Entre diversas migalhas,
umas são feitas de pão:
– Estas, porém, Bem-Amada
são vozes do coração.
(Migalhas de Poesia – Célio Meira – pág. 18).
Os gregos designavam NOSTALGIA como a dor dos que viajam, a dor dos navegantes, de “nostós” e “algós” – viagem e dor. Ora, a nostalgia é a saudade que dói, mas a recordação de um prazer, a lembrança daquilo que se distanciou. Diferente da MELANCOLIA, que é a saudade que dói, mas uma recordação daquilo que poderia ter sido e não foi. Melancolia significa “tristeza”, “melané” “kholé” – “bile” “negra”, da qual originava-se a “dor”, produzida pelo baço. É uma imaginação e uma desilusão.
Ora, um encontro, em setembro, reunirá amigos da geração dos anos 60. Nosso encontro pode gerar NOSTALGIA, uma saudade de algo que efetivamente aconteceu, e uma MELANCOLIA, algo que deixou de acontecer.
Contudo, essas dores poderão ser suavizadas pela poesia que as envolverá. E da dor, brotará a beleza. O poeta alemão Wolghang Goethe dizia: Faz da tua dor um poema, e ela será suavizada.
Sosígenes Bittencourt
Hoje disponibilizamos a canção SAUDADE, de autoria e interpretação do amigo FERNANDO SILVA.
Aldenisio Tavares
Recebemos do vereador da vizinha cidade de Pombos, Alessander Torres, denuncia alegando perseguição política praticada pelo prefeito Doutor Marcos, envolvendo à proibição do desfile do bloco “Abacaxi Elétrico”, em virtude da 33ª edição da Festa do Abacaxi, em Pombos.
Nota de Esclarecimento:
”O prefeito do município de Pombos Manoel Marcos Ferreira, vulgo, Dr Marcos, ingressou com um agravo de instrumento (liminar) para impedir a saída do Bloco Abacaxi Elétrico, Ano II. Alega em seu recurso que o município não tem segurança suficiente para cobrir o evento. Todavia, a polícia militar e civil já haviam sido comunicadas e ofereceram o devido suporte. Ainda assim, foram contratados 12 (doze) seguranças, ficando evidente que a segurança dos foliões estaria garantida. Resta claro, que o motivo principal para o prefeito ter tanto interesse em vetar a saída do bloco, é de cunho político”.
Obs: fica o espaço aberto para as considerações do prefeito da cidade de Pombos, Doutor Marcos, caso o mesmo queira se pronunciar sobre o fato.
Nos quatro cantos do País, no último domingo (07), ecoou das urnas um forte indicativo de desejo por mudança. Mudar nem sempre quer dizer acertar. Mas, ao que parece, o Congresso Nacional foi reconfigurado. Políticos, antes, senhores da situação, doravante na sarjeta do ostracismo e do esquecimento. É a vida! A fila anda, dizem os mais jovens…..
Na nossa Vitória de Santo Antão alguns “gritos” dos eleitores também saltaram das urnas, nesse domingo eleitoral. No tocante à liderança dos três principais grupos políticos na nossa cidade – Aglailson, Elias e Henrique – algo nos pareceu nítido quando observamos à votação alcançada, na nossa cidade, pelo governador Paulo Câmara, candidato à reeleição.
Por um acanhado percentual o governado foi reeleito no primeiro turno. Algo em torno de 45 mil votos, num universo de mais de seis milhões e meio em todo estado. Ou seja: 50,7% dos votos. No recorte eleitoral da Vitória de Santo Antão, o percentual do governador foi um pouco maior: 52,12%.
Pois bem, esses números, no meu modesto entendimento, por si só não quer dizer muito coisa. Poderíamos até dizer que na “Terra das Tabocas” o governador Paulo Câmara saiu-se até melhor que na média estadual. Isso é fato!
Mas se fizermos uma leitura mais apurada, aprofundada e tecnicamente isenta, levando em consideração que os três grupos políticos mais importantes da nossa cidade – Aglailson, Elias e Henrique – hipotecaram apoio público à reeleição do governador Paulo Câmara, logo constataremos que a nossa Vitória de Santo Antão encontra-se com um enorme déficit de lideranças.
Basta dizer que quase 70% do eleitorado da Vitória de Santo Antão NÃO ACOMPANHOU A INDICAÇÃO DOS CHEFES POLÍTICOS LOCAIS. Isso apenas prova, por “A” mais “B”, que nossa cidade está precisando de uma forte oposição em nível estadual, que possa questionar os desmandos e a indiferença da atual gestão com a população local.
Portanto, podemos dizer com segurança que essa continuidade na gestão do PSB no Palácio do Campo das Princesas não foi e não será benéfica para a nossa pólis. É, SIM! Por demais, positiva para os caciques locais que não precisam se preocupar em cuidar, como deveria, do seu quintal, ou seja: da NOSSA CIDADE.
Diz um ditado popular que “eleição é feito mineração, só se sabe depois da apuração”. Na fase de arrumação e até no transcorrer da campanha, para qualquer postulante, os apoios serão sempre bem vindos. Os políticos com mandatos – no caso prefeitos e vereadores – são os mais cortejados para, na medida do possível e com base nos seu histórico eleitoral, empinarem as campanhas dos candidatos a deputados, senadores e governador.
No caso da Vitória de Santo Antão, ao que parece, os vereadores não estão mais se interessando em apoiar candidaturas “de fora”, isso porque seriam automaticamente avaliados, após o pleito, pela quantidade de sufrágios por ele “conseguido” para o seu indicado. Ou seja: o vereador que entrar numa “embarcação de fora” seria obrigado a “suar a camisa” para provar que é bom de urna e “entregar a mercadoria que ele vendeu”. Correndo o risco, assim, de passar por vexame!!
Assim sendo não há a menor dúvida que para os atuais vereadores antonenses a situação mais cômoda, tranquila e segura é apoiar os candidatos “filho da terra”. O voto que aparecer no seu respectivos redutos eleitoral, hipoteticamente, seriam os seus. Ou seja: ficariam “bem na fita” de todo jeito!!
Pois bem, em se tratando do recente pleito, ocorrido no último dia 07 de outubro, parece-me que tanto o grupo do “amarelo” quanto o “vermelho”, diga-se candidaturas de Aglailson Victor e Joaquim Lira, compraram “Gato por Lebre”.
Seria possível fazer vários tipos de aferição, mas se levarmos em consideração apenas o somatório de votos obtidos na eleição de 2016, pelos vereadores antonenses, que foram “contratados” pelo deputado Joaquim Lira percebe-se que ultrapassa a quantidade de sufrágio recebido por ele em Vitória. Isto é: a soma dos votos dos vereadores juntos que lhe hipotecaram apoio consagrou 15.693, no entanto, ao abrir as urnas e contar os votos o Joaquim só obteve 14.333.
Já no caso do “acerto” com o grupo vermelho, liderando pelo atual prefeito Aglailson Junior, que aliás juntou mais vereadores do que o oponente direto, a “entrega” dos votos foi menor, em relação ao somatório aludido. Isto é: a soma de todos os votos dos vereadores que apoiadores do projeto eleitoral foi de 17.970, enquanto que o seu candidato (Aglailson Victor), nesse caso o “contratante”, extraiu das urnas locais um volume bem menor de sufrágios nominais (14.694). Nesse contexto, porém, devemos levar em consideração que o Elias Lira e o prefeito Aglailson Junior, não foram indutores voto algum para os seus respectivos filhos candidatos.
Na contramão desse raciocínio, por assim dizer, os votos conseguidos pela candidatura do Henrique filho, na nossa cidade, com apenas o apoio de um vereador (Frazão) foi, digamos, exponencialmente expressivo em consideração aos dois últimos casos apresentados.
Dentre os tantos apoios espontâneos e outras inúmeras trocas e acertos diversos, ocorridos nessa eleição, na nossa cidade, podemos exemplificar pelo menos mais dois casos: um, teoricamente, mal sucedido e o outro exitoso, do ponto de vista do interesse e da fidelidade.
No primeiro caso, anotamos o pífio desempenho do candidato a deputado federal André de Paula (em Vitória) que recebeu o incondicional apoio dos amigos Ozias Valentim e Décio Filho, juntamente com o vereador Mano Holanda. Com esse grupo o André conseguiu apenas 540 votos. Na outra ponta, contudo, exemplificamos à expressiva votação do desconhecido deputado, Everaldo Cabral, na nossa cidade, fruto da articulação e do total empenho de um pequeno grupo, capitaneado pelo cabo empolgado Edinho de Uma.
Como podemos observar, voto não é uma “mercadoria” fácil. Existem muitas variáveis e inúmeras possibilidades, mas uma coisa é certa: sem empenho e com o apoio só da boca pra fora as coisas ficam ainda muito mais difíceis!!
Ser “Filha de Maria” é ser na terra,
Quase aquilo que os anjos são no céu;
Viver do amor que só pureza encerra
Contemplando a Jesus quase sem véu…
Ser d’Ele irmã, viver ao lado seu
Na intimidade que o pavor desterra;
Dizer: Meu bom Jesus, sois todo meu!
Ao pecado eu declaro guerra.
É possuir dos títulos o mais belo.
É ter, num traço azul, puro e singelo,
Fonte perene de eternal poesia…
Ser “Filha de Maria”, é tanta cousa
Sublime, tanta, que dizer não ousa,
Por ser bem pobre a minha fantasia.
(Entre o céu e a Terra – 1972 – Corina de Holanda – pág. 37).
Dinheiro é faca de dois gumes. Há quem use o dinheiro para destruir a própria vida. E ninguém é rico pelo que tem nem pobre pelo que não tem, mas pela noção que tem do que tem. Senão, não haveria milionários se suicidando e lavadeiras sorrindo.
Dinheiro só serve quando soma. Porque há dinheiro que subtrai, tira a esposa, os filhos, dissolve a família, expulsa os amigos do convívio. Geralmente, as pessoas que são infelizes porque não têm dinheiro, não têm noção do que é ter dinheiro. E as pessoas que invejam quem tem dinheiro, deveriam procurar saber se quem o tem, é feliz. O mundo melhorou por causa da injeção de dinheiro e progresso advindo, mas essa é uma mensuração objetiva. É preciso encarar que, numa mensuração subjetiva, o homem não tornou-se mais feliz.
Sosígenes Bittencourt
Ouça a música “Onde Encontrar Jesus“, composta por Aldenisio Tavares, na interpretação de Nildo Ventura. A canção é integrante do CD “O Amor de Deus nos uniu”, lançado em homenagem ao EJC (Encontro de Jovens com Cristo).
Onde Encontrar Jesus – Nildo Ventura
Aldenisio Tavares
Até a proclamação do resultado das eleições, ocorrida no último domingo (07), não havia encontrado ninguém que tivesse colocado a delegada Gleide Angelo na relação dos eleitos para a Assembleia Legislativa Pernambucana. Ela, em 2018, com a sua votação não só estourou a “boca do balão”: ELA ESTOUROU A FÁBRICA INTEIRA DE BALÃO. Só na nossa Vitória de Santo Antão Gleide obteve 2.560 sufrágios, dos mais de quatrocentos mil alcançados em todo estado.
Devemos realçar, contudo, que essa eleição (2018) foi diferente. Dos vinte e cinco deputados estaduais reeleitos, salve engano, apenas um – Rodrigo Novaes (PSD) – obteve mais voto, em relação à última disputa (2014). Isso é um fato curioso. Ou seja: praticamente ninguém avançou na computação geral.
Na nossa Vitória de Santo Antão, em 2018, tivemos um total de oito candidaturas à ALEPE, carimbadas como “filho da terra”. Foram os seguintes nomes: Aglailson Victor, Joaquim Lira, Henrique Filho, André Carvalho, Edmo Neves, João Santos, Genário Rocha (Menino do Cavalo) e Carlos Alberto. Do total, apenas três se elegeram.
O nosso amigo Genario, “O Menino do Cavalo”, certamente deverá continuar na estrada. Se oportunidade tiver deverá candidatar-se novamente a vereança no próximo pleito.
Na categoria de postulações para cumprir missão partidária, por assim dizer, catalogamos os seguintes concorrentes: João Santos, Edmo Neves e Carlos Alberto. Sem estruturas financeiras dificilmente teriam condições de avançar. Cada qual desempenhou seus respectivos compromissos juntos às suas agremiações e certamente desempenharão papeis importantes no xadrez político local que se avizinha (2016), uma vez que serão proibidas as chamadas coligações partidárias. Já com relação às outras quatro candidaturas, temos condições de inferir algumas tendências e peculiaridades.
O jovem estudante André Carvalho, no meu modesto entendimento, do ponto de vista político, foi o grande vitorioso da cidade da Vitória. Mesmo ficando numa suplência distante, André, em relação a sua primeira postulação estadual (2014), cresceu sua votação dentro e fora do seu domicilio eleitoral. Em 2014 obteve na cidade da Vitória, para deputado estadual, 1.392 votos. Agora, 5.991. Já no estado, saltou de 2.086 para 9.087. Nas duas situações multiplicou por quatro seu crescimento.
Vale salientar que a campanha do André Carvalho não contou com somas milionárias de recursos muito menos apadrinhamento político e, mesmo assim, no município, bateu a votação de Henrique Filho, e conseguiu mais de 40% da votação do Joaquim Lira e do Aglailson Victor, ambos “filhos” do apadrinhamento e de toda estrutura possível.
Na primeira disputa estadual do ex-vereador e vice-prefeito por dois mandatos, Henrique Filho, cumpriu bem o seu papel. Montando numa estrutura partidária consistente e contando com uma “gorda” contribuição financeira do chamado “fundão” ele seguiu na rota dos dez mandatos consecutivos do seu pai, deputado Henrique Queiroz Costa.
Se levarmos em consideração a última votação para deputado estadual do seu pai, na cidade, ocorreu uma diminuição de quase dois mil sufrágios. Mas, independente de qualquer coisa, o grupo “verde” ganha novo fôlego com a sua efetivação na Alepe. Sua juventude e a possibilidade de novas práticas políticas lhe garante a manutenção do espaço da família no cenário político pernambucano.
Já com relação à reeleição do deputado Joaquim Lira poderíamos dizer que o mesmo manteve o seu capital eleitoral estadual praticamente preservado. Mesmo com uma queda de quase 50% na sua principal base eleitoral (Vitória), ele conseguiu uma boa votação global. É bem verdade que o seu partido avançou no estado e de maneira articulada trabalhou para manter o que já havia conquistado.
No tocante ao seu volume de votos na Vitória de Santo Antão – ao passo que desabou – o mesmo mostrou força quando disputou voto a voto com a candidatura “abençoada” pela máquina pública local, máquina essa que lhe fez majoritário na eleição de 2014. O grupo “amarelo”, com o resultado do pleito, mostrou que continua vivo para ir buscar a prefeitura de volta.
Não fosse a inimaginável votação da delegada Gleide Anglelo, o atual prefeito da Vitória teria consolidado o seu candidato como o primeiro lugar na coligação do governador reeleito, Paulo Câmara, o que não é pouca coisa. Aliás, o prefeito deu ao seu filho algo que nunca teve, ou seja: 64.763 votos. Assim como quebrou o tabu local de nunca haver vencido um candidato “amarelo” na disputa proporcional para ALEPE.
Já com relação à disputa no “seu terreiro” o prefeito Aglailson Junior ficou devendo. Especulava na cidade que a votação de Aglailson Victor por aqui seria bem mais elástica. Para justificar, adiantou-se um dos seus aliados mais próximos dizendo-me que o atual prefeito não cometeu, em relação as finanças da prefeitura, a mesma irresponsabilidade que o seu antecessor, na ocasião para eleger o seu filho (Joaquim Lira). Essa justificativa será um bom atenuante na medida em que não houver, nos próximos meses, desligamentos em massa nos chamados cargos de confianças no Palácio Municipal.
Concluímos essas observações, sobre o mais recente processo eleitoral, envolvendo os candidatos a deputado estaduais e seus atores mais importantes da nossa cidade, chamando à atenção para dois dados:
Primeiro: os três deputados eleitos com domicilio eleitoral na terra de João Cleofas de Oliveira – Aglailson Victor, Joaquim Lira e Henrique Filho – teriam sido eleitos, nas suas respectivas coligações, sem que fosse preciso computar nenhum voto da nossa cidade.
Segundo: Mesmo com toda essa “zuada” e movimentação nas ruas, anotamos que mais de 60% do eleitorado vitoriense NÃO HIPOTECOU VOTO EM NENHUM DOS TRÊS CANDIDATOS A DEPUTADO ESTADUAL “ELEITOS POR VITÓRIA”.
Resumo da ópera: nós, antonenses, continuamos pensando que eles nos representam e eles continuam tendo a absoluta certeza de que não fomos nós que os colocamos lá………