Avenida Silva Jardim: coletor entupido!

Invariavelmente, toda que vez chove, com um pouco mais de volume,  uma das vias da Avenida Silva Jardim fica alagada, no trecho próximo ao cruzamento com a Rua José Rufino Bezerra. Ontem (29), aconteceu novamente!

Já observei isso várias vezes. Tão simples: bastava promover uma limpeza naquele coletor pluvial. Não consigo entender o motivo pelo qual isso ainda não foi resolvido. Aliás, não demanda nem investimento financeiro, isso é uma questão, apenas,  de gerenciamento até porque a mão de obra já existe.  Portanto, vamos aguardar!!!!

Disse o prefeito Aglailson Junior: “Pilako, até agora, eu só peguei bronca!!

Através do convite formulado pelo amigo e parceiro Diego Borba, na manhã de ontem (28), estive presente à abertura oficial do Feirão da Casa Própria da Caixa. O encontro ocorreu no Vitória Park Shopping.

Pois bem, após a rápida cerimônia de abertura, onde fez uso da palavra o gerente da Caixa Econômica Federal e o prefeito da nossa cidade, oferece-se, aos presentes, o famoso “comes e bebes”. Nesse ínterim, o prefeito e eu, casualmente, “esbarramo-nos”. Disse ele:

– Diz PIlako. Como é que tão as coisas?

Eu, naturalmente, lhe cumprimentei na mesma sintonia e, educadamente, fui logo engatando algumas perguntas de ordem administrativa, tipo: “Gordo”, a população estava com uma expectativa maior, no inicio do seu governo!  Outra coisa: quando é que essa AGTRAN vai engrenar?

Ele, sem pestanejar, respondeu-me: “quando tiver dinheiro”. E completou: “Pilako, até agora eu só peguei bronca! Tu num sabe de nada não!!

Após esse rápido bate-papo, ainda de pé, chamou-me para uma mesa ao lado e, usando os papeis que estavam em cima da mesa de um dos stands, danou-se a fazer conta, realçando os débitos deixados pela gestão anterior.

Falou-me, com detalhes, de um acordo realizado pelos gestores da administração anterior, onde débitos, na casa dos milhões, foi dividido em 240 meses (vinte anos),  no “apagar das luzes” da gestão  que, segundo ele,  vem subtraindo um valor considerável nos repasses federais, aos cofres do município, nesse inicio de governo. Disse também que recebeu a folha de pagamentos com atraso e que desde o primeiro dia da sua gestão só fez pagar débito, contraído, e não honrados, pelo seu antecessor.

Para conseguir economizar, disse ele: “tive que enxugar a folha e devolver muitos imóveis alugado”. Sobre os valores dos contratos, celebrados com uma  empresa de monitoramento no trânsito,  disse-me,  ser um valor absurdo que o erário tinha que pagar mensalmente. Segundo ele: “algo sem explicação”.  Além, claro, do sucateamento nos veículos (ônibus) e das obras inacabadas, inclusive a UPA. Confirmou o prefeito, ainda, haver obras só com a base pronta, e mais nada!

Após escuta-lo atentamente, sobre todo esse passivo administrativo, alguns deles, inclusive, já de amplo conhecimento público, perguntei-lhe o porquê de não haver dado publicidade aos referidos fatos, apresentando à população os respectivos documentos comprobatórios, até porque, hoje, os eleitores não querem saber mais de “disse-me-disse”,  quer, e com toda razão, saber a verdade dos fatos, o  chamado “preto no branco”. Aliás, direito que lhes assiste, constitucionalmente.

Aliás, a propósito desse assunto, disse-lhe que havia visualizado, através das redes sociais, apenas um documento da empresa LOCAR, realçando débitos anteriores. Já com relação aos outros fatos, realcei:  não tive acesso a nada, oficialmente.

Na ocasião ele se comprometeu a enviar-me uma séria de documentos mostrando  e comprovando,  tudo que havia me dito. Naturalmente, ficarei aguardando para,  oportunamente,  publica-los e tecer meus comentários.

Quando o questionei sobre à possibilidade de só começar “os trabalhos”, de fato, no ano que vem (ano de eleição), ele retrucou, com ênfase: “ e como é que eu posso fazer alguma coisa, agora, se só encontrei débitos? Denuncie isso tudinho aos órgãos  competentes. Quem tem que “comer” essa bronca é quem fez os débitos e não os pagou”.

Quem o conhece sabe: ele fala mais de que o homem da cobra. Numa conversa dessa, que durou pouco mais de uma hora, eu pouco pude falar, escutei mais do que falei. Mas também tivemos oportunidade de falar sobre outras coisas: política nacional, a frágil e engessada gestão do governador Paulo Câmara e até das possibilidades iminentes de mudança, no que diz respeito às regras eleitorais para as eleições de 2018.

Confesso que, mesmo o conhecendo há décadas, nunca havia conversado tanto com ele, sobre política ou qualquer outro assunto. Não obstante haver entre nós, um distanciamento pessoal e político obtuso, realço que,  nesse casual e oportuno encontro,  deu-se  um bate papo amistoso e respeitoso, entre duas pessoas que militam em campos diferentes.

Portanto, concluo essa narrativa, que julgo proveitosa, dizendo que gostaria muito de receber todos os documentos aludidos para que, oportunamente, estejamos calibrando nossos comentários em fatos concretos, fatos relevantes e que, certamente, serão registros históricos para as gerações vindouras. Vamos aguardar!!

 

Pontual TI completa 5 anos de fundação e tem muito o que comemorar

O século XXI é sinônimo da revolução tecnológica. O mundo se tornou ligação entre redes, e a Agência Pontual TI representa toda essa inovação na cidade da Vitória de Santo Antão. Desde 2012 no mercado, a Agência vem crescendo dentro da região e completa nesta quinta-feira (29) cinco anos de existência, sempre oferecendo serviços de ótima qualidade.

Com o lema de levar soluções inovadoras em sistema de informação (desenvolvimento de site, e-commerce, sistemas on-line e aplicativos mobile), a Pontual TI vem tendo grande sucesso durante esses anos, dessa maneira ultrapassando as barreiras e prestando serviços para empresas de várias cidades do Estado de Pernambuco, além de outros estados como Bahia, Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro.

Com a veia inovadora e sempre perspicaz, a empresa vem com novos planos de crescimento para esse ano, já que estão adentrando em mais uma nova área, que é o Marketing Digital com foco na ferramenta Google Adwords.

Em apenas cinco anos a Pontual TI passou de um sonho ambicioso para se tornar uma das maiores e mais conceituadas Agência Digital do Estado e tem tudo para continuar com esse crescimento

Começou o 4º Feirão da Casa Própria da Caixa, em Vitória de Santo Antão.

Na manhã de hoje (28) aconteceu a abertura do 4º Feirão da Casa Prória da Caixa. O evento, que tem por objetivo fomentar a venda de imóveis na nossa cidade, contou com a presença de representantes da Caixa, do prefeito, lojistas e empreendedores. A estrutura com os stands das construtoras foi montada no espaço de eventos do Vitória Park Shopping e segue até o próximo dia 30.  Veja o vídeo:

Com uma década de atividade a Borba Construtora possui empreendimentos em vários bairros da nossa cidade. Bairro Nobre, Caic e Loteamento Veneza,  são alguns deles. Exclusivamente para o evento, segundo o diretor da empresa, Diego Borba, os descontos por unidade pode chegar a vinte mil reais.

Ainda segundo Diego Borba, a crise financeira que assola o País parece não haver chegado aos negócios da empresa: “estamos construindo e vendendo, não paramos hora nenhuma”, disse ele. Com relação aos preços dos imóveis ele foi taxativo: “temos preço pata atender o sonho das pessoas”.

A expectativa do evento é faturar mais que nos anos anteriores, disse os organizadores do evento. Portanto, para as pessoas que sonham com adquirir seu imóvel, o 4º Feirão da Casa Própria da Caixa Econômica Federal, no Vitória Park Shopping, configura-se numa uma ótima oportunidade!!.

Parece que foi ontem: SEIS ANOS DO BLOG DO PILAKO.

Consumida em larga escala, nas duas últimas décadas, a internet é um ponto de inflexão na história da civilização humana. Nos dias atuais é difícil pensar a vida em sociedade sem a “intromissão” da rede mundial de computadores, quer seja para melhor ou até pior, em alguns casos isolados.

Se antes existia algum mistério para se criar um endereço na web, hoje, em minutos, através de aplicativos e tal você faz sua própria página. A taxa de nascimento e mortalidade dos endereços na internet (blogs, sites e etc) é algo impressionante. Em média um blog (3 meses) vive menos que uma abelha (6 meses), tudo vai depender da dinâmica, do conteúdo e, principalmente, da rotina na atualização.

Pois bem, é nesse contexto volátil e extremamente concorrido, pois, “na internet” se encontra tudo, principalmente entretenimento, que caminha o nosso Jornal Eletrônico, intitulado Blog do Pilako.

Hoje, 27 de junho de 2017, estamos comemorando a passagem do 6º ano de atuação consecutiva. Comemoremos, então!!

Desde a sua concepção imaginei fazê-lo com conteúdo próprio – o caminho mais difícil. Imagine, contudo, escrever praticamente todos os dias, durante seis anos, sobre o mesmo tema, ou seja: Vitória de Santo Antão. Não! Não é fácil. Aqui e acolá, na medida do possível, estamos também escrevendo sobre  outros assuntos, mas nossa linha mestra é falar para o mundo, sobre as coisas da nossa cidade e não, falar do mundo, para os nossos conterrâneos.

Esse é, indiscutivelmente, o nosso DNA, a nossa COMPOSIÇÃO GENÉTICA. Por isso, e também por outras variáveis, evidentemente, somos, no que diz respeito ao tempo e ao conteúdo, um blog único e CONSOLIDADO. Aliás, esse título nos é conferido pelos milhares de internautas que nos acessam diuturnamente, toda hora, minuto a minuto, segundo a segundo.

Nesses seis anos de atividade chegamos à incrível marca de dezenove mil postagens (18.987). Não escrevo por encomenda. Não uso esse espaço, gestado e dilato pelo meu senso crítico,  para bajular ou promover quem quer que seja. Escrevo aqui, majoritariamente, aquilo que comunga com o que penso. Não sou movido por elogios e vaidades efêmeras, tenho total consciência que estou escrevendo para história. Como disse o pernambucano Nelson Rodrigues: “sem paixão não dá nem para chupar um picolé”.

Portanto, concluo essa comemoração cibernética agradecendo aos sem números de internautas que, na esmagadora maioria dos casos – sem suas palavras elogiosas – nos brindam com o seu diário e pontual acesso. Obrigado a todos por acompanhar nosso Jornal Eletrônico, intitulado Blog do Pilako.

VITÓRIA: um dos centros comerciais mais bagunçados do Brasil.

Nossa cidade, Vitória de Santo Antão, parece que “jogou pedra na cruz”. Sai prefeito, fica prefeito, entra prefeito, mas a bagunça no nosso Centro Comercial parece ser algo “imexível”- expressão inventada  pelo ex-ministro de Collor, Rogério Magri.

Pois bem, na manhã de ontem (26), em uma das calçadas mais movimentada da cidade,  e que também serve de “parada de ônibus”, registramos que, por falta de um ordenamento e uma fiscalização regular, por parte da prefeitura, a mesma também tem servido de “deposito de mercadorias”.

Ora!! Não tem lógica, aqui ou em qualquer outro lugar do Mundo, se “entupir” a calçada de mercadoria, em pleno Centro Comercial, fazendo com que os pedestres sejam obrigados a circular pelas ruas, dividindo o espaço com os veículos.

Certamente essa transportadora não é daqui. Tenho absoluta certeza que se houvesse ordem na nossa cidade eles não teriam realizado uma manobra estúpida dessa natureza. Até quando, nossa cidade terá que conviver com um dos centros comerciais mais BAGUNÇADO DE BRASIL?

EDUCAÇÃO MUSICAL – A importância do solfejo na formação musical do músico. (PARTE 3)

Estes músicos se aperfeiçoaram na Teoria Musical, no entanto, por não se considerarem cantores, não se preocuparam com a técnica do solfejo, e, tempos depois, podem precisar quando quiserem copiar uma melodia musical do seu interesse.  O instrumento musical de sopro, é preciso simplesmente que o sopramos, para que o som saia naturalmente por suas campânulas, e assim, por já termos uma boa  percepção auditiva com o auxílio instrumental, podemos produzir melodias em pequenos ou pequenas partes, como também, melodias completas. Consideramos que a técnica do solfejo, requer que ocorra um “ afastamento instrumental “, onde este “ afastamento instrumental “, apresentará uma liberdade ou libertação do músico, onde o mesmo adquira a confiança necessária para os momentos composicionais, e assim, não exista total dependência instrumental pelo músico, onde o mesmo esteja livre para preocupar-se apenas, com a melodia, o papel, e a caneta, onde passo a passo o arranjo irá surgindo naturalmente.

A técnica do solfejo, podemos exercitá-la de diversas formas, por exemplo: utilizando os números, tais quais: 1, 2, 3, 4, 5, 6 e 7.  Partindo deste princípio, podemos falar um número de cada vez, sem colocarmos sonoridade, depois pronunciamos cada nota musical, tais quais: DÓ, RÉ, MI, FÁ, SOL, LÁ e SI, sem sonoridade. Depois uma leitura mental sem pronúncias dos números e das notas musicais. Após, colocaremos as alturas das notas, na subida e na descida, tanto nos números, quanto nas notas musicais.

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João Bosco do Carmo

http://lattes.cnpq.br/8222363703321930

E-mail: bcarmo45.bcm@gmail.com

Momento Cultural: ESPAÇO – por MELCHISEDEC

Melchisedec

Para nós, seres humanos, o nosso espaço no cosmos, começou a três milhões e quatro centos mil anos, porém, só a trinta mil anos, começamos a entender onde vivíamos e o que éramos.

Conquistamos o fogo, iniciamos plantio das sementes, aprendemos lidar com os animais, aplicamos nosso primitivo talento para criar os instrumentos de trabalho, usando a pedra, depois descobrimos o ferro e o bronze que permitiam um avanço significativo na nossa arte de fazer as coisas.

Com o ajuntamento das pessoas, formamos as tribos, as comunidades agrícolas que foram evoluindo até a formação das cidades.

Nesse vasto espaço cósmico, a nossa memória parece confinada no estreito lugar do planeta em que vivemos. Pouco a pouco vamos aparecendo em forma de escritos históricos para dizer à posteridade o que fomos, o que somos e o que seremos.

Hoje, todas as pessoas de quem ouvimos falar, viveram e lutaram em algum ponto deste planeta.

Todos os reis, sábios, nobres e plebeus, batalhas, guerras, migrações, invenções, tudo que há nos livros, sobre a história do homem, aconteceu aqui.

Dentro desse imenso espaço do universo de onde emergimos, somos um legado de vinte bilhões de anos de evolução cósmica.

Agora vemos nosso planeta à beira da destruição. As máquinas mortíferas inventadas pelo homem para sua própria destruição. É a inversão de valores.

A maldade tomou conta do coração do homem. Agora temos que melhorar a vida na terra e conhecermos o universo que nos criou, sem desperdiçar nossa herança de vinte bilhões de anos numa autodestruição insensata.

O que acontecer no próximo milênio, dependerá do que fazemos aqui a agora, usando a nossa inteligência e a nossa vontade para salvar o planeta.

Lembremos que: “há mais coisas entre o céu e a terra de que supõe vã filosofia”.

(VERDADES FUNDAMENTAIS – MELCHISEDEC – pág. 61).

BAGUNÇA NO TRÂNSITO: na nossa cidade até o veículo da UFPE fica estacionado em cima das calçadas!!

Desde sempre, na medida do possível, estamos aqui, através das páginas do nosso jornal eletrônico, intitulado Blog do Pilako, levanto questões que diz respeito ao cotidiano da nossa urbe e, quando oportuno, cobrando explicações e até apontado caminhos a seguir.

Pois bem, no início da tarde da quinta (22) constatei, mias uma vez, que à falta de critério e  interesse dos gestores da AGTRAN, na nossa cidade, infelizmente, vem colaborando para a continua deseducação dos já mau educados motoristas, principalmente os que circulam, majoritariamente, por aqui.

Em cima de uma das calçadas (contramão) do entorno da Antiga da Estação Ferroviária flagramos, estacionado, um ônibus da UFPE – Universidade Federal de Pernambuco. Como podemos observar os maus exemplos no trânsito não só partem das pessoas iletradas ou mal informadas. Zelar por um trânsito mais humanizado, até porque as calçadas são equipamentos destinados exclusivamente aos pedestres, é, indiscutivelmente, uma obrigação de todos, sobretudo aos que tem a nobilitante tarefa de educar e, diga-se de passagem: recebendo muito bem do Estado para isso…

Guilherme Pajé: homem de dois “pecados originais”

Não obstante  haver sido colega de turma do amigo Guilherme Pajé, no Colégio Municipal 3 de Agosto,  só ontem (25), quase quatro décadas depois, é que fiquei sabendo o motivo pelo qual o próprio foi batizado pelo nome “Guilherme”.

Ao nascer, no principal dia dos festejos juninos – 24 de junho -, seus pais, católicos fervorosos, ao invés de dar-lhe o nome de João Batista (lógica) optaram por homenagear o santo católico festejado no dia seguinte (25), o São Guilherme.

São Guilherme nasceu em 1085, em Vercelli, na Itália. Apesar de órfão, ainda criança, seguiu na vida religiosa por incentivo dos parentes. Ficou conhecido como o combatente contra o mal. Durante  seus sessenta e sete anos de vida nunca admitiu um só pecado.

Já o nosso Guilherme Pajé, gente da melhor qualidade e sujeito  temente a Deus, no transcorrer da sua vida, que continua seguindo, pelo menos dois pecados,  “originalmente”,  lhes são atribuídos.

Primeiro: haver nascido no dia de um santo e seu nome homenagear outro.

Segundo: “O MAIS GRAVE” – é que apesar de nascer no dia da festa mais tradicional da Região Nordeste – o  São João  –  renegou-a. E, entregou-se,  de corpo alma,  aos festejos  do Rei MOMO, da chamada festa da carne (pecado), ou seja: tornou-se o HOMEM DO FREVO!!!

Fernando Verçosa: UM HOMEM DO MUNDO!

No inicio da noite do domingo (26), casualmente, encontrei o amigo médico, Fernando Verçosa, no Pátio da Matriz, acompanhado de um casal de chilenos. Ela com o nome de Vitória e ele Roberto Ayala. Até aí, tudo bem. Fernando Verçosa conhece os “quatro cantos” do Mundo e sempre está interagindo com amigos de tudo quanto é lugar. Aliás o doutor não se perde em lugar nenhum, fala vários idiomas e sabe tudo sobre viagem internacional.

Pois bem, ao aproxima-me do grupo fiquei sabendo de uma história interessante. Fernando havia perdido o contado com a Vitória (chilena), há mais de quarenta anos. Por incrível que possa parecer, antes, eles, e demais familiares, mantiveram os laços de amizade através das  cartas e do envio de produto típicos das suas respectivas regiões e etc.

Por intermédio de um amigo em comum – que mora na cidade do Limoeiro -, ano passado (2016), eles acabaram se “encontrando” e se conectando através da internet. Curiosamente, antes de 2016, Fernando Verçosa voltou ao Chile, ficou na cidade em que mora a amiga, Vitória, por cinco dias, coincidentemente passou várias vezes em frente ao hospital que ela trabalha, sem saber de nada. Coisa de novela ou filme!

Após os recentes contatos cibernéticos, os chilenos aceitaram o convite do doutor e vieram conhecer as festas juninas pernambucanas. Antes, no Brasil, eles só conheciam Porto Alegre e Rio de Janeiro. Eis aí, portanto, uma história com final feliz, de amigos da infância que acabaram se cruzando novamente, no transcorrer da estrada da vida.

Palestra: O SURGIMENTO DO NOSSO TIRO DE GUERRA

Após três anos consecutivos, cada ano para uma turma diferente, proferimos a palestra que visa contar o surgimento e a história do nosso Tiro de Guerra,na noite de ontem (22), foi a vez da turma 2017. Desde já, contudo, agradeço o convite dos atuais instrutores, Subtenente Sidiclei e Sargento Clauberrobson,  para o encontro.

Na qualidade de ex-atirador e amigo do Tiro de Guerra vitoriense me sinto feliz em poder estar contribuindo na formação desses jovens soldados do Exército Brasileiro. Durante os sessenta minutos de diálogo, onde realçamos desde o final da Guerra do Paraguai (1870), passando pelos primeiros passos da confederação do Tiro na nossa cidade (inicio do século XX) e chegando até os dias de hoje, contamos com um grupo atento e ávido por informação.

Narramos também, na ocasião, as pessoas que se destacaram ao longo desses 117 anos de história do nosso Tiro de Guerra – 16 de dezembro 1910. Citamos, entre outros, o Capitão Antônio Melo Verçosa, o poeta Henrique de Holanda, Severino de Lemos Vasconcelos, Tenente Lins e Major Eudes.

Em fotografias lembramos os prédios da Vitória de Santo Antão que serviram de quartel para o nosso Tiro de Guerra até chegar ao atual, localizado no Alto do Reservatório. Lembramos também as inscrições com as quais o nosso Tiro de Guerra se fez representar: 113, 158, 07-004 (atual).

Atualmente no Brasil existe cerca de 220 Tiros de Guerra. Vinculados à 7ª Região Militar (Pernambuco, Alagoas, Rio Grande do Norte e Paraíba) existem 19. Cerca de 12.000 atiradores, em todo Pais,  estão prestando serviço à Pátria, através dos Tiros de Guerra.

Aproveitei também, o oportuno e agradável momento,  para contar algumas histórias curiosas,  ocorridas na minha turma (1986),  que teve como instrutor chefe o então Subtenente Eudes.

De resto, agradeço ao professor Pedro Ferrer por ceder o espaço do Salão Nobre, da Casa do Imperador – que também serviu de sede para o nosso Tiro de Guerra – assim como aos instrutores do Tiro de Guerra pela confiança, colocando-me, mais uma vez,  a disposição para contribuir com as as novas turmas que virão.

O movimentado “mercado do milho verde” da Vitória de Santo Antão, na véspera do São João.

Não obstante achar o local inadequado para esse tipo de atividade, já que temos no nosso município um espaço apropriado e destinado a essa finalidade (CEAVI), bastando apenas o poder público local criar as condições necessárias,  no que diz respeito à estruturação, disciplinamento e ordenamento  das atividades, sejam elas  sazonas ou perenes, não posso deixar de dizer que a “Feira do Milho Verde”,  na manhã de hoje (23), véspera de São João, realizada na Praça Leão Coroado não tenha sido um típico movimento do Nordeste Brasileiro.

No início da manhã dei uma circulada para “especular”. Entre uma e outra roda de milho, fui bastante assediado. Evidentemente que os feirantes identificaram em mim, um potencial comprador da mercadoria do dia – Milho Verde.

Encontrei vários preços. Variaram entre vinte e cinco reais e dez. Dependia do tamanho da espiga. Teve um que me pediu R$ 22,00, antes mesmo que eu falasse alguma coisa ele disse: “se for para levar “cinco mão”, posso chegar “inté”  R$ 12,00”.

Sai despistando por ali e fui embora da feira, até porque não fui comprar milho. Pois bem, sobre as polêmicas referentes ao preço da “mão de milho”,  para os festejos juninos, nunca irei esquecer da opinião imutável do meu pai, Zito Mariano. Quando alguém reclama do alto preço, dizia ele, sem pestanejar: “ Tem nada caro! Você num sabe o trabalho que dá. Tem nada não, ano que vem você vai para roça plantar, limpar, aguar, quebrar, transportar e vender bem baratinho”.

Para marcar o movimentado mercado do milho verde, na sexta, 23 de junho  2017, véspera do São João, na Vitória de Santo Antão fiz uma pequeno vídeo panorâmico da Praça Leão Coroado. Veja o vídeo:

Das noites tão brasileiras nas fogueiras – André Carvalho.

Há noites que te atravessam. Edgar Allan Poe tem um conto chamado o Corvo, onde o dito pássaro, na soleira da porta, repete “never more” (nunca mais) a cada vez que o personagem se recorda de algo marcante no seu passado. O pássaro é no conto o tempo implacável, que Belchior fez muito bem em lembrar: “como Poe, poeta louco americano eu pergunto ao passarinho: Black Bird, Assum-preto, o que se faz? Never haven never… tudo já ficou pra trás.” Quer dizer, o passado é absolutamente inapreensível. Como também são as noites que te atravessam, anunciando a própria chegada na soleira da porta, pedindo abrigo no fundo da alma.

E se a noite atravessa um sujeito é justamente porque ela é companheira da alma. São João da Cruz falou dessa intimidade na noite escura da alma, conclamando que “a ditosa” não tinha outra luz além daquela que ardia no coração. Ora, o teólogo estava aperreado com a profunda sensação de abandono após uma experiência milagrosa. E quem algum dia experimentou a luz, a fé religiosa, sabe o quanto ele estava correto.

Mas há outras noites vazias, que paradoxalmente de tão escuras podrm esquentar a gente também. Já não estou convencido de que São João da Cruz ou Edgar Allan Poe sabiam disso, no entanto, certamente Luiz Gonzaga disso sabia muito bem. E não era ele quem cantava: “se a lua nasce por detrás da verde mata, mais parece um sol de prata prateando a solidão”? Ora, a gente sabe que a Lua não tem luz própria! É a alma nordestina que ilumina ela e lhe dá essa ilusão de calor. Assim também acontece com os balões multicor, as noites brasileiras, as fogueiras, tudo isso não é mais que o nosso espírito quente, que guarda um restinho de calor durante o dia para depois esquentar a solitária noite. Não é à toa que chamavam Luiz de a “luz do Sertão” ou mestre Lua, como diria Fagner.

As noites de São João (o Batista, discípulo de Cristo) são opostas à noite escura da alma, de São João da Cruz, e tomam o partido de Luiz Gonzaga, não o de Edgar Allan Poe. Elas nem precisam pedir licença para te atravessar, pois alma não carece de soleira quando a noite é morna. Te invade de um jeito, que na hora a gente nem sente.

Sexta-feira também é São João em Barcelona. Mas é um São João diferente, meio insosso, que anuncia uma renovação igual ao réveillon: as pessoas se reúnem na praia, assistem fogos e cantam, dançam e comem até o raiar do dia. Ora bolas, decididamente essa não é a nossa noite de São João. Minha gente, a nossa noite não inaugura um novo tempo, não anuncia o verão, não pretende trazer novas vibrações. A nossa noite só quer aconchegar a alma, estender uma imensa coberta nos corações nordestinos e com voz de vó dizer baixinho: se acanhe não meu fi, venha cá, se aprochegue!

Feliz são João, Pilako!

André Carvalho
Correspondente do Blog do Pilako em Barcelona.

Instituto Santo Inácio de Loiola: TRADIÇÕES NORDESTINAS!!

Na noite de ontem (22) acompanhei parte da programação festiva, promovido pelo Instituto Santo Inácio de Loiola, dirigido pelo amigo Roque Andrade. Na qualidade de pai de aluno, acompanhei algumas apresentações do evento, intitulado Chá Literário. Não poderia, portanto, deixar de externar minha satisfação no tocante ao conteúdo da festa,  cujo tema central girou em torno das tradições nordestinas. Muito Bom!! Parabéns aos diretores e professores pela escolha.