Projeto sustentável leva o estudante vitoriense Marcus Matheus para os EUA.

Orientados pela professora de geografia do Colégio Militar do Recife, dois alunos (Marcus e Rento) desenvolveram um projeto totalmente sustentável que visa, inicialmente,  despoluir as águas dos  córregos do grande Recife.  Com mais de 10  premiações o projeto, agora, será fruto de apreciação na maior feira do gênero do Mundo, que acontecerá na cidade de Nova York, EUA.

O melhor dessa notícia, por assim dizer, é que um dos alunos envolvidos nesse projeto sustentável, promissor e já bastante premiado é um vitoriense. O jovem Marcus Matheus é nosso conterrâneo e merece todos os aplausos da comunidade antonense. Nesse contexto, desejamos o BOA SORTE para o Marcus, lá, na Terra do Tio Sam.

Veja a reportagem completa aqui: https://g1.globo.com/pe/pernambuco/ne2/video/estudantes-do-recife-criam-projeto-que-ajuda-na-limpeza-dos-canais-11675767.ghtml

Tiro de Guerra – Solenidade – Boina Verde-Oliva e aposição de Braçais.

Após uma marcha de 8km, iniciada hoje, a partir  das 5h, os atiradores do nosso Tiro de Guerra foram recebidos na sede do TG  por familiares. O evento marcou a conclusão da primeira fase do ano de instrução.

 Após concurso interno para escolha dos auxiliares de instrução da turma 2023,  vinte atiradores foram promovidos à função de monitor.  Na ocasião, todos os atiradores receberam a Boina Verde-Oliva do Exército Brasileiro.

A Solenidade foi comandada pelo Chefe da Instrução do TG 07-004, S.Ten Wagner Pereira Barbosa.

 

PARATY – por Marcus Prado.

Estando em Paraty, gosto de fotografar à noite, atento ao mais ínfimo do cotidiano da cidade quando dorme, quando a flama do sol está longe de aquecer o céu nublado. Fiz essa Foto numa madrugada de Junho, a estação mais fria do local. Nessa rua morava a divina atriz de Teatro, Maria Della Costa, fui hóspede mais de uma vez de sua famosa pousada. Recordo-me do que ela dizia. Suas palavras davam frescor à alma.

Marcus Prado – jornalista. 

Flávio José apenas expôs o desmonte em curso……

Em recente acontecimento, ocorrido no palco do Parque do Povo, na cidade paraibana de Campina Grande, em que o renomado cantor nordestino,  Flávio José,  confirmou  o encurtamento do tempo do seu show em detrimento ao alongamento da apresentação da  atração musical seguinte –   um artista estranho à gênesis do forró –  apenas ratifica o que vem acontecendo  há várias décadas, ou seja:  o desmonte silencioso em curso da nossa principal e mais popular manifestação cultural.

Os festejos juninos, evento religioso e profano num só tempo, é uma espécie de perpetuação da satisfação do povo nordestino em comemoração à chegada das chuvas invernosas, no sentido da perspectiva da boa colheita e de um alento à seca que sempre castigou a região. Fé aos santos do mês de junho e o apego inegociável às suas raízes foram, por assim dizer, os principais ingredientes da construção, ao longo de tempo,  dessa mais pura manifestação popular chamada São João do Nordeste.

Diz o ditado: “ não se deve fazer cama para os outros deitar”. As nossas festas juninas viraram um grande negócio. Desfigura-las no contexto musical, dando espaço avantajado e sequenciado aos grupos de pagode, ao axé, às voláteis duplas sertanejas e até ao alienígena som eletrônico é simplesmente  sepultar os artistas regionais. É deixá-los, apenas, como moldura de uma obra em que os mesmos já foram protagonistas  em todos os seus quadrantes.

E o  pior dessa verdadeira inversão de valores, vale sublinhar, é que os artistas do lado rico do País (Sudeste e Centro-Oeste) que estão se apresentando no São João do Nordeste, além de muito dinheiro,  estão ampliando  exponencialmente seus horizontes artísticos justamente no lado empobrecido do País  financiados, ironicamente,  pelos pacos recursos públicos que deveriam alavancar a cultura nordestina. Ou seja:  além de “roubar” a cena musical e subtrair o quinhão financeiro dedicados à cultura nordestina estancam, de maneira impiedosa,  o processo de renovação  dos novos talentos que estão  brotando na região do Rei do Baião.

No meu modesto entendimento, certamente há de haver um grande movimento sincronizado por trás de toda essa megaestrutura, possivelmente “lubrificado” pelo lamaçal da sempre vantajosa corrupção,  perpetrado pelos senhores políticos, diga-se: boa parte dos governadores e dos prefeitos da Região do Nordeste.

Basta observar, por exemplo, a grade de apresentação para “suas majestades de fora”, isto é:  são milimetricamente pensadas  para o encaixe nos programas de televisão,  produzindo assim vantagens de toda ordem financeira. Racional seria se toda essa “ginástica logística” fosse para produzir e projetar,  ao grande público nacional,  os festejos locais (regionais) e, em ato contínuo,  os  verdadeiros artistas e “donos” da programação  junina. Diga-se: as atrações musicais nordestinas!

Pois bem, na música composta por João Silva e J.B. Aquino, gravada, entre outros, pelo Trio Nordestino, Luiz Gonzaga e Elba Ramalho,  intitulada de “Pic Plic Plá”, a mesma, ao seu tempo, vislumbrava um futuro privilegiado para o forró, dizendo: “ele veio do fundo dos quintais, hoje é maioral dos palhações, tá valendo milhões….Tá valendo milhões…..O forró tá valendo milhões…..”

O tempo passou….  E como a vida é dinâmica e muita vezes o sistema é perverso, os milhões que deveriam ser investidos no  forró para  alimentar, no bom sentido da palavra,  os artistas que  fizeram de suas respectivas vidas um verdadeiro sacerdócio à música genuína da sua região, infelizmente, são “cancelados” no seu próprio terreiro (São João). Portanto, ao mesmo tempo, no sentido figurado e real, lembremos do poeta Flávio Leandro:  “Eu não quero enchentes de caridades. Só quero chuvas de honestidade…………..” Viva o São João do Nordeste!!!

 

2ª Edição do Forró do ETSÃO…..

Com sua sequência interrompida pelos impedimentos sanitários provenientes da COVID-19, aconteceu, na noite do último sábado (03) a 2ª Edição do Forró do ETSÃO. O evento dançante contou com três atrações musicais: Trio Pé de Serra, Jorge Neto e Aninha e a Banda Brucelose.

Assim como na primeira edição, a versão forrozeira promovida pela Agremiação Carnavalesca ETSÃO ocorreu na Casa de Eventos “Espaço de Ouro”. Juntamente com a sua diretoria, na qualidade de presidente da agremiação, o sempre animado Elminho comandou a festa. O próximo encontro do ETSÃO com os seus fãs, agora, será nas ruas da Vitória,  no sábado do Carnaval 2024…

 

Cidadão Vitoriense: Monsenhor Maurício foi bastante festejado!

Em evento realizado nas dependências do Instituto Histórico e Geográfico da Vitória, ocorrido na noite da sexta (02), o Monsenhor Maurício Diniz foi condecorado com duas honrarias: Título de Sócio Benemérito do IHGVSA e Título de Cidadão Vitoriense.

Bem prestigiado pela comunidade católica local, políticos de várias cidades e também diversas  representações  culturais,  o evento  apenas ratificou  que  a passagem do padre Maurício pela nossa cidade (2015/2021), em particular pela Paróquia Matriz de Santo Antão, foi frutífera e agradou a “gregos e troianos”.

Visivelmente satisfeito, o Monsenhor Maurício foi bastante solicitado para fotos e abraços. Desde a sua chegada ao Teatro Silogeu até à saída dos últimos convidados seu semblante era de alegria e a certeza do dever cumprido,  em terras antonenses.

A proposta da condecoração pela Câmara de Vereadores foi uma indicação do parlamentar Saulo Albuquerque, popularmente conhecido por Doutor Saulo. Doravante, brindemos! O paraibano Maurício Diniz também é pernambucano de Santo Antão….

 

Flávio José – por @historia_em_retalhos.

Aos 71 anos de idade, tocando em seu estado natal, Flávio José, um dos maiores forrozeiros do país, passou por um constrangimento diante do público presente no Parque do Povo, em Campina Grande/PB, no último dia 02.06.2023.

Durante o evento, o sanfoneiro afirmou que a culpa não era sua por ter que diminuir o seu repertório e reclamou da desvalorização dos artistas nordestinos.

Isso mesmo.

O show do caboclo sonhador foi encurtado em meia hora, para que o sertanejo Gusttavo Lima tivesse a sua apresentação adiantada e começasse antes da previsão inicial, suprimindo tempo do show de Flávio.

É difícil não dar razão ao desabafo do sanfoneiro de Monteiro.

O sol nasce para todos e não se trata, aqui, de restrição a qualquer tipo de estilo musical.

Porém, algumas perguntas ficam no ar:

– não fossem Flávio José e a sua geração, bem como todos aqueles que os precederam, haveria São João de Campina Grande?

– é justo e respeitoso cercear-se o microfone de um artista de 71 anos cuja carreira é marcada por sucessos que difundiram a Paraíba para o Brasil e para o mundo?

– o que irão pensar as novas gerações de sanfoneiros ao verem o grande Flávio José, inspiração de muitos, ser preterido, em sua terra natal, por Gusttavo Lima?

Para a nossa reflexão.

Um bom final de domingo a todos.
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Enchente de 2005: há exatos 18 anos Vitória estava mergulhada no caos!!!

Para quem saiu de casa hoje, 02 de junho, debaixo de sol forte, céu azul e tempo firme, certamente não se recordou da tragédia ocorrida justamente no  dia  02 de junho 2005 em nossa cidade, exatamente há 18 anos. A enchente de junho de 2005 ficou catalogada na história do nosso município como um dos piores acontecimentos coletivo já registrado.

Apenas para termos uma ideia do caos, por assim dizer, outro fato similar, antes anotado como o pior  das últimas décadas, conhecido como “a cheia de 75”, na qual Vitória foi terrivelmente atingida, registrou-se no mês de julho daquele ano (1975)  precipitações pluviométricas de 436mm. Em junho de 2005 o índice foi de 621,7mm. Apenas nos dias 02 e 03 de junho a nossa cidade foi “castigada” com 250mm, segundo dados oficiais.

Devido ao grande volume d’água alguns bairros  da cidade ficaram  inundados  de maneira rápida. Parte da periferia, sobretudo às áreas ribeirinhas, tiveram casas destruída,  causando o maior número de desalojados e desabrigados da sua história.

 O setor produtivo também foi duramente atingido. O comércio do centro da cidade ficou totalmente paralisado com a fúria das águas. Lavouras destruídas e as agências bancárias com muitos equipamentos submersos. Serviço de fornecimentos de água potável também foi danificado e etc, além de pontes destruídas, tal qual à cabeceira da Ponte do Galucho.

Além da ocupação de vários espaços públicos (escolas) pelos desabrigados, uma rede de solidariedade foi criada em vários segmentos da sociedade – Igrejas, clubes de serviço, órgãos  governamentais, entidades classistas e etc, na tentativa de atenuar os efeitos da tragédia. Registremos, porém, que a cidade demorou   para entrar “nos trilhos” e voltar à “vida normal”.

Essas escassas linhas, evidentemente, não tem a pretensão de narrar fielmente o cotidiano da tragédia. Tem,  sim, o sentido pedagógico de “disparar o gatilho” da memória, fazendo com que as pessoas que vivenciaram os fatos citados relembrem os acontecimentos assim como informar, mesmo que superficialmente, aos mais jovens.

Para concluir deixo algumas perguntas no ar: o que aprendemos com os relembrados acontecimentos? Quais medidas que foram tomadas,  no sentido da prevenção de novas tragédias?  Será que estamos trabalhando para evitar ou atenuar danos por chuvas fortes em nossa cidade?

Novo sistema de pesos e medidas – há 150 anos – Corrida Com História.

Importado da França, o novo sistema de pesos e medidas que começou a vigorar no Brasil no início da sétima década do século XIX substituiu os trazidos pelos  portugueses,  por ocasião do nosso “descobrimento”.

Entre outras referências a arroba, a libra e a oitava  deram lugar ao quilo,  para os produtos medidos e negociados por peso. Para os produtos líquidos:  a canada, a pipa e o quartilho foram substituídos pelo litro. Já para as unidades de cumprimentos, o metro sepultou a braça, a vara, o palmo, o pé, e o côvado.

Pois bem, foram com essas novas medidas que o comércio e a população antonense tiveram que conviver e aderir a partir do dia 1º de junho de 1873, ou seja: há exatos 150 anos. Evidentemente que essas mudanças não foram fáceis, muito menos absorvidas rapidamente.

Os novos padrões  – balanças, pesos e etc – haveriam de ser compradas ou alugadas as autoridades que ainda cobravam por aferições periódicas. Nem os comerciantes gostaram,  muito menos a clientela. Aliás, essas mudanças deflagraram um movimento no  Nordeste  brasileiro – iniciado no interior do estado da Paraíba – que ficou conhecido como “ A Revolta dos  Quebra-Quilos”.

Portanto, hoje, 1º de junho de 2023,  marca os 150 anos do inicio oficial dessa grande transformação na nossa, então recém-criada,  “Cidade da Vitória” – Corrida Com História.

Veja o vídeo aqui:

https://youtube.com/shorts/lCL56RBUiUQ?feature=share

Monsenhor Maurício – Cidadão Vitoriense….

Após longo pastoreio do sempre lembrado Padre Renato da Cunha Cavalcanti, encerrado com o seu falecimento, chegou à Vitória,  para substitui-lo, após período exitoso na vizinha cidade de Moreno, o Monsenhor Maurício Diniz.

A Matriz de Santo Antão da cidade da Vitória de Santo Antão, vale sublinhar, é um espaço de poder religioso por muitos desejado.  Ao longo das décadas em que esteve como timoneiro Padre Renato formatou gerações de religiosos e fiéis sintonizados com o seu jeito de ser, mas a vida é dinâmica e, convenhamos,  o tempo se encarrega de transformar quase tudo, inclusive ideias e conceitos.

Em um processo de continuidade e ruptura, simultaneamente estabelecidos,  em momento singular da histórica do catolicismo em nosso torrão,  a chegada do Monsenhor Maurício à Paróquia de Santo Antão, por assim dizer,  “animou” a vida religiosa da cidade.

Portador de um carisma singular, com seu jeito matuto e detentor de uma cultura geral invejável o Monsenhor Maurício agradou a “gregos e troianos”. Ao passo que avançou nas questões administrativas da paróquia interagiu em 360 graus com a  comunidade antonense.

Nesse contexto , por tudo isso e muito mais,  o paraibano que serviu ao exército brasileiro e queria ser arqueólogo, mas que entregou seu destino ao sacerdócio, na próxima sexta-feira (02), por indicação do vereador Doutor Saulo, será condecorado com o Título de Cidadão Vitoriense. Parabéns para o Monsenhor Maurício Diniz.

Serviço:

Sessão Solene – Título de Cidadão Vitoriense.

Local : Teatro Silogeu – Matriz.

Dia: sexta-feira – 02 de junho.

Horário: 19:30h

Domingos do Teclado – O Rei do Munguzá…..

Com criatividade e muito esforço, o amigo Domingos“Rei do Múnguza” –  continua chamando  a atenção da clientela para o seu produto, através das músicas de sua autoria. Além de compositor e comerciante,  também é cantor e produtor musical.

Registro – 2014

Sua simpatia e animação chamou minha atenção há mais ou menos uma década quando, naquela ocasião, produzimos uma matéria, aqui, no Blog do Pilako.

Recentemente, no Pátio da Matriz, reencontrei-o. Disse-me que passou uma temporada “no Goiás” e que o vídeo que fizemos, lá atrás, o projetou bastante, fazendo com que ele ficasse mais conhecido e, consequentemente, incrementasse suas vendas. Segue, portanto, o mais novo CD com  mais músicas  do Domingos do Teclado – o famoso Rei do Munguzá.

Veja o vídeo aqui: