Na nossa postagem da terça – dia 11 de abril – onde realçamos nossas particulares impressões, sobre a atuação dos novos gestores da Vitória de Santo Antão, nos seus primeiros cem dias de administração, pontuamos que o recorte temporal aludido, já havia sido um tanto demasiado para que os mesmos ainda não houvesse realizado uma “faxina geral” no município, sobretudo no nosso centro comercial.
Pois bem, na quinta-feira (13) pela manhã – dois dias após a postagem – nossas lentes registram o amigo e sempre simpático, Biu da Morepe, secretário de serviços públicos, comandando uma limpeza nas ruas centrais da cidade. Coincidência ou não, o serviço começou justamente pelo local apontado, antes, pelo nosso jornal eletrônico, intitulado Blog do Pilako. Nesse caso, contudo, não posso deixar dizer: BLOG DO PILAKO BOTA A PREFEITURA PARA TRABALHAR.
Por ocasião da súbita falta de energia elétrica, ocorrida no início da noite do feriado da Sexta-Feira Santa registramos, no escuro, a passagem, pelo Pátio da Matriz, da tradicional Procissão do Senhor Morto. Ao som das matracas – que na semana santa substitui os sinos – e cânticos religiosos, os fiéis católicos seguiram com o cortejo, sendo auxiliados pela luminosidade dos aparelhos de celulares e dos faróis dos automóveis. Veja o vídeo:
No início da noite do feriado da sexta (14), os “boyzinhos” da Matriz, mantiveram o papo animado, apesar da completa escuridão em função da falta de energia elétrica, no bairro da Matriz. Aliás, a voz se constitui em dos nossos principais meios de comunicação. Desde que nascemos o choro, o grito e o riso, para quem ainda não encontrou o caminho do dialogo convencional, são as principais ferramentas na interação com o “novo mundo”. Pois bem, mesmo no escuro, na roda de bate-papo, todos sabiam com quem estava interagindo, por também a voz ser uma espécie de “digital” do “bicho ser humano”.
Na manhã de hoje (13) as redes sociais – face e zap – foram inundadas com fotos, mostrando os efeitos da chuva na nossa cidade, sobretudo no nosso centro comercial. Os lojistas, juntamente com seus respectivos funcionários, foram obrigados a empreenderem uma força tarefa, as pressas, para atenuar os efeitos contrários ao bom andamento dos negócios.
Em tempos de estiagem na nossa região, racionamento e rodízios no abastecimento realizado pela COMPESA, não podemos, evidentemente, reclamar das chuvas, no entanto, também não podemos dizer que os seus pontuais efeitos, para vida urbana, não seja um incômodo.
Nossa cidade, Vitória de Santo Antão, ficou traumatizada com enchentes. Já ocorreram várias de grande proporções. Esses eventos, que tem como principal causa os fenômenos naturais, se constitui em um dos graves problemas dos aglomerados da vida em sociedade
Aliás, a nossa principal via do comércio, Avenida Mariana Amália, num é a primeira a encher, por ocasião das chuvas, simplesmente, por acaso. Naquele local, na origem do nosso povoamento, corria um riacho que desaguava no Rio Tapacurá, assim como acontece hoje, quando as águas da chuva, seguem à mesma direção. Até a primeira metade do século XX, a referida via era conhecida como “Bomba de Magalhães”. Não à toa, bem antes disso, vale salientar, quando o bairro do Livramento nem existia, a cidade terminava – mais ou menos – onde fica localizado, hoje, o Banco do Brasil.
Pois bem, contra a força da natureza não se pode reclamar. Mas o poder público municipal e a população em geral, também precisam fazer a sua parte. Na última terça-feira, dia onze de abril, quando postei matéria realçando minhas impressões sobre os cem primeiros dias da gestão do prefeito Aglailson Junior, questionei os motivos pelos quais os receptores das águas pluviais, do nosso centro comercial, ainda não haviam sido desobstruídos?
Foto: Divulgação / Internet
Não precisa ser nenhum gênio, para imaginar que se todos os “bueiros” do nosso centro comercial estivessem desobstruídos e limpos, os efeitos dessas chuvas que caíram – de ontem pra hoje – impactariam menos no cotidiano da nossa cidade.
Contudo, esse acontecimento de hoje – transtornos decorrentes das chuvas – se configura em uma ótima oportunidade para questionarmos o prefeito, Aglailson Junior, sobre seu planejamento, medidas e ações para solucionar os constantes alagamentos no nosso centro comercial, em períodos invernoso.
A sociedade vitoriense não pode ficar de braços cruzados, esperando que as soluções cheguem dos céus – tal qual às chuvas. Aliás, seria também uma boa oportunidade para que a nova gestão municipal se recomponha do erro e corra a trás do prejuízo, convocando as entidades representativas do comércio para traçar, em conjunto, soluções para esse grave problema que inferniza, há décadas, a vida de todos os munícipes.
Se hoje, nas eliminatórias para a Copa da Rússia, a seleção brasileira, comandada pelo técnico Tite, está “voando em céu de brigadeiros” em 1993, rumo à Copa dos EUA, as coisas estavam bem diferentes. Dizem alguns jornalistas da área, inclusive, que naquele período, cujo comando estava nas mãos do técnico Parreira, foi um dos piores momento da história da “amarelinha”.
Aliás, à participação do Brasil no certamente promovido pela FIFA – Copa de 1994 – chegou a ser questionada, tanto por especialistas quanto por boa parte dos torcida brasileira. A verdade é que a seleção estava “ruim das pernas” e muito desacreditada.
Pois bem, não custa nada lembrar, também, que o Brasil – naquela ocasião – enfrentava um jejum de vinte e quatro anos sem título mundial. O último havia sido conquistado no México, em 1970. Existia, realmente, por parte da torcida, uma cobrança muito forte.
Relembro tudo isso para chegar justamente na partida emblemática – para não dizer épica – ocorrida no Recife, em 29 de agosto de 1993, entre os selecionados brasileiro e boliviano. Ressaltemos, porém, que um mês antes, em Lá Paz, a Seleção da Bolívia havia quebrado a invencibilidade de 40 anos da seleção brasileira em eliminatórias, metendo-lhe 2×0.
O jogo da volta, no Recife, contudo, passou a ser decisivo para o Brasil. Era ganhar ou ganhar. Nesse contexto, o nativo e então jogador da seleção brasileira, Ricardo Rocha (xerife da zaga), cumpriu papel decisivo, no incentivo aos pernambucanos em apoiar a seleção, naquele momento, ou seja: “no fundo do poço”.
No palco (Estádio do Arruda), a torcida fez a sua parte. Compareceu “com força”. Mais de setenta mil pessoas se solidarizaram com time de Parreira que tinha, entre outros jogadores, Tafarel, Bebeto, Raí, Jorginho, Branco, Dunga, Leonardo, Ricardo Gomes e etc.
Pois bem, dentre esses mais de setenta mil pernambucanos, que foram testemunhas oculares dessa história, encontrava-se, EU. Juntamente com um grupo de amigos organizamos uma caravana. Após nossa chegada, lá, em função da grande quantidade de gente e o tumulto para adentrar no estádio, acabamos nos dispersando – lembremos que naquele tempo, ainda não havia ingressos com cadeira numeradas, muito menos dispúnhamos de telefones celulares, internet, face, zap e coisa do gênero, para facilitar o reencontro.
Sozinho, e sem condições de procurar os integrantes do grupo – que acabou se dividindo em quatro – plantei-me na arquibancada, atrás de uma das barras. O Brasil, para alegria dos milhões de brasileiros e delírios dos mais de setenta mil torcedores presentes, meteu 6 gols na Bolívia, 5 dos quais só no primeiro tempo! Algo inimaginável para o mais otimista dos brasileiros.
Como premio de consolação, por haver assistido toda partida distante dos amigos, acabei sendo presenteado, pelo então goleiro da Seleção Brasileira, Tarafel – “vai que é tua Tarafel”- com uma das suas luvas, usada naquela tarde\noite, em momento histórico para o futebol brasileiro e mundial.
Após joga-las, na direção dos torcedores, que estava na arquibancada atrás do gol em que ele estava, acabei sendo um dos agraciados. As luvas vieram “certinho” na minha direção. Apenas tive o trabalho de me levantar e pegar, umas das luvas do goleiro Claudio Tarafel, conforme está grafada na mesma.
Conto essa história, hoje – nunca antes revelada publicamente – pelo motivo de haver, ontem (11), por outro motivo, revirado alguns dos meus arquivos. Meu filho, Gabriel, atualmente com pouco mais de treze anos e sintonizado com o noticiário futebolístico, ficou vibrando com a história e com a peça única e valiosa que, por puro lance de sorte, trago comigo, até hoje, quase vinte e quatro anos depois. Para entender melhor essa história, click no link abaixo e veja o vídeo:
Segundo a liturgia política o recorte de tempo mais prazeroso dessa atividade, situa-se justamente entre o anuncio da vitória nas urnas e o dia da posse. Nesses três meses tudo é festa. Tudo é alegria. O eleito, naturalmente, vira uma espécie de “rota” obrigatória. Dos correligionários, para cobrar os espaços prometidos e, para uma parcela expressiva dos adversários, sobretudos àqueles que tinham uma “vantagezinha”, no “outro lado”, para mudar o discurso.
Pois bem, foi nesse contexto que o então prefeito eleito, Aglailson Junior, convocou os meios de comunicação da cidade para uma coletiva de imprensa, ocorrida no dia 20 de outubro de 2016 lá, no Teatro Silogeu. Salve engano, esse foi seu primeiro e único ato público, no período da chamada “lua de mel” política. Nesse mesmo período, no chamado “andar de baixo”, na “na rádio peão”, a indústria do fuxico e da fofoca, usando “seu nome”, funcionou “com força”, nos quatro cantos da cidade.
100 dias, ao mesmo tempo, é muito e é pouco! Vai depender do tema abordado e do prisma que se olha. Ficar 100 dias sem contato, para um casal apaixonado é uma eternidade temporal. Já os mesmo 100 dias, deduzidos da carceragem de um condenado à pena máxima (30 anos), que já está preso há quinze anos, por exemplo, é algo insignificante, inócuo.
Não podemos, porém, sermos ingênuos ao ponto de acharmos que nos 100 primeiros dias da nova administração, os problemas de toda rede de saneamento da cidade estariam resolvidos, por exemplo. Não obstante, afirmamos que esse mesmo espaço de tempo já é um tanto demasiado para que uma administração comprometida não tenha conseguido sequer executar uma “faxina geral” na cidade, sobretudo no centro comercial, para desobstruir os coletores das caixas pluviais – Registro realizado por volta das 12h de ontem (10), no cruzamento das Ruas 15 de Novembro com a Rui Barbosa.
Não podemos tapar o sol com a peneira, diz o adágio popular. Ficou nítido que o novo prefeito herdou problemas. A administração anterior não honrou a confiança da população, até os últimos dias da gestão. Aliás, não teve nem como colocar a culpa nos outros, ou seja: tropeçaram nas próprias pernas. O povo, sobretudo os mais carentes, usuários dos serviços básicos, não ficou satisfeito e registrou a covardia, apesar de ainda imperar, na cabela dos políticos, o velho ditado que diz: “o povo tem memória curta”.
Mas não irei, aqui, ficar elencando problemas, assim como vem fazendo, para se justificar, na autodefesa, o prefeito Aglailson Junior. Não custa nada lembrar que dois terços da população, na última eleição, hipotecaram seus sufrágios em favor da descontinuidade da gestão anterior, por justamente imaginarem que algo poderia ser diferente. Suponho!!
Ao sentar na cadeira mais importante do Palácio Municipal, na minha modesta opinião, o prefeito Aglailson Junior deu logo “duas bolas fora”.
– Primeira: produziu conteúdo político desnecessário, para quem acabou de assumi um cargo executivo, ao anunciar, em pleno evento festivo da posse, à candidatura do seu primogênito. Nas entrelinhas, fica explicito que, na sua cabeça, essa deverá ser a maior obra da sua gestão, nos dois primeiros anos de mandato.
– Segunda: à proposta feita ao funcionalismo municipal, com um parcelamento “a perder de vista”, do salário remanescente de 2016, com isso, demonstrou, o mesmo (prefeito) que ainda não absorveu, com largueza, à função que lhe foi conferida, através do voto popular. Penalizar funcionários e aposentados apenas para atingir o outro grupo político é a mesma coisa de “beber veneno e esperar que o desafeto morra”. Perdeu, o prefeito, na minha modesta opinião, uma ótima oportunidade de produzir um fato administrativo marcante para a sua carreira política, na qualidade de gestor público.
Aliás, sobre o tema – “salários atrasados” – o prefeito Aglailson Junior deveria ter consultado o seu ex- vizinho de gabinete na ALEPE, Raimundo Pimentel, hoje, prefeito de Araripina, que herdou do seu antecessor duas folhas atrasadas e já quitou uma, em março, e a outra está programada para junho desse ano. Ou então, copiar o seu companheiro de partido (PSB), prefeito da cidade de Ribeirão, Marcelo Maranhão, que herdou além dos dois últimos meses de salários de 2016, o 13º e – certamente por ser oriundo da iniciativa privada – já arrumou uma solução original, em curto prazo. Com um agravante nos dois casos ilustrados: são dois municípios com renda bem inferiores as da nossa Vitória de Santo Antão.
Com relação à montagem do seu secretariado, com 100 dias de gestão, a nova administração ainda não justificou, através de ações e ferramentas inovadoras, o motivo pelo qual importou uma legião de estrangeiros. Quase a metade dos espaços do primeiro escalão, foram preenchidos por pessoas de fora da cidade. À exceção dessa regra, poderíamos citar, como exemplo, à iniciativa diferente da secretária de ação social, Zandramar Ruiz, com a criação da Casa dos Conselhos. Fora isso, até agora, nada que justifique tanta “cara estranha”, circulando no corredores da prefeitura.
Já com relação ao diálogo com o Poder Legislativo Municipal, leia-se: Câmara de Vereadores, o prefeito Aglailson Junior apenas reproduziu a infeliz e superada regra brasileira, ou seja: “O JÁ CONHECIDO TOMA LÁ, DÁ CÁ”. Da tribuna do legislativo local, devemos ressaltar, nesses primeiros 100 dias de governo, saiu a mais grave denuncia, na direção do atual gestor, quando um vereador da oposição acusou-o de perseguição, com a ameaça, inclusive, de desapropriar imóveis pertencentes à família do mesmo, caso o “tom” do opositor não fosse arrefecido. O prefeito Aglailson Junior absorveu a denuncia e silenciou. Isso é muito grave e perigoso, para quem estar começando uma gestão pública, em pleno processo democrático.
No que diz respeito às principais críticas, realizada pelo então candidato Aglailson Junior, na direção da gestão anterior, dentro as quais destaco à forma de atuação e autuação da AGTRAN – Agência Municipal de Trânsito – gostaria de dizer que até o presente momento, nada mudou. Continuamos desprovidos de ações planejadas e nem sinal de qualquer anuncio de mudança. Pelo o andor da carruagem, nesses primeiros 100 dias, desconfio que a gestão do prefeito Aglailson Junior deverá usar a AGTRAN da mesma forma que seu antecessor, ou seja: mais para engordar a receita da prefeitura do que propriamente para promover mudanças na chamada mobilidade urbana e na tentativa de buscar um trânsito mais civilizado e humanizado.
Na área da saúde – pasta comandada pela irmã do prefeito, Adriana Queralvares, cuja recomendação do Ministério Publico já pediu sua exoneração do cargo, realçando o nepotismo – o prefeito, em função das suas constantes criticas às filas noturnas e à falta de medicamento nas unidades de saúde, terá por obrigação, em menor espaço de tempo, exterminar essas e outras demandas. No entanto, até o presente momento, nessa área, diga-se de passagem, vital a qualquer gestão, não observamos o anuncio de mudanças estruturais. Vale salientar que nesse setor ainda existe muito obra inacabada, carecendo assim, de um esforço concentrado e muita articulação política em Brasília, para que os aportes financeiros necessários comecem a chegar. Não custa nada diferenciarmos: uma coisa é emitir ordem de serviço para a construção de um posto de saúde, outra coisa é coloca-lo em funcionamento.
Na pasta da educação, comandada pelo professor Jarbas Dourados, sujeito com quilometragem nessa seara administrativa, a nova gestão anunciou um plano de ação que não foi concretizado plenamente. Apesar do retardo no início do ano letivo, as aulas começaram de maneira precária. Em algumas unidades escolares, por exemplo, os diretores foram obrigados a fazer rodízio de turmas, em função da falta de bancas escolares. Nesse ínterim, uma greve dos professores também chegou a ser cogitada, por conta da falta de pagamento. Veja o vídeo:
De maneira geral, nesses 100 primeiros dias da nova administração, o conjunto gestor saiu-se melhor na mudança de comportamento em relação aos eventos públicos. A festa do Padroeiro da cidade, por exemplo, ganhou fôlego e o carnaval – nossa festa maior – foi destravado, voltando a fluir com naturalidade, apesar do prefeito Aglailson Junior, já no seu primeiro ano, haver suprimido investimento aos clubes, blocos e troças, algo irracional, do ponto de vista das mais caras tradições da nossa polis.
Outro erro dos que comandam a nova gestão foi a não criação de uma secretaria ou diretoria de comunicação (oficial). É público e notório que o prefeito não tem facilidade para se comunicar. Os tempos são outros. Seria de bom alvitre, contudo, e até de ordem imperiosa, por assim dizer, para o bom andamento da gestão, assim como promover à transparência nas atividades públicas administrativas, que o prefeito reconsiderasse o seu organograma administrativo, para contemplar os profissionais da comunicação.
Para concluir essas nossas observações, que tem por finalidade contribuir para o melhoramento da cidade como um todo – sem custo para o erário – gostaria de dizer que tudo aqui realçado, estão baseados em indicativos, pois, aos 100 dias da gestão, cerca de 7% (6,8) do tempo destinado para sua conclusão (1.460) tudo pode acontecer, inclusive nada, como bem nos lembra a canção interpretada pelo cantador Santana.
Portanto, como já relatei em oura postagem, até os 100 primeiros dias da gestão do prefeito Aglailson Junior procurei, aqui pelo blog, ficar equidistante, por entender que a “casa” carecia de arrumação. Entendemos muito bem que 100 dias não foi o tempo suficiente para a solução da maioria dos problemas, mas, ao mesmo tempo, é espaço temporal considerável para que se tome pé da situação para estudar, planejar e agir, no sentido da busca do melhor caminho administrativo. Em momento algum o prefeito Aglailson Junior poderá se esquivar e esquecer dos problemas estruturais da nossa cidade. Estaremos, no tempo que julgarmos adequado, lhe cobrando atitudes até porque, há poucos meses, bradava os seu programas de guia eleitoral: “Aglailson, o candidato que tem palavra e competência para mudar Vitória”.
O radialista e editor do InformePE Paulo Fernando foi eleito, no último sábado (8/4), presidente da Associação dos Blogueiros de Pernambuco (AblogPE). O evento foi realizado na sede do órgão, no Centro do Recife, e reuniu a blogosfera pernambucana. Além de eleger o novo representante, os blogueiros aprovaram mudanças no edital; discutiram questões de interesses da categoria e escolheram os componentes da diretoria para o biênio 2017-2019.
Paulo Fernando é natural da Cidade do Paulista, nascido em agosto de 1989, é blogueiro há 8 anos, o mesmo é Diretor Blog InformePE e Aqui Vagas. Paulo ao longo da sua trajetória tem sempre aprimorando o seu currículo profissional, o mesmo é Técnico em Rádio/TV, Palestrante, Comentarista Político, foi chefe de gabinete na Câmara Municipal de Igarassu, Diretor de Imprensa na Prefeitura de Itapissuma, Assessor Político na Assembleia Legislativa (ALEPE) e em 2014 foi eleito secretário de imprensa da AblogPE.
“Quero dá continuidade aos trabalhos realizados por Lissandro Nascimento, serei um soldado nessa nova jornada, iremos criar mecanismo para cada vez mais fortalecer o nome da instituição e agradeço a confiança mim depositada pelos blogueiros.
Veja como ficou a nova diretoria:
CARGO: Presidente
NOME: Paulo Fernando Oliveira Santana Lemos Martins
CARGO: Vice-presidente
NOME: Cristiano de Melo Vasconcelos Barros
Na tarde do sábado (08) aconteceu mais um Encontro dos Amantes da Boa Música, no Restaurante Varanda do Tadeu. O sempre animado artista vitoriense, Edmilson Silva, mais uma vez, comandou a festa. No seu rico repertório, as músicas românticas estão sempre em destaque. Veja o vídeo.
A qualidade de artista convidado, por assim dizer, nós, frequentadores do Varanda, fomos brindados com um “show relâmpago” do artista Emanuel Andrade. Sobre sua pessoa apenas sei o que disse ao microfone. Ele, lá das bandas de São Bento do Una, com estilo de roqueiro Heavy metal, produziu, entre outras músicas de qualidade, o melhor do rock nacional. Desde o eterno Raul Seixas aos clássicos dos anos 80. Veja o vídeo.
Através das informações do também roqueiro, Leandro Bezerra, vitoriense que sabe e conhece de música, o Emanuel Andrade é o vocalista da Banda Decote de Oncinha. Olhe aí, uma boa opção musical para ser contratada para nossa cidade que, indiscutivelmente, é carente de promoções festivas relativas ao referido gênero musical.
Isso foi no tempo que se atacava fralda com broche. Depois, lavava-se a fralda com Sabão Jabacó, pendurava no arame e passava a ferro de carvão.
Uma vez, um professor exigente sentou-se num restaurante pertinho da Mesbla, no Recife, e pediu uma Brahma Chopp estupidamente gelada e dois ovos cozidos. A garçonete, recém-contratada, querendo mostrar bom atendimento, logo perguntou: – O senhor usa sal nos ovos?
Aí, o professor, insuportavelmente, caxias, implicou: – Não, garota, uso Talco Johnson.
O castigo pelo enxerimento foi ter que deglutir os ovos sem sal e perder a garçonete de vista.
Apesar de não fazer parte da rotina da nossa pauta, hoje, irei comentar sobre o caso que vitimou, no Recife, a vitoriense Tássia Mirella, ocorrido na manhã da quarta-feira (05). Com grande repercussão dentro e fora do Estado, o lamentável acontecimento levanta vários debates. Não que a vida da jovem Mirella, seja mais ou menos importante que tantas outras, que também sucumbiram diante do seus algozes, na escalada crescente dos crimes bárbaros que, infelizmente, ocorre quase que diariamente no nosso País.
Por incrível que pareça são nos casos de grande repercussão, onde a sociedade se mobiliza e também a imprensa reproduz, com ênfase, que as coisas acabam se transformando. Realçamos, porém, que foi por conta da grande repercussão, envolvendo um pobre engraxate, cujo nome era Bernadino (12 anos), no Rio de Janeiro, em 1926, que o então presidente Washington Luiz assinou o Código de Menores, estabelecendo a distinção entre os que podiam ser punidos como adultos – os maiores de 18 anos.
Outro caso emblemático, desta feita envolvendo a prática do racismo, no nosso País, que também teve grande repercussão na mídia, sobretudo no noticiário internacional, foi o constrangimento pelo qual passou uma bailarina americana, negra, quando, em 1950, também no Rio de Janeiro, sua hospedagem foi recusada pelo hotel Serrador. Esse fato, inclusive, inspirou a Lei 1.390 que transformava em contravenção penal qualquer prática resultante de preconceito de raça ou cor. A referida lei ficou batizada com o nome do seu autor – Afonso Arinos.
Com pouco mais de Dez anos, a Lei Maria da Penha, ganhou espaço em decorrência da violência contra a mulher, que teve por finalidade tornar mais severas as punições para a os crimes de violência contra mulher.
Talvez por falta de leis mais duras e até por conta dos históricos de impunidades é que casos como o que ocorreu com Mirella, estejam se multiplicando na nossa sociedade. À brutalidade e a irracionalidade com que a jovem vitoriense perdeu a vida, dentro da própria residência, é algo extremamente preocupante. Quantos caras desses, acima de qualquer suspeita e com bons antecedentes, estão circulando pelas ruas? Como podemos avaliar se um vizinho tem um perfil psicopata?
Portanto, a sociedade deve se organizar em movimentos populares, não esperar dos políticos, da justiça ou da polícia soluções mágicas para essas questões reais. Nossa cidade, Vitória de Santo Antão, deveria promover um ato público, para cobrar das autoridades punição exemplar para o assassino da jovem, seria uma forma, nesse momento, de se solidarizar com a família e os amigos da jovem Tássia Mirella.
Assim como pontuamos os primeiros cem dias da segunda gestão do Governo de Todos – nos cem dias da primeira o blog ainda não estava no ar – também faremos, na medida do possível, uma avaliação dos cem primeiros dias da gestão comandada pelo prefeito Aglailson Junior. Naturalmente, às cobranças para um governo que assume pela primeira vez – por uma questão de bom senso – obrigatoriamente, deverão ser diferentes daquelas, cuja “nova” administração, na prática, ficou apenas no contexto cartorial e que seguiu, evidentemente, no regime da continuidade.
Muito bem, a avaliação dos 100 primeiros dias de governo, antes um marco político importante na administração dos detentores de cargos executivo, aos poucos, com o instituto da reeleição, inaugurado no Brasil na Era FHC, em 1998, foi perdendo o sentido, pois, como já falei em outras ocasiões, quando um prefeito, sobretudo do interior, se reelege o que mais deseja (na ocasião) é que o povo lhe esqueça, principalmente os aliados, mesmo que para isso, seja necessário criada e alardear uma mentira qualquer. Ou seja:
Uma “crise internacional” ou uma “crise nacional”, à “queda do dólar” ou o “aumento do euro”, o “atentado em Paris” e etc, assim como evocar a “Lei de Responsabilidade Fiscal”. Tudo é valido para justificar o não cumprimento das suas promessas, ocorridas, meses antes, na campanha da reeleição. Isso é fato. Aliás, muitas pessoas por aqui, conhecem bem do que estou falando.
Mas, no caso do “novo” prefeito Aglailson Junior, as cobranças deverão ser outras, até porque, ele sempre se colocou como um administrador, fugindo um pouco da carga negativa de ser político, apesar de ascender ao poder justamente por ser herdeiro de um clã. Evidentemente que nos cem primeiros dias de governo não seria racional imaginar que todos os problemas seriam sanados, que aliás – é bom que se diga – não são poucos!!
No entanto, para um bom e bem intencionado gestor, cem dias é tempo suficiente para traçar a coluna vertebral dos seus 1460 dias de gestão. Nossa cidade, Vitória de Santo Antão, carece, há muito tempo, de uma administração inovadora, com foco no essencial e não na “espuma” e na “perfumaria”, como tem ocorrido.
JOÃO DORIA JUNIOR JR
Apenas a título de ilustração, em apenas três meses de gestão (90 dias), na cidade de São Paulo, o prefeito João Dória, já conseguiu ser observado, pela internet, no Brasil inteiro, com promoções e soluções inovadoras, até então, para o serviço público. Aliás, tomou duas medias com muita sabedoria: primeiro: não fala do gestor anterior; Segundo: não fala em crise financeira. Algo que deveria ser fruto de uma avaliação do prefeito Aglailson Junior, uma vez que, segundo informações das pessoas que com ele conversou, ultimamente, essas tem sido as duas pautas prediletas dele, nesses primeiros meses de gestão.
Portanto, na próxima terça-feira, dia 11 de abril, postarei uma matéria realçando às minhas primeiras impressões, relacionadas ao inicio da gestão do prefeito Aglailson Junior. Por uma questão justiça, procurei, na medida do possível, esquivar-me de proferir juízo de valor, aqui pelo blog, sobre esse inicio de gestão, para não produzir críticas descabidas e impróprias, até porque, temos consciência das dificuldades inerentes ao inicio de qualquer gestão. Em ato continuo, estaremos também procurando ajustar as cobranças necessárias, cada qual no seu tempo, mas sem perder de vista às transformações que nossa cidade espera e precisa.
“De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto.” A frase não é minha. Essa pérola é de autoria de um dos brasileiros mais ilustres, Rui Barbosa, que viveu entre os anos de 1840 e 1923.
Na qualidade de polímata – sujeito que estuda ou conhece muitas ciências – Rui Babosa também se notabilizou pelo combate, sempre ao lado das boas causas. Aliás, diga-se de passagem: UM DOS MAIORES BRASILEIROS DE TODOS OS TEMPOS.
Pois bem, dias atrás, li um notinha num determinado jornal que compartilho, agora, com os amigos internautas do Blog do Pilako.
São por essas e outras que o filósofo contemporâneo, Mario Sérgio Cortella, pergunta aos ouvintes, nas suas concorridas palestras: qual é a tua obra?
Essa matéria, abaixo, copiada do blog do Magno, hoje (05), foge à regra do mundo político. Certa vez, num encontro com o vereador Toninho, ainda no inicio do seu primeiro mandato, quando o mesmo realçava sua origem, até chegar ao parlamento, tentando justificava-se por algumas falhas pontuais, por ainda ser principiante na atividade legislativa, eu, após ouvi-lo, atentamente, conclui a conversa dizendo-lhe: Toninho, o problema não está na origem ou de onde o vereador vem, o grande problema é que quando ele chega lá, via de regra, passa a ser igual a esmagadora maioria, que lá se mantém.
Vereador mais votado de Cabrobó renuncia mandato
Postado por Magno Martins às 10:15
Noventa dias após ser eleito o vereador mais votado do município de Cabrobó, com 1.513 votos, Paulo Cezar Dos Santos, conhecido como Sininho (PSB), anunciou oficialmente, na noite de ontem, sua renuncia ao mandato.
Alegando decepção com o modelo da política atual, Sininho usou a Tribuna da Câmara para confirmar os rumores que já circulavam nos bastidores.
Ao justificar o porquê de estar abrindo mão do cargo eletivo, Sininho citou que os dias em que passou como vereador serviram para que ele reconhecesse que não havia nascido para a política. “Quero pedir perdão a todos que estão aqui e a todos que, agora, sentem que jogaram seus votos no lixo. Quero pedir perdão a Deus, a minha família e a todos os 1.513 votos que recebi, mas não se pode fazer uma coisa quando não se está bem. Eu não nasci para política! Entrei nela num momento de empolgação. Aqui, cada uma sabe o peso que carrega todos os dias e eu não entendo porque alguns colegas ficam tanto tempo nisso, deve haver uma grande necessidade”, ressaltou.
O socialista falou que a rotina política estava afetando até mesmo sua saúde, além de não querer desagradar ao povo cabroboense. “Saio agora porque é melhor do que sair depois, quando poderei ficar doente. Não consigo dormir, fico deprimido, não saio mais de casa. Eu era muito mais feliz, quando eu ganhava R$ 600,00 do que eu sou agora com R$ 6 mil. Eu não nasci para isso, não nasci para decepcionar o povo” explicou.
Com a saída de Sininho, o grande beneficiado é o suplente, o ex-vereador Romero Gomes (PR), que herdara a cadeira deixada pelo socialista.
No domingo (02) o Jornal do Commercio publicou um levantamento cujos dados foram colhidos em todas as regiões de Pernambuco. A sondagem foi realizada pelo Instituto de Pesquisa Uninassau. Normalmente esse tipo de divulgação, em veículos de grande circulação, entre outros, tem como objetivo abastecer o noticiário político.
A dinâmica do “mundo político” tem agenda própria. Com vistas às eleições de 2018, particularmente em Pernambuco, o start público foi acionado logo após os estandartes carnavalescos serem recolhidos. Isso não quer dizer, contudo, que os atores mais influentes, antes, não tenham promovido ações pontuais, visando o pleito que se avizinha.
Muito bem, política não coisa para amador. À condução de uma gestão governamental estadual, sobretudo numa província com características próprias, como a nossa, não é algo simples. O ex “donatário” Eduardo Campos, falecido precocemente em um desastre aéreo, sabia como poucos mexer no tabuleiro político\administrativo\eleitoral\partidário.
Na qualidade de político, com dimensão nacional, monitorava o estado sem perder de vista o Brasil, olhando-o de maneira holística. Sabia – o “coronel de olhos azuis” – que para dobrar as “onças” políticas, primeiro, não podia deixa-las “cantar de galo” no seu terreiro, teria que ter, obrigatoriamente, respaldo popular. Tanto que, em duas eleições seguidas elegeu dois “postes políticos”, trazendo para debaixo das suas asas “gregos e troianos”.
Neófito no jogo político, cujas regras foge o entendimento das pessoas normais, o atual governador de Pernambuco, Paulo Câmara, perdeu o taming político. Governar com muitos “aliados” é tarefa para poucos. Frágil como estrategista, passou, então, a ser um alvo para ser abatido, no então “ninho de cobra” que se meteu, pelas mãos do padrinho e protetor políticos, Eduardo Campos. Seus opositores são os declarados e os que estão dentro do seu próprio partido (PSB), no chamado: fogo amigo.
Se não bastasse o investimento dos partidos de oposição, na agenda da segurança – comemorando cada assassinato como se fosse um gol, em final de campeonato – um dos seus aliados de peso, assim como, hoje, um dos políticos pernambucanos com mais cacife em Brasília, o senador Fernando Bezerra Coelho, segundo informações de várias fontes, trabalha na surdina para liderar a chapa em 2018 pelo mesmo campo político do atual governante. O prefeito reeleito do Recife, Gerado Júlio, também em silêncio, tenta buscar “musculatura” para se colocar como opção ao cargo do governador, já em 2018. Inclusive, dizem as más línguas: sonha de olhos abertos com o Palácio do Campo das Princesas.
Aliás, rareia os políticos da base do governador Paulo Câmara que estão saindo em sua defesa, na qualidade de aliado. Com a popularidades em baixa, prefeitos e deputados preferem ficar esperando, para ver que “bicho vai dá”.
Na nossa cidade, Vitória de Santo Antão, aonde os três maiores grupos políticos foram eleitos no conjunto partidário do governador, não se houve “um pio”, em defesa do seu líder ou do seu governo. Muito pelo contrário, estão preferindo ficar distantes. Pelo andor da carruagem, se assim permanecer o cenário, os atuais deputados, eleitos por nossa cidade deverão tomar outro rumo e abandonar o barco. Desculpas não tão lhes faltarão, até porque, na nossa cidade, o governo de Paulo Câmara é invisível mesmo……..
Convocado pelo movimento popular, intitulado REGULABUSÃO, aconteceu, na manhã do sábado (01), uma manifestação que percorreu algumas ruas centrais da nossa cidade. O evento reivindicatório, pacifico e bem humorado, entre outras pautas, cobrou do prefeito, Aglailson Junior, o cumprimento de uma das suas promessas de campanha que foi justamente à qualificação e à manutenção do transporte universitário para a Capital pernambucana.
Logo cedo, os estudantes se concentraram na Praça Leão Coroado para confeccionar cartazes e um “ônibus”, para chamar a atenção da população para o problema. Por volta das 10h, o grupo saiu em passeata. Veja o vídeo:
Segundo um dos lideres do movimento, André Carvalho, por ocasião do anuncio do movimento, o prefeito fez uso de uma rádio local para anunciar a volta dos ônibus. De maneira irônica, André Carvalho, desqualificou as palavras do prefeito, dizendo: “hoje é primeiro de abril, dia da mentira, a gente não acredita”. Veja o vídeo:
Questionado sobre o futuro do movimento, caso o prefeito não cumpra a palavra de voltar com os ônibus dos estudantes, André Carvalho, disse que o movimento não vai parar até o restabelecimento dos serviços públicos municipais.
Apenas a titulo de opinião. Gostaria de dizer aos lideres do referido movimento que não se deve – nos caso de manifestação de rua – pulverizar as pautas, sob o risco de não passar a principal mensagem para a população e acabar enfraquecendo o movimento. Todas as pautas são legitimas, mas os estudantes, nesse momento, deveriam se concentrar em apenas um foco, ou seja: VOLTA DOS ÔNIBUS PARA OS ESTUDANTES UNIVERSITÁRIOS!
No mais gostaria de dizer, mais uma vez, que a nossa cidade mudou – apesar de muita gente achar que Vitória continua sendo uma “ilha”. A internet, entre outras coisas, transformou-se numa ferramenta de cidadania e liberdade de expressão. Estamos “navegando” num momento da história da humanidade, nunca antes pensado. Como já disse, certa vez, Che Guevara: “As tantas rosas que os poderosos matem nunca conseguirão deter a primavera”
Mais uma vez, por generosidade do presidente do nosso Instituto Histórico e Geográfico da Vitória, professor Pedro Ferrer, recebi, por e-mail, um recorte de jornal. Desta feita da edição especial do Jornal “O Vitoriense”. Comemorava-se, à época, o centenário do aludido e importante impresso, da nossa cidade – 05 de novembro de 1966.
Nas custa nada lembrar, também, que no ano passado (2016), precisamente no dia 04 de novembro, comemorou-se à passagem do Sesquicentenário da imprensa escrita vitoriense. Nesse contexto, destacamos, mais uma vez, à imprescindível atuação do nosso Instituto Histórico, no que diz respeito às boas causas antonenses.
Se fazer imprensa, hoje, ainda continua sendo uma tarefa desafiante, fruto, mais ao idealismo do que necessariamente à atividade laboral, sobretudo no interior, imaginar, então, à dedicação ao ofício da pena na nossa cidade, há um século e meio, é algo que foge ao bom senso e principalmente ao racional.
São por essas e outras que cada dia mais “mergulho” na história da nossa Vitória de Santo Antão, na certeza de encontrar vultos que realmente devemos admirar e copiar, no bom sentido da palavra, até porque temos a obrigação “gratuita” de eterniza-los, não obstante, na medida do possível, procurar, em ato contínuo, esclarecer para as gerações vindouras àqueles que ainda “sobrevivem” de uma imagem bem distorcida da realidade em que se viveu.
Segue, abaixo, o conteúdo, na íntegra, de uma das minhas tarefas escolares. O professor nos pediu, para ser entregue na próxima segunda (03), um resumo que contemplasse os quatro períodos da história – Antiga, Média, Moderna e Contemporânea – ligando-os à LDB – Leis de Diretrizes de Base. Eis aí, minha tarefa pronta.
No contexto histórico da civilização humana, que teve inicio na Pré-história, ou seja: tudo aquilo que se viveu antes da invenção da escrita, atualmente, dividimos o outro pedaço em quatro “tempos”: Idade Antiga, Idade Média, Idade Moderna e Idade Contemporânea.
Evidentemente que no transcorrer dessa longa jornada, vivenciada pelo homem, a mulher e o próprio tempo – até porque ele (tempo) também morre – catalogamos um turbilhão de alterações, de ordem natural e humana. Para cada descoberta, um novo horizonte. Para cada novo conhecimento integralizado ao cotidiano, uma transformação geradora de tantas outras transformações. Um roteiro sem precedente, nunca antes rabiscado, para melhor dizer: faltam-me palavras para explicar gigantesca magnitude!!
O “bicho humano” é um animal poderoso. Mas, apesar de toda supremacia, ainda não conseguiu, entre muitas, resposta concreta para justificar o motivo pelo qual “nascemos sem pedir e morremos sem querer”. Eis aí, então, um dos grandes mistérios da nossa existência e que deverá permanecer inquietando o “rei dos animais”, ainda, por muitas Idades, jornadas e ciclos universais.
No tocante aos avanços civilizatórios, recortados em periodicidade temporais esses, contudo, nos arvoramos a enumera-los, mesmo que de maneira superficial. À fixação do homem na localidade que lhe ofertou seu sustento, antes, andarilho e nômade, em função das descobertas na agricultura e outras maneiras de se alimentar, juntamente com o inicio do processo do que hoje chamamos de cidade, a cultura Greco-romana e o surgimento dos messias, Jesus de Nazaré e Maomé, marcaram, de maneira sublinhada, o espaço de tempo da história da humanidade que aprendemos a chamar de Idade Antiga.
Com a queda do Império Romano do Ocidente, em 476 (d.C.), dar-se início a chamada Idade Média. Nesse período marcado por um milênio (século V ao século XV) a civilização, sobretudo europeia, é pontuada pelo regime feudal e pela escolástica – filosofia que uniu a fé e a razão. O Cristianismo, à época, ganhou corpo e reproduziu, num só tempo, aqui na terra, o céu e o inferno. Nesse período, contudo, registra-se também o surgimento das primeiras universidades.
Além das grandes navegações, que chegou à Índia e ao então desconhecido Continente Americano, foi à tomada de Constantinopla, pelos turcos otomanos, em 29 de maio de 1453, que marcou o inicio da chamada Idade Moderna, Esse período, mais curto entre todas “Idades”, também é considerado, por muitos historiadores, como “Tempos Modernos”, por considera-lo inacabado.
Nesse contexto temporal, mais próximos dos nossos dias, aconteceram as transformações que marcam o nosso cotidiano civilizatório, sobretudo, aqui, no “mundo” Ocidental. A efetivação do sistema capitalista, por exemplo, é fruto desse recorte da história. A Revolução Francesa, ocorrida em 1789, marca o fim dessa Era. O movimento renascentista, a teoria da evolução das espécies e o aprofundamento dos estudos científicos, entre outros, são fatores determinantes que tiveram inicio nesse período, pontos fundamentais para o macro-entendimento do processo, no qual, hoje, estamos imersos.
A partir da Revolução Francesa, porém, abra-se a chamada Idade Contemporânea, também chamada de Contemporaneidade. Nesses duzentos e poucos anos, que vem marcando o período atual, ocorreram duas grandes guerras mundiais, fruto, entre outras coisas, da ganância desenfreada, gerada pelo sistema capitalista. Se antes já havíamos vivenciados os chamados: Teocentrismo, Geocentrismo, Antropocentrismo e Heliocentrismo – não necessariamente nessa mesma ordem – hoje, estamos diante do enorme desafio de conjugar a vida humana em detrimento ao novo processo que se abre na sociedade atual, que o chamo de “TECNOCENTRISMO”. De resto, esperamos, de alguma forma, que os estudiosos brasileiros saibam introduzir, de maneira equilibrada, gradual e continua essa importante ferramenta – internet – que dispomos, nesse novo processo de aprendizado que se apresenta desafiante, em particular, no nosso Brasil. A LDB – Leis de Diretrizes de Base – é um dos espaços consagrados para esse importante debate.