Hoje é o dia do DJ Marcone!

Criado desde o ano de 2002, quando a UNESCO estabeleceu que o dia 09 de março, seria dedicado aos DJs do mundo inteiro e que deveriam, nesse contexto das comemorações, promover campanhas dedicadas à solidariedade e à caridade, na medida em que os homenageados (DJs) repassariam seus  cachês -– ou parte dele – para às causa humanitárias, que a profissão ganhou destaque, sobretudo na Europa e EUA.

Realçam os profissionais da área: “porque música eletrônica é muito mais do que apertar o play”. Contudo, o dia 09 de março – dia dos Djs – naturalmente, deixa de ser apenas mais uma data alusiva à determinada categoria profissional, como tantas outras,  e sim, um evento mundial que começa ganhar força no Brasil, face a dimensão da celebração,  e amplitude das ações que poderão ser promovidas. Portanto, em nome do Dj Marcone, o mais famoso e mais bem estruturado profissional da região, estendemos nossos parabéns a todos profissionais dessa área, da nossa Vitória de Santo Antão.

Maracatu Quiloanda: organização e amor ao ritmo.


Na noite do sábado de Zé Pereira (25), logo após a saída da Companhia dos Monges em Folia, da frente da Igreja do Rosário, acompanhei a passagem do Maracatu Quiloanda. Com sede no Bairro da Bela Vista, esse grupo, com cinco anos de fundação, ensaia aos domingos, durante o ano todo, na praça do meso bairro.


Formado por pessoas dos mais variados segmentos, dentro dos quais destaco meu professor José Severino, o grupo também é um exemplo de organização e comprometimento com as raízes da nossa cultura. Na passagem aludida registrei a animação da senhora Alaíde que, com mais de oito décadas de vida, demonstrava total vitalidade e intimidade com o ritmo. Ela é uma das fundadoras  da agremiação e mãe da presidente,  Fátima Maior. Olhe um bom exemplo de vida. Veja o vídeo:

Registros do carnaval vitoriense 2017.

Nos quatro dias de folia, na nossa Vitória de Santo Antão, nossas lentes registraram muitas coisas curiosas. Na qualidade de membro da Orquestra Ciclone, regida pelo Maestro Givaldo, destacamos o animado músico que além de executar os frevos,  com excelência, dançava e pulava  com  sua tuba, dando um show à parte. Veja vídeo:

Destacamos também o malabarismo de um artista vitoriense, registrado em vídeo, no Pátio da Matriz, onde o mesmo  vive, juntamente com outros da sua categoria, circulando pelo Brasil e até por outros países. Veja o vídeo:

O carnaval vitoriense, apesar dos pesares, continua sendo um espetáculo de criatividade e amor à causa. Aqui, temos o que ninguém tem, ou seja: o povo como matéria prima. Nada se faz necessário importar…

O “camarote” do Cornélio tem uma das melhores vistas do percurso oficial do carnaval vitoriense.

Devido as minhas atividades carnavalescas, referente ao desfile da SAUDADE, não pude honrar o convite recebido pelo amigo Cornélio, de comparecer ao seu especial camarote no sábado de Zé Pereira (25), no domingo (26) e na segunda (27), mas, na terça (28), livre das minhas obrigações carnavalescas, lá estive e pude constatar o quanto perdi.

Cornélio, juntamente com seus familiares, configura-se no tipo de pessoa que sente prazer em receber amigos em sua residência. Cobra a presença, não deixa faltar nada, agrada pra lá, agrada pra cá, serve comida e bebida para todos os gostos e ainda tem a localização do seu  “camarote” com uma das vistas mais privilegiada de todo percurso oficial do carnaval vitoriense.

Não poderia, portanto, deixar de fazer esse registro,  pela gentileza do amigo Cornélio que, além de ser um folião animado, é um sujeito amigo dos amigos e que também contribui com as boas causas da cidade. Em nome de todos os seus amigos, que usufruíram das delícias do seu particular “camarote”, muito obrigado!!!

Agtran no carnaval 2017: boa vontade, mas com estrutura deficitária.

Apesar do numero reduzidos de pessoal, para desempenhar a função com eficiência, algo tolerável para uma gestão municipal que foi empossada há dois meses, devemos destacar a atuação dos agentes da AGTRAN, no esquema do trânsito para carnaval 2017.

Acredito que a boa vontade de todos suplantou, em parte,  as dificuldades, sobretudo para as atuações pessoais dos amigos Evaristo e Barros. Ambos contribuíram de forma acentuada para o bom andamento do carnaval. Aliás, mesmo com as dificuldades inerentes ao inicio de qualquer administração pública, esse ano (2017), realizou-se uma operação que neutralizou uma dificuldade recorrente. Ou seja: viabilizar a chegada,  ao bairro do Livramento, na tarde do sábado de Zé Pereira, do trio Asas da América, para saída do Bloco Papaleguas.

Para isso, se fazia necessária uma operação pontual, na horário da manhã, no mesmo sábado (25),  na Avenida Silva Jardim, com a  não permissão do estacionamento dos carros, em uma das vias. Nesse caso apontado, por exemplo, relatei  pessoalmente as dificuldades ao agente Barros, em reunião na sede da ABTV e, na mesma ocasião,  expliquei quais medidas deveriam ser tomadas. Com boa vontade e eficiência,  as medidas foram tomadas e conseguimos nos antecipar ao “velho problema de sempre”. Isso demonstra COMPROMETIMENTO, algo raro no serviço público.

O fechamento das ruas, nos dias que antecederam a folia e nos quatro dias principais, funcionou razoavelmente bem. Houve uma diminuição considerável de motos no percurso oficial e os desfiles fluíram, relativamente sem problema.

No desfile da SAUDADE, por exemplo, fomos obrigados a ser socorrido pela habilidade do motorista do trio Asas da América – Jardel – para atenuar os efeitos de um carro que ficou estacionado justamente no cruzamento da Avenida Mariana Amália com a Rua Melo Verçosa, em pleno percurso oficial da folia.

Se faz necessário, desde já, que a nova gestão municipal, sob o comando do prefeito Aglailson Junior, procure realizar reuniões, pós carnaval, para que se faça avaliações , dos acertos e dos erros, para que na  próxima edição (2018),  não sejamos obrigados  começar do “zero” novamente e continuar elencando as mesmas falhas.

Esse tipo de trabalho, é importante salientar, que é quase impossível de ser realizado com sucesso se não houver contratação de gente qualificada para o serviço. Faltou também campanhas educativas para orientar os foliões a deixar seus veículos em casa. Precisa-se, naturalmente, montar uma força tarefa antes do carnaval, para que as coisas funcionem sem um acentuado número de improvisos. Nesses casos, o planejamento é a melhor ferramenta de trabalho.

Com a volta do percurso dos trios pela Matriz e com o palco na Duque de Caxias o carnaval ficou mais animado.


Hoje (08) pela manhã registrei em foto a Praça Dom Luiz Brito, popularmente conhecida por “Praça da Matriz”. Como se vê, após o carnaval 2017, nada dela foi destruído ou arrancado, como apregoavam os comandantes da gestão municipal anterior. Lá, continuam: a pirâmide, os coretos, os bancos, os jardins, o “V”, os banheiros, o palco….Nada!! Nada foi destruído. Das duas, uma: ou na gestão anterior não haviam  pessoas capacitadas para fazer essa avaliação,  ou mentiram para a população,  apenas por capricho. A comunidade carnavalesca, lá na frente, cobrará essa fatura.

Um diretor de agremiação carnavalesca – que não direi seu nome para não expô-lo – disse-me: “viu como ficou melhor, passando  pela Matriz”. Eu – claro, sempre falei isso, mas só  eu reclama e “gritava” publicamente. Ele – “ quem era doido falar… se tava todo mundo mamando no sistema”…

Pois bem, desde o primeiro dia em que nos reunimos com Marcos Rocha – ainda em dezembro – lá na sede da ABTV – disse-lhe que a volta do percurso pelo Pátio da Matriz seria algo natural. Com essa medida e a ativação da folia na Praça Duque de Caxias, garantia-se uma  melhoraria no clima do carnaval em pelo menos  50%.

A nossa sugestão – ABTV – em promover uma das vias da Avenida Silva Jardim, como ponto de partida para os blocos que desfilam com trio elétrico,  assim como passagem obrigatória para os que tem como ponto de partida o bairro do Livramento, demonstrou , nitidamente, que quando as coisas são pensadas com seriedade,  por pessoas que “entende do traçado”, tudo funciona.

Deve-se também, aqui, destacar, para o êxito dessa operação, as atuações dos secretários municipais Bio da Morepe e Darlan. Ambos,  realizaram com total boa vontade e presteza as intervenções necessárias,  para que as coisas fluíssem com sucesso. As árvores do trecho aludido, por exemplo,  foram várias vezes podadas, para que as coisas fossem “se encaixando”.

Com relação aos fios que cruzam o percurso oficial do carnaval, esse ano, ABTV, CELPE e PREFEITURA trabalharam em conjunto e as coisas,  se não ficaram 100%, avançaram muito, todos contribuíram para o melhoramento dessa demanda, há muito necessária. Em parceria tudo fica mais fácil.

Com relação à volta do foco carnavalesco e o palco para Duque de Caxias – “Eterno Quartel General do Frevo” – não observamos maiores dificuldades, em função da passagem das agremiações. O palco funcionou, cumpriu seu papel, os artistas se apresentaram sem que fosse necessário “sacrificar” quem quer que seja. Mais uma vez, ficou provado que quando se tem coordenação, ninguém atrapalha ninguém, e o carnaval cresce,  e o folião é que sai ganhando.

Como já falei anteriormente, com a chegada da nova gestão municipal, a comunicação e o dialogo, entre as associações representativas do carnaval, dirigentes de agremiações e demais atores envolvidos, funcionou, sem ranço,  sem travamento. O atual secretário de Cultura, Turismo e Esporte, Marcos Rocha, é uma pessoa fácil, leve e com vontade de acertar. Se lhe falta experiência na área carnavalesca, lhe sobra, contudo,  serenidade e educação para ouvir e dialogar. Mas,  não devemos esquecer, porém,  que alguns pontos do carnaval não funcionou  como deveria e da maneira que ficou acertada. O comercio ambulante e os carros de mão, por exemplo,  serão frutos dos  nossos temas,  nas postagens de amanhã.

SOS PRAÇA DUQUE DE CAXIAS – RESGATE

Há 925 dias (18/08/2014 – 28/02/2017) – 132 segundas-feiras, 132 terças-feiras, 132 quartas-feiras, 132 quintas-feiras, 133 sextas-feiras, 134 sábados, 133 domingos, 135 semanas, 02 anos e 06 meses, 925 alvoradas, 925 crepúsculos vespertinos, 925 noites, 30 luas cheias, 30 luas minguantes, 30 luas novas, 30 luas crescentes e 26 feriados, oficial, nacionais – 22.200 horas , estamos em vigília ejetando sinalizadores, à Prefeitura, de PROTESTO E REIVINDICAÇÃO, para restituir um bem CULTURAL, PATRIMONIAL, dos residentes e nativos .

Sr. José Aglailson Filho, PERMITIDO, AUTORIZADO, através da cidadania de seus “proprietários” -o povo-; como gestor-zelador público, para um mandato transitório; não olvides ou desprezes que, estás numa administração pública -diretor maior o povo -, a prefeitura não é bureaux ou office sede de seus negócios, não se iluda ou delire com a varanda -sacada- do paço municipal porque não é o balcão do palácio de buckingham, e, esse município não é quinhão ou extensão de suas propriedades e muito menos da sua família.

Os nativos desta terra clamam pela restituição da NOSSA PRAÇA “DUQUE DE CAXIAS”, arborizada e ajardinada, conforme a mesma configuração e medidas desde sua inauguração.

Vós já ciente do apocalipse, continuo a mascar as ações de destruições – desfiguração, devastação, extirpação, desolação e naufrágio -, daquele espaço patrimonial; sendo os autores krakens, empedernidos, originado, respectivamente, pelos governos populistas, como toda a dinastia sempre foi, de seu pai sr. José Aglailson e complementadas pelo governo do sr. Elias Lyra -a cria.

Os habitantes -nativos e residentes- foram apartados, forçadamente, do bom costume da nossa cultura, de sentar para descanso reflexivo e uso como lazer naquele tradicional local, herança memorial, que faz parte da história da terra.
Aquele jardim público – memorial, foi erguido com o peso do dinheiro pago pelos contribuintes de impostos, da época, por 03 gerações como avós, bisavós e trisavós; queremos SIM a perpetuação daquele espaço inalterado e com a mesma extensão desde sua inauguração.

Código Penal – CP – DL-002.848-1940 Dos Crimes Contra o Patrimônio Capítulo IV
Dano Art. 163 – Destruir, inutilizar ou deteriorar coisa alheia:
Pena – detenção, de 1 (um) a 6 (seis) meses, ou multa.
Dano Qualificado
Parágrafo único – Se o crime é cometido:
Inciso III – contra o patrimônio da União, Estado, Município . . . (Alterado pela L-005.346-1967)

Eu, no gozo dos meus direitos à *cidadania, peço ao Ministério Público Federal a apuração das responsabilidades e aplicação das punições aos condenados.

SE INTERESSAR POR TUDO O QUE É DE TODOS (Carlos Augusto Ayres de F. Britto, é membro da Academia Bras.de Letras Jurídicas, foi Pres.do STF, também foi Pres. do TSE, é Pres. da Comissão Especial de Defesa da Liberdade de Expressão da OAB e membro da Academia Sergipana de Letras).

*fiscalização, controle, cobrança, denúncia, representação, queixa e acionamento do poder judiciário.

JORDANIA

Apesar dos pesares, em 2017, Vitória vivenciou um bom carnaval.


Acabamos de concluir mais um ciclo carnavalesco na nossa cidade, Vitória de Santo Antão. Foi mais uma edição do nosso secular carnaval. Aqui e acolá, repito a seguinte frase: ninguém é dono do carnaval da Vitória, todos irão passar e o carnaval continuará!!!

Para analisarmos e opinarmos sobre nossa festa maior – Carnaval da Vitória – com mais  equilíbrio e dimensão,  deveremos inseri-la em vários contextos. Nossa polis não é um ilha. O carnaval de Pernambuco,  em 2017,  sofreu um forte golpe com uma  onda de violência nunca vista, alardeada pelos que tinham interesse particular no fracasso do evento,  como um todo. Sem esquecer, da cruel crise financeira – que é real –  que afetou diretamente o povão,  em função do “Monstro” do desemprego.

Até parece que o carnaval é a “locomotiva da violência”.  Na verdade,  quem alimenta e produz assassinatos em série é o chamado tráfico de droga. Mas,  sobre esse assunto,  os governantes não querem se aprofundar. Buscar soluções na raiz dos problemas é mexer com as  “estruturas de poder”,  já montadas, e , se confrontar, definitivamente, não faz parte do “cardápio” de interesse dos políticos, de maneira geral.

Pois bem, apesar dos pesares e de todo clima de terror, tivemos um bom carnaval. Com exceção do evento trágico, ocorrido no final da tarde do sábado de Zé Pereira e de alguns arruaceiros,  na noite do mesmo dia, no Pátio da Matriz, nos quatro dias de folia a cidade respirou clima de carnaval.

Na qualidade de pessoa que acompanha carnaval há muito tempo posso afirmar, categoricamente, que nossa cidade, Vitória de Santo Antão, nunca se promoveu tantas prévias carnavalesca, chegando ao ponto, curiosamente, de faltar espaço público para serem realizadas, simultaneamente em um  mesmo bairro.

Em 2017, com a mudança na gestão municipal, inaugurou-se uma relação nova entre o secretário de cultura, turismo e esporte – Marcos Rocha – com as entidades representativas do carnaval local – ABTV e ACTV. Houve trocas de ideias, intercâmbios e entendimentos que promoveram ganhos para todos, não obstante o prefeito Aglailson Junior,  no quesito investimento aos  reais promotores da festa,  haver se nivelado, já no seu primeiro ano da gestão, ao ex-prefeito Elias Lira, quando o mesmo negou e suprimiu, pela primeira vez na história carnavalesca da cidade, o repasse financeiro, por parte da prefeitura,  às agremiações locais. Elias Lira inaugurou esse ciclo e o Aglailson Junior acompanhou sua  trágica ideia.


É bem verdade que o “crime” cometido pelo gestor anterior sempre será maior, em função de estar pilotando o governo continuamente há mais tempo, diferentemente do atual gestor que recebeu, há poucos meses,  a prefeitura, publicamente, deficitária. Mas, se realmente o novo prefeito quisesse fazer um gesto com os diretores das  agremiações, sobretudo com as que tem  orçamento mais apertado, e marcar um “gol de placa”,  deveria ele, chamar todos,  e parcelar a contribuição. Seria uma atitude que o aproximaria dos promotores do carnaval vitoriense.

Ninguém iria lhe censurar por isso, muito pelo contrário, ele iria “ganhar pontos”. Faltou-lhe, no meu modesto entendimento, boa vontade, visão administrativa e reconhecimento aos verdadeiros promotores do carnaval local. Faltou também, no seu governo,  alguém para orienta-lo, nessa questão. Se no ano que vem ele chegar com o “dobro” da ajuda, a referida medida será boa, mas já será encarada como um “ato político”, em função do calendário eleitoral e dos seus interesses particulares na disputa e questão.

De resto, devemos agradecer a Deus pela vida que segue, ao Glorioso Santo Antão pela proteção e partir, animadamente,  para a confecção do próximo carnaval (2018). Na medida do possível estaremos, até a próxima sexta (10),  postado nossas impressões sobre a recente edição do  carnaval vitoriense. Falaremos sobre a volta do percurso pelo Pátio da Matriz, o palco montado na Praça Duque de Caxias, o bagunçado mercado ambulante e o problema “insolúvel “ dos carros de mãos, ornamentação e demais pontos vinculados aos nosso tríduo momesco.

Nova administração: Lavagem das ruas do percurso carnavalesco.

Foto Ilustrativa

Dentro do contexto da limpeza pública, no que diz respeito ao percurso oficial do carnaval 2017, a prefeitura, sob a nova administração, inaugurou uma boa iniciativa. Logo cedo, antes dos desfiles, promoveu a lavagem das vias públicas. Uma boa ação e digna de elogios.

Para ficar justo e perfeito, para os próximos anos, deveria o prefeito Aglailson Junior acrescentar – no contexto limpeza pública no carnaval –  outra ação que foi realizada pela gestão anterior e que foi, por nós, destacada. Trata-se da pontual varrição das ruas do percurso oficial, no intervalo entre os desfiles das agremiações. Não ter acúmulo de lixo exagerado no percurso, durante os desfiles e começar o “dia carnavalesco” com as ruas limpas e cheirosas é o  que poderíamos chamar de ações condizentes com a estatura do nosso carnaval.

UM CERTO DOMINGO

Um certo domingo, corria o ano de 2010, eu assistia a uma reprise do Conexão Internacional, quando apareceu o jornalista e escritor carioca Carlos Heitor Cony, sendo entrevistado por Roberto D’Ávila.

Engraçado, disse simpatizar os cínicos, desde Sócrates a Machado de Assis e Jean-Paul Sartre. Disse que há uma diferença entre o escritor e o cronista. O escritor vive no fundo do mar, e o cronista, no aquário. O escritor tem de traçar seu caminho para ser notado, o cronista vive na vitrine. E acabou citando uma frase de Rabelais: “Não tenho nada, devo muito, o resto dou pros pobres.”

Ainda vi, neste programa, o físico Marcelo Gleiser dizer que “A terra pode ficar perfeitamente feliz sem a gente, mas a gente não vive sem a terra.”

Dá para esquecer semelhante domingo há 17 anos?

Dominical abraço!

Sosígenes Bittencourt

Pernambuco 2017: um carnaval marcado pelo “terrorismo doméstico”.

Não obstante nosso País continuar mergulhado numa agenda negativa desgraçada, sobretudo no que diz respeito ao aperto financeiro em que a população ficou submetida, com números de desempregados batendo recorde, o carnaval, como sempre, atua como uma espécie de bálsamo à dura e triste realidade do povão. Não à toa, comenta-se que no Brasil o ano só começa pra valer, na segunda-feira,  após o carnaval. Aliás, hoje, segunda-feira, dia 06 de março, a propósito, seria o “dia primeiro de janeiro” de 2017, particularmente,  para nós brasileiros.

Pois bem, com queda na venda de cerveja e aumento na venda de aguardente e bebidas mais baratas, apenas se comprova que a música  (Eu Brinco ) de Francisco Alves nunca esteve tão atualizada – “Com dinheiro ou sem dinheiro Eh eh eh eh eu brinco”

Nos três grandes polos carnavalescos do País – Rio de Janeiro, Bahia e Pernambuco – tivemos histórias diferentes. No grande palco da Sapucaí, observamos alguns problemas de ordem  estrutural. Já com relação ao carnaval de rua da Cidade Maravilhosa, o público superou todas as expectativas, em alguns casos, segundo informações de jornais, houve aumento de foliões muito acima do esperado. Em Salvador a mídia do “carnaval sem cordas” criou um novo cenário, no entanto,  na minha modesta opinião, não deve prosperar por conta da dificuldade do turista “comprar” a ideia.

No que diz respeito ao carnaval participativo e mais democrático do Brasil, o Carnaval Pernambucano, podemos dizer que apesar da sua história e da sua tradição, em 2017, recebeu um “golpe” fortíssimo, justamente daqueles que por finalidade deveriam zelar e protegê-lo. Falo da Polícia Militar, do Corpo de Bombeiro e dos políticos que fazem oposição ao Governador Paulo Câmara.

Se beneficiando do clima violento que sacudiu o Brasil, logo nos primeiros dias do ano, face à eclosão de rebeliões em presídios, nas mais variadas localidades do país, em Pernambuco, orquestrou-se um movimento para “encurralar” o Governo do Estado,  que teve como mote o aumento dos soldos dos militares.

Utilizando-se das redes sociais, nas mais diversas plataformas, construiu-se um canal de boatos e se espalhou falácias, multiplicando assim, a sensação de insegurança, para se chegar aos caos desejados. Deve-se ressaltar: uma coisa é segurança. Outra coisa é sensação de segurança. Duas coisas distintas que a população, incauta, não consegue distinguir com clareza razoável.

Pois bem, foi nesse contexto que aconteceu o carnaval de Pernambuco. Somando-se à crise financeira real, tivemos como resultado o esvaziamento dos principais focos da folia no estado. Às vésperas do Galo da Madrugada, maior bloco carnavalesco do Mundo e principal cartão postal do nosso Reinado de Momo, falava-se em “greve da polícia”. Na cidade Patrimônio da Humanidade (Olinda), famosa pelo seu carnaval, carregado de história e criatividade, após a festa, um saldo negativo de público foi anunciado.

Na nossa Vitória de Santo Antão, onde se produz carnaval há mais de um século,  com esmero e devoção, a crise financeira e o “terrorismo doméstico” também golpeou, com força,  a nossa festa de momo.

Como já falei, em virtude da falta de sensação de segurança, uma parcela expressiva de pessoas,  com intenção de brincar e se divertir, ou mesmo apenas acompanhar – na qualidade de “folião olhante”,  ficaram com medo e, por cautela,  se ausentaram do foco folia.

Em contra partida, o clima de “cidade sem polícia”, certamente desencadeou  nos “valentões de plantão”uma euforia nunca vista, criando assim, o ambiente desejado para aqueles maus pernambucanos que planejaram “destruir” a festa de momo, justamente no ano do Bicentenário da Revolução Pernambucana, data emblemática para o nosso estado e consequentemente para o nosso carnaval.

É triste, mas é real. Por incrível que pareça, esse ano, o carnaval de Pernambuco foi “minado” pelo “terrorismo doméstico”. Como Vitória não é uma ilha, também sofreu suas consequências. O Governador Paulo Câmara, deveria responder com a autoridade que lhe cabe, sair da sua inércia perene e fazer do limão uma limonada. Mostrar que na sua caneta EXISTE TINTA,  para punir os “terroristas” e revelar aos pernambucanos os nomes dos políticos que faz oposição ao estado de Pernambuco.

Para encerrar gostaria de dizer, contudo, que fica o registro, sobretudo para os que observam mais um pouco,  que nossa sociedade é pobre de entendimento. Que o respeito é algo sublime. Fica, portanto, uma mancha, uma nódoa na história daqueles que deveriam construir e, ao invés disso, tentaram provocar o caos e pulverizar desordem…..

A Praça Leão Coroado é um marco do primeiro sonho de liberdade concreto das Américas!!

Hoje, 06 de março de 2017, comemora-se o Bicentenário da Revolução Pernambucana. Para nós, filhos da “Terra dos Altos Coqueiros”, sobretudo para os que conhecem um pouco mais sobre sua história, é motivo de alegria e de muita reflexão.

Se há duzentos anos, os motivos pelos quais que deflagrou o referido movimento libertário, resguardando-se a historicidade para que não cometamos o chamado anacronismo histórico, entre outros, foi a exorbitante carga tributária, cobrada pelo Coroa Portuguesa, aos provincianos de Pernambuco, para segura o alto padrão de vida da corte, sob o deleite do Rei Dom João VI e os seus protegidos, hoje, dois séculos depois, continuamos a produzir riquezas para enriquecer outras corjas, não menos escrotas.

Deixamos o regime colonial, passamos pela monarquia e adentramos na República, a partir de 1889. Mas, aquilo que conceituou o intelectual Sergio Buarque de Holanda, em uma das suas obras – Raízes do Brasil – lançada em 1936, continua sendo a coluna vertebral da sociedade brasileira, ou seja: “O Homem Cordial”.

Comemoremos, então, o feito dos pernambucanos. Primeiro movimento libertário efetivo de todas as colônias portuguesas. Setenta e cinco dias de uma república nova, idealista e que viveu seu sonho de liberdade. Viva! Aos nossos irmãos que derramaram seu sangue na busca da tão sonhada JUSTIÇA SOCIAL.

Na nossa cidade, Vitória de Santo Antão, nesse contexto, a Praça Leão Coroado é o marco que mais representa a Revolução Republicana, ocorrida em 06 de março de 1817. Construída em 1917, pelo  prefeito  da época, Eurico do Nascimento Valois, para marcar o então Centenário do evento, hoje,  a nossa praça e,  consequentemente sua  escultura, deveria ser o ponto de convergência de toda comunidade antonese.

Viva! José de Barros Lima – o Leão Coroado – e a todos aqueles que levantaram a sagrada bandeira da liberdade!!