Instituto Histórico mantém tradição, comemorando as datas cívicas da nossa Vitória de Santo Antão.

Conforme anunciado aconteceu na noite da sexta (05) o evento promovido pelo Instituto Histórico e Geográfico da Vitória que teve por objetivo celebrar a passagem dos 174 anos da elevação à categoria de cidade, da nossa Vitória de Santo Antão.

Com pauta intensa o evento promoveu homenagens, efetivou novos sócios, iniciou a exposição do artista antonense, Bibiano Silva, e abriu espaço para uma conferência. Na qualidade de vitoriense ilustre, o repórter da Rede Globo de Televisão, Rembrandt Junior, na sua intervenção oral, realçou à memória afetiva que mantém com a cidade, lembrando também os passos iniciais na arte da comunicação. Veja o vídeo:

No contexto das homenagens a professora Adeilda Dias e os doutores José Luiz da Mota Menezes e Lamartine de Holanda, receberam as respectivas condecorações da instituição. Aliás, é oportuno dizer que foi do professor e arquiteto, Mota Menezes, o projeto da edificação do Teatro Silogeu, construído no início da década de 70 (1970). Veja o vídeo:

Com crise ou sem crise. Com dinheiro ou sem dinheiro, o nosso Instituto Histórico e Geográfico, ao longo dos seus sessenta e sete anos de existência, vem mantendo e difundindo as mais caras tradições da nossa polis. Celebrar e comemorar as datas cívicas, sem sombra de dúvida, deveria ser prioridade de todas as gestões públicas, sobretudo na Terra da Batalha das Tabocas. Portanto, parabéns a todos que compõe o nosso Instituto Histórico e Geográfico da Vitória.

Em noite concorrida, Raphael Gustavo lançou seu já premiado livro.

TRÊS FULÔS DE CONTAÇÃO” é o título do livro infanto-juvenil, idealizado pelo jovem e promissor escritor Raphael Gustavo.  Com talento comprovado nas mais diferentes expressões artísticas, Raphael também mostrou prestigio e capacidade de articulação, pois o evento de lançamento do seu primeiro livro, ocorrido na noite do sábado (06), no Teatro Silogeu, foi mais uma prova inconteste do seu talento.

Convenhamos que em tempos de redes sociais, jogos interativos e bate-papo online despertar no público adolescente – principal “consumidor” desse estilo de vida – o interesse para a leitura não deixa de ser uma tarefa hercúlea.

Pois bem, ao participa do evento e adquirir um exemplar da referida obra – que já  foi premiada – ao chegar em casa, na própria noite do sábado, de um só fôlego, li o livro. Não obstante o conteúdo ser direcionado ao público jovem, o mesmo, nas entrelinhas, sugere vários debates que vão muito além do lúdico e do imaginário. Aliás, uma forma inteligente que o autor encontrou para abordar temas importantes, tal como:  exercício de cidadania. Veja o vídeo:

Concluo essas linhas – que não tem por objetivo emitir nenhum juízo de valor sobre a obra – parabenizando o jovem escritor pelas palavras lúcidas e equilibradas, retratando com muita propriedade o sentimento das pessoas que procura enveredar pelo difícil e sinuoso caminho das letras. Parabéns Raphael Gustavo.

O amigo Lavoura continua seguindo os conselhos médicos…

Na noite fria e chuvosa do domingo (07) encontrei no Pátio da Matriz, mais precisamente no Quiosque do Bila, o amigo Lavoura. Animado como sempre e bem acompanhado, Lavoura continua seguindo a risca os conselhos do seu médico. Dentre eles, tem um que diz: se possível, não esquente com nada e dance, se puder, todos os dias… Veja o vídeo:

Momento Cultural: A Alvorada – POR GUSTAVO FERRER CARNEIRO

Gustavo Ferrer Carneiro

O sol se descortinava na praia
Brilhando em meus olhos
Caminho só
Ar imóvel, quente
Vento assobiando ardente
Com o som da minha respiração
Um monte de pensamentos
Um toque agudo sibilante
Suspirando com prazer
O nascer de um novo dia
Uma alvorada arredia
De momentos de introspecção

Um aroma gostoso de terra molhada
Ou maresia,
Um delicada lua ornamentando o amanhecer
Em uma fantasmagórica poesia,
Plenitude
O vento zunindo
Um sentimento de dignidade
Uma visão do encanto
Insondável graça no rosto
No perplexo momento
Da percepção da vida.

O que ele diz
estará dentro do seu peito
Todo tempo
Para sempre…

Seja longe, seja perto
Não sabemos o exato, o correto
Para tudo tem um tempo

Mas quando será esse tempo certo?

(MOSAICO DE REFLEXÕES – GUSTAVO FERRER CARNEIRO – pág. 14).

SEM CORRUPÇÃO, NÃO FUNCIONA

O Brasil anda sentindo enorme dificuldade de funcionar sem a velhacorrupção funcional. Bastou a Justiça colocar o pezinho no freio, e nada funciona. É preciso aprender uma nova ética, os acostumados com a velha ética ou aética. Capitalistas e políticos estão desacostumados a sobreviver às próprias custas, capitalistas administrando seus negócios e políticos sobrevivendo de suas mordomias. Capitalistas perdem a competitividade por displicência e incompetência para cumprir a carga tributária da nação. Têm preguiça de se formar em Economia e Marketing para saber se são capitalistas ou pensam que são. Políticos não acreditam na próxima eleição, precisam enricar antes que percam a chance de administrar o dinheiro público, por isso danam-se a fazer transferência da coisa pública para a coisa privada, pensando que política foi feita para “servir-se” e não para servir. Ora, neste aprendizado, nesta mamata cultural, qualquer medida que os assombre e acabe o namoro entre a Política e oCapitalismo estanca o progresso de ambos e a precária manutenção do resto.

Sosígenes Bittencourt

Do Povoado à Cidade da Vitória de Santo Antão: 391 anos de história.

Amanhã, 06 de maio, nossa cidade, Vitória de Santo Antão,  completará 174 anos de nascimento. Sim! Não confundamos as datas: Há 391 anos aconteceu o nosso povoamento. Há 372 anos ocorreu a Batalha das Tabocas e há 205 anos conquistamos nossa autonomia política. Cada data tem sua importância e simbologia ao contexto local.

Antes, porém, de chegarmos à categoria de cidade existimos, inicialmente, 47 anos como povoado, 139 anos na categoria de freguesia, 31 anos sendo uma vila e nos últimos 174 anos ostentando o título de cidade (2017). Salientemos, então,  que como cidade,  no primeiro século, fomos apenas Vitória e, a partir de 1943, em função do decreto Lei-estadual nº 952, que proibia a existência da toponímia nacional, como Vitória de Santo Antão (74 anos).

A lei provincial que nos elevou à categoria de cidade, em 06 de maio de 1843, foi a 113, assinada pelo então Conde da Boa Vista. Na ocasião, ganhamos o nome de “Vitória” em homenagem à épica batalha ocorrida no Monte das Tabocas. Comemorar as datas cívicas importantes, no Brasil, não é algo comum. Certamente, isso ocorre, pelo fato de termos uma história nacional forjada inversamente, ou seja: de fora para dentro.

Quando me refiro às comemorações não quero dizer, necessariamente, com banda de forró ou pagode, em praça pública. Às datas cívicas sugerem promoções mais voltadas ao conhecimento histórico. Esses acontecimentos, indiscutivelmente, florescem e promovem frutos genuínos. Algo que será agregado ao individuo nativo e que, possivelmente, irradiará ganhos sociais e coletivos por toda sua existência.

As datas marcantes, se bem utilizadas, também nos servem como excelentes exercícios à memória histórica. Imaginar, porém, do ponto de vista sociológico, como as pessoas viviam à época dos acontecimentos, como pensavam, de que maneira se relacionavam, quais os costumes marcantes, quais os temores que mais lhes inquietavam, em que contexto ocorreram as mudanças e etc, de certa forma, nos ajudaria a entender muito mais os problemas sociais, hoje, vividos nacionalmente e, em particular na nossa polis.

Portanto, não me canso de dizer: o Instituto Histórico e Geográfico da Vitória foi, e é o maior projeto cultural de todos os tempos, implantado na nossa cidade. A sua missão, atuação e compromisso social ultrapassam seu espaço físico. A preservação da memória de um povo é algo indelével. Sua história, seus costumes e seus vultos, por exemplo, são referências que nos apontam, com mais  segurança, um caminho na direção do futuro pois, os mesmos, foram  edificados nos acontecimentos,  prontos e concluídos, do tempo pretérito. Nesse momento cívico comemorativo, reacendo, mais uma vez,  minhas esperanças que um dia os nossos gestores municipais possam entender a grandiosidade do projeto aludido e, mesmo sem ser de alma, possam se despir da opaca armadura da indiferença. Alias: ESPERANÇA é o sonho real de quem se encontra sóbrio e acordado.

Parabéns Vitória de Santo Antão!! Viva o nosso Instituto Histórico!!!

Correspondente em Barcelona

A primeira coisa que nos faz sentir saudade quando estamos num lugar estranho é de ouvir nossa língua materna na boca das pessoas. De algum modo quando ouvimos o português brasileiro, sabemos que estamos um pouco em casa.

Dito isto, deu um bocado de alegria saber, e ouvi isso de um brasileiro em Barcelona, que saudade é uma palavra que só existe no português. Em castelhano a tradução mais parecida com saudade é extrañar (algo como perder ou estranhar). Portanto, nossa palavra carrega um sentido mais poético do que a tradução espanhola, uma vez que significa a “presença da ausência”. Mais sofisticado, né? Não é de graça que ela foi tema de tantos livros e canções portuguesas. Ora, saudade tem muitos particulares.

Saudade aumenta o tamanho das coisas, por exemplo. Veja o caso de uma simples tapioca: alguns pesquisadores nordestinos, que estão também estudando por aqui, realizaram uma intensa busca da torno da goma de tapioca (caríssima, por sinal). E a primeira a encontrar em Barcelona (uma paraibana) anunciou a descoberta com a felicidade de um bandeirante que encontrou ouro. Daí percebi o quanto cheiramos tapioca no café da manhã, nas ruas da cidade, no jantar e etc.

Saudade também diminui coisas grandes. A crise que atravessa o país (com reformas trabalhistas, previdenciárias, fiscais, empurradas goela abaixo do brasileiro, nem sequer sufragadas nas eleições) de repente fica um tanto menor desse lado. É que nossos problemas não parecem menos graves (e tento nunca esquecer disso), pois a vontade de ter presente o seu lugar é sempre maior.

A saudade lhe mostra com assustadora clareza o seu lugar. Se algum dia você se perder pode contar que ela te mostra o caminho de volta. Daqui até compreendi melhor Belchior (que agora virou saudade): “não precisam que me digam de que lado nasce o sol porque bate lá meu coração”.

Por último, é muito difícil acrescentar algo novo sobre saudade, tendo em vista que ela já foi cantada e explicada milhões de vezes. Mas fazer o quê? É que cada geração que nasce e que fenece acha que tem algo mais novo e verdadeiro a dizer sobre ela. E se isto é verdadeiro, se ela insiste em rejuvenescer em nossa língua, é que ela tem a um só tempo um pouco de vida (e por isso vibra nos corações moços a cada vez que é proferida) e de morte (pois a morte abre o caminho para a saudade, de modo que as duas só podem ser parentes).

Estou cheio de saudade do meu lugar e da nossa gente. Nunca viajo de mala vazia.

André Carvalho.
Vitoriense e atualmente realiza uma parte do doutorado em Barcelona.

CONVITE

O dia 6 de maio, data em que comemoramos a elevação de Vitóira à cidade

será festejada no Silogeu no dia 5. Repito dia 5, sexta feira.

Seguem fotos de 1943:

Foto 10 – José Aragão, Agamenon (óculos), Gercino de Pontes (Secretário de Obras de Agamenon).

Por trás, do secretário, de terno branco dr. Célio Meira (avô do sócio Cristiano Pilako);

Agamenon ladeado por José Aragão e dr. Euclides Ferraz, juiz de direito.

Da esquerda para a direita: José Costa Porto, dr. Gercino de Pontes, desconhecido (terno branco) , José Aragão,

Agamenon, dr. Euclides Ferraz, demais desconhecidos.

Até ao dia 5 de maio.

A Diretora do Instituto

Recadastramento dos MOTOTAXISTAS: dessa vez é pra valer ou para ficar novamente pelo meio do caminho?

Circula nas redes sociais, de maneira oficial, um comunicado, emitido pela AGTRAN, convocando os mototaxistas que labutam na circunscrição municipal. No bojo das informações, ressalta o órgão, busca-se um recadastramento dos veículos (motos). Para tal,  solicita-se vários documentos e define um cronograma de atendimento, baseado na terminação numérica das placas de identificação.

Pois bem, com mais de vinte anos de atuação na nossa cidade, a categoria tornou-se peça fundamental na engrenagem desenvolvimentista local. Hoje, é impossível planejar o avanço sócio econômico vitoriense sem levar em consideração os serviços prestados pelos profissionais das duas, aos mais variados segmentos produtivos, sobretudo no campo social.

Constitucionalmente cabe às prefeituras a regulamentação, disciplinamento e fiscalização dessa matéria. A rigor, o passageiro que sobe numa moto, seja num ponto fixo ou em qualquer via pública municipal,  já deveria ter a certeza que a prefeitura, antes,  já realizou o seu papel, ou seja: ter o controle. Mas, diferentemente de muitas cidades, isso não ocorre aqui. Vitória tem um histórico negativo nessa área, inclusive com matérias televisivas em rede nacional. Vejamos:

Como já registrei aqui no blog, em inúmeras ocasiões, as últimas gestões municipais, apesar dos vários “estardalhaços”, nunca trataram  o assunto com a devida  seriedade . Na gestão do GOVERNO QUE FAZ, comandada pelo pai do atual prefeito, chegou-se a anunciar, em março de 2002, um “pacote de bondades” à categoria que incluía, entre outras coisas, até um cartão magnético que lhe credenciaria aos mais variados benefícios. Ao final, de concreto, apenas um colete na cor vermelha, estampando a marca da sua gestão – como uma espécie de outdoor itinerante – e  o “manuseio político”, já que o prefeito, naquela ocasião (2002), tinha total interesse em eleger o seu filho a deputado estadual. Que aliás, por coincidência, hoje, é o atual prefeito Aglailson Junior.

Pois bem, o tempo passou e chegou à vez da também maniqueísta gestão do Governo de Todos. Desta feita o então prefeito, Elias Lira, procurou, em 2011, pavimentar sua reeleição promovendo um evento para a categoria na Praça Duque de Caxias. Na ocasião,  disse o então chefe do executivo: “que  faria muito mais pela categoria”.

Mais adiante, juntamente com seus auxiliares, o prefeito regulamentou a chamada “placa vermelha” para as motos, forçando assim os motoqueiros  bem intencionados investirem  seus pacos recursos em taxas, equipamentos, cursos e etc.  Após  “servi-se” dos votos da categoria, abandono-os à própria sorte. Nesse contexto, de concreto, apenas a mesma tática, ou seja: batas para os motoqueiros estampando a marca da sua gestão administrativa.

Vale lembrar que em agosto de 2013 – um ano após a reeleição do prefeito Elias Lira – a categoria se sentiu enganada e traída. Naquela ocasião promoveu atos públicos reivindicatórios. Entre eles: fizeram um deslocamento,  em grupo, partindo da Avenida Mariana Amália para  invadir o prédio da prefeitura com a intenção de  cobrar a palavra empenhada,  dos  gestores que lhes haviam enganados,  mais uma vez.

É oportuno dizer que mesmo após todos esses “projetos” e “compromissos”, emitidos pelas administrações passadas, a cidade, no que diz respeito ao serviço de moto-taxi, continua uma lastima. Até hoje, a regra vigente é a bagunça, à desorganização e o descontrole, por parte da prefeitura. Aliás, o que não falta é ponto  fixo de moto-taxi, definido  pela própria prefeitura, em cima de praças e calçadas, ou seja: TUDO ERRADO.

Portanto, espero que esse NOVO recadastramento para os mototaxistas, proposto,  agora, pela nova gestão, comandada pelo prefeito Aglailson Junior,  não seja mais um que fique pelo meio do caminho. Ou, quem sabe, seja mais um para colocar na rua um  “novo jogo de batas”, estampando a marca  da atual gestão administrativa, assim como fizeram os prefeitos do tempo pretérito,  e, consequentemente,  fazer da categoria, mais uma vez,  uma espécie de outdoor ambulante. Quero crer que,  dessa vez,  as coisas sejam levadas a sério.

CONVITE

O dia 6 de maio, data em que comemoramos a elevação de Vitóira à cidade

será festejada no Silogeu no dia 5. Repito dia 5, sexta feira.

Seguem fotos de 1943:

Foto 10 – José Aragão, Agamenon (óculos), Gercino de Pontes (Secretário de Obras de Agamenon).

Por trás, do secretário, de terno branco dr. Célio Meira (avô do sócio Cristiano Pilako);

Agamenon ladeado por José Aragão e dr. Euclides Ferraz, juiz de direito.

Da esquerda para a direita: José Costa Porto, dr. Gercino de Pontes, desconhecido (terno branco) , José Aragão,

Agamenon, dr. Euclides Ferraz, demais desconhecidos.

Até ao dia 5 de maio.

A Diretora do Instituto

 

 

A silenciosa Pena de Morte nacional.

Os telejornais das grandes emissoras, ontem (02), reproduziram o dia de terror vivido pela população da cidade do Rio de Janeiro. Aparentemente é  um problema que se encontra  fisicamente distante da gente, mas, ao mesmo tempo, muito próximo em termos de conduta social. No nosso Estado, Pernambuco, por exemplo, em termos proporcionais, o terror é o mesmo e o mapa da violência,  teoricamente, tem as mesmas causas, motivos e efeitos.

Hoje pela manhã os noticiários locais repercutiram mais um estouro de caixas eletrônicos. Desta vez, no Litoral Sul, em Tamandaré. Na nossa cidade, Vitória de Santo Antão, nas últimas 24 horas, ocorreram homicídios com os mesmos modus operandi de sempre, não obstante haver ocorrido, há poucos dias, uma espetacular operação policial  – “força no Foco”.

Segundo informações oficiais do Governo de Estado (PE), 60% das mortes violentas ocorrem em trinta e cinco localidades que, somadas, correspondem a apenas 2,6% da extensão territorial do chamado Grande Recife. Ainda segundo esse cruel e macabro “mapa da violência” a maior parte das vítimas são homens com idades entre 18 e 30 anos, assassinados por outros da mesma faixa etária e renda e , pasmem,  70% das vitimas são “ativistas” das chamadas “guerra do tráfico”.

O curioso é que todas essas informações são de fontes oficiais e, ao mesmo tempo, temos consciência de que o uso de droga é terminantemente proibido no Brasil. Outra curiosidade interessante, nesse contexto,  é também saber que os presídios brasileiros não recupera ninguém e funcionam, comumente, como uma espécie de “escritório central” das quadrilhas do crime, cada vez mais organizado.

No meio desse fogo cruzado encontra-se o cidadão comum,  não bandido e não usuário de drogas ilícitas,  cada vez mais obrigado a se esconder e confinar-se. Mas, enquanto as autoridades brasileiras continuarem recuando e inventando manobras para tentar se justificar à população, os mais pobres, negros e usuários de drogas, na esmagadora maioria dos casos,  vão pagando a conta mais cara, da cada vez mais comum,  “Inquisição do crime”.

Em praticamente todos os lugares encontramos alguém encher os pulmões para dizer: “bandido bom, é bandido morto”. Mahatma Gandhi dizia: “olho por olho e o mundo acabará cego”. Portanto, na qualidade de simples blogueiro do interior do nordeste brasileiros, imagino já haver passado da hora de inverter à lógica e à forma de combater a criminalidade no nosso País, que diga-se de passagem,  com dimensões continentais.

Amigo Sávio Neiva comanda 1º Encontro Regional de Construção à Seco, em Recife.

Há mais ou menos cinco anos, a convite do amigo Sávio Neiva, visitei um dos canteiros de obras da sua empresa, Incorporadora Bonanza, instalada em nossa cidade. Na ocasião, inclusive, fiquei tão impressionado com a forma com que se produzia prédios, que acabei fazendo uma série de matérias aqui no blog cujo o título foi: Vitória: um novo jeito de morar.

Pois bem, ao abrir o Jornal do Commercio do último domingo (30) –  caderno de Economia – deparei-me com uma matéria realçando às vantagens e  os benefícios da chamada “construção limpa e rápida”. A tecnologia usada é a Light Steel Frame.


O amigo Sávio Neiva, um dos principais representante dessa nova tecnologia na nossa Região, diz que “desse modo a construção é mais rápida e limpa. Há menos gasto com a mão de obra já que é necessário somente 3% do pessoal usado numa construção convencional e o tempo da obra correspondente a 10% (também do modelo convencional de construção civil)”. Se no Brasil esse tipo de tecnologia ainda é algo novo, em países como Japão, Canadá, Estados Unidos e também na Europa, já é algo comum.

Portanto, para você que está pensando em construir sua residência, galpão ou qualquer outro tipo de edificação vale a pena conferir o 1º Encontro Regional de Construção à Seco, que irá acontecer nos próximos dias 10 e 11 no Mar Hotel, em Boa Viagem. Chegando lá, visite o espaço da Incorporadora Bonanza, diga que é da Vitória de Santo Antão  e receba  do amigo Sávio Neiva sua sempre calorosa saudação e animada  atenção.

Serviço:
Evento: 1º Encontro Regional de Construção à Seco
Local: Mar Hotel – Recife
Dia: 10 e 11 de maio
Maiores informações : www.construcaoasecolsf.com.br

Roda de Capoeira na Matriz: um símbolo de resistência de uma das matrizes do povo brasileiro.

Ao observarmos uma “roda de capoeira” no Pátio da Matriz, por exemplo, cena comum para os dias de hoje – tal como ocorreu na tarde do último domingo (30) – não é fácil entender, excluindo-se aí os envolvidos com a causa, que por trás dessa alegre ritualística exista uma história com forte carga cultural marcada, aliás, por muito simbolismo, luta intensa, preconceito demasiado e, ao longo do tempo, muitas vitorias transformadora.

Se nos dias atuais a capoeira, aos olhos dos mais velhos e conservadores, ainda é vista pelas lentes enviesadas da discriminação, fruto histórico da perseguição e da proibição do passado, o mesmo não podemos dizer do reconhecimento e da magnitude representativa que a mesma alcançou, no nosso País e fora dele.

A origem dessa verdadeira e legitima expressão nacional que nos apresenta um pouco de arte marcial, dança, esporte e musicalidade, remonta, na sua essência, um pouco do ritual que ocorria no Continente Africano, mais precisamente na região de Angola. Naquela ocasião – Século  XVII – comemorava-se  a iniciação dos jovens da tribo na vida adulta. Lá, ocorria, então, lutas com os guerreiros mais velhos e experientes, sempre animadas e marcadas pelo som dos atabaques. O vencedor tinha o direito de escolher, sem ter de pagar o dote, uma noiva entre as jovens que estavam sendo iniciadas à vida adulta.

Pois bem, com a intensificação do tráfico negreiro, estabelecido pelos invasores Europeus entre suas colônias – África e Brasil – formou-se, então, um fortíssimo elo étnico  que, juntamente com os índios e português, constituíram-se na base da miscigenação e formação da nação brasileira – apesar de toda negação e perseguição da Igreja Católica, à época.


Nesse contexto a capoeira surgiu e ganhou força, na medida em que os negros escravizados, mesmo em maior numero, precisavam se defender dos colonos (capital do mato) armados e amparados pelas Leis vigentes. Nas senzalas e principalmente nos chamados “quilombos” a capoeira ganhou força e espaço para se desenvolver.

Com a libertação dos escravos, em 13 de maio de 1888, através da Lei Áurea, onde o negro foi “entregue a própria sorte”, uma vez que o debate central se ateve ao direito ou não de indenização aos senhores proprietários dos escravizados,  os negros formaram uma grande massa de indigentes, vagando pelos grandes centros urbanos e, consequentemente,  juntamente com a capoeira, discriminados mais uma vez.

Nas primeiras décadas do século passado (XX), aos poucos, a capoeira foi ganhando mais espaço, sobretudo nos grandes centros. Ao longo dos anos a capoeira avançou na qualidade de expressão cultural representativa, inclusive, sendo reconhecida e registrada pelo IPHAN, em 2008, com base nos inventários realizados nos  Estados de Pernambuco, Bahia e Rio de Janeiro,  como “BEM CULTURAL”. Já em novembro de 2014 a “RODA DE CAPOEIRA” foi condecorada pela UNESCO,  como Patrimônio Cultural Imaterial DA HUMANIDADE.

Portanto, para nós brasileiros, a capoeira é uma das mais fortes expressões representativa da nossa gente. Ela representa, entra tantas, uma história de resistência e lealdade às nossas origens. Aos que a rejeitam e a discriminam,  aconselho um pouco mais de tolerância e entendimento histórico. Veja o vídeo:

Professor Serafim Lemos, membro da AVLAC, defendeu o legado do seu patrono, João Cleofas de Oliveira.

Na noite do sábado (29), o acadêmico da AVLAC – Academia Vitoriense de Letras, Artes e Ciência – professor Serafim Lemos, promoveu a defesa do seu Patrono, João Claofas de Oliveira. O evento de caráter cultural ocorreu no Salão Nobre do Instituto Histórico e Geográfico da Vitória.

Entre outras coisas realçada pelo acadêmico Serafim Lemos, sobre um dos mais importantes vitorienses de todos os tempos, sobretudo na ceara política, João Cleofas de Oliveira, foi do comprometimento perene com o desenvolvimento econômico e social da sua terra natal, Vitória de Santo Antão. O hospital João Murilo, entre tantas outras obras, é um dos legados por ele deixado, valendo salientar: que foram muito além  “do cal e da pedra”. Veja o vídeo:

Alarme na Matriz: defeito ou estratégica de marketing?

Na qualidade de frequentador do Pátio da Matriz, sou testemunha ocular de uma perturbação intermitente que vem ocorrendo há mais ou menos um mês. A bronca é a seguinte: em um dos estabelecimentos comerciais da localidade um equipamento de alarme foi instalado e, certamente, por está com defeito, dispara constantemente. O barulho por ele provocado, sem a função devida, causa incômodo aos vizinhos, transeuntes e a todos que buscam no espaço público (praça) um momento de lazer. Na noite de ontem (01), por exemplo, feriado nacional, o alarme disparou várias vezes, causando a indignação do nosso amigo, professor Rogério. Veja o vídeo:

Por ocasião desse mesmo barulho, outro dia, um sujeito sentado à mesa, que já havia tomados umas e outras, disse que esse problema não seria um  defeito e sim,  uma espécie de estratégica de marketing, para chamar a atenção das pessoas. Pois,  se isso vem ocorrendo com frequência e os donos do estabelecimento não tomam uma atitude, algum retorno  positivo deve estar  lhes trazendo.

Bem, digo apenas uma coisa: se o alarme foi colocado para denunciar alguma ação relacionada a um possível arrombamento, doravante, vai perder a função.

O péssimo e caro serviço de transporte público local: e agora, prefeito Aglailson Junior, mexer ou deixa como tá?

Apesar das muitas formas de locomoção coletiva, públicas e privadas, o ônibus, nas médias e grandes cidades, se configura como peça fundamental na chamada mobilidade urbana. Aliás, tanto a ideia quanto o conceito e até o nome (ônibus) que conhecemos hoje,  advém da França. No nosso Brasil o primeiro transporte dessa natureza surgiu em 1817, no Rio de Janeiro. Naquela ocasião  D. João VI concedeu ao sargento-mor da Guarda Real e também seu barbeiro, Sebastião Fábregas de Suriguê, as primeiras  concessões de transporte de pessoas. As linhas, por assim dizer,  já cumpriam itinerário, tarifa e horário previstos e faziam o seguinte percurso: Praça XV – Quinta da Boa Vista e Praça XV- Fazenda de Santa Cruz.

Já na nossa cidade, conta a historiografia, que antes da chegada do trem, em 1886, os conterrâneos mais abastados financeiramente faziam seus deslocamentos à Capital em luxuosas carruagens  ou cabriolet, disponíveis, à época, como se hoje fossem uma espécie de locação de helicóptero. O ponto de partida era do local, hoje,  conhecido como Praça Leão Coroado, antes e após a construção da Estação,  também chamada de “Largo da Estação”. Mais adiante, os vitorienses conviveram com a “sopa” – simpático nome do ônibus que levava passageiros ao Recife.

Pois bem, o transporte coletivo de passageiro, com o passar das décadas, tornou-se uma ferramenta vital para o crescimento das cidades, diga-se de passagem. À necessidade do deslocamento das pessoas – moradoras dos perímetros urbano e rural – deve ser encarado como algo de fundamental importância, sobretudo pelas administrações publicas,  reais detentores constitucional da regulamentação, organização e fiscalização do segmento aludido.

Digo tudo isso para adentrar na questão atual do transporte público local. Nossa cidade, Vitória de Santo Antão, avançou do ponto de vista populacional, econômico e social ao ponto de  ostentarmos, inclusive,  o título de Capital da Zona da Mata, mas, infelizmente,  continuamos operando com um sistema quase “artesanal”, no que diz respeito ao transporte coletivo público.

Entra prefeito, sai prefeito, fica prefeito e até agora nenhum sujeito desses, teve interesse em organizar o setor. Nesse caso, então, caberia várias perguntas: O que há, de tão misterioso nesse segmento que as correntes políticas se revezam no poder e mantém tudo do mesmo jeito? Qual o segredo que existe nesse segmento,  que ninguém quer revelar? O que tem dentro dessa “caixa-preta”, que nenhum governante quer interferir? Que relação deve permear os interesses dos proprietários das linhas de ônibus em detrimentos às necessidades prementes da população? São muitas perguntas e quase nenhuma resposta…………….

Fica evidente que enquanto tudo isso não for “destravado” –  com a exceção de alguns poucos – todos saem perdendo, principalmente a nossa já castigada população, sobretudo os de menor poder aquisitivo. Nos três principais modais de locomoção pública local – ônibus, taxi e mototaxis – existem problemas estruturais “eternos”,  há décadas,  e nada de solução, por parte da prefeitura.

Na questão do TAXI, não obstante a gestão do Governo de Todos haver iniciado  a aplicação do taxímetro, existem “taxistas” que “rodam”,  há mais de vinte anos,  sem a chamada “placa vermelha”, curiosamente, na outra ponta,  existem pessoas que tem a concessão apenas para ganhar os benefícios da aquisição no carro “OKM” e  o pior: para mantê-los na  garagem,  para uso estritamente particular e, em alguns casos, segundo informações de pessoas do ramo,  já morando fora da nossa cidade. Esse é apenas um dos problemas.

Com relação aos mototaxistas a bagunça é a regra. Não existe, por parte da prefeitura, nenhum tipo de controle. Qualquer pessoa, habilitada ou não, que quiser prestar o referido serviço,  o faz até com  uma moto roubada e adultera. É só colocar um colete qualquer e meter bronca!! Ao subir numa moto, o passageiro, coitado,  sem saber, pode estar embarcando na última viagem da sua vida.

No quesito ônibus (coletivo urbano) a população parece continuar vivendo no período da escravidão, pois são obrigados a embarcar em veículos  velhos, sem nenhuma manutenção, com funcionários desqualificados para a função e ainda pagar um preço injusto. Apenas a título de ilustração, por exemplo, com menos de R$ 10,00 – partindo da Vitória – um passageiro chega ao Shopping Center Recife (+ ou – 65 km),  em compensação o mesmo passageiro, partindo do Lídia Queiroz (+ ou – 3 km), para chegar ao Vitória Park Shopping, tem que pegar dois ônibus e  ainda pagar quase R$ 5,00. Para o mesmo local (Shopping Vitória), se o passageiro estiver no bairro de Lagoa Redonda, por exemplo,  e quiser seguir numa moto, haverá de pagar R$ 7,00, “sem choro nem vela”.

A classe média da nossa cidade não convive com essa distorção,  pelo fato de não se utilizar dos sistemas públicos de transporte, passando longe do problema. Com pouca informação  e sem poder de reação, a população mais pobre da nossa cidade “come o pão que o diabo amassou”,  na mão dos donos das empresas de ônibus  e ainda são obrigados a pagar um preço muito além do razoável.

Portanto, esse e outros problemas deveriam ser objetos de estudo do novo prefeito,  Aglailson Junior. Não se pode fazer uma cidade avançar, nos mais variados segmentos – social, econômica e etc – sem que se quebre velhas práticas,  vícios e sistemas,   que apenas favoreçam uma pequena classe, aliás,  já privilegiada.  De modo a pensar, daqui pra frente, que o novo gestor possa criar  um  ambiente,  nesse segmento,  com  mais transparência e respeito ao povo pois,  só assim,  estaria abrindo um novo ciclo na administração pública local. Caso contrário, se deixar tudo como está,  e continuar  “empurrando com a barriga”,  será MAIS UM DOS MESMOS, ou seja: A MESMA COISA.

BICHOS NAS RUAS: Só após a pamonha do São João!!

Através das redes sociais tomei conhecimento de algumas atividades do vereador Lourinaldo Junior. Respaldado pelas urnas, logo na sua primeira disputa, como um dos postulantes mais votado da cidade o jovem edil vem adotando postura de cobrança, em relação ao Poder Executivo. Independente de correntes políticas e de interesses particulares, a população espera que os nobres vereadores atuem com afinco, na missão que lhes foi conferido pelo voto popular. Segue, abaixo, reprodução da postagem do referido vereador:

“Na última sessão (20.04.17) destacamos alguns requerimentos:
• Retirada dos animais de grande porte das vias públicas que provocam grandes riscos à população.
• Contenções laterais da Ponte do Dique: Requeremos em caráter de urgência a reforma da mesma que encontra-se danificada.
• Visita nas escolas: Parabenizando a Diretora da Escola de Natuba por sua competência, destacando as dificuldades como falta de bancas e de profissionais, rodízios de aula que vem gerando uma preocupação com o desempenho do aluno e com o cumprimento do calendário escolar, assim como também ocorre na Faculdade da Criança no bairro do Lídia Queiroz.
• Posto de Natuba: Encontra-se em condições precárias, passando por grandes dificuldades sem funcionamento das salas odontológicas e de vacinação.
• Posto do Lídia Queiroz: Encontra-se em ótimas condições físicas e funcionais, porém, há falta de segurança.

Foram roubados equipamentos, televisão e assim também como foi relatado pelo vereador João Erodilson Teofilo dos Santos, há falta de medicamentos”.

Lourinaldo Junior.

Pois bem, aqui, nesse momento, irei apenas comentar sobre uma das suas solicitações, ou seja: retirada dos animais de grande porte das vias públicas, isso porque essa é uma pauta antiga do nosso jornal eletrônico, intitulado Blog do Pilako.

Com a mudança do comando na gestão local,  procurei, na medida do possível, nesse início de administração, filtrar os assuntos pertinentes às atividades governamentais locais. Evidentemente, é natural que se precise de um tempo mínimo para ajustar a “máquina”.

Sobre o referido assunto – bichos nas ruas – por ocasião de uma reunião no Ministério Público local, ocorrida no inicio do mês de fevereiro (2017), para tratativas atinentes ao carnaval, questionei o sempre simpático  e amigo, Bio da Morepe, atual secretário de serviços públicos, sobre o tema.

Após as suas explicações, realçando as dificuldades administrativas,  em praticamente todas as áreas, disse-lhe que o blog do Pilako iria dá uma“refresco” de seis meses nas cobranças,  relacionada aos bichos soltos nas ruas.

Vale salientar que a gestão anterior passou oito anos e não conseguiu solucionar o problema, apesar de haver tentado várias vezes,  e fracassado em todas as tentativas. Para essa missão,  inclusive, o chefe do executivo, à época,  escalou vários atores para essa empreitada. Começou com Roberto Silva, depois passou pelas mãos de Roberto Bezerra, seguindo por Beto Lira, depois num sei quem, mais num sei quem, para depois deixar banda voou mesmo….

Pare encerrar, contudo, espero que esse grave problema de saúde pública e até de segurança, como bem aventou o vereador Lourinado Junior,  que aliás, já demonstrou, na questão em tela,  ser menos paciente do que o blogueiro que vos fala (escreve), gostaria de dizer, portanto, que na questão dos bichos soltos nas ruas, o amigo Bio da Morepe só vai ser cobrado, por mim, só após a pamonha das festividades juninas, esse é o tempo que julgo razoável,  para começar minhas cobranças….