Momento Cultural: Perto do mar, anoitecia… por Célio Meira.

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Perto do mar, anoitecia…

Corria o mês de novembro,

– Era Dia da Bandeira,

fomos ver a lua cheia,

ao lado da ribanceira.

Depois, descemos. Na praia,

ficamos a reparar:

– Havia esteira de prata,

nas águas mansas do mar.

Ali, olhando o mar, a lua,

recebemos a lição:

– Jesus Cristo está presente,

na glória da criação.

(migalhas de poesia – Célio Meira – pág. 25).

BOA SORTE!

O filósofo alemão Friedrich Nietzsche (1844-1900) deduzira: Sem a música, a vida seria um erro.

Depois, chamam-me de hiperbólico quando descrevo minhas emoções musicais. Quando a dosagem é exagerada, é natural que o efeito seja um exagero.

O filósofo francês Voltaire (1694-1778) já apregoava: Tudo que entra pelo ouvido vai direto ao coração.

Não foi, em vão, que a mitologia personificou a música na deusa Euterpe, cuja etimologia resume-se em “a doadora de prazer”. E eu não quero me curar de nada que me dá prazer.

Sosígenes Bittencourt

Internauta Manoel Carlos comenta no Blog

Comentário postado na matéria “A “NOVA” FESTA DE SANTO ANTÃO por Pedro Ferrer“.

FESTA DE SANTO ANTÃO OU FESTA DOS INIMIGOS DE ANTÃO?



Querido amigo Pedro Ferrer ouso discordar de vc no quesito de a dita “festa” ter sido magnifica, pois o que há de magnifico numa festa profana?

Amigo, forçosamente, até pode ter sido, se visto unicamente pelo lado mundano, mas pelo lado espiritual, místico, o que de sagrado foi pregado?

Santo Antão é gigantesco, inclusive, os Ortodoxos chamam-no de megamartir devido a santidade de seus exemplos!

Pedro Ferrer a vida de Antão foi de extremo silencio e de profunda renuncia a vida mundana e corriqueira, já naqueles tempos, onde os padre do Deserto eram tão assistidos pela graça “não causada”; hoje, em nas nossas novenas, durante as Missas se observa o infernal barulho das palminhas, dos aplausos (que massageiam o ego de padres. Antão combateu o ego) dos abusos litúrgicos, dos péssimos sermões, que tão ruins, na verdade tornam nossa gente mais próximas do protestantismo.

Querido Ferrer Santo Antão era tido como o “martelo dos hereges”, e nos dias atuais, nos falta padres que dominem o catecismo romano, e olhe que não aludo nem ao Código de Direito Canônico, mas, apenas ao catecismo, puramente.
Se a intenção da novena é mostrar que Antão ainda caminha conosco em direção ao Céu, como exemplo a ser seguido, então os organizadores estão falhando e muito: onde se cultuou o silencio nas novenas?

O quanto de jejum foi pregado e incentivado nas novenas?

O estudo catequético/apologético foi ministrado ou ficou nos sofridos sermões onde o relativismo religioso e moral campeia?

Amigo Pedro novamente perdemos a oportunidade de falarmos sobre Jesus Cristo na vida desse grande Santo, tanto Oriental como Ocidental. Lembro a você, que, inclusive, bebida alcoólica foi vendida aos montes (e qual o pecado, deves perguntar), numa cidade onde os índices de violência são altíssimos, e onde nossos jovens são as principais vítimas de bebedeiras, é no mínimo, esdruxulo. Será que Santo Antão beberia nas praças?

Por fim, querido Pedro Ferrer, acredito que os grandes exemplos de Antão são escondidos do povão, posto que, incomoda ser santo, e exigiria uma mudança de paradigmas enorme, principalmente de leigos metidos a católicos, ou que se imaginam saber de algo. Na Novena quantos Terços ou Ofícios foram rezados nas casas?
O problema Pedro é que fizeram da data uma mera festa humana, e não uma celebração da vida de Santo Antão!

O dito lado profano da festa está cada vez mais profano, e o mais triste é que a dita “festa” profana é organizada por católicos leigos, que se dizem católicos romanos. Miserere Domini!

Deveriam todos ler isso de Antão:

“Aquele que houver negligenciado seu progresso espiritual e não houver consagrado todas as suas forças a essa obra deve saber com certeza que a vinda do Senhor será para ele o dia de sua condenação.”

Abraços querido amigo.

Manoel Carlos