Mestre Zé Guedes – por Sosígenes Bittencourt.

Hoje, creio que pouquíssimas pessoas sabem que quem construiu os jazigos da primeira entrada do Cemitério São Sebastião foi meu bisavô, José Guedes da Costa. E não só, ele também esculpiu os frontispícios do Cemitério e do Mercado de Farinha.

José Guedes era pai de minha avó materna, Natércia Guedes Pereira. Ele morava em frente ao cemitério, onde hoje deve ser uma Casa Funerária que oferece espaço para velar os mortos. Conta, minha mãe, que levava bolacha com café para ele lanchar no canteiro da construção.

José Guedes não tinha formatura em nada e burilava suas obras com a ponta da colher de pedreiro. No braço, estava o caminho entre a intuição e a arte. Foi assim que cinzelou o brasão do Mercado de Farinha, ainda hoje do mesmo jeitinho, porque ninguém saberia refazer a arquitetura tal e qual o Mestre Zé Guedes, com a mesma desenvoltura, a mesma técnica.

Foi no tempo do fogo-fátuo. Minha mãe ficava pastorando o cemitério, escondidinha, para ver as línguas de fogo que saíam das covas. Eu ainda me lembro dessa história que contavam quando era menino lá na Feira das Panelas. A luz era da Pirapama, as ruas ensombradas, e o medo, de caveira, de assombração.

Monumental abraço!

Sosígenes Bittencourt

Pitú recebeu o importante “Selo Verde” da Ecolmeia.

Na manhã de ontem (16) o Engarrafamento Pitú comemorou solenemente o recebimento  –  Organização Socioambiental Ecolmeia –  do “Selo Verde” (categoria ouro). A certificação, por assim dizer,  contempla ações sustentáveis implementadas pela empresa  ancoradas  em cinco eixos: gerenciamento de água, reciclagem, reflorestamento, educação ambiental e preservação cultural e histórica.

Mesmo sem a exigência global necessária,  aos dias de hoje, vivenciada pelas grandes empresas exportadoras, a Pitú, ao longo de décadas, ainda sob a liderança dos seus fundadores – “Seu” Ferrer e “Seu” Joel – de certa forma, por questões de posicionamento e competitividade de mercado, já praticava, em certa medida, ações sustentáveis no tempo pretérito –  antes mesmo das exigências legais.

Com o avanço da consciência da preservação planetária a Pitú, já sob o comando das novas gerações, desenvolveu moderna relação com ações que dizem respeito à linha de produção e seus efluentes.

Não à toa,  a referida empresa, em pouco mais de oito décadas, projetou-se como a maior exportadora de cachaça do Brasil – presença em mais de 55 países.  Líder absoluto no mercado da Região Nordeste e vice-líder no nacional, como bem frisou em sua fala a diretora de exportações e relações institucionais da empresa, Maria das Vitória. Veja o vídeo.

Na ocasião o presidente da Pitú, Alexandre Ferrer, aproveitou para agradecer a toda equipe que se empenhou em mais uma conquista para a empresa.  Lembrou também que a comunicação nas redes sociais,  nos próximos dias, estará toda voltada à divulgação da certificação do “Selo Verde”,  com peças exclusivas. Veja o vídeo.

Diante dos olhos da imprensa local e regional os  diretores da empresa,  funcionários envolvidos e parceiros foram convidados à sala de projeção do Museu da Pitú para assistir  as peças institucionais realçando a nova campanha.

Como não poderia deixar de ser, ao final do evento solene,  os presentes  foram convidados a brindar com Pitú – acompanhado com bons petiscos – mais essa vitória da empresa que é genuinamente antonense e hoje configura-se como uma espécie de  sinônimo da nossa terra – Vitória, a Terra da Pitú!!

Será que os políticos da Vitória também são usuários das chamadas “rachadinhas”?

No cenário nacional, novas investigações estão em curso para investigar as chamadas “rachadinhas” –  políticos que recebem parte do salário de volta dos funcionários contratados pelos seus gabinetes. Ressaltemos, porém, que essa prática não e um “privilégio” apenas do Poder Legislativo.  É um negócio arretado!! Ou seja: o  político faz de conta que paga. O contratado faz de conta que trabalha e o recurso  público legal transforma-se em dinheiro vivo  para “livre” investimento particular.

Configurado como crime no nosso ordenamento jurídico, no meio político isso é a coisa mais “normal” do mundo. Não se espante!! Certamente o vereador, o deputado estadual e federal que você votou nos últimos pleitos, em maior ou menor grau, deve auferir algum tipo de vantagem com esse tipo de expediente.

Do outro lado da ponta, por assim dizer, existe um oceano de interessados, babando por uma “boquinha” dessa. Isto é: o cara, durante o mês inteiro,  não “bate um prego numa barra de sabão” no suposto local de trabalho e, ao final do mês, passa o cartão no banco  e retira o dinheiro da conta. Fica com uma parte e devolver o restante para a pessoa indicada. Simples assim…

Pois bem, essa é uma das formas que os políticos se locupletam do dinheiro dos impostos pagos pela população e que deveria ser aplicado nos serviços e nas obras que atenderiam à coletividade. Assim como a Operação Lava-Jato desbaratou o monte de esquemas, se a Policia Federal botas “os cachorros” atrás das chamadas “rachadinhas”, que ocorrem rotineiramente nos gabinetes parlamentarias, certamente mais 50% do  dinheiro previsto nos orçamentos para o funcionamento das casas legislativas em todo Brasil seriam devolvidos ao erário,  pelo simples motivo de não haver necessidade alguma para o funcionamento das mesmas.   Isso é Fato……….

LER É DESCOBRIR – ESCREVEU RONALDO SOTERO

Embora lançado em 1996, esse livro não perdeu a atualidade de seus temas. Com apenas 88 páginas, editora Vozes, várias edições , autoria de Hamilton Werneck, pedagogo, orientador educacional, administrador educacional, especialista em Educação pela PUC de Minas Gerais, onde ensinou. Sabe o que diz e escreve. É do ramo. Quem deixar de ler esse trabalho de referência irá perder um grande momento para compreender melhor o atoleiro que a educação brasileira vive. O caos é antigo.
RONALDO SOTERO 

Major Eudes: um exemplo de amor ao Exército Brasileiro.

Uma história do fundo baú. O ano era 1963. Impedidos de circular pela cidade de maneira civil, o então Cabo do exército, José Eudes de Souza, engajado no 14-RI, localizado na cidade de Jaboatão,  foi flagrado por um tenente quando vinha da escola sem o fardamento correspondente. Por ato de oficio o caso foi relatado ao superior dos dois.

 Ao ser questionado pelo Capitão Costa – Comandante da Companhia –  o Cabo José Eudes confirmou que realmente havia circulado pelas ruas de forma civil (indevida para um militar). Quando o superior hierárquico aventou que o mesmo poderia ser punido pela alteração, o Capo José Eudes, de maneira firme, sem perder a humildade, respondeu-lhe então: “com certeza Capitão, porém eu não poderia negar-lhe uma verdade, porém não ficaria bem para um militar. Então prefiro que o senhor me puna por trajar civilmente do que me punir por faltar com a verdade, pois, segundo meu entendimento, aquele que mente, rouba”.

Moral da história:  dias depois, com a tropa em forma, o Cabo José Eudes de Souza recebeu,  através dos auto-falantes do quartel, um efusivo elogio pela sinceridade, no sentido do ato exemplar aos companheiros de farda. Eis ai, portanto, um dos motivos de ser o “eterno” comandante de pelo menos um “punhado” de  antonenses que tiveram o privilégio de ser comandado pelo, hoje, Major Eudes de Souza.