HORA DE BRINCAR, BRINCAR – por Sosígenes Bittencourt.

De um padre para um alcoólico dentro de um ônibus: – Você sabia que esse caminho é para o inferno?

Aí, o alcoólico: – Êita, peguei o ônibus errado.

Certo dia, um bêbado pediu a um outro bêbado uma lapada de cachaça: – Êi, fulano, paga uma cachaça pra eu.

E o outro bêbado: – Ôxe, eu tô respirando porque é de graça. Se fosse pago, eu já tinha morrido.

Um dia, aplicando prova sobre sujeito e predicado, perguntei qual o sujeito da seguinte oração:
Fernando Henrique Cardoso é o presidente da República.
Aí, a aluna respondeu: – Sujeito mentiroso.

Sosígenes Bittencourt

A Hecatombe, o Mestre Aragão e o Instituto Histórico!!

Com o título “A Hecatombe do Rosário” o documentário produzido pelo publicitário antonense Djalma Andrade, no seu lançamento, ocorrido na noite da última sexta (17), no Teatro Silogeu,   congregou  pessoas das mais variadas tendências, mostrando assim –  ao contrário do que muita gente pensa – que o tempo preterido local é palpitante e interessante. Certa vez, disse o compositor Capiba: “ muitos pesam que macaco só gosta de banana. Coloca um pedacinho de filé para ver se ele num gosta……”

Antes de qualquer comentário, na qualidade de pessoa sintonizada com o tema (história local),  lembremos do eterno Mestre Aragão. Ele dedicou sua vida à história da nossa cidade. Pesquisou, buscou, colecionou, articulou e escreveu praticamente todo acervo da nossa cidade. Só como presidente do Instituto Histórico e Geográfico da Vitória ele permaneceu por quase quatro décadas.

Disto isto, portanto, reforço o quê praticamente todos os vitorienses já sabem, mas,  vez por outra,  deve sempre ser lembrado: o Instituto histórico e Geográfico da Vitória foi  – e ainda é –  o maior projeto cultural de todos os tempo ocorrido nas terras desbravadas pelo português Diogo de Braga. Hoje,  “A Casa do Imperador” é dirigida,  de maneira profícua,  pelo professor Pedro Ferrer.

Assim sendo, espero que outros projetos dessa magnitude possam brotar das mentes pensantes da nossa cidade, tal qual o produzindo pelo Djalma Andrade e sua equipe. Até porque, na retaguarda de qualquer projeto que se propõe a “mexer” com os mortos se faz necessário um mergulho profundo no oceano das fontes seguras,  que na nossa aldeia atende pelo nome de Instituto Histórico e Geográfico da Vitória de Santo Antão.

Momento Cultural: Jesus Cristo – por João do Livramento

Para falar de Jesus Cristo

Nós precisamos entender

Que ele sofreu todo calvário

Pra nossa alma não perecer

Esta dívida da humanidade

Eu e você é quem produz

A cada dia nós pregamos

Jesus Cristo em nossa cruz

As cusparadas em sua face

São proferidas por rejeição

A filosofia do jesus homem

Que não adentra o coração

Gananciosos o esbofeteiam

E o açoitam todos mesquinhos

Cada aborto é o que terce

Sua coroa de espinhos

É flagelado pelos corruptos

E por mentirosos caluniado

Os violentos com suas lanças

Sempre o atingem abrindo o lado

No indigente as suas sedes

Com amargor são saciadas

Porém se a sede for de justiça

As suas pernas serão quebradas

Só cessará tal sofrimento

Se a humanidade compreender

Que quando fere seu semelhante

A Jesus Cristo faz padecer

João do Livramento.

SÃO JOÃO: NO TEMPO DE EU MENINO – por Sosígenes Bittencourt.

Das três maiores festas anuais, o São João é a mais singela e tradicional. O Ano Novo nos trespassa de tristeza, porque sugere a contagem do tempo e amontoa os mortos. Abrimos álbum de retrato e botamos pra choramingar. O Carnaval é uma festa perigosa, de extravasar frustrações. O pessoal só falta correr nu pela rua. 

O São João é uma festa mais pacata, que relembra nossas tradições mais atávicas, nossas raízes culturais. Lembro-me do São João das ruas sem calçamento. O mundo parecia um terreiro só. As mulheres cruzavam as pernas, enfiavam as saias entre as coxas, para ralar omilho e o coco, enquanto os homens plantavam o machado nos toros de madeira para fazer as fogueiras. À tardinha, a panela virava uma lagoa de caldo amarelo onde fervia o maná das comezainas juninas. A meninada ensaiava o jeito de ser homem e mulher. De chapéu de palha, bigode a carvão e camisa quadriculada, era quando podíamos chegar mais perto das meninas sem levar carão nem experimentar a sensação de pecado. O coração se alegrava quando sonhávamos com a liberdade de adultos que teríamos um dia. Batia uma gostosíssima impressão de que estávamos bem próximos de fazer o que não podíamos fazer. Os ensaios de quadrilha relembravam a tristeza do último dia. Pois um ano durava uma eternidade, as horas eram calmas, podíamos acompanhar a réstia do sol e contar estrelas. Pamonha, canjica e pé de moleque eram tarefas de dona de casa prendada, de quem o marido se gabava. Tudo era simples e barato, ninguém enricava com a festa. A novidade era a radiola portátil, e os conjuntos eram pobres de tecnologia, mas os instrumentos ricos de som e harmonia, manuseados com habilidade e gosto, na execução do repertório da festa do milho. Quando São Pedro se ia, ficava um aroma de saudade na fumaça das derradeiras fogueiras e no espocar dos últimos fogos.

Sosígenes Bittencourt

Em reunião dos blogueiros, Lissandro Nascimento reassume ABlogPE – a gestão eleita pretende reinventar o papel que os ativistas cumprem desempenhar na produção de conteúdos


Por uma chapa consensual, a Associação dos Blogueiros do Estado de Pernambuco (ABlogPE), realizou na manhã do sábado (18/5), mais uma eleição da diretoria que reúne os produtores de conteúdo da mídia digital. No ato, o blogueiro Lissandro Nascimento, editor chefe do A Voz da Vitória (Vitória de Santo Antão), foi eleito para dirigir a entidade para mandato de dois anos. Um dos fundadores e representante de Pernambuco na Comissão Nacional da Blogosfera, Lissandro reassume o cargo sucedendo o editor do site Informe PE (Paulista), Paulo Fernando, que presidia a entidade desde 2017.
Paulo Fernando marcou presença na assembleia e falou sobre os desafios encarados durante o período na associação. Além disso, o blogueiro destacou a unanimidade do processo. “A aceitação do nome de Lissandro foi bem vinda por todos os associados, já que ele foi o fundador e batalhou pela causa desde sempre. É um grande profissional da área e sua experiência fará avançar a ABlogPE”, salientou.

O pleito, ocorrido na sede da Associação de Blocos de Trios da Vitória de Santo Antão (ABTV), na Zona da Mata, foi precedido por uma reunião entre os membros para tratar do planejamento estratégico no período da nova gestão. Entre as pautas, vislumbrou-se reforçar a estrutura dos núcleos da AblogPE pelo Estado, além de comunicar mudanças em sua organização interna.


Para Lissandro, a experiência de fundador deve ajudar a reconfigurar a entidade durante a sua nova jornada como presidente, além de estreitar os vínculos com outros profissionais desse nicho de atuação. “Espero que a minha vivência possa contribuir com a blogosfera mais uma vez. Precisamos destravar a vida burocrática da associação e somar novos parceiros, incluindo também os influenciadores digitais, para que possamos amadurecer cada vez mais as discussões e retomar debates importantes que envolvam a mídia digital”, sintetizou.
A gestão eleita pretende melhor se inserir nessa nova fase de avanço de outras redes sociais e pontuar ações que retomem o protagonismo em defesa da comunicação pública e a liberdade de expressão. “Vamos aprofundar o debate com os nossos associados para enfrentar os novos desafios perante a internet, bem como reinventar o papel que nos cumpre desempenhar na produção de conteúdos”, apontou o presidente eleito.
Diretoria da ABlogPE eleita para mandato de 2019-2021:

Presidente: Lissandro Nascimento (Vitória)
Vice-presidente: Marcelo Diniz (Recife)
Secretário: Paulo Brito (Recife)
Diretor Executivo: Wagner Wilker (Bonito)
Diretor Financeiro: Paulo Fernando (Paulista)
Diretora de Imprensa: Amanda Maciel (Garanhuns)
Diretor de Relações Institucionais: Cristiano Pilako (Vitória)

SUPLENTES:
Manuel Mariano (Orobó)
Amannda Amaral (Arcoverde)
Wellington Freitas (Saloá)
Rafael Santos (Carpina)
Ed Soares (Barreiros)

CONSELHO FISCAL:
Lúcio Mário (Bom Jardim)
Jadson Biroska (Jaboatão)
José Flávio (Bezerros)
Ronaldo Birunda (Saloá)
Wellington Ribeiro (Recife)
Sanchyllis Oliveira (Escada).

Reunião da AVLAC aconteceu na residência da acadêmica Severina Moura.

Com a intenção de prestigiar a acadêmica Severina Moura, que ainda não teve sua saúde física totalmente restabelecida, o presidente da AVLAC, o professor Serafim Lemos promoveu a reunião ordinária do mês de maio na residência da mesma.

Dentro da pauta de reunião, além do momento acadêmico, o grupo debateu questões ligadas à historia da Vitória de Santo Antão. Ao final do encontro acadêmico a anfitriã ofereceu um lanche aos colegas acadêmicos.

Missão Cultural: SUAPE foi a bola da vez…..

Escolhido como destino a Região de SUAPE a “corriola da Matriz”, nesse sábado (18), juntou parte dos  membros e foi para mais uma Missão Cultural. Por lá, além de belas paisagens e muita história,  realçando à ocupação holandesa e até o suposto “descobrimento” do Brasil, o grupo aproveitou para tomar “umas e outras” e comer peixe,  pescadinho na hora!!!!

Hoje – às 20h – ao vivo na Bis TV – “Maio Antonense”

 

Por ocasião da nossa proposta cívica,  que  tem como objetivo destacar o mês de maio – “Maio Antonense”  – como um período de ampla divulgação para os fatos  importantes que ocorreram no nosso torrão, estaremos, hoje, a partir das 20h, sendo entrevistado na Bis TV pelo articulado comunicador Pablo Dantas.  O cardápio principal da nossa conversa será o tempo pretérito da nossa Vitória de Santo Antão. Transmissão ao vivo pela página oficial do Facebook da Bis TV.

Momento Cultural: NOTURNO DA PRAIA DOS MILAGRES – por José Tavares de Miranda.

Esses navios, que passam na noite,
são navios perdidos no além
são navios de piratas, marinheiro,
doudas fragatas que vão e que vêm.

São navios a vela
Bergantins, Brigues, Caravelas,
velozes, breves, fugazes,
perdidos para sempre sem roteiro.

Todos passam na amplidão do mar,
nessa noite escura de pressentimentos,
francamente alumiada por velhos candeeiros.

Lá vão os piratas heroicos,
os que mancharam de sangue as águas com seus alfanjes,
os loucos comandantes abandonados, sem remissão,
alucinados no meio das águas,
nessa noite de incrível escuridão,
a procura de marujos naufragados
noutras noites de abandono, sem perdão,
pedindo à Mãe dos Navegantes
o encontro de saudosos irmãos.
Esses navios que passam, marinheiro,
são navios perdidos na além;
são navios de esquecidos guerreiros
que procuram, que buscam alguém.

(em TAMPA DE CANASTRA)

José Tavares de Miranda, vitoriense nascido a 16 de novembro de 1919, filho do Prof. André Tavares de Miranda. Fez os primeiros estudos na Vitória, sob os cuidados do seu genitor, e transferiu-se para o Recife, onde teve grande atuação na imprensa. Mudando-se para São Paulo, ali concluiu o seu curso de Direito (iniciado na Faculdade de Direito do Recife) na Faculdade de Direito do Largo S. Francisco, em 1939. Escritor, jornalista e poeta. Teve vários livros publicados inclusive de poesias, sendo estes últimos reunidos em um só volume: TAMPA DE CANASTRA. Faleceu em São Paulo (Capital) a 20 de agosto de 1992.