FAINTVISA: debate sem pluralidade no campo das ideias.

Na qualidade de aluno  do curso de história das Faculdades Integradas da Vitória de Santo Antão, semana passada, através do representante dos alunos da minha turma, Leão, tomei conhecimento do evento intitulado 3ª Semana de Serviço Social, articulado pelo coordenador e alunos do próprio curso – Serviço Social. Por opção não aderi financeiramente ao evento, que teve inicio na segunda (15) e encerra hoje – quarta-feira (17).

Pois bem, eis que ontem, terça feira (16), ao adentrar nos corredores da faculdade, na direção da sala de aula, encontrei a professora Acidália Tavares. Disse-me ela: “hoje a nossa aula será no auditório”. Sem nenhum questionamento, como aluno aplicado, dei “meia volta” e segui para o local determinado pela professora.

Lá chegando, antes do início dos trabalhos, encontrei o amigo e também professor da instituição, Júlio Prado. Na ocasião o mesmo falou-me da sua missão de mediar o debate proposto (previdência) e questionou minha ausência, no dia anterior (segunda). Falei que estava apresentado um seminário, em sala, sobre a vida e a obra do importante brasileiro Darcy Ribeiro.

Pois bem, acomodei-me na terceira fila das poltronas do Auditórios José Aragão. Com atenção acompanhei as respectivas explanações dos componentes da mesa, sobre o tema proposto – reforma da previdência.

Na medida do possível procuro estar atualizados sob os mais diversos temas, quer sejam nacional, regional ou local. Sobre o assunto em tela (previdência) tenho acompanhado esse debate de maneira atenta nas mais variadas plataformas de comunicação. Gosto também, sempre, de ouvir e ler as mais diversas opiniões sobre a mesma questão pois, imagino,  essa,  ser a melhor forma de avançar na área do conhecimento.

De maneira aberta e com todo direito que o estado democrático lhes concede, os quatro debatedores se posicionaram como agentes esquerdistas. Até aí, tudo bem. Nas suas respectivas falas, os mesmos  realçaram discursos e ideias com  clara chancela e propósitos políticos ideológicos. Suponho.

Ao final das explanações o mediador abriu  o microfone para perguntas da plateia. Apenas quatro se propuseram. Fui o segundo. Inicialmente disse que faria duas observações e duas perguntas:

Primeiro – questionei os promotores do evento o motivo pelo qual não havia sido reservado, à mesa, espaço para  um debatedor que pudesse fazer um contraponto no campo das ideias, para que o debate fosse enriquecido? Até porque – adverti – qualquer que seja o tema abordado, em quaisquer circunstâncias deve-se consagrar, obrigatoriamente, espaço, para  quem, por acaso, possa pensar diferente. Até porque não é de bom alvitre deixar alunos “expostos” apenas a uma  única linha de pensamento.  Isso é ruim para o aprendizado e, sobretudo,  para a chamada “digestão das ideias”.

Segundo – parabenizei o professor Ricardo Andrade por sua introdução ao tema, realçando o histórico de algumas categorias de trabalhadores, na luta por direitos e garantias.

Posto isso, parti para as minhas duas indagações:

Na direção da professora Silvana (não tenho certeza do nome, não a conheço), que procurou, na sua apresentação,  caminhar para o lado dos números, perguntei, na questão da previdência, como a mesma enxergava à alta queda na taxa de fecundidade brasileira. Na ocasião, lhe repassei os seguintes números: (1960 -6,3), ( 1980 -2.5), (2000 – 2.4) (2010 – 1,86) e com perspectiva de chegar, em 2020,  1.0

Ela, inicialmente, não me respondeu. Insisti na resposta e aí, ela falou que a previdência trabalhava com o elemento do aumento da expectativa  de vida, sem levar em consideração à taxa de fecundidade –  objeto central da minha pergunta… na minha opinião sua resposta foi rasa, bastante rasa. Não me contemplou.

Na direção do professor Ricardo Andrade – uma vez que ele havia falado que aposentadoria também atuava como uma espécie de transferência de renda – perguntei-lhe o seguinte: nesse contexto – transferência de renda – que avaliação ele poderia fazer,  ao saber que a remuneração média dos aposentados do setor público brasileiro é de R$ 7.500,00, na medida que o pagamento médio do setor privado é de R$ 1.200,00?  E que também são utilizados cerca de 70% de todo  recurso arrecadado,  para pagar apenas os 30% dos aposentados do setor público,  e que  os 30% dos recurso que sobram,  são utilizados  para pagar, justamente os 70% dos aposentados da iniciativa privada?

Bem, com relação à resposta do professor Ricardo Andrade, estou esperando até agora. Na ocasião, que poderia ter usado para tentar me responder,  ele preferiu “meter o cacete” na Rede Globo de Televisão e, subliminarmente, me “jogar” na vala comum dos direitistas radicais (algo que não sou), encerrando assim sua participação e o debate com famoso “Fora Temer”, como se eu fosse um defensor ferrenho do atual governo.

Fica, portanto, meu descontentamento com esse tipo de atividade acadêmica, onde não ocorre pluralidade no campo das  ideias e dos pensamentos. São por essas e outras atitudes que a intolerância vem avançando entre as pessoas, aliás, nas  mais variadas relações sócias, na internet e etc.

Para encerrar, contudo, deixo uma critica e uma sugestão aos professores, coordenadores e diretores da referida instituição de ensino:

Primeiro – não cometam o pecado de suprimir o bom debate aos alunos para que os mesmos não sejam apenas meros reprodutores da mesmice ideológica, sem que se possa ser feito o necessário questionamento. Desse jeito, à formação do cidadão crítico, tão necessária para o constante processo evolutivo no estado democrático de direito,  será suplantada e negligenciada e não se dará, em tempo algum, de maneira natural e ecológica.

Segundo – Sugiro, então, que nas próximas pautas de debates, além de haver o confronto de ideias, que se possa discutir o grande vilão da sociedade moderna, no que diz respeito às relações do trabalho com o capital que é,  justamente, a TECNOLOGIA. A população, sobretudo a faixa que se encontra no mercado de trabalhos e as que estão pó vir,  precisam enfrentar, com serenidade, o quanto antes, esse debate sob pena de sermos todos tragados – num curto espaço de tempo –  pela verdadeira hecatombe universal, que marcha célere na nossa direção. Fica a dica!

Monte das Tabocas: mais uma vez, ESQUECIDO!!!

Com aporte, inicialmente, de 5 milhões de reais deu-se, ontem (15), efetivamente, a largada para a revitalização dos Monte Guararapes, localizado na cidade de Jaboatão. O evento contou com a presença de dois ministros de estado – Raul Jungmann (Defesa) e Roberto Freire (Cultura) – do governador Paulo Câmara e demais autoridades civis e militares.

Na sua fala o prefeito da cidade, Anderson Ferreira, chamou o feito à ordem: “os Montes dos Guararapes precisam ser colocados no lugar que lhe é de direito”. Já o governador Paulo Câmara realçou a história de Pernambuco, dizendo: “esse processo nos permite avançar na preservação de nosso patrimônio”.

Ministro Raul Jungmann discursa no ato que reuniu Roberto Freire – Foto: Anderson Stevens/FolhaPE

Para quem conhece um pouco da história do Brasil, sobretudo a pernambucana, não fica difícil mensurar o simbolismo dos Montes Guararapes. Foi lá, em 1648 e 1649, que ocorreram épicas batalhas, no sentido da expulsão dos invasores holandeses.

Na qualidade de vitoriense e conhecedor dos aludidos fatos históricos – Restauração Pernambucana – fico me perguntando: Ora! Nesse contexto de preservação do Patrimônio Histórico de Pernambuco, como fica o nosso Monte das Tabocas? Se Guararapes é importante, Tabocas é parte imprescindível desses acontecimentos!

Mas, como aqui, os políticos, de maneira geral, só estão preocupados com as próximas eleições e, consequentemente, com a perpetuação da família no poder, é algo impensável que usassem seus respectivos poderes políticos – a chamada boa pressão – para que o referido projeto de preservação à memória, fosse ampliado até o nosso Monte das Tabocas. Que pena!! Mais uma vez, NADA FEITO!!

Prefeito Aglailson Junior, recua, e faz o que já deveria ter feito, inicialmente.

Foto: Divulgação/Facebook da Prefeitura da Vitória

Informação oficial circula nas redes sociais realçando o fechamento da folha de pagamento do funcionalismo municipal, pertinente ao ano de 2016. Ou seja: PAGAMENTO DO SALÁRIO DE DEZEMBRO DOS FUNCIONÁRIOS EFETIVOS DA PREFEITURA MUNICIPAL DA VITÓRIA DE SANTO ANTÃO. Diz um ditado popular que “na briga do rochedo com o mar, quem acaba se lascando  é o caramujo”. No caso concreto em tela foram os funcionários que arcaram com o maior prejuízo.

Há pouco mais de um mês, aqui pelo blog, arvorei-me na avaliação dos cem dias iniciais da gestão do prefeito Aglailson Junior. Dentre os assuntos levantados, evidentemente, sob o crivo da minha modesta opinião, cataloguei a então proposta do gestor, para sanar a pendenga (dividir pagamento a perder de vista), como uma das suas “pisadas na bola”, logo na partida da sua administração.  Assim me coloquei sobre o assunto, na referida matéria:

– Segunda: à proposta feita ao funcionalismo municipal, com um parcelamento “a perder de vista”, do salário remanescente de 2016, com isso, demonstrou, o mesmo (prefeito),  que ainda não absorveu, com largueza, à função que  lhe foi conferida através do voto popular. Penalizar funcionários e aposentados apenas para atingir o outro grupo político, é a mesma coisa de “beber veneno e esperar que o desafeto morra”. Perdeu, o prefeito, na minha modesta opinião, uma ótima oportunidade de produzir um fato administrativo marcante para a sua carreira política, na qualidade de gestor público.

Pois bem, o recuo do prefeito nessa questão – quitando a fatura – é um bom sinal. Ele, na qualidade de gestor municipal, logo entendeu as cosequências negativas de um ato gerencial/político equivocado.  Vale salientar, também, que esse papo de não haver dinheiro “pra nada”,  é algo “furado”, sem aderência alguma. Não é isso que a população quer escutar de um novo gestor.

Até pouco tempo, é bom recordarmos, durante o período eleitoral, as mensagens políticas  do então candidato do PSB,  realçavam os seus dotes administrativo e que também era pagador. Não à toa, justamente para se contrapor, na disputa, ao principal concorrente.

Portanto, eis aí uma boa noticia para todos. Principalmente para os funcionários que receberam seus salários. Se as coisas já não estão fáceis para população em geral, imagina para quem não havia, ainda,  recebido seu dinheiro, referente ao mês de dezembro 2016?

Aconteceu a 38ª edição do Forró do Coelho.

Na noite do sábado (13) prestigiamos a 38ª edição do Forró do Coelho. O tradicional evento aconteceu no Clube dos Motoristas “O Cisne” e contou com duas atrações musicais: as Bandas “Toque Nordestino” e “Nordestino do Forró”. Veja os vídeos:

O tradicional encontro, que tem por objetivo “antecipar” as noites juninas, ao som de muito forró, vem se mantendo vivo por quase quatro décadas. Aos amigos Antonio Freitas e Everton – pai e filho – seguem meus parabéns pela ação.

Em tempos de músicas descartáveis e mudanças nas relações sociais – em todos os sentidos – manter eventos com estilo tradicional é algo muito difícil, só para aqueles que  que nutrem  amor à causa e um entendimento que vai além da média.

Vitória de Santo Antão: governador Paulo Câmara e seus aliados ignoram os problemas da população.

Hoje (12) e amanhã (13) acontece mais uma etapa da série “Pernambuco Em Ação”. Esses seminários, capitaneado pelo Governador Paulo Câmara,  tem como meta percorrer todas as regiões do Estado, com a intenção de dialogar com a população. Esse é o “pano de fundo” do projeto.

Pois bem, ao passar pela Região da Zona da Mata decidiu-se contemplar, como sedes temporárias para o evento, as cidades de Carpina e Palmares. Estranhamente, Vitória de Santo Antão, maior cidade da região, ficou de fora do importante encontro, diferentemente do que ocorreu e ocorrerá nas outras regiões.

Do ponto de vista administrativo e político, é importante sublinhar, nossa cidade também é o “centro da região”. Aqui, por exemplo, encontra-se a GRE – Gerência Regional Mata Centro. Aqui também é o maior colégio eleitoral da Zona da Mata. Aliás, indiscutivelmente, somos a locomotiva econômica da região,  nos três setores, diga-se passagem: primário, secundário e terciário.

Curiosamente a cidade também detém a maior representatividade política da região, aliás, vale salientar: uma das mais robustas do Estado de Pernambuco. Por incrível que possa parecer,  aqui,  prefeito, ex-prefeitos, deputados e todos os atuais vereadores são aliados obedientes do mandatário do PSB.

Constatemos, então, que oposição ao governador Paulo Câmara – algo necessário ao processo democrático -, em Vitória de Santo Antão,  é letra morta –  o que não representa, necessariamente, o sentimento de toda população.

É nesse contexto, então,  que seguem minhas indagações:

  • Será que Vitória de Santo Anão não foi escolhida pelo Governador Paulo Câmara, para sediar um dos seminários do “Pernambuco Em Ação”,  por ser uma cidade sem problemas? Lembrando que figuramos  entre as mais violentas do Estado.
  • Será que pelo fato de não haver oposição política na cidade, Vitória de Santo Antão não precisa da minima  atenção do Governador Paulo Câmara?
  • Será que a parcela da população vitoriense  que se encontra insatisfeita, também não merece ser ouvida ? Uma vez que os nossos “legítimos” representantes não podem, por conveniências e interesses particulares, levantar a voz contra o sistema que lhes alimentam?

De resto, concluo dizendo: se no Brasil e em Pernambuco as nossas lideranças políticas estão muito abaixo da linha da razoabilidade,  em Vitória de Santo Antão estamos acéfalo. Por incrível que possa parecer, não obstante termos,  outrora, uma das histórias mais ricas de luta e bravura do nosso Estado, hoje, na aurora do século XXI e em plena Era da Comunicação, infelizmente, somos (Vitória) a representação fiel do que os livros de história costumam  chama de “CURRAL ELEITORAL”.

Ex-presidente LULA: culpado ou inocente?

A grande mídia e as redes sociais, nos seus mais diversos canais de comunicação, hoje, repercutem,  com destaque acentuado, o depoimento do ex-presidente Lula, ao juiz federal Sérgio Moro, ocorrido ontem (10) na cidade de Curitiba.

Devido à grande expectativa que circundava o evento de caráter jurídico, previamente marcado, entendemos que todo esse alarido não chegar a ser algo sobrenatural, afinal o interrogado não foi de uma pessoa comum, Lula é, nada mais nada menos, que uma figura popular e que já tem seu nome grafado como uma das pessoas mais importantes da história do nosso País – “queiram ou não queiram dos juízes”.

Em função do alongado depoimento,  as grandes redes de TV e até conceituados críticos da cena jornalística política, envoltos em mega estruturas, reservaram-se a comentários cautelosos, para não serem injustos e inconsequentes, até porque as imagens ainda precisam ser revistas.

Na contramão do equilíbrio e do bom senso, nas redes sociais, os partidários e simpatizantes do PT – Partidos dos Trabalhadores – atestam haver liquidado a fatura em favor do cacique maior da sigla –  como se um depoimento na justiça fosse uma espécie de debate eleitoral. Ora! Qualquer depoimentos, sobretudo na condição de réu, não é “café pequeno” para ninguém, até para uma camarada traquejado e com larga experiência,  como é o caso do ex-presidente Lula.

Do outro lado, para os chamados “coxinhas” – parcela da população que não suporta a figura do Lula e sua tropa -, o encontro apenas serviu como mais um passo processual, na direção da decretação da prisão  do ex-presidente, pelo “Paladino Nacional” da Lei e da Ordem, materializado na figura do juiz Sérgio Moro.

Para mim, simples mortal e observador distante, fisicamente, dos fatos aludidos, apenas duas observações:

Primeiro: o Lula é um sujeito muito preparado para o confronto e deve continuar se  agarrando na não materialidade do crime imputado a ele.  Certamente, na sua cabeça, na qualidade de animal político, o julgamento do eleitor, nesse momento,  é o que está mais lhe interessando.

Segundo: fica difícil de imaginar que o mesmo (Lula) não tomou conhecimento de nada. Levando em consideração que a esmagadora maioria das pessoas envolvidas nessa pendenga gravitavam em torno do seu comando. Realmente é algo incrível!!

A SORTE ESTÁ LANÇADA!!!

Uma trinca de pássaros e uma boa lembrança.

Na noite de ontem (09), mais uma vez, ao contemplar uma trinca de pássaros pernoitando no pé de caju da minha residência, lembrei-me do meu manso pássaro, que o chamava de “caboclinho”. Essa curiosa história foi fruto de um dos meus artigos, aqui postado, há mais de cinco anos (abril de 2012).

Pois bem, segue, abaixo, a reprodução do mesmo para que os internautas entendam melhor a história e o motivo do novo registro. Aliás, vale salientar: continuo criando pássaros, sem gaiola ou viveiros. Certamente a trinca de passarinhos, no registro fotográfico de ontem já devem ser descendentes dos que foram protagonistas da história de cinco anos atrás. Vale a pena ler:

Meu manso caboclinho

Ainda permanecem nas pastas da minha memória um triste episodio,  envolvendo um dos meus passarinhos, um caboclinho muito manso que comprei na Feira de Pássaros,  quando ainda acontecia na Praça da Restauração..

Quando criança, gostava de criar pássaros. Já houve época de possuir uma dezena. Mas, definitivamente,  o que marcou a minha mente foi o manso caboclinho. Se não bastasse sua “cantoria”, gabava-me na frente dos colegas e dos adultos, pelo fato de deixar a porta da gaiola aberta e ele não querer sair e,  quando resolvia deixar a gaiola,  não ia para longe, retornando  logo em seguida  para sua “casa”,  que a encontrava de portas abertas.

As minha gaiolas ficavam penduras no terraço do primeiro andar da casa de papai, na Avenida Silva Jardim. No  local circulava poucas pessoas. Certa vez fui passar um final  de semana na praia e, por motivos que nem me lembro, demorei mais do estava programado. Nesta ocasião, vale salientar,   estava apenas criando  o referido caboclinho.

Ao partir deixei tudo pronto: comida esborrando no coxo, água derramando na tigela de barro –  para mantê-la sempre fria –  e,  como sempre, a porta da gaiola aberta.

Confesso que, na qualidade de criança e na folia da praia, na hora de resolver permanecer  por lá, mais do que deveria,  não lembrei-se  do meu passarinho, o que não aconteceu com o passar dos dias. No entanto,  ficava tranquilo porque havia  deixado a porta aberta.

Ao regressar para Vitória e, chegando em casa,  fui direto no terraço do  primeiro andar para ver meu caboclinho. Para minha tristeza, encontrei o “bichinho” morto,  dentro da Gaiola com a porta aberta, do jeito que havia deixado. A comida ainda existia, mas a tigela de barro estava seca e, seguramente, ele morreu de sede.

Naquele momento senti tanta culpa e remoço que resolvi não contar à ninguém. No outro dia, caladinho,  enterrei-o próximo ao pé de carambola,  no quintal da nossa casa.  Com os olhos marejados, com as maiores das dores provocada pelo remorso e com  a inquestionável  sinceridade das crianças, naquele momento, resolvia “dá fim” as gaiolas e  não mais criar pássaros.

O tempo passou – e bote tempo nisso –  e nunca havia revelado, antes,  essa história para ninguém, ou seja: passei muito tempo pensando nisso com muita seriedade. Eis que uns 30 anos depois, por capricho do destino, no pé de caju da minha casa, sem gaiola ou viveiro, uma trinca de pássaros resolveram, sem querer nada em troca,  fazer  morada.

Sem nenhum aviso prévio, logo cedo, eles partem não sei para onde. Com uma precisão incrível,  retornam ao cair da tarde para pernoitarem,  sob os galhos do meu pé de caju, há pelo menos uns três meses. Sendo assim, confesso, quebrei minha promessa. Mas devo revelar, também, que toda vez que os vejo lembro do pequeno pássaro que morreu sedento, ou seja: lembro do meu manso caboclinho.

AGTRAN: NOVA GESTÃO CONTINUA ENGARRAFADA!!

Desde o dia 11 de maio de 2011 (amanhã completa seis anos) a ONU decretou que a década seria voltada para ações de Segurança no Trânsito. Em função disso, o mês de maio tornou-se a base mundial para a discussão do tema. O “MAIO AMARELO”, come ficou conhecido, tem significado lógico: a cor amarela, na linguagem universal do trânsito, representa “ATENÇÃO E ADVERTÊNCIA”.

Apesar dos avanços e do continuo estudo na qualidade dos veículos, o acidente de trânsito ainda continua sendo uma preocupação universal. Os números no Brasil é uma catástrofe nacional. Por aqui, conforme pesquisa, morrem mais de 50 mil pessoas todos os anos: SÃO 136 MORTES POR DIA OU, PARA MELHOR COMPREENDERMOS ESSA TRAGÉDIA, A CADA HORA MORREM CINCO PESSOAS VÍTIMAS DO TRÂNSITO.

Em acidente envolvendo motos, por exemplo, nossa região – Nordeste – lidera todas as estatísticas. É nessa contexto macabro que  encontra-se, alimentando esses números,  nossa Vitória de Santo Antão.

Muito bem, não sou um especialista na matéria, mas, na medida do possível, procuro ser um curioso atento, sobretudo com as coisas relativas  à nossa urbe.  Apesar da criação da AGTRAN e de algumas melhoras pontuais, nos últimos anos, falta-nos – governo e sociedade – vontade de mudar. Certa vez alguém já disse: “um rei fraco faz da sua forte gente um povo fraco”.

A gestão municipal anterior, ao colocar o time da AGTRAN na rua, em maio de 2009, perdeu a oportunidade única de promover uma arrojada campanha educativa e, ao mesmo tempo, propositiva na questão dos vícios crônicos locais, no que diz respeito aos atos dos motoristas assim como no conjunto que compõe a chamada mobilidade urbana. Ao contrário disso investiu, prioritariamente, na estrutura punitiva, com a clara intenção financista. A população registrou o abuso.

Eis que, em janeiro próximo passado, ascendeu ao comando do Poder Municipal local um novo grupo de gestores. Curiosamente esse grupo, que até assumir o governo fazia críticas públicas,  realçando à  forma autoritária e abusiva com a  qual a  referida autarquia (AGTRAN) tratava os condutores de veículos da nossa cidade, hoje, aparentemente, até o presente momento,  está seguindo na mesma direção. Aliás, contrariando todas as expectativas até majoraram a tarifa da chamada “Zona Azul”, não sendo sensíveis ao aperto financeiro por que vem passando a população, em função das altas taxas de desemprego.

Pois bem, até parece que estamos assistindo uma reprise do mesmo filme,  já muitas vezes. Aliás, se tem um órgão que não pode reclamar da falta do dinheiro, esse é a AGTRAN. Já estamos no quinto mês da nova  gestão  municipal e o atual  diretor do órgão, Elmir Holanda, parece não haver colocado, ainda, a mão na massa. Até o presente momento, por onde costumo circular,  ainda não vi sequer a pintura  de uma faixa de pedestre, mesmo que fosse reacendendo uma já existente, no sentido da melhora da nossa mobilidade.

Portanto, já que os novos gestores, assim como os da administração passada, perderam o “timing” para causar uma boa primeira impressão à população, logo na largada das suas respectivas administrações, aconselho os atuais diretores da AGTRAN que aproveitem  o movimento internacional – MAIO AMARELO – para promover ações que possam atenuar às tristes estatísticas vigentes no nosso País, sobretudo na nossa cidade. De resto, concluo dizendo: Já passou da hora dos novos gestores da AGTRAN se expressarem com palavras ou ações. A população vitoriense continua esperando……………

A grande mídia, ao tentar massacrar, joga errado!!

Nos últimos dias a grande imprensa vem dando destaque ao depoimento do ex-presidente Lula, ao Juiz Sérgio Moro,  que  ocorrerá amanhã (10), em Curitiba. Evidentemente que o fato é relevante. Afinal,  não é todo dia que temos um ex-presidente da República sentando no banco dos réus, para dá explicação sobre corrupção.

Mas, se alguns meios de comunicação e até setores organizados,  que usam as redes sociais para realçar, com ênfase, o histórico momento no afã  de desgastar, ainda mais, a imagem do líder do Partido dos Trabalhadores estão, no meu modesto entendimento, fazendo o jogo inverso.

Jogar a imagem do “Lula X Moro“, como se fosse um duelo de boxe ou uma final de campeonato estadual, apenas enfraquece a decisão, seja ela qual for que vier a ser tomada. Pois, num duelo dessa natureza (boxe) as partes envolvidas estão, teoricamente, no mesmo pé de igualdade, o que não é o caso do Lula com o Moro.

Um juiz não pode ser contra ou a favor a quem quer que seja. O Juiz, a rigor, apenas deve aplicar a lei, mediante as provas que embasam o processo. Portanto, continuo observando que colocar o Lula em posição diametralmente oposta ao juiz Sérgio Moro, apenas favorece o discurso do primeiro, que aliás conhece como poucos as eternas rentáveis lutas do “bem contra o mal”, do “coitadinho contra os poderosos”, do “perseguido contra os perseguidores” e etc…

Na Vitória, prefeito e vereadores também cometem desvios de funções…..

Com raras exceções os argumentos dos políticos brasileiros, após a posse, tornam-se uma coisa só. Falar em crise ou na escassez de dinheiro é lugar comum. Aliás, se é uma coisa que a esmagadora maioria da população entende bem, é  da situação inversa do adágio popular que diz: “querer é poder“.

Pois bem, recentemente, na cidade do Recife, os parlamentares da Câmara de Vereadores – que também alardeiam a tal crise financeira – presentearam-se  com um aumento de 50% na engorda de um tal “auxilio alimentação”. Essa verba, em tese, foi criada para “ajudar” os coitadinhos dos vereadores a almoçarem fora de casa.

Com o aumento, a verba que girava em torno de R$ 3.000,00 pulou para R$ 4.500,00. Moral da história: a manobra vazou para imprensa e o caso ganhou grande repercussão negativa. Os coitadinhos dos vereadores da Capital pernambucana, então, optaram por recuar e cancelaram o aumento.  Agora, após a opinião pública descobrir que havia essa tal verba, estão  se avolumando os movimentos para sua completa extinção.

Dias atrás, disse aqui: “esperteza, quando é muita, vira bicho e come o dono”. Nas casas legislativas, quer sejam municipais, estaduais ou federais, o dinheiro sobra. Como aumentar os próprios salários desperta a ira dos eleitores – que recebem baixas remunerações – os vereadores, nas caladas, se  entendem para inventar artifícios com  nítida intenção  de meter a mão  -“legalmente”- no dinheiro do povo. Portanto, ficar de olho e acompanhar essas manobras é dever de todo cidadão.

Outro dia, aqui na Vitória, um parlamentar subiu à tribuna da Casa para dizer que o salário era pouco. O debate não é simples, é complexo! Se comparado a massa salarial local, não é. Mas, se for para o vereador fazer o papel do poder executivo  é. O “X” da questão está justamente nos desvios das funções. Se cada qual – prefeito e vereador – cumprissem bem os seus papeis, todos sairiam ganhando, sobretudos os que mais precisam. Para tanto, bastava o prefeito não “legislar”e os vereadores apenas criar leis,  para melhorar e facilitar a vida da população,   e fiscalizar, com rigor, os atos do Poder Executivo. Simples assim!!!

Instituto Histórico mantém tradição, comemorando as datas cívicas da nossa Vitória de Santo Antão.

Conforme anunciado aconteceu na noite da sexta (05) o evento promovido pelo Instituto Histórico e Geográfico da Vitória que teve por objetivo celebrar a passagem dos 174 anos da elevação à categoria de cidade, da nossa Vitória de Santo Antão.

Com pauta intensa o evento promoveu homenagens, efetivou novos sócios, iniciou a exposição do artista antonense, Bibiano Silva, e abriu espaço para uma conferência. Na qualidade de vitoriense ilustre, o repórter da Rede Globo de Televisão, Rembrandt Junior, na sua intervenção oral, realçou à memória afetiva que mantém com a cidade, lembrando também os passos iniciais na arte da comunicação. Veja o vídeo:

No contexto das homenagens a professora Adeilda Dias e os doutores José Luiz da Mota Menezes e Lamartine de Holanda, receberam as respectivas condecorações da instituição. Aliás, é oportuno dizer que foi do professor e arquiteto, Mota Menezes, o projeto da edificação do Teatro Silogeu, construído no início da década de 70 (1970). Veja o vídeo:

Com crise ou sem crise. Com dinheiro ou sem dinheiro, o nosso Instituto Histórico e Geográfico, ao longo dos seus sessenta e sete anos de existência, vem mantendo e difundindo as mais caras tradições da nossa polis. Celebrar e comemorar as datas cívicas, sem sombra de dúvida, deveria ser prioridade de todas as gestões públicas, sobretudo na Terra da Batalha das Tabocas. Portanto, parabéns a todos que compõe o nosso Instituto Histórico e Geográfico da Vitória.

Em noite concorrida, Raphael Gustavo lançou seu já premiado livro.

TRÊS FULÔS DE CONTAÇÃO” é o título do livro infanto-juvenil, idealizado pelo jovem e promissor escritor Raphael Gustavo.  Com talento comprovado nas mais diferentes expressões artísticas, Raphael também mostrou prestigio e capacidade de articulação, pois o evento de lançamento do seu primeiro livro, ocorrido na noite do sábado (06), no Teatro Silogeu, foi mais uma prova inconteste do seu talento.

Convenhamos que em tempos de redes sociais, jogos interativos e bate-papo online despertar no público adolescente – principal “consumidor” desse estilo de vida – o interesse para a leitura não deixa de ser uma tarefa hercúlea.

Pois bem, ao participa do evento e adquirir um exemplar da referida obra – que já  foi premiada – ao chegar em casa, na própria noite do sábado, de um só fôlego, li o livro. Não obstante o conteúdo ser direcionado ao público jovem, o mesmo, nas entrelinhas, sugere vários debates que vão muito além do lúdico e do imaginário. Aliás, uma forma inteligente que o autor encontrou para abordar temas importantes, tal como:  exercício de cidadania. Veja o vídeo:

Concluo essas linhas – que não tem por objetivo emitir nenhum juízo de valor sobre a obra – parabenizando o jovem escritor pelas palavras lúcidas e equilibradas, retratando com muita propriedade o sentimento das pessoas que procura enveredar pelo difícil e sinuoso caminho das letras. Parabéns Raphael Gustavo.

O amigo Lavoura continua seguindo os conselhos médicos…

Na noite fria e chuvosa do domingo (07) encontrei no Pátio da Matriz, mais precisamente no Quiosque do Bila, o amigo Lavoura. Animado como sempre e bem acompanhado, Lavoura continua seguindo a risca os conselhos do seu médico. Dentre eles, tem um que diz: se possível, não esquente com nada e dance, se puder, todos os dias… Veja o vídeo:

Do Povoado à Cidade da Vitória de Santo Antão: 391 anos de história.

Amanhã, 06 de maio, nossa cidade, Vitória de Santo Antão,  completará 174 anos de nascimento. Sim! Não confundamos as datas: Há 391 anos aconteceu o nosso povoamento. Há 372 anos ocorreu a Batalha das Tabocas e há 205 anos conquistamos nossa autonomia política. Cada data tem sua importância e simbologia ao contexto local.

Antes, porém, de chegarmos à categoria de cidade existimos, inicialmente, 47 anos como povoado, 139 anos na categoria de freguesia, 31 anos sendo uma vila e nos últimos 174 anos ostentando o título de cidade (2017). Salientemos, então,  que como cidade,  no primeiro século, fomos apenas Vitória e, a partir de 1943, em função do decreto Lei-estadual nº 952, que proibia a existência da toponímia nacional, como Vitória de Santo Antão (74 anos).

A lei provincial que nos elevou à categoria de cidade, em 06 de maio de 1843, foi a 113, assinada pelo então Conde da Boa Vista. Na ocasião, ganhamos o nome de “Vitória” em homenagem à épica batalha ocorrida no Monte das Tabocas. Comemorar as datas cívicas importantes, no Brasil, não é algo comum. Certamente, isso ocorre, pelo fato de termos uma história nacional forjada inversamente, ou seja: de fora para dentro.

Quando me refiro às comemorações não quero dizer, necessariamente, com banda de forró ou pagode, em praça pública. Às datas cívicas sugerem promoções mais voltadas ao conhecimento histórico. Esses acontecimentos, indiscutivelmente, florescem e promovem frutos genuínos. Algo que será agregado ao individuo nativo e que, possivelmente, irradiará ganhos sociais e coletivos por toda sua existência.

As datas marcantes, se bem utilizadas, também nos servem como excelentes exercícios à memória histórica. Imaginar, porém, do ponto de vista sociológico, como as pessoas viviam à época dos acontecimentos, como pensavam, de que maneira se relacionavam, quais os costumes marcantes, quais os temores que mais lhes inquietavam, em que contexto ocorreram as mudanças e etc, de certa forma, nos ajudaria a entender muito mais os problemas sociais, hoje, vividos nacionalmente e, em particular na nossa polis.

Portanto, não me canso de dizer: o Instituto Histórico e Geográfico da Vitória foi, e é o maior projeto cultural de todos os tempos, implantado na nossa cidade. A sua missão, atuação e compromisso social ultrapassam seu espaço físico. A preservação da memória de um povo é algo indelével. Sua história, seus costumes e seus vultos, por exemplo, são referências que nos apontam, com mais  segurança, um caminho na direção do futuro pois, os mesmos, foram  edificados nos acontecimentos,  prontos e concluídos, do tempo pretérito. Nesse momento cívico comemorativo, reacendo, mais uma vez,  minhas esperanças que um dia os nossos gestores municipais possam entender a grandiosidade do projeto aludido e, mesmo sem ser de alma, possam se despir da opaca armadura da indiferença. Alias: ESPERANÇA é o sonho real de quem se encontra sóbrio e acordado.

Parabéns Vitória de Santo Antão!! Viva o nosso Instituto Histórico!!!

Recadastramento dos MOTOTAXISTAS: dessa vez é pra valer ou para ficar novamente pelo meio do caminho?

Circula nas redes sociais, de maneira oficial, um comunicado, emitido pela AGTRAN, convocando os mototaxistas que labutam na circunscrição municipal. No bojo das informações, ressalta o órgão, busca-se um recadastramento dos veículos (motos). Para tal,  solicita-se vários documentos e define um cronograma de atendimento, baseado na terminação numérica das placas de identificação.

Pois bem, com mais de vinte anos de atuação na nossa cidade, a categoria tornou-se peça fundamental na engrenagem desenvolvimentista local. Hoje, é impossível planejar o avanço sócio econômico vitoriense sem levar em consideração os serviços prestados pelos profissionais das duas, aos mais variados segmentos produtivos, sobretudo no campo social.

Constitucionalmente cabe às prefeituras a regulamentação, disciplinamento e fiscalização dessa matéria. A rigor, o passageiro que sobe numa moto, seja num ponto fixo ou em qualquer via pública municipal,  já deveria ter a certeza que a prefeitura, antes,  já realizou o seu papel, ou seja: ter o controle. Mas, diferentemente de muitas cidades, isso não ocorre aqui. Vitória tem um histórico negativo nessa área, inclusive com matérias televisivas em rede nacional. Vejamos:

Como já registrei aqui no blog, em inúmeras ocasiões, as últimas gestões municipais, apesar dos vários “estardalhaços”, nunca trataram  o assunto com a devida  seriedade . Na gestão do GOVERNO QUE FAZ, comandada pelo pai do atual prefeito, chegou-se a anunciar, em março de 2002, um “pacote de bondades” à categoria que incluía, entre outras coisas, até um cartão magnético que lhe credenciaria aos mais variados benefícios. Ao final, de concreto, apenas um colete na cor vermelha, estampando a marca da sua gestão – como uma espécie de outdoor itinerante – e  o “manuseio político”, já que o prefeito, naquela ocasião (2002), tinha total interesse em eleger o seu filho a deputado estadual. Que aliás, por coincidência, hoje, é o atual prefeito Aglailson Junior.

Pois bem, o tempo passou e chegou à vez da também maniqueísta gestão do Governo de Todos. Desta feita o então prefeito, Elias Lira, procurou, em 2011, pavimentar sua reeleição promovendo um evento para a categoria na Praça Duque de Caxias. Na ocasião,  disse o então chefe do executivo: “que  faria muito mais pela categoria”.

Mais adiante, juntamente com seus auxiliares, o prefeito regulamentou a chamada “placa vermelha” para as motos, forçando assim os motoqueiros  bem intencionados investirem  seus pacos recursos em taxas, equipamentos, cursos e etc.  Após  “servi-se” dos votos da categoria, abandono-os à própria sorte. Nesse contexto, de concreto, apenas a mesma tática, ou seja: batas para os motoqueiros estampando a marca da sua gestão administrativa.

Vale lembrar que em agosto de 2013 – um ano após a reeleição do prefeito Elias Lira – a categoria se sentiu enganada e traída. Naquela ocasião promoveu atos públicos reivindicatórios. Entre eles: fizeram um deslocamento,  em grupo, partindo da Avenida Mariana Amália para  invadir o prédio da prefeitura com a intenção de  cobrar a palavra empenhada,  dos  gestores que lhes haviam enganados,  mais uma vez.

É oportuno dizer que mesmo após todos esses “projetos” e “compromissos”, emitidos pelas administrações passadas, a cidade, no que diz respeito ao serviço de moto-taxi, continua uma lastima. Até hoje, a regra vigente é a bagunça, à desorganização e o descontrole, por parte da prefeitura. Aliás, o que não falta é ponto  fixo de moto-taxi, definido  pela própria prefeitura, em cima de praças e calçadas, ou seja: TUDO ERRADO.

Portanto, espero que esse NOVO recadastramento para os mototaxistas, proposto,  agora, pela nova gestão, comandada pelo prefeito Aglailson Junior,  não seja mais um que fique pelo meio do caminho. Ou, quem sabe, seja mais um para colocar na rua um  “novo jogo de batas”, estampando a marca  da atual gestão administrativa, assim como fizeram os prefeitos do tempo pretérito,  e, consequentemente,  fazer da categoria, mais uma vez,  uma espécie de outdoor ambulante. Quero crer que,  dessa vez,  as coisas sejam levadas a sério.

A silenciosa Pena de Morte nacional.

Os telejornais das grandes emissoras, ontem (02), reproduziram o dia de terror vivido pela população da cidade do Rio de Janeiro. Aparentemente é  um problema que se encontra  fisicamente distante da gente, mas, ao mesmo tempo, muito próximo em termos de conduta social. No nosso Estado, Pernambuco, por exemplo, em termos proporcionais, o terror é o mesmo e o mapa da violência,  teoricamente, tem as mesmas causas, motivos e efeitos.

Hoje pela manhã os noticiários locais repercutiram mais um estouro de caixas eletrônicos. Desta vez, no Litoral Sul, em Tamandaré. Na nossa cidade, Vitória de Santo Antão, nas últimas 24 horas, ocorreram homicídios com os mesmos modus operandi de sempre, não obstante haver ocorrido, há poucos dias, uma espetacular operação policial  – “força no Foco”.

Segundo informações oficiais do Governo de Estado (PE), 60% das mortes violentas ocorrem em trinta e cinco localidades que, somadas, correspondem a apenas 2,6% da extensão territorial do chamado Grande Recife. Ainda segundo esse cruel e macabro “mapa da violência” a maior parte das vítimas são homens com idades entre 18 e 30 anos, assassinados por outros da mesma faixa etária e renda e , pasmem,  70% das vitimas são “ativistas” das chamadas “guerra do tráfico”.

O curioso é que todas essas informações são de fontes oficiais e, ao mesmo tempo, temos consciência de que o uso de droga é terminantemente proibido no Brasil. Outra curiosidade interessante, nesse contexto,  é também saber que os presídios brasileiros não recupera ninguém e funcionam, comumente, como uma espécie de “escritório central” das quadrilhas do crime, cada vez mais organizado.

No meio desse fogo cruzado encontra-se o cidadão comum,  não bandido e não usuário de drogas ilícitas,  cada vez mais obrigado a se esconder e confinar-se. Mas, enquanto as autoridades brasileiras continuarem recuando e inventando manobras para tentar se justificar à população, os mais pobres, negros e usuários de drogas, na esmagadora maioria dos casos,  vão pagando a conta mais cara, da cada vez mais comum,  “Inquisição do crime”.

Em praticamente todos os lugares encontramos alguém encher os pulmões para dizer: “bandido bom, é bandido morto”. Mahatma Gandhi dizia: “olho por olho e o mundo acabará cego”. Portanto, na qualidade de simples blogueiro do interior do nordeste brasileiros, imagino já haver passado da hora de inverter à lógica e à forma de combater a criminalidade no nosso País, que diga-se de passagem,  com dimensões continentais.

Amigo Sávio Neiva comanda 1º Encontro Regional de Construção à Seco, em Recife.

Há mais ou menos cinco anos, a convite do amigo Sávio Neiva, visitei um dos canteiros de obras da sua empresa, Incorporadora Bonanza, instalada em nossa cidade. Na ocasião, inclusive, fiquei tão impressionado com a forma com que se produzia prédios, que acabei fazendo uma série de matérias aqui no blog cujo o título foi: Vitória: um novo jeito de morar.

Pois bem, ao abrir o Jornal do Commercio do último domingo (30) –  caderno de Economia – deparei-me com uma matéria realçando às vantagens e  os benefícios da chamada “construção limpa e rápida”. A tecnologia usada é a Light Steel Frame.


O amigo Sávio Neiva, um dos principais representante dessa nova tecnologia na nossa Região, diz que “desse modo a construção é mais rápida e limpa. Há menos gasto com a mão de obra já que é necessário somente 3% do pessoal usado numa construção convencional e o tempo da obra correspondente a 10% (também do modelo convencional de construção civil)”. Se no Brasil esse tipo de tecnologia ainda é algo novo, em países como Japão, Canadá, Estados Unidos e também na Europa, já é algo comum.

Portanto, para você que está pensando em construir sua residência, galpão ou qualquer outro tipo de edificação vale a pena conferir o 1º Encontro Regional de Construção à Seco, que irá acontecer nos próximos dias 10 e 11 no Mar Hotel, em Boa Viagem. Chegando lá, visite o espaço da Incorporadora Bonanza, diga que é da Vitória de Santo Antão  e receba  do amigo Sávio Neiva sua sempre calorosa saudação e animada  atenção.

Serviço:
Evento: 1º Encontro Regional de Construção à Seco
Local: Mar Hotel – Recife
Dia: 10 e 11 de maio
Maiores informações : www.construcaoasecolsf.com.br

Roda de Capoeira na Matriz: um símbolo de resistência de uma das matrizes do povo brasileiro.

Ao observarmos uma “roda de capoeira” no Pátio da Matriz, por exemplo, cena comum para os dias de hoje – tal como ocorreu na tarde do último domingo (30) – não é fácil entender, excluindo-se aí os envolvidos com a causa, que por trás dessa alegre ritualística exista uma história com forte carga cultural marcada, aliás, por muito simbolismo, luta intensa, preconceito demasiado e, ao longo do tempo, muitas vitorias transformadora.

Se nos dias atuais a capoeira, aos olhos dos mais velhos e conservadores, ainda é vista pelas lentes enviesadas da discriminação, fruto histórico da perseguição e da proibição do passado, o mesmo não podemos dizer do reconhecimento e da magnitude representativa que a mesma alcançou, no nosso País e fora dele.

A origem dessa verdadeira e legitima expressão nacional que nos apresenta um pouco de arte marcial, dança, esporte e musicalidade, remonta, na sua essência, um pouco do ritual que ocorria no Continente Africano, mais precisamente na região de Angola. Naquela ocasião – Século  XVII – comemorava-se  a iniciação dos jovens da tribo na vida adulta. Lá, ocorria, então, lutas com os guerreiros mais velhos e experientes, sempre animadas e marcadas pelo som dos atabaques. O vencedor tinha o direito de escolher, sem ter de pagar o dote, uma noiva entre as jovens que estavam sendo iniciadas à vida adulta.

Pois bem, com a intensificação do tráfico negreiro, estabelecido pelos invasores Europeus entre suas colônias – África e Brasil – formou-se, então, um fortíssimo elo étnico  que, juntamente com os índios e português, constituíram-se na base da miscigenação e formação da nação brasileira – apesar de toda negação e perseguição da Igreja Católica, à época.


Nesse contexto a capoeira surgiu e ganhou força, na medida em que os negros escravizados, mesmo em maior numero, precisavam se defender dos colonos (capital do mato) armados e amparados pelas Leis vigentes. Nas senzalas e principalmente nos chamados “quilombos” a capoeira ganhou força e espaço para se desenvolver.

Com a libertação dos escravos, em 13 de maio de 1888, através da Lei Áurea, onde o negro foi “entregue a própria sorte”, uma vez que o debate central se ateve ao direito ou não de indenização aos senhores proprietários dos escravizados,  os negros formaram uma grande massa de indigentes, vagando pelos grandes centros urbanos e, consequentemente,  juntamente com a capoeira, discriminados mais uma vez.

Nas primeiras décadas do século passado (XX), aos poucos, a capoeira foi ganhando mais espaço, sobretudo nos grandes centros. Ao longo dos anos a capoeira avançou na qualidade de expressão cultural representativa, inclusive, sendo reconhecida e registrada pelo IPHAN, em 2008, com base nos inventários realizados nos  Estados de Pernambuco, Bahia e Rio de Janeiro,  como “BEM CULTURAL”. Já em novembro de 2014 a “RODA DE CAPOEIRA” foi condecorada pela UNESCO,  como Patrimônio Cultural Imaterial DA HUMANIDADE.

Portanto, para nós brasileiros, a capoeira é uma das mais fortes expressões representativa da nossa gente. Ela representa, entra tantas, uma história de resistência e lealdade às nossas origens. Aos que a rejeitam e a discriminam,  aconselho um pouco mais de tolerância e entendimento histórico. Veja o vídeo:

Professor Serafim Lemos, membro da AVLAC, defendeu o legado do seu patrono, João Cleofas de Oliveira.

Na noite do sábado (29), o acadêmico da AVLAC – Academia Vitoriense de Letras, Artes e Ciência – professor Serafim Lemos, promoveu a defesa do seu Patrono, João Claofas de Oliveira. O evento de caráter cultural ocorreu no Salão Nobre do Instituto Histórico e Geográfico da Vitória.

Entre outras coisas realçada pelo acadêmico Serafim Lemos, sobre um dos mais importantes vitorienses de todos os tempos, sobretudo na ceara política, João Cleofas de Oliveira, foi do comprometimento perene com o desenvolvimento econômico e social da sua terra natal, Vitória de Santo Antão. O hospital João Murilo, entre tantas outras obras, é um dos legados por ele deixado, valendo salientar: que foram muito além  “do cal e da pedra”. Veja o vídeo: