Momento Cívico – Câmara de Vereadores da Vitória – entre outros Geraldo Lima e Barreto – Década de 70
Arquivo do Autor: Arquiles Petrus
ENVELHECER
Certa vez, eu perguntei a uma senhora de idade:
– Quantos anos a senhora tem?
E ela: – Meu filho, faz tanto tempo que eu nasci que já nem sei mais.
Em seguida, perguntei-lhe: – Como é o seu nome?
E ela: – Olhe, já me chamaram de tanto nome que eu já nem sei mais.
Contudo, seu ânimo parecia preservado, talvez porque sua idade e o seu nome não a incomodavam. Preocupar-se com a idade e com a morte também envelhece.
Se eu não soubesse o ano em que nasci, eu me daria menos idade.
Sosígenes Bittencourt
João Caverna & Edilma
JOÃO CAVERNA E EDILMA ao vivo no cd e dvd ALÉM DO LIMITE, Canta ROBERTO CARLOS.
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Aldenisio Tavares
Vitória Park Shopping responde ao Blog do Pilako
Em resposta a publicação “Ao sair do Vitória Park Shopping, motorista é obrigado a cometer uma infração de trânsito”, veiculada na data de ontem, 20, o Vitória Park Shopping gostaria de esclarecer que:
O shopping já disponibiliza de uma saída específica para o sentido Vitória de Santo Antão que adere a todas as especificações das leis de trânsito vigentes.
Pedimos a compreensão de todos quanto ao período em que o estacionamento do shopping esteve em obras e a saída sentido cidade esteve obstruída. Sabemos que obras geram alguns transtornos, porém são realizadas com o objetivo de tornar o ambiente mais agradável e seguro para todos.
Solicitamos para que esse prezado blog divulgue essas informações, afim de melhor esclarecer e orientar a população sobre a nova saída.
Agradecemos desde já.
Vitória Park Shopping.
Segue imagem para melhores esclarecimentos.

AS AUTORIDADES CONSTITUÍDAS CRIA um novo MONSTRO – por Roberto Silva
Quem tentou passar pela rua do fórum neste dia 19 de novembro teve uma surpresa desde as 7 horas da manha ele fora interditada,eu já sabia do motivo mas parei e perguntei a um dos quase 40 pm’s que estavam lá,:Meu amigo é o governador que vem inaugurar alguma obra por aqui é?e ele me respondeu:–não é uma audiência no fórum de “Dedé da 12″.
Vitória no dia de hoje ficou ainda mais fragilizada,pois o efetivo quase na sua totalidade foi destinada a essa grande operação,não sei de quem foi que partiu essa idéia de reforço,se dos magistrados ou do comando da PM,o que vale lembrar é que será que precisava de tudo isso?ele o “Dedé da 12″ deve estar agora cheio de orgulho pois ele conseguiu parar nossa tão sofrida cidade no dia de hoje.
Roberto Silva
Palinha do Léo dos Monges: MEDO DA CHUVA (RAUL SEIXAS)
MEDO DA CHUVA (RAUL SEIXAS)
AUTOR: RAUL SEIXAS/PAULO COELHO
É pena que você pense
Que eu sou seu escravo
Dizendo que eu sou seu marido
E não posso partir
Como as pedras imóveis na praia
Eu fico ao seu lado sem saber
Dos amores que a vida me trouxe
E eu não pude viver
Eu perdi o meu medo
O meu medo, o meu medo da chuva
Pois a chuva voltando
Pra terra traz coisas do ar
Aprendi o segredo, o segredo
O segredo da vida
Vendo as pedras que choram sozinhas
No mesmo lugar
Eu não posso entender
Tanta gente aceitando a mentira
De que os sonhos desfazem aquilo
Que o padre falou
Porque quando eu jurei meu amor
Eu traí a mim mesmo, hoje eu sei
Que ninguém nesse mundo
É feliz tendo amado uma vez…
Uma vez
Eu perdi o meu medo
O meu medo, o meu medo da chuva
Pois a chuva voltando
Pra terra traz coisas do ar
Aprendi o segredo, o segredo
O segredo da vida
Vendo as pedras que
Choram sozinhas no mesmo lugar
Vendo as pedras que
Choram sozinhas no mesmo lugar
Vendo as pedras que
Sonham sozinhas no mesmo lugar
Leo dos Monges
Momento Cultural: História de amor – por Henrique de Holanda
Escuta: – eu vou contar, com o sentimento
de que se enche minh’alma a ti voltada,
a linda história que nos traz alento
e traz minha vida, à tua, entrelaçada.
É do teu, o meu devotamento.
E haverás de, por mim, ser sempre amada.
Tu, – meu sonho, minha vida e pensamento;
Tu, – que em meu peito estás entronizada.
E deste meu querer firme, sincero,
a boa recompensa, que eu espero,
que recolhe a tristeza e excita a glória,
É tão banal, tão tola e minudente…
– É o teu amor, que eu creio meu, somente,
Se me contares essa mesma história.
(Muitas rosas sobre o chão – Henrique de Holanda – pág. 21).
O Tempo Voa: Tiro de Guerra – Praça 3 de Agosto – próximo ao Monumento do Anjo –
Internauta J.S. Machado comenta no blog
Comentário postado na matéria “Mais uma aula espetáculo do professor, pensador e poeta Sosígenes Bittencourt.“.
Muito boa a sua aula, prof. Sosígenes. Permita-me fazer um adendo à sua excelente explanação. O traço cultural bem peculiar do povo brasileiro ao qual o senhor se referiu foi importado através das caravelas de Cabral em 1500. Esses personagens que aportaram no Brasil, e que na falsa história do Brasil se tornaram heróis, eram na verdade escórias de Portugal, liderados por sujeitos muito espertos e que tinham por finalidade sugar tudo que se encontrasse na nova terra e levar para Portugal e seus credores. Chegaram aqui trapaceando os índios, estuprando as índias e surrupiando todo o ouro em troca de espelhos e outras bugingangas mais. Eles não vieram aqui para trazer nada, para doar nada, nem para fazer nada em favor dos outros. A evangelização supostamente realizada pelos bispos católicos era só uma fachada e nada mais. Esses sujeitos se enraizaram aqui e infelizmente se reproduziram aos milhões. Foi assim que esse traço cultural de levar vantagem em tudo, a famosa Lei de Gérson, foi introduzida no Brasil e hoje está no sangue e na cultura de nosso povo. Aí também se explica o padrão de comportamento de nossos políticos. Seriam necessários muitos anos e muita educação de boa qualidade para reverter esse quadro sinistro em que vive o Brasil, mas infelizmente o quadro parece piorar a cada dia que passa.
J.S. Machado
MOMENTO PITÚ
RECORDAR É VIVER – ESCONDE-ESCONDE

Eu continuo solteiro e brincando de esconde-esconde. Só que com meninas da Terceira Idade.
Só há um tempo que dura pro resto da vida: a velhice. Portanto, temos de nos tornar autoeficazes. Eu estou perfeitamente em forma para brincar de esconde-esconde, mas não com uma adolescente desesperada e sem graça.
Estamos na idade da sabedoria, fazer tudo com qualidade e sentimento. É preciso acordar a criança que há em nós, o jovem que há em nós, mas com a experiência que temos. Não fomos jovens com a cabeça que temos, mas podemos reinventar a juventude com a cabeça que temos.
Nossa CRIATIVIDADE vem das proibições de nosso tempo, quando urinar na rua era falta de educação e sexo era pecado. Mas, ninguém se privava do friozinho na barriga. Todo rebuliço no coração, a gente pensava que era a Flecha de Cupido. Depois pedia perdão. O medo deDeus produziu muitos poetas.
Sosígenes Bittencourt
Edu Luppa
Disponibilizamos a música “Porta à Fora” do compositor vitoriense Edu Luppa. A música integra o álbum “Edu Luppa e Banda Tcha Run Dun – O Ritmo dos Apaixonados“.
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Aldenisio Tavares
Internauta Jadson Silva reclama dos taxistas
Pilako, não sei já houveram reclamações sobre o assunto que irei tratar, mas sei que é necessário uma mudança nessa maneira de trabalhar. Estou falando da forma que os táxistas de Vitória de Santo Antão agem. Eles estão cobrando bandeira 2 em plena luz do dia. Agora mesmo eu tomei um táxi no centro e o senhor motorista já foi logo acionando a tarifa 2 em pleno meio dia, com uma tarifa inicial de R$ 3,80. Tentei fotografar discretamente para mostrar ao blog, porém houve um problema no meu telefone. E ai? Quem poderá nos ajudar?
Jadson Silva
Internauta Vandenberg Cardoni comenta na Coluna O Tempo Voa
Comentário postado na coluna “O TEMPO VOA: Solenidade do Tiro de Guerra – Praça 3 de Agosto – Década de 70”
O ano dessa foto é 1977. Mais precisamente, primeiro semestre.
Vandenberg Cardoni
Convite
Tiro de Guerra faz Convite
Convite – MOSTEV.
Registramos o convite da Mostev – Festival de Artes da Vitória – que ocorrerá no próximo de 20 de novembro no Clube dos Motoristas – O CISNE – as 19h. Desde Já, agradecemos o convite.

Momento Cultural: Sertaneja do Nordeste – por ALBERTINA MACIEL DE LAGOS
– Repara e veja,
sou sertaneja,
filha do bravo “Leão do Norte”,
de alma pura como o azúleo Céu!
E, mais, ainda,
sou a cabocla forte
de bonito e bem amplo chapéu,
que lavra a terra
e bem contante,
aprende a ler para ser gente,
e escrever
com zelo juvenil,
no papel e na areia do sertão,
e lá, bem dentro do coração,
o nome mais lindo
que pronuncia rindo,
o nome da sua Terra,
o nome do – Brasil!
(SILENTE QUIETUDE – ALBERTINA MACIEL DE LAGOS – pág. 40).
O TEMPO VOA: Visita do Governador Eraldo Gueiros
Curiosidades Musicais: GERALDO PEREIRA – por Léo dos Monges
Geraldo Theodoro Pereira – Geraldo Pereira – nasceu em Juiz de Fora (MG), 23 de abril de 1918.
Tinha uns onze anos quando, chamado pelo irmão, Manuel Araújo, viajou para o Rio de Janeiro, e subiu pela primeira vez o morro da mangueira.
– Mano, a coisa é assim… Mané Araújo, ferroviário, viajava muito, e chamaria o irmão para ser uma espécie de chefe de família substituto, para cuidar das duas mulheres que viviam com ele: A mãe de ambos e uma filha pequena de Manuel.
No morro, Geraldo tornou-se adulto depressa. Casou-se com Eulíria Pereira pouco depois de terminar o curso primário. Para o sustento, andou trabalhando numa tendinha, um daquele botecos do morro. Começou com a música ouvindo o irmão tocar sanfona, adolescentes ainda, já compunha sambas para escola Unidos da Mangueira, hoje extinta. Logo fez amizades com os bambas do morro e aprendeu violão com Cartola e Aloísio Dias.
Contudo, mais que o samba propriamente dito, era a boêmia que atraía a Geraldo. Como a mãe, que bebia muito (e quando bebia dava vexame), Geraldo apreciava o copo. E havia também as cabrochas, pois a mulher, Eulíria, já ia sendo posta de lado.
Aos 18 anos, deixou o morro para viver no subúrbio de Engenho de Dentro. Logo depois mudou-se para a Lapa. Na Lapa, emprego novo, foi trabalhar na Prefeitura do Rio como motorista de caminhão de limpeza urbana. Passou a frequentar os bares da cidade, inclusive o Café Nice, ponto de encontro de sambista e da Boêmia Carioca. Com parceria de Nelson Teixeira, compôs o samba Se Você Sair Chorando, gravado em 1939 em disco Odeon pelo cantor Roberto Paiva. Inscrita no concurso de músicas de carnaval em 1940 o samba se classificou entre os vinte finalistas e é bom que se observe: até Aquarela do Brasil, de Ary Barroso, entrou na disputa. A música vencedora foi Ó, seu Oscar, de Ataulfo Alves e Wilson Batista. Mas, se você sair chorando conquistou um ótimo lugar na classificação geral. Foi a primeira música de Geraldo Pereira gravada e de certa maneira seu primeiro sucesso.
Ainda em 1940, compôs, de parceria com Wilson Batista, o samba de breque Acertei no Milhar, gravado na Odeon por Moreira da Silva. Por essa época vivia com Isabel, inspiradora de muitos dos seus sambas, entre eles Acabou a Sopa (com Augusto Garcez). Gravado em 1940 na Victor, marcou o início de sua amizade com Ciro Monteiro, que se tornaria um de seus mais fiéis intérpretes e o principal divulgador de suas obras. Sambista inovador da MPB, criou o samba sincopado que influencia a Bossa Nova anos mais tarde.
De 1941 a 1947, Geraldo teve gravados uns quarenta sambas. Entre seus parceiros estavam, Marino Pinto, Augusto Garcez, J. Portela, Ary Monteiro, Jorge de Castro, Arnô Provenzano, Djalma Mafra, Elpídio Viana e Raul Longras.
Entre os intérpretes, Roberto Paiva, Aracy de Almeida, Isaura Garcia, Odete Amaral, Alíbio Lessa, Jorge Veiga, Anjos do Inferno, Quatro Ases e Um Coringa.
Geraldo Pereira, morreu no dia 08 de Maio de 1955, aos 37 anos, dias depois de uma briga com o famoso travesti da Lapa “Madame Satã”, devido a uma hemorragia interna. (Madame Satã era natural de Glória do Goitá – PE).
Autor de grandes composições como: Se Você Sair Chorando, Falsa Baiana, Você Está Sumido, Sem Compromisso, Bolinha de Papel, Que Samba Bom, Escurinha, Escurinho, Acabou a Sopa, A Voz do Morro, Acertei no Milhar e tantas outras mais.
Falsa Baiana, este samba é considerado o maior sucesso de Geraldo Pereira, ele inspirou-se na fantasia de Baiana usada pela esposa de Roberto Martins no Carnaval de 1943. “Ela não sabia sambar- Conta Roberto – e, apesar do traje, estava longe de parecer uma verdadeira Baiana. Daí nasceu a Falsa Baiana.
FALSA BAIANA (MARIENE DE CASTRO)
AUTOR: GERALDO PEREIRA
Baiana que entra na roda e só fica parada
Não canta, não samba, não bole nem nada
Não sabe deixar a mocidade louca
Baiana é aquela que entra no samba de qualquer maneira
Que mexe, remexe, dá nó nas cadeiras
Deixando a moçada com água na boca
A falsa baiana quando entra no samba
Ninguém se incomoda, ninguém bate palma
Ninguém abre a roda, ninguém grita ôba
Salve a Bahia, senhor*
Mas a gente gosta quando uma baiana
quabra direitinho, de cima embaixo
Revira os olhinhos dizendo
Eu sou filha de São Salvador*
Leo dos Monges













