Minhas observações aos 100 primeiros dias de governo do prefeito Aglailson Junior.

Segundo a liturgia política o recorte de tempo mais prazeroso dessa atividade, situa-se justamente entre o anuncio da vitória nas urnas e o dia da posse.  Nesses três meses tudo é festa. Tudo é alegria.  O eleito, naturalmente, vira uma espécie de “rota” obrigatória. Dos correligionários, para cobrar os espaços prometidos e, para uma parcela expressiva dos adversários, sobretudos àqueles que tinham uma “vantagezinha”, no “outro lado”, para mudar o discurso.

Pois bem, foi nesse contexto que o então prefeito eleito, Aglailson Junior, convocou os meios de comunicação da cidade para uma coletiva de imprensa, ocorrida no dia 20 de outubro de 2016 lá,  no Teatro Silogeu. Salve engano, esse foi seu primeiro e único ato público, no período da chamada “lua de mel” política. Nesse mesmo período, no chamado “andar de baixo”, na “na rádio peão”, a indústria do fuxico e da fofoca, usando  “seu nome”, funcionou “com força”, nos quatro cantos da cidade.

100 dias, ao mesmo tempo, é muito e é pouco! Vai depender do tema abordado e do prisma que se olha. Ficar 100 dias sem contato, para um casal apaixonado é uma eternidade temporal. Já os mesmo 100 dias, deduzidos da carceragem de um condenado à pena máxima (30 anos), que já está preso há quinze anos, por exemplo, é algo insignificante, inócuo.

Não podemos, porém, sermos ingênuos ao ponto de acharmos que nos 100 primeiros dias da nova administração, os problemas de toda rede de saneamento da cidade estariam resolvidos, por exemplo. Não obstante, afirmamos que esse mesmo espaço de tempo  já é um tanto demasiado para que uma administração comprometida não tenha  conseguido sequer  executar  uma “faxina geral” na cidade, sobretudo  no centro comercial, para desobstruir  os coletores das caixas pluviais –  Registro realizado por volta das 12h de ontem (10), no cruzamento das Ruas 15 de Novembro com a Rui Barbosa.

Não podemos tapar o sol com a peneira, diz o adágio popular. Ficou nítido que o novo prefeito herdou problemas. A administração anterior não honrou a confiança da população, até os últimos dias da gestão. Aliás, não teve nem como colocar a culpa nos outros, ou seja: tropeçaram nas próprias pernas. O povo, sobretudo os mais carentes, usuários dos serviços básicos, não ficou satisfeito e registrou a covardia, apesar de ainda  imperar, na cabela dos políticos, o velho  ditado que diz: “o povo tem memória curta”.

Mas não irei, aqui, ficar elencando problemas, assim como vem fazendo, para se justificar, na autodefesa, o prefeito Aglailson Junior.  Não custa nada lembrar que dois terços da população, na última eleição,  hipotecaram seus sufrágios em favor da descontinuidade da gestão anterior, por justamente imaginarem que algo poderia ser diferente. Suponho!!

Ao sentar na cadeira mais importante do Palácio Municipal, na minha modesta opinião, o prefeito Aglailson Junior deu logo “duas bolas fora”.

– Primeira: produziu conteúdo político desnecessário, para quem acabou de assumi um cargo executivo, ao anunciar, em pleno evento festivo da posse, à candidatura do seu primogênito. Nas entrelinhas, fica explicito que, na sua cabeça, essa deverá ser a maior obra da sua gestão, nos dois primeiros anos de mandato.

– Segunda: à proposta feita ao funcionalismo municipal, com um parcelamento “a perder de vista”,  do salário remanescente de 2016, com isso,  demonstrou, o mesmo (prefeito)  que ainda não absorveu, com largueza, à função que  lhe foi conferida, através do voto popular. Penalizar funcionários e aposentados apenas  para atingir o outro grupo político é a mesma coisa de “beber veneno e esperar que o desafeto morra”. Perdeu, o prefeito, na minha modesta opinião, uma ótima  oportunidade de produzir um fato administrativo marcante para a sua carreira política, na qualidade de gestor público.

Aliás, sobre o tema – “salários atrasados” –  o prefeito Aglailson Junior deveria  ter consultado o seu ex- vizinho de gabinete na ALEPE, Raimundo Pimentel, hoje, prefeito de Araripina, que herdou do seu antecessor duas folhas atrasadas e já quitou uma, em março, e a outra está programada para junho desse ano. Ou então, copiar o seu companheiro de partido (PSB), prefeito da cidade de Ribeirão, Marcelo Maranhão, que herdou além dos dois últimos meses de salários de 2016, o 13º e – certamente por ser oriundo da iniciativa privada – já arrumou uma solução original, em curto prazo. Com um agravante nos dois casos ilustrados: são dois municípios com renda bem inferiores as da nossa Vitória de Santo Antão.

Com relação à montagem do seu secretariado, com 100 dias de gestão, a nova administração ainda não justificou, através de ações e ferramentas inovadoras, o motivo pelo qual importou uma legião de estrangeiros. Quase a metade dos espaços do primeiro escalão, foram preenchidos  por pessoas de fora da cidade. À exceção dessa regra, poderíamos citar, como exemplo, à iniciativa  diferente da secretária de ação social, Zandramar Ruiz, com a criação da Casa dos Conselhos. Fora isso, até agora, nada que justifique tanta “cara estranha”, circulando no corredores da prefeitura.

Já com relação ao diálogo com o Poder Legislativo Municipal, leia-se: Câmara de Vereadores, o prefeito Aglailson Junior apenas reproduziu a infeliz  e superada regra brasileira, ou seja: “O JÁ CONHECIDO TOMA LÁ, DÁ CÁ”. Da tribuna do legislativo local, devemos ressaltar,  nesses primeiros 100 dias de governo, saiu a mais grave denuncia, na direção do atual gestor, quando um vereador da oposição acusou-o de perseguição, com a ameaça, inclusive,  de desapropriar imóveis pertencentes à família do mesmo, caso o “tom” do opositor não fosse arrefecido. O prefeito Aglailson Junior absorveu a denuncia e silenciou. Isso é muito grave e perigoso, para quem estar começando uma gestão pública, em pleno processo democrático.

No que diz respeito às principais críticas, realizada pelo então candidato Aglailson Junior, na direção da gestão anterior, dentro as quais destaco à forma de atuação e autuação da AGTRAN – Agência Municipal de Trânsito – gostaria de dizer que até o presente momento, nada mudou. Continuamos desprovidos de ações planejadas e nem sinal de qualquer anuncio de mudança. Pelo o andor da carruagem, nesses primeiros 100 dias,  desconfio que a gestão do prefeito Aglailson Junior deverá usar a AGTRAN da mesma forma que seu antecessor, ou seja: mais para engordar a receita da prefeitura do que propriamente para promover mudanças na chamada mobilidade urbana e na tentativa de buscar  um trânsito mais civilizado e humanizado.


Na área da saúde – pasta comandada pela irmã do prefeito, Adriana Queralvares, cuja recomendação do Ministério Publico já pediu sua exoneração do cargo, realçando o nepotismo –  o prefeito, em função das suas constantes criticas às filas noturnas e à falta de medicamento nas unidades de saúde,  terá por obrigação, em menor espaço de tempo,  exterminar essas e outras demandas. No entanto, até o presente momento, nessa área, diga-se de passagem, vital a qualquer gestão, não observamos o anuncio de mudanças   estruturais. Vale salientar que nesse setor ainda existe muito obra inacabada, carecendo assim, de um esforço concentrado e muita articulação política em Brasília, para que os aportes financeiros necessários comecem a  chegar. Não custa nada diferenciarmos: uma coisa é emitir ordem de serviço para a construção de  um posto de saúde, outra coisa é coloca-lo em funcionamento.

Na pasta da educação, comandada pelo professor Jarbas Dourados, sujeito com quilometragem nessa seara administrativa, a nova gestão anunciou um plano de ação que não foi concretizado plenamente. Apesar do retardo no início do ano letivo, as aulas começaram de maneira precária. Em algumas unidades escolares, por exemplo,  os diretores foram obrigados a fazer rodízio de turmas, em função da falta de bancas escolares. Nesse ínterim, uma greve dos professores também chegou a ser cogitada, por conta da falta de pagamento. Veja o vídeo:

De maneira geral, nesses 100 primeiros dias da nova administração, o conjunto gestor saiu-se  melhor na mudança de comportamento em relação aos eventos públicos. A festa do Padroeiro da cidade, por exemplo,  ganhou fôlego e o carnaval – nossa festa maior – foi destravado, voltando a fluir com naturalidade, apesar do prefeito Aglailson Junior, já no seu primeiro ano, haver suprimido investimento aos clubes, blocos e troças, algo irracional, do ponto de vista das mais caras tradições da nossa polis.

Outro erro dos que comandam a nova gestão foi a não criação de uma secretaria ou diretoria de comunicação (oficial). É público e notório que o prefeito não tem facilidade para se comunicar.  Os tempos são outros. Seria de bom alvitre, contudo, e até de ordem imperiosa, por assim dizer, para o bom andamento da gestão, assim como promover à transparência nas atividades públicas administrativas, que o prefeito reconsiderasse o seu organograma administrativo, para contemplar os profissionais da comunicação.

Para concluir essas nossas observações, que tem por finalidade contribuir para o melhoramento da cidade como um todo – sem custo para o erário – gostaria de dizer que tudo aqui realçado, estão baseados em indicativos, pois, aos 100 dias da gestão, cerca de 7% (6,8) do tempo destinado para sua conclusão (1.460) tudo pode acontecer, inclusive nada,  como bem nos  lembra a canção interpretada pelo cantador Santana.

Portanto, como já relatei em oura postagem, até os 100 primeiros dias da gestão do prefeito Aglailson Junior procurei, aqui pelo blog, ficar equidistante, por entender que a “casa” carecia de arrumação. Entendemos  muito bem que 100 dias não foi o tempo suficiente para a solução da maioria dos problemas, mas, ao mesmo tempo, é espaço temporal considerável para que se tome pé da situação para estudar, planejar e agir,  no sentido da busca do melhor caminho administrativo. Em momento algum o prefeito Aglailson Junior poderá se esquivar e esquecer dos problemas estruturais da nossa cidade. Estaremos, no tempo que julgarmos adequado, lhe cobrando atitudes até porque, há poucos meses, bradava os  seu  programas de guia eleitoral: “Aglailson, o candidato que tem palavra e competência para mudar Vitória”.

Associação dos Blogueiros de Pernambuco com nova diretoria.

O radialista e editor do InformePE Paulo Fernando foi eleito, no último sábado (8/4), presidente da Associação dos Blogueiros de Pernambuco (AblogPE). O evento foi realizado na sede do órgão, no Centro do Recife, e reuniu a blogosfera pernambucana. Além de eleger o novo representante, os blogueiros aprovaram mudanças no edital; discutiram questões de interesses da categoria e escolheram os componentes da diretoria para o biênio 2017-2019.


Paulo Fernando é natural da Cidade do Paulista, nascido em agosto de 1989, é blogueiro há 8 anos, o mesmo é Diretor Blog InformePE e Aqui Vagas. Paulo ao longo da sua trajetória tem sempre aprimorando o seu currículo profissional, o mesmo é Técnico em Rádio/TV, Palestrante, Comentarista Político, foi chefe de gabinete na Câmara Municipal de Igarassu, Diretor de Imprensa na Prefeitura de Itapissuma, Assessor Político na Assembleia Legislativa (ALEPE) e em 2014 foi eleito secretário de imprensa da AblogPE.

“Quero dá continuidade aos trabalhos realizados por Lissandro Nascimento, serei um soldado nessa nova jornada, iremos criar mecanismo para cada vez mais fortalecer o nome da instituição e agradeço a confiança mim depositada pelos blogueiros.

Veja como ficou a nova diretoria:

CARGO: Presidente
NOME: Paulo Fernando Oliveira Santana Lemos Martins

CARGO: Vice-presidente
NOME: Cristiano de Melo Vasconcelos Barros

CARGO: Diretor Executivo
NOME: Wagner Wilker Lopes Brainer

CARGO: Diretor Financeiro
NOME: Lissandro Antonio do Nascimento

CARGO: Secretário Geral
NOME: Manuel Mariano da Silva

CARGO: Diretora de Imprensa
NOME: Amanda Maciel de Lemos Vasconcelos Ferraz

CARGO: Diretor de Relações Institucionais
NOME: Paulo Xavier de Brito Junior

CARGO: Suplente
NOME: Amannda do Amaral Oliveira

CARGO: Suplente
NOME: José Alberto Pereira da Silva

CARGO: Suplente
NOME: Alexandre de Souza Acioli

CARGO: Suplente
NOME: Wellington Antônio Araújo de Freitas

CARGO: Suplente
NOME: Artur de Melo Reis de Souza

CARGO: Conselho Fiscal
NOME: Lúcio Mário de Oliveira Cabral

CARGO: Conselho Fiscal
NOME: José Flávio de Melo

CARGO: Conselho Fiscal
NOME: Jadson de Pádua Correria

CARGO: Conselho Fiscal
NOME: Rafaela Maria Martins Lemos

CARGO: Conselho Fiscal
NOME: Manoel Tenório Cavalcanti Júnior

Uma “pitada” do melhor do Rock nacional.

Na tarde do sábado (08) aconteceu mais um Encontro dos Amantes da Boa Música, no Restaurante Varanda do Tadeu. O sempre animado artista vitoriense, Edmilson Silva, mais uma vez, comandou a festa. No seu rico repertório, as músicas românticas estão sempre em destaque. Veja o vídeo.

A qualidade de artista convidado, por assim dizer, nós, frequentadores do Varanda, fomos brindados com um “show relâmpago” do artista Emanuel Andrade. Sobre sua pessoa apenas sei o que disse ao microfone. Ele, lá das bandas de São Bento do Una, com estilo de roqueiro Heavy metal, produziu, entre outras músicas de qualidade, o melhor do rock nacional. Desde o eterno Raul Seixas aos clássicos dos anos 80. Veja o vídeo.

Através das informações do também roqueiro, Leandro Bezerra, vitoriense que sabe e conhece de música, o Emanuel Andrade é o vocalista da Banda Decote de Oncinha. Olhe aí, uma boa opção musical para ser contratada para nossa cidade que,  indiscutivelmente, é carente de promoções festivas relativas ao referido gênero musical.

As “luzes” do colega Heitor Acioli.

Cumprindo uma missão acadêmica, recentemente, o colega de sala, Heitor Acioli  – que também é escritor – promoveu para os alunos do V período do curso de história, do qual faço parte,  uma extraordinária explanação sobre o Iluminismo. Com precisão e interação, Heitor acabou produzindo exatamente aquilo que se propôs,  à época, a elite pensante da Europa, sobretudos os franceses, nos séculos XVII e XVIII, ou seja:  transmissão e difusão do conhecimento – Parabéns ao dileto colega, Heitor Acioli

Momento Cultural – GUSTAVO FERRER CARNEIRO

Despercebidos

E inocentes

Lá vem os arrepios

Mexer com a alma da gente

Outra vez as sensações

A vontade de um carinho

Mais profundo

De um beijo guardado

De saudade do mundo

Que vivemos conscientemente

E que fica para sempre em nossas lembranças

Entre sussurros, recordo momentos

E não me arrependo

De atos ou fatos vividos

Mesmo que loucos ou transgredidos

Pois meu corpo em sintonia

Agradece ao teu em constante harmonia

E talvez por pura teimosia

Não paro de te amar

E de sentir tua falta

Não tenho pressa

Tenho calma

Quero conhecer não só teu corpo

Mas tua alma

Para isso, te imploro,

Me beija, teu beijo é um presente

Que adoro

E o teu abraço

Deixa meu corpo ardente

Te amando sem cansaço

Um beijo amado

Que vai subindo e vai descendo

Desliza no meio das nádegas

Sobe pelas costas

Até encontrar tua nuca

Teus cabelos afastando

Tuas orelhas volteando

Arrepiando e buscando

Teus lábios entreabertos

Com essa sede de viver

Aguenta, coração

Experimenta a sedução

Tenta e atenta

Nessa total imensidão

Abusa

Elambuza

Tiro a roupa

Te deixo louca

Sua

Suor salgado

Sal impregnado

Tua pele na minha

Minha carne na tua

Em meus lábios

Me matas a sede

Na fonte dos teus prazeres

Sede de meu tesão

Pura transgressão

Teu sexo

No meu sexo

Infringindo preconceitos

Ou regras

Braços e abraços

Bocas e línguas

Desejos hostis

Deixa correr

Deixa rolar

Na cama ou na lama

Na vontade de te amar

Vamos

Agora a sempre

Amar pensando no mundo

Um você e eu, juntos

Um gozo que seja profundo

No amor em um corpo único…

(MOSAICO DE REFLEXÕES – GUSTAVO FERRER CARNEIRO – pág. 19).

NO TEMPO DE EU MENINO – Talco Johnson


Isso foi no tempo que se atacava fralda com broche. Depois, lavava-se a fralda com Sabão Jabacó, pendurava no arame e passava a ferro de carvão.

Uma vez, um professor exigente sentou-se num restaurante pertinho da Mesbla, no Recife, e pediu uma Brahma Chopp estupidamente gelada e dois ovos cozidos. A garçonete, recém-contratada, querendo mostrar bom atendimento, logo perguntou: – O senhor usa sal nos ovos?

Aí, o professor, insuportavelmente, caxias, implicou: – Não, garota, uso Talco Johnson.

O castigo pelo enxerimento foi ter que deglutir os ovos sem sal e perder a garçonete de vista.

Sosígenes Bittencourt

O caso da vitoriense Tássia Mirella: A SOCIEDADE TEM QUE SE MOBILIZAR!!

Apesar de não fazer parte da rotina da nossa pauta, hoje, irei comentar sobre o caso que vitimou, no Recife, a vitoriense Tássia Mirella, ocorrido na manhã da quarta-feira (05). Com grande repercussão dentro e fora do Estado, o lamentável acontecimento levanta vários debates. Não que a vida da jovem Mirella, seja mais  ou menos importante que tantas outras, que também sucumbiram diante do seus algozes, na escalada crescente dos crimes bárbaros que, infelizmente, ocorre quase que diariamente no nosso País.

Por incrível que pareça são nos casos de grande repercussão, onde a sociedade se mobiliza e também a imprensa reproduz, com ênfase, que as coisas acabam se transformando. Realçamos, porém, que foi por conta da grande repercussão, envolvendo um pobre engraxate, cujo nome era Bernadino (12 anos), no Rio de Janeiro, em 1926, que o então presidente Washington Luiz assinou o Código de Menores, estabelecendo a distinção entre os que podiam ser punidos como adultos – os maiores de 18 anos.

Outro caso emblemático, desta feita envolvendo a prática do racismo, no nosso País, que  também teve grande repercussão na mídia, sobretudo no noticiário internacional, foi o constrangimento pelo qual passou uma  bailarina americana, negra, quando, em 1950, também no Rio de Janeiro, sua hospedagem foi recusada pelo hotel Serrador. Esse fato, inclusive, inspirou a Lei 1.390 que transformava em contravenção penal qualquer prática resultante de preconceito de raça ou cor. A referida lei ficou batizada com o nome do seu autor – Afonso Arinos.

Com pouco mais de Dez anos, a Lei Maria da Penha, ganhou espaço em decorrência  da  violência contra a mulher,  que teve  por finalidade tornar mais severas as punições para a os crimes de violência contra mulher.

Talvez por falta de leis mais duras e até por conta dos históricos de impunidades é que casos como o que ocorreu com  Mirella, estejam se multiplicando na nossa sociedade.  À brutalidade e a irracionalidade com que a jovem vitoriense perdeu a vida, dentro da própria residência, é algo extremamente preocupante. Quantos caras desses, acima de qualquer suspeita e com bons antecedentes, estão circulando pelas ruas? Como podemos avaliar se um vizinho tem um perfil psicopata?

Portanto, a sociedade deve se organizar em movimentos populares, não esperar dos políticos, da justiça  ou da polícia soluções mágicas para essas questões reais. Nossa cidade, Vitória de Santo Antão, deveria promover um ato público, para cobrar das autoridades punição exemplar para o assassino da jovem, seria uma forma, nesse momento,  de se  solidarizar com a família e os amigos da jovem Tássia Mirella.

Na próxima terça, faremos nossa avaliação dos 100 primeiros dias de governo do prefeito Aglailson Junior.

Assim como pontuamos os primeiros cem dias da segunda gestão do Governo de Todos – nos cem dias da primeira o blog ainda não estava no ar – também faremos, na medida do possível, uma avaliação dos cem primeiros dias da gestão comandada pelo prefeito Aglailson Junior. Naturalmente, às cobranças para um governo que assume pela primeira vez – por uma questão de bom senso – obrigatoriamente, deverão ser diferentes daquelas, cuja “nova” administração,  na prática, ficou apenas no contexto cartorial e que seguiu, evidentemente,  no regime da continuidade.

Muito bem, a avaliação dos 100 primeiros dias de governo, antes um marco político importante na administração dos detentores de cargos executivo, aos poucos, com o instituto da reeleição, inaugurado no Brasil na Era FHC, em 1998, foi perdendo o sentido, pois, como já falei em outras ocasiões, quando um prefeito, sobretudo do interior, se reelege o que mais deseja (na ocasião) é que o povo lhe esqueça, principalmente  os aliados,  mesmo que para isso, seja  necessário criada e alardear uma mentira qualquer. Ou seja:

Uma “crise internacional” ou uma “crise nacional”, à “queda do dólar” ou o  “aumento do euro”, o “atentado em Paris” e etc, assim como evocar a “Lei de Responsabilidade Fiscal”. Tudo é valido para  justificar o não cumprimento das suas promessas, ocorridas, meses antes, na campanha da reeleição. Isso é fato. Aliás, muitas pessoas por aqui, conhecem bem do que estou falando.

Mas, no caso do “novo” prefeito Aglailson Junior, as cobranças deverão ser outras, até porque, ele sempre se colocou como um administrador, fugindo um pouco da carga negativa de ser político, apesar de ascender ao poder justamente por ser  herdeiro de um clã. Evidentemente que nos cem primeiros dias de governo não seria racional imaginar que todos os problemas seriam  sanados,  que aliás –  é bom que se diga – não são poucos!!

No entanto, para um bom e bem intencionado gestor, cem dias é tempo suficiente para traçar a coluna vertebral dos seus 1460 dias de gestão. Nossa cidade, Vitória de Santo Antão, carece, há muito tempo, de uma administração inovadora, com foco no essencial e não na “espuma” e na “perfumaria”, como tem ocorrido.

JOÃO DORIA JUNIOR JR

Apenas a título de ilustração, em apenas três meses de gestão (90 dias), na cidade de São Paulo, o prefeito João Dória, já conseguiu ser observado, pela internet, no Brasil inteiro, com  promoções e soluções inovadoras, até então,  para o serviço público. Aliás, tomou duas medias com muita sabedoria: primeiro: não fala do gestor anterior; Segundo: não fala em crise financeira. Algo que deveria ser fruto de uma avaliação do prefeito Aglailson Junior, uma vez que, segundo informações das pessoas que com ele conversou,  ultimamente, essas tem sido as duas pautas prediletas dele,  nesses primeiros meses de gestão.

Portanto, na próxima terça-feira, dia 11 de abril, postarei uma matéria realçando às minhas primeiras impressões,  relacionadas ao inicio da gestão do prefeito Aglailson Junior. Por uma questão justiça, procurei, na medida do possível, esquivar-me de proferir juízo de valor, aqui pelo blog, sobre esse inicio de gestão, para não  produzir críticas descabidas e impróprias, até porque, temos  consciência das dificuldades inerentes ao inicio de qualquer gestão. Em ato continuo, estaremos também procurando ajustar as cobranças necessárias, cada qual no seu tempo, mas sem perder de vista às transformações que nossa cidade espera e precisa.

PARA VOCÊ: QUAL É A TUA OBRA?

“De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto.”  A frase não é minha. Essa pérola é de autoria de um dos brasileiros mais ilustres, Rui Barbosa, que viveu entre os anos de 1840 e 1923.

Na qualidade de polímata – sujeito que estuda ou conhece muitas ciências – Rui Babosa também se notabilizou pelo combate, sempre ao lado das boas causas. Aliás, diga-se de passagem: UM DOS MAIORES BRASILEIROS DE TODOS OS TEMPOS.

Pois bem, dias atrás,  li um notinha num determinado jornal que compartilho, agora,  com  os amigos  internautas do Blog do Pilako.

São por essas e outras que o filósofo contemporâneo, Mario Sérgio Cortella, pergunta aos ouvintes, nas suas concorridas palestras: qual é a tua obra?

Vereador de Cabrobó, Sininho, é uma exceção à regra!!!

Essa matéria, abaixo, copiada do blog do Magno, hoje (05), foge à regra do mundo político. Certa vez, num encontro com o vereador Toninho, ainda no inicio do  seu primeiro mandato, quando o mesmo realçava sua origem, até chegar ao parlamento, tentando  justificava-se por algumas falhas pontuais, por ainda ser principiante na atividade legislativa, eu, após ouvi-lo, atentamente, conclui a conversa dizendo-lhe: Toninho, o problema não está na origem ou de onde o vereador vem, o grande problema é que quando ele chega lá, via de regra, passa a ser igual a esmagadora maioria, que lá se mantém.

Vereador mais votado de Cabrobó renuncia mandato

Postado por Magno Martins às 10:15

Noventa dias após ser eleito o vereador mais votado do município de Cabrobó, com 1.513 votos, Paulo Cezar Dos Santos, conhecido como Sininho (PSB), anunciou oficialmente, na noite de ontem, sua renuncia ao mandato.

Alegando decepção com o modelo da política atual, Sininho usou a Tribuna da Câmara para confirmar os rumores que já circulavam nos bastidores.

Ao justificar o porquê de estar abrindo mão do cargo eletivo, Sininho citou que os dias em que passou como vereador serviram para que ele reconhecesse que não havia nascido para a política. “Quero pedir perdão a todos que estão aqui e a todos que, agora, sentem que jogaram seus votos no lixo. Quero pedir perdão a Deus, a minha família e a todos os 1.513 votos que recebi, mas não se pode fazer uma coisa quando não se está bem. Eu não nasci para política! Entrei nela num momento de empolgação. Aqui, cada uma sabe o peso que carrega todos os dias e eu não entendo porque alguns colegas ficam tanto tempo nisso, deve haver uma grande necessidade”, ressaltou.

O socialista falou que a rotina política estava afetando até mesmo sua saúde, além de não querer desagradar ao povo cabroboense. “Saio agora porque é melhor do que sair depois, quando poderei ficar doente. Não consigo dormir, fico deprimido, não saio mais de casa. Eu era muito mais feliz, quando eu ganhava R$ 600,00 do que eu sou agora com R$ 6 mil. Eu não nasci para isso, não nasci para decepcionar o povo” explicou. 

Com a saída de Sininho, o grande beneficiado é o suplente, o ex-vereador Romero Gomes (PR), que herdara a cadeira deixada pelo socialista.

Paulo Câmara, “ruim das penas”, poderá perder aliados em Vitória de Santo Antão.

No domingo (02) o Jornal do Commercio publicou um levantamento cujos dados foram colhidos em todas as regiões de Pernambuco. A sondagem foi realizada pelo Instituto de Pesquisa Uninassau. Normalmente esse tipo de divulgação, em veículos de grande circulação, entre outros, tem como objetivo abastecer o noticiário político.

A dinâmica do “mundo político” tem agenda própria. Com vistas às eleições  de 2018, particularmente em Pernambuco, o start público foi acionado logo após os estandartes carnavalescos serem recolhidos. Isso não quer dizer, contudo, que os atores mais influentes, antes,   não tenham promovido ações pontuais, visando o pleito que se avizinha.

Muito bem, política não coisa para amador. À condução de uma gestão governamental estadual, sobretudo numa província com características próprias, como a nossa, não é algo simples. O ex “donatário” Eduardo Campos, falecido precocemente em um desastre aéreo, sabia como poucos mexer no tabuleiro político\administrativo\eleitoral\partidário.

Na qualidade de político, com dimensão nacional, monitorava o estado sem perder de vista o Brasil, olhando-o de maneira holística. Sabia  – o “coronel de olhos azuis” –  que para dobrar as “onças” políticas, primeiro,  não  podia deixa-las “cantar de galo” no seu terreiro, teria que ter, obrigatoriamente, respaldo popular. Tanto que, em duas eleições seguidas elegeu dois “postes políticos”, trazendo para debaixo das suas asas “gregos e troianos”.

Neófito no jogo político, cujas regras foge o entendimento das pessoas normais, o atual governador de Pernambuco, Paulo Câmara, perdeu o taming político. Governar com muitos “aliados” é tarefa para poucos. Frágil como estrategista, passou, então, a ser um alvo para ser abatido, no então “ninho de cobra” que se meteu, pelas mãos do padrinho e protetor políticos, Eduardo Campos.  Seus opositores são os declarados e os que estão dentro do seu próprio partido (PSB), no chamado: fogo amigo.

Se não bastasse o investimento dos partidos de oposição, na agenda da segurança – comemorando cada assassinato como se fosse um gol, em final de campeonato – um dos seus  aliados de peso, assim como, hoje,  um dos políticos pernambucanos com mais cacife em Brasília, o senador Fernando Bezerra Coelho, segundo informações de várias fontes, trabalha na surdina para liderar a chapa em 2018 pelo mesmo campo político do atual governante. O prefeito reeleito do Recife, Gerado Júlio, também em silêncio, tenta buscar “musculatura” para se colocar como opção ao cargo do governador, já em 2018. Inclusive, dizem as más línguas: sonha de olhos abertos  com o  Palácio do Campo das Princesas.

Aliás, rareia os políticos da base do governador Paulo Câmara que estão saindo em sua defesa, na qualidade de aliado. Com a popularidades em baixa, prefeitos e deputados preferem ficar esperando, para ver que “bicho vai dá”.

Na nossa cidade, Vitória de Santo Antão, aonde os três maiores grupos políticos foram  eleitos no conjunto partidário do governador, não se houve “um pio”, em defesa do seu líder ou do seu governo. Muito pelo contrário, estão preferindo ficar distantes. Pelo andor da carruagem, se assim permanecer o cenário, os atuais deputados, eleitos por nossa cidade deverão  tomar outro rumo e abandonar o barco. Desculpas não tão lhes faltarão, até porque, na nossa cidade, o governo de Paulo Câmara é invisível mesmo……..

Estudantes nas ruas, exigindo o cumprimento de uma das promessas de campanha do prefeito Aglailson Junior.

Convocado pelo movimento popular, intitulado REGULABUSÃO, aconteceu, na manhã do sábado (01), uma manifestação que percorreu algumas ruas centrais da nossa cidade. O evento reivindicatório,  pacifico e bem humorado, entre outras pautas, cobrou do prefeito, Aglailson Junior, o cumprimento de uma das suas promessas de campanha que foi justamente à qualificação e à manutenção do transporte universitário para a Capital pernambucana.

Logo cedo, os estudantes se concentraram na Praça Leão Coroado para confeccionar cartazes e um “ônibus”, para chamar a atenção da população para o problema. Por volta das 10h, o grupo saiu em passeata. Veja o vídeo:

Segundo um dos lideres do movimento, André Carvalho, por ocasião do anuncio do movimento, o prefeito fez uso de uma rádio local para anunciar a volta dos ônibus. De maneira irônica, André Carvalho, desqualificou as palavras do prefeito, dizendo: “hoje é primeiro de abril, dia da mentira, a gente não acredita”. Veja o vídeo:

Questionado sobre o futuro do movimento, caso o prefeito não cumpra a palavra de voltar com os ônibus dos estudantes, André Carvalho, disse que o movimento não vai parar até o restabelecimento dos serviços públicos municipais.

Apenas a titulo de opinião. Gostaria de dizer aos lideres do referido movimento que não se deve – nos caso de manifestação de rua – pulverizar as pautas, sob o risco de não passar a principal mensagem para a população e acabar enfraquecendo o movimento. Todas as pautas são legitimas, mas os estudantes, nesse momento, deveriam se concentrar em apenas um foco, ou seja: VOLTA DOS ÔNIBUS PARA OS ESTUDANTES UNIVERSITÁRIOS!

No mais gostaria de dizer, mais uma vez, que a nossa cidade mudou – apesar de muita gente achar que Vitória continua sendo uma “ilha”. A internet, entre outras coisas, transformou-se numa ferramenta de cidadania e liberdade de expressão. Estamos “navegando” num  momento da história da humanidade, nunca antes  pensado.  Como já disse, certa vez, Che Guevara:  “As tantas rosas que os poderosos matem nunca conseguirão deter a primavera”

Escritor Célio Meira: ontem, hoje e sempre!!

Mais uma vez, por generosidade do presidente do nosso Instituto Histórico e Geográfico da  Vitória, professor Pedro Ferrer, recebi, por e-mail, um recorte de jornal. Desta feita da  edição especial do Jornal “O Vitoriense”. Comemorava-se, à época, o centenário do aludido e importante impresso, da nossa cidade – 05 de novembro de 1966.

Nas custa nada lembrar, também, que no ano passado (2016), precisamente no dia 04 de novembro, comemorou-se à passagem do Sesquicentenário da imprensa escrita vitoriense. Nesse contexto, destacamos, mais uma vez, à imprescindível atuação do nosso Instituto Histórico, no que diz respeito às boas causas antonenses.

Se fazer imprensa, hoje, ainda continua sendo uma tarefa desafiante, fruto, mais ao idealismo do que necessariamente à atividade laboral, sobretudo no interior, imaginar, então,  à dedicação ao ofício da pena na nossa cidade,  há  um século e meio,  é algo que foge ao bom senso e principalmente ao racional.

São por essas e outras que cada dia mais “mergulho” na história da nossa Vitória de Santo Antão, na certeza de encontrar vultos que realmente devemos admirar e copiar, no bom sentido da palavra, até porque temos a obrigação “gratuita” de  eterniza-los, não obstante, na medida do possível, procurar, em ato contínuo, esclarecer para as gerações vindouras àqueles que ainda “sobrevivem” de uma imagem bem distorcida da realidade em que se viveu.