Uma das minhas tarefas escolares: faltam-me palavras para explicar gigantesca magnitude!!

Segue,  abaixo, o conteúdo, na íntegra, de uma das minhas  tarefas  escolares. O professor nos pediu, para ser entregue na próxima segunda (03),  um resumo que contemplasse os quatro períodos  da história – Antiga, Média, Moderna e Contemporânea – ligando-os à LDB – Leis de Diretrizes de Base. Eis aí, minha tarefa pronta.

No contexto histórico da civilização humana, que teve inicio na Pré-história, ou seja: tudo aquilo que se viveu antes da invenção da escrita, atualmente, dividimos o outro pedaço em quatro “tempos”: Idade Antiga, Idade Média, Idade Moderna e Idade Contemporânea.

Evidentemente que no transcorrer dessa longa jornada, vivenciada pelo homem, a mulher e o próprio tempo – até porque ele (tempo) também morre – catalogamos um turbilhão de alterações, de ordem natural e humana. Para cada descoberta, um novo horizonte. Para cada novo conhecimento integralizado ao cotidiano, uma transformação geradora de tantas outras transformações. Um roteiro sem precedente, nunca antes rabiscado, para melhor dizer: faltam-me palavras para explicar gigantesca magnitude!!

O “bicho humano” é um animal poderoso. Mas, apesar de toda supremacia, ainda não conseguiu, entre muitas, resposta concreta para justificar o motivo pelo qual “nascemos  sem pedir e morremos  sem querer”. Eis aí, então, um dos grandes mistérios da nossa existência e que deverá permanecer inquietando o “rei dos animais”, ainda, por muitas Idades, jornadas e ciclos universais.

No tocante aos avanços civilizatórios, recortados em periodicidade temporais esses, contudo, nos arvoramos a enumera-los, mesmo que de maneira superficial. À fixação do homem na localidade que lhe ofertou seu sustento, antes, andarilho e nômade, em função das descobertas na agricultura e outras maneiras de se alimentar, juntamente com o inicio do processo do que hoje chamamos de cidade, a cultura Greco-romana e o surgimento dos messias, Jesus de Nazaré e Maomé, marcaram, de maneira sublinhada, o espaço de tempo da história da humanidade que aprendemos a chamar de Idade Antiga.

Com a queda do Império Romano do Ocidente, em 476 (d.C.), dar-se início a chamada Idade Média. Nesse período marcado por um milênio (século V ao século XV) a civilização, sobretudo europeia, é pontuada pelo regime feudal e pela escolástica – filosofia que uniu a fé e a razão. O Cristianismo, à época, ganhou corpo e reproduziu, num só tempo, aqui na terra, o céu e o inferno. Nesse período, contudo, registra-se também o surgimento das primeiras universidades.

Além das grandes navegações, que chegou à Índia e ao então desconhecido Continente Americano, foi à tomada de Constantinopla, pelos turcos otomanos, em 29 de maio de 1453, que marcou o inicio da chamada Idade Moderna, Esse período,  mais curto entre todas “Idades”, também é considerado,  por muitos historiadores, como “Tempos Modernos”, por considera-lo inacabado.

Nesse contexto temporal, mais próximos dos nossos dias, aconteceram as transformações que marcam o nosso cotidiano civilizatório, sobretudo, aqui, no “mundo” Ocidental. A efetivação do sistema capitalista, por exemplo, é fruto desse recorte da história. A Revolução Francesa, ocorrida em 1789, marca o fim dessa Era. O movimento renascentista, a teoria da evolução das espécies e o aprofundamento dos estudos científicos, entre outros, são fatores determinantes que tiveram inicio nesse período, pontos fundamentais para o  macro-entendimento do processo, no qual, hoje, estamos imersos.

A partir da Revolução Francesa, porém, abra-se a chamada Idade Contemporânea, também chamada de Contemporaneidade. Nesses duzentos e poucos anos, que vem marcando o período atual, ocorreram duas grandes guerras mundiais, fruto, entre outras coisas, da ganância desenfreada, gerada pelo sistema capitalista. Se antes  já havíamos vivenciados os chamados: Teocentrismo, Geocentrismo, Antropocentrismo e Heliocentrismo – não necessariamente nessa mesma ordem – hoje, estamos diante do enorme desafio de conjugar a vida humana em detrimento ao novo processo que se abre na sociedade atual, que o chamo de “TECNOCENTRISMO”. De resto, esperamos, de alguma forma, que os estudiosos brasileiros saibam introduzir, de maneira equilibrada, gradual e continua essa  importante ferramenta – internet – que dispomos, nesse novo  processo de aprendizado que se apresenta desafiante, em particular, no nosso Brasil. A LDB – Leis de Diretrizes de Base – é um dos  espaços consagrados para esse importante debate.

 

ATO EM DEFESA DO TRANSPORTE ESTUDANTIL INTERMUNICIPAL.


Está marcado, para o dia 1º de abril, em Vitória de Santo Antão, PE, um ato em defesa do retorno do transporte estudantil intermunicipal. A data é simbólica: representa uma tradição de “meias verdades”, falta de transparência e desrespeito da prefeitura para com os estudantes usuários desse transporte. O serviço que vem sendo oferecido há pelo menos dezesseis anos pela prefeitura da cidade foi cortado de repente, deixando mais de mil estudantes desamparados. Muitos desses, sem poderem custear as passagens diárias para a capital, viram-se obrigados a trancarem o curso na faculdade. Apesar do momento atual ser crítico, o descaso com os universitários do município tem uma longa história.

Entre as regiões interioranas, não é apenas o município de Vitória que costuma (ou costumava?) disponibilizar ônibus para transportar estudantes até Recife, de modo que esses possam ter acesso a cursos superiores que, na maioria das vezes, só existem nas faculdades da capital. As cidades de Pombos e Carpina, por exemplo, mesmo sendo municípios menores e, portanto, com menor arrecadação de impostos, também oferecem o mesmo tipo de serviço, porém, com veículos minimamente descentes e com a manutenção em dia, sendo, por isso mesmo, bem mais seguros.

Nesse sentido, muito antes do serviço ser descontinuado, os usuários do transporte intermunicipal de Vitória sempre reclamaram do risco de vida que corriam nas estradas devido às condições precárias dos ônibus. Não foram poucas as vezes em que esses veículos apresentaram defeito em plena pista. E, se o risco de acidente por falha mecânica já poderia ser considerado alto, os ônibus ainda costumavam quebrar em horário noturno, deixando os passageiros vulneráveis a assaltos.

Diante de tudo isso, em 2013, os estudantes se reuniram e deram origem ao movimento que ficou conhecido como #RegulaBusão. Visando cobrar condições mínimas de segurança e humanidade no uso dos ônibus, esse movimento estudantil já organizou diversas passeatas e marcou reuniões com vereadores e representantes da prefeitura para apresentar e cobrar suas pautas.

Dentre os avanços obtidos, está o decreto do então prefeito da cidade em 2015 para “regulamentar” o transporte. Entretanto, a regulamentação nunca foi, de fato, efetivada. Esse decreto sempre foi insuficiente para que a prefeitura, em sua totalidade, reconhecesse o transporte como um direito real, mesmo com cerca de trinta e cinco viagens diárias e aproximadamente mil estudantes atendidos por quase duas décadas. Aos poucos, sem revisão, os ônibus foram sendo sucateados e os estudantes, cada vez mais, sofriam com o desrespeito.

Assim, devido à indignação desses, o movimento #RegulaBusão teve seu ápice numa audiência pública na Câmara Municipal em 12 maio de 2015, quando se reuniram cerca de 200 estudantes para cobrar a regulamentação definitiva do transporte estudantil intermunicipal. Porém, a câmara alegou não haver recursos municipais para arcar com os custos de um transporte regulamentado (ainda que esse mesmo transporte já estivesse sendo custeado há anos de forma irregular). Logo, a audiência teve um final negativo e o “status quo” foi mantido.

Desse modo, a situação do transporte agravou-se no começo de 2016. Com o aumento do número de estudantes e também redução da frota de ônibus disponíveis (pela falta de manutenção), as condições do serviço prestado aos universitários se revelaram vergonhosas. Aproveitando o ano eleitoral, os estudantes, então, passaram a se mobilizar para conhecer os candidatos a prefeito e convencê-los a assinarem um termo de compromisso com a situação alarmante do transporte intermunicipal. Apenas um dos candidatos recusou-se a assinar o termo. Por infeliz coincidência, esse se tornou, por fim, o prefeito eleito para governar o município de Vitória a partir de 2017.

Mesmo assim, já no dia 05 de janeiro de 2017, um grupo de estudantes teve a primeira reunião com representantes da prefeitura para discutir a situação do transporte. A nova gestão (que tinha a renovação da frota de ônibus como uma das promessas de campanha em 2016) justificou a ausência do transporte, num primeiro momento, afirmando ainda desconhecer as contas pendentes da prefeitura e precisar de tempo para os trâmites burocráticos naturais de uma transição de governo. Contudo, passados dois meses, o discurso muda, as justificativas se tornam orçamentárias e o serviço segue sem prazo de retorno. Na verdade, desde o início da nova gestão, os antigos ônibus sequer serviram aos estudantes em algum momento.

Por fim, é necessário ressaltar que a ausência do transporte estudantil intermunicipal é um problema que afeta a cidade como um todo. Pois, apesar de parecer um problema isolado, suas consequências levarão a um significativo agravamento da desigualdade social em Vitória de Santo Antão. É certo dizer que muitos futuros profissionais vitorienses, inevitavelmente, terão de escolher aquilo que terão de abandonar: o curso ou a cidade. Em ambos os casos, Vitória perde. Em ambos casos, perdemos, todos.

Movimento RegulaBusão.

Professora Jarbas: UM PATRIMÔNIO VIVO DA TERRA DO MESTRE ARAGÃO.

Casualmente, há meses, encontrei a professora Jarbas. Disse-me ela: “tenho um presente para você”. Na qualidade de leitora assídua do nosso jornal eletrônico, intitulado Blog do Pilako, e que, naturalmente, acompanha nossas postagens de conteúdo histórico, sobretudo realçando o cotidiano da nossa polis, trouxe-me um exemplar do Anuário dos municípios pernambucanos, relativo ao ano de 2015. Logicamente, agradeci a gentileza.

Trouxe-me também, para a devida apreciação, uma fotografia memorável, datada de 1969, ou seja: com quase 50 anos. Professora Jarbas é uma figura. Apesar das muitas primaveras matem-se totalmente ativa e é portadora de uma memória privilegiada. Atualizada com as novas tecnologias, também interage com vários grupos, no face e no zap, com a mesma  desenvoltura de uma adolescente.

Sobre a foto, disse-me ela: “aqui eu estava com 28 anos”. Relatou, inclusive, detalhes desse dia. “essa fotografia foi numa Festa do Livramento. Naquela época, também se armava parque em frente ao Colégio 3 de Agosto. Doutor Mário Bezerra não está na foto porque ele estava socorrendo um aluno para o hospital, que havia se acidentado”.

Disse ainda o nome dos professores, que estão na fotografia: da esquerda para direita: Jarbas (ela), Gilvanete, Valdomira, Carlos, Maria do Carmo, Nivaldo, Helon, Adeilda, Ubirajara, Lenira, Bibiano, Zuleide, Claudio, Valdinete, Eliáuria, Irecê, Terezinha e Jaime.

Concluímos nosso bate papo, falando do seu filho, Ivair, meu amigo das antigas. Portanto, é oportuno dizer, que conheço a professora Jarbas desde o tempo que me entendo por gente e, indiscutivelmente, é um dos patrimônios vivos da Terra do Mestre Aragão.

Operação Lava Jato: “O Quinto do Ouro” – o cerco tá se fechando!!!

Na manhã de hoje (29), através do noticiário televisivo, tomei conhecimento de mais uma fase da Operação Lava Jato, desta feita, intitulada “O Quinto do Ouro”. A referida expressão faz uma ligação direta com o termo surgido no então Brasil- Colônia, o famoso “Quinto dos Infernos”.

Aliás, narram os historiadores que a expressão diz respeito ao tanto (20%), que obrigatoriamente, pagava-se de imposto à Coroa Portuguesa, na extração do ouro brasileiro. Diz-se também que a origem da frase, dita pelos nobres, na direção dos cobradores de impostos era: “vá buscar o quinto nos infernos”. Em Portugal, nessa mesma época, as pessoas também se referiam às nossas terras como lugar distante e remoto, usando a mesma expressão: “lá nos quintos dos infernos”.

Pois bem, dentro do mesmo tema – Operação Lava Jato – recentemente, a ex-corregedora nacional de justiça, Eliana Calmon, colocou mais um ponto de interrogação na atuação  da magistratura brasileira, em todas as esferas, no que diz respeito à isenção. Disse ela:

” A Odebrecht passou mais de 30 anos ganhando praticamente todas as licitações que disputou. Enfrentou diversas empresas concorrentes, muitas com uma expertise semelhante, e derrotou todas. Será que no Judiciário ninguém viu nada? Nenhuma licitação equivocada, um contrato mal feito, que ludibriasse e lesasse a nação? Ninguém viu nada? Por isso eu digo que algo está faltando chegar até este poder. Refiro-me ao Judiciário como um todo, nas três instâncias”

E ainda completou:

“Na minha terra, na Bahia, todo mundo sabia que ninguém ganhava nenhuma causa contra a Odebrecht nos tribunais. O que eu questiono é que em todas estas décadas em que a empreiteira atuou como organização criminosa nenhum juiz ou desembargador parece ter visto nada… E até agora nenhum delator mencionou magistrados”

Muito bem, diante das declarações de quem tem autoridade para falar da “cozinha” do Poder Judiciário, parece-me que, com essa operação (Quinto do Ouro), deflagrada pela Polícia Federal, hoje, na direção dos conselheiros do Tribunal de Contas e da Assembleia Legislativa, ambos do Estado Rio de Janeiro, começa-se alcançar um grupo de “comparsas” estratégico, no sistema endêmico da corrupção, no País da novela e do Futebol.

É justo que o  Estado de Rio de Janeiro, principal locomotiva cultural, social e econômica do então  Brasil, pós  independência, , seja também o primeiro a ser assepsiado no contexto da corrupção nacional, que aliás, devemos dizer: o sistema, lá implanto, para roubar a nação,  em maior ou menor grau, também é moeda corrente em todos os estados da federação. Não tenho a menor dúvida de que o ex-governador do Rio, Sérgio Cabral, não inventou a “roda”, muito menos o “fogo”, que por hora lhe queima, assim como sua mulher e  boa parte do seu bando. “Espremendo”, o sistema nos estados, e depois nos municípios, logo logo o “carnegão” também aparecerá.

Portanto, na qualidade de brasileiro comum, começo a colocar ainda mais fé nos magistrados que comandam a histórica Operação Lava Jato e que tem, entre outros objetivos, entregar o Brasil aos brasileiros, algo, diga-se de passagem, que nunca ocorreu, nos seus 517 anos, dois meses,29 dias e algumas horas de “ocupação”.

Apelidos vitorienses: NININHO

Dando continuidade a nossa coluna – Apelidos Vitorienses – que tem por objetivo revelar o motivo pelo qual alguns conterrâneos ficaram mais conhecido pela alcunha do que pelo próprio nome de batismo, hoje, revelaremos a história do senhor Valdemiro Severino dos Santos.

Contou-nos o senhor Valdemiro Severino dos Santos, filho mais novo de uma prole de cinco filhos, que sua mãe, ao sentir alguns problemas de saúde e procurar seu médico, recebeu a notícia que estava grávida, mesmo depois de haver realizado, há oito anos, a cirurgia de “ligação”. O curioso é que a notícia da gravidez foi dada pelo mesmo médico que havia realizado a referido procedimento cirúrgico.

Pois bem, após não se conformar com o nome que foi atribuído, pelos pais,   ao recém-nascido – Vademiro – por achar grande,  para uma criança tão “pequenininha”, sua madrinha, que tem como apelido Nanãe, começou a lhe chamar de “Pequenininho”. Do então “Pequenininho”,  derivou-se  o desde cedo e  atual apelido,  NININHO.

Segundo NININHO, hoje, apenas um antigo empregador, Zé Andrade, lhe trata pelo nome formal. Eis aí, portanto, a história do senhor Vademiro Severino dos Santos que é um  dos conterrâneo mais conhecido pelo apelido do que pelo próprio nome.

Um presente raro, sem duplicata…

Por generosidade do presidente do Instituto Histórico e Geográfico da Vitória, professor Pedro Ferrer, recebi, recentemente, uma fotografia, retocada à lápis grafite, do meu avô materno, Célio Meira. Aliás, na AVLAC- Academia Vitoriense de Letras, Artes e Ciência – fui empossado, na qualidade de acadêmico, justamente para defender, entre outras cosas, sua obra e o seu legado.

Acredito que gostar ler e escrever não seja algo que esteja diretamente ligado ao nosso DNA. Mas também não podemos dizer que o ambiente pelo qual o sujeito seja criado não interfira, frontalmente, na sua formação e nos seus interesses.

Posto isso, contudo, não acredito que trago na minha composição genética o interesse pela leitura e pelo prazer em escrever, diariamente,  tal qual esteve presente  na rotina do  meu avô (Célio Meira), durante toda sua existência, no mundo dos vivos. Ler e escrever, todos os dias, muitos dos quais, por várias horas, para mim, é algo normal e, vale salientar, prazeroso. Aliás, não troco uma leitura do meu interesse, por nenhum outro programa. Leio de tudo: de bula de remédio à artigo acadêmico, de jornal antigo à postagem instantânea na internet.

Portanto, para concluir, gostaria de agradecer ao amigo Pedoca, pela gentileza da peça rara, retratando o bom vitoriense, Célio Meira –  pai da minha mãe, Anita Garibaldi – que atuou dentro e fora da nossa cidade como escritor, jornalista, cronista, contista, advogado e promotor de justiça, além das passagens marcantes pelo Instituto Arqueológico Pernambucano e Academia Pernambucana de Letras, essa, na qualidade também de presidente.

Câmara de Vereadores: “O mais inocente que tem aqui, come o doce sem abrir a lata”, da tribuna, confidenciou o experiente vereador Mano Holanda.

Em qualquer pesquisa de opinião pública, realizada nos quatro cantos do nosso País cujo o tema seja credibilidade, pode ficar certo que a categoria dos políticos ficarão em último lugar. Isso é fato! Evidentemente que todo esse desgaste, na imagem dos políticos,  não é fruto do acaso nem muito menos é algo pontual. Indiscutivelmente a explicação se socorre do acúmulo de sucessivos abusos, das corriqueiras pilantragens e do chamado “conto do vigário”, no qual os nossos políticos, em todas as esferas do poder, incorporaram como práticas comuns, aos seus respectivos exercícios de mandatos. Claro, há algumas raríssimas exceções nessa regra.

Pois bem, semana passada os nossos parlamentares municipais aprovaram um regramento na concessão das chamadas “diárias remuneradas”. Para botar “molho” na questão, aconteceu uma queda de energia no bairro, no mesmo horário da sessão, e, segundo comentários, os vereadores promoveram uma espécie de reunião à “luz de celular”, colocando assim, de maneira prática, um ingrediente oriundo da opacidade na decisão.

Nas rodas de conversas, nas mais variadas situações, assim como nas redes sociais o tema suscitou densas críticas ao nosso parlamento local, sobretudo aos nossos legítimos representantes, até porque, vale lembrar, fomos nós mesmos que os “entronamos”, lá.

Todo esse alarido, em torno das decisões da nossa Casa Legislativa, é salutar e deve ser incentivado. Isso é um dos pilares do regime democrático. Mas, no meu modesto entendimento, achei que se desperdiçou muita energia com o alvo errado. Aliás, alguns dos vereadores que se posicionaram contra o projeto – direito que lhe assiste plenamente – ao meu ver, se socorreram do chamado “jogo de cena”.

Ora !! O problema não reside na aprovação do regramento das diárias remuneradas, mas sim na forma pela qual elas (diária) serão concedidas pela mesa diretora da casa, daqui pra frente. Esse sim – para o zelo do dinheiro público – deveria ser o ponto nevrálgico da peleja, que aliás a maioria da população, coitada!!, Não tem a menor noção de como funcionam essas coisas no nosso Poder Legislativo.

Pois bem, concessão de diárias é uma ferramenta indispensável à boa gestão. Seja no setor público ou privado. Diária remunerada é imprescindível ao mundo corporativo. Imagine, por exemplo, um executivo gabaritado ou um diretor de um importante sindicato, toda vez que for se deslocar a trabalho, ser obrigado a ficar calculando despesas e apresentando notas fiscais aos respectivos departamentos financeiros? Achar que a fixação e o regramento de diárias remuneradas é um privilégio é algo menor nesse debate, sobretudo para os que conhecem um pouco de gestão, seja ela  pública ou privada.

O que a mesa diretora da casa deveria fazer – o que até agora nenhum presidente do nosso Poder Legislativo teve coragem de efetivar –  é promover um processo amplo de transparência nos atos da Casa, colocando,  de maneira fácil e simples, na internet, o cotidiano da Câmara de Vereadores. Como por exemplo, o nome de quem, como, quanto e para que se utilizou o direito à diária remunerada. Essa seria a forma correta de se tratar o dinheiro do povo da Vitória.

Mas, como isso será difícil de ser efetivado – imagino – pelo atual presidente da Câmara de Vereadores, Novo da Banca, sugiro aos vereadores que se opuseram à aprovação da matéria que se juntem e subscrevam um documento público, se comprometendo com essa divulgação semana à semana, mês e mês, ano á ano. Isso, inclusive, seria de utilidade pública e lhes colocariam na vitrine.

Se assim não procederem, doravante, corre-se o risco, em poucos dias, desses mesmo vereadores que esbravejaram, com argumentos pontuais, moralistas e oportunos de serem os primeiros a se lambuzarem com o dinheiro fácil e “legal”, que escorre pelo ralo dos cofres públicos,  fantasiados de “diárias remuneradas”, em muitos dos casos.

Aliás, da tribuna da Casa, recentemente, o experiente vereador Mano Holanda,  fez um excelente “raio X”,  sobre os atuais legisladores – inclusive dele – e suas respectivas atitudes ao chegarem ao poder, que bem corrobora com o sentimento de todo povo brasileiro. Disse, em alto e bom som, o experiente Mano Holanda: “cada um sabe o que faz, não tem menino aqui. O mais inocente que tem aqui, come o doce sem abrir a lata. Todo ele que chegou aqui, É SABIDO”. Olhe aí a palavra de quem conhece o parlamento local pelas entranhas…………….

Curandeirismo foi um dos temas da reunião do Instituto Histórico.

Aconteceu na manhã de ontem (26) mais uma reunião ordinária do nosso Instituto Histórico e Geográfico da Vitória. O encontro, ocorrido no Salão Nobre da Casa do Imperador, teve como pauta, entre outros assuntos, a aprovação de alguns nomes para compor o quadro de sócios da instituição, assim como alinhavar o evento solene em comemoração ao aniversário da nossa cidade, que ocorrerá no mês de maio.

Além dos “comes e bebes”, oferecido pela diretoria aos sócios presentes, aconteceu também uma palestra proferida pelo sociólogo e parapsicólogo, Erivan Felix Vieira, abordando o tema do CURANDEIRISMO.

A explanação do Erivan foi muito rica e esclarecedora. Levando-se em consideração que o tema, na sociedade atual, sofre um elevado grau de desgaste, chegando a ser, inclusive, confundido com o chamado charlatanismo, confesso que o ângulo pelo qual o tema foi abordado me fez rever meus conceitos sobre o aludido tema.  Veja o vídeo:

Aliás, na ocasião, acabei adquirindo um exemplar do livro do palestrante, para me aprofundar no assunto. Parabéns ao vitoriense Erivan Felix Vieira, pela forma equilibrada e ampla com que nos repassou seus conhecimentos num tema bastante polêmico.

Vocês sabiam que o Pátio da Matriz poderia ser no bairro de Redenção?

Na manhã de hoje (24), ao acessar minha caixa de e-mail, encontrei, enviado pelo primo, amigo e parceiro, Breno Valois, dois registros fotográficos acompanhados pela seguinte mensagem: “Bom dia Primo e Amigo Pilako, venho através deste e-mail lhe presentear com estas duas belíssimas imagens da nossa Matriz de Santo Antão, para os que moram fora, as vejam e deslumbre”. Logicamente, respondi o e-mail agradecendo,  e aqui estou, escrevendo algumas linhas, referente às imagens.

Pois bem, como bom estudioso da história da nossa Polis, hoje, em função do recebimento dessas duas belas imagens, levanto uma questão curiosa, nunca antes suscitada,  para  todos  vitorienses: vocês sabiam que o Pátio da Matriz e a Igreja Matriz de Santo Antão  poderiam ter sido construídas no bairro de Redenção?

Parece estranho, mas não é. Claro que alguém vai discordar, dizendo que o bairro de Redenção surgiu “ontem”, na década de 60, e que teve seu nome inspirado na novela mais longa da televisão brasileira, exibida, naquele tempo, pela TV TUPI. Aliás, quando o bairro de Redenção ganhou forma a nossa cidade já exibia os contornos estruturais, que  basicamente hoje apresenta – apenas para reforçar essa tese.

Para entendermos melhor à questão, por me levantada, devemos voltar no tempo e irmos ao ano de 1626, data do inicio do povoamento das nossas terras, pelo português, oriundo  do Arquipélago do Cabo Verde, mais precisamente da Ilha de Santo Antão, Diogo de Braga.

O que diz um dos livros que contam a nossa história, sobretudo,  o nosso povoamento:

“já havia percorrido uns 50 quilômetros, abrindo caminho entre campos e florestas, quando se deparou com uma bela região formada por duas elevações separadas por um vale, por onde corria um rio, o Rio Tapacurá. Encantado com o que via disse para sua mulher:

– vamos morar aqui.

– era o ano de 1626

Todos concordaram, e com a ajuda dos parentes construiu algumas casas e uma capela foi dedicada a Santo Antão, nome do padroeiro e da Ilha onde nasceram.”

Muito bem, diante da narrativa, eu pergunto:  e se o nosso colonizador, ao invés de  haver escolhido, se fixar  na elevação à esquerda da margem do curso do rio ( Pátio da Matriz ) tivesse escolhido a elevação à direta do curso do nosso Rio Tapacurá?

Logicamente, nossa cidade teria começado aonde é hoje o bairro de Redenção. Simples assim!!! Lá é que estaria edificada a Igreja Matriz de Santo Antão e, consequentemente, o  inicio de todo nosso povoamento, assim como ocorreu com o bairro da Matriz………….

Portanto, para concluir, seguem as belas imagens, registradas pelo equipamento eletrônico (drone) dos irmãos Breno e Bruno Valois,  do nosso Pátio da Matriz. Vale salientar que os mesmos – Breno e Bruno – estão realizando belas fotográfias da cidade, na medida em que estão registrando-a, sob os vários pontos de vista, nas mais variadas localidades. Parabéns aos Valois, Breno e Bruno!!

Hoje é dia de comemorar o aniversário do nosso “correspondente internacional”.

Hoje, 24 de março, as congratulações natalícias seguem na direção do nosso “correspondente internacional” Gabriel Lima. Desde que o amigo Gabriel, em uma das suas viagens a capital francesa, enviou-me, de maneira obséquia, uma foto da Igreja em que foi ordenado o nosso Padre Renato da Cunha Cavalcanti que resolvi lhe promover a correspondente internacional do nosso Jornal Eletrônico, intitulado Blog do Pilako. Parabéns ! Hoje e sempre, amigo Gabriel……..

Apelidos Vitorienses: MIRO DA CACHORRA.

Dando continuidade a nossa coluna – Apelidos Vitorienses – que tem como finalidade evidenciar os conterrâneos que são mais conhecidos pelo apelido do que pelo próprio nome, hoje, revelaremos o motivo pelo qual o senhor Valdemiro José Duarte passou a ser conhecido por MIRO DA CACHORRA.

Contou-nos o senhor Valdemiro José Duarte que quando criança, com pouco mais de dez anos de idade, se juntava com um colega de idade semelhante, filho de um marceneiro que tinha o mesmo nome do pai (João) cujo local de trabalho ficava em Terra Preta, para, juntos e escondidos por trás de um muro, ficaram jogando pedaços de madeiras em outro marceneiro que  trabalhava na mesma localidade,  que se chamava Petrônio.

Nesse contexto, a brincadeira funcionou até o dia em que o marceneiro,  Petrônio, flagrou-os atuando. Desse dia  em diante, confidenciou o senhor Valdemiro José Duarte, ficou sendo chamado de “Raposa de Cachorro” pelo marceneiro e depois,  pelos colegas, de Miro da Cachorra. Antes,  porém, seu Valdemiro era chamado apenas por MIRO.

Apesar de ter ficado, à época, bastante irritado com o novo apelido – MIRO DA CACHORRA – atualmente, com mais de oitenta anos de idade, o senhor  Valdemiro já se acostumou com o apelido e até se diverte com a situação. Eis aí, portanto, mais um vitoriense que é mais conhecido pelo apelidos do que o próprio nome.

Será que o ganhador da Mega-Sena foi um vitoriense?

Após o anuncio que o bilhete premiado da Mega-Sena (conc. 1.914), ocorrido na noite de ontem (22), havia saído para nossa cidade, Vitória de Santo Antão, as redes sociais foram “inundadas” de informações das mais variadas possíveis. Em algumas casos, inclusive, houve  até nomes e fotos de supostos ganhadores, algo, aliás, para o momento, estranho até para a própria Caixa Econômica Federal.

Com um prêmio beirando os seis milhões de reais, convenhamos, é um extraordinário aporte financeiro que deverá chegar, em nossas terras, desde que o sortudo seja realmente vitoriense, pois devemos lembrar que a informação oficial apenas diz que a aposta foi realizada aqui.

De resto,  é torcer que o ganhador seja daqui e que faça um bom uso dessa dinheirama toda e que investa boa parte dele (dinheiro) na nossa cidade, pois, em tempos de crise tudo soma, sobretudo uma “BOLADA DESSA” !!!

Apelidos Vitorienses: CASTANHA.

Dando continuidade a nossa coluna – Apelidos Vitorienses – que tem como objetivo revelar a origem do apelido dos conterrâneos, que são mais conhecidos pelo nome social do que o nome pelo qual foram batizados, hoje revelaremos a origem do apelido do senhor Drailton José da Silva.

Com origem na Zona Rural, na vizinha cidade de Pombos, contou-nos o senhor Drailton José da Silva que, juntamente com seus irmãos, ainda na década de 80, investiram na atividade econômica da venda de CASTANHAS. Além de produzirem em grande quantidade também compravam mais castanhas nos sítios vizinhos,  para serem assadas,  “quebradas” e embaladas em saquinhos.  As mercadorias, uma vez prontas, eram negociadas em Vitória e nas cidades circunvizinhas, assim como nas praias – Boa Viagem, Porto de Galinhas e etc.

Pois bem,  o  amigo Drailton José da Silva, que tem como apelido CASTANHA, em função da sua atividade comercial, há mais de três décadas, antes, porém, também ficou conhecido na cidade pelo codinome de COCADA, em função também da sua atividade comercial.

Atualmente, estabelecido no nosso centro comercial, o senhor Drailton José da Silva, além de outras mercadorias, continua negociando com  o produto que  deu origem ao seu  apelido, ou seja: CASTANHA. Eis aí, portanto, mais um vitoriense que é mais conhecido na cidade pelo apelido do que o próprio nome. Veja o vídeo:

Monte das Tabocas: UMA HISTÓRIA QUE AINDA PRECISA SER ENSINADA.

Por mais que escutemos falar, de maneira aleatória, da importância do nosso Monte das Tabocas, na composição do Estado Brasileiro e principalmente na faísca do sentimento nativista do nosso povo, não conseguiremos despertar nas pessoas, sobretudo nos antonenses, a real magnitude do significado do nosso Sítio Histórico.

O Monte das Tabocas é muito mais – e bota muito mais nisso – que um dia de feriado municipal, com direito a missa campal e visitação desordenada, que aos poucos vem sendo desidratada com o passar dos anos. Se há décadas, ainda residia na mente dos jovens algum tipo de aventura, na noite que antecedia as comemorações, hoje, chegar ao Monte das Tabocas, quer seja dia ou noite, durante o ano inteiro, tornou-se um ato arriscado, face ao total isolamento e perigo iminente de assalto e outras atrocidades.

Nossa cidade, Vitória de Santo Antão, precisa acordar do sono profundo da indiferença, em relação ao Monte das Tabocas. Acho que o primeiro passo, na direção da efetivação nesse sentido, seria a criação de um Comitê Gestor, para solicitar da prefeitura um processo de comodato, cuja administração do referido sítio deixasse de ser – por um longo período –  vinculada ao poder público municipal. Aliás, já está mais que provado, publicamente, que os políticos, de maneira geral são os primeiros a ignorarem o contexto histórico do nosso Monte das Tabocas.

Se levarmos em consideração que os europeus chegaram por aqui – nas terras brasileiras –  há 517 anos,  e que Pernambuco foi uma das capitaneias mais prósperas, sob a direção de Duarte Coelho, a partir de 1535,  e que a nossa “Cidade do Braga” (primeiro nome da nossa Vitória) está próximo de completar 400 anos, logo verá que temos muita história – e para isso não é preciso saber da historiografia brasileira, basta  saber apenas de matemática.

Portanto, na qualidade de pessoa conhecedora do potencial histórico do nosso Monte das Tabocas, rogo a Santo Antão, que tanto atuou na épica Batalha ocorrida em 3 de agosto de 1645, conforme relatos,  que ilumine a cabeça dos atuais gestores para que os mesmos entendam que a nossa circunscrição territorial mais importante precisa ser tratado como uma joia rara e não como um lixo, tal qual fizeram, a esmagadora maioria dos prefeitos vitorienses.

“Doutor” Igor: Junior e Janaína – SÓ ALEGRIA !!!!

Compartilhando da alegria do casal amigo, Junior e Janaína, pelo ingresso do filho mais velho, Igor, no curso de medicina, participamos do almoço comemorativo no domingo (19), realizado no sítio da família. Com total interesse pelos estudos Igor configura-se num bom exemplo de determinação, garra e vontade de vencer.

Com total apoio dos pais, avós e tios, Igor terminou a primeira etapa dos estudos no Colégio Santo Inácio de Loiola para ser o terceiro colocado do Colégio Motivo, na Capital de Pernambucana. Seguindo, em ato contínuo, com duas aprovações no curso de medicina, na faculdade privada e pública.

Portanto, para comemorar tantas vitórias, os pais, naturalmente, promoveram um encontro para reunir os familiares e amigos mais próximos com direito a música, comida, bebida, futebol e show particular do homenageado, para os convidados. Parabéns Igor, na nova caminhada. Agora, rumo à formatura…

Reunião da diretoria da ABLOGPE – Associação dos Blogueiros do Estado de Pernambuco.

A redação do Blog do Pilako, na tarde do último sábado (18) recebeu parte da diretoria da ABLOGPE – Associação do Blogueiros do Estado de Pernambuco, para reunião de trabalho. O encontro, além de servir como aferição do trabalho desenvolvido por cada um dos diretores, serviu como ponto de partida para novas empreitadas.

Leve Sabor – comedoria: a mais nova opção em lanches e refeições no Vitória Park Shopping.

Contrariando todo cenário macroeconômico nacional, na noite do sábado (18), no Vitória Park Shopping, foi inaugurado o Restaurante Leve Sabor – comedoria. Presente ao evento inaugural, tive que “estudar” o cardápio para escolher meu prato, diante de tantas opções para  refeição.

Em ambiente festivo, animado pela voz e o violão do artista vitoriense, Bruno Barros, encontrei também o amigo empresário João Nicodemos, sócio da JC2 – Projetos e Execuções, empresa responsável pelo conceito e obra do referido restaurante, que ficou pronta em tempo recorde (60 dias).

Leve Sabor – comedoria, doravante, passa a ser mais uma opção para lanches e refeições na Praça de alimentação do Vitória Park Shopping. Nos que fazemos o Blog do Pilako desejamos boa sorte aos proprietários, Luciano e Ângela, e desejamos sucesso ao novo empreendimento.

Weverton Silva – O GAROTO SENSUAL.

Registramos na tarde do sábado (18), no Restaurante Varanda do Tadeu, o artista vitoriense Weverton Silva se apresentando. “O Garoto Sensual” – como ele se apresenta – vem investido na sua carreira e se utilizando dos vários canais de comunicação para apresentar o seu trabalho. Aliás, hoje, 20 de março, aproveitamos para enviar um caloroso “PARABÉNS PRA VOCÊ”, na direção do jovem talentoso Weverton Silva em função de mais passagem natalícia. Veja o vídeo:

Apelidos Vitorienses – COCOTA.

Hoje destacaremos na nossa coluna Apelidos Vitorienses, o motivo pelo qual o senhor Edvaldo João de Almeida é mais conhecido em toda cidade por COCOTA do que pelo próprio nome. Aliás, não custa nada lembrar que o termo “cocota”, no final da década de 70 e inicio de 80,  foi um nome dado para uma dança, que virou moda entre os jovens da época.

Pois bem, foi dentro desse contexto que o senhor Edvaldo João de Almeida foi apelidado por COCOTA, pela turma de jovens do qual fazia parte, juntamente com Manga Rosa e Bolinha. À época, contou-nos o senhor Edvaldo, “a turma se encontrava nas praças para tomar umas e outras e dançar, ao som do ritmo que era moda”.

Disse-nos também o senhor Edvaldo João de Almeida que ele gostava de participar, junto com a turma, das farras nos bares conhecidos da cidade: “Bar do Gilvan”, Restaurante “O Chalé”, Pitú-Lanches e etc. Já no inicio dos anos 80, falou o senhor Edvaldo, os “embalos e danças” também ocorriam nas discotecas dos Clubes Abanadores “O Leão” e Vassouras “O Camelo”, onde também se dançava a chamada “cocota”.

O ritmo saiu de moda, passaram-se décadas, mas o apelido do nosso amigo Edvaldo João de Almeida ganhou força e, atualmente, poucas pessoas na nossa cidade lhe conhece pelo seu nome de batismo. Sendo assim, catalogamos o Cocota, como um vitoriense que também é mais conhecido pelo apelido do que o próprio nome. Veja o vídeo:

Três ano da Lava Jato: se já temos o que comemorar, muito ainda falta para melhorar!!

Hoje, 17 de março de 2017, completam três anos de Operação Lava Jato. Para um país como o nosso – pobre de justiça e rico de impunidade – deve-se comemorar.  Ao passo que a corrupção é sistêmica, como bem apontou vários pareceres jurídicos, qualquer ação no sentido contrário (ao sistema) é bem vinda e sempre deverá ser observada como frutífera.

Como saldo positivo, nesses quase mil e cem dias de intensa atividade – do mal contra o bem – já é possível colher-se dividendos. Credor desse ativo restaurador, em todos os sentidos, por assim dizer, está o povo brasileiro que além de conseguir ser olhado com um pouco mais de respeito, enquanto nação, começa receber, concretamente, parte dos bilhões surrupiados pelos caras que pertencem ao andar de cima da pirâmide financeira e que, em tese, não estariam precisando dessa grana, para resolverem suas vidas.

Num sistema capitalista complexo, onde o poder político – Legislativo, Executivo e Judiciário – em muitos dos casos, trabalham como verdadeiros prestadores de serviços ao capital, sobretudo em nosso países, cuja população vive entretida, a semana inteira,  com futebol, novela e big-brother quebrar a regra histórica – no nosso caso desde à sua invasão, em 1500 –  é algo quase intransponível, principalmente, quando os meios de comunicação de massa também estão participando, em larga escala, do “banquete”.

Nesse turbilhão de interesses, nessa verdadeira rede de promiscuidade política\ financeira\eclesiástica, resta-nos, observadores e atores desse grande palco chamado Brasil, em particular,  Operação Lava Jato, contudo, repudiar os que ideologicamente assumi o papel de vitima e tenta desqualificar o trabalho do recorte de justiça saneadora, representado, neste caso, pelo Juiz Sergio Moro.

Se às 38 fases da operação, se às 89 condenações, se os 10 bilhões recuperados e se os 1.362 anos de condenações lhes parecem muito, para o Brasil que éramos acostumados a enxergar, digo-lhes: são inexpressivos, diante do novelo de corrupção que ainda falta ser passado a limpo, em todas as esferas do Poder Público Brasileiro.