Momento Cultural: Talvez (poesia) – Por Elmo Freitas

Talvez eu apareça
Talvez não.
Talvez eu adoeça
Talvez não.
Talvez eu apodreça
Talvez não.

Talvez eu mereça
Talvez não.
Talvez eu esqueça
Talvez não.
Talvez eu esclareça
Talvez não.

Talvez eu entristeça
Talvez não.
Talvez eu escureça
Talvez não.
Talvez eu enlouqueça
Talvez não.

Talvez eu te obedeça
E Talvez não.
Talvez sozinho eu esteja
E Talvez não.
Talvez… não.
Talvez…

Elmo Freitas – Poeta do “Os Confundidos”

Amor e Sexo – por Sosígenes Bittencourt

Há uma enorme confusão que se faz entre AMOR e SEXO. SEXO se pratica, AMOR se sente. SEXO é pessoal, AMOR é interpessoal. Ninguém faz AMOR, o que se faz é SEXO. Você pode praticar SEXO sozinho, mas não pode AMAR sozinho, ninguém ama ninguém, ama alguém. Você pode AMAR alguém que esteja em Londres, mas não pode praticar SEXO com alguém que esteja em Londres.

Sosígenes Bittencourt

AVLAC – Academia Vitoriense de Letras, Artes e Ciência comemorou 13 anos de fundação.

Na noite da sexta (23) aconteceu o evento comemorativo que realçou os 13 anos de fundação da AVLAC – Academia Vitoriense de Letras, Artes e Ciência. O encontro solene aconteceu no Teatro Silogeu José Aragão e os “comes e bebes” ocorreu no Instituto Histórico e Geográfico da Vitória.

Sob a liderança do presidente, professor Serafim Lemos, o evento contou com uma pauta diversificada – apresentação cultural, palestras, exposição de fotografias, lançamento do e da 2ª Antologia da AVLAC.

 O professor Ricardo Andrade, da cidade do Paulista, enriqueceu a noite com a sua voz e o seu violão.

As acadêmicas Ilka Carvalho, Valdenete Moura e Leila Medeiros subiram ao palco para realçar  temas vinculados à atividade e missão da instituição. Os acadêmicos Pedro Ferrrer e Stephen Beltrão, coordenadores da Antologia, falaram especificamente do conteúdo do trabalho.

Sob os cuidados dos acadêmicos Aldenisio Tavares e Zózimo, com letra da também acadêmica Luciene Freitas, voz do padre Renato Matheus e arranjos do Samuka Voice  o Hino da AVLAC foi lançado.

Para concluir a noite, acadêmicos, familiares e convidados em geral se confraternizaram e cortaram o bolo comemorativo dos 13 anos de fundação da Academia Vitoriense de Letras, Artes e Ciência.

 

Procissão: Nossa Senhora do Livramento.

Som a liderança do Padre André, a Paróquia de Nossa Senhora do Livramento manteve a tradição e realizou sua festa. Dentro da programação religiosa e cultural registramos, na noite do domingo (25), a passagem da procissão pelas principais ruas da cidade. Acompanhada por muitos fiéis, o cortejo representou um dos pontos altos das celebrações alusivas à 106ª edição do evento religioso. Veja o vídeo.

Momento Cultural: Êxtase – Corina de Holanda.

Escancaro a janela de meus sonhos

E me debruço sobre o mundo, rindo,

Ao ver que até nos pantanais medonhos

Estrelas se refletem, traduzindo

A presença de Deus em tudo… Brindo

Então, com meus cantares mais risonhos,

O esplendor dessa lua que, surgindo

Enche de luz recantos tão tristonhos…

E já nem sei onde demore a vista:

Se no infinito azul, em que artista

Faz das estrelas trono da beleza,

Ou se na terra, mares e montanhas,

Rios, vales, florestas… Que tamanhas

Maravilhas pôs Deus na Natureza!

Agosto de 1972

No tempo de eu menino – Doce Japonês – por Sosígenes Bittencourt.

Uma vez minha mãe disse a minha irmã que comida de rua era porcaria. Quando o doce japonês passou na porta de casa, minha irmã pediu a minha mãe: – Mamãe, compra porcaria pra mim.

Comi muito as cocadas de dona Isabel, algodão de açúcar, pirulito, cavaco, chupei picolé de mangaba. Eu comia essas guloseimas populares, escondido, porque mamãe não queria que eu degustasse comida de rua. Foi quando aprendi que tudo que dá medo e é proibido excita o desejo.

Hoje, porcaria que eu conheço é comida industrializada e preservada na base do conservante. Tá ligado?

Sosígenes Bittencourt

Eleição 2018 já passou…….Agora, é bola pra frente!!!

Passados praticamente sessenta dias das eleições gerais 2018 que, além do presidente e governadores, formatou, para os próximos quatro anos,  as assembleias legislativas estaduais, câmara federal e senador da república podemos dizer que a expectativa do eleitorado brasileiro, agora,  está sintonizada no que irá acontecer, sobretudo na condução macropolítica capitaneada pelo presidente eleito, Jair Messias Bolsonaro.

Reeleito no primeiro turno o governador de Pernambuco, Paulo Câmara,  “já sacudiu a poeira da campanha”,  deu um passeio na Europa,  e já calibrou suas garras para o próximo mandato,  que começa a partir de 2019 e vai até o apagar das luzes de 2022. Entre outras coisas, fechou delegacia de combate à corrupção,  na direção da chamada administração pública,   e na questão fiscal reeditou o que existe de mais ortodoxo na governança autoritária, ou seja:  aumentou impostos para a população.

Na nossa “aldeia”, Vitória de Santo Antão, atinente ao último pleito,  pelo menos duas constatações eleitorais brotaram do pleito aludido,  na terra de João Cleofas de Oliveira. Ou seja: os três tradicionais grupos políticos locais – “vermelho, amarelo e verde” – saíram das urnas vitorienses menores do que se imaginava.

Na outra ponta, por assim dizer, emergiram duas consistentes lideranças. O jovem publicitário André Carvalho e o atual vice-prefeito,  Doutor Saulo. O primeiro, André, sintonizado com as novas práticas políticas, virou peça importante no xadrez político local. O segundo, Saulo, ratificou sua liderança e mais uma vez demonstrou ser portador de um bom trânsito em praticamente todas as faixas do eleitorado antonense.

Nesse contexto, contudo, quem ganha é o eleitor  da Vitória de Santo Antão. Doravante – assim se espera – novas postulações devem ser confirmadas no quadro político local  com vista às eleições municipais que se avizinham (2020)  para que as mesmas  sejam  mais recheadas de opções, no chamado cardápio de candidaturas.

Academia de Vitoriense de Letras comemora 13 anos de fundação.

Em Sessão Solene e Festiva, na noite de hoje, a AVLAC – Academia Vitoriense de Letras – comemora mais um aniversário. São 13 anos de fundação. O evento acontece no Teatro Silogeu (19h) – Instituto Histórico e Geográfico da Vitória de Santo Antão. Na qualidade de presidente da entidade, o professor Serafim Lemos convida toda comunidade antonense para participar desse importante momento cultural da nossa cidade.