Lenga-lenga entre Política e Economia – por Sosígenes Bittencourt.

Na realidade, é enorme a confusão que se faz, porque POLÍTICA e ECONOMIA são duas áreas distintas. A Política é uma invenção grega formidável para refletir a vontade dos homens, enquanto que a Economia passa ao largo da vontade dos homens – já nos esclarece o sociólogo Francisco Maria de Oliveira, fundador e, hoje, crítico do Partido dos Trabalhadores.

A Política deve corrigir as distorções da vida social. A Economia é o troço mais fluido do mundo, basta o coração balançar, o dinheiro vai pelo ralo. Senão riquezas milionárias não desabariam como um castelo de cartas. E como é que um Regime Político pode mandar em algo tão volátil?

A Política deve cobrar os impostos e destinar aos que não têm poder de competitividade. Depois, impedir que os que têm o poder de competir se entredevorem. Ninguém pode proibir alguém de enricar às custas do seu trabalho e de suas economias. Também não pode dividir o que foi conseguido com quem não conseguiu.

A Política pode e deve taxar as riquezas e injetar na miséria para extirpar este câncer social que não é natural, é produzido pelo homem. A função da Política é de uma importância ético-moral indiscutível e fundamental no desempenho deste papel.

Sosígenes Bittencourt

Centro de Ensino Grau Técnico da Vitória promoveu a II Feira de Conhecimentos.

Contando com vários cursos na área técnica e modernos laboratórios “O Centro de Ensino Grau Técnico da Vitória de Santo Antão”, localizado na Avenida Henrique de Holanda, promoveu durante os três turnos do dia de ontem (21) a II Feira de Conhecimentos. O encontro envolveu professores, alunos e estudantes do ensino médio de vários colégios da nossa cidade.

Entre outros, o evento tem como objetivo fornecer informações úteis  e capacitação  específicas aos jovens que pretende ingressar no mercado de trabalho,  com qualificação e mais rapidez. Entre os cursos disponíveis estão: Radiologia, informática, edificação, enfermagem e etc.

Os novos tempos se apresentam desafiadores. A qualificação técnica nunca se fez tão necessária, sobretudo aos que estão na busca do primeiro emprego. O Centro de Ensino Grau Técnico, aqui na Vitória, mantém uma agência de encaminhamento ao emprego, encurtando as dificuldades entre jovens e empresas no tão concorrido mercado de Trabalho.

Para atestar sua eficiência, “O Centro de Ensino Grau Técnico” mantém nos seus corredores fotografias de alunos que mesmo ainda durante o curso conseguiram contratação nas grandes empresas instaladas na nossa cidade.

 

Porcos nas ruas……..

Uma triste notícia. Ao que parece o eficiente serviço de fiscalização e recolhimento de animais de grande porte nas vias centrais da cidade, implantado pelo atual prefeito – Aglailson Junior – no inicio da gestão, apresenta sinais de esgotamento.

Na manhã de ontem (21), por exemplo, nossas lentes registraram uma “família de porcos” circulando pela Rua Jornalista Célio Meira, bairro do Cajá.

Se não bastassem todos os problemas implicados nessa nojeira, onde os animais de grande porte, sobretudos os porcos,  rasgam as bolsas de lixo e ainda defecam nas calçadas, promovendo  “imundície geral”, o visual é bastante desagradável  depondo, de maneira acentuada, com a imagem do município, dos  atuais gestores e, principalmente  do chefe maior, no caso, o prefeito Aglailson Junior.

Esse problema foi atenuado, mas parece-nos que o serviço foi relaxado!!!!

Antão Borges Alves – por Pedro Ferrer

No dia 5 de novembro de 1866 surgia em nossa cidade o primeiro jornal, “O Vitoriense”. Seu criador, Antão Borges. Filho de Paulo Borges Alves e de Antônia Borges Cunha, nasceu o menino Antão em setembro de 1844. Remarque-se que Antão tinha quinze anos por ocasião da visita da Família Imperial. Essa visita marcou seu espírito.

É lugar comum os biógrafos afirmarem que seus biografados eram alunos dedicados, inteligentes, que tinham pendores pelas artes e a que a veia poética aflorava em todos seus escritos.

Com Antão Borges, não quero cair nesse lugar comum. Antão Borges provou seu amor às letras, quando ainda jovem, já casado, com apenas 22 anos, juntou uns trocados e partiu para Recife para as compras.

O que pretendia comprar aquele jovem?

Compras, nada comum, a um jovem de sua idade e de sua época, que procuraria por uma cartola, uma bengala de marfim, um broche de ouro para gravata, sapatos italianos, lenços de seda…

E que compras tão curiosas foram essas?

Uma impressora e tipos tipográficos. Seu sonho de adolescente tomava forma, imprimir um jornal. Um jornal com oficina própria, independente. A estrada de ferro ainda não existia. Tudo  transportado em lombo de burro.

No dia 5 de novembro de 1866 fazia Antão Borges circular na Vitória “O Vitoriense”. Seu pequeno jornal era um semanário noticioso e comercial, custando a assinatura anual 12 contos de reis. Em 1870 substituiu “O Vitoriense” pelo “Correio de Santo Antão” que permaneceu no prelo até 1875. No ano seguinte voltou a imprimir “O Vitoriense”. Sua edição foi interrompida com a partida de Antão Borges, em 1878, para Glória do Goitá, onde foi exercer o cargo de Tabelião Público. Quando ainda residente na Vitória ocupou uma cadeira na Câmara Municipal pelo Partido Liberal.

Na cidade da Glória do Goitá continuou sua lida jornalística. Tratou de montar sua pequena tipografia e publicou no dia 8 de fevereiro de 1879 “O Goitaense”, primeiro jornal da cidade, periódico imparcial que tinha como um dos seus objetivos alfabetizar a população. Do seu casamento com Antônia Donata teve vários filhos, entre eles o coronel Antão Borges Júnior, coletor fiscal e prefeito da Glória do Goitá nos anos 1920-1924.

Antão Borges, o bravo vitoriense, falecido em agosto de 1918, na cidade da Glória do Goitá, deixou-nos um magnífico legado. Só os iniciados na cultura vitoriense têm a sensibilidade de conhecer o extraordinário trabalho realizado por Antão Borges Alves e os benefícios à cultura vitoriense, atrelados à criação do “O Vitoriense”.

Pedro Ferrer

Momento Cultural – BICHO TRELOSO – por Rosângela Martins

O tesão, Ave Maria, não marca hora pra chegar!
Não escolhe dia, nem lugar e dana a incomodar.
Trazido pelo vento, por um pensamento ou não.
Talvez animado e revivido por certa situação…
Esse bicho não espera: ou ele murcha ou explode.
Ficar parado? Não tolera. Cutuca, puxa, sacode…

Ele vai e vem, entra e sai, sem avisar.
Não vê hora e nem a quem vai provocar.
Oh, bicho treloso, atrevido, inconveniente!
Que só sossega quando fisga a gente.
Quando instiga, espeta, futuca, judia…
Santo Deus, assim é muita covardia!
Sem querer nem saber se o outro pode.
E fica cochichando no juízo: fode, fode!

Vixe, que nem reza nem santo consegue acalmar!
E só mesmo esse encanto a gente vem quebrar,
Quando encontra outro na frente do mesmo mal atacado.
E haja carinho pra acabar com tanto desejo acumulado!

Rosângela Martins – escritora. 

PADRE RENATO DA CUNHA CAVALCANTI – por Sosígenes Bittencourt.

Conheci padre Renato nos meus idos de menino. Havia meninos naquela época. Estudava na Escola Paroquial, sob a batuta maestrina de profª Luzinete Macedo. Bonita e asseada, educada e enérgica, explicativa, toda pedagógica. Foi lá que aprendi a conjugar o verbo AMAR.

Padre Renato era uma réstia de fé a deambular pela Igreja, uma espécie de souvenir de Roma. Em nossa mente de criança, parecia ter visto Jesus e conversado com Deus em oração. Sua figura nos remetia a reflexões sobre coisas transcendentais. Figurativas ainda, mas invisíveis mesmo assim.

Como nos sentíamos protegidos naquela época… O farfalhar dos coqueiros parecia uma conversa, e o coral dos grilos compunha a sonoplastia das estrelas. Vinha dos ensinamentos religiosos, nosso hábito de erguer a cabeça e ficar olhando para o céu. Não sei o que padre Renato vislumbrou em Vitória, mas sei que temos a glória de tê-lo como personagem de nossa história.

Requiescat in pace.

Sosígenes Bittencourt

Sergio Mouro: e agora doutor?

Passada a campanha eleitoral os ânimos começaram a serenar. A pauta extravagante e extremista assim como as frases de efeito e os temas que são levantados apenas para reforçar o voto emocional já  fazem parte do passado. Agora não tem lero-lero!! É cuidar do Brasil Real que os políticos em campanha não gostam de debater.

Dentre os tantos problemas agigantados que o novo governo terá que enfrentar,  apontamos à questão carcerária nacional. Segundo o atual ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, em conversa com o próximo gestor da área, Sérgio Moro,  “todos os presídios do Brasil estão sob controle de facções criminosas (70) e quem entra lá tem que fazer parte de uma delas”.

Essa afirmação oficial configura-se num tumor maligno em estado avançado e que continua em crescimento no seio da nação. Suprimir a liberdade de quem não consegue cumprir o regramento mínimo estabelecido, para se viver em sociedade,  é triste, mas, vez por outra, necessária.

O “X” da questão, imagino, está na total perda de controle da chamada ressocialização dos encarcerados. Como explicar para uma mãe cujo  filho  tenha cometeu um crime de pequeno poder ofensivo e que, seis meses depois, após cumprir sua pena, quando ela for espera-lo no portão de saída do presídio,  irá encontrar um sujeito “doutor” formado na faculdade do crime? Que governo é esse? Que sistema carcerário é esse? Que mundo moderno é esse que nosso Brasil está metido?

A esmagadora maioria das pessoas da classe média acham que esse problema não lhes pertence. Ledo engano!! Todos nós somos parte do problema como  também  da solução. Não existe futuro para uma Nação cujas cadeias são formatadas para produzir marginais em série.  Isso é uma cobra de duas cabeças!! Isso é uma aberração e que é pior: não existe solução fácil!!

 

Liga Vitoriense de Desportos – 30 anos de atuação na Vitória de Santo Antão.

Dentre tantas marcas que distingue o amigo Joel Neto no conjunto da sociedade antonense pelos menos duas lhe são salientes. O Joel carnavalesco apaixonado e o desportista atuante. Particularmente,  o futebol amador da Vitória de Santo Antão reconhece na sua figura uma liderança inconteste.

Presidente da Liga Vitoriense de Desportos da Vitória de Santo Antão há duas décadas Joel Neto continua  produzindo bons frutos. São trinta e sete agremiações afiliadas em campeonatos regulares (anuais) participando, inclusive, de competições regionais.

Nesse contexto, porém, a LVD – Liga Vitoriense de Desportos – no próximo dia primeiro de dezembro, às 20h,  irá reunir aqueles que fizeram e continuam fazendo parte dessa história,  para comemorar as três décadas de fundação da referida entidade vitoriense. O evento comemorativo acontecerá no Restaurante Gamela de Ouro. Desde já, agradeço ao amigo Joel Neto pela lembrança do convite.

Onde será? – por Professor Rogério.

Onde será que encontraremos um grupo em que as pessoas formulem suas opiniões, compartilhem ideias, dêem sugestões, façam  questionamentos, apresentem novidades  e,  de forma sensata e aberta, educadamente,  apresentem o que pensam; ao invés  de já chegarem dando coices porque o outro pensa diferente ou já cheguem apresentando  as suas verdades absolutas bordadas de imposições coagindo-os a aceitá-las,  senão o fulano do outro lado, de imediato, será tachado de uma  enxurrada  de “santificados ” adjetivos enquanto o agressor com todo o “brilhantismo”, de sua fala, aguarda dos seus pares os kkkkkkkkks,  vixe e oxêntes?

Onde será que encontraremos pessoas mansas, independentes, domesticadas, que pensem por conta própria e que não fiquem terceirizando e repetindo frases feitas e grotescas,  mas porque as  achou engraçadas acha que se encaixam em qualquer contexto …

Onde será  que  não iremos nos deparar  com  àqueles que , ao tentar ridicularizar o companheiro de grupo, apenas consegue  mostrar a sua pequinês e o quanto é  ridículo  e vazio de ideias…

Onde será que não veremos os amigos de outrora se estranhando por imposições e incompatibilidade de ideias, agora se tratando com  indiferença e ar de desdém quando antes era apreço e consideração?

…ONDE SERÁ ?

 

Prof. Rogério L. dos  Santos

Momento Cultural: FORÇAS E ELEMENTOS DA NATUREZA.

Toda manifestação da vida, vibra num mesmo diapasão, tão harmonicamente afinado que faz soar em cada “eon” (período de tempo), uma verdadeira sinfonia das esferas. A maior ou menor quantidade de vibração é a manifestação das Energias Primárias.

A raiz de todas essas Energias Cósmicas que se polarizam no mundo de maneira dupla, chama-se Oceano Universal de Energia Vida. Essas Energias emanam do sol e se manifestam em três formas: Luz Primordial, Poder Ígneo e Base Energética Vital do mundo físico.

Cada uma dessas forças se manifesta em todos os planos do Sistema Solar. Elas permanecem distintas e nenhuma delas, em nosso plano, pode ser transformada na outra.

ELEMENTOS DA NATUREZA – São os princípios básicos de todas as substâncias que constituem os veículos da vida no Reino da Natureza.

Água – Constituída do elemento químico H²O.

Ar – Constituído do elemento químico .

Fogo – Constituído do elemento químico CO².

Terra – Constituído do elemento químico CL e CA.

Todos esses elementos são regidos por forças sutis.

(VERDADES FUNDAMENTAIS – MELCHISEDEC – Pág. 51)