Um tesouro da Terra Santa – por Marcus Prado.

Não há, nem nunca houve, ao longo de muitos séculos, um território tão disputado pelos peregrinos no mundo cristão, na Semana Santa, como o de Jerusalém. Ali, entre numerosas sugestões turísticas, passando por Santiago de Compostela, perto da Cidade Velha de Jerusalém, centro e teatro do mundo, será visto o mais rico acervo histórico, preservado, sob rigorosa vigilância, inclusive contra atentados de qualquer natureza: o tesouro do Terra Sancta Museum. Um Museu soberbamente concebido e edificado, altamente representativo do Cristianismo, único, composto de peças, a começar, da época do Senhor Salvador Mundo, perto do Jardim de Getsêmani, o local da grande dor, do sofrimento propiciatório e voluntário, que teve papel importante na história e foi cenário de acontecimentos narrados na Bíblia.
Baseio-me no que tenho em mãos, o precioso catálogo de uma exposição desse Museu, editado pela poderosa Fundação Calouste Gulbenkin (Lisboa/2024). Não é só um catálogo, não diz tudo o que Museu guarda: è uma obra-prima de edição gráfica, capa dura, feito por grandes iniciados na pesquisa histórica. Para uma peregrinação, nesta hora, infelizmente, não se recomenda. O noticiário internacional nos diz que não há peregrinação onde não existe Paz.
A documentação do catálogo é composta de presentes de reis católicos da Europa: Espanha, França, Portugal, Sacro Império Romano-Germanico, Reino de Nápoles, além de objetos dos primeiros tempos do Cristianismo. Peças sem equivalentes em qualquer lugar. É o caso de numerosas lâmpadas em ouro, uma delas, a oferecida por Dom Joao V, de Portugal, que pôde escapar às devastações do terremoto de 1755. Vejo um frontal de altar, dotado de profundidade de campo, marcadamente escultórico, realizado em Nápoles (1731); a Santa Cruz de Constantinopla; um relicário em ouro, em forma de cruz, adornado com safiras e diamantes; um tríptico de beleza imponente da apresentação do Menino no Templo; candelabros em esmalte, com detalhe para técnica e o conhecimento de esmaltadores limusinos; importantes conjuntos de peças de ourivesaria com decoração complexa de filigrana, mostram prodigioso exemplo de sincretismo cultural; uma bacia dourada de lava-pés; conjuntos de ricos paramentos que evocam episódios da paixão; vários píxides de extrema beleza; um impressionante báculo pastoral de prata dourada, ornado com gemas engastadas e flores-de-lis. O conjunto de documentos, manuscritos valiosos, mapas, um belo Livro de Horas (Roma, 1410), para mim, um tesouro dentro de outro tesouro, com letras capitulares quase iguais (ou da mesma escola e estilo) às de um Missal, que fotografei, inteiro, na biblioteca (fechadíssima) do Seminário Maior de Olinda. (A biblioteca do Padre Antônio Vieira, do bispo Azevedo Coutinho, de Frei Caneca). Uma relíquia, no gênero, as suas iluminuras, talvez único no Brasil. (Salvo milagrosamente durante a fúria destruidora dos invasores holandeses em Olinda e Recife). Letras capitulares, as do Livro de Horas, feitas pelo mestre iluminador Bedford, que viveu em Paris durante o século XV. Tem mais: como o bloco monolítico que representa o Santo Sepulcro. Tudo nesse Museu é um tesouro.
PS: 1 – Dedico esta crônica à memória do poeta e escritor português Nuno Júdice, recentemente falecido. Pela sua obra, pela sua amizade à cultura brasileira e pelo legado intelectual, como editor, da Revista Colóquio Letras (Fundação Calouste Gulbenkian).
2 – Sou grato ao poeta José Rodrigues de Paiva e ao professor Lúcio Ferreira, ambos de passagem pela Gulbenkian (Lisboa), que muito se empenharam para que fosse possível a leitura que fiz desse Catálogo monumental.

Marcus Prado – jornalista

NÁUTICO 0 x 2 SPORT – por Sosígenes Bittencourt.


A Diretoria do Náutico é responsável pelo Ovo de Chocolate com que o Sport presenteou o Clube dos Aflitos. A torcida única também é culpada pela baderna estabelecida. Não havia motivo para os bárbaros quererem descontar a raiva na Polícia.

Contudo, o craque em destaque foi o cara que encarnou a previsão do cineasta Andy Warhol: No futuro, todo mundo será famoso durante 15 minutos.

Sosígenes Bittencourt

Este é Fernando Soares Lyra – por @historia_em_retalhos.

Filho do ex-prefeito de Caruaru, João Soares Lyra Filho, Fernando cresceu naquela cidade no seio de uma família tradicional, da qual também fazem parte o seu irmão, o ex-governador de Pernambuco João Lyra Neto, e a atual governadora do estado, Raquel Lyra, sua sobrinha.

Combativo e eloquente, Fernando começou a sua carreira política no MDB, sigla pela qual foi eleito deputado federal em 1970, 1974 e 1978.

Em 1971, fundou, junto com Chico Pinto (BA), Alencar Furtado (PR), Marcos Freire (PE) e outros, o grupo dos “autênticos do MDB”, única frente parlamentar que fazia oposição de verdade à ditadura militar.

Figura central do período histórico das “Diretas Já”, Fernando tornou-se homem de confiança de Tancredo Neves, ocupando o papel de coordenador político de sua campanha ao Planalto em 1985.

Com a morte de Tancredo, José Sarney, seu vice, respeitou a indicação do mineiro e manteve a nomeação de Lyra para o Ministério da Justiça, tendo o pernambucano levado consigo uma equipe de notáveis, dentre eles, Cristóvam Buarque (chefe de gabinete) e José Paulo Cavalcanti Filho (secretário geral).

Na noite de 29 de julho de 1985, apenas 98 dias após a morte de Tancredo, Lyra oficializou a medida mais importante de sua gestão à frente do MJ: o fim da mordaça e da repressão à liberdade de expressão, em um ato público que reuniu mais de 700 artistas, intelectuais, produtores culturais e jornalistas no Teatro Casa Grande, no Rio de Janeiro.

Empunhando um simbólico tesourão, o ministro da Justiça declarou extinta a censura no Brasil, com a sua substituíção por um Conselho Nacional da Defesa da Liberdade de Expressão, cujos integrantes, em vez de proibirem livros, filmes, músicas, peças etc passariam a submetê-los a um sistema classificatório por faixa etária.

Euforia no salão.

“Quem tem medo da liberdade?”, indagou Darcy Ribeiro, então vice-governador do Rio.

No que ele próprio (Darcy) respondeu: “um grupo pequeno, minoritário, mas sempre perigoso”.

Pelas mãos do bacharel de Caruaru, estava decretado o fim da censura no Brasil.

#ditaduranuncamais
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Corrida e Caminhada da Vitória: VIDA SAUDÁVEL É O QUE INTERSSA!!!

Faltando praticamente um mês para a realização da terceira edição da Corrida e Caminhada da Vitória, evento esportivo com foco à chamada “Vida Saudável”, poderíamos dizer que  as inscrições para participar da mesma chegou em sua reta final.

Amplamente anunciada, as inscrições com preço de segundo lote seguem até o dia 1º de abril ou até o preenchimento das vagas. As mesmas (inscrições) poderão ser efetivadas de 3 formas: Pelo Site http://www.uptempo.com.br, presencialmente na Loja Monster Suplementos ou pelo whatsApp 9.9420.9773 (para grupos, assessorias, academias e etc).

Na vitrine da grande mídia nacional, a modalidade esportiva “corrida de rua” virou moda. Além de todos os benefícios vinculados à pratica regular do exercício físico, a corrida de rua cumpre um excelente papel quando o quesito é sociabilizar. Que ainda não corre, também poderá participar da “caminhada” que será de 4km. E aí, vamos nessa?

SERVIÇO:

3ª Corrida da Vitória – 28 de abril de 2024. Corrida 7km – Caminhada 4km – Concentração às 6h – Largada às 7h. Troféu – Premiação Geral do 1º ao 5º colocado – masculino e feminino. Troféu – Premiação Faixa Etária – 1º ao 5º colocado Primeira faixa etária: até 39 anos. Segunda faixa: dos 40 anos aos 49 anos. Terceira faixa: dos 50 anos aos 59 anos. Quarta faixa etária: dos 60 anos aos 69 anos. Quinta faixa etária: dos 70 a mais. OBS: NÃO HAVERÁ PREMIAÇÃO EM DINHEIRO! Inscrições on-line: www.uptempo.com.br Inscrições grupos: 81-9.9.9420.9773 Inscrição presencial: Loja Monster Suplementos – Rua Valois Correia – 96 – Matriz – Vitória. Valor Inscrição: Kit completo – corrida ou caminhada – R$ 95,00 Kit  – sem a camisa – corrida ou caminhada – R$ 80,00  – 2º LOTE ATÉ O DIA 01 DE ABRIL OU ATÉ ESGOTAR AS INSCRIÇÕES.:

 

HOUVE UM TEMPO, LEMBRO BEM DELE…. – por Lucivanio Jatobá.

Em que a Semana Santa era um período de extrema tristeza, pois trazia à tona o sofrimento e o assassinato de Jesus Cristo. A partir da Quarta-feira Santa, e sobretudo entre a Quinta e a Sexta-feira ( santas), as rádios de Pernambuco, sem exceção, só tocavam musica clássica até a meia noite do Sábado de Aleluia.

As igrejas católicas ficavam sombrias, com os santos e santas envolvidos por um tecido roxo. Havia ainda pelas ruas das cidades a Procissão do Senhor Morto, uma procissão muito triste, que era iniciada por um som ritmado de uma matraca. Os sinos das igrejas ficavam tocando incessantemente, emitindo um som fúnebre.

Agora, vive-se um tempo de absoluta indiferença ao sofrimento e ao absurdo assassinato de Jesus Cristo. Um feriado prolongado permanece. E é usado para se tomar cachaça, ouvir “bregas” imorais e etc e tal… Sinceramente, deveria ser abolido o feriadão da Semana Santa. Os verdadeiros cristãos fariam as suas orações em igrejas ou praças públicas. Lembrariam da Paixão de Cristo. Feriado agora para quê, mesmo? Para alimentar o quê, mesmo? A fé? Que fé?

Lucivanio Jatobá

 

RAIOS DE MADRUGADA – por Sosígenes Bittencourt.


De madrugada, choveu lá longe. A chuva, em cima do calor escaldante, gerou raios. Um deles acendeu o meu celular, plugado na tomada, e fez menção de ligar o meu ar-condicionado.

Parecia o prelúdio do Fim do Mundo, a alvorada do Apocalipse. Genocídios pelo Poder, Tráfico de Drogas, Liberticídios, Pecados Capitais. Até os ateus envergam-se, diante de tão incógnita Grandeza, e apelam pela existência de Deus

Sosígenes Bittencourt

“Cadeira do Dragão” – por @historia_em_retalhos.

Um dos instrumentos de tortura mais terríveis utilizados no ciclo da ditadura militar brasileira era a famigerada “cadeira do dragão”.

Muito utilizada pelo DOPS e pelo DOI-CODI, a estrutura do assento era feita de madeira e coberta com uma folha de zinco, ligada a um regulador de voltagem, que a transformava em uma “cadeira elétrica caseira”.

O indivíduo torturado era preso aos pulsos por cintas de couro e, em seguida, eram amarrados fios em suas orelhas, língua, em seus órgãos genitais (enfiado na uretra), dedos dos pés e seios (no caso das mulheres).

Para completar, água era jogada sobre o seu corpo completamente nu, o que fazia com que a força do choque fosse elevada ao extremo.

Mas, não parava por aí.

O pior era a pressão psicológica.

O torturador costumava descrever tranquilamente as consequências do aparelho (como convulsões e perda do controle intestinal), liberando alguns choques para confirmar a sua argumentação.

Se isso não surtisse efeito, era liberada uma descarga elétrica completa.

O preso, então, sentia todo o corpo tremer, especialmente as partes em contato com o zinco.

A duração e a intensidade eram controladas para não o matar, podendo ser aumentadas a cada dose, que eram alternadas com espancamentos.

Este perverso e desumano método de tortura foi aplicado em diversos presos políticos no Brasil, como Frei Tito, o protagonista do nosso último retalho.

60 anos do golpe militar de 1964.

Lembrar para não esquecer.

#ditaduranuncamais

A quem interessar, recomendo o livro “Brasil: nunca mais” de Dom Paulo Evaristo Arns.

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RELÍQUIA DE DONA DAMARIZ – por Sosígenes Bittencourt.

Esta é uma relíquia que não negocio por muita grana. É um frasco de Nescafé, bordado a pincel por minha tia Silonita e presenteado a minha mãe. A razão de não usá-lo ou negociá-lo é uma exigência de minha genitora, que minha tia Ricardina, ainda lúcida, poderá asseverar. Mamãe não queria que mexessem neste frasco, nem para colocar comida na geladeira.
É reverência, é memória, é relíquia e um tchau para o Mal de Alzheimer.

Sosígenes Bittencourt

Um novo ciclo no caso da Marielle…..

Ainda com a investigação em curso, podendo aparecer fotos novos, durante o domingo (24) a grande imprensa deu destaque ao fato da Polícia Federal haver prendido os envolvidos no caso em que a vereadora da cidade do Rio de Janeiro e o seu motorista foram assassinados em via pública.

Desde o ocorrido, lá em 14 março de 2018, que ganhou  grande repercussão dentro e fora do Brasil, as autoridades dormiam e acordavam com a incômoda pergunta: quem matou e quem  mandou matar a Marielle?

Independente do campo de atuação política – direita, centro ou esquerda – não podemos normatizar o fato de um parlamentar ser assassinado em via pública. Para sobrevivência e até o fortalecimento do sistema democrático, casos dessa natureza precisam e devem ser elucidados. Independente da patente de quem participou, de maneira  direta ou indireta.

O caso Marielle, doravante, entra num novo ciclo. Seus familiares tem o direito de saber a verdade. Ganha, também, o Brasil. No sentido da tão impregnada cultura política da  impunidade.

Corrida e Caminhada da Vitória: inscrições do 2º lote disponíveis à venda…..

3ª Corrida da Vitória – 28 de abril de 2024. Corrida 7km – Caminhada 4km – Concentração às 6h – Largada às 7h. Troféu – Premiação Geral do 1º ao 5º colocado – masculino e feminino. Troféu – Premiação Faixa Etária – 1º ao 5º colocado Primeira faixa etária: até 39 anos. Segunda faixa: dos 40 anos aos 49 anos. Terceira faixa: dos 50 anos aos 59 anos. Quarta faixa etária: dos 60 anos aos 69 anos. Quinta faixa etária: dos 70 a mais. OBS: NÃO HAVERÁ PREMIAÇÃO EM DINHEIRO! Inscrições on-line: www.uptempo.com.br Inscrições grupos: 81-9.9.9420.9773 Inscrição presencial: Loja Monster Suplementos – Rua Valois Correia – 96 – Matriz – Vitória. Valor Inscrição: Kit completo – corrida ou caminhada – R$ 95,00 Kit  – sem a camisa – corrida ou caminhada – R$ 80,00  – 2º LOTE ATÉ O DIA 01 DE ABRIL OU ATÉ ESGOTAR AS INSCRIÇÕES.

Para mais informações: 9.9420.9773

 

I Painel do Mês Rita Maria da Silva Lima disponível! – OAB

No dia 27 de março, às 09:00h, nós da Comissão de Direito à Cidade, Comissão da Diversidade Sexual e de Gênero e Comissão em Defesa dos Direitos da Mulher Advogada, estaremos recebendo convidadas muito especiais para conversar sobre a importância das mulheres advogadas na política da Ordem dos Advogados do Brasil.

O Painel “A Palavra de Ordem é Igualdade” será integrado por:

Ingrid Zanella, vice-presidente da OAB/PE;

Anne Cabral, presidente da CAAPE;

Adriana Rocha, ex conselheira federal da OAB, advogada militante e professora de Direito Constitucional na UNICAP.

O evento durará o dia inteiro, iniciando às 9h e contará com certificado de 07:00h aula para carga horária complementar, emitido pela Escola Superior da Advocacia.

Nos próximos dias divulgaremos o Painel II, extremamente potente. E aí, curiosas para saber quem são as próximas palestrantes?

O evento está imperdível, viu?!

✍🏻 Inscrições no link: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSeF8nxKaxnayVKvY49-_WMGFwljhMJTJEQyTPJzAOwDt1bKnA/viewform

OAB – Vitória de Santo Antão.