Corrida da Vitória: inscrições do 2º lote disponíveis à venda…..

3ª Corrida da Vitória – 28 de abril de 2024. Corrida 7km – Caminhada 4km – Concentração às 6h – Largada às 7h. Troféu – Premiação Geral do 1º ao 5º colocado – masculino e feminino. Troféu – Premiação Faixa Etária – 1º ao 5º colocado Primeira faixa etária: até 39 anos. Segunda faixa: dos 40 anos aos 49 anos. Terceira faixa: dos 50 anos aos 59 anos. Quarta faixa etária: dos 60 anos aos 69 anos. Quinta faixa etária: dos 70 a mais. OBS: NÃO HAVERÁ PREMIAÇÃO EM DINHEIRO! Inscrições on-line: www.uptempo.com.br Inscrições grupos: 81-9.9.9420.9773 Inscrição presencial: Loja Monster Suplementos – Rua Valois Correia – 96 – Matriz – Vitória. Valor Inscrição: Kit completo – corrida ou caminhada – R$ 95,00 Kit  – sem a camisa – corrida ou caminhada – R$ 80,00  – 2º LOTE ATÉ O DIA 01 DE ABRIL OU ATÉ ESGOTAR AS INSCRIÇÕES.

Para mais informações: 9.9420.9773

Vida Passada… – Segundo Vanderlei – por Célio Meira

O norte-riograndense Manuel Segundo Vanderlei nasceu, em 1860, em Natal, cidade formosa que os homens do passado, no acaso do século XVI, plantaram nas areias, perto do mar e das águas, sussurrantes do rio Potengi. E na cidade do Assú, reclinada Oeste, o menino Manuel Segundo, sendo o primeiro da classe, aprendeu a ler, a escrever, e a contar. Estudou alguns preparatórios no Recife, em 1877, e dois anos mais tarde, informa Ezequiel Vanderlei, no “Poetas do Rio Grande do Norte”, concluiu, na terra onde nasceu, o curso de humanidades. Matriculou-se, em 1880, na Faculdade de Medicina, na Bahia, e em 83, publicou o “Estrelas Cadentes”, livro em que palpitaram, através das cordas de ouro de lira de 23 anos os sonhos, os amores e esperanças de sua mocidade.

Regressando ao torrão nativo, editou, Segundo Vanderlei, “Miragem e Prismas”, iniciando, na clinica hospitalar, inspetorias de saúde, e na cátedra do Ateneu Norte Riograndense, sua vida pública. Médico da pobreza, foi Segundo, bom discípulo de Jesus. E na cadeira de professor, doce apóstolo, conquistando, pelo espirito e pela bondade, o coração da mocidade.

Escreveu, também, esse iluminado poeta do nordeste, para o teatro. E alcançou a admiração das plateias. Representou-se, há trinta anos, mais ou menos, nos teatros da Bahia ao Ceará, com estrepitosos aplausos, o “Amor e Ciúme”, drama de impressionante beleza, aos olhos, aos ouvidos, à alma, e ao coração das gerações do passado. Na ribalta, com a representação, do “Amor e Ciúme”, teve o dramaturgo natalense, sua glória. Morreu na mesma cidade onde viu, quarenta e nove anos antes, a luz do dia. O calendário anunciava o 14 de janeiro de 1909. e à hora em que se fechou a sepultura do famoso escritor nortista, se ouviu, louvando a vida e a obra imperecível do gigante que tombou , a voz amada e límpida, ressoante, e cheira de saudade, de Henrique Castriciano, glorioso poeta de Macaíba, e irmão de Auta de Souza, flor do Céu, que andou, milagrosamente, pela terra.

O povo nordestino ainda não se esqueceu de Segundo Vanderlei. Radicou-se, Segundo, na alma e no coração das massas populares, com versos do “O Poeta e a Fidalga” e do “O Naufrágio do Vapor Baia”. E repetimos, hoje, no dia em faz 30 anos da sua morte, a primeira sextilha do “Naufrágio”:

“Corria a noite em meio; em plácida derrota, 

Ia um barco a vogar, qual célere gaivota

Por sobre o dorso azul da vaga boreal…

Venus bela ostentava a sideral grinalda, 

Sorria, em baixo, o mar – abismo da esmeralda!

Sorria, em cima, o céu – espelho de cristal!”

E os quatro versos da primeira oitava do ” O Poeta”:

“Bem sei que tu me despresas

Bem sei que tu me aborreces

Que zombas de minhas preces 

Com ostensivo desdém….”

Célio Meira – escritor e jornalista. 

LIVRO VIDA PASSADA…, secção diária, de notas biográficas, iniciada no dia 14 de julho de 1938, na “Folha da Manhã”, do Recife, edição das 16 horas. Reuno, neste 1º volume, as notas publicadas, no período de Janeiro a Junho deste ano. Escrevi-as, usando o pseudônimo – Lio – em estilo simples, destinada ao povo. Representam, antes de tudo, trabalho modesto de divulgação histórica. Setembro de 1939 – Célio Meira.

Olinda – por @historia_em_retalhos.

“Oh! Linda situação para se construir uma vila”.

Teria Duarte Coelho, o primeiro donatário da capitania de Pernambuco, realmente proferido essa frase ao chegar no ponto mais alto do então povoado de Olinda?

Mito ou verdade❓

Resposta: há controvérsias…

Até hoje, não há consenso se esse fato realmente aconteceu.

Alguns sustentam que essa passagem é uma lenda, como o historiador Francisco Adolfo de Varnhagen, afirmando que a inspiração de Duarte Coelho teria sido outra.

Para ele, a denominação “Olinda” teria origem em Portugal, nas localidades de “Linda-a-Pastora” e “Linda-a-Velha”, ou na figura feminina de “Olinda”, uma das personagens do romance “Amadis de Gaula”, muito lido na época da fundação da cidade.

Outros, como o professor Leonardo Dantas Silva, defendem a veracidade do fato e o reafirmam a partir de registros da época.

Há, ainda, quem diga que a frase efetivamente foi dita, porém não teria sido exclamada por Duarte Coelho, mas por seu criado Francisco Frazão, chamando a atenção do donatário.

Mito ou verdade, uma coisa, porém, é certa: o nome caiu como uma luva para designar a cidade que costuma encantar pelos olhos.

Como diz o adágio popular:

“Quem não viu Olinda não amou ainda!”

Parabéns, cidade patrimônio, por seus 489 anos! 💙

E, claro, à sua irmã mais nova, o Recife, por seus 487 anos! 💙

A primeira, Marim; a segunda, Maurícia.

A primeira, lusitana; a segunda, holandesa.

A primeira, das colinas; a segunda, dos rios.

Olinda/Recife, 12 de março de 2024.
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Fontes:
– Olinda: um presente do passado. Carlos Bezerra Cavalcanti. 📚

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Santo Antão – por Pedro Ferrer

A Igreja Católica no decorrer de sua história atravessou sérias crises tanto teológicas, como morais. Em algumas saiu chamuscada. Chamuscada mas vitoriosa. Vitoriosa, por não ser dirigida por homens, mas sim pelo Divino Espírito Santo. E esse mesmo Espírito intervia nas crises através de sua divina pedagogia. Sabiamente utilizava os próprios homens. Fazia deles, com traumas algumas vezes, é bem verdade, instrumentos de seu magnífico plano, sem agredir, o que o homem tem de mais sagrado, sua liberdade.

No início do cristianismo, por influências do judaísmo e dos sábios gregos, surgiram muitas dúvidas doutrinárias que geraram as primeiras grandes heresias. Para combatê-las, o Divino Paráclito, lançou mão de seus doutores, os grandes padres da Igreja. Era a época da Patrística. Entre muitos temos: João Crisóstomo, Basílio, Inácio de Antioquia, Atanásio, Clemente de Alexandria,  Gregório de Nissa,  Jerônimo, Ambrosio,  Agostinho.

Na obscura Idade Média, novamente a Igreja entra em crise, dessa feita, mais moral que teológica. Entretanto o Espírito de Deus vela por ela. E através dos próprios homens, como Francisco de Assis e Catarina de Sena, encontrou-se a solução.

O mundo evoluiu.  Eis que entramos na efervescência do Renascimento e da Reforma. Mais uma vez o Espírito Santo pedagogicamente vai buscar  Inácio de Loiola, Teresa de Jesus (Teresa de Ávila), Erasmo de Rotterdam, Tomás Moro etc. Personagens cultas, formadoras de opinião, expoentes da intelectualidade cristã. O Pai, com seu carinho, vai ajudando o homem a crescer e os obriga a encontrarem as soluções. Após o Renascimento vem o período Barroco e a Contra Reforma. Nele vamos encontrar  Vicente de Paulo, Bossuet e João Batista de La Salle.

Nos dois últimos séculos despontam, Frederico Ozanam, Charles Péguy, Leão XIII, João XXIII, Pedro Casadálgia e Helder Câmara. Poderíamos citar muitos outros, todavia os mencionados são aqueles que primaram em levar a Igreja a trilhar seu caminho mais original e mais autêntico, a caridade.

E o que tem Santo Antão a ver com essa maravilhosa epopeia da Igreja? Retornemos aos primeiros séculos. Santo Antão foi contemporâneo de alguns dos Santos Padres.

Os Santos Padres, é importante frisar, nasceram num marco teológico que foi se originando a partir do Novo Testamento e são os detentores do legado da Igreja apostólica. Legado que tinha como principal opção, os pobres e os oprimidos.

Alguns dos Santos Padres da Igreja, como é o caso de Agostinho, que tinha dois anos de nascido quando Santo Antão morreu, receberam forte influência da carismática figura que era Santo Antão. Sua contagiante personalidade irradiou-se por muitos séculos.  Seu exemplo de fé, de desprendimento, de amor aos pobres marcaram, não só Santo Agostinho, o principal doutor da patrística latina, mas uma multidão de monges. Santo Antão com sua vida contemplativa solidificou e expandiu a prática monástica. Vale registrar a considerável marca que nosso PADROEIRO imprimiu na vida de Atanásio, um dos Santos Padres. Atanásio, quando jovem, atraído pela vida ascética, foi viver ao lado de Santo Antão que levava uma vida austera e contemplativa no deserto. Um dia, Alexandre, o Bispo de Alexandria, cidade egípcia que fica às margens do Mediterrâneo, visitando Santo Antão, conheceu Atanásio. Convidou-o para ir assessorá-lo em Alexandria e o ordenou diácono. Nessa época surgiu o arianismo, heresia que negava a divindade de Jesus Cristo. Essa doutrina causou muitos estragos entre os cristãos da época. Silenciosamente, pedagogicamente, “sem querer, querendo”, o Divino Espírito chamou Atanásio, que se tornou o cruzado da divindade de Jesus Cristo. Assumiu a causa, defendeu bravamente a ortodoxa doutrina, atraindo para si muitos inimigos.

Mais tarde, Atanásio, que foi canonizado após sua morte, enlevado pelo exemplo de Santo Antão, resolveu escrever lhe a biografia. Biografia essa, que tornou Santo Antão mais conhecido, difundindo seu exemplo, colaborando para propagar e solidificar a vida monástica.

Professor Pedro Ferrer

 

Tirania aqui não se cria – por @historia_em_retalhos.

Todo mundo conhece esse belíssimo vitral que adorna o Palácio do Campo das Princesas, sede do Governo de Pernambuco.

Por ele, a própria luz natural ilumina a escadaria principal.

O vitral apresenta importantes elementos da história pernambucana, como a figura feminina, que retrata a República, e o leão, utilizado desde o século 19 como símbolo da bravura do povo pernambucano.

Daí o apelido “Leão do Norte”. 🦁

O que pouca gente percebe, porém, é um pequeno detalhe.

Reparem: o animal está com a sua pata em cima da corôa portuguesa.

O recado é claro: Pernambuco é uma terra que jamais se curvou ao arbítrio.

É, gente…

Ontem e sempre, tirania aqui não se cria.
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Ps.: a obra é de autoria de Heinrich Moser, pintor alemão que trabalhou com vitrais no Recife na primeira metade do século 20.

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AVLAC – novos acadêmicos…..

Na manhã do domingo (10), em sua sede, localizada no bairro da Matriz, aconteceu mais uma reunião ordinária da AVLAC – Academia Vitorienses de Letras, Artes e Ciência. Além do momento acadêmico, em que cada “Imortal” compartilha informações diversificada, o presidente, professor Serafim Lemos, apresentou informações sobre o acolhimento de novos membros.

UM CERTO DOMINGO – por Sosígenes Bittencourt.

Um certo domingo, corria o ano de 2010, eu assistia a uma reprise do Conexão Internacional, quando apareceu o jornalista e escritor carioca Carlos Heitor Cony, sendo entrevistado por Roberto D’Ávila.
Engraçado, disse simpatizar os cínicos, desde Sócrates a Machado de Assis e Jean-Paul Sartre. Disse que há uma diferença entre o escritor e o cronista. O escritor vive no fundo do mar, e o cronista, no aquário. O escritor tem de traçar seu caminho para ser notado, o cronista vive na vitrine. E acabou citando uma frase de Rabelais: “Não tenho nada, devo muito, o resto dou pros pobres.”
Ainda vi, neste programa, o físico Marcelo Gleiser dizer que “A terra pode ficar perfeitamente feliz sem a gente, mas a gente não vive sem a terra.”
Dominical abraço!
Sosígenes Bittencourt

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08 de março – por Ronaldo Sotero.

MULHERES DE ESCRITORES
1) Gilberto Freyre – Madalena
2) Machado de Assis – Carolina
3) Eça de Queiroz- Emília de Castro
4) Érico Veríssimo – Mafalda
5) Jean-Paul Sartre- Simone de Beauvoir
6) José de Alencar- Georgiana
7) Osman Lins- Maria do Carmo e Julieta Ladeira
8) D.H.Lawrence – Frieda
9) Jorge Amado – Zélia
10) Graciliano Ramos- Maria Augusta de Barros e Heloísa.
Homenagem às mulheres no seu Dia Internacional. Sem elas, a literatura não teria inspiração e vida.
Texto e seleção:
Ronaldo Sotero.

As encarceradas e o patriarcado – por @historia_em_retalhos.

Dia de domingo.

As filas nos presídios masculinos estendem-se pelo quarteirão, enquanto que nas unidades femininas são raras as presas que recebem visitas.

Abandonadas pelos companheiros e pela família, o esquecimento tem uma explicação: na sociedade androcêntrica em que vivemos, a prisão de um parente homem costuma ser encarada com certa compreensão, mas a da mulher envergonha a família inteira.

No mais das vezes, as mulheres são peças secundárias da engrenagem do tráfico de drogas e, uma vez presas, o abandono é decorrência natural.

Sem as visitas, veem ainda mais dificultada a dinâmica prisional: deixam de receber alimentos, kit’s de higiene etc.

Em verdade, as unidades prisionais foram desenhadas para a população carcerária masculina.

Com muita dificuldade, encontram-se espaços apropriados para gestantes ou mães que amamentam.

Tal disparidade de tratamento tem uma razão histórica: a prisão feminina não surgiu objetivando um ambiente mais digno para as detentas, mas, acreditem, para garantir melhores condições ao homem preso.

Isso mesmo.

A separação deveu-se ao “sofrimento” que a abstinência sexual forçada causaria aos homens.

Por mais absurdo que possa parecer, foi assim que surgiram as primeiras unidades prisionais femininas.

Em síntese, o caráter submisso historicamente associado à mulher, aos olhos da sociedade, não se compatibiliza com a figura de um criminoso, impondo-a, portanto, além da condenação estatal, a condenação social e o peso da culpa.

A sociedade costuma ser impiedosa com a mulher que delinque.

Aos que de mim discordam, peço vênia para dedicar este 8 de março a esta parcela esquecida das mulheres brasileiras.
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2ª Edição do Bloco Banana Mix será no próximo sábado!!!

Em recente encontro com a imprensa local, o vereador Carlos Henrique anunciou a segunda edição do Bloco Banana Mix. o evento irá acontecer  no próximo sábado, dia 09 de março, às 20h e terá como palco a casa de eventos  Espaço de Ouro.

Na ocasião, o vereador apresentou toda equipe envolvida no evento e também elencou os objetivos pelos quais a agremiação carnavalesca foi criada. Entre outras finalidades sinalizou na contemplação dos profissionais que trabalharam no carnaval e não tiveram tempo de brincar.

Na edição anterior,  algumas agremiações que desfilaram no carnaval  2023 foram agraciadas com “troféu destaque”,  nas suas respectivas categorias: Melhor Bloco de Trio, Melhor Bloco de Rua, Melhor Bloco de Alegoria, Melhor Bloco de Open Bar, Melhor Bloco Tradicional e  Melhor Bloco Infantil.

Para 2024, foram anunciadas várias atrações que bem reflete à mistura de ritmos que se propõe o Banana Mix:  D+¨6, Swing do Amor, Banda Sedutora e uma atração surpresa. Eis aí, portanto, mais um opção, pós-carnaval, da nossa Vitória de Santo Antão.

ALTOS 1 x 2 SPORT – por Sosígenes Bittencourt.


No dia da Revolta de 1817, quando Pernambuco virou País, quem mais celebrou e honrou a Data Magna foi o Sport Club do Recife, ali no Piauí. Entre altos e baixos, a trinca de corredores pernambucanos parecia a façanha dos heróis da Terra dos Altos Coqueiros, que mandaram os exploradores lusitanos se mancar.

Vingaram o Náutico, que não teve fôlego para emparelhar com o River (quer Plate ou não Plate), velocistas do mesmo lugar.
Viva o Sport! Viva Pernambuco! Salve Cruz Cabugá!

Sosígenes Bittencourt

Data Magna do Estado de Pernambuco – por @historia_em_retalho,

Por que o dia 6 de março tornou-se a Data Magna do Estado de Pernambuco?

Na verdade, a importância da data deve-se a um ato de intrepidez, bravura e coragem, que antecipou a eclosão de um movimento revolucionário.

Em outras palavras: o seis de março foi a fagulha que incendiou a Revolução Pernambucana de 1817!

O clima de insatisfação que imperava em PE aumentou, consideravelmente, a partir da vinda da família real para o Brasil, fugida de Napoleão, em 1808.

A presença da Corte no Brasil importou no aumento abusivo da voracidade fiscal, sem nenhuma contrapartida para a província.

Apenas para citar um exemplo: pagava-se em PE um imposto para a iluminação das ruas do RJ, enquanto muitas vias do Recife mantinham-se na completa escuridão.

Foi aí que ambientes de reuniões, como o Seminário de Olinda e o Areópago de Itambé, tornaram-se pontos irradiadores das ideias iluministas trazidas da Europa, envolvendo intelectuais, profissionais liberais, clérigos etc.

Ao tomar conhecimento da conspiração, o governador Caetano Pinto determinou a prisão dos insurgentes.

Em 6 de março de 1817, ao ser-lhe dada voz de prisão, o Capitão José de Barros Lima, o nosso “Leão Coroado”, atravessou a sua espada no brigadeiro português Barbosa de Castro, levando-o à morte.

Apesar da precipitação do ato, ninguém segurava mais!

A revolta espalhou-se pela cidade, incendiando as ruas do Recife!

Foram 75 dias de um governo independente, republicano, com lei orgânica própria, liberdade de imprensa e de credo, separação dos poderes e até bandeira própria, que, mais tarde, em 1917, tornar-se-ia a bandeira oficial de Pernambuco.

Mesmo que de curta duração, por ausência de um anteparo militar, a Revolução de 1817 afetou as fundações do sistema vigente e foi o único movimento insurgente que, efetivamente, conseguiu superar a fase conspiratória e deflagrar, de fato, a tomada do poder.

Não sem razão, foi, intencionalmente, esquecido e apagado pela historiografia oficial, com o objetivo de que o seu exemplo jamais se disseminasse pelo restante do Brasil.

Viva o seis de março!

Salvem os revolucionários de 1817!
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Hoje é feriado – Data Magna do Estado – como foi a participação dos antonenses nesse movimento?

Hoje, dia 06 de março de 2014, por força da lei, estamos sendo  contemplados  com o feriado estadual.  A paralisação é justa e faz todo sentido. Afinal, A Revolução Republicana ou mesmo “A Revolução dos Padres” – como também ficou conhecida – foi um evento importante não só para os pernambucanos, como também para o Brasil e às Américas. Pernambuco tornou-se um País, mesmo que por um período curto (pouco mais de setenta dias).

Na comemoração do centenário desse histórico evento,  ano de 1917, sob o comando do então prefeito Eurico do Nascimento Valois, inaugurou-se na nossa Vitória de Santo Antão a Praça Leão Coroado. O monumento, nela erguido e que dá nome à praça, é uma referência direta ao ato de bravura promovido pelo Capitão José de Barros Lima,  contra o brigadeiro português, após haver recebido voz de prisão.

Muito bem, não obstante nossos antepassados serem referenciados nos livros que contam nossa história, com destaques de bravura e amor à causa, nas mais diversas ocasiões em que se foi preciso guerrear para avançar, tal que a “Batalha das Tabocas” e  a ”Guerra dos Mascates”, no episódio aludido – Revolução Republicana – nossos irmãos antonenses não tiveram participação decisiva. Muito pelo contrário.

Registros históricos nos permite dizer que os administradores da então Vila de Santo Antão preferiram permanecer em “cima do muro”: “Quanto à Vila de Santo Antão, contudo, podemos afirmar que os elementos que a dirigiam dele não participaram, alheando-se, prudentemente, dos acontecimentos até o momento em que, constatado o fracasso da revolução, tiveram oportunidade de manifestar os seus sentimentos de fidelidade a Portugal”.

Na qualidade de pessoa identificada com a história dos fatos realço, inicialmente, minha decepção com a posição dos vitorienses. Confesso, inicialmente,  que essa pesquisa e estudo ainda carece de mais aprofundamento e subsídios,  que justificasse a não adesão dos vitorienses nesse importante movimento,  na então Capitania de Pernambuco

Segue, abaixo, na íntegra, mensagem enviada pelas autoridades locais (vitorienses) da época, ao Governo Interino de Pernambuco, no dia 31 de maior de 1817.

“Ilmos . e Exmos . Srs . do Governo Interino de Pernambuco .

“Banhados de Glória, os nossos corações cheios dos mais vivos sentimentos de amor e fidelidade ao nosso amabilíssimo Monarca e Senhor natural, não cessamos de entoar hinos de louvor ao Senhor Deus dos Exércitos que foi servido livrar-nos do tirano jugo do infame Governo Provisório do Recife, que com a mais negra traição e teimosia, valendo-se do Sagrado Nome do mesmo Soberano, souberam no dia 06 de março, apoderar-se da nossa amada Capital, e tirando a máscara no dia 7, nos subjugaram, usurpando vilmente e com a maior protérvia os sagrados Direitos Natural, Divino e das Gentes, que mandam a amar o Soberano, respeitar os seus decretos, e obedecer todas as suas leis.

“Graças ao Céu sejam dadas que felizmente nos livrou da infame Conspiração que nos oprimiu por dois meses e tantos dias, não prevalecendo os astuciosos enganos de que usaram de promessas de futura felicidade que auguravam e de fingidas e sofisticada liberdade para que os povos mais rústicos lhe dessem crédito e desterrassem dos seus corações o Sagrado nome do amabilíssimo Soberano, que sempre nele reinou, antes servindo aqueles embustes e estratagemas como de materiais combustíveis lançados em fogo ativo que sobem as chamas sem limites fez que o inumerável povo pernambucano, fiel ao seu Soberano, destemido e honrado (uma palavra ilegível) em seus deveres, desprezando os afagos que misturavam os insolentes com ameaças, correram às armas e dispondo-se antes de morrer do que a seguirem tão vil partido, negaram inteiramente obediência ao intruso governo e isto tanto ao Sul, como ao Norte e Centro desta Capitania, sendo esta Vila de Santo Antão uma das primeiras que, zombando dos malvados impostores, inflando o Régio Estandarte no dia 26 de abril próximo passado, quando ainda não havia aqui física certeza da valorosa Tropa de honrado baianos que vinham em nosso auxilio a que a Providencia tem metido nas mãos de VV.SS..

“Este Senado, beijando reverentemente as mãos de VV. SS.., por si e por todos os povos desta Vila e seu Termo, vai novamente ratificar os votos de amor e lealdade ao nosso Augustíssimo Soberano, asseverando-lhe que não há um indivíduo na mesma Vila e Termo que tivesse diferentes sentimentos e fosse capaz de anuir o temerário projeto dos vis assassinos que escandalosamente pretenderam macular o nome dos Pernambucanos. Deus guarde a VV. SS.  Muitos anos. Santo Antão, em Veneração. 31  de maior de 1817”.

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