REFLEXÕES SOBRE PARTIDOS POLÍTICOS NO BRASIL – por Sosígenes Bittencourt.

Questões de pobres são de pobres. Os ricos cuidam de suas questões. Nenhum herói ou regime político irá salvar o mundo. O mundo só se salvará pela empatia e solidariedade, e esses pré-requisitos não pertencem aos capitalistas, nem aos heróis nem aos grupos políticos.

O brasileiro que acredita que extinguindo o PT, acabará a corrupção no Brasil é o cidadão mais feliz e esperançoso do mundo. A corrupção no Brasil remonta à idade da chupeta e às orações de padre José de Anchieta, é da descoberta cabralina à Morte e Vida Severina.

É que os partidos políticos gostam do dinheiro dos ricos para comprar votos dos pobres, prometendo preservar a riqueza dos ricos e tirar os pobres da pobreza. Depois, eles vão passear com os ricos e não sabem o que fazer com os pobres. 

Sosígenes Bittencourt

Livro “Cristais Fissurados”: Pedro Ferrer foi mesmo seminarista ou gerente de cabaré?

Registro o recebimento do convite para o lançamento do mais novo livro de professor Pedro Ferrer – “Cristais Fissurados”. O evento festivo terá como palco a “Casa do Imperador” (Instituto Histórico) e ocorrerá no próximo  dia 24 de maio às 19:30h. Registro também que ficará por minha conta a honrosa missão da apresentação do opúsculo,  no referido evento. Por esse motivo, já sou conhecedor do seu conteúdo.

Assim sendo, sem autorização do autor, adiantarei algumas das minhas inferências sobre a obra:

Primeiro:  próximo de completar oito décadas de vida, posso afirmar que  o amigo Pedoca está com as suas faculdades mentais tinindo – algo que nunca teve bem ajustadas.

Segundo: de todos os seus livros, esse é o que mais que se parece com ele. Seria uma espécie de “DNA” literário.

Terceiro: o tema central do livro retrata  um acontecimento real, ocorrido na nossa cidade  e que teve grande repercussão à época. Mas Pedro, com uma narrativa criativa (ficção/mentiras) conseguiu transformar algo denso numa leitura gostosa, alegre, sensual  e leve.

Quarto: no conjunto de personagens por ele criado, muitas pessoas conhecidas  serão identificadas no seio da sociedade vitoriense. Imagino até que o autor aproveitou-se dessa  capa – “ficção” –  para descer o cacete nos seus parentes que não lhes agradam, em algumas pessoas próximas da família e até para revelar alguns segredos, antes  guardados sob um pacto de silêncio.

Quinto: em alguns trechos, o leitor deverá ficar se perguntando sobre a verdeira história de vida do autor: será que ele foi mesmo um seminarista ou atuou lá pelas bandas da Bahia  como gerente de cabaré qualquer?

Só lendo para crer……..

Fantasiado de “jacaré” ou de “coelho” o Brasil avança……

O Brasil, desde o meu o tempo de criança, mudou bastante. À época, cansei de escutar dos mais velhos que por aqui rico e político “casavam e batizavam”, sem à possibilidade de “ver o sol nascer quadrado”. Bom! O tempo passou e os ricos e os políticos continuam “casando e batizando”, mas a sensação de impunidade, convenhamos, hoje,  mudou bastante. Realcemos, contudo, que “Impunidade” e “Sensação de impunidade” são duas coisas distintas.

Nunca antes na história desse país tivemos, simultaneamente, dois ex-presidentes da republicas presos. Aliás, nunca tivemos nem um, antes do LULA. Culpados ou inocentes, justo ou injusto, o importante é que esses acontecimentos nos fornece um claro atestado de processo de mudança.

Para o povão assimilar melhor essa mudança, no sentido mais pedagógico,  faz-se necessária a justiça alcançar as “autoridades” mais próximas. Ou seja: Governadores, prefeitos e até vereadores. Motivos para dá voz de prisão aos acima citados é o que não faltam. Aliás, para parte expressiva da população “vantagem” não é crime…..

Assim sendo, reproduzo a expressão recente do desembargador do Tribunal Regional da Segunda Região, Abel Gomes, referindo-se aos atos do ex-presidente Michel Temer e do seu parceiro,  Coronel Lima. Disse ele:  “ Tem Rabo de Jacaré; couro de Jacaré, boca de Jacaré; não pode ser um coelho branco”.

Dr. Gamaliel – vitoriense boa cepa – Escreveu : Ronaldo Sotero

Conhecer Dr Gamaliel da Costa Gomes, falecido no Recife, aos 90 anos, dia 12/5 último, e privar de suas lições de vida, foi oportunidade que tive, ao longo de décadas. Sempre que o encontrava, seja na terra natal, sua Vitória de Santo Antão ou Recife, a conversa era viagem no tempo. Possuidor de memória fotográfica, documental, testemunha de vários episódios da cena política. Um arquivista do conhecimento.

De origem modesta , construiu sua história de vida morando na Casa do Estudante de Pernambuco, mais tarde, aluno do Americano Batista.:Formou-se na Faculdade de Direito do Recife, em 1952. Um de seus orgulhos era ter recebido como presente o anel de formatura do ex-ministro da Agricultura, no governo Getúlio Vargas, o conterrâneo João Cleofas. Promotor de Justiça em 1964, por concurso. Atuou em várias cidades pernambucanas. Aposentado aos 70 anos como Procurador. Membro efetivo do Instituto Histórico de Vitória , assíduo frequentador dos encontros mensais do Círculo de Amigos da Vitória no Clube Português do Recife. Mesmo residindo na Capital, respirava Vitória.

Algumas ocasiões, visitei ao seu lado, o saudoso mestre José Aragão, no Recife, onde residia. O registro fotográfico pertence ao meu arquivo pessoal. O cardápio era Vitória. Guardarei a lembrança de um ser humano cordial, bem humorado, pessoa de rara virtude: a de tratar todos os semelhantes com o mesmo respeito e distinção. Era sábio no fazer, ignorava a soberba, sobretudo o poder dos outros.
Era trigo limpo.

Ronaldo Sotero

Momento Cultural: ENERGIA – VIDA DO COSMO – por MELCHISEDEC.

Energia Absoluta – É a força que movimenta e equilibra todos os corpos no espaço. Além do oxigênio, hidrogênio e nitrogênio, o ar está impregnado de uma Energia Absoluta que penetra todas as formas, desde a mais elementar vida vegetativa até a mais elevada vida humana. Essa energia emana do sol e penetra pelos centros nervosos do ser humano e vai alojar-se no “plexo solar”, capacitando-o a produzir trabalho.

A Energia Absoluta contém um terço de ar, movendo-se em círculo, estabelecendo um movimento rotatório que dá origem ao movimento dos corpos no espaço, impulsionando-os para cima e para baixo. Da ação das forças centrífugas e centrípetas, resultam o equilíbrio dos corpos no espaço. A superabundância dessa Energia atua sobre a matéria viva, através dos plexos gerando uma substância fluídica que é a parte essencial da célula produzindo o plasma celular.

Pela atuação da Energia Absoluta, nas regiões onde se assentam os plexos e pela precipitação da força nervosa, é que se dá nas células desses centros nervosos, a operação que produz as diferentes condições ou processos de fixação, para que a energia se desprenda do corpo físico.

Energia Vida – É uma grande força penetrando o espaço, que se propaga em forma de vibração, que dá existência a todas as coisas criadas. É o Átomo Centelha que emana dos Cosmo e que habita o ser humano. Esse Átomo Centelha de Vida é o princípio original da verdadeira manifestação do homem.

Essa Energia em seu contato com os planos da manifestação cria uma condição que lhe é inerente. Essa condição é a consciência, cujo os atributos não podem ser anulados nem destruídos.

Energia Mente – É uma forma de energia que está presente nas manifestações dos seres vivos. Toda vida manifestada na matéria é o resultado da mente. A função mais elevada da mente que conhecemos é a Razão, que imprime no ser humano, condições especiais de equidade, bom senso e justiça.

E energia mente é a força que movimenta uma corrente de energia emanada do cérebro.

(VERDADES FUNDAMENTAIS – MELCHISEDEC – pág. 57 e 58)

NO TEMPO DE EU MENINO – MÊS DE MAIO – por Sosígenes Bittencourt.

 


O mês de Maio sempre foi um mês dedicado à mulher. Mês de Maria, de se celebrar o namoro e o noivado, místico período entre os prazeres da carne e o sacrifício do espírito, o desregramento e a temperança, a fornicação e a castidade. Mês de se respeitar a mãe e desobedecer-lhe. Recebido com ovação, o Papa veio condenar tudo que é vontade do corpo e seduz o cérebro. Lembra-me O Êxtase de Santa Teresa D’Ávila, trespassada pela seta de um anjo, magnificamente burilada por Bernini, no século XVI.
Quem danado aguentava, em Vitória de Santo Antão, embora calma, sem os agitos nem a desobediência reinante de hoje, controlar-se, com a popularização da minissaia? De repente, quando não se podia ver um tornozelo, lá estavam os joelhos das meninas do Colégio Municipal e do Colégio das Freiras à mostra. Naquele tempo, o desejo vinha embalado pelas músicas de Roberto Carlos, Renato e seus Blue Caps e The Fevers, o que emoldurava o apetite com uma vaga sensação de amor. Ninguém sabia exatamente o que estava acontecendo, porque a Medicina ainda não mapeara o cérebro e a endocrinologia cabia em algumas folhas de caderno. Mas, só Deus sabe o quanto a enxurrada de hormônios fustigava a pele da adolescência de tanta emoção. Os namoros eram na calçada, fiscalizados, com hora marcada. Cinema, só com acompanhante, geralmente um irmãozinho bobo, comedor de bombom, mas fuxiqueiro, cujo perigo residia em contrariá-lo. Os cinemas eram o calorento Cine Braga e o inesquecível Cine Iracema, espaçoso, onde se podia procurar um lugar mais reservado para beijar. Todo mundo ficava tomado, neste mês de maio, de uma expectativa de noivado, casamento e maternidade. Festejava-se a mãe, a namorada e se fazia plano para o futuro. Chegávamos a imaginar como seriam nossos filhos. Se pareceria com a mãe ou seria uma escultórica mistura dos olhos de um com o nariz do outro. Eita, mundo velho!
Sosígenes Bittencourt

Pitú conquista certificado de empresa verde e lança nova campanha para o Mercado Internacional

O Selo Verde é destinado a empresas brasileiras que potencializam a valorização humana e a sustentabilidade, tornando-se um grande diferencial competitivo no Exterior

Sendo a maior exportadora de cachaça, ocupando posição de liderança em países como Alemanha, Estados Unidos e Canadá, a PITÚ sempre percebeu a importância que os seus consumidores dão em relação às questões socioambientais. Tanto aqui no Brasil, quanto no exterior, cresce o número de consumidores que buscam marcas e empresas que estão genuinamente engajadas com iniciativas de preservação e proteção ao meio ambiente.

E a PITÚ, em seus mais de 80 anos de mercado, sempre teve o seu crescimento baseado nas boas práticas, que antes poderiam ter uma finalidade mais econômica e hoje se mostram como soluções de grande importância para o meio ambiente.

Um bom exemplo, são as garrafas retornáveis, que existem desde a década de 60 e tinham como objetivo reduzir os custos na aquisição de embalagens. Hoje, com soluções nas áreas de produção e logística, a PITÚ conseguiu consolidar uma operação que utiliza 94% de garrafas retornáveis. Outro exemplo, surge no início da década de 90, quando a empresa, preocupada em garantir um de seus principais insumos, que é a água, iniciou seus investimentos na área de tratamento de efluentes. Atualmente, com os novos investimentos realizados na ampliação e modernização do sistema de tratamento de efluentes, a PITÚ consegue retornar mais de 80% de toda a água captada do Rio Tapacurá, sendo 40% dessa água retornada ao rio para ser usada pela comunidade local e 40% usada nas lavagens de garrafas.

Com as terceiras e quartas gerações assumindo a direção da empresa, estas iniciativas que antes eram pontuais ou focadas em resolver problemas somente de produção, passaram a ser tratadas como uma responsabilidade da empresa com a sua região e a sociedade.

Desde então, o Engarrafamento PITÚ intensificou seus esforços socioambientais e nos últimos anos investiu mais de R$ 3 milhões num plano estratégico de sustentabilidade que está organizado em cinco pilares, que são: gerenciamento da água, reciclagem, reflorestamento, educação ambiental e preservação cultural e histórica.

As iniciativas já existentes, unidas a um plano estratégico de sustentabilidade, tiveram como consequência a conquista doSelo Verde, na categoria Ouro, no qual o Engarrafamento PITÚ será certificado pela organização ambiental Ecolmeia.

Para obter este reconhecimento, a organização Ecolmeia constatou que a empresa está em plena conformidade com as práticas ambientais previstas na Política Nacional de Resíduos Sólidos, instituída pela Lei n° 12.305/10, além da responsabilidade sociocultural que envolve toda a cadeia produtiva de cachaça e as comunidades do entorno da fábrica.

21/07/2008-Vitória de Santatão-Recife Fabrica da Pitú,Diretora Vitória
Foto:Wellington Cerqueira

Maria das Vitórias Cavalcanti, diretora de Exportações e Relações Institucionais da Pitú, explica que um dos requisitos mais relevantes para a indústria ter conquistado o Selo Verde é o retorno ao parque fabril e o reaproveitamento de 90% dos resíduos sólidos que são produzidos em todas as etapas do processo de produção da cachaça, incluindo as garrafas de vidro, as latas de alumínio, os rótulos das embalagens e até as tampas das garrafas. “A Pitú atende a todas as legislações ambientais. Desde a década de 1960, bem antes da vigência da Política Nacional de Resíduos Sólidos, a empresa adota práticas sustentáveis adequadas, a exemplo da Estação de Tratamento de Efluentes (ETE) e da Central de Resíduos Sólidos”, explica Maria das Vitórias.

Recentemente, a Pitú investiu R$ 1,6 milhão somente na equalização do tratamento de seus efluentes, com a aquisição de modernos equipamentos que proporcionam mais eficiência na reciclagem de resíduos líquidos e sólidos.  No Brasil, 120 organizações já integram a rede de certificadas pelo Selo Verde Ecolmeia e já são multiplicadoras de boas práticas socioambientais.

Com a conquista do Selo Verde, a empresa se motivou a ampliar suas iniciativas e agregou duas novas ações no pilar social. A empresa está apoiando o Instituto Vitória Humana, que acolhe crianças e adolescentes em Vitória de Santo Antão e também irá promover a educação ambiental aos estudantes do ensino médio da cidade, através de visitas dirigidas ao Centro de Visitação da empresa, situado na própria fábrica.

E, para completar o pilar da preservação da história e cultura da cachaça, a PITÚ também passa a apoiar o Projeto Golfinho Rotador da Ilha Fernando de Noronha, lugar que é considerado, historicamente, o berço da cana de açúcar no Brasil.

Campanha internacional – Todas estas iniciativas geraram a oportunidade para a criação de uma nova campanha publicitária da PITÚ, baseada em Branded Content e com foco especial para o mercado internacional. Uma campanha que será lançada no mês de junho e apresentada, com exclusividade, no próximo dia 16 de maio, cujo objetivo é divulgar os cinco pilares que fazem da PITÚ uma empresa com espírito verde.

TUDO É HISTÓRIA – ESCREVEU RONALDO SOTERO

SHALL NOT PERISH (não perecerá ) – Esse é o lema do porta-aviões Abraham Lincoln, da Marinha americana, ora ancorado a 2 mil quilômetros do Irã, depois de ter cruzado o Canal de Suez. A extraordinária máquina de guerra transporta 5 mil homens e 90 aviões, inclusive helicópteros. É movido a propulsão nuclear, dois reatores nucleares que permitem ao porta-aviões navegar até 20 anos sem reabastecimento. Em geral, ele não viaja sozinho. Recebe o suporte de outras embarcações e, se necessário, os submarinos nucleares, chamados de armas do Apocalipse, o Michigan, por exemplo, equipado com ogivas nucleares capazes de destruir 24 cidades simultaneamente. Resolvem o que a aviação embarcada não consegue. Esses submarinos, de uma frota de 14, disparam em menos de um minuto diversas ogivas atômicas. Apenas um desses na Península Asiática, fez o ditador Jong desistir de ameaçar aliados americanos, como o Japão e Coreia do Sul.
Além do Abraham Lincoln , existem outros onze estrategicamente situados em todo o mundo, prontos para uma resposta rápida e devastadora, além de armas secretas que só num conflito de ampla abrangência serão empregadas.
A expressão SHALL NOT PERISH (NÃO PERECERÁ ) foi inspirada no discurso do presidente Lincoln no cemitério de Gettysburg, em 19/11/1863, na homenagem aos soldados da União mortos na Guerra da Secessão (Norte e Sul), em que morreram 600 mil americanos.O discurso é uma rara peça de concisão na oratória : tem apenas 272 palavras. 0 presidente Abraham Lincoln (1809-1865), um lenhador que chegou à Casa Branca, é um dos mais admirados dirigentes dos Estados Unidos até hoje. Outro é o presidente Franklin Roosevelt e, por último, o presidente John Kennedy.  TUDO É HISTÓRIA!

Ronaldo Sotero

13 de maio – Princesa Isabel – por Lucivanio Jatoba.

DURANTE MINHA ÉPOCA DO GINÁSIO TRÊS DE AGOSTO

Comemorava-se, efusivamente, o dia 13 de maio. Havia palestra sobre a Princesa Isabel e os horrores que foi a Escravatura no Brasil.
Recordo bem que alguém recitou, em 1963, o poema extraordinário , de Castro Alves, O Navio Negreiro. Choramos! Versos que denunciavam feroz e inteligentemente o tráfico de escravos.
Lembro ainda de Albérgio Maia, um jovem recifense genial, recitando O Navio Negreiro, na TV Canal 2, naquele ano de 1963.

Viva a Princesa Isabel!

Lucivanio Jatoba

 

Momento Cultural: ASAS DO CORAÇÃO – Por Egidio T. Correia

Um poeta tem FOGO no cérebro,
Tem ASAS no coração,
Um foguete espacial
Quando chega inspiração.
Trouxe consigo um destino,
Viajar no infinito
Estando alegre ou aflito,
Quando tem, ou não, razão.
Seu combustível é um verso
Estreitando o universo
Polindo imaginação.
Ou pra registrar sentimentos
Com a caneta na mão.

Egidio T. Correia – poeta

ESTUDADO PORTUGUÊS – por Sosígenes Bittencourt

(O verbo “SUICIDAR-SE” é um PLEONASMO?)

O verbo “suicidar-se” vem do latim sui (“a si” = pronome reflexivo) + cida (= que mata). Isso significa que “suicidar” já é “matar a si mesmo”. Dispensaria, dessa forma, a repetição causada pelo uso do pronome reflexivo “SE”. Ou seja, “ele suicidou” em vez de “ele SE suicidou”.

É importante lembrar que as palavras terminadas pelo elemento latino “cida” apresentam essa ideia de “matar”:
formicida – que mata formiga;
inseticida – que mata inseto;
homicida – que mata homem.

Voltando ao verbo “suicidar-se”, se observarmos o uso contemporâneo deste verbo, não restará dúvida: ninguém diz “ele suicida” ou “eles suicidaram”. O uso do pronome reflexivo “se” junto ao verbo está mais que consagrado em nosso idioma. É, na verdade, um PLEONASMO IRREVERSÍVEL.

Numa história que é contada pelo grande ator, compositor, escritor e poeta Mário Lago, do seu livro 16 Linhas Gravadas, entre outras histórias, encontra-se a do professor de Português que se mata ao descobrir a traição de sua amada esposa Adélia. Deixou escrito na sua mensagem de despedida: “ADÉLIA SUICIDOU-ME”.

Sosígenes Bittencourt