primeiro ano da gestão, ao ex-prefeito Elias Lira, quando o mesmo negou e suprimiu, pela primeira vez na história carnavalesca da cidade, o repasse financeiro, por parte da prefeitura,  às agremiações locais. Elias Lira inaugurou esse ciclo e o Aglailson Junior acompanhou sua  trágica ideia.


É bem verdade que o “crime” cometido pelo gestor anterior sempre será maior, em função de estar pilotando o governo continuamente há mais tempo, diferentemente do atual gestor que recebeu, há poucos meses,  a prefeitura, publicamente, deficitária. Mas, se realmente o novo prefeito quisesse fazer um gesto com os diretores das  agremiações, sobretudo com as que tem  orçamento mais apertado, e marcar um “gol de placa”,  deveria ele, chamar todos,  e parcelar a contribuição. Seria uma atitude que o aproximaria dos promotores do carnaval vitoriense.

Ninguém iria lhe censurar por isso, muito pelo contrário, ele iria “ganhar pontos”. Faltou-lhe, no meu modesto entendimento, boa vontade, visão administrativa e reconhecimento aos verdadeiros promotores do carnaval local. Faltou também, no seu governo,  alguém para orienta-lo, nessa questão. Se no ano que vem ele chegar com o “dobro” da ajuda, a referida medida será boa, mas já será encarada como um “ato político”, em função do calendário eleitoral e dos seus interesses particulares na disputa e questão.

De resto, devemos agradecer a Deus pela vida que segue, ao Glorioso Santo Antão pela proteção e partir, animadamente,  para a confecção do próximo carnaval (2018). Na medida do possível estaremos, até a próxima sexta (10),  postado nossas impressões sobre a recente edição do  carnaval vitoriense. Falaremos sobre a volta do percurso pelo Pátio da Matriz, o palco montado na Praça Duque de Caxias, o bagunçado mercado ambulante e o problema “insolúvel “ dos carros de mãos, ornamentação e demais pontos vinculados aos nosso tríduo momesco.