Quadrilha Forró Fiá: NOTA 10 EM ANIMAÇÃO E ENTUSIASMO!!!

Na noite da sexta (16) acompanhei a apresentação, no Pátio da Matriz, da quadrilha junina estilizada vitoriense, FORRÓ FIÁ. Recentemente a mesma representou nossa cidade, Vitória de Santo Antão, no prestigiado Festival de Quadrilhas, promovido pela Rede Globo Nordeste.

Com entusiasmo, disciplina e coreografia original o pessoal deu um verdadeiro show. Apesar de nos parecer uma novidade, sobretudo para os mais jovens, devemos lembrar que já tivemos um forte movimento cultural nesse sentido. Há pelo menos duas décadas tivemos quadrilhas estruturadas em vários bairros da nossa cidade.

Lembremos algumas: Dona Beija, Beija Flor, Vamp, Felicidade, Xuxa no Arraial, Traje a Rigor, Tradição,  Dragão de Fogo, Raio de Luar, Vai Lá Mané, Matuto Caçolão e etc. Essas quadrilhas foram formadas por jovens de vários bairros. Dentre eles:  Maués, Alto José Leal, Nossa Senhora do Amparo, Redenção e Sítio do Meio.

Na qualidade de lideres desse movimento de quadrilhas estilizadas na nossa cidade, entre outros, podemos citar: Sandro Sorriso, Queiroga, Betão Alegria, Sineilton,  Roberto de Deus, Marcos, Bira e etc. Aliás, praticamente todo esse pessoal está aí, para contar a história e quem sabe, prontos para reativar essa cultura “adormecida” da nossa cidade.

Infelizmente todo esse movimento, com participação fervorosa por parte dos jovens, sobretudo nos bairros periféricos do nosso município,  foi desidratado, foi “estrangulado!” Não por falta de recursos financeiros muito menos por falta  de material humano e sim, por obstrução política. Aliás é bom que se diga:  POLÍTICOS NÃO SE  INTERESSAM POR MOVIMENTO GENUÍNOS DO POVO, OU SEJA, AÇÕES QUE ELES NÃO POSSAM CONTROLAR 100%!!!

Por incrível que nos possa parecer, ano passado (2016), houve uma apresentação de uma quadrilha no Pátio da Matriz, cujo grupo era oriundo da cidade vizinha do Limoeiro. Apenas para ilustrar – com tristeza – o que acabei de narra, acima.

Portanto, parabéns aos lideres e participantes da Quadrilha FORRÓ FIÁ, pela coragem de empreender em “campo adverso” e “contra os ventos”. Estamos na torcida por uma boa colocação no certame, promovido pela Rede Globo Nordeste. Parabéns pra vocês e BOA SORTE!!!

Instituto Histórico da Vitória: AVANÇANDO!!!!!


Na manhã do domingo (18), sob o comando do seu presidente, Pedro Ferrer, aconteceu mais uma reunião ordinária do nosso Instituto Histórico e Geográfico da Vitória. De maneira improvisada, em função das obras de ampliação do museu, o encontro ocorreu no Teatro Silogeu José Aragão.

Além dos assuntos atinentes ao cotidiano da instituição, da programação para as festividades e da tomada de posse dos novos sócios, o professor Pedro Ferrer elencou também o andamento das obras de ampliação, sublinhando o ato do deputado Henrique Queiroz na indicação da Emenda Parlamentar, no valor de cinquenta mil reais (R$ 50.000,00).


Em ato continuo o presidente demonstrou certa preocupação, no diz repeito às questões burocráticas, envolvendo certidões negativas municipais, necessárias ao fechamento do convênio com a FUNDARPE, hora vencidas. Fechando a reunião um lanche foi servido aos sócios presentes.

Placa de trânsito tem sua serventia restabelecida!!


Após uma semana jogada no chão, a placa de regulamentação de trânsito –  alvo  recente de uma das nossas postagens –  voltou para sua posição (+ ou -) correta, justamente para disciplinar o estacionamento, assim como o embarque e desembarque dos alunos da escola que funciona na Igreja Batista, na Praça Diogo de Braga. Melhor assim!

Simpatias e adivinhações juninas: PIMENTA.

Dentro das nossas tradições juninas também estão as Simpatias e Adivinhações. Aproveitando o clima da semana estaremos, até a próxima sexta (23), postando todo dia uma. Eis a primeira:

DEVE –SE APANHAR PIMENTAS NUM PÉ DE PIMENTEIRA COM OS OLHOS VENDADOS. CASO SE COLHA PIMENTA VERDE, O NOIVO SERÁ JOVEM; SE FOR MADURA, O CASAMENTO SERÁ COM UM VELHO OU VIÚVO; SE A PIMENTA FOR DE VERDE PARA MADURA, O CASAMENTO SERÁ COM UMA PESSOAL DE MEIA IDADE.

Placa de trânsito no chão: ATÉ QUANDO TEREMOS QUE CONVIVER COM ESSE DESCASO?

Aproximando-se à conclusão dos seis primeiros meses de atuação da nova gestão municipal, sob o comando do prefeito Aglailson Junior, é natural que os munícipes já comecem esboçar alguma insatisfação. Todos nós sabemos – até porque foi público e notório – que o governo anterior, nos últimos meses, de fato, abandonou o leme administrativo,  nas mais variadas frentes.

Fruto de várias matéria em nosso jornal eletrônico, intitulado Blog do Pilako, à época do fato, por exemplo, denunciamos que foram os próprios gestores do Governo de Todos, no último semestre de administração, que “convocaram” os ambulantes para ocupar as calçadas do centro comercial, sobretudo à Avenida Mariana Amália. A nova gestão, até o presente momento, vem fazendo “vista grossa” e empurrando o problema com a “barriga”.

Entre outras tantas “broncas”  que a nova gestão ainda não “entrou em campo” para jogar, encontra-se o nosso caótico trânsito. Devemos destacar que não obstante a AGTRAN já haver majorado os preços da chamada “zona azul”, continuamos sendo a cidade pernambucana com menos agentes de trânsito nas ruas, tanto do ponto de vista real como proporcional – se comparado ao numero de veículos matriculados no município.

Apenas para ilustrar o que realço, no que diz respeito ao comando acéfalo da AGTRAN, há dias que uma placa de trânsito que regulamenta à proibição do estacionamento,  em frente a uma escola, na Praça Diogo de Braga – Igreja Batista – encontra-se no chão. Não me interessa os motivos pelos quais ela caiu! Gostaria de saber o porquê ela não foi colocada no seu devido lugar?

Não podemos achar que isso é normal, apesar, infelizmente,  de ser comum na nossa cidade. O diretor da AGTRAN, senhor Elmir Nogueira, precisa explicar a população o que está faltando para as coisas acontecerem na prática, afinal, recurso financeiro não é o problema do órgão administrado por ele, haja vista o seu salário ser de dez mil reais (R$ 10.000,00).

Nosso município, Vitória de Santo Antão, não é uma cidade qualquer. Somos a Capital de Zona da Mata e precisamos nos comportar com tal. Portanto, mais uma vez, cobro atuação efetiva aos gestores municipais, sobretudo nas questões relativas ao caótico trânsito local.

Monsenhor Maurício Diniz celebra o feriado santo de Corpus Christi.

Em virtude do grande volume de chuva que cai na nossa cidade, na manhã de ontem (15), as celebrações do feriado santo de Corpus Christi não contou com os tapetes de serragem, que há anos vem adornando as ruas do entorno das igrejas, sobretudo nos bairro da Matriz e Livramento.

Em função das obras de reforma da Igreja da Matriz de Santo Antão, os eventos religiosos, celebrados pelo Monsenhor Maurício Diniz – Matriz – ocorreram na Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos. Registramos o encerramento das celebrações. Veja o vídeo.

Trânsito da Vitória: menos carros nas ruas e nenhum planejamento ou ação!!

A crise econômica nacional é real. O ritmo da atividade mercantil desacelerou com força. Disso, ninguém tem mais dúvida. Aqui e acolá, alguns segmentos isolados veem avançado, mas no conjunto macroeconômico, indiscutivelmente estamos com o “frei de mão” puxado.

Pois bem, nesse contexto preocupante, que afeta a vida de todos, encontrei uma boa notícia que alenta o caos, na chamada mobilidade urbana. Segundo pesquisa realizada em nosso estado, retratando o crescimento da frota, estamos com menos veículos nas ruas, se comparado com anos anteriores. Em 2016, por exemplo, segundo registros do DETRAN, tivemos menos de 1% de crescimento da frota da cidade do Recife, bem diferente dos 8.8% registrado em 2010.

Não seria, portanto, nenhum absurdo dizer que na nossa cidade, Vitória de Santo Antão, essa também tenha sido a tendência, até porque nosso município não é uma ilha isolada. Propõe, então, os estudiosos na matéria – MOBILIDADE – esse ser um momento importante para adoção de medidas, com vistas à implantação de novos projetos viários visto que, há, em certa medida, um ambiente “menos mutante”, por assim dizer.

Partindo dessa premissa imagino haver, por parte dos técnicos da nossa AGTRAN,  algum estudo e planejamento pronto para ser aplicado no nosso caótico trânsito, pois, por incrível que possa parecer, entre tantos outros problemas até hoje,  só temos uma via ligando os dois mais importantes bairros da cidade (Matriz ao Livramento), nos deslocamentos pelo centro.

No que diz respeito ao tráfego da movimentada Avenida Henrique de Holanda, urge uma imperiosa necessidade de disciplinamento . Por exemplo: trafegar na referida via, no trecho da subida para o Alto do Reservatório e no acesso à Avenida Mariana Amália  é algo  muito arriscado,  tal qual um  “Globo da Morte”.

Contudo, concluo dizendo que já estamos no sexto mês da nova administração municipal e os problemas viários da nossa cidade continuam. Até o presente momento, nem o anuncio de um planejamento, muito menos uma ação concreta no contexto do caótico trânsito local.

Revista Novo Horizonte: UMA BOA LEITURA!

 

Pelas mãos do amigo e sempre animado repórter, José Sebastian, recebi a 17ª edição da Revista Novo Horizonte, enviada pelo poeta vitoriense e não menos amigo, Stephen Beltrão. Aliás, diga-se de passagem: essa não é a primeira vez.

A Revista Novo Horizonte é uma delícia. Bem escrita e com artigos diversificados, que vão de “A” a “Z”, nos enriquece, assim como nos acalma propiciando, contudo, boas reflexões.

Na qualidade de artesão textual e coletor dos melhores verbos,  o nobre companheiros da AVLAC – Academia Vitoriense de Letras, Artes e Ciência –,  Stephen Beltrão, também grafou nas páginas dessa edição um artigo sobre o CARNAVAL DA VITÓRIA.

Portanto, registro aqui, nas páginas do nosso jornal eletrônico, intitulado Blog do PIlako, meus agradecimentos  ao Stephen e a todos os cronistas meus parabéns, pelos excelentes artigos.

(IN)JUSTIÇA ELEITORAL: aqui, lá e em todo Brasil.

Aos poucos os eleitores brasileiros estão começando a entender que a nossa Justiça Eleitoral é uma grande piada. Um grande “faz de contas”. Algo que só existe no papel  e que as vezes também serve para “criar” situações, ratificando, assim,  espaços para os  componentes do “clube”.

Além de cara e ineficiente a Justiça Eleitoral não fiscaliza nada. Devemos  lembrar que todas as prestações de contas eleitorais, desses políticos envolvidos e condenados pela Operação Lava Jato,  já haviam sido, antes, analisadas e aprovadas pela “rigorosa” Justiça Eleitoral, pelos órgãos competentes, inclusive a chapa  Dilma\Temer.

À cada eleição um novo enquadramento. Em cada disputa, novos “grandes problemas” surgem: o tamanho do adesivo, o tipo de cola ou textura da tinta que se deverá usar nas pinturas dos muros, se o eleitor, no dia da eleição, poderá ou não votar com a camisa na cor do seu partido, patatí patatá, blablá blablalá e etc.

Apenas para ilustrar, na prática, a utopia contábil que ocorre nas campanhas políticas em todo Brasil, no que diz respeito às prestações de contas dos candidatos, no último pleito eleitoral (2016), levando-se em consideração vários fatores, a própria Justiça Eleitoral estabeleceu limites máximos para as chamadas “despesas de campanha”, o que em si já é algo esquisito.

Aqui na nossa cidade,  Vitória de Santo Antão, por exemplo, um postulante ao cargo de vereador, durante toda sua campanha, a rigor, só poderia gastar no máximo R$ 31.540.23.

Pois bem, fechada a contabilidade de todos os candidatos, é possível encontrar,  fiscalizada, auditada e aprovada pela “rigorosa” justiça eleitoral brasileira, um vereador eleito com investimento de pouco mais de R$1.600,00 (hum mil e setecentos reais). Será que dá para acreditar, que existe alguma seriedade num tribunal que julga e aprova um teatro dessa natureza?

Assim como o comercio varejista tem sua datas especiais (natal, dia das mães e etc) à atividade política profissional tem no período eleitoral uma das suas melhores “safras”. Ao contrário do que pensa os incautos os políticos profissionais, mesmo “distribuindo” dinheiro, aqui e acolá, no período da eleição, ao final da mesma, o seu fluxo de caixa sempre ficará no positivo, nunca no negativo. Se assim não ocorrer foi fruto do  amadorismo. Parece que só quem não sabe disso é a Justiça Eleitoral Brasileira.

Referindo-me ao “épico” embate, ocorrido recentemente no TSE – Corte Suprema da nossa Justiça Eleitoral -,  confesso que não fiquei surpreso com o veredicto. No meu modesto entendimento, os ilustres ministros apenas reproduziram, ao vivo, para todo País, um grande teatro, uma grande encenação.

Quem sai batendo a porta quer voltar”. “Quando se esquece, rasga, não se rabisca agenda”,  Diz trechos de canções populares.  Quem quer julgar com altivez à lisura de um processo eleitoral, para um mandato de quarenta e oito meses, não pode esperar que o mesmo chegue a ser exercido por dois terços (trinta meses), para fazê-lo, sob pena de ser obrigado a curvar-se aos interesses alheios ao rito processual e, sobretudo, às macro-consequências.

Analisar o ato jurídico pelo prisma dos discursos proferidos, pelas frases  de efeitos, teses e citações gregas é seguir pela trilha traçada, antes, pelos “noveleiros de toga”.

A decisão, no contexto atual, do ponto de vista prático, talvez tenha sido a mais acertada. Ao final da peça, o herói foi o relator – Herman Benjamim – e o vilão, o protagonista do voto de minerva – presidente Gilmar Mendes. Aos olhos da história os dois serão julgados por várias réguas. Os demais serão cartas fora do baralho.

Difícil mesmo ficou para os professores que atuam nos cursos de direito, explicar aos seus alunos, aspirantes a advogados,  o que foi que aconteceu naquele julgamento, onde provas foi algo irrelevante e desprezível. Sugiro, contudo, à inclusão urgente de uma nova cadeira na grade curricular das universidades que ensinam o bom direito, ou seja: “ciência política”.

Concluo, portanto, trazendo à luz o eterno o Rui Barbosa: “justiça atrasada não é justiça, senão injustiça qualificada e manifestada”.

Vitória de Santo Antão: “NOTA ZERO EM TRANSPARÊNCIA”.

No caderno de Política do Diário de Pernambuco, do último final de semana (10 e 11), nossa cidade, Vitória de Santo Antão, contabilizou mais um vexame. Desta feita, recebendo NOTA ZERO no quesito TRANSPARÊNCIA governamental. A avaliação e constatação de que a Lei aqui não é cumprida foi da 3ª edição da Escala Brasil da Transparente (EBT).

Por dever de justiça devemos dizer: “o levantamento foi realizado entre junho e dezembro de 2016”. Ou seja: sob a égide da gestão anterior. Mas, independente de qualquer coisa, na atual gestão municipal, comandada pelo prefeito Aglailson Junior, nos que diz respeitos às informações obrigatórias por Lei, a “escuridão” e a “opacidade” permanecem. Para tal constatação basta acessar a nova página oficial da prefeitura e verá que informações básicas continuam indisponíveis ao cidadão comum.

Entre os critérios avaliativos pesquisados estão a transparência passiva, o tempo de resposta, assim como à veracidade das mesmas. O curioso disso tudo é que a Lei, que obriga os órgãos públicos disponibilizarem  todas as informações na internet, já existe desde 2012, ou seja: HÁ CINCO ANOS.

Não podemos imaginar que toda essa “legião de estrangeiros”, que compõe o secretariado da atual gestão, ganhando salário de R$ 10.000,00 por mês, comadados pelo prefeito,  sejam “bobinhos” ao ponto de não saberem seus deveres e suas obrigações, na qualidade de gestores públicos.

Outra coisa que devemos destacar é que a “nova” gestão – há seis meses no comando da cidade – vem mantendo o mesmo ritmo administrativo do governo anterior, ou seja: “Esta tudo como dantes no quartel d’Abrantes”.

Reprodução

Não custa nada lembrar que dois terço do eleitorado local, no último pleito, hipotecou sufrágio pela descontinuidade da gestão anterior, cabendo, portanto, ao atual chefe do executivo uma espécie de autocrítica no rumo administrativo. Hoje, ainda há tempo e um pouco de “humor” aos eleitores. “Amanhã”, o tempo já evaporou e no que diz respeito ao humor, dar-se-á a mesma coisa.

Concluo essas linhas dizendo que nossa cidade, no tempo pretérito, sob o comando do prefeito José Aragão (1942 a 1944), além de outros bons exemplos administrativos, foi uma referência no quesito TRANSPARÊNCIA. Valendo salientar: sem leis ou quaisquer outras imposições, apenas regido pelo dever da consciência cívica e pelo respeito aos munícipes. Aliás, no seu tempo, internet nem na ficção existia.

Portanto, segue, abaixo, registros de jornal com publicações – mês a mês-  das atividades financeiras da nossa prefeitura. Tudo isso há setenta anos. Apenas uma pergunta: ao longo do tempo, mesmo com incontáveis avanços tecnológicos, no quesito transparência,  Vitória avançou ou  ou andou para trás?

Com a presença do Monsenhor Maurício, 2º Encontro da Vaqueirama homenageia o vaqueiro Bosco.

Aconteceu na manhã do domingo (11) o 2º Encontro da Vaqueirama, promovido pelo amigo  Jorge de Cecé. Esse ano o evento prestou uma justa homenagem ao vaqueiro Bosco, recentemente falecido. Sintonizado com tudo e com todos, no que diz respeito ao ofício de evangelizar, o Monsenhor, Maurício Diniz, que também é vaqueiro e principal articulador do evento do mesmo gênero, que ocorre lá no Engenho Bento Velho, marcou presença para dá um tom solene a festa.

Com o faro do bom repórter, credencial indispensável para quem labutar na arte de se comunicar com as massas, José Sebastian registrou o momento em que o pároco, Maurício Diniz, conduziu o encontro. Desde já, portanto, agradeço ao amigo e sempre aposto, José Sebastian, pelo envio do registro histórico. Veja o vídeo:

Weverton Fagner: “CONTINUAR A VIDA”.

A cidade da Vitória de Santo Antão está em festa. O sabor da conquista sempre será mais intenso no paladar daqueles que vivenciaram os piores momentos.  Por mais que a realidade se apresente de maneira dura e cruel é a duvida nos passos futuro que nos consome, que nos enche de inquietação e amargura.  O retorno do Jovem Weverton Fagner à vida normal, assim como o sentimento de dever cumprido dos seus pais, é algo que nos sugere refletir sobre o sentido da vida. Daquilo que fazemos com o tempo que nos é ofertado para escrevermos nossa própria história.

O dia 8 de julho de 2017, no meu modesto entendimento, deveria ser marcado no calendário antonense como uma data especial. Desde as primeiras noticias até o dia de ontem (08), acredito que a nossa Vitória de Santo Antão – nos seu quase quatrocentos anos de história –  nunca havia  vivenciado um momento  coletivo  tão bonito  e edificante,  uma trilha real com começo (triste), meio (união) e fim (final feliz). Aliás, digno de um filme de longa metragem.

Revirando meus arquivos encontrei um vídeo, gravado no Pátio da Matriz, com o amigo Bira – pai do Weverton – onde o mesmo, apesar da difícil situação em que estava passando, realçou a beleza do momento. Naquela ocasião (inicio dos movimentos) se disse surpreso com o volume que a corrente solidária já havia alcançado. De maneira muito equilibrada e sensata expôs os objetivos das ações e, na qualidade de homem de fé, emocionado, colocou tudo nas mãos de Deus. Veja o Vídeo:

Hoje, dois anos depois, os envolvidos, direta ou indiretamente, estão emocionados e contentes. A senhora Maria Rodrigues, ao tentar retratar o auspicioso momento que está vivenciando, na qualidade de mãe do Weverton, disse: “o coração da mãe está explodindo de alegria”.

Aos vinte anos o jovem Weverton Fagner começa viver uma nova fase da vida com  muitos desafios e inúmeras incertezas, tanto quanto outros jovens da mesma idade. A vida não é fácil para ninguém. Dele, não podemos cobrar nem mais nem menos. É vida que segue. Aliás, ao ser questionado sobre o futuro, ele foi objetivo, afirmativo e perfeito: “CONTINUAR A VIDA”. Para quem esteve no fio da navalha, isso é tudo!!

Pondo os pingos nos “is”

Por Mario D’Andrea*

Não tem segredo: a publicidade serve para conectar quem vende com quem quer comprar. Mais do que isso: conecta quem vende sonhos com quem quer sonhar. O que nós fazemos é ajudar as empresas a venderem seus produtos e serviços para o público certo. Simples. E quando essa conexão funciona bem, a economia do país vai bem. Simples também, não? Por isso, quanto mais desenvolvido e avançado é o mercado publicitário, mais desenvolvida é a economia do país. E mais avançado é o próprio país.

Você não precisa concordar comigo, porque essa não é uma conclusão minha. É do professor Maximilien Nayaradou, em seu doutorado em Economia na Universidade Paris-Dauphine, em 2006. Ele acompanhou em detalhes, de 1991 a 2000, a economia e o investimento publicitário de 12 nações (Alemanha, Áustria, Dinamarca, Espanha, Finlândia, Suécia, França, Holanda, Itália, Japão, Estados Unidos e Reino Unido). E pôde comprovar que, quanto mais elevados e consistentes os investimentos publicitários, maior o progresso econômico dos países. Essa tese inclusive foi suportada pela Federação Mundial de Anunciantes (WFA).

A publicidade incentiva a competição, aumenta a velocidade das inovações e estimula o crescimento do PIB. Isso também vale para o Brasil. Aqui, cada real investido em publicidade gera outros R$ 10,69 na economia nacional, conforme um estudo que seguiu modelo criado pela Deloitte. Ou seja: a publicidade gera empregos. Não apenas os 645 mil postos de trabalhos dos profissionais de agências e setores relacionados ao setor. Cria também empregos por toda a cadeia produtiva nacional. Gera mais riquezas para empresas investirem. E esse investimento gera mais empregos. Que geram mais riqueza. Simples a mecânica, não?

Por isso, o foco tem de estar — mais do que nunca — em ligar o vendedor ao comprador. Em outras palavras, publicidade. Básico assim. De que maneira vamos fazer isso, se de modo digital ou não, se investindo em mídias tradicionais ou não, se com modelo de remuneração por comissão de mídia ou fee — toda essa discussão é técnica e não afeta o astro principal da nossa atividade: o consumidor. Ele deve ser o centro de tudo. E o consumidor, quando recebe a mensagem da publicidade, pensa no conteúdo e na marca — não no meio.

Lembro-me de que trabalhei com a conta de um banco por 11 anos. Por dois anos, fizemos campanha em São Paulo que só envolvia rádio e anúncio em jornais. Quando encontrava amigos na cidade, eles elogiavam a campanha e até comentavam sobre detalhes das histórias criadas. Eu perguntava: “Onde você viu?” Grande parte das pessoas simplesmente não se lembrava. Vários respondiam: “Na TV.” O consumidor não se preocupa com “onde” ele viu a mensagem. Ele se fixa no “o quê”. Porque, ao contrário do que dizem por aí, brasileiro não gosta de propaganda. Brasileiro gosta mesmo é de ouvir boas histórias — seja onde for.

Nós, publicitários e profissionais de marketing, temos de focar na mensagem. Na história que criamos para nossos produtos. Nas mensagens que nossas marcas querem deixar na cabeça e no coração das pessoas. Na relação que queremos construir com nosso consumidor. O resto, amigos, é commodity. O aplicativo que você cria um dia e que é supernovo, daqui a três meses já foi copiado por meio mundo. Ou pelo menos foi copiado na China — o que já é quase meio mundo. A tecnologia é ótima, mas é apenas uma ferramenta. E é o que vira commodity mais rápido.

Como esse brasileiro vive, como ele se relaciona com veículos e marcas, como é seu dia a dia. Com toda essa informação levantada, aí sim entra o talento. É este que transformou uma cerveja de baixo reconhecimento em líder de mercado; que fez o consumidor se tornar fã incondicional de um simples chinelo de borracha; que faz de um banco uma das marcas mais admiradas (mesmo que seus produtos e serviços sejam muito similares aos de qualquer outro concorrente).

E essa habilidade tem de ser bem remunerada, porque é ela que nos permite trazer crescimento para as empresas. E para o País. E o Brasil precisa de crescimento econômico. É isso que fazemos. O País precisa garantir sua liberdade de imprensa. Fazemos isso também. Porque é com a propaganda de empresas privadas que se pode garantir a independência financeira dos veículos. E independência financeira traz independência política e liberdade de opinião.

Precisamos também ter uma atividade justa, com concorrências saudáveis, dotada de regras claras para a disputa de contas, sem abuso de poder. Precisamos ter métricas e auditoria de mercado que garantam segurança de investimento para as empresas. Afinal, como vimos com o professor Nayaradou, um mercado publicitário desenvolvido tem muito a ver com um país desenvolvido. E é um Brasil mais desenvolvido que queremos, não?

*Presidente da Associação Brasileira de Agências de Propaganda (Abap) e CEO da Dentsu

Nas festividades juninas usar dinheiro público para pagar cantores de “músicas descartáveis” é um crime contra a cultura nordestina!!

Na qualidade de festa mais representativa do Nordeste brasileiro, sem pedir licença a quem quer que seja, podemos “bater no peito” para dizer que os festejos juninos é “coisa nossa!!”  Valendo salientar: não no conceito, mas na forma de celebrar.

As comemorações de fé tem origem na Igreja Católica Apostólica Romana. Isto é: na Europa. Aliás, não podemos negar que formos colonizados por eles, afinal somos um “produto” em carne e osso, de cuja mistura somos conhecedores: do nativo americano, do branco europeu e do negro africano, regidos culturalmente pela impiedosa locomotiva do capitalismo, que impõe  o “novo” e o “moderno”, a tudo e a todos.

Não obstante o “São João” ser comemorado em todo território nacional é na Região Nordeste que a festa ganha contornos de visibilidade. Contam os livros que pelo fato da nossa região, historicamente, ser castigada pela seca e no mês de junho “ser agraciada” pelas chuvas, nossa gente, sofrida e de boa fé, atribuía à bondade aos referidos santos (Antônio, João e Pedro) e danavam-se a comemorar. Eis aí, portanto, uma das linhas de raciocínio para sermos os verdadeiros “donos dos festejos juninos nordestinos”.

Muito bem, toda essa minha ladainha é para desabafar e hipotecar solidariedade aos artistas da nossa região que empinam, durante o ano inteiro, o ritmo local (forró) como expressão genuína de uma gente que lutou e avançou, num País marcado por desigualdades de toda ordem. É de bom alvitre dizer que a expressão “forró” vem da palavra “forrobodó”, que teve origem no bantu – tronco linguístico africano – que significa arrasta pé, farra e etc.

Inicialmente gostaria de dizer que não sou nenhum tolo para achar as duplas sertanejas não devam fazer sucesso e buscar seus respectivos lugares ao sol. Muito menos tapar os olhos e os ouvidos à estrondosa aceitação do “Safadão”, sobretudo no extrato social mais jovem, tão pouco à “chorominguela” musical, hoje, na ponta da língua dos casais vítimas do “pega-pega”, composta e interpretada pela atualizada Marília Mendonça. Não, não sou tolo. Esse pessoal além de talento tem também – principalmente – uma megaestrutura midiática e financista que os tornam celebridades pontuais. Esse filme não é inédito!

Pois bem, na qualidade de nordestino identificado com a nossa cultura e forrozeiro sou totalmente contra abrir espaço para esses “forasteiros” e “alienígenas” nos palcos da nossa região, em plena FESTA JUNINA.  Os motivos são vários:

Na hora que encurtamos visibilidade aos artistas da terra, no maior evento da nossa região, em detrimento à música “comercial e volátil”, estamos perdendo nas duas pontas. Primeiro: desidratando o que é nosso! Mutilando nossa  história de continuidade regional e inviabilizando o surgimento de novos artistas para levar adiante, a médio e longo prazo, esse patrimônio imaterial coletivo do povo nordestino.

Segundo: estamos invertendo a lógica macroeconômica, na chamada transferência de renda! Ou seja: nós, que somos os mais pobres, estamos transferindo riquezas para os mais ricos, além, claro, de quebrarmos a cadeia econômica musical tradicional da nossa região. Faço apenas uma pergunta: Quantas vezes o Alcimar Monteiro já se apresentou no Rodeio de Barretos? Será que o Cantador Santana já subiu em algum palco da festa da Uva, que ocorre no Rio Grande Sul?

Precisamos criar mecanismos legais e institucionais para nos defendermos dessa ação predatória que joga contra os interesses do povo nordestino, sobretudo enfraquecendo nossa classe artística e consequentemente nossas tradições.

Não podemos, nós nordestinos, sob qualquer ponto de vista, usarmos dinheiro público – da Região de Luis Gonzaga –  para enriquecer ainda mais os já ricos empresários da “musica descartável”, que estão usando nosso mais tradicional festejo e espaço de divulgação para engordar seus caixas, tomando os lugares dos nossos artistas.

Contudo, sugiro que os políticos da nossa região – deputados federal, estadual e até vereador, nas suas respectivas cidades – proponham, nas suas trincheiras,  que  o dinheiro público – dos estados e prefeituras do Nordeste – não possam ser usados para pagar, nas festividades juninas, atrações musicas que não sejam dos estados da nossa região, essa seria, no meu modesto entendimento, uma das mais importantes medidas para começarmos preservar o nosso protagonismo  nas festas juninas.

Se não abrirmos os olhos rápidos, em pouco tempo,  perderemos nosso maior patrimônio, deixaremos de ser os principais atores no palco da nossa maior festa. Encerro esse desabafo em forma de alerta lembrando a música composta pelo vitoriense Aldeniso Tavares que diz: “o Nordeste mudou”, somos fortes e temos cultura própria, mas sua preservação é uma tarefa sem fim!!!

Vaquejada: Patrimônio Cultural Brasileiro!!

Doravante a nossa Vaquejada passa a ser Patrimônio Cultural Brasileiro. Ontem (06), o congresso aprovou. Agora é “prego batido e ponta virada!”.

Pois bem, por ocasião da polêmica causada, daqui, do centro do meu mundo, Vitória de Santo Antão, em outubro do ano passado, enviei minhas considerações aos Ilustríssimos Ministros. Abaixo, portanto, segue artigo postado no nosso blog no dia 21 de outubro de 2016.

 

Ilustríssimos Ministros: a vaquejada não pode ser uma “ilha” no contexto dos maus tratos aos animais!!

Saindo um pouco da nossa linha editorial, que tem por objetivo realçar os assuntos atinentes ao nosso torrão e\ou aos conterrâneos, hoje, falarei de um tema que vem ganhando fôlego em todo País, sobretudo na Região Nordeste, no que diz respeito à polêmica decisão da corte suprema da nação de chuteiras. Para pôr um pouco de “gasolina no incêndio” basta dizer que o placar decisório, com 11 votantes, ocorreu pelo escore 6×5.

Muito bem, eu, na qualidade de morador de uma cidade do interior do Nordeste brasileiro, certamente não tenho condições de opinar sobre este assunto  com total isenção. Naturalmente, de certa forma, a vaquejada é parte integrante da nossa cultura e, aos olhos da ciência que estuda o cotidiano da raça humana no tempo, falar de cultura é mexer em vespeiro.

Aliás, antes de sermos submetidos à cultura dos portugueses – nossos colonizadores e algozes –  que justificaram tudo, ao concluírem que éramos animais que comia uns aos outros não procuraram, antes, saber que não se comia a carne de qualquer um, pois, acreditava-se,  à época, que ao degustar um pedaço de qualquer parte do corpo de um forte guerreiro da tribo inimiga, adquiria-se seus dotes na arte de guerrear. Também é verdade que esses mesmos senhores que nos catequizaram, em nome do mesmo Deus, também cortaram a cabeça dos seus irmãos europeus –  meio milênio antes – através das cruzadas.

Voltando para os maus tratos promovido pela vaquejada, já que estamos vivendo e evocando o “mundo civilizado” que, entre outras coisas eleva e melhora o tratamento ao animal, este,  merece muitas reflexões. A quem interessa, por exemplo, tratar cachorro como um ente da família? Sou de um tempo em que se criava um cão, para vigiar o terreiro da casa e não para dormir no ar-refrigerado, aos pés do seu dono e ser, via de regra, o ponto de convergência da casa.

A mídia de massa, aos poucos e à serviço dos fabricantes de produtos direcionado para esse segmento, vem criando uma nova cultura na sociedade moderna e as pessoas ,sem maldade, estão aderindo a esse novo conceito. Temos Leis para proteger qualquer agressão a um  “cão indefeso”, mas podemos criar um bode no quintal de casa para engorda-los e, no momento que acharmos oportuno, sangra-lo, arrancar suas tripas e leva-lo ao fogo, para  come-lo e festejarmos. Ora! O que tem de tão diferente entre o cachorro e o bode,? Será que um nasceu para ser  da “nossa família”  e o outro para servi apenas para nos alimentar? Aos olhos da maioria das pessoas, tudo isso é NORMAL. Aliás, muita gente não consegue nem raciocinar na direção contrária, em virtude do alto grau de alienação, vítimas da cargar midiática praticada pelos meios de comunicação da massa.

Com os pássaros e os peixes, acontece situação semelhante. Existe legislação para  regulamentar a prisão de um passarinho numa gaiola, mas não existe, pelo menos que eu saiba, nenhuma  ilegalidade  na criação de peixes em aquário caseiro. Ora! Que diferença tem em limitar a vida de um pássaro numa gaiola com à mobilidade de um peixe em um aquário?

Na questão da vida animal, relacionada aos “seres humanos”,  existe muita gente criando situação para se dá bem. Aliás, nas grandes cidades criaram  todo tipo de discurso em favor dos animais para que os mesmos não puxem carroças,  mas  nas muitas cidades do interior, sobretudo no nordeste brasileiro,  é a tração animal que faz o “mundo girar”, inclusive carregando água para os humanos não morrerem de sede. Retira-los das ruas,  nas grandes cidades,  ajuda a melhorar o trânsito. Já nas diminutas urbes  o animal é mais bem tratados e respeitado por ser uma fonte de renda no elemento social.  O discurso protecionista, nas cidades grande,  é oportunista e mentiroso e o pior: ainda tem gente se elegendo vereador usando-os como cabo-eleitorais.

Com relação aos bois, sob o pretexto de não fazê-los sofrer, deveria acontecer um  movimento também para acabar com os  grandes rodeios, sobretudo no Estado de São Paulo, aliás deveríamos ir mais além: deixarmos todos de comer carne bovina. Ora! Se não podemos  ao menos derrubar o boi como poderíamos,  então,   engordar o bicho para depois sangra-lo,  mata-lo e come-lo?

Aos poucos, nós humanos, estamos evoluindo. Antes, no famoso “pão e circo”,  se colocava  gente para brigar com gente, animal para brigar com animal e até gente para ser comida por animais carnívoros,  de sangue quente. Isso mudou. Mas, curiosamente,  em favor do lucro de poucos e para o delírio das massas os canais de televisão transmitem as famosas lutas de UFC e MMA. Volto a  perguntar: será, que em nome do “mundo civilizado”,  evocado pelos ministros da Suprema Corte,  estamos educando bem nossos  filhos? Incentivar à lutar com agressividade entre os seres  humanos é mais civilizado do que puxar o rabo do boi?

Outra pergunta: porque é que temos total parcimônia com a pescaria onde se comete, na minha modesta  opinião,  a maior das agressões a um “sujeito” do mundo animal? Aliás, diga-se de passagem, da forma mais covarde e violenta, na direção de um bicho indefeso e que em nada está incomodando o “ser humano”, muito pelo contrário, o “bicho homem e\ou mulher”  é que sai do seu habitat  natural e vai ataca-lo no seu espaço social. Não tenho a  menor duvida que AS  PESCARIAS QUE OCORREM EM TODO BRASIL,  É UM TROÇO MUITO MAIS VIOLENTO QUE AS VAQUEJADA DO NORDESTE. Também não  tenho nenhuma dúvida  que temos muitos   “pescadores” espalhados nas  chamadas cortes brasileiras.

Portanto, senhores seis Ministros do Supremo Tribunal Federal que votaram pela não regulamentação da vaquejada,  como prática desportiva e cultural do nosso tão sofrido e castigado Nordeste, acho que os senhores estão certos. Apenas nasceram cem anos antes, e, de forma anacrônica não estão levando em consideração a historicidade do nosso tempo.

Espero, contudo, que antes de resolvermos o problema da queda dos bois, que  não deixa de ser um questionamento  justo e equilibrado, resolvamos também o problema dos bodes, dos porcos e dos peixes, sem esquecer, claro,  antes,  de solucionar a mal tratada vida dos  humanos, cantada em verso e prosa pelo admirável Zé Ramalho, sobretudo à vida das  nossas crianças e dos nossos velhos, pois, como bem diz o nosso poeta antonense, Sosigenes Bittencourt: “dos velhos, pois foram eles que cuidaram de nós e das crianças porque são elas que irão cuidar de todos nós”. Para concluir: Abaixo a Industria Cultural de massa e salvemos, com força e fé, a genuína e tradicional industria nordestina,  sem chaminé e representativa de toda uma região, já estigmatizada pela pobreza e tantas outras agruras.

Rede RIACHUELO: “estou decepcionado”, disse João Nicodemos.

Caro amigo Cristiano Pilako:

Sempre considerei seu blog  uma espécie de “ouvidoria” para os cidadãos da nossa Vitória de Santo Antão. De modo que lanço mão deste espaço, que você sempre nos concede, para relatar-lhe um fato ocorrido na semana passada, mas precisamente no último sábado 03\06\17. Tendo eu visitado a pagina das lojas Riachuelo na web, encantei-me com o portfólio de jaquetas – acessório que uso bastante. Sem conseguir definir qual era a mais bonita, apesar de ser uma pessoa que não compra por impulso, dirigi-me ao Vitória Park Shopping –  Centro de Compras da nossa cidade que tem como uma das “lojas âncora” a Riachuelo. Pois bem,  lá chegando fui diretamente à Riachuelo, certo que escolheria um dos tantos modelos de jaquetas disponíveis no site. Para minha total decepção, após ser atendido por uma funcionária muito atenciosa,  ao pedir para ver e provar as referidas peças recebi uma negativa,  pois não existia uma única jaqueta na loja, o que me leva a acreditar que o cliente da Riachuelo que reside em Vitória de Santo Antão e Região, jamais terá a oportunidade de comprar tal acessório, na loja física da Riachuelo daqui, mesmo sendo um cliente detentor do cartão fidelidade da referida rede,  o qual confesso:  estou pensando em quebrá-lo.

João Nicodemos.

Vereador Edmilson de Várzea Grande fará prestação de contas do seu mandato em praça pública.

Recebemos na nossa redação, hoje, o amigo e vereador Edmilson de Várzea Grande. Sua visita teve como principal objetivo o convite para o evento que será realizado no próximo domingo (11), no Distrito de Pirituba, onde o mesmo fará, em praça pública, uma prestação de contas dos seus seis primeiros meses de mandato popular. Na ocasião, também será realizado o “Luau dos Namorados”, uma espécie de abertura dos festejos juninos na comunidade.

Edmilson está exercendo seu primeiro mandato de vereador. Sua atuação na Casa Legislativa Municipal é pautada,  prioritariamente,  pelos interesses das localidades que representa – Pirituba, Várzea Grande e adjacências.

Toda vez que tenho a oportunidade de conversar com o amigo Edmilson, fico convencido de que as comunidades da Zona Rural (majoritariamente)  acertaram na sua escolha, elegendo-o como representante oficial.

De maneira audível e sem subterfúgios ele se colocar a serviço dos eleitores que representa sem, necessariamente, “vestir” a camisa dos grupos políticos tradicionais da nossa cidade apesar – confidenciou-me – de muitas vezes ser obrigado a pagar um preço, pois, invariavelmente, os políticos tarimbados não são afeiçoados, muito menos  gostam de se relacionarem com pessoas que procuram o tortuoso caminho da independência. Veja o vídeo.

Mato “brotando” do calçamento: Blog do Pilako bota prefeitura para trabalhar!!!

Após nossa postagem de ontem (05), realçando a vegetação que “brotava” do calçamento, em um dos cruzamentos viários mais movimentados da nossa cidade, Vitória de Santo Antão, hoje (06), pela manhã, observamos que aconteceu uma rápida mudança na PAISAGEM.

Sejamos também, na medida do possível, agentes da mudanças. Cobrar, aos que tem o dever e a obrigação de executar, em um ambiente democrático, é algo salutar . Nos novos tempos, através das redes sociais, o cidadão comum, politizado e ciente do seu papel social,  tem  a possibilidade de participar ativamente do chamado “controle social”.

Se no Brasil estamos vivenciando uma crise de representação política, nós, eleitores, estamos errando duas vezes: primeiro,  quando os elegemos. Segundo, quando não cobramos!! Portanto, não posso de deixar de dizer: BLOG DO PILAKO BOTA A PREFEITURA PARA TRABALHAR!!!

Aglailson Junior e equipe: NA DIREÇÃO DA CONTINUIDADE ADMINISTRATIVA!!

Dentre algumas definições para o sentido da palavra “paisagem” fiz a seguinte escolha: “conjunto de componentes naturais ou não de um espaço externo que pode ser apreendido pelo olhar”.

Pois bem, se bonita ou feia, se comum ou descomunal o fato é que qualquer paisagem vista diariamente – sem alteração – acaba, inevitavelmente, por perder a capacidade de fortemente nos impactar, das mais variadas formas possíveis.

Outro dia escutei o depoimento de uma nativa antonense que havia deixado sua aldeia, em 1972, para morar em outros grandes centros urbanos. Eufórica com a possibilidade de voltar à sua urbe, mesmo que de passagem, ao colocar os pés na terra que lhe serviu de primeiro chão foi ao encontro do Pátio da Feira, uma das suas referências de vida. Frente a frente com caos e favelização, lá instalados, disse estarrecida: “Meu Deus! O que fizeram com a minha cidade!”

No cair da tarde do sábado (03), ao trafegar no sentido do Bairro da Bela Vista, esperando o semáforo abrir, observei que em uma das esquinas do Cruzamento da Avenida Henrique de Holanda com a “Subida da Morepe” – como também é conhecida – existe uma “vegetação urbana” brotando do calçamento,  que já alcançou “mais de metro”.

Para muitos transeuntes, motoqueiros e motoristas,  que por lá circulam diariamente, essa é mais uma paisagem, dentre tantas, que os vitorienses perderam a capacidade de notar sua presença.

Não custa nada lembar que adentramos no sexto mês da nova administração municipal, comandada pelo prefeito Aglailson Junior, mas, contudo,  até agora, o sentimento da população é de CONTINUIDADE DE GOVERNO. O contingenciamento financeiro, em todas as esferas do setor público, é algo inegável no entanto, imagino, que se o prefeito e toda sua equipe não procurarem “se mexer” –  proativamente – passarão, em breve,  à condição de  “paisagem administrativa”.

Professora Regina: PARABÉNS PRA VOCÊ!!

Na manhã de hoje ao cruzar a Praça Leão Coroado, casualmente, encontrei com o amigo Claudio Freitas. Após os naturais cumprimentos disse-me ele: “Pilako, Regina está completando setenta anos hoje”. Evidentemente que ele é sabedor de que meus primeiros passos “nas letras” ocorreram sob a orientação da sua irmã, professora Regina. Aliás, as aulas eram ministradas aos discentes no primeiro cômodo (sala) da sua atual residência, no Pátio da Matriz. Juntamente como minhas irmãs mais novas – as gêmeas Alzira e Laura – estudei lá, no início da década de 1970.

Atualmente, próximo do meio século de vida, ainda guardo muitas lembranças desse tempo. Recreio no Pátio da Matriz, festas de São João da escola no Clube Abanadores “O Leão”, aulas de catecismo e etc. Tudo isso está arquivado nas pastas da memória e disponíveis para consultas. Reviver os fatos ainda é a forma mais segura de alongar a vida, pois, lá, no tempo pretérito, não mais existirão surpresas nem sobressaltos, elimina-se  o que não foi palatável e abraça-se com o saudável e prazeroso.

Portanto, meus parabéns de hoje seguem na direção da professora Regina, pela marcante passagem natalícia. Se hoje consigo, com certa desenvoltura, transmitir meus pensamentos através da escrita, devo lembrar que quando adentrei, pela primeira vez, na Escola Externato Sagrado Coração de Jesus nem sabia juntar o “B” com “A”.,