Placa de trânsito no chão: ATÉ QUANDO TEREMOS QUE CONVIVER COM ESSE DESCASO?

Aproximando-se à conclusão dos seis primeiros meses de atuação da nova gestão municipal, sob o comando do prefeito Aglailson Junior, é natural que os munícipes já comecem esboçar alguma insatisfação. Todos nós sabemos – até porque foi público e notório – que o governo anterior, nos últimos meses, de fato, abandonou o leme administrativo,  nas mais variadas frentes.

Fruto de várias matéria em nosso jornal eletrônico, intitulado Blog do Pilako, à época do fato, por exemplo, denunciamos que foram os próprios gestores do Governo de Todos, no último semestre de administração, que “convocaram” os ambulantes para ocupar as calçadas do centro comercial, sobretudo à Avenida Mariana Amália. A nova gestão, até o presente momento, vem fazendo “vista grossa” e empurrando o problema com a “barriga”.

Entre outras tantas “broncas”  que a nova gestão ainda não “entrou em campo” para jogar, encontra-se o nosso caótico trânsito. Devemos destacar que não obstante a AGTRAN já haver majorado os preços da chamada “zona azul”, continuamos sendo a cidade pernambucana com menos agentes de trânsito nas ruas, tanto do ponto de vista real como proporcional – se comparado ao numero de veículos matriculados no município.

Apenas para ilustrar o que realço, no que diz respeito ao comando acéfalo da AGTRAN, há dias que uma placa de trânsito que regulamenta à proibição do estacionamento,  em frente a uma escola, na Praça Diogo de Braga – Igreja Batista – encontra-se no chão. Não me interessa os motivos pelos quais ela caiu! Gostaria de saber o porquê ela não foi colocada no seu devido lugar?

Não podemos achar que isso é normal, apesar, infelizmente,  de ser comum na nossa cidade. O diretor da AGTRAN, senhor Elmir Nogueira, precisa explicar a população o que está faltando para as coisas acontecerem na prática, afinal, recurso financeiro não é o problema do órgão administrado por ele, haja vista o seu salário ser de dez mil reais (R$ 10.000,00).

Nosso município, Vitória de Santo Antão, não é uma cidade qualquer. Somos a Capital de Zona da Mata e precisamos nos comportar com tal. Portanto, mais uma vez, cobro atuação efetiva aos gestores municipais, sobretudo nas questões relativas ao caótico trânsito local.

Monsenhor Maurício Diniz celebra o feriado santo de Corpus Christi.

Em virtude do grande volume de chuva que cai na nossa cidade, na manhã de ontem (15), as celebrações do feriado santo de Corpus Christi não contou com os tapetes de serragem, que há anos vem adornando as ruas do entorno das igrejas, sobretudo nos bairro da Matriz e Livramento.

Em função das obras de reforma da Igreja da Matriz de Santo Antão, os eventos religiosos, celebrados pelo Monsenhor Maurício Diniz – Matriz – ocorreram na Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos. Registramos o encerramento das celebrações. Veja o vídeo.

EDUCAÇÃO MUSICAL – A importância do solfejo na formação musical do músico. (PARTE 1)

Uma das disciplinas no campo musical, onde demonstra um grau de dificuldade e complexidade, é justamente, o solfejo. A técnica é conhecida por diversos músicos e pessoas estudiosas, que estão sempre pesquisando e analisando, de forma curiosa ou acadêmica. Ao começarmos o estudo desta disciplina, devemos analisar alguns fatores que irão surgir de forma primária e bem natural, onde destacamos a ansiedade. Para que possamos entender o que é, e o que significa o solfejo, precisamos de um esclarecimento a mais, referente a esta técnica. O solfejo é simplesmente, a execução cantada das notas musicais. O seu significado traz consigo uma forma de aperfeiçoamento do músico, onde o mesmo irá adquirir a confiança de a qualquer momento, pensar em uma melodia, instrumental ou canção, e começar a cantá-la mentalmente, assobiando, cantando oralmente, ou, pronunciando os nomes das notas musicais.

O solfejo é simplesmente, falar, pronunciar, cantar as sete (07) notas musicais: DÓ, RÉ, MI, FÁ, SOL, LÁ e SI, obedecendo as alturas de cada nota musical, na subida ou na descida de cada escala. Quando falamos em ansiedade, podemos considerar esta situação como um obstáculo até involuntário existente nos seres humanos. Pode ocorrer em razão do músico ao  desejar no momento da sua fluidez mental, querer escrever a sua música preferida, que relembra algo marcante e, infelizmente, por não conseguir, ficará decepcionado. Outros fatores podem ter sua participação também, tais quais: o discípulo não possuir uma boa afinação e por este motivo, ao pronunciar as notas musicais, soar desagradável as alturas individuais de cada nota. Uma patologia genética ou adquirida, deixando seqüelas nas pregas vocais ou cordas vocais, um acontecimento onde o discípulo foi ridicularizado por amigos, irmãos, pais, na presença de outras pessoas  quando estava querendo expressar uma pequena estrofe de sua canção preferida, acompanhada ao violão ou não.

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João Bosco do Carmo

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Trânsito da Vitória: menos carros nas ruas e nenhum planejamento ou ação!!

A crise econômica nacional é real. O ritmo da atividade mercantil desacelerou com força. Disso, ninguém tem mais dúvida. Aqui e acolá, alguns segmentos isolados veem avançado, mas no conjunto macroeconômico, indiscutivelmente estamos com o “frei de mão” puxado.

Pois bem, nesse contexto preocupante, que afeta a vida de todos, encontrei uma boa notícia que alenta o caos, na chamada mobilidade urbana. Segundo pesquisa realizada em nosso estado, retratando o crescimento da frota, estamos com menos veículos nas ruas, se comparado com anos anteriores. Em 2016, por exemplo, segundo registros do DETRAN, tivemos menos de 1% de crescimento da frota da cidade do Recife, bem diferente dos 8.8% registrado em 2010.

Não seria, portanto, nenhum absurdo dizer que na nossa cidade, Vitória de Santo Antão, essa também tenha sido a tendência, até porque nosso município não é uma ilha isolada. Propõe, então, os estudiosos na matéria – MOBILIDADE – esse ser um momento importante para adoção de medidas, com vistas à implantação de novos projetos viários visto que, há, em certa medida, um ambiente “menos mutante”, por assim dizer.

Partindo dessa premissa imagino haver, por parte dos técnicos da nossa AGTRAN,  algum estudo e planejamento pronto para ser aplicado no nosso caótico trânsito, pois, por incrível que possa parecer, entre tantos outros problemas até hoje,  só temos uma via ligando os dois mais importantes bairros da cidade (Matriz ao Livramento), nos deslocamentos pelo centro.

No que diz respeito ao tráfego da movimentada Avenida Henrique de Holanda, urge uma imperiosa necessidade de disciplinamento . Por exemplo: trafegar na referida via, no trecho da subida para o Alto do Reservatório e no acesso à Avenida Mariana Amália  é algo  muito arriscado,  tal qual um  “Globo da Morte”.

Contudo, concluo dizendo que já estamos no sexto mês da nova administração municipal e os problemas viários da nossa cidade continuam. Até o presente momento, nem o anuncio de um planejamento, muito menos uma ação concreta no contexto do caótico trânsito local.

Revista Novo Horizonte: UMA BOA LEITURA!

 

Pelas mãos do amigo e sempre animado repórter, José Sebastian, recebi a 17ª edição da Revista Novo Horizonte, enviada pelo poeta vitoriense e não menos amigo, Stephen Beltrão. Aliás, diga-se de passagem: essa não é a primeira vez.

A Revista Novo Horizonte é uma delícia. Bem escrita e com artigos diversificados, que vão de “A” a “Z”, nos enriquece, assim como nos acalma propiciando, contudo, boas reflexões.

Na qualidade de artesão textual e coletor dos melhores verbos,  o nobre companheiros da AVLAC – Academia Vitoriense de Letras, Artes e Ciência –,  Stephen Beltrão, também grafou nas páginas dessa edição um artigo sobre o CARNAVAL DA VITÓRIA.

Portanto, registro aqui, nas páginas do nosso jornal eletrônico, intitulado Blog do PIlako, meus agradecimentos  ao Stephen e a todos os cronistas meus parabéns, pelos excelentes artigos.

CineClube Avalovara

Depois do nosso encontro no último dia 23 de abril, e pensando na importância de seguirmos juntos, anunciamos e convidamos a todas e todos para nossa sessão de junho, que aterrissa no continente europeu, mais precisamente na União Soviética, com a exibição do longa-metragem “Vá e Veja” (1985), do diretor Elem Klimov.

O clima do filme é de perturbação, a partir do qual somos inevitavelmente imersos no caos da guerra e nos mais variados distúrbios – físicos, morais, psicológicos etc – causados por ela. Se a partir da perplexidade nos é impossível pensar o mundo, “Vá e Veja” é um ótimo instrumento para tal reflexão: pensar o mundo, a guerra, a história e repudiar todas as políticas que incitam isso; pensar o momento conturbado que estamos vivendo e lutar dentro dos nossos limites pelos acordos de paz.

A sessão desse mês será domingo, dia 18/06, às 17h. Convida aí todo mundo pra compartilhar desse momento com a gente!

O Cineclube Avalovara tem apoio do Museu do Instituto Histórico e Geográfico de Vitória de Santo Antão (IHGVSA) e da Federação Pernambucana de Cineclubes (FEPEC).

SINOPSE
“Depois de encontrar um velho rifle, jovem de 13 anos é cooptado e se junta a um grupo de guerrilheiros. Após ser esquecido no acampamento pelos companheiros, ele inicia uma jornada sem rumo e presencia os horrores da guerra.

Filme baseado nas experiências de Ales Adamovich, que lutou com partisans russos na Bielorrúsia em 1943, onde nazistas sistematicamente incendiaram 600 aldeias e massacraram seus habitantes.”

SERVIÇO
Cineclube Avalovara apresenta “Vá e Veja”
Classificação indicativa: 16 anos
Data e hora: 18/06/2017 (dom), às 17h
Local: Silogeu do IHGVSA
Entrada Franca

(IN)JUSTIÇA ELEITORAL: aqui, lá e em todo Brasil.

Aos poucos os eleitores brasileiros estão começando a entender que a nossa Justiça Eleitoral é uma grande piada. Um grande “faz de contas”. Algo que só existe no papel  e que as vezes também serve para “criar” situações, ratificando, assim,  espaços para os  componentes do “clube”.

Além de cara e ineficiente a Justiça Eleitoral não fiscaliza nada. Devemos  lembrar que todas as prestações de contas eleitorais, desses políticos envolvidos e condenados pela Operação Lava Jato,  já haviam sido, antes, analisadas e aprovadas pela “rigorosa” Justiça Eleitoral, pelos órgãos competentes, inclusive a chapa  Dilma\Temer.

À cada eleição um novo enquadramento. Em cada disputa, novos “grandes problemas” surgem: o tamanho do adesivo, o tipo de cola ou textura da tinta que se deverá usar nas pinturas dos muros, se o eleitor, no dia da eleição, poderá ou não votar com a camisa na cor do seu partido, patatí patatá, blablá blablalá e etc.

Apenas para ilustrar, na prática, a utopia contábil que ocorre nas campanhas políticas em todo Brasil, no que diz respeito às prestações de contas dos candidatos, no último pleito eleitoral (2016), levando-se em consideração vários fatores, a própria Justiça Eleitoral estabeleceu limites máximos para as chamadas “despesas de campanha”, o que em si já é algo esquisito.

Aqui na nossa cidade,  Vitória de Santo Antão, por exemplo, um postulante ao cargo de vereador, durante toda sua campanha, a rigor, só poderia gastar no máximo R$ 31.540.23.

Pois bem, fechada a contabilidade de todos os candidatos, é possível encontrar,  fiscalizada, auditada e aprovada pela “rigorosa” justiça eleitoral brasileira, um vereador eleito com investimento de pouco mais de R$1.600,00 (hum mil e setecentos reais). Será que dá para acreditar, que existe alguma seriedade num tribunal que julga e aprova um teatro dessa natureza?

Assim como o comercio varejista tem sua datas especiais (natal, dia das mães e etc) à atividade política profissional tem no período eleitoral uma das suas melhores “safras”. Ao contrário do que pensa os incautos os políticos profissionais, mesmo “distribuindo” dinheiro, aqui e acolá, no período da eleição, ao final da mesma, o seu fluxo de caixa sempre ficará no positivo, nunca no negativo. Se assim não ocorrer foi fruto do  amadorismo. Parece que só quem não sabe disso é a Justiça Eleitoral Brasileira.

Referindo-me ao “épico” embate, ocorrido recentemente no TSE – Corte Suprema da nossa Justiça Eleitoral -,  confesso que não fiquei surpreso com o veredicto. No meu modesto entendimento, os ilustres ministros apenas reproduziram, ao vivo, para todo País, um grande teatro, uma grande encenação.

Quem sai batendo a porta quer voltar”. “Quando se esquece, rasga, não se rabisca agenda”,  Diz trechos de canções populares.  Quem quer julgar com altivez à lisura de um processo eleitoral, para um mandato de quarenta e oito meses, não pode esperar que o mesmo chegue a ser exercido por dois terços (trinta meses), para fazê-lo, sob pena de ser obrigado a curvar-se aos interesses alheios ao rito processual e, sobretudo, às macro-consequências.

Analisar o ato jurídico pelo prisma dos discursos proferidos, pelas frases  de efeitos, teses e citações gregas é seguir pela trilha traçada, antes, pelos “noveleiros de toga”.

A decisão, no contexto atual, do ponto de vista prático, talvez tenha sido a mais acertada. Ao final da peça, o herói foi o relator – Herman Benjamim – e o vilão, o protagonista do voto de minerva – presidente Gilmar Mendes. Aos olhos da história os dois serão julgados por várias réguas. Os demais serão cartas fora do baralho.

Difícil mesmo ficou para os professores que atuam nos cursos de direito, explicar aos seus alunos, aspirantes a advogados,  o que foi que aconteceu naquele julgamento, onde provas foi algo irrelevante e desprezível. Sugiro, contudo, à inclusão urgente de uma nova cadeira na grade curricular das universidades que ensinam o bom direito, ou seja: “ciência política”.

Concluo, portanto, trazendo à luz o eterno o Rui Barbosa: “justiça atrasada não é justiça, senão injustiça qualificada e manifestada”.

Atletas vitorienses se destacam em competição estadual de Jiu-Jitsu

Nesse último domingo, 11 de junho de 2017, ocorreu na cidade do Recife a segunda etapa do Campeonato Pernambucano de Jiu-Jitsu, evento organizado pela Federação Pernambucana de Jiu-Jitsu Esportivo.

Participaram da competição, entre outros,  três vitorienses, os quais pelo eficiente desempenho trouxeram para a terra das tabocas três medalhas, sendo duas ouros e uma de bronze.

O advogado e professor de Jiu-Jitsu em Vitória de Santo Antão, André Gouveia, sagrou-se campeão pernambucano em sua categoria – faixa marrom até 88 quilos. “Estou muito contente em retornar às competições, sempre fui bastante competitivo, e esse ano só havia participado apenas uma vez. O fato de iniciar um trabalho, dando aulas de Jiu-Jitsu me incentivou a retornar às competições” Disse André Gouveia.

O também advogado e aluno do professor André Gouveia, Hugo Andrade, sagrou-se campeão pernambucano em sua categoria – faixa azul acima de 100 quilos. “No início estava um pouco nervoso, pois era minha primeira competição na arte suave. Antes sempre havia competido no judô e tinha vontade de conhecer o clima das competições de Jiu-Jitsu, gostei. Pretendo competir mais vezes esse ano”. Confidenciou Hugo Andrade.

O atleta Valter Emanoel conquistou a medalha de terceiro colocado na competição, na categoria faixa azul juvenil, até 89 quilos. “Não obtive o resultado esperado, contudo enfrentei fortes adversários, tendo disputado em uma categoria acima da minha. Outros campeonatos virão”. Falou Valter Emanoel.

Todos são atletas do CTA/GFTeam, centro de treinamento onde se pratica artes marciais, em especial o Jiu-Jitsu, seu carro chefe. Parabéns aos atletas vitorienses.

Vitória de Santo Antão: “NOTA ZERO EM TRANSPARÊNCIA”.

No caderno de Política do Diário de Pernambuco, do último final de semana (10 e 11), nossa cidade, Vitória de Santo Antão, contabilizou mais um vexame. Desta feita, recebendo NOTA ZERO no quesito TRANSPARÊNCIA governamental. A avaliação e constatação de que a Lei aqui não é cumprida foi da 3ª edição da Escala Brasil da Transparente (EBT).

Por dever de justiça devemos dizer: “o levantamento foi realizado entre junho e dezembro de 2016”. Ou seja: sob a égide da gestão anterior. Mas, independente de qualquer coisa, na atual gestão municipal, comandada pelo prefeito Aglailson Junior, nos que diz respeitos às informações obrigatórias por Lei, a “escuridão” e a “opacidade” permanecem. Para tal constatação basta acessar a nova página oficial da prefeitura e verá que informações básicas continuam indisponíveis ao cidadão comum.

Entre os critérios avaliativos pesquisados estão a transparência passiva, o tempo de resposta, assim como à veracidade das mesmas. O curioso disso tudo é que a Lei, que obriga os órgãos públicos disponibilizarem  todas as informações na internet, já existe desde 2012, ou seja: HÁ CINCO ANOS.

Não podemos imaginar que toda essa “legião de estrangeiros”, que compõe o secretariado da atual gestão, ganhando salário de R$ 10.000,00 por mês, comadados pelo prefeito,  sejam “bobinhos” ao ponto de não saberem seus deveres e suas obrigações, na qualidade de gestores públicos.

Outra coisa que devemos destacar é que a “nova” gestão – há seis meses no comando da cidade – vem mantendo o mesmo ritmo administrativo do governo anterior, ou seja: “Esta tudo como dantes no quartel d’Abrantes”.

Reprodução

Não custa nada lembrar que dois terço do eleitorado local, no último pleito, hipotecou sufrágio pela descontinuidade da gestão anterior, cabendo, portanto, ao atual chefe do executivo uma espécie de autocrítica no rumo administrativo. Hoje, ainda há tempo e um pouco de “humor” aos eleitores. “Amanhã”, o tempo já evaporou e no que diz respeito ao humor, dar-se-á a mesma coisa.

Concluo essas linhas dizendo que nossa cidade, no tempo pretérito, sob o comando do prefeito José Aragão (1942 a 1944), além de outros bons exemplos administrativos, foi uma referência no quesito TRANSPARÊNCIA. Valendo salientar: sem leis ou quaisquer outras imposições, apenas regido pelo dever da consciência cívica e pelo respeito aos munícipes. Aliás, no seu tempo, internet nem na ficção existia.

Portanto, segue, abaixo, registros de jornal com publicações – mês a mês-  das atividades financeiras da nossa prefeitura. Tudo isso há setenta anos. Apenas uma pergunta: ao longo do tempo, mesmo com incontáveis avanços tecnológicos, no quesito transparência,  Vitória avançou ou  ou andou para trás?

Com a presença do Monsenhor Maurício, 2º Encontro da Vaqueirama homenageia o vaqueiro Bosco.

Aconteceu na manhã do domingo (11) o 2º Encontro da Vaqueirama, promovido pelo amigo  Jorge de Cecé. Esse ano o evento prestou uma justa homenagem ao vaqueiro Bosco, recentemente falecido. Sintonizado com tudo e com todos, no que diz respeito ao ofício de evangelizar, o Monsenhor, Maurício Diniz, que também é vaqueiro e principal articulador do evento do mesmo gênero, que ocorre lá no Engenho Bento Velho, marcou presença para dá um tom solene a festa.

Com o faro do bom repórter, credencial indispensável para quem labutar na arte de se comunicar com as massas, José Sebastian registrou o momento em que o pároco, Maurício Diniz, conduziu o encontro. Desde já, portanto, agradeço ao amigo e sempre aposto, José Sebastian, pelo envio do registro histórico. Veja o vídeo:

Weverton Fagner: “CONTINUAR A VIDA”.

A cidade da Vitória de Santo Antão está em festa. O sabor da conquista sempre será mais intenso no paladar daqueles que vivenciaram os piores momentos.  Por mais que a realidade se apresente de maneira dura e cruel é a duvida nos passos futuro que nos consome, que nos enche de inquietação e amargura.  O retorno do Jovem Weverton Fagner à vida normal, assim como o sentimento de dever cumprido dos seus pais, é algo que nos sugere refletir sobre o sentido da vida. Daquilo que fazemos com o tempo que nos é ofertado para escrevermos nossa própria história.

O dia 8 de julho de 2017, no meu modesto entendimento, deveria ser marcado no calendário antonense como uma data especial. Desde as primeiras noticias até o dia de ontem (08), acredito que a nossa Vitória de Santo Antão – nos seu quase quatrocentos anos de história –  nunca havia  vivenciado um momento  coletivo  tão bonito  e edificante,  uma trilha real com começo (triste), meio (união) e fim (final feliz). Aliás, digno de um filme de longa metragem.

Revirando meus arquivos encontrei um vídeo, gravado no Pátio da Matriz, com o amigo Bira – pai do Weverton – onde o mesmo, apesar da difícil situação em que estava passando, realçou a beleza do momento. Naquela ocasião (inicio dos movimentos) se disse surpreso com o volume que a corrente solidária já havia alcançado. De maneira muito equilibrada e sensata expôs os objetivos das ações e, na qualidade de homem de fé, emocionado, colocou tudo nas mãos de Deus. Veja o Vídeo:

Hoje, dois anos depois, os envolvidos, direta ou indiretamente, estão emocionados e contentes. A senhora Maria Rodrigues, ao tentar retratar o auspicioso momento que está vivenciando, na qualidade de mãe do Weverton, disse: “o coração da mãe está explodindo de alegria”.

Aos vinte anos o jovem Weverton Fagner começa viver uma nova fase da vida com  muitos desafios e inúmeras incertezas, tanto quanto outros jovens da mesma idade. A vida não é fácil para ninguém. Dele, não podemos cobrar nem mais nem menos. É vida que segue. Aliás, ao ser questionado sobre o futuro, ele foi objetivo, afirmativo e perfeito: “CONTINUAR A VIDA”. Para quem esteve no fio da navalha, isso é tudo!!

Mataram Pernambuco?

Perdoem-me a dúvida, mas é que estamos ainda sentindo o calor das fogueiras juninas, e pouco estamos vendo da alma pernambucana.

Explico: desde criança, aprendemos a admirar o nosso estado, Pernambuco, pela sua história, suas tradições e seus ritmos; ouvimos cantar Luiz Gonzaga, Trio Nordestino, Marines, Dominguinhos, Assizão e tanta gente boa que tomou em seus ombros a responsabilidade de perpetuar o nosso estado por meio do que nos diferencia e nos torna uma “nação” dentro de outra nação: nossa cultura!

Pude como milhares de crianças, adolescentes e adultos, dançar quadrilha, mas quadrilha mesmo (sem esses invenções de hoje que mais “caricaturizam” do que preservam), dentro de uma cadência “equilibrada”; pude ver casas decoradas, famílias inteiras se remexendo ao som de verdadeiros ritmos juninos, inclusive, e fundamentalmente, decentes. Creditava-se e vivia-se o melhor! Vivia-se a alma pernambucana!
Então, de olhos no passado, ainda recente, por que a minha dúvida? Pelo que se ouve e se vê atualmente; hoje, o São João tornou-se um produto de mídia: temos músicas que, de juninas, não têm mais nada, mas, o que as rádios e emissoras de televisão colocam para à sociedade é como se o fossem. A Pornofonia, a má qualidade. o barulho idiota das baterias, tomou o lugar da beleza, do singelo, da tranqüilidade!

O que sempre foi uma festa familiar, com fortes elementos religiosos, até porque se comemora um grande santo: São João Batista aquele que batizou Jesus Cristo, agora é quase pornofônica, diria até com fortes elementos de pornográfica, é só ouvir algumas músicas, é só ver o que fizeram das danças, etc.

Fizeram da nossa mais querida festa nordestina um imbróglio, isto é, uma mistura sem brilho, criminosamente descaracterizaram um símbolo pernambucano. E, como corolário desse assassinato cultural trazem atrações alienígenas para os ditos focos juninos. Criaram até a tradição do ridículo: todos os anos levam à querida Gravatá atrações como Asa de Águia, O Rappa e Jorge e Mateus, e outras porcarias alienígenas…

Caruaru, a “Capital do Forró,” (quem dera que ainda fosse) providenciou em jogar uma colher de cal na tradição promovendo aberrações “marcianas” tipo: Luan Santana, etc.

Qual o brilho cultural que há nisto: um grande público? Ora, se esta for a desculpa, “tragam” Pink Floyd, ressuscitem Michael Jackson, Madonna e, com certeza, teremos mais de um milhão de iludidos nas ruas.

Será que já não basta descaracterizar o nosso Carnaval, querem também o São João.

E o pior, toda essa engenharia feita para descaracterizar o nosso São João, é azeitada com dinheiro público. Isto mesmo, com dinheiro público. O Governo do Estado de Pernambuco e esses governos municipais medíocres estão usando dinheiro que poderia ser posto para fomentar cultura genuinamente nossa, usam para promover a inculturação de nossa gente.

O que se vê em Gravatá e em Caruaru, Campina Grande é o festival do ridículo, do desamor pelas coisas nordestinas.

Pernambuco, em talentos, possui valores superiores àqueles alienígenas, postos à apreciação de uma multidão cada vez “menos” pernambucana.

Ser pernambucano é ter alma, é falar, é pensar, é ouvir os sons ancestrais que sempre fizeram de nosso estado uma nação dentro desta nação chamada Brasil. É duro ter que dizer a nossos filhos, ou a quem quer que seja, que aquilo que se viu e se vê em Gravatá e em Caruaru, etc (em geral em todo o estado) é, inferior aos nossos ícones culturais; já que a mídia, o governo estadual, e alguns outros descompromissados com o espírito de pernambucanidade, de forma às vezes subliminar, às vezes agressiva e mentirosa, dizem o contrário.

Vivemos uma guerra de idéias, de valores, de alma diria, e sendo assim o que esperar de multidões influenciadas pela alienação cultural? Pela pornofonia?

O Fundador da Pontifícia Universidade Católica do Rio de janeiro, o Padre Leonel Franca já nos alertava sobre à má idéia, sobre a divulgação do que não presta:

“Grande é a responsabilidade de quem escreve. Agitar ideias é mais grave do que mobilizar exércitos. O soldado poderá semear os horrores da força bruta desencadeada e infrene; mas enfim o braço cansa e a espada torna à cinta ou a enferruja e consome o tempo. A idéia uma vez desembainhada é arma sempre ativa, que já não volta ao estojo nem se embota com os anos”. (…)

Basta! Somos pernambucanos!


Por Manoel Carlos.

EDUCAÇÃO MUSICAL – A importância da ética na construção musical e profissional do músico.

Talvez ao meditarmos na forma do conceito denominado de Ética, nos soará em um assunto complexo e de difícil compreensão.  No entanto, este termo utilizado, faz com que possamos entender a aplicação da Ética Musical e da Ética Profissional. Sabemos que, trabalhar música baseada nas duas linhas ou fontes direcionais da Ética, apresentarão  diversas ou diversos obstáculos durante o caminho musical. Tudo isto nos aproxima do entendimento e, como devemos proceder durante todo caminho executório dos momentos que,  precisarmos de lidar com pessoas. A tarefa que exige o envolvimento profissional direcionado a Arte dos Sons, nos permite a mais uma visão cautelosa e bem ampla, para que assim, possamos trabalhar lecionando, compondo, escrevendo, orquestrando, arranjando e harmonizando. Baseado nesta temática, precisamos de reputação e,  reputação é justamente, onde podemos denominá-la de CHAVE PRINCIPAL, para a credibilidade existente nos seres humanos. Onde atravessa a barreira do caráter individual, indo mais além e, com um grau de profundidade, de forma imprevisível.

A abordagem expressa em primeiro lugar a Educação Musical, onde a essência referencial está em paralelo  com o que  e, como possamos trabalhar esta Ética Musical e a Ética Profissional. Ao tentarmos entendê-las, precisaríamos de respeito, consideração, lealdade, compromisso, com as obras, os compositores, os regentes, e os músicos. A outra linha direcionada onde basea-se na Ética Profissional, apresenta consigo o compromisso que temos, em uma outra posição, ao passarmos pelo obstáculo do fator inicial da aprendizagem musical, onde já estamos amadurecidos na Arte dos Sons, e assim, ao fazermos e realizarmos trabalhos e tarefas musicais, que façamos com compromissos, e, honrando a confiança de quem nos solicitou tais trabalhos musicais, onde acreditamos que este será o caminho do melhoramento para a Arte dos Sons, a Educação Musical, e a todos de modo geral. Acreditamos que, mesmo que esta abordagem tivesse sido realizada em outras palavras, a essência principal estaria com seu foco na mesma finalidade: a preparação de cidadãos do futuro.

20160704_203649João Bosco do Carmo.

http://lattes.cnpq.br/8222363703321930

E-mail: bcarmo45.bcm@gmail.com

Pondo os pingos nos “is”

Por Mario D’Andrea*

Não tem segredo: a publicidade serve para conectar quem vende com quem quer comprar. Mais do que isso: conecta quem vende sonhos com quem quer sonhar. O que nós fazemos é ajudar as empresas a venderem seus produtos e serviços para o público certo. Simples. E quando essa conexão funciona bem, a economia do país vai bem. Simples também, não? Por isso, quanto mais desenvolvido e avançado é o mercado publicitário, mais desenvolvida é a economia do país. E mais avançado é o próprio país.

Você não precisa concordar comigo, porque essa não é uma conclusão minha. É do professor Maximilien Nayaradou, em seu doutorado em Economia na Universidade Paris-Dauphine, em 2006. Ele acompanhou em detalhes, de 1991 a 2000, a economia e o investimento publicitário de 12 nações (Alemanha, Áustria, Dinamarca, Espanha, Finlândia, Suécia, França, Holanda, Itália, Japão, Estados Unidos e Reino Unido). E pôde comprovar que, quanto mais elevados e consistentes os investimentos publicitários, maior o progresso econômico dos países. Essa tese inclusive foi suportada pela Federação Mundial de Anunciantes (WFA).

A publicidade incentiva a competição, aumenta a velocidade das inovações e estimula o crescimento do PIB. Isso também vale para o Brasil. Aqui, cada real investido em publicidade gera outros R$ 10,69 na economia nacional, conforme um estudo que seguiu modelo criado pela Deloitte. Ou seja: a publicidade gera empregos. Não apenas os 645 mil postos de trabalhos dos profissionais de agências e setores relacionados ao setor. Cria também empregos por toda a cadeia produtiva nacional. Gera mais riquezas para empresas investirem. E esse investimento gera mais empregos. Que geram mais riqueza. Simples a mecânica, não?

Por isso, o foco tem de estar — mais do que nunca — em ligar o vendedor ao comprador. Em outras palavras, publicidade. Básico assim. De que maneira vamos fazer isso, se de modo digital ou não, se investindo em mídias tradicionais ou não, se com modelo de remuneração por comissão de mídia ou fee — toda essa discussão é técnica e não afeta o astro principal da nossa atividade: o consumidor. Ele deve ser o centro de tudo. E o consumidor, quando recebe a mensagem da publicidade, pensa no conteúdo e na marca — não no meio.

Lembro-me de que trabalhei com a conta de um banco por 11 anos. Por dois anos, fizemos campanha em São Paulo que só envolvia rádio e anúncio em jornais. Quando encontrava amigos na cidade, eles elogiavam a campanha e até comentavam sobre detalhes das histórias criadas. Eu perguntava: “Onde você viu?” Grande parte das pessoas simplesmente não se lembrava. Vários respondiam: “Na TV.” O consumidor não se preocupa com “onde” ele viu a mensagem. Ele se fixa no “o quê”. Porque, ao contrário do que dizem por aí, brasileiro não gosta de propaganda. Brasileiro gosta mesmo é de ouvir boas histórias — seja onde for.

Nós, publicitários e profissionais de marketing, temos de focar na mensagem. Na história que criamos para nossos produtos. Nas mensagens que nossas marcas querem deixar na cabeça e no coração das pessoas. Na relação que queremos construir com nosso consumidor. O resto, amigos, é commodity. O aplicativo que você cria um dia e que é supernovo, daqui a três meses já foi copiado por meio mundo. Ou pelo menos foi copiado na China — o que já é quase meio mundo. A tecnologia é ótima, mas é apenas uma ferramenta. E é o que vira commodity mais rápido.

Como esse brasileiro vive, como ele se relaciona com veículos e marcas, como é seu dia a dia. Com toda essa informação levantada, aí sim entra o talento. É este que transformou uma cerveja de baixo reconhecimento em líder de mercado; que fez o consumidor se tornar fã incondicional de um simples chinelo de borracha; que faz de um banco uma das marcas mais admiradas (mesmo que seus produtos e serviços sejam muito similares aos de qualquer outro concorrente).

E essa habilidade tem de ser bem remunerada, porque é ela que nos permite trazer crescimento para as empresas. E para o País. E o Brasil precisa de crescimento econômico. É isso que fazemos. O País precisa garantir sua liberdade de imprensa. Fazemos isso também. Porque é com a propaganda de empresas privadas que se pode garantir a independência financeira dos veículos. E independência financeira traz independência política e liberdade de opinião.

Precisamos também ter uma atividade justa, com concorrências saudáveis, dotada de regras claras para a disputa de contas, sem abuso de poder. Precisamos ter métricas e auditoria de mercado que garantam segurança de investimento para as empresas. Afinal, como vimos com o professor Nayaradou, um mercado publicitário desenvolvido tem muito a ver com um país desenvolvido. E é um Brasil mais desenvolvido que queremos, não?

*Presidente da Associação Brasileira de Agências de Propaganda (Abap) e CEO da Dentsu

Nas festividades juninas usar dinheiro público para pagar cantores de “músicas descartáveis” é um crime contra a cultura nordestina!!

Na qualidade de festa mais representativa do Nordeste brasileiro, sem pedir licença a quem quer que seja, podemos “bater no peito” para dizer que os festejos juninos é “coisa nossa!!”  Valendo salientar: não no conceito, mas na forma de celebrar.

As comemorações de fé tem origem na Igreja Católica Apostólica Romana. Isto é: na Europa. Aliás, não podemos negar que formos colonizados por eles, afinal somos um “produto” em carne e osso, de cuja mistura somos conhecedores: do nativo americano, do branco europeu e do negro africano, regidos culturalmente pela impiedosa locomotiva do capitalismo, que impõe  o “novo” e o “moderno”, a tudo e a todos.

Não obstante o “São João” ser comemorado em todo território nacional é na Região Nordeste que a festa ganha contornos de visibilidade. Contam os livros que pelo fato da nossa região, historicamente, ser castigada pela seca e no mês de junho “ser agraciada” pelas chuvas, nossa gente, sofrida e de boa fé, atribuía à bondade aos referidos santos (Antônio, João e Pedro) e danavam-se a comemorar. Eis aí, portanto, uma das linhas de raciocínio para sermos os verdadeiros “donos dos festejos juninos nordestinos”.

Muito bem, toda essa minha ladainha é para desabafar e hipotecar solidariedade aos artistas da nossa região que empinam, durante o ano inteiro, o ritmo local (forró) como expressão genuína de uma gente que lutou e avançou, num País marcado por desigualdades de toda ordem. É de bom alvitre dizer que a expressão “forró” vem da palavra “forrobodó”, que teve origem no bantu – tronco linguístico africano – que significa arrasta pé, farra e etc.

Inicialmente gostaria de dizer que não sou nenhum tolo para achar as duplas sertanejas não devam fazer sucesso e buscar seus respectivos lugares ao sol. Muito menos tapar os olhos e os ouvidos à estrondosa aceitação do “Safadão”, sobretudo no extrato social mais jovem, tão pouco à “chorominguela” musical, hoje, na ponta da língua dos casais vítimas do “pega-pega”, composta e interpretada pela atualizada Marília Mendonça. Não, não sou tolo. Esse pessoal além de talento tem também – principalmente – uma megaestrutura midiática e financista que os tornam celebridades pontuais. Esse filme não é inédito!

Pois bem, na qualidade de nordestino identificado com a nossa cultura e forrozeiro sou totalmente contra abrir espaço para esses “forasteiros” e “alienígenas” nos palcos da nossa região, em plena FESTA JUNINA.  Os motivos são vários:

Na hora que encurtamos visibilidade aos artistas da terra, no maior evento da nossa região, em detrimento à música “comercial e volátil”, estamos perdendo nas duas pontas. Primeiro: desidratando o que é nosso! Mutilando nossa  história de continuidade regional e inviabilizando o surgimento de novos artistas para levar adiante, a médio e longo prazo, esse patrimônio imaterial coletivo do povo nordestino.

Segundo: estamos invertendo a lógica macroeconômica, na chamada transferência de renda! Ou seja: nós, que somos os mais pobres, estamos transferindo riquezas para os mais ricos, além, claro, de quebrarmos a cadeia econômica musical tradicional da nossa região. Faço apenas uma pergunta: Quantas vezes o Alcimar Monteiro já se apresentou no Rodeio de Barretos? Será que o Cantador Santana já subiu em algum palco da festa da Uva, que ocorre no Rio Grande Sul?

Precisamos criar mecanismos legais e institucionais para nos defendermos dessa ação predatória que joga contra os interesses do povo nordestino, sobretudo enfraquecendo nossa classe artística e consequentemente nossas tradições.

Não podemos, nós nordestinos, sob qualquer ponto de vista, usarmos dinheiro público – da Região de Luis Gonzaga –  para enriquecer ainda mais os já ricos empresários da “musica descartável”, que estão usando nosso mais tradicional festejo e espaço de divulgação para engordar seus caixas, tomando os lugares dos nossos artistas.

Contudo, sugiro que os políticos da nossa região – deputados federal, estadual e até vereador, nas suas respectivas cidades – proponham, nas suas trincheiras,  que  o dinheiro público – dos estados e prefeituras do Nordeste – não possam ser usados para pagar, nas festividades juninas, atrações musicas que não sejam dos estados da nossa região, essa seria, no meu modesto entendimento, uma das mais importantes medidas para começarmos preservar o nosso protagonismo  nas festas juninas.

Se não abrirmos os olhos rápidos, em pouco tempo,  perderemos nosso maior patrimônio, deixaremos de ser os principais atores no palco da nossa maior festa. Encerro esse desabafo em forma de alerta lembrando a música composta pelo vitoriense Aldeniso Tavares que diz: “o Nordeste mudou”, somos fortes e temos cultura própria, mas sua preservação é uma tarefa sem fim!!!

Internauta Roberta Urquiza comenta no blog

Boa noite amigos do Blog do Pilako,

O Parque de Vaquejada Roberta Urquiza comemora com satisfação o resultado definitivo da votação do STJ quanto a regulamentação das vaquejadas.

Recebemos agora o merecido e justo título de : Patrimônio Cultura Brasileiro e não podia ser diferente, A Vaquejada é esporte, é Cultura e é paixão do povo brasileiro e muito especialmente a povo nordestino, que encontra na festa do gado a sua mais autêntico identidade.

Citando ainda que a atividade da vaquejada gera empregos e renda para grande contingente da população nordestina.

Em setembro estaremos realizando a nossa 6 Grande Vaquejada no Parque Roberta Urquiza onde comemoraremos o Titulo junto a população vitoriense.

Roberta de cássia Urquiza Veras

Vaquejada: Patrimônio Cultural Brasileiro!!

Doravante a nossa Vaquejada passa a ser Patrimônio Cultural Brasileiro. Ontem (06), o congresso aprovou. Agora é “prego batido e ponta virada!”.

Pois bem, por ocasião da polêmica causada, daqui, do centro do meu mundo, Vitória de Santo Antão, em outubro do ano passado, enviei minhas considerações aos Ilustríssimos Ministros. Abaixo, portanto, segue artigo postado no nosso blog no dia 21 de outubro de 2016.

 

Ilustríssimos Ministros: a vaquejada não pode ser uma “ilha” no contexto dos maus tratos aos animais!!

Saindo um pouco da nossa linha editorial, que tem por objetivo realçar os assuntos atinentes ao nosso torrão e\ou aos conterrâneos, hoje, falarei de um tema que vem ganhando fôlego em todo País, sobretudo na Região Nordeste, no que diz respeito à polêmica decisão da corte suprema da nação de chuteiras. Para pôr um pouco de “gasolina no incêndio” basta dizer que o placar decisório, com 11 votantes, ocorreu pelo escore 6×5.

Muito bem, eu, na qualidade de morador de uma cidade do interior do Nordeste brasileiro, certamente não tenho condições de opinar sobre este assunto  com total isenção. Naturalmente, de certa forma, a vaquejada é parte integrante da nossa cultura e, aos olhos da ciência que estuda o cotidiano da raça humana no tempo, falar de cultura é mexer em vespeiro.

Aliás, antes de sermos submetidos à cultura dos portugueses – nossos colonizadores e algozes –  que justificaram tudo, ao concluírem que éramos animais que comia uns aos outros não procuraram, antes, saber que não se comia a carne de qualquer um, pois, acreditava-se,  à época, que ao degustar um pedaço de qualquer parte do corpo de um forte guerreiro da tribo inimiga, adquiria-se seus dotes na arte de guerrear. Também é verdade que esses mesmos senhores que nos catequizaram, em nome do mesmo Deus, também cortaram a cabeça dos seus irmãos europeus –  meio milênio antes – através das cruzadas.

Voltando para os maus tratos promovido pela vaquejada, já que estamos vivendo e evocando o “mundo civilizado” que, entre outras coisas eleva e melhora o tratamento ao animal, este,  merece muitas reflexões. A quem interessa, por exemplo, tratar cachorro como um ente da família? Sou de um tempo em que se criava um cão, para vigiar o terreiro da casa e não para dormir no ar-refrigerado, aos pés do seu dono e ser, via de regra, o ponto de convergência da casa.

A mídia de massa, aos poucos e à serviço dos fabricantes de produtos direcionado para esse segmento, vem criando uma nova cultura na sociedade moderna e as pessoas ,sem maldade, estão aderindo a esse novo conceito. Temos Leis para proteger qualquer agressão a um  “cão indefeso”, mas podemos criar um bode no quintal de casa para engorda-los e, no momento que acharmos oportuno, sangra-lo, arrancar suas tripas e leva-lo ao fogo, para  come-lo e festejarmos. Ora! O que tem de tão diferente entre o cachorro e o bode,? Será que um nasceu para ser  da “nossa família”  e o outro para servi apenas para nos alimentar? Aos olhos da maioria das pessoas, tudo isso é NORMAL. Aliás, muita gente não consegue nem raciocinar na direção contrária, em virtude do alto grau de alienação, vítimas da cargar midiática praticada pelos meios de comunicação da massa.

Com os pássaros e os peixes, acontece situação semelhante. Existe legislação para  regulamentar a prisão de um passarinho numa gaiola, mas não existe, pelo menos que eu saiba, nenhuma  ilegalidade  na criação de peixes em aquário caseiro. Ora! Que diferença tem em limitar a vida de um pássaro numa gaiola com à mobilidade de um peixe em um aquário?

Na questão da vida animal, relacionada aos “seres humanos”,  existe muita gente criando situação para se dá bem. Aliás, nas grandes cidades criaram  todo tipo de discurso em favor dos animais para que os mesmos não puxem carroças,  mas  nas muitas cidades do interior, sobretudo no nordeste brasileiro,  é a tração animal que faz o “mundo girar”, inclusive carregando água para os humanos não morrerem de sede. Retira-los das ruas,  nas grandes cidades,  ajuda a melhorar o trânsito. Já nas diminutas urbes  o animal é mais bem tratados e respeitado por ser uma fonte de renda no elemento social.  O discurso protecionista, nas cidades grande,  é oportunista e mentiroso e o pior: ainda tem gente se elegendo vereador usando-os como cabo-eleitorais.

Com relação aos bois, sob o pretexto de não fazê-los sofrer, deveria acontecer um  movimento também para acabar com os  grandes rodeios, sobretudo no Estado de São Paulo, aliás deveríamos ir mais além: deixarmos todos de comer carne bovina. Ora! Se não podemos  ao menos derrubar o boi como poderíamos,  então,   engordar o bicho para depois sangra-lo,  mata-lo e come-lo?

Aos poucos, nós humanos, estamos evoluindo. Antes, no famoso “pão e circo”,  se colocava  gente para brigar com gente, animal para brigar com animal e até gente para ser comida por animais carnívoros,  de sangue quente. Isso mudou. Mas, curiosamente,  em favor do lucro de poucos e para o delírio das massas os canais de televisão transmitem as famosas lutas de UFC e MMA. Volto a  perguntar: será, que em nome do “mundo civilizado”,  evocado pelos ministros da Suprema Corte,  estamos educando bem nossos  filhos? Incentivar à lutar com agressividade entre os seres  humanos é mais civilizado do que puxar o rabo do boi?

Outra pergunta: porque é que temos total parcimônia com a pescaria onde se comete, na minha modesta  opinião,  a maior das agressões a um “sujeito” do mundo animal? Aliás, diga-se de passagem, da forma mais covarde e violenta, na direção de um bicho indefeso e que em nada está incomodando o “ser humano”, muito pelo contrário, o “bicho homem e\ou mulher”  é que sai do seu habitat  natural e vai ataca-lo no seu espaço social. Não tenho a  menor duvida que AS  PESCARIAS QUE OCORREM EM TODO BRASIL,  É UM TROÇO MUITO MAIS VIOLENTO QUE AS VAQUEJADA DO NORDESTE. Também não  tenho nenhuma dúvida  que temos muitos   “pescadores” espalhados nas  chamadas cortes brasileiras.

Portanto, senhores seis Ministros do Supremo Tribunal Federal que votaram pela não regulamentação da vaquejada,  como prática desportiva e cultural do nosso tão sofrido e castigado Nordeste, acho que os senhores estão certos. Apenas nasceram cem anos antes, e, de forma anacrônica não estão levando em consideração a historicidade do nosso tempo.

Espero, contudo, que antes de resolvermos o problema da queda dos bois, que  não deixa de ser um questionamento  justo e equilibrado, resolvamos também o problema dos bodes, dos porcos e dos peixes, sem esquecer, claro,  antes,  de solucionar a mal tratada vida dos  humanos, cantada em verso e prosa pelo admirável Zé Ramalho, sobretudo à vida das  nossas crianças e dos nossos velhos, pois, como bem diz o nosso poeta antonense, Sosigenes Bittencourt: “dos velhos, pois foram eles que cuidaram de nós e das crianças porque são elas que irão cuidar de todos nós”. Para concluir: Abaixo a Industria Cultural de massa e salvemos, com força e fé, a genuína e tradicional industria nordestina,  sem chaminé e representativa de toda uma região, já estigmatizada pela pobreza e tantas outras agruras.