Nova administração: Lavagem das ruas do percurso carnavalesco.

Foto Ilustrativa

Dentro do contexto da limpeza pública, no que diz respeito ao percurso oficial do carnaval 2017, a prefeitura, sob a nova administração, inaugurou uma boa iniciativa. Logo cedo, antes dos desfiles, promoveu a lavagem das vias públicas. Uma boa ação e digna de elogios.

Para ficar justo e perfeito, para os próximos anos, deveria o prefeito Aglailson Junior acrescentar – no contexto limpeza pública no carnaval –  outra ação que foi realizada pela gestão anterior e que foi, por nós, destacada. Trata-se da pontual varrição das ruas do percurso oficial, no intervalo entre os desfiles das agremiações. Não ter acúmulo de lixo exagerado no percurso, durante os desfiles e começar o “dia carnavalesco” com as ruas limpas e cheirosas é o  que poderíamos chamar de ações condizentes com a estatura do nosso carnaval.

Pernambuco 2017: um carnaval marcado pelo “terrorismo doméstico”.

Não obstante nosso País continuar mergulhado numa agenda negativa desgraçada, sobretudo no que diz respeito ao aperto financeiro em que a população ficou submetida, com números de desempregados batendo recorde, o carnaval, como sempre, atua como uma espécie de bálsamo à dura e triste realidade do povão. Não à toa, comenta-se que no Brasil o ano só começa pra valer, na segunda-feira,  após o carnaval. Aliás, hoje, segunda-feira, dia 06 de março, a propósito, seria o “dia primeiro de janeiro” de 2017, particularmente,  para nós brasileiros.

Pois bem, com queda na venda de cerveja e aumento na venda de aguardente e bebidas mais baratas, apenas se comprova que a música  (Eu Brinco ) de Francisco Alves nunca esteve tão atualizada – “Com dinheiro ou sem dinheiro Eh eh eh eh eu brinco”

Nos três grandes polos carnavalescos do País – Rio de Janeiro, Bahia e Pernambuco – tivemos histórias diferentes. No grande palco da Sapucaí, observamos alguns problemas de ordem  estrutural. Já com relação ao carnaval de rua da Cidade Maravilhosa, o público superou todas as expectativas, em alguns casos, segundo informações de jornais, houve aumento de foliões muito acima do esperado. Em Salvador a mídia do “carnaval sem cordas” criou um novo cenário, no entanto,  na minha modesta opinião, não deve prosperar por conta da dificuldade do turista “comprar” a ideia.

No que diz respeito ao carnaval participativo e mais democrático do Brasil, o Carnaval Pernambucano, podemos dizer que apesar da sua história e da sua tradição, em 2017, recebeu um “golpe” fortíssimo, justamente daqueles que por finalidade deveriam zelar e protegê-lo. Falo da Polícia Militar, do Corpo de Bombeiro e dos políticos que fazem oposição ao Governador Paulo Câmara.

Se beneficiando do clima violento que sacudiu o Brasil, logo nos primeiros dias do ano, face à eclosão de rebeliões em presídios, nas mais variadas localidades do país, em Pernambuco, orquestrou-se um movimento para “encurralar” o Governo do Estado,  que teve como mote o aumento dos soldos dos militares.

Utilizando-se das redes sociais, nas mais diversas plataformas, construiu-se um canal de boatos e se espalhou falácias, multiplicando assim, a sensação de insegurança, para se chegar aos caos desejados. Deve-se ressaltar: uma coisa é segurança. Outra coisa é sensação de segurança. Duas coisas distintas que a população, incauta, não consegue distinguir com clareza razoável.

Pois bem, foi nesse contexto que aconteceu o carnaval de Pernambuco. Somando-se à crise financeira real, tivemos como resultado o esvaziamento dos principais focos da folia no estado. Às vésperas do Galo da Madrugada, maior bloco carnavalesco do Mundo e principal cartão postal do nosso Reinado de Momo, falava-se em “greve da polícia”. Na cidade Patrimônio da Humanidade (Olinda), famosa pelo seu carnaval, carregado de história e criatividade, após a festa, um saldo negativo de público foi anunciado.

Na nossa Vitória de Santo Antão, onde se produz carnaval há mais de um século,  com esmero e devoção, a crise financeira e o “terrorismo doméstico” também golpeou, com força,  a nossa festa de momo.

Como já falei, em virtude da falta de sensação de segurança, uma parcela expressiva de pessoas,  com intenção de brincar e se divertir, ou mesmo apenas acompanhar – na qualidade de “folião olhante”,  ficaram com medo e, por cautela,  se ausentaram do foco folia.

Em contra partida, o clima de “cidade sem polícia”, certamente desencadeou  nos “valentões de plantão”uma euforia nunca vista, criando assim, o ambiente desejado para aqueles maus pernambucanos que planejaram “destruir” a festa de momo, justamente no ano do Bicentenário da Revolução Pernambucana, data emblemática para o nosso estado e consequentemente para o nosso carnaval.

É triste, mas é real. Por incrível que pareça, esse ano, o carnaval de Pernambuco foi “minado” pelo “terrorismo doméstico”. Como Vitória não é uma ilha, também sofreu suas consequências. O Governador Paulo Câmara, deveria responder com a autoridade que lhe cabe, sair da sua inércia perene e fazer do limão uma limonada. Mostrar que na sua caneta EXISTE TINTA,  para punir os “terroristas” e revelar aos pernambucanos os nomes dos políticos que faz oposição ao estado de Pernambuco.

Para encerrar gostaria de dizer, contudo, que fica o registro, sobretudo para os que observam mais um pouco,  que nossa sociedade é pobre de entendimento. Que o respeito é algo sublime. Fica, portanto, uma mancha, uma nódoa na história daqueles que deveriam construir e, ao invés disso, tentaram provocar o caos e pulverizar desordem…..

A Praça Leão Coroado é um marco do primeiro sonho de liberdade concreto das Américas!!

Hoje, 06 de março de 2017, comemora-se o Bicentenário da Revolução Pernambucana. Para nós, filhos da “Terra dos Altos Coqueiros”, sobretudo para os que conhecem um pouco mais sobre sua história, é motivo de alegria e de muita reflexão.

Se há duzentos anos, os motivos pelos quais que deflagrou o referido movimento libertário, resguardando-se a historicidade para que não cometamos o chamado anacronismo histórico, entre outros, foi a exorbitante carga tributária, cobrada pelo Coroa Portuguesa, aos provincianos de Pernambuco, para segura o alto padrão de vida da corte, sob o deleite do Rei Dom João VI e os seus protegidos, hoje, dois séculos depois, continuamos a produzir riquezas para enriquecer outras corjas, não menos escrotas.

Deixamos o regime colonial, passamos pela monarquia e adentramos na República, a partir de 1889. Mas, aquilo que conceituou o intelectual Sergio Buarque de Holanda, em uma das suas obras – Raízes do Brasil – lançada em 1936, continua sendo a coluna vertebral da sociedade brasileira, ou seja: “O Homem Cordial”.

Comemoremos, então, o feito dos pernambucanos. Primeiro movimento libertário efetivo de todas as colônias portuguesas. Setenta e cinco dias de uma república nova, idealista e que viveu seu sonho de liberdade. Viva! Aos nossos irmãos que derramaram seu sangue na busca da tão sonhada JUSTIÇA SOCIAL.

Na nossa cidade, Vitória de Santo Antão, nesse contexto, a Praça Leão Coroado é o marco que mais representa a Revolução Republicana, ocorrida em 06 de março de 1817. Construída em 1917, pelo  prefeito  da época, Eurico do Nascimento Valois, para marcar o então Centenário do evento, hoje,  a nossa praça e,  consequentemente sua  escultura, deveria ser o ponto de convergência de toda comunidade antonese.

Viva! José de Barros Lima – o Leão Coroado – e a todos aqueles que levantaram a sagrada bandeira da liberdade!!

Carnaval alongado na Vitória de Santo Antão.

No final de semana, após o carnaval, pelo menos uma dezena de agremiação carnavalesca na nossa Vitória de Santo Antão, esticaram o reinado de momo. Em bairros distintos, aqui e acolá, a festa rolou.

Na tarde do domingo (05), por exemplo, registramos a passagem da agremiação carnavalesca “Ricos Por Um Dia”, pelo Pátio da Matriz. Animados por uma orquestra de frevo a turma desfilou animada. Veja o vídeo:

Aliás, prévias e carnaval antes do calendário oficial, esse anos (2017), foram em abundância. A propósito, no próximo final de semana ainda tem folia na terra de José Marques de Senna.

No desfile da Girafa, quem tirou onda foi a Silvana Salazar!!!!

Nos três dias em que “A Girafa” desfilou brinquei apenas um, a terça (28). No domingo (26), apenas acompanhei a passagem da referida agremiação pela Rua Melo Verçosa de onde fiz um  registro,  dentro e fora do cordão de isolamento.  Na Segunda (27), em função das minhas atividades, relacionadas ao desfile da SAUDADE, não acompanhei quase nada. Veja o vídeo do domingo:

Pois bem, já na terça – livre das obrigações carnavalesca – estive na saída,  assim como acompanhei todo percurso e, “na boca da noite”,  deixei-a (Girafa) no seu ponto de origem, ou seja: Praça Padre Felix Barreto. Lá, ao final da apresentação,  pude acompanhar de perto toda emoção e comprmometimento da artista Silvana Salazar com os “girafeiros”. Visivelmente emocionada, disse ela: “Girafa é mais do que eu esperava”. Veja o vídeo:

Se tem uma coisa que ainda não inventaram, apesar de toda avanço da ciência, é uma maneira de  trazer de volta, para mundo dos vivos, aqueles que já se foram para a morada sem volta, sobretudo as pessoas com as quais nutríamos alguma relação afetiva.

Apequenar a história da Girafa – 67 anos de fundação – por conta da ausência do amigo Pierre, em função da sua precoce partida, é promover um debate estéril, infrutífero, como se diz no popular: “sem futuro”.

Não podemos, até por uma questão de justiça e lealdade à sua memória e de tudo que ele produziu, na qualidade de artista vitoriense, esquecer que o Pierre – a pressão de Pernambuco – marcou várias gerações de foliões vitorienses, consolidou um estilo musical e representou, dentro e fora da nossa cidade,  por mais de uma década, o sentimento e o amor da nação girafeira, cantada em verso e prosa. Mas, daí achar que ninguém mais terá condições de “puxar” o bloco da Girafa,  sintonizado musicalmente com a comunidade carnavalesca vitoriense, é, indiscutivelmente,  um disparate e uma insensatez descabida, até porque, todos sabem, que nos últimos anos de Pierre a frase que mais se repetia, na direção dos  vendedores de kit era: “Pierre !!!! Três dias,  de novo !!! Num tem quem aguente !!”.


Na qualidade de pessoa que além de promover, brinca carnaval e é girafeiro “das antigas” acho que a diretoria da Girafa acertou com a escolha da Silvana Salazar. Ela, na minha modesta opinião, surpreendeu a todos!!! Como se diz na linguagem jovial: “Tirou onda”. Cantou, dançou, interagiu, participou com emoção e conseguiu “entrar” no coração e na mente dos que compõe a verdadeira Nação Girafeira.

Na terça, por exemplo, gravei um vídeo dela, em pleno chão da Matriz, no meio do povo, em momento de muita sintonia com a massa. Veja o vídeo:

Portanto, para mim, essa “danada”, chamada Silvana Salazar, chegou e, com sua energia e sua simpatia, conquistou todo mundo. Para encerrar gostaria de deixar um recado para os que dirigem “ A Girafa”:  EM 2018, CHAMAAAAA SALAZAAAAAAAAAR.

“Marias e Lampiões” enriquece o carnaval vitoriense…

Com sua proposta original a agremiação carnavalesca, “Marias e Lampiões”,  desfilou pelas ruas da Vitória, mais uma vez, para mostrar, entre outras coisas, que no Reinado de Momo cabe todos os ritmos. Ao som do Trio Mania, “puxados” pelos artistas Petrúcio Amorim e Irah Caldeira,  os foliões ignoraram a temperatura e o sol ardente e caíram na folia. Veja os vídeos:

Esse ano o bloco encerrou, pela primeira vez,  seu desfile na Praça Diogo de Braga, assim como desfilou pelo Pátio da Matriz. Parabéns aos amigos diretores, Silvio e Sueli, pela manutenção desse projeto cultural, que tanto enriquece o carnaval da cidade da Vitória de Santo Antão.

SAUDADE 2017: agradou a “gregos e troianos”…

Como diz a nossa música: “NA SEGUNDA FEIRA O CARNAVAL É DE PRIMEIRA, A SAUDADE TÁ NA RUA, É FESTA A NOITE INTEIRA”. Com organização e muita animação, poderíamos dizer que os foliões se esbaldaram de tanto dançar, ao som da Orquestra Super Oara que tocou em cima da potência sonora chamada Trio Asas da América. Tanto na frente quanto atrás do trio a animação foi a mesma.


Este ano, após o sucesso do ano passado em relação à distribuição do uísque,  através das senhas, eliminando a figura do garçom, dentro do cordão de isolamento, estendemos o sistema para as bebidas geladas. Em várias entrevistas, antes do carnaval, tive a oportunidade de explicar o novo sistema assim como pessoalmente aos foliões que estiveram no nosso escritório, para efetiva a compra do kit, no cartão de crédito. Aliás, usei até uma expressão curiosa para falar do novo sistema: Quem quiser beber até cair, definitivamente,  a SAUDADE não será a melhor opção, mas para quem quer brincar carnaval com a família e os amigos, indiscutivelmente,  será o melhor lugar. Dito e feito!!! Não à toa, que repetimos a frase: NA SAUDADE A GENTE BRINCA MELHOR!!!

Após uma minuciosa revisão nas musicas,  para esse desfile, descobrimos que deveríamos rejuvenescer o repertório musical, afinal muitos jovens casais que estão brincando,    na nossa agremiação, atualmente, foram embalados por muitos sucessos carnavalescos dos anos 90. Assim sendo a  Orquestra Super Oara, mais uma vez, agradou a “Gregos e Troianos”.

Durante o desfile, ao passar pelo Pátio da Matriz,  lembramos o nosso Padroeiro Santo Antão e a figura ímpar do Padre Renato. Lembramos  também, ao passar pela casa da família,  da nossa querida e estimada Eunice de Vasconcelos Xavier à quem, em parceria (Aldeniso Tavares),  dedicamos uma música. Esse ano, particularmente, colhemos, através de um drone, belas imagens do nosso desfile,  que em breve estarão disponibilizada, aqui – Blog do Pilako e nas redes sociais.

Portanto, encerrarei essas linhas me utilizando da frase da amiga internauta e sempre animada,  Rosângela Lorena: “BLOCO SAUDADE TIROU ONDA”. Veja os vídeos:

Clube do Motoristas “O Cisne” mantém carnaval genuinamente vitoriense.

O Clube dos Motoristas “O Cisne”, apesar de toda dificuldade que os novos tempos impõe, desfilou, no domingo (26) e na terça (28), garbosamente. Animados pela afinada Orquestra Temperada, da cidade de Chã Grande, o clube trouxe para ruas dois carros alegóricos.

Tanto no domingo quanto na terça, aproveitei sua passagem pelo Pátio da Matriz, para “esticar” as pernas e, juntos com amigos, diretores e foliões das mais variadas idades marcar o passo rasgado. Veja o vídeo:

Parabéns a toda diretoria do Clube  dos Motoristas “O Cisne” por manter acesa a pira do carnaval genuinamente vitoriense, sobretudo no que diz respeito aos carros alegóricos.

A agremiação carnavalesca Boi Dela homenageou Joel Neto.

No domingo (26), após uma concentração com abundância  em tudo – comida e bebida – a agremiação  carnavalesca Boi Dela começou seu desfile “com gosto de gás”. Em 2017, onde completou vinte e dois anos de atuação no carnaval vitoriense, a diretoria da referida agremiação prestou uma justa homenagem a um dos  maiores carnavalesco da Vitória, o amigo Joel Neto. Registramos a passagem do desfile pela Rua Melo Verçosa. Veja o vídeo:

“Os Monges em Folia” mantém tradição carnavalesca e homenageia o presidente do Instituto Histórico, Pedro Ferrer.

Com toda sua irreverência e “pontualidade” a “Companhia dos Monges em folia” abrilhantou a festa do Rei Momo da Vitória, ao desfilar pelo percurso oficial do carnaval, na noite do Sábado de Zé Pereira. Animados pela afinada Orquestra Temperada, da cidade de Chã Grande, os foliões seguiram o representante maior da agremiação, ou seja: o boneco BILÚ.

Além da festa com muito frevo no pé “Os Monges” também promove homenagem em seu desfile.  Esse ano  (2017) o escolhido foi o carnavalesco, escritor, professor e presidente do nosso Instituto Histórico e Geográfico, Pedro Humberto Ferrer de Mores. Veja o vídeo:

Após o cortejo e as homenagens o desfie seguiu com muita animação. Registramos sua passagem pelo Pátio da Matriz. Veja o vídeo:

Na qualidade de “mogeano”,  esse ano (2017),  foi convocado pelo amigo e presidente dos “Monges”, Eliel Pereira (Léo), para redigir o conteúdo que contou um pouco da história do homenageado – Pedro Ferrer. Segue, abaixo, o texto que contou com a minha pesquisa e redação.

DIZ O TEXTO:

Nem só de frevo e fantasia vive o nosso Carnaval, festa maior da terra desbravada por Diogo de Braga. A exaltação da memória é uma ferramenta importante à preservação do nosso Patrimônio Imaterial. Guardar, conservar e difundir fatos culturais, alusivos ao Tríduo Momesco, na República da Cachaça, também é a atividade fim do nosso Instituto Histórico e Geográfico da Vitória. Aliás, diga-se de passagem: MAIOR PROJETO CULTURAL JÁ REALIZADO, EM TODOS OS TEMPOS, NA NOSSA POLIS.

Nesse contexto, “A Companhia dos Monges em Folia”, agremiação carnavalesca que tem no barril uma das suas referências, cuja história retrata fielmente o sentimento da sua diretoria em relação ao carnaval tradicional da nossa Vitória de Santo Antão, neste momento, curva-se em sinal de respeito e reconhecimento a todos aqueles que, ao longo dos últimos sessenta e sete anos, construíram, dirigiram e promoveram o Instituto Histórico e Geográfico da Vitória.

Hoje, na qualidade de timoneiro do guardião oficial da memória antonense, o professor Pedro Humberto Ferrer de Moraes, de maneira brilhante e sintonizado com as novas tecnologias, vem seguindo os passos do eterno Mestre Aragão. Curiosamente, a trinca: Monges, Instituto Histórico e Pedro Ferrer confraternizam-se todos os anos, na Rua Imperial, em plena noite dos sábados de Zé Pereira.

Como figura proeminente, o professor Pedro Ferrer, homenageado pelos “Monges”, no Carnaval 2017, aprendeu como poucos a conjugar a condição de rico e pobre, tanto no mundo lúdico quanto na vida real. No Carnaval, encarnou o Imperador D. Pedro II e também já se fez passar por um pobre marroquino, lá do deserto do Saara.

Na última década, contudo, vem optando por desfilar vestido de Pierrot, com Ivanete, sua Colombina, neste caso, evidentemente, sem a presença do Arlequim, diferentemente da versão original da “commedia dell’arte”, original da Itália e desenvolvida pelo povo francês, cujo idioma, nosso homenageado domina fluentemente. VIVE LITE O CARNAVAL !!

Filho de uma das famílias mais bem situadas financeiramente da cidade, Pedro Ferrer consegue dialogar horizontalmente com pessoas de todas as classes sociais, ou seja: indivíduos das mais variadas origens, tribos e crédulos, indiscutivelmente, característica marcante das pessoas humanizadas, bem diferente do que sugerem os meios de comunicação de massa, que procuram “coisificar” as pessoas e, principalmente, as relações sociais.

Falando, especificamente, sobre a participação do nosso homenageado com o Carnaval, sobretudo o antonense, podemos dizer que Pedro Ferrer começou cedo.

Quando criança, aos 10 anos, ao lado do irmão Biu, dos primos Geninho e Gilson Ferrer, dos vizinhos e amigos Marcos, Cláudio e Roberto Valois, entre outros, criaram uma troça que desfilou pelas ruas da Matriz, empunhando um estandarte de cartolina com a seguinte inscrição: “O Menino Catuca o Veio”- numa referência direta ao trecho musical do sucesso daquele longínquo ano.

Já, como adolescente, o “Pedoca” – apelido de infância – era quem “catucava” o jumento, quando resolveu brincar o Carnaval em cima de um quadrúpede. Essa “Invenção”, naturalmente, contou com a reprovação dos seus pais: Nô e Áurea Ferrer.

Mais adiante, com um pouco mais de juízo, participou da folia, fazendo uma homenagem ao carnavalesco Júlio Mosquito – o famoso morcego do Clube Abanadores o “Leão”. Já adulto, e portando uma barba que lhe dava a aparência do “Beato Salú, presidiu, por quatro anos, o tradicional Clube de Fado Taboquinhas, agremiação que nutre, desde outrora, acendrado amor e admiração.

Nosso homenageado, Pedro Humberto Ferrer de Moraes, chegará “inteiraço”, no próximo dia 16 de julho, aos setenta e cinco anos de idade. Biólogo por formação, professor aposentado, Pedro vem se realizando na produção literária. Intelectual por essência, pesquisador nato, autor de vários livros e escritor premiado pela Academia Pernambucana de Letras, Pedro é, hoje, uma espécie de Patrimônio Vivo da Vitória de Santo Antão.

Para encontrá-lo, com mais facilidade e a qualquer hora, basta dirigir-se ao arquivo do nosso Instituto Histórico. Lá, estará ele, buscando fatos remanescente, fotos em preto e branco e muitas curiosidades da terra que lhe viu nascer, para, na medida do possível, compartilhar com seus irmãos vitorienses.

Quem, hoje, vê Pedro Ferrer, aqui nessa folia, vestido com esse hábito “mongeano”, nem imagina que este cidadão, durante muitos anos, vestiu-se com batina de verdade. Pedro pertenceu à Congregação Religiosa “Irmãos Maristas”. Entre outras coisas, entoou canto gregoriano e rezou em latim. Largou a vida sacerdotal, mas não a fé em Deus e os princípios católicos. Pedro é um homem temente a Deus.

Portanto, para encerrar esta ladainha e começar o passo rasgado, com o frevo no pé, desejamos ao amigo Pedro Ferrer que Deus lhe conceda vida longa e com saúde: os “Monges”, sua família, seus amigos, nossa cidade e, principalmente, o Instituto Histórico e Geográfico da Vitória continuam, como sempre, contando com o seu calor humano, com a sua solidariedade e com a sua vontade desenfreada de promover a Terra de José Marques de Senna.

Parabéns para o nosso homenageado, folião e carnavalesco.

TEXTO E PESQUISA DO HISTORIADOR E BLOGUEIRO, CRISTIANO PILAKO.

Vivendo o seu melhor momento, ETESÃO completa seu 35º carnaval.

Completando 35 carnavais esse ano (2017), a agremiação carnavalesca, ETSÃO, reinou mais uma vez. “Puxado” por duas orquestras de frevo – Venenosa e Ciclone – o povo interagiu e participou “com força” total. Além do kit padronizado os foliões do ETSÃO também desfilaram com suas já tradicionais fantasias.

Em família, individualmente e também em grupo o folião vitoriense deu um colorido especial ao famoso Sábado de Zé Pereira.

Acompanhamos as movimentações e passagem do ETESÃO pelo Pátio da Matriz, ocasião, aliás que aproveitamos para fazer vários registros fotográficos,  assim como gravar dois vídeos que bem demonstram a empolgação e a animação da “galera”. Veja o vídeo:

Como bem retrata a música da agremiação, composta pelo vitoriense Gustavo Ferrer – irmão do presidente Elminho Ferrer – que “lá do Beco do Dezinho sai um bloco espacial”, registramos, em pleno desfile,  um objeto “voador não identificado” , acompanhando tudo…

“Só Volto na Quinta” desfilou na sexta…..

Também desfilou no circuito oficial do carnaval vitoriense,  na noite da sexta (24), a agremiação carnavalesca “Só Volto Quinta”. Fundada e organizada pelos funcionários do Engarrafamento Pitú, o nome da troça faz uma alusão à pausa no trabalho em função do carnaval. Com todo pique e gás, a turma desfilou com toda animação. Registramos sua passagem pelo Pátio da Matriz. Veja o vídeo.

93º desfile do Clube de Fado Taboquinhas é marcado por entrega do estandarte ao nosso Instituto Histórico da Vitória.

Na noite da sexta (24) o Clube de Fado Taboquinhas “ganhou” as ruas para realizar seu 93º desfile, no secular carnaval da Vitória. Vestidos a caráter, assim como exige a tradição, os membros e músicos desse verdadeiro patrimônio vitoriense,  mantiveram a magia e o encanto que embalou muitas gerações de folião vitorienses. Registramos, logo no início do desfile, a satisfação da amiga Verônica, presidente do “Taboquinhas”. Veja o vídeo:

Ao desfilar pelo Pátio da Matriz o “cordão” só fez aumentar. Foliões e simpatizantes – das mais diversas idades –  desse ritmo gostoso e lírico,  cantaram e dançara com emoção.  Veja o vídeo:

Com a brilhante iniciativa da diretoria do Clube de Fado Taboquinhas, em ofertar um dos seus estandartes ao Instituto Histórico e Geográfico da Vitória,  guardião maior da memória do povo antonense, abri-se, doravante, uma ação que deverá ser perpetuada, ou seja: agremiações carnavalesca doarem seus estandartes para o acervo da Casa do Imperador. Apesar do ato da entrega haver sido rápido, até porque o povo tava na rua e  queria brincar, o momento foi marcado por simbolismo. Parabéns aos diretores das duas diretorias – Instituto e Taboquinhas.  Veja o vídeo:


SAUDADE 2017: UM VERDADEIRO ESPETÁCULO!! OBRIGADO A TODOS !!!!

Hoje, manhã de terça-feira, 28 de fevereiro de 2017, finalmente, para mim, começou o carnaval da brincadeira. Até a madrugada de hoje estávamos focados no desfile da nossa agremiação –  SAUDADE. Fazer carnaval não é uma tarefa das mais fáceis. Não obstante, entre outras coisas, promovermos entretenimento não devemos, até à conclusão do processo, sair do eixo, desviar a atenção.

Falando, agora, especificamente do nosso desfile posso dizer: DEU TUDO CERTO!!! Com as graças de Deus e a proteção do nosso Glorioso Santo Antão não houve contratempos,  daqueles que fogem do nosso controle.

Portanto, agora, é tempo de agradecer. Agradecer a nossa equipe de trabalho, que vai muito além da relação entre contratante e contratado. Aos nossos vendedores autorizados,  que atuam como uma espécie de ponte,  entre nós e os foliões. À equipe de cordeiro, segurança e distribuição das bebidas, nosso muito obrigado. Aos patrocinadores,  nossa gratidão pela confiança no investimento. Vocês se comprometem primeiro,  e nos ajuda a planejar e montar toda “engrenagem”.

À equipe do Trio Asas da América – nas pessoas dos IRMÃOS  Marcos e Marcelo Valença – nosso sincero agradecimento pela boa vontade de ajudar. À Orquestra Super Oara, fico imensamente grato pelo comprometimento, pelo profissionalismo e pela parceria. Ao amigo Elaque Amaral, em particular, um beijo no seu coração. Você é mais que um parceiro, você é um amigo irmão.

E, finalmente, dirijo-me aos foliões da SAUDADE, sentido maior de toda festa e de todo trabalho, na verdade, vocês é que promovem esse verdadeiro espetáculo,  todos os anos,  nas ruas da nossa cidade,  dançando, cantando e brincando. Aos que enviaram-me  e postaram nas redes sociais palavras elogiosas,  falarei apenas uma coisa:  OBRIGADO, OBRIGADO E OBRIGADO !!!!

Raminho Fotógrafo: meu registro eternizou a sua risada…


Na tarde do último domingo (19), casualmente, encontrei com o amigo Joca, casado com uma das filhas do “eterno Raminho Fotógrafo”, recentemente falecido. Em forma de homenagem seu genro, Joca, usava uma camiseta com a seguinte frase: “ELE QUE ETERNIZOU O TEMPO COM SUAS FOTOGRAFIAS SE ETERNIZOU EM LUZ”.

Muito bem, no amigo Raminho, que hoje mora na eternidade, era uma espécie de representação clássica da fotografia. Dedicou sua vida laboral inteira nesse ofício. Eternizou momentos e viverá para sempre, emoldurando seus incontáveis RETRATOS.

Particularmente, independente de qualquer coisa, a fotografia que estampava a imagem do Raminho, na camisa em que seu genro lhe homenageava, curiosamente, foi registrada por esse humilde “fotografo” que escreve essas linhas, em plena sexta-feira, antes do carnaval – como se fosse uma sexta como  hoje (24).

Para mim, no entanto, foi motivo de muita alegria e emoção, pois  é uma honra saber que a família escolheu o registro, por mim realizado. Justamente da pessoa que será sempre lembrado pelo ramo da fotografia. Aliás, lembro exatamente do momento do clik. Ele fez uma cara pose e eu disse: HOJE É CARNAVAL RAMINHO, DA UMA RISADA….E ELE ABRIU ESSE LARGO SORRISO…

Aliás,  não custa nada revermos o vídeo, gravado naquela noite de sexta, véspera do sábado de Zé Pereira, tal hoje. Veja o vídeo:

Orquestra Super Oara: Elaque Amaral convida os vitorienses para mais um ano de festa.

Nosso amigo, parceiro e extraordinário artista,  comandante da Orquestra Super Oara, Elaque Amaral, gravou um vídeo na redação do Blog do Pilako convidando toda comunidade vitoriense para mais uma ano de festa; Disse ele: “É Saudade… é recordação… é a vida… é mais ano… Vamos brincar……”. Veja o Vídeo: