Palestra: O SURGIMENTO DO NOSSO TIRO DE GUERRA

Após três anos consecutivos, cada ano para uma turma diferente, proferimos a palestra que visa contar o surgimento e a história do nosso Tiro de Guerra,na noite de ontem (22), foi a vez da turma 2017. Desde já, contudo, agradeço o convite dos atuais instrutores, Subtenente Sidiclei e Sargento Clauberrobson,  para o encontro.

Na qualidade de ex-atirador e amigo do Tiro de Guerra vitoriense me sinto feliz em poder estar contribuindo na formação desses jovens soldados do Exército Brasileiro. Durante os sessenta minutos de diálogo, onde realçamos desde o final da Guerra do Paraguai (1870), passando pelos primeiros passos da confederação do Tiro na nossa cidade (inicio do século XX) e chegando até os dias de hoje, contamos com um grupo atento e ávido por informação.

Narramos também, na ocasião, as pessoas que se destacaram ao longo desses 117 anos de história do nosso Tiro de Guerra – 16 de dezembro 1910. Citamos, entre outros, o Capitão Antônio Melo Verçosa, o poeta Henrique de Holanda, Severino de Lemos Vasconcelos, Tenente Lins e Major Eudes.

Em fotografias lembramos os prédios da Vitória de Santo Antão que serviram de quartel para o nosso Tiro de Guerra até chegar ao atual, localizado no Alto do Reservatório. Lembramos também as inscrições com as quais o nosso Tiro de Guerra se fez representar: 113, 158, 07-004 (atual).

Atualmente no Brasil existe cerca de 220 Tiros de Guerra. Vinculados à 7ª Região Militar (Pernambuco, Alagoas, Rio Grande do Norte e Paraíba) existem 19. Cerca de 12.000 atiradores, em todo Pais,  estão prestando serviço à Pátria, através dos Tiros de Guerra.

Aproveitei também, o oportuno e agradável momento,  para contar algumas histórias curiosas,  ocorridas na minha turma (1986),  que teve como instrutor chefe o então Subtenente Eudes.

De resto, agradeço ao professor Pedro Ferrer por ceder o espaço do Salão Nobre, da Casa do Imperador – que também serviu de sede para o nosso Tiro de Guerra – assim como aos instrutores do Tiro de Guerra pela confiança, colocando-me, mais uma vez,  a disposição para contribuir com as as novas turmas que virão.

O movimentado “mercado do milho verde” da Vitória de Santo Antão, na véspera do São João.

Não obstante achar o local inadequado para esse tipo de atividade, já que temos no nosso município um espaço apropriado e destinado a essa finalidade (CEAVI), bastando apenas o poder público local criar as condições necessárias,  no que diz respeito à estruturação, disciplinamento e ordenamento  das atividades, sejam elas  sazonas ou perenes, não posso deixar de dizer que a “Feira do Milho Verde”,  na manhã de hoje (23), véspera de São João, realizada na Praça Leão Coroado não tenha sido um típico movimento do Nordeste Brasileiro.

No início da manhã dei uma circulada para “especular”. Entre uma e outra roda de milho, fui bastante assediado. Evidentemente que os feirantes identificaram em mim, um potencial comprador da mercadoria do dia – Milho Verde.

Encontrei vários preços. Variaram entre vinte e cinco reais e dez. Dependia do tamanho da espiga. Teve um que me pediu R$ 22,00, antes mesmo que eu falasse alguma coisa ele disse: “se for para levar “cinco mão”, posso chegar “inté”  R$ 12,00”.

Sai despistando por ali e fui embora da feira, até porque não fui comprar milho. Pois bem, sobre as polêmicas referentes ao preço da “mão de milho”,  para os festejos juninos, nunca irei esquecer da opinião imutável do meu pai, Zito Mariano. Quando alguém reclama do alto preço, dizia ele, sem pestanejar: “ Tem nada caro! Você num sabe o trabalho que dá. Tem nada não, ano que vem você vai para roça plantar, limpar, aguar, quebrar, transportar e vender bem baratinho”.

Para marcar o movimentado mercado do milho verde, na sexta, 23 de junho  2017, véspera do São João, na Vitória de Santo Antão fiz uma pequeno vídeo panorâmico da Praça Leão Coroado. Veja o vídeo:

Das noites tão brasileiras nas fogueiras – André Carvalho.

Há noites que te atravessam. Edgar Allan Poe tem um conto chamado o Corvo, onde o dito pássaro, na soleira da porta, repete “never more” (nunca mais) a cada vez que o personagem se recorda de algo marcante no seu passado. O pássaro é no conto o tempo implacável, que Belchior fez muito bem em lembrar: “como Poe, poeta louco americano eu pergunto ao passarinho: Black Bird, Assum-preto, o que se faz? Never haven never… tudo já ficou pra trás.” Quer dizer, o passado é absolutamente inapreensível. Como também são as noites que te atravessam, anunciando a própria chegada na soleira da porta, pedindo abrigo no fundo da alma.

E se a noite atravessa um sujeito é justamente porque ela é companheira da alma. São João da Cruz falou dessa intimidade na noite escura da alma, conclamando que “a ditosa” não tinha outra luz além daquela que ardia no coração. Ora, o teólogo estava aperreado com a profunda sensação de abandono após uma experiência milagrosa. E quem algum dia experimentou a luz, a fé religiosa, sabe o quanto ele estava correto.

Mas há outras noites vazias, que paradoxalmente de tão escuras podrm esquentar a gente também. Já não estou convencido de que São João da Cruz ou Edgar Allan Poe sabiam disso, no entanto, certamente Luiz Gonzaga disso sabia muito bem. E não era ele quem cantava: “se a lua nasce por detrás da verde mata, mais parece um sol de prata prateando a solidão”? Ora, a gente sabe que a Lua não tem luz própria! É a alma nordestina que ilumina ela e lhe dá essa ilusão de calor. Assim também acontece com os balões multicor, as noites brasileiras, as fogueiras, tudo isso não é mais que o nosso espírito quente, que guarda um restinho de calor durante o dia para depois esquentar a solitária noite. Não é à toa que chamavam Luiz de a “luz do Sertão” ou mestre Lua, como diria Fagner.

As noites de São João (o Batista, discípulo de Cristo) são opostas à noite escura da alma, de São João da Cruz, e tomam o partido de Luiz Gonzaga, não o de Edgar Allan Poe. Elas nem precisam pedir licença para te atravessar, pois alma não carece de soleira quando a noite é morna. Te invade de um jeito, que na hora a gente nem sente.

Sexta-feira também é São João em Barcelona. Mas é um São João diferente, meio insosso, que anuncia uma renovação igual ao réveillon: as pessoas se reúnem na praia, assistem fogos e cantam, dançam e comem até o raiar do dia. Ora bolas, decididamente essa não é a nossa noite de São João. Minha gente, a nossa noite não inaugura um novo tempo, não anuncia o verão, não pretende trazer novas vibrações. A nossa noite só quer aconchegar a alma, estender uma imensa coberta nos corações nordestinos e com voz de vó dizer baixinho: se acanhe não meu fi, venha cá, se aprochegue!

Feliz são João, Pilako!

André Carvalho
Correspondente do Blog do Pilako em Barcelona.

Instituto Santo Inácio de Loiola: TRADIÇÕES NORDESTINAS!!

Na noite de ontem (22) acompanhei parte da programação festiva, promovido pelo Instituto Santo Inácio de Loiola, dirigido pelo amigo Roque Andrade. Na qualidade de pai de aluno, acompanhei algumas apresentações do evento, intitulado Chá Literário. Não poderia, portanto, deixar de externar minha satisfação no tocante ao conteúdo da festa,  cujo tema central girou em torno das tradições nordestinas. Muito Bom!! Parabéns aos diretores e professores pela escolha.

O nordeste inteiro faz festa para “comemorar” o aniversário de Nininho.

Na qualidade de nordestino o amigo Nininho nasceu no dia da maior festa regional – o São João. Ao invés de Valdemiro bem que poderia se chamar João Batista ou Luiz Gonzaga, em homenagem ao dono da festa ou ao maior propagandista dela. Hoje, portanto, nossos parabéns seguem na direção do amigo Nininho,  por mais uma passagem natalícia.

Momento Grau Técnico Vitória

Qualificação profissional não é só para aqueles que estão entrando no Mercado de Trabalho agora. Se você sente que não está satisfeito com o caminho que sua carreira vem seguindo, não tenha medo de mudar. Conheça nossos cursos técnicos e comece a escrever uma história muito melhor para si mesmo. Quem pensa no futuro, faz Grau Técnico #GrauTecnico #MudeSeuFuturo

SÃO JOÃO – NO TEMPO DE EU MENINO

Das três maiores festas anuais, o São João é a mais singela e tradicional. O Ano Novo nos trespassa de tristeza, porque sugere a contagem do tempo e amontoa os mortos. Abrimos álbum de retrato e botamos pra choramingar. O Carnaval é uma festa perigosa, de extravasar frustrações. O pessoal só falta correr nu pela rua.

O São João é uma festa mais pacata, que relembra nossas tradições mais atávicas, nossas raízes culturais. Lembro-me do São João das ruas sem calçamento. O mundo parecia um terreiro só. As mulheres cruzavam as pernas, enfiavam as saias entre as coxas, para ralar o milho e o coco, enquanto os homens plantavam o machado nos toros de madeira para fazer as fogueiras. À tardinha, a panela virava uma lagoa de caldo amarelo onde fervia o maná das comezainas juninas. A meninada ensaiava o jeito de ser homem e mulher. De chapéu de palha, bigode a carvão e camisa quadriculada, era quando podíamos chegar mais perto das meninas sem levar carão nem experimentar a sensação de pecado. O coração se alegrava quando sonhávamos com a liberdade de adultos que teríamos um dia. Batia uma gostosíssima impressão de que estávamos bem próximos de fazer o que não podíamos fazer. Os ensaios de quadrilha relembravam a tristeza do último dia. Pois um ano durava uma eternidade, as horas eram calmas, podíamos acompanhar a réstia do sol e contar estrelas. Pamonha, canjica e pé de moleque eram tarefas de dona de casa prendada, de quem o marido se gabava. Tudo era simples e barato, ninguém enricava com a festa. A novidade era a radiola portátil, e os conjuntos eram pobres de tecnologia, mas os instrumentos ricos de som e harmonia, manuseados com habilidade e gosto, na execução do repertório da festa do milho. Quando São Pedro se ia, ficava um aroma de saudade na fumaça das derradeiras fogueiras e no espocar dos últimos fogos.

Sosigenes Bittencourt

Disse o candidato a vereador JB: “no geral, a pessoa não é eleita, ela compra a eleição”.

Em meio a todo esse caos político nacional, onde entendemos que a classe política foi “privatizada” pelo poder econômico  – desde os esquerdistas aos direitistas -, aqui e acolá, ainda encontramos um fio de esperança na tentativa de uma mudança coletiva, não obstante havermos sidos, na qualidade de nação,  confeccionados dentro do escopo da safadeza e da ladroagem, matérias primas do famoso “jeitinho brasileiro”.

Dias atrás, casualmente, encontrei o amigo poeta e produtor cultural antonense, JB, na Praça Diogo de Braga. Bom de papo e sempre focado no seu trabalho, mais uma vez estava ele a circular pela cidade comercializando seu produto original –  aquilo que poderíamos chamar de cultura,  verdadeiramente,   “made in Vitória”.

Após cumprimenta-lo efusivamente, como sempre  o faço, nos colocarmos a conversar sobre os mais variados temas. Acabamos chegando ao campo político eleitoral, uma vez que o mesmo, no último pleito municipal (2016), concorreu a uma das vagas da Casa Diogo de Braga.

Com relação à disputa e sobre o eleitor, disse-me ele: “não encontramos, exatamente, eleitores. encontramos pessoas que querem vender voto. Querem trocar o voto por algum benefício pessoal de imediato”. Com relação aos eleitos, explicou JB: “no geral, a pessoa não é eleita, ela compra a eleição”.

O curioso disso tudo é que o amigo JB, com minúscula vivência nessa atividade –  primeira candidatura para vereador –   já “desvendou boa parte do mistério”, na medida em que a onerosa e super tecnológica Justiça Eleitoral Brasileira, por incrível que possa parecer,  ainda não conseguiu promover nenhum mecanismos que assegure, de maneira justa e honesta, à participação de todos cidadão no processo eleitoral.

Falando ainda, particularmente, no processo eleitoral local, ocorrido ano passado, tive a oportunidade de realizar, no Fórum da nossa cidade,  uma entrevista com o corregedor do TER-PE, Doutor Orson Santiago Lemos, onde, entre outras coisas,  lhe questionei várias incongruências  nas campanhas  e até denunciei à “farra financeira”,  promovida  por alguns candidatos na nossa cidade. Como resposta, o Doutor Orson apelou para a população. Veja o vídeo:

Portanto, no que diz respeito à fiscalização e promoção de direitos iguais, nas campanhas políticas na Vitória de Santo Antão e em todo Brasil, posso dizer que a nossa Justiça Eleitoral continua fiscalizando na velocidade de um “jabuti”, diferentemente da esmagadora maioria dos postulantes e agremiações partidárias que, criminosamente,  atuam  na velocidade de um canguru.

Luís Boaventura: vitoriense bem na fita!

Professor da UNINASSAU tem trabalho aprovado em evento no Rio de Janeiro

Luís Boaventura é o único representante de Pernambuco no evento

O professor de Jornalismo da UNINASSAU – Centro Universitário Maurício de Nassau, Luís Boaventura, teve seu livro sobre os 25 anos da TV Asa Branca, afiliada da Rede Globo em Caruaru (PE), entre os selecionados para a 11ª edição do Seminário Temático Globo/Intercom, que será realizado nos dias 18 e 19 de julho, no Rio de Janeiro. O jornalista é o único representante de Pernambuco no evento, que este ano traz o tema “Comunicação, memória e historicidades”.

Na obra intitulada “ABTV Fazendo História”, Boaventura fala um pouco sobre a história da TV, a evolução da emissora, o modo como o jornalismo avançou durante os 25 anos e relembra fatos históricos de Pernambuco que a TV fez cobertura. O livro, que tem prefácio do jornalista da TV Globo Francisco José, foi lançado na véspera dos 25 anos da emissora, em 31 de julho do ano passado, no Caruaru Shopping, na UNINASSAU, na Feira Nacional do Livro do Agreste (Fenagreste) também em Caruaru, em Garanhuns, e na Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo (USP), durante o Publicom da Intercom Nacional também em 2016.

O professor da UNINASSAU conta como foi a experiência de escrever sobre o tema. “O processo que iniciou-se como uma pesquisa para artigo e resultou no livro durou 10 meses. Depois foram as revisões, diagramação e impressão. Tive uma vantagem de ter trabalhado por mais de cinco anos na emissora e antes disso ter sido estagiário da mesma durante as férias. Então já conhecia histórias e as pessoas que deveria procurar para subsidiar as informações necessárias para o livro”, relatou.

Para Boaventura, o evento será uma oportunidade para trocar informações com pesquisadores respeitados e reconhecidos e que poderão ser usados como referência bibliográfica nos trabalhos científicos desenvolvidos com os alunos na Instituição. “Estou muito feliz, pois consegui me inscrever e de primeira fui aceito. A expectativa é de atualização. Estaremos lá com os grandes pesquisadores do telejornalismo acompanhando o que a principal emissora da América do sul está produzindo de novo”, comemorou.

A coordenadora dos cursos de Humanas da Instituição, Anny Jatobá, afirma que é uma conquista mais do que merecida. “Acredito que este momento representa a colheita de frutos, cujas sementes são plantadas no dia a dia. Professor Boaventura é um exemplo disso! Merece este e muitos outros momentos”, disse.

Além de escrever um projeto sobre a pesquisa que desenvolve na área da comunicação, relacionada com a temática do evento, também foram considerados os critérios de adequação do perfil profissional ao seminário e antiguidade de filiação à Intercom. Em todo o país, 25 trabalhos foram aprovados

Com informações da assessoria de imprensa.

Produtora cultural, Herika Araujo, repudia comentários “intolerantes” sobre a Quadrilha Junina Forró Fiá!

Por ocasião de uma das nossas postagens da segunda (19), realçando o entusiasmo e à animação do grupo vitoriense, que representa a Quadrilha Junina Forró Fiá,  alguns comentários surgiram – logo abaixo. A produtora cultural e uma das articuladoras do projeto, Herika Araujo,  classificou-os  como “mal educados e intolerantes”. Leia-os abaixo e entenda a polêmica!!

“Querido Pilakinho desde quando daças inventadas são manifestações culturais?
Essa Trupe que se denomina de Quadrilha Junina (drilha) de nada tem de elementos juninos. As figurantes mais parecem vestidas de ciganas (carnaval tem hora certa), do que matutas…..
Amigo Pilako esse passos de ginastica não são de raiz junina, são, na verdade, parte da horrenda arte moderna, que, onde chega, destrói o belo.
Esses jovens, na verdade, estão embuidos da melhor energia do mundo: a boa vontade; porem, induzidos a erro pela mídia, e etc… a acreditarem que “isso”
que fazem seja algo cultural de verdade. lastimo!
Quem de nossa sociedade pode brincar dessa forma? pulando,e etc?? rsrsrs
“Falácias não cessam de ser falácias porque se tornam modas”.
Os jovens ai, que pulam..perfazendo uma verdadeira aula de “aeróbica” nada de cultural produzirão ao longo do tempo:
Parturient montes; nascetur ridiculus mus. [Horácio, Ars Poetica 139] : As montanhas estarão em trabalho de parto; nascerá um ridículo rato”

Pedro Cesar de Araujo.

 

“HAJAM PENICOS; TIPOS DE QUADRILHAS QUE NÃO TEM NADA HAVER COM NOSSAS TRADICIONAIS QUADRILHAS .

PARA MIM NÃO PASSA DE LIXO”.

JORDANIA.

 

Queridos, acredito que vcs estão fazendo confusão no conceito de Cultura. Algo muito comum em um país como o nosso, onde somos e temos uma péssima educação. O reflexo disso encontra-se, também, na forma de expressarmos uma simples opinião.
Os comentários acima poderiam até gerar um debate sadio sobre o que é TRADIÇÃO, MANIFESTAÇÃO POPULAR e CULTURA. Mas infelizmente não existe nenhuma brecha. A única cultura que pode ser debatida aqui, é a da má educação e da intolerância. O movimento foi chamado de LIXO! O grupo limitado a uma trupe de carnavalescos fazendo ginásticas! E que fosse, pois a ginasta esta presente nas BALIZAS das Bandas Marciais das escolas públicas e muitos jovens da Forró Fiá tb são de bandas marciais. E que maravilha trazer as cores, o brilho, a energia e a alegria do CARNAVAL , para as coreografias das quadrilhas juninas. Qual problema disso? Certamente,  o problema está em fazê-lo para diminuí-los.
A EXPRESSAO CULTURA TRADICIONAL não passa de uma forma de expressão. “Não existe”,  na prática de uma sociedade,  a “cultura tradicional”. Ela fundir-se-á sempre. Cultura tradicional vc só poderá encontrar, por exemplo, em pacotes turísticos (montados para esse fim) e grupos específicos CRIADOS para tal fim. Ou ainda, em alguma sociedade secreta que exista no planeta q FIELMENTE repassem seus modos de fazer, criar e produzir. O que não é o caso da Quadrilha Junina Forró Fiá. Eles representam a CULTURA DE QUADRILHAS que é uma CULTURA NORDESTINA. A forma como cada sociedade ou grupo se manifesta, a cerca dos seus modos de fazer, criar e produzir É CULTURA TAMBÉM. E cada sociedade ou grupo tem sua leitura, e é por isso que muitas CULTURAS NORDESTINAS e NO MUNDO permanecem vivas. NÃO TEMOS QUE HIERARQUIZAR AS CULTURAS em seus modos de fazer, criar e produzir muito menos rotular os que as praticam por terem outros fatores envolvidos.
Atualmente encontramos diversos conteúdos falando sobre nossas “culturas musicais” que distorcem valores, instigam à violência, sexualidade precoce entre jovens etc. O que cabe um debate! Mas chamar de LIXO e de jovens alienados,  um movimento sadio de dançar, de se expressar, de manifestação popular e ainda se utilizar de escrita rebuscada,  é muita falta do que fazer e uma necessidade extrema de aparecer.
A CULTURA das DRILHAS q tb foi criticada aqui, tem fortalecido o movimento junino, principalmente no envolvimento da juventude e principalmente quando se utiliza uma TRILHA TRADICIONAL, como foi o caso do evento e que fez com que as pessoas dançassem QUADRILHA TRADICIONAL NAS RUAS.
Não tenho nada pessoal com a opinião de ninguém. Ocorre que em respeito aos comentários e prints que tenho recebido,  principalmente dos próprios adolescentes e organizadores que sentiram,  inicialmente,  orgulho da matéria, estão se sentindo expostos e constrangidos, dessa forma seria impossível não replicar. Espero que seja dado um espaço para uma carta aberta da diretoria da Forró Fiá em repudio aos comentários cruéis, desnecessários e preconceituosos. Opinião sobre um assunto é uma coisa, a matéria não fala sobre cultura, fala sobre um grupo que fez um lindo movimento e ainda faz uma sensibilização sobre políticas públicas para fortalecer o movimento de quadrilha do município.
Concluo dizendo: uma vaia bem grande para aqueles que utilizam de forma inadequada o direito da livre expressão.

HERIKA ARAUJO.

Artista vitoriense, Fernandes Rodrigues, consegue mais um título para Vitória de Santo Antão.

Estamos todos em festa! Não obstantes os festejos juninos, festa maior da Região Nordeste, o nosso amigo e conterrâneo, artista renomado e premiado, Fernandes Rodrigues  acaba de ganha mais uma disputa!

Dessa vez arrematou o primeiro lugar na Feneart, no 13ª Salão de Arte Popular Ana Holanda com a peça (cerâmica), “Apaixonados por Forró”. Seu trabalho foi um dos setenta selecionados e julgados por uma comissão formada por dez membros, criteriosamente escolhidos pela coordenação do tradicional e importante evento.

Portanto, na qualidade de amigo e admirador do  trabalho artístico do Fernandes Rodrigues, conterrâneo reconhecidamente talentoso, resta-nos, nesse momento, parabeniza-lo pelo prêmio e prestigia-lo  sempre, por representar com galhardia  e maestria o nome da nossa Vitória de Santo Antão.

“Não estou em nenhuma encruzilhada”: disse o professor Pedro Ferrer, presidente do Instituto Histórico.

“Amigo Pilako. Não estou em nenhuma encruzilhada. Tão pouco preciso da sensibilidade de quem quer que seja. Desejo apenas agilidade em um processo banal que está retido há mais de um mês. Necessário relembrar que o Secretário dr. Lívio, Aglaílson Victor (candidato a deputado), o Secretário de Cultura, Marcos Rocha e o próprio prefeito Aglaílson Júnior telefonaram na minha frente pedindo agilidade ao responsável. Até ao presente nenhum resultado. A retenção desta certidão prejudica toda coletividade, tendo em vista que o Instituto Histórico é uma entidade de Utilidade Pública reconhecida pelo Estado e pela Prefeitura desde 1950”.

Complementa em outro comentário:

 

“Completando ou corrigindo: não solicitamos certidão. Trata-se, o que é mais grave, de um projeto do próprio executivo, que concederá imunidade tributária ao Instituto, e será encaminhado à Câmara. O Departamento de Tributos deverá opinar… Será que eles sabem que o projeto partiu do próprio executivo??????????????????”

Pedro Ferrer – presidente do Instituto Histórico e Geográfico da Vitória de Santo Antão.

Se o Doutor Jaime Lima “permitir”, em breve, o Instituto Histórico abrirá as portas do novo MUSEU DO CARNAVAL VITORIENSE.

Na manhã do domingo (18) estive “vistoriando” as obras de ampliação do nosso Instituto Histórico. Antes de tudo devemos dizer: o recurso financeiro para tal empreitada é fruto de uma emenda parlamentar, indicada pelo deputado Henrique Queiroz, no valor de cinquenta mil reais (R$ 50.000,00) cuja prestação de conta deverá ser feita à FUNDARPE – Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco.

Muito bem, realçar a dedicação, o respeito e o compromisso do professor Pedro com o nosso maior projeto cultual de todos os tempos – Instituto Histórico –  é chover no molhado. Acredito haver, entre os dois (Pedro e Instituto) uma ligação, tal qual a lua com o sol,  dos peixes com mar e  etc..

O novo espaço, que será aberto ao público em breve, será dedicado a nossa festa maior: O CARNAVAL. Essa é uma aspiração antiga de todos que dirigiram o Instituto assim como de toda comunidade carnavalesca local e até pernambucana. O carnaval vitoriense é uma das referências do Estado de Pernambuco.

Na qualidade de sócio atuante do Instituto Histórico e Geográfico da Vitória, carnavalesco conhecedor da nossa história e folião por essência, comemoro tudo isso. Vale salientar também que nesse processo de ampliação física e até do próprio acervo, a equipe gestora do nosso museu está reaproveitando todo madeiramento retirado do forro do Salão Nobre, aplicando-lhe, integralmente, nas paredes do Teatro Silogeu, numa espécie de revestimento, produzindo assim, na prática, o melhor sentido da frase: “ fazer mais com menos”.

Pois bem, toda essa dinâmica não é fácil. Usar dinheiro público corretamente é algo que requer, também, empreender uma energia quase desumana na chamada prestação de contas que, aliás, tem algum sentido positivo. Na qualidade de instituição séria e respeitada o nosso instituto, para ser contemplado pelo projeto, teve que apresentar toda documentação necessária: certidões de Receita Federal, Ministério do Trabalho, INSS, FGTS, controle do Estado, negativas  municipais e tudo mais.

Devido à burocracia inerente a projetos dessa natureza, na sua conclusão, na chamada prestação de contas final, faz-se necessário apresentar toda documentação novamente, pois algumas certidões, durante o processo de obras, expiram suas validades.

Nesse contexto, por incrível que nos possa parecer, testemunhei a mudança no semblante do presidente Pedro Ferrer, ao relatar, em reunião interna, seu calvário, seu descontentamento, sua tristeza na tentativa de renovar a certidão negativa municipal, ou seja: a emitida justamente pela prefeitura local.

Apesar de não ter procuração dele (Pedro) – para falar sobre o assunto – como sócio de uma das instituições mais sérias e respeitadas da nossa cidade, tomarei a liberdade de fazer alguns comentários, mesmo sem o seu consentimento prévio.

O professor Pedro nos relatou uma espécie de problema oculto: não obstante ter o apoio e a agilidade dos procedimentos na pessoa do secretário de governo, Lívio Amorim, como também  haver conseguido parecer favorável na procuradoria do município, atribuindo IMUNIDADE TRIBUTÁRIA ao Instituto, assim como contar com o total apoio do secretário de Cultura, Turismo e Esporte, Marco Rocha e até mesmo do empenho pessoal do prefeito, Aglailson Junior,  pelo bom andamento e celeridade do processo aludido, a referida certidão negativa do Instituto encontra-se “travada” no departamento de tributos da prefeitura, sob o comando do seu chefe, o Doutor Jaime Lima.

Diante desse relato fiquei a pensar: o que danado tem o Doutor Jaime contra o nosso Instituto Histórico? Apesar de não gozar da sua amizade pessoal, ele, até então, parecia-me um sujeito “boa praça”. Não consigo entender o porquê  dessa documentação ainda continuar retida nesse departamento. Não consigo compreender, contudo,  o motivo pelo qual alguém possa querer promover algum embaraço ao nosso Instituto Histórico. Aliás, não custa nada lembrar: atrapalhar as atividades do Instituto Histórico e Geográfico da Vitória é ir de encontro a toda  uma lógica cultural, é trabalhar contra toda comunidade vitoriense.

Portanto, gostaria de fazer um apelo ao nobre Doutor Jaime Lima, chefe do departamento de tributos da prefeitura local: irmão!!! Venha conhecer o nosso museu e a nossa instituição, para você, assim como todos que lá adentram, se encantar  e ficar maravilhado com o patrimônio material e imaterial, lá expostos,  quem sabe, assim, o nobre Doutor, num consegue  abrir o coração e tira o professor Pedro dessa “encruzilhada”, fazendo com que seus “olhinhos” voltem a brilhar, ainda mais, quando assunto for INAUGURAÇÃO DO MUSEU DO CARNAVAL DA VITÓRIA !!!!

São João: ” esperamos que as vendas sejam melhores do que as do ano passado”, disse Alexandre Ferrer, presidente da PITÚ.

De acordo com o presidente da PITÚ, Alexandre Ferrer, é preciso driblar as dificuldades do cenário econômico atual conquistando o consumidor com ações diferenciadas e procurando vendas. “Esperamos, por exemplo, que as vendas cresçam,  por conta das festas de São João. São festas tradicionais que aquecem o mercado e a PITÚ estará presente. Esperamos que as vendas sejam melhores do que as do ano passado. Mesmo com toda a dificuldade do cenário nacional, existe uma melhora na economia brasileira e estamos otimistas”.

Uma das apostas da PITÚ está no lançamento periódico de latas com embalagem comemorativas. Anualmente são lançados quatro diferentes layouts comemorativos: Réveillon, Carnaval, Abril Pro Rock e São João.

“O grande intuito é estreitar a nossa relação de afetividade com os apreciadores da cachaça. É uma forma de registrar na memória momentos especiais e comemorativos da marca. Os consumidores podem guardar as latinhas”. Completou Alexandre.

Com Informações do Diário de Pernambuco.