SINÔNIMO DE SER HUMANO É LIMITE.

Todo homem crê no limite de sua Fé, e descrê no limite de sua descrença. Portanto, ninguém crê tanto quanto crê (acredita) nem descrê tanto quanto descrê (acredita). Sinônimo de ser humano é limite. Deus não criou o homem para saber tudo nem para saber nada.

Um dia, um matuto, no limite do seu entendimento, filosofou: – O homem nasce sem saber nada, vive aprendendo e morre sem saber tudo.

O homem produziu a Penicilina e muitos pensaram que o ser humano era um deus. Imagine se tivesse criado os elementos naturais que compõem a Penicilina? O animal racional, às vezes, é espiritualmente enxerido.

Sosígenes Bittencourt

“Bang-Bang na Vitória”: recorrer a quem?

No Brasil atual não estamos seguros,  e a cada dia que passa escorre por entre os dedos a sensação de segurança. Daí, o aumento das fobias e dos medos, estampados no semblante da população. O aumento da criminalidade não é ficção. Estamos vivenciando uma guerra civil. A solução ou controle dessa situação não é uma equação simples.

No nosso Estado, Pernambuco, em 2017, recebemos a “medalha de bronze” no pódium da violência. Figuramos como o terceiro estado mais violento da federação. Na nossa Vitória de Santo Antão, antes,  uma bucólica e pacata aldeia, hoje, estamos “compartilhando”  crimes e execuções em plena via pública, quer seja noite ou dia.

Circula nos grupos de “zap” um vídeo retratando, com toda fidelidade possível – que por motivos óbvios não o reproduzirei – uma execução sumária de uma pessoa, ocorrida, recentemente,  no nosso centro comercial. Não irei adentrar nos detalhes e especulações que por ventura tenham motivado essa  barbárie.

Ao cidadão comum ficam apenas  incógnitas: à quem pedir socorro? Ao governado do estado, doutor Paulo Câmara? Aos comandantes das Polícias (Civil e Militar)? Aos juízes e promotores da nossa Comarca? Ao prefeito e aos vereadores? Quem poderá nos salvar dessa verdadeira guerra ? Quem ? Quem?

O fato concreto é que estamos enfrentando na nossa cidade um sistema perverso e cruel, cada vez mais organizado e que opera como uma espécie de “franquia do crime”. A violência continua avançando sem rédeas, como se fora uma cavalo em disparada. Por mais que queiramos nos esconder dela e nos esquivarmos dos acontecimentos, precisamos viver……..E viver, nesse cotexto de insegurança, não é brincadeira não!!!!

Viva a democracia!! Cada qual diz o que acha mais conveniente……

A democracia, ao pé da letra, até hoje, só existe no papel. Na verdade, por enquanto, o povo não exerce integralmente o poder que lhe é “outorgado”. Muito pelo contrário são os  poderosos que,  em nome do povo, manipula as massas. Evidentemente que esse grau de interferência popular nos destinos de cada  nação,  variam de lugar para lugar. Quanto mais o povo for esclarecido menos tirania há de existir, ou seja:  menos poder verticalizado,  na direção dos menos favorecidos. De maneira geral, é isso que ocorre no mundo atual.

Atualizando-me com o noticiário nacional deparei-me com algumas noticias relacionadas com a corrida presidencial brasileira. Recentemente em grande evento voltado ao segmento do campo, ocorrido no entorno da capital federal, Brasília, figuras que estão na chamada pré-campanha marcaram presença.

Um deles, com ideias mais à direita, sinalizou que, caso seja eleito, iria distribuir fuzis para os homens do campo. Já outro, que expressa ideias mais “do centro”, prometeu, caso chegasse a subir a rampa com a faixa presidencial no peito, distribuiria  tratores: “o que o produtor rural precisa é produzir”, justificou ele.

Nesse noticiário, porém,  não havia nenhuma alusão à presença de algum presidenciável filiado em  partidos com doutrinas à esquerda, muito menos alguma opinião nessa linha. Certamente, se  houvesse,  a mesma  caminharia  no sentido contrário as duas opiniões postas  anteriormente.

Essas, portanto, são algumas das belezas e delicias do sistema de governo democrático. Certa vez se expressou a rainha do pop, Madona: “Não imponho nada, apenas mostro meu estilo”.

Momento Cultural: DESIGUALDADE SOCIAL – por Heitor Luiz Carneiro Acioli.

Desigualdade social, ora furacão, ora grande influência para a competitividade no mundo. Por que fazer isso? Por que enfiam a cara em discussões sem fim para provar que são superiores? Para provarem que são invencíveis? Não, fazem para provar que apesar de seus defeitos e de suas dificuldades podem ser iguais
àqueles que possuem saúde e “mentalidade perfeita”.

(Meu Jeito em Versos e Prosas – Heitor Luiz Carneiro Acioli – pág. 04).

O TAL DO DINHEIRO – Sosígenes Bittencourt.

Dinheiro é faca de dois gumes. Há quem use o dinheiro para destruir a própria vida.

Ninguém é rico pelo que tem nem pobre pelo que não tem, mas pela noção que tem do que tem. Senão, não haveria milionários se suicidando e lavadeiras sorrindo.

Dinheiro só serve quando soma. Porque há dinheiro que subtrai, tira a esposa, os filhos, dissolve a família, expulsa os amigos do convívio.

Geralmente, as pessoas que são infelizes porque não têm dinheiro, não têm noção do que é ter dinheiro. E as pessoas que invejam quem tem dinheiro, deveriam procurar saber se quem o tem, é feliz.

O mundo melhorou por causa da injeção de dinheiro que impulsionou o progresso, mas essa é uma avaliação objetiva. É preciso encarar que, numa avaliação subjetiva, o homem não se tornou mais feliz. A ciência e a tecnologia trouxeram mais conforto material para o homem, mas não lhe deram mais sabedoria.

Sosígenes Bittencourt

Em Vitória a CELPE está precisando se reorganizar, para o povo poder pagar suas contas.

“Na briga entre o mar e o rochedo quem leva a pior é o marisco”. Diz um adágio popular. Nesse contexto, porém, poderíamos usar integralmente esse exemplo para retratar o tormento pelo qual  a população em geral da nossa cidade, Vitória de Santo Antão,  no que diz respeito ao pagamento da conta de luz, vem passando nos últimos dias.

Nos desencontros ocorridos entre a Caixa Econômica Federal e a direção da CELPE, no tocante ao convenio que estabelece à possibilidade de pagamento das faturas da “conta de luz” nas lotéricas, a população está levando a pior. Em Vitória, por exemplo, faltam informações e locais com estrutura adequada para realizar as operações,  com a devida segurança e eficiência.

Por não optar pelo débito em conta, algo que a esmagadora maioria da população não tem interesse e até condições operacionais, desde a última segunda-feira, 14 de maio, que tento pagar minhas contas,  emitidas pelo CELPE,  e não consigo concluí-las.

Por conta de  informações desencontradas acabei dirigindo-me até a loja da CELPE, localizado na Avenida Mariana Amália, para saber quais os pontos que estão autorizados a realizar as operações de recebimentos. Lá, uma moça me forneceu um “papelzinho” indicando os locais com os bairros correspondentes.

Aqui no centro, fui ao primeiro: FORA DO AR. Dirigi-se, então, ao segundo: FUI INFORMADO QUE JÁ HAVIA ULTRAPASSADO A QUOTA DO DIA. No outro dia, a mesma ladainha: FORA DO AR. Hoje pela manhã, ao chegar em um dos pontos, antes mesmo do estabelecimento abrir, juntamente com um grupo de pessoas, que lá já estavam, o funcionário fez, em voz alta,  um anuncio geral : “CELPE,  TÁ FORA DO AR!!”

Bom!! A CELPE, em Vitória, está precisando se pronunciar. Na qualidade de consumidores, devemos fazer algumas perguntas: à quem vai caber os juros, que virão na próxima na próxima conta por atraso nos pagamentos? Para os que já estão com as faturas em atraso, o senhor “Zé do Corte” vai chegar na porta? Esses pontos de recebimentos serão ampliados? A população precisa de respeito e o minimo de informações….

Com a palavra,  a CELPE……….

MUDANÇA NO TRÂNSITO: os motoristas continuam esperando…………

Ao caminhar pela movimentada Avenida de Holanda, anteontem (14), ao cair da tarde, registrei uma cena muito comum,  que ocorre constantemente naquele trecho viário (próximo ao Terminal Rodoviários).  Os condutores de todo tipo de veículo, inclusive ônibus e vans, teimam em fazer uma manobra não regulamentada, arriscada e perigosa. Veja o vídeo.

Pois bem, a  AGTRAN foi criada no inicio de 2013 – na segunda gestão do Governo de Todos – com  a finalidade de melhorar (constantemente) a mobilidade no trânsito da nossa cidade. Ao longo desses quase seis anos de atuação (2013 a 2018), a mesma,  demonstrou muito mais vocação à cobrança de impostos e  multas do que propriamente sintonia e compromisso com a  chamada mobilidade urbana.

Durante esse período – sob o comando de dois prefeitos de grupo políticos diferentes – o órgão (AGTRAN) não conseguiu ganhar o respeito da população. Continua figurando na cabeça dos motoristas como uma “máquina de multa”, não obstante haver, timidamente,  avançado em alguns pontos isolados.

O caso aludido, realçado no inicio dessa matéria,  é apenas um exemplo, entre tantos, que poderíamos estampar,  resultante, diga-se de passagem,  da inação da AGTRAN, até porque, esse problema – retorno proibido na Avenida Henrique de Holanda –  já faz parte da “paisagem” do trânsito da nossa cidade, muito antes até do surgimento da AGTRAN.

 Portanto, mesmo com quase seis anos de atuação, a AGTRAN não conseguiu estudar e,  muito menos,  propor alguma mudança no traçado dessa via. Aliás, se bem observado,  existe até um bom espaço físico no  entorno dessa via, para possíveis e necessárias mudanças.

 Contudo, concluímos:  Se os prefeitos, ao longo de todo esse tempo (6 anos) , tivessem apenas usado o dinheiro arrecadado pela AGTRAN,  para aplica-lo integralmente na melhoria do nosso sistema viário como um todo, certamente estaríamos, do ponto de vista do trânsito, morando numa cidade mais civilizada.

Cineclube Avalovara exibe X-MANAS e PARIAH.

Nossa quarta sessão de 2018 se aproxima com toda a força dos filmes escolhidos para ela: vamos exibir o curta-metragem “X-MANAS” (2017), da diretora carioca Clarissa Ribeiro, e “PARIAH”, primeiro longa-metragem da diretora estadunidense Dee Rees, a primeira mulher negra da história a disputar o Oscar de roteiro adaptado com filme “Mudbound: Lágrimas sobre o Mississipi” (2017).

Mulher negra e lésbica, a cineasta não deixa de abordar raça, gênero e classe em suas obras. “PARIAH” aborda tudo isso e ainda consegue ser incrível esteticamente. Definitivamente, um filme para ser lembrado.

SINOPSE: Quando forçada a escolher entre perder sua melhor amiga ou destruir sua família, uma adolescente lésbica do Bronx manipula identidades conflitantes e enfrenta a frustração e o desgosto em sua busca desesperada de afirmação sexual.

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“X-MANAS” é um curta metragem de ficção recifense de 2017 dirigido por Clarissa Ribeiro. A história se passa em um futuro distópico, no qual um grupo de resistência planeja a destruição da cisheteronormatividade.

SINOPSE: Recife, 2054. A população da cidade se divide em dois grandes estratos. No alto, a esterilidade e apatia dos moradores de grandes prédios e donos de empreendimentos comerciais. No submundo os dissidentes sexuais, bichas bandidas, travestis, sapatonas boladas e todos os corpos marginalizados perante a cisheteronormatividade. Perfomando suas identidades e indo contra todo tipo de opressão, os dissidentes se reúnem e bolam um plano.

O Cineclube Avalovara é um projeto aprovado no 10º Edital do Programa de Desenvolvimento da Produção Audiovisual de Pernambuco (Funcultura 2016 – 2017), e tem apoio do  Instituto Histórico e Geográfico de Vitória de Santo Antão(IHGVSA) e da Federação Pernambucana de Cineclubes (Fepec).

SERVIÇO

Cineclube Avalovara exibe X-MANAS e PARIAH

Classificação indicativa: 16 anos

Data e hora: 27/05/2018 (dom), às 17h

Local: Silogeu do IHGVSA

Entrada Franca

 

Momento Cultural: SÓ DAR AMOR – Por Manoel de Holanda Cavalcanti.

Na restrição, pra mim, de desfavor,
destas quatorze linhas d’um soneto,
Eu nem de leve tocarei no amor;
a falar sobre sonhos não me atrevo.

Eis que se foi embora um bom quarteto!
quero falar do sol, no esplendor,
das estrelas, do mar; não intrometo
o coração, em cousas de valor.

Sei da história do mar apaixonado
por Diana que o fita com dulçor,
na ausência do sol, seu namorado.

Mas, já se viu que cérebro demente?
quero banir deste soneto o amor,
e um soneto fazer de amor somente!…

(Coleção do Prof. José Aragão)

Manoel de Holanda Cavalcanti, vitoriense nascido em 18.XI.1897 e falecido em 22.3.1978. Filho de Joaquim de H. Cavalcanti e de Olindina de H. Cavalcanti. Irmão dos também poetas Henrique e Corina. Exerceu por muitos anos o serviço cartorial, do registro civil. Cultor das letras tinha uma prosa amena e agradável, como também a sua poesia.