HORA DE PENSAR – por Sosígenes Bittencourt.

Eu sempre tenho a impressão de que alegria é bênção e tristeza é padecimento. Por isso, quando estou alegre, penso em Deus, e, quando estou triste, penso em mim. Acho que tudo é resultado da ação do homem, o bem à bondade, e o mal à maldade. Ninguém quer acreditar que tem uma parcela de culpa e, como consequência, um saldo de padecimento. O pecado humano é VONTADE PERMISSIVA DE DEUS. No entanto, Deus não nos abandona, concedendo-nos o DISCERNIMENTO, a perfeita noção do BEM e doMAL.

Sosígenes Bittencourt

Nesse segundo turno exitem cinco opções para seguir e não apenas duas, como se fala…….

Outro dia estava numa roda íntima de conversa. Na mesma, uma eleitora convicta do presidenciável Jair Messias Bolsonaro tentava convencer uma das jovens presentes pelo sufrágio, no próximo dia 28 de outubro, à direita. Com boa capacidade de argumento a jovem disse não encontrar nenhum entusiasmo para hipotecar voto na figura de um sujeito que em nada representava o que ela pensa. Não obstante, em ato contínuo, reconhecer que o projeto apresentado à esquerda, em função das muitas revelações de corrupção,  havia lhe decepcionado por demais. Confidenciou, a jovem, encontra-se bastante confusa.

Solicitado a opinar nessa bola dividida disse que ela não era obrigada a ficar entre a “cruz e a espada” ou mesmo “morrer queimada ou afogada”. Na verdade, nesse segundo turno presidencial, haviam cinco possibilidades postas, todas previstas no jogo democrático do nosso País. A primeira opção  seria tomar a decisão de não comparecer ao local de votação. Posteriormente ela pagaria a multa e tudo resolvido. Abstenção também é um recado ao sistema, mesmo que  seja um tanto difuso.

Votar “nulo”, em tese, representa um protesto. Votar pelo “branco” seria um recado claro que as duas opções postas não lhes representa. isto [e fiquei sem ter em quem votar,  por não acreditar em nenhum dos dois. Até porque votar é um direito e como senhor do meu direito posso abrir mão de não usa-lo. Isso também democrático.

Ainda me reportando ao bate-papo eleitoral,  acima mencionado, exemplifiquei, na ocasião,  que na disputa do segundo turno de 1989 –  entre o Lula e o Collor – ocasião em  optei pelo “Caçador de Marajás” o tempo passou e ele me mostrou que eu erraria também se tivesse feito a opção pelo “sapo barbudo”. Se lá atrás eu tivesse a visão que tenho hoje, sem nenhuma dúvida iria de “branco”.

Sem essa de que “não deixe os outros decidirem por você”, até porque é o volume de votos para deputado federal que serve de calculo para o pomposo fundo eleitoral, motivo pelo qual o sistema alimenta certas “verdades” mentirosas.

Em um exemplo mais recente, chegamos em 2014. Dilma X Aécio. Outras duas “malas sem alças” (quadrilha do PT ou quadrilha do PSDB). Para quem vota sem ser, majoritariamente tocado pelo viés emocional ou mesmo comportamental,  escolher entre o ruim e o pior não é uma tarefa das mais fáceis. Aliás, apenas quatro anos mais tarde, a Dilma foi rejeitada pelas urnas e o Aécio  virou uma espécie de “lepra política”.

Resumo da ópera: a dita cuja eleitora continua rejeitando as duas  principais possibilidades mais debatidas. Depois que disse a ela que o meu voto em Collor, para mim, é uma espécie de nódoa eleitoral,  acredito que ela irá votar com uma camiseta na cor branca, para ficar em paz consigo mesma.

O projeto “Quarta as Quatro” promoveu momento cultural na Vitória de Santo Antão.

Dentro do programa “Quarta as Quatro”, promovido pela UBE – União Brasileira dos Escritores (Recife) – aconteceu na tarde de ontem (24) a edição de número 698. O local escolhido para o encontro foi o Auditório José Aragão (Faintvisa), aqui, nas terras antonenses.

A AVLAC – Academia Vitoriense de Letras, Artes e Ciência, representada por um grupo de acadêmicos, marcou presença no evento de cunho eminentemente cultural. No palco, além de homenagens e  reconhecimentos, poetas e escritores tiveram a oportunidade de expressar suas respectivas habilidades literárias.

O fechamento do evento, por assim dizer, se fez de maneira descontraída e interativa no qual os escritores das mais variadas tendências tiveram possibilidade de “trocar algumas figurinhas”.

Momento Cultural: JÁ QUE TE FIZ SOFRER – por Heitor Luis Carneiro Acioli.

Que crueldade fiz a ti! É imperdoável o que te fiz. Mas “minha fada”, não me deixe! Prometo os sete mares velejar para pôr um fim naquilo que te faz sofrer. Se te fiz algo errado, perdão e volta pra mim! Vou até o fim do mundo pra me redimir contigo.

Se quiseres que eu extinga minha vida, farei sem problemas, afinal é o mínimo que posso fazer, já que te fiz sofrer.

(Meu jeito em versos e prosas – Heitor Luis Carneiro Acioli – pág. 03).

ESTUDANDO PORTUGUÊS – por Sosígenes Bittencourt.

Pérfuro-cortante ou Perfurocortante?

Eu preferiria estar falando de faca peixeira para os vendedores de peixe, mas, infelizmente, estou falando para os estudantes de Direito e os profissionais da área médico-legista.

Quando forem escrever a palavra “perfurocortante”, lembrem-se de que deverão se reger pelo Vocabulário da Língua Portuguesa em vigor a partir de 2009.

Segundo o VOLP (Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa), a palavra “perfurocortante” é um adjetivo que serve aos dois gêneros, masculino e feminino, ou seja: a lâmina perfurocortante e o instrumento perfurocortante. Depois, a sílaba tônica é “tan”, fazendo com que, por JUSTAPOSIÇÃO das palavras, o acento da palavra “pérfuro” obviamente desapareça.

Escreva-se, portanto, PERFUROCORTANTE e, pela mesma explicação, PERFUROINCISO e PERFUROCONTUSO.

Por exemplo: A vítima foi abatida por instrumento PERFUROCORTANTE.

Já no caso de usar PERFUROINCISO e PERFUROCONTUSO, você terá de flexioná-las quanto ao gênero.

Por exemplo: A vítima foi abatida por arma PERFUROINCISA ou PERFUROCONTUSA.

Ortográfico abraço!

Sosígenes Bittencourt

Banda de Colégio 3 de Agosto conquistou mais uma taça para Vitória de Santo Antão.

Recebemos com alegria e o devido reconhecimento a notícia de que a Banda Marcial do Colégio Municipal 3 subiu no lugar mais alto do podium mais uma vez. No último dia 21 de outubro sagrou-se  campeão da  ” X Copa Pernambucana de Bandas e Fanfarras”. O evento ocorreu na Secretaria de Educação do nosso Estado, em Recife.

Para comemorar mais essa conquista a direção do educandário ( como gostava de dizer o Doutor Mário Bezerra), sob a coordenação do atual gestor, Max Bleey, juntamente com maestros componentes da banda,  corpo docente, funcionários e alunos promoveu um verdadeiro dia de festa na quadro do referido colégio.

Indiscutivelmente a Banda do Colégio Municipal 3 de Agosto é uma referência para nossa cidade no que diz respeito à formação musical de jovens. Um extrato positivo daquilo que podemos chamar de foco, trabalho e seriedade. Parabéns para todos que de forma direta e indireta contribuíram para essa e tantas outras vitórias……..

Governador Calos Valle visita o Rotary Clube da Vitória de Santo Antão.

Em visita oficial a nossa cidade, ontem (23), mais precisamente às atividades desempenhas pelo Rotary Clube da Vitória de Santo Antão que promove  com o devido afinco e a protocolar seriedade exigira  às boas práticas da solidariedade universal, o governador do distrito, Carlos Valle, apenas endossou todas as atividades. Disse ele: “o trabalho desenvolvido aqui é um exemplo”.

Em ato de conclusão, por assim dizer, sob o coordenação do atual presidente, Paulo Lima, aconteceu no horário noturno, em sua sede, localizado no bairro do Livramento, uma reunião da entidade (Rotary) para o fechamento das atividades. O rotariano Manoel Camilo,  expressou, em números, um roteiro das atividades desempenhada ao longo do ano. Aos presentes um jantar foi servido.

Cônego Pedro de Souza Leão – por Pedro Ferrer.

Nascido em Ipojuca, no Distrito de Nossa Senhora do Ó, no dia 8 de janeiro de 1917, era filho de Pedro de Souza Leão e de Minervina de Souza Leão. Aos 19 anos sentiu o chamado de Deus e ingressou no Seminário de Olinda. Completada sua formação eclesiástica foi ordenado, no dia de Todos os Santos de 1947, por sua Reverendíssima, o Arcebispo de Olinda-Recife, dom Miguel de Lima Valverde. Sua primeira celebração eucarística teve lugar na sua terra natal, no Distrito de Nossa Senhora do Ó, no dia 8 de dezembro, dia de Nossa Senhora da Conceição. Mal raiou o ano novo, no dia 5 de janeiro, foi empossado vigário cooperador da Vitória de Santo Antão e capelão do Colégio Nossa Senhora da Graça.

Em 1949 foi transferido para Glória do Goitá assumindo a direção da Paróquia de Nossa Senhora da Glória, onde exerceu seu apostolado com amor e dedicação até julho de 1959. Nos dez anos à frente da paróquia realizou importantes obras tais como: construção da nova igreja matriz, da escola Paroquial de Menores e do ginásio Dom Miguel de Lima Valverde. A edificação deste educandário foi um marco na educação do município, visto ser o primeiro educandário de primeiro grau. Tão frutífera administração fez o povo da Glória do Goitá elegê-lo prefeito. Exerceu seu mandato, 1958/1962, com dedicação e seriedade, pautado em princípios éticos e morais. Em janeiro de 1962 voltou à Vitória de Santo Antão, assumindo mais uma vez, a capela do Colégio N. S. da Graça. Em agosto, do mesmo ano, foi convocado por Dom Carlos Coelho, Arcebispo de Olinda e Recife, para dirigir a construção do Seminário Regional do Nordeste, localizado em Camaragibe. Sua permanência à frente da construção do Seminário foi curta.

Um homem com sua competência administrativa e sua capacidade de trabalho, não podia ficar ocioso. Em 1965, o governador do estado, dr. Paulo Pessoa Guerra o nomeou diretor do Instituto Profissional de Pacas. Foram sete anos de excelente administração. Os que conheceram de perto e vivenciaram o dia a dia do Instituto de Pacas, são unânimes em afirmarem que foi a melhor de todas as administrações passada naquela casa. O Instituto sofreu uma grande metamorfose: de casa de correção, transformou-se em centro de educação.

Em 1972 foi convidado pelo prefeito José Augusto Ferrer de Morais, para assumir a Secretaria de Administração, vacante, pela renúncia do jornalista João de Albuquerque Álvares.

Após longos anos, longe da vida paroquial, não da vida pastoral, pois continuou exercendo seu apostolado continuamente, o Cônego Pedro Souza Leão, assumiu a paróquia de Cavaleiro, no município do Jaboatão dos Guararapes. Paróquia grande, ocupada por uma população carente de bens materiais e espirituais. O Cônego tinha à sua frente mais um desafio. Foram quase vinte anos de apostolado e de fidelidade ao Cristo e à Igreja. Nos últimos anos de vida, cansado e com a saúde precária, ficou preso a uma cadeira de rodas. Sem perder o ânimo continuou sua missão evangélica até ao final. No dia 20 de maio de 1991 foi acolhido por Jesus Cristo na casa do Pai.

Suas exéquias, presididas por dom José Cardoso, teve lugar na matriz de Cavaleiro, por ele construída. O sepultamento foi em sua terra natal.

Recentemente, em 2013, seus restos mortais foram transladados para a Matriz de Nossa Senhora da Glória, na cidade de Glória do Goitá.

Pedro Ferrer

Momento Cultural: SONETO DO DESEJO (Poema) – por Luciene Freitas

E foi observando em um espelho alheio

Que vi a imagem, desejada, que não tive.

Busquei por tantas eras consolo, esteio,

Equilíbrio para uma alma, em declive.

Vi naquela figura de santa, tão formosa

Olhos ternos, profundos, infinitos de doçura.

Dos meus vazios o medo, da vida desditosa

O fim, em fortaleza de travas tão seguras.

A mulher ausente, o desconsolado pranto

O desespero, nas noites de busca, traduz

Eu era sombra sussurrando amor, tanto!

Firmes passos, compassados, me induz

A rever a figura, recoberta por um manto,

Esboço difuso, desmanchando-se na luz!

Luciene Freitas é Escritora vitoriense premiada, autora de dezenas de livros,
entre adultos e infantis.

O Artista e a Beleza – por Sosígenes Bittencourt.

Quando a beleza cruza na frente do poeta, o resultado é poesia. A beleza não é uma invenção do homem, a beleza existe. O poeta é um sensível observador, um arauto da beleza que há no mundo. O artista é um sonhador de olhos abertos, um sonhador com uma técnica e a coragem de fuxicar os seus sonhos.

Sosígenes Bittencourt