Já está no forno o segundo livro dos Apelidos Vitorienses.

Há pouco mais de um ano estreei no seleto “clube dos escritores”. Na ocasião – todos devem lembrar – lancei o livro Apelidos Vitorienses. Confesso que gostei da experiência. Ao começar a coluna aqui no blog – com o mesmo nome -, por sugestão do amigo Batfino, não havia essa pretensão.

Pois bem, com objetividade o conteúdo do segundo volume fluiu com mais facilidade e rapidez. Estou, agora, materializando a ideia e pretendo, em breve, lançar o “Apelidos Vitorienses II”

Diferentemente do mundo digital, tal qual o nosso jornal eletrônico, intitulado Blog do Pilako, o livro clássico requer um ritual próprio. Exigi-se uma sequência e uma lógica além, claro, dos preparativos para a solenidade festiva, algo que julgo imprescindível para marcar o fato.

Dessa vez espero juntar todos os apelidados já “biografados”. Assim como o volume anterior teremos vinte e cinco novas histórias, ou seja: MOTIVOS PELOS QUAIS OS NOSSOS CONTERRÂNEOS FICARAM MAIS CONHECIDOS PELO APELIDO DO QUE PELO PRÓPRIO NOME.

Para o volume dois os escolhidos foram: Nénen da Joelma, Nininho, Miro da Cachorra, Castanha, Cocota, Eraldo Boy, Lino, Touro, João Potó, Moreno, Pezão, Junior Facada, Pituca, Pirraia do Feijão, Val, Regis do Amendoim, Zé Ribeiro, Bambam Água, Brother, Véio Eletricista, Gongué, Branca, Pea Preta, Novo da Banca e Babai Engraxate.

Estaremos, na medida do possível, adiantando o dia e o local do lançamento!!.

Reveja o vídeo do lançamento do primeiro volume:

Presidente do nosso Instituto Histórico, professor Pedro Ferrer, não esquece sua Vitória de Santo Antão.

Fui visitar o Monte Branco (Mont Blanc) nos Alpes franceses. Trinta minutos de rodagem, saindo de Genebra. saímos da Suiça e entramos na França, aliás voltamos à França, semana passada estávamos em Lyon. Chegamos a Chamonix. Esta charmosa cidade abriga o maciço onde se encontra o Monte Branco e outras atrações geográficas. Apesar do enorme frio (- 13º C), não deu para esfriar a cuca atormentada com as palhaçadas recentes dos nossos políticos. Há pessoas eufóricas com as “novidades”. Esquecem o Brasil e pensam em sua paróquia, em suas beatas. Esqueçamos as estrepolias dos nossos antropófagos devoradores do dinheiro do erário.

Chamonix fica encravada em um profundo vale. Como a grande maioria das cidades europeias, a limpeza e a pontualidade são marcantes. Cidade encantadora, belas construções, jardins floridos e um silêncio “ensurdecedor” de quebrar nossas mais sensíveis fibras nervosas. Que saudade da Matriz de Santo Antão com seus paredões sonoros enxovalhando nossos ouvidos. Não importa, para semana, se Deus quiser, estarei de volta.. Subimos a uma altitude de 3.480 metros. Neve, só neve. Visão deslumbrante, maravilhosa.. A grandeza do Senhor manifesta-se no máximo e no mínimo. Subimos de teleférico. Deu-me arrepio e medo. A caixinha balançava, pendurada no cabo. O bondinho ou caixinha,, era um bondinho, ínfimo bondinho, comparado com o abismo que se projetava abaixo. Li há pouco no nosso blog, (nosso) um artigo de um conterrâneo que vagueia alegremente pela Espanha, Carvalho. Ele expressa claramente e muito bem escrito os sentimentos que vão em nossos corações e mentes: quanto tempo perdido com nossa trilogia satânica de gestores: IEA. Quanto potencial, material e humano, desperdiçado.
A edificação das torres que seguram os cabos do teleférico é obra extraordinária. Vale conhecê-la. Impressionou-me tanto quanto a bela paisagem polar. Está lá de pé, Investimento que gera empregos, impostos e mais benefícios. O Carvalho sonha com o turismo na República das Tabocas. Sonho também e procuro fazer minha parte no Instituto Histórico com o apoio dos sócios e da diretoria. Desanimei do poder público….
Regresso com boas ideias. Vou analisá-las com os companheiros e tentar concretizá-las.

Seguem fotos da beleza das geleiras e abismos nevados.


Abraço aos leitores do blog.

Pedro Ferrer

Política brasileira: sem limites para o fundo do poço!

No mundo político não há limites para o fundo do poço. Não existe nada que não possa piorar. Essa é a situação em que nos encontramos hoje. O Brasil vivencia mais um momento daqueles que ilustrará os livros de história,  nas décadas vindouras.

No mundo atual, vez por outra, a realidade tem chegado à frente da ficção. O ataque às torres gêmeas, ocorridas nos EUA, é um exemplo emblemático. O WhatsApp, algo disponível à vida cotidiana de qualquer pobre mortal, configura-se, hoje,  em um futuro real, nunca antes imaginado pelos produtores ficcionistas.

Pois bem, deflagrado por  elementos de um livro, há mais ou menos uma década, a maioria dos brasileiros foram apresentados, por intermédio do estrondoso sucesso da película cinematográfica “Tropa de Elite”, ao “mundo real” dos morros cariocas.

No filme, apesar das muitas balas e cenas violentas, o ponto central da trama foi à revelação da corrupção generalizada, retratada naquele extrato populacional, sob a égide do aparato policial e estatal.

De maneira singular, o povo brasileiro só “tomou conhecimento” que os serviços públicos nacionais eram indignos – escolas, hospitais, transportes e etc –, por ocasião da realização da Copa do Mundo no Brasil, pois, descobriram, rapidamente, tal qual o de uma injeção intravenosa, que ainda não éramos detentores do tal “Padrão FIFA”, mesmo sendo os “donos da bola” do planeta.

A Operação Lava-jato, há mais de três anos, caminhando a passos largos na estrada da assepsia, daquilo que o escritor Sergio Buarque de Holanda modelou como “O Homem Cordial”, é, indiscutivelmente, um novo ponto de inflexão na história política brasileira. Por mais que o arcabouço jurídico realçasse, com letras garrafais, que todos são iguais perante às Leis, NUNCA ANTES NA HISTÓRIA DESSE PAÍS –  o grifo é proposital –  houve tantos figurões presos ou sob suspeição.

Os últimos acontecimentos revelados, envolvendo o atual presidente da Republica Federativa do Brasil, Michel Temer,  se confirmados e tonados públicos, sugerem um novo caminho a seguir. Não devemos, contudo,  sob o guarda-cuva  dos debates acalorados, buscar alternativas novas, que não estejam dentro do protocolo constitucional. Isso, sim! Seria um golpe!

Daqui, da minha  Vitória de Santo Antão – centro do meu mundo – concluo esse “pitaco nacional” dizendo que, diferentemente do filme Tropa de Elite, onde, há dez anos, escancarou-se uma corrupção generalizada latente, no comando do  andar de baixo, agora, o rigor técnico do juiz Sérgio Moro, vem despertando nos mais apáticos brasileiros o acompanhamento  atento –  “online” –  da vida real do andar de cima, ou seja:  dos políticos tupiniquins. E, da melhor forma, isto é:  sem as máscaras das lentes do big-brother frívolo ou da magnifica super produção cinematográfica.

Portanto, aguardemos as cenas seguintes, onde os atores principais e os lideres estarão, simultaneamente, sob o fio da navalha, assim como no paredão da vida real. Avante Lava Jato!!

4 vitorienses em Girona, Espanha.

Dias atrás recebi 3 vitorienses “raiz” aqui na Catalunha: Hitalo Nogueira, Roseane Lima e André Moura. Queriam conhecer Girona, cidade onde foram gravadas algumas cenas da série Game Of Thrones. O lugar, com 100 mil habitantes, é um mimo: pacato, bastante turístico, transporte público funciona, planejamento urbano e etc. De se esperar. Em maio eles organizam o festival das flores, onde a cidade é toda enfeitada pra receber turistas e lota de gente. Não tive a oportunidade de conhecer o festejo..

Mas me intrigou a capacidade daquela gente de fazer turismo a partir de pouca coisa. Antes uma ressalva: claro que eles possuem verdadeiras relíquias a céu aberto, como uma linda igreja do período medieval, onde foi gravada a série acima mencionada. Mas junto a isso eles também exibem uma estátua de uma leoa ridícula (que lembra uma lontra), em que há uma mística envolvida: se você tocar na leoa terá sorte. Os turistas, evidentemente, vão até lá pra tocar naquele troço.

Será que não é possível, Pilako, a cidade desenvolver seu potencial turístico? Não poderíamos integrar a cidade num circuito dessa natureza em Pernambuco? Cada elemento pitoresco da nossa terra, cada patrimônio, são pérolas da experiência que um turista quer consumir, como aquela patética leoa nos ensina. Acredito que ganharíamos muito se soubéssemos aproveitar nossas qualidades.

Falo isso porque cada canto aqui eu penso em Vitória, Pilako, sobretudo na questão de como superarmos nossos próprios impasses e desenvolvermos nossa economia, nossa cidade, nossa sociedade, enfim. E me incomoda que aproveitemos muito pouco, quase nada, do nosso potencial turístico.
Elenco alguns:

1 – Vitória, diferente de muitas cidades do interior, possui uma longa história. Felizmente uma boa parte está preservada no Instituto Histórico, hoje aos cuidados de Pedro Ferrer e demais associados do instituto.

2 – Temos o Mercado da Farinha, casarão Deus e Melo, a antiga estação e o sobradinho.

3 – Temos o Iracema, teatro e cinema, que poderia entrar no circuito de cinemas antigos do interior do estado.

4 – Temos uma quantidade grande de poetas, hoje alguns foram recuperados nas pesquisas acadêmicas de Rildo de Deus – nosso poeta contemporâneo maior.

5 – Temos o um circuito próprio de engenhos.

6 – Temos o distrito de Pirituba, que não somente poderia propiciar um turismo rural como também o clima, que em boa parte do ano é frio, poderia abrigar um festival agradável, com atrações, chocolate quente, hospedagem e etc.

7 – Vitória tem um dos maiores acervos de audiovisual e fotografias do interior do estado, a maior parte em posse de proprietários individuais. No mínimo esse material poderia ser digitalizado (Só o acervo de Dilson Lira e Raminho fotógrafo já daria um museu próprio).

8 – o Fórum da cidade possui um depósito enorme de querelas jurídicas antigas que, caso preservadas e documentadas, poderiam recontar a história da cidade, servir de fonte para pesquisadores.

9 – Temos das mais antigas imprensas e jornais do interior do estado. Já pensou um museu do jornalismo?

10 – Osman Lins é vitoriense, apesar de ter passado toda sua vida fora. Onde ele morou, como foi sua infância?

11 – Vitória iniciou o primeiro movimento de reforma agrária da America Latina e preocupou o governo americano, merecendo a visita do irmão de john kennedy. Tudo isto está documentado e guardado nos arquivos de Zito da Galiléia.

12 – as Igrejas da cidade, Rosário, Livramento e Matriz, merecem um roteiro próprio, desde sua arquitetura, eventos religiosos (como procissões ainda vivas) até a recontagem da terrível tragédia que foi a Hecatombe.

Contemporaneamente

13 – no quesito tradição viva, temos os carnavais, maracatu, produção de peças de teatro, cantores, compositores, e etc., todos produzindo.

14 – temos um dos primeiros movimentos de cineclubismo do Estado: cineclube avalovara e tivemos a primeira amostra de cinema da cidade (vai haver a segunda esse ano).

15 – Vitória tem cinema próprio, chamado cinema de borda, que já vai em uma dezena de filmes. Qual cidade do interior tem o privilégio de uma produção assim?

16 – artesãos e artistas plásticos nem preciso mencionar.

Se um dia eu for prefeito, Pilako, desejo erguer três bustos em praça pública, um confrontando o outro: um de Dr. Ivo, um de Elias Lira e outro de Aglailson. Na placa, uma descrição como esta:

“Essas três lideranças marcam a alma do nosso povo, as dores e alegrias de nossa gente, que os amou tanto quanto sangrou. Coube à história a justiça de encerrar o que eles, cúmplices, tanto queriam: erguer seus egos em colosso. Agora, aí está. Nada é feito pra durar.”

Ainda há tempo de resgatar nossa memória! Sou um pessimista ativo.
Lejos arbazos.

André Carvalho.
Correspondente do Blog do Pilako em Barcelona.

SAUDADE 2107: uma boa lembrança para a memória carnavalesca vitoriense.

Como dizia meu pai, Zito Mariano, “saudade não se mata, alimenta-se”. Hoje, contudo, passados oitenta dias do desfile da nossa agremiação carnavalesca, divulgo em primeira mão, aqui no blog, o vídeo inédito do desfile 2017.

Após assistir e revê-lo várias vezes, os sentimentos são diversos. Nesse contexto, então, poderia destacar dois: o do dever cumprido e o da gratidão. Agradecer é algo – imagino – que nunca sairá da moda, não obstante não gostar do emprego da palavra “nunca”, não mais diversas situações.

Na qualidade de conhecedor da história da nossa urbe, enxergo no seu carnaval uma das mais salientes expressões. No último século, por exemplo, poderíamos afirmar que os festejos momescos  locais – com suas disputas e vaidades –  foi um importante vetor da sociedade antonense, que aliás – não custa nada lembrar – somos frutos dessa miscigenação. O pujante carnaval vitoriense, entre outros, também revela a nossa forte herança religiosa, católica apostólica romana.

De resto, assim como tantos outros foliões e carnavalescos, aguardo 2018 chegar  para,  “vestido com o kit da alegria, dá de cara com lembrança” até porque: NA SEGUNDA FEIRA O CARNAVAL É DE PRIMEIRA, A SAUDADE TÁ NA RUA ……É FESTA A NOITE INTEIRA!!

Veja o vídeo:

FAINTVISA: debate sem pluralidade no campo das ideias.

Na qualidade de aluno  do curso de história das Faculdades Integradas da Vitória de Santo Antão, semana passada, através do representante dos alunos da minha turma, Leão, tomei conhecimento do evento intitulado 3ª Semana de Serviço Social, articulado pelo coordenador e alunos do próprio curso – Serviço Social. Por opção não aderi financeiramente ao evento, que teve inicio na segunda (15) e encerra hoje – quarta-feira (17).

Pois bem, eis que ontem, terça feira (16), ao adentrar nos corredores da faculdade, na direção da sala de aula, encontrei a professora Acidália Tavares. Disse-me ela: “hoje a nossa aula será no auditório”. Sem nenhum questionamento, como aluno aplicado, dei “meia volta” e segui para o local determinado pela professora.

Lá chegando, antes do início dos trabalhos, encontrei o amigo e também professor da instituição, Júlio Prado. Na ocasião o mesmo falou-me da sua missão de mediar o debate proposto (previdência) e questionou minha ausência, no dia anterior (segunda). Falei que estava apresentado um seminário, em sala, sobre a vida e a obra do importante brasileiro Darcy Ribeiro.

Pois bem, acomodei-me na terceira fila das poltronas do Auditórios José Aragão. Com atenção acompanhei as respectivas explanações dos componentes da mesa, sobre o tema proposto – reforma da previdência.

Na medida do possível procuro estar atualizados sob os mais diversos temas, quer sejam nacional, regional ou local. Sobre o assunto em tela (previdência) tenho acompanhado esse debate de maneira atenta nas mais variadas plataformas de comunicação. Gosto também, sempre, de ouvir e ler as mais diversas opiniões sobre a mesma questão pois, imagino,  essa,  ser a melhor forma de avançar na área do conhecimento.

De maneira aberta e com todo direito que o estado democrático lhes concede, os quatro debatedores se posicionaram como agentes esquerdistas. Até aí, tudo bem. Nas suas respectivas falas, os mesmos  realçaram discursos e ideias com  clara chancela e propósitos políticos ideológicos. Suponho.

Ao final das explanações o mediador abriu  o microfone para perguntas da plateia. Apenas quatro se propuseram. Fui o segundo. Inicialmente disse que faria duas observações e duas perguntas:

Primeiro – questionei os promotores do evento o motivo pelo qual não havia sido reservado, à mesa, espaço para  um debatedor que pudesse fazer um contraponto no campo das ideias, para que o debate fosse enriquecido? Até porque – adverti – qualquer que seja o tema abordado, em quaisquer circunstâncias deve-se consagrar, obrigatoriamente, espaço, para  quem, por acaso, possa pensar diferente. Até porque não é de bom alvitre deixar alunos “expostos” apenas a uma  única linha de pensamento.  Isso é ruim para o aprendizado e, sobretudo,  para a chamada “digestão das ideias”.

Segundo – parabenizei o professor Ricardo Andrade por sua introdução ao tema, realçando o histórico de algumas categorias de trabalhadores, na luta por direitos e garantias.

Posto isso, parti para as minhas duas indagações:

Na direção da professora Silvana (não tenho certeza do nome, não a conheço), que procurou, na sua apresentação,  caminhar para o lado dos números, perguntei, na questão da previdência, como a mesma enxergava à alta queda na taxa de fecundidade brasileira. Na ocasião, lhe repassei os seguintes números: (1960 -6,3), ( 1980 -2.5), (2000 – 2.4) (2010 – 1,86) e com perspectiva de chegar, em 2020,  1.0

Ela, inicialmente, não me respondeu. Insisti na resposta e aí, ela falou que a previdência trabalhava com o elemento do aumento da expectativa  de vida, sem levar em consideração à taxa de fecundidade –  objeto central da minha pergunta… na minha opinião sua resposta foi rasa, bastante rasa. Não me contemplou.

Na direção do professor Ricardo Andrade – uma vez que ele havia falado que aposentadoria também atuava como uma espécie de transferência de renda – perguntei-lhe o seguinte: nesse contexto – transferência de renda – que avaliação ele poderia fazer,  ao saber que a remuneração média dos aposentados do setor público brasileiro é de R$ 7.500,00, na medida que o pagamento médio do setor privado é de R$ 1.200,00?  E que também são utilizados cerca de 70% de todo  recurso arrecadado,  para pagar apenas os 30% dos aposentados do setor público,  e que  os 30% dos recurso que sobram,  são utilizados  para pagar, justamente os 70% dos aposentados da iniciativa privada?

Bem, com relação à resposta do professor Ricardo Andrade, estou esperando até agora. Na ocasião, que poderia ter usado para tentar me responder,  ele preferiu “meter o cacete” na Rede Globo de Televisão e, subliminarmente, me “jogar” na vala comum dos direitistas radicais (algo que não sou), encerrando assim sua participação e o debate com famoso “Fora Temer”, como se eu fosse um defensor ferrenho do atual governo.

Fica, portanto, meu descontentamento com esse tipo de atividade acadêmica, onde não ocorre pluralidade no campo das  ideias e dos pensamentos. São por essas e outras atitudes que a intolerância vem avançando entre as pessoas, aliás, nas  mais variadas relações sócias, na internet e etc.

Para encerrar, contudo, deixo uma critica e uma sugestão aos professores, coordenadores e diretores da referida instituição de ensino:

Primeiro – não cometam o pecado de suprimir o bom debate aos alunos para que os mesmos não sejam apenas meros reprodutores da mesmice ideológica, sem que se possa ser feito o necessário questionamento. Desse jeito, à formação do cidadão crítico, tão necessária para o constante processo evolutivo no estado democrático de direito,  será suplantada e negligenciada e não se dará, em tempo algum, de maneira natural e ecológica.

Segundo – Sugiro, então, que nas próximas pautas de debates, além de haver o confronto de ideias, que se possa discutir o grande vilão da sociedade moderna, no que diz respeito às relações do trabalho com o capital que é,  justamente, a TECNOLOGIA. A população, sobretudo a faixa que se encontra no mercado de trabalhos e as que estão pó vir,  precisam enfrentar, com serenidade, o quanto antes, esse debate sob pena de sermos todos tragados – num curto espaço de tempo –  pela verdadeira hecatombe universal, que marcha célere na nossa direção. Fica a dica!

Prefeito Aglailson Junior, recua, e faz o que já deveria ter feito, inicialmente.

Foto: Divulgação/Facebook da Prefeitura da Vitória

Informação oficial circula nas redes sociais realçando o fechamento da folha de pagamento do funcionalismo municipal, pertinente ao ano de 2016. Ou seja: PAGAMENTO DO SALÁRIO DE DEZEMBRO DOS FUNCIONÁRIOS EFETIVOS DA PREFEITURA MUNICIPAL DA VITÓRIA DE SANTO ANTÃO. Diz um ditado popular que “na briga do rochedo com o mar, quem acaba se lascando  é o caramujo”. No caso concreto em tela foram os funcionários que arcaram com o maior prejuízo.

Há pouco mais de um mês, aqui pelo blog, arvorei-me na avaliação dos cem dias iniciais da gestão do prefeito Aglailson Junior. Dentre os assuntos levantados, evidentemente, sob o crivo da minha modesta opinião, cataloguei a então proposta do gestor, para sanar a pendenga (dividir pagamento a perder de vista), como uma das suas “pisadas na bola”, logo na partida da sua administração.  Assim me coloquei sobre o assunto, na referida matéria:

– Segunda: à proposta feita ao funcionalismo municipal, com um parcelamento “a perder de vista”, do salário remanescente de 2016, com isso, demonstrou, o mesmo (prefeito),  que ainda não absorveu, com largueza, à função que  lhe foi conferida através do voto popular. Penalizar funcionários e aposentados apenas para atingir o outro grupo político, é a mesma coisa de “beber veneno e esperar que o desafeto morra”. Perdeu, o prefeito, na minha modesta opinião, uma ótima oportunidade de produzir um fato administrativo marcante para a sua carreira política, na qualidade de gestor público.

Pois bem, o recuo do prefeito nessa questão – quitando a fatura – é um bom sinal. Ele, na qualidade de gestor municipal, logo entendeu as cosequências negativas de um ato gerencial/político equivocado.  Vale salientar, também, que esse papo de não haver dinheiro “pra nada”,  é algo “furado”, sem aderência alguma. Não é isso que a população quer escutar de um novo gestor.

Até pouco tempo, é bom recordarmos, durante o período eleitoral, as mensagens políticas  do então candidato do PSB,  realçavam os seus dotes administrativo e que também era pagador. Não à toa, justamente para se contrapor, na disputa, ao principal concorrente.

Portanto, eis aí uma boa noticia para todos. Principalmente para os funcionários que receberam seus salários. Se as coisas já não estão fáceis para população em geral, imagina para quem não havia, ainda,  recebido seu dinheiro, referente ao mês de dezembro 2016?

Aconteceu a 38ª edição do Forró do Coelho.

Na noite do sábado (13) prestigiamos a 38ª edição do Forró do Coelho. O tradicional evento aconteceu no Clube dos Motoristas “O Cisne” e contou com duas atrações musicais: as Bandas “Toque Nordestino” e “Nordestino do Forró”. Veja os vídeos:

O tradicional encontro, que tem por objetivo “antecipar” as noites juninas, ao som de muito forró, vem se mantendo vivo por quase quatro décadas. Aos amigos Antonio Freitas e Everton – pai e filho – seguem meus parabéns pela ação.

Em tempos de músicas descartáveis e mudanças nas relações sociais – em todos os sentidos – manter eventos com estilo tradicional é algo muito difícil, só para aqueles que  que nutrem  amor à causa e um entendimento que vai além da média.

Vitória de Santo Antão: governador Paulo Câmara e seus aliados ignoram os problemas da população.

Hoje (12) e amanhã (13) acontece mais uma etapa da série “Pernambuco Em Ação”. Esses seminários, capitaneado pelo Governador Paulo Câmara,  tem como meta percorrer todas as regiões do Estado, com a intenção de dialogar com a população. Esse é o “pano de fundo” do projeto.

Pois bem, ao passar pela Região da Zona da Mata decidiu-se contemplar, como sedes temporárias para o evento, as cidades de Carpina e Palmares. Estranhamente, Vitória de Santo Antão, maior cidade da região, ficou de fora do importante encontro, diferentemente do que ocorreu e ocorrerá nas outras regiões.

Do ponto de vista administrativo e político, é importante sublinhar, nossa cidade também é o “centro da região”. Aqui, por exemplo, encontra-se a GRE – Gerência Regional Mata Centro. Aqui também é o maior colégio eleitoral da Zona da Mata. Aliás, indiscutivelmente, somos a locomotiva econômica da região,  nos três setores, diga-se passagem: primário, secundário e terciário.

Curiosamente a cidade também detém a maior representatividade política da região, aliás, vale salientar: uma das mais robustas do Estado de Pernambuco. Por incrível que possa parecer,  aqui,  prefeito, ex-prefeitos, deputados e todos os atuais vereadores são aliados obedientes do mandatário do PSB.

Constatemos, então, que oposição ao governador Paulo Câmara – algo necessário ao processo democrático -, em Vitória de Santo Antão,  é letra morta –  o que não representa, necessariamente, o sentimento de toda população.

É nesse contexto, então,  que seguem minhas indagações:

  • Será que Vitória de Santo Anão não foi escolhida pelo Governador Paulo Câmara, para sediar um dos seminários do “Pernambuco Em Ação”,  por ser uma cidade sem problemas? Lembrando que figuramos  entre as mais violentas do Estado.
  • Será que pelo fato de não haver oposição política na cidade, Vitória de Santo Antão não precisa da minima  atenção do Governador Paulo Câmara?
  • Será que a parcela da população vitoriense  que se encontra insatisfeita, também não merece ser ouvida ? Uma vez que os nossos “legítimos” representantes não podem, por conveniências e interesses particulares, levantar a voz contra o sistema que lhes alimentam?

De resto, concluo dizendo: se no Brasil e em Pernambuco as nossas lideranças políticas estão muito abaixo da linha da razoabilidade,  em Vitória de Santo Antão estamos acéfalo. Por incrível que possa parecer, não obstante termos,  outrora, uma das histórias mais ricas de luta e bravura do nosso Estado, hoje, na aurora do século XXI e em plena Era da Comunicação, infelizmente, somos (Vitória) a representação fiel do que os livros de história costumam  chama de “CURRAL ELEITORAL”.

Ex-presidente LULA: culpado ou inocente?

A grande mídia e as redes sociais, nos seus mais diversos canais de comunicação, hoje, repercutem,  com destaque acentuado, o depoimento do ex-presidente Lula, ao juiz federal Sérgio Moro, ocorrido ontem (10) na cidade de Curitiba.

Devido à grande expectativa que circundava o evento de caráter jurídico, previamente marcado, entendemos que todo esse alarido não chegar a ser algo sobrenatural, afinal o interrogado não foi de uma pessoa comum, Lula é, nada mais nada menos, que uma figura popular e que já tem seu nome grafado como uma das pessoas mais importantes da história do nosso País – “queiram ou não queiram dos juízes”.

Em função do alongado depoimento,  as grandes redes de TV e até conceituados críticos da cena jornalística política, envoltos em mega estruturas, reservaram-se a comentários cautelosos, para não serem injustos e inconsequentes, até porque as imagens ainda precisam ser revistas.

Na contramão do equilíbrio e do bom senso, nas redes sociais, os partidários e simpatizantes do PT – Partidos dos Trabalhadores – atestam haver liquidado a fatura em favor do cacique maior da sigla –  como se um depoimento na justiça fosse uma espécie de debate eleitoral. Ora! Qualquer depoimentos, sobretudo na condição de réu, não é “café pequeno” para ninguém, até para uma camarada traquejado e com larga experiência,  como é o caso do ex-presidente Lula.

Do outro lado, para os chamados “coxinhas” – parcela da população que não suporta a figura do Lula e sua tropa -, o encontro apenas serviu como mais um passo processual, na direção da decretação da prisão  do ex-presidente, pelo “Paladino Nacional” da Lei e da Ordem, materializado na figura do juiz Sérgio Moro.

Para mim, simples mortal e observador distante, fisicamente, dos fatos aludidos, apenas duas observações:

Primeiro: o Lula é um sujeito muito preparado para o confronto e deve continuar se  agarrando na não materialidade do crime imputado a ele.  Certamente, na sua cabeça, na qualidade de animal político, o julgamento do eleitor, nesse momento,  é o que está mais lhe interessando.

Segundo: fica difícil de imaginar que o mesmo (Lula) não tomou conhecimento de nada. Levando em consideração que a esmagadora maioria das pessoas envolvidas nessa pendenga gravitavam em torno do seu comando. Realmente é algo incrível!!

A SORTE ESTÁ LANÇADA!!!

Uma trinca de pássaros e uma boa lembrança.

Na noite de ontem (09), mais uma vez, ao contemplar uma trinca de pássaros pernoitando no pé de caju da minha residência, lembrei-me do meu manso pássaro, que o chamava de “caboclinho”. Essa curiosa história foi fruto de um dos meus artigos, aqui postado, há mais de cinco anos (abril de 2012).

Pois bem, segue, abaixo, a reprodução do mesmo para que os internautas entendam melhor a história e o motivo do novo registro. Aliás, vale salientar: continuo criando pássaros, sem gaiola ou viveiros. Certamente a trinca de passarinhos, no registro fotográfico de ontem já devem ser descendentes dos que foram protagonistas da história de cinco anos atrás. Vale a pena ler:

Meu manso caboclinho

Ainda permanecem nas pastas da minha memória um triste episodio,  envolvendo um dos meus passarinhos, um caboclinho muito manso que comprei na Feira de Pássaros,  quando ainda acontecia na Praça da Restauração..

Quando criança, gostava de criar pássaros. Já houve época de possuir uma dezena. Mas, definitivamente,  o que marcou a minha mente foi o manso caboclinho. Se não bastasse sua “cantoria”, gabava-me na frente dos colegas e dos adultos, pelo fato de deixar a porta da gaiola aberta e ele não querer sair e,  quando resolvia deixar a gaiola,  não ia para longe, retornando  logo em seguida  para sua “casa”,  que a encontrava de portas abertas.

As minha gaiolas ficavam penduras no terraço do primeiro andar da casa de papai, na Avenida Silva Jardim. No  local circulava poucas pessoas. Certa vez fui passar um final  de semana na praia e, por motivos que nem me lembro, demorei mais do estava programado. Nesta ocasião, vale salientar,   estava apenas criando  o referido caboclinho.

Ao partir deixei tudo pronto: comida esborrando no coxo, água derramando na tigela de barro –  para mantê-la sempre fria –  e,  como sempre, a porta da gaiola aberta.

Confesso que, na qualidade de criança e na folia da praia, na hora de resolver permanecer  por lá, mais do que deveria,  não lembrei-se  do meu passarinho, o que não aconteceu com o passar dos dias. No entanto,  ficava tranquilo porque havia  deixado a porta aberta.

Ao regressar para Vitória e, chegando em casa,  fui direto no terraço do  primeiro andar para ver meu caboclinho. Para minha tristeza, encontrei o “bichinho” morto,  dentro da Gaiola com a porta aberta, do jeito que havia deixado. A comida ainda existia, mas a tigela de barro estava seca e, seguramente, ele morreu de sede.

Naquele momento senti tanta culpa e remoço que resolvi não contar à ninguém. No outro dia, caladinho,  enterrei-o próximo ao pé de carambola,  no quintal da nossa casa.  Com os olhos marejados, com as maiores das dores provocada pelo remorso e com  a inquestionável  sinceridade das crianças, naquele momento, resolvia “dá fim” as gaiolas e  não mais criar pássaros.

O tempo passou – e bote tempo nisso –  e nunca havia revelado, antes,  essa história para ninguém, ou seja: passei muito tempo pensando nisso com muita seriedade. Eis que uns 30 anos depois, por capricho do destino, no pé de caju da minha casa, sem gaiola ou viveiro, uma trinca de pássaros resolveram, sem querer nada em troca,  fazer  morada.

Sem nenhum aviso prévio, logo cedo, eles partem não sei para onde. Com uma precisão incrível,  retornam ao cair da tarde para pernoitarem,  sob os galhos do meu pé de caju, há pelo menos uns três meses. Sendo assim, confesso, quebrei minha promessa. Mas devo revelar, também, que toda vez que os vejo lembro do pequeno pássaro que morreu sedento, ou seja: lembro do meu manso caboclinho.

COISA DE DOIDO

O doido passou o dia inteirinho com o ouvido colado na parede da rua. Aí, à tardinha, um vizinho perguntou:

– O que estás ouvindo?

Aí, o doido: – Tu és muito vexado, eu estou aqui desde cedo e ainda não ouvi nadinha.

Aí, pouco depois, chegou outro curioso e botou o ouvido na parede. Não ouvindo nada, revelou ao doido: – Eu não estou ouvindo nada.

Aí, o doido: – Está assim desde de manhãzinha.

Sosígenes Bittencourt

AGTRAN: NOVA GESTÃO CONTINUA ENGARRAFADA!!

Desde o dia 11 de maio de 2011 (amanhã completa seis anos) a ONU decretou que a década seria voltada para ações de Segurança no Trânsito. Em função disso, o mês de maio tornou-se a base mundial para a discussão do tema. O “MAIO AMARELO”, come ficou conhecido, tem significado lógico: a cor amarela, na linguagem universal do trânsito, representa “ATENÇÃO E ADVERTÊNCIA”.

Apesar dos avanços e do continuo estudo na qualidade dos veículos, o acidente de trânsito ainda continua sendo uma preocupação universal. Os números no Brasil é uma catástrofe nacional. Por aqui, conforme pesquisa, morrem mais de 50 mil pessoas todos os anos: SÃO 136 MORTES POR DIA OU, PARA MELHOR COMPREENDERMOS ESSA TRAGÉDIA, A CADA HORA MORREM CINCO PESSOAS VÍTIMAS DO TRÂNSITO.

Em acidente envolvendo motos, por exemplo, nossa região – Nordeste – lidera todas as estatísticas. É nessa contexto macabro que  encontra-se, alimentando esses números,  nossa Vitória de Santo Antão.

Muito bem, não sou um especialista na matéria, mas, na medida do possível, procuro ser um curioso atento, sobretudo com as coisas relativas  à nossa urbe.  Apesar da criação da AGTRAN e de algumas melhoras pontuais, nos últimos anos, falta-nos – governo e sociedade – vontade de mudar. Certa vez alguém já disse: “um rei fraco faz da sua forte gente um povo fraco”.

A gestão municipal anterior, ao colocar o time da AGTRAN na rua, em maio de 2009, perdeu a oportunidade única de promover uma arrojada campanha educativa e, ao mesmo tempo, propositiva na questão dos vícios crônicos locais, no que diz respeito aos atos dos motoristas assim como no conjunto que compõe a chamada mobilidade urbana. Ao contrário disso investiu, prioritariamente, na estrutura punitiva, com a clara intenção financista. A população registrou o abuso.

Eis que, em janeiro próximo passado, ascendeu ao comando do Poder Municipal local um novo grupo de gestores. Curiosamente esse grupo, que até assumir o governo fazia críticas públicas,  realçando à  forma autoritária e abusiva com a  qual a  referida autarquia (AGTRAN) tratava os condutores de veículos da nossa cidade, hoje, aparentemente, até o presente momento,  está seguindo na mesma direção. Aliás, contrariando todas as expectativas até majoraram a tarifa da chamada “Zona Azul”, não sendo sensíveis ao aperto financeiro por que vem passando a população, em função das altas taxas de desemprego.

Pois bem, até parece que estamos assistindo uma reprise do mesmo filme,  já muitas vezes. Aliás, se tem um órgão que não pode reclamar da falta do dinheiro, esse é a AGTRAN. Já estamos no quinto mês da nova  gestão  municipal e o atual  diretor do órgão, Elmir Holanda, parece não haver colocado, ainda, a mão na massa. Até o presente momento, por onde costumo circular,  ainda não vi sequer a pintura  de uma faixa de pedestre, mesmo que fosse reacendendo uma já existente, no sentido da melhora da nossa mobilidade.

Portanto, já que os novos gestores, assim como os da administração passada, perderam o “timing” para causar uma boa primeira impressão à população, logo na largada das suas respectivas administrações, aconselho os atuais diretores da AGTRAN que aproveitem  o movimento internacional – MAIO AMARELO – para promover ações que possam atenuar às tristes estatísticas vigentes no nosso País, sobretudo na nossa cidade. De resto, concluo dizendo: Já passou da hora dos novos gestores da AGTRAN se expressarem com palavras ou ações. A população vitoriense continua esperando……………

RECORDANDO ZÉ MARQUES DE SENA – Artista e carnavalesco, contribuinte do enriquecimento das alegorias vitorienses.

A Terra das Tabocas e de Mariana Amália, relembra o dia 26/04/2017 (quarta-feira), a falta da figura que não existe mais no cenário artístico, cultural e alegórico, onde estamos falando de José Marques de Sena. O mesmo foi sepultado no Cemitério de São Sebastião em 26/04/2016, nesta cidade da Vitória de Santo Antão, PE. Seus trabalhos artísticos foram apreciados  pela sociedade vitoriense, nos inesquecíveis carnavais, onde aconteciam os desfiles dos carros alegóricos, apresentando aos foliões, curiosos, leigos, cultos e de modo geral, o significado de uma obra de arte, quando é realizada e executada com o coração.

Vitória de Santo Antão, PE, teve muito brilho e destaque nos momentos das realizações, que os Clubes Carnavalescos exibiam  suas alegorias, transmitindo e deixando uma mensagem, um significado, uma reflexão nos detalhes apresentados nas fantasias e alegorias exibidas em seus carros alegóricos, nas suas noites iluminadas dos carnavais vitorienses. A família, aos amigos e a sociedade de modo geral, que compareceram ao sepultamento deste grande artista, que fazia do simples transformar-se em composto e brilhar, meus sentimentos mais uma vez. Descanse em paz ZÉ MARQUES DE SENA! Deus ti abençoe! Amém!

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João Bosco do Carmo
Ex-Aluno; Ex-Componente; Ex-Trombonista da Euterpe Musical 03 de Agosto da cidade da Vitória de Santo Antão, PE, do Maestro Aderaldo Avelino da Silva (in memoriam).

A grande mídia, ao tentar massacrar, joga errado!!

Nos últimos dias a grande imprensa vem dando destaque ao depoimento do ex-presidente Lula, ao Juiz Sérgio Moro,  que  ocorrerá amanhã (10), em Curitiba. Evidentemente que o fato é relevante. Afinal,  não é todo dia que temos um ex-presidente da República sentando no banco dos réus, para dá explicação sobre corrupção.

Mas, se alguns meios de comunicação e até setores organizados,  que usam as redes sociais para realçar, com ênfase, o histórico momento no afã  de desgastar, ainda mais, a imagem do líder do Partido dos Trabalhadores estão, no meu modesto entendimento, fazendo o jogo inverso.

Jogar a imagem do “Lula X Moro“, como se fosse um duelo de boxe ou uma final de campeonato estadual, apenas enfraquece a decisão, seja ela qual for que vier a ser tomada. Pois, num duelo dessa natureza (boxe) as partes envolvidas estão, teoricamente, no mesmo pé de igualdade, o que não é o caso do Lula com o Moro.

Um juiz não pode ser contra ou a favor a quem quer que seja. O Juiz, a rigor, apenas deve aplicar a lei, mediante as provas que embasam o processo. Portanto, continuo observando que colocar o Lula em posição diametralmente oposta ao juiz Sérgio Moro, apenas favorece o discurso do primeiro, que aliás conhece como poucos as eternas rentáveis lutas do “bem contra o mal”, do “coitadinho contra os poderosos”, do “perseguido contra os perseguidores” e etc…

Na Vitória, prefeito e vereadores também cometem desvios de funções…..

Com raras exceções os argumentos dos políticos brasileiros, após a posse, tornam-se uma coisa só. Falar em crise ou na escassez de dinheiro é lugar comum. Aliás, se é uma coisa que a esmagadora maioria da população entende bem, é  da situação inversa do adágio popular que diz: “querer é poder“.

Pois bem, recentemente, na cidade do Recife, os parlamentares da Câmara de Vereadores – que também alardeiam a tal crise financeira – presentearam-se  com um aumento de 50% na engorda de um tal “auxilio alimentação”. Essa verba, em tese, foi criada para “ajudar” os coitadinhos dos vereadores a almoçarem fora de casa.

Com o aumento, a verba que girava em torno de R$ 3.000,00 pulou para R$ 4.500,00. Moral da história: a manobra vazou para imprensa e o caso ganhou grande repercussão negativa. Os coitadinhos dos vereadores da Capital pernambucana, então, optaram por recuar e cancelaram o aumento.  Agora, após a opinião pública descobrir que havia essa tal verba, estão  se avolumando os movimentos para sua completa extinção.

Dias atrás, disse aqui: “esperteza, quando é muita, vira bicho e come o dono”. Nas casas legislativas, quer sejam municipais, estaduais ou federais, o dinheiro sobra. Como aumentar os próprios salários desperta a ira dos eleitores – que recebem baixas remunerações – os vereadores, nas caladas, se  entendem para inventar artifícios com  nítida intenção  de meter a mão  -“legalmente”- no dinheiro do povo. Portanto, ficar de olho e acompanhar essas manobras é dever de todo cidadão.

Outro dia, aqui na Vitória, um parlamentar subiu à tribuna da Casa para dizer que o salário era pouco. O debate não é simples, é complexo! Se comparado a massa salarial local, não é. Mas, se for para o vereador fazer o papel do poder executivo  é. O “X” da questão está justamente nos desvios das funções. Se cada qual – prefeito e vereador – cumprissem bem os seus papeis, todos sairiam ganhando, sobretudos os que mais precisam. Para tanto, bastava o prefeito não “legislar”e os vereadores apenas criar leis,  para melhorar e facilitar a vida da população,   e fiscalizar, com rigor, os atos do Poder Executivo. Simples assim!!!

BOM DIA, MUNDO!

Ontem foi domingo, e muita gente havia trabalhado durante a semana para ser feliz no final de semana. Ledo engano. Diante de uma minoria extremamente feliz, que foi a torcida do Nova Hamburgo, uma maioria esmagadora triste com a perda do Campeonato Estadual pelo Internacional.

E se você estiver triste, porque está trabalhando, lembre-se dos 14 milhões de brasileiros desempregados. Aprenda a gostar do que faz para fazer o que gosta. E sabe como se aprende a gostar do que se faz? Fazendo bem feito! Questão de autoestima, que é bem melhor do que vaidade. Autoestima é o prazer de aplaudir-se, vaidade é a procura de aplauso.

E para os desempregados, um conselho: empregue-se, ocupando-se. Triste não é estar desempregado, é estar desocupado. Vá lavar prato, ou fazer um poema, talvez. Há poesia nos afazeres domésticos, porém.

Nunca trabalhe durante a semana, marcando a felicidade para o domingo. Felicidade não tem hora marcada, felicidade pode ser agora. Portanto, busque confeccionar sua felicidade, seja o artesão de sua alegria.

Bom dia!

Sosígenes Bittencourt