Ouça a música “CIRCULANDO”, composta por Aldenisio Tavares, na voz de Nildo Ventura.
Circulando – na voz de Nildo Ventura – Composição Aldenisio Tavares
Aldenisio Tavares
Ouça a música “CIRCULANDO”, composta por Aldenisio Tavares, na voz de Nildo Ventura.
Circulando – na voz de Nildo Ventura – Composição Aldenisio Tavares
Aldenisio Tavares
Assistir pela TV a “espetacularização” da prisão do governado do estado do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, ocorrida na manhã de hoje (29), nos provoca pelo menos dois sentimentos. Evidentemente que tantas outras leituras devem ser feitas……
A primeira é de vergonha. Um sujeito eleito pelo povo ser arrancado do palácio direto para o presídio. Isso, de certa forma, quebra o sentido do simbolismo que uma autoridade governamental nos passa.
A segunda é de satisfação coletiva. É que o Brasil, após a deflagração da Operação Lava-Jato, mudou!! No meu tempo de juventude esse tipo de situação nunca foi vista. Aliás, diziam alguns, em voz alta e segura: “aqui, só quem vai para cadeia é pobre, preto e prostituta”.
À cada prisão realizada e, consequentemente, um novo acordo de delação premiada estabelecido, uma vez que incorpora-la é a decisão mais racional, se puxa mais um fio, de mais um grande novelo de corrupção sistêmica enraizada nos poderes constituídos da republica.
Avante, Lava-Jato!! O Brasil só será passado a limpo quando o crime não mais compensar. O Rio de Janeiro e a capital federal, Brasília, convenhamos, são dois emblemáticos pontos de partidas para a chamada assepsia nacional. O caminho é longo e a estrada é tortuosa…….
Buscando uma fotografia para realçar um trabalho com outra temática, eis que me surge, sem mais nem menos, um registro fotográfico de um dos fenômenos da musical regional do inicio do século XXI. Trata-se da Banda Brasas do Forró, que até hoje mantém uma regular agenda de shows pelo Nordeste.
Por coincidência ou não, foi exatamente na última semana de novembro do ano 2000 (há 18 anos) que ela (Brasas do Forró) subiu em palcos vitorienses pela primeira vez. Justamente por ocasião da primeira edição da Cavalgada Fest. A referida apresentação ocorreu no extinto Vitória Park Show numa trade/noite de um dia de domingo, algo fora da tradição local que, até hoje, mantém à noite dos sábados como melhor momento para grandes apresentações musicais pagas. Uma boa lembrança. “Puxe o fole Didi!”
Registramos o recebimento do convite para a Reunião Solene em comemoração à passagem dos 40 anos de atividade parlamentar do deputado Henrique Queiroz. O autor do requerimento – 5447/2018 – partiu do deputado Eriberto Medeiros. O evento acontecerá na próxima quarta-feira, 05/12, às 18h, no Museu Palácio Joaquim Nabuco – Recife. Agradeço pelo envio do convite!!
A praça ainda é a mesma.
A estação ainda é a mesma.
As lembranças são as mesmas.
Entretanto…
O trem não existe mais.
O relógio da estação não existe mais.
O velho chefe da estação não existe mais.
Recordações guardadas nas retinas daquele garoto.
Dez anos de idade…
Olha o amendoim! Olha o amendoim!
Torrado e Cozinhado! Quem vai querer?
Por que as lembranças ficam sempre nas estações?
Chovia muito naquela noite…Parado na estação, o garoto.
Um juvenil sonhador.
Sandálias surradas nos pés e uma camisa remendada a lhe cobrir o corpo franzino.
Uma cesta no braço e a esperança no olhar.
De repente, o apito…o farol…o trem.
Ansiedade? Talvez.
Quantos pacotes venderia naquela noite? E se não vendesse?
Dentro do trem, poucas pessoas compraram seus pacotes de amendoins.
Disputava a freguesia com vendedores de pipocas, rôletes de cana, bolos…
Desespero! O trem partira…
E ainda faltava receber por alguns pacotes que conseguira vender.
O garoto pulou do trem da vida.
Sem a sua cesta, sem as sandálias, sem o dinheiro apurado.
Sentado num banco de praça,
falara baixinho: amanhã será outro dia.
No seu rosto juvenil, uma lágrima se mistura com a chuva.
Era apenas um garoto…
Naquela casa simples (num beco estreito),
uma velha senhora o esperava angustiosa.
De braços abertos e com um coração cheio de amor e de ternura,
ela ficava olhando aquela rua, que parecia não ter fim.
De repente, no final da rua, aperece aquele garoto. Todo molhado.
Agora, estão juntos.
Na calçada, Dona Lola e o garoto se abraçam e choram.
Ele, por ter perdido – a sua cesta, as sandálias, o dinheiro…
Ela, por ver chegar à salvo, aquele garoto que tanto amava.
Hoje, os estrondos dos trovões, já não me assustam mais.
Dona Lola – Minha Mãe – me ensinou como vencê-los.
Não sei explicar o por que, mas hoje, já velho,
quando cai uma chuva torrencial com relâmpagos e trovões,
olho para o céu e vejo uma pequenina estrela brilhando.
Creio que seja Dona Lola me dizendo:
Não tenhas mêdo. Lembra-se de como ti ensinei a vencê-los?
Então, digo baixinho: Bença Mãe. E vou dormir.
Aliomar Vasconcelos é Professor e Escritor vitoriense.
Tudo que há de bom, em mim, é resultado da DISCIPLINA do meu tempo.
Sou da Era do Silêncio, quando tudo podia ser observado e sentido com paciência.
Sou do tempo em que havia tempo de acompanhar a réstia do sol
e contar estrelas.
Sou do tempo em que o coral dos grilos compunham a sonoplastia das estrelas.
Escola não era lugar de DISTRAÇÃO, era lugar de CONCENTRAÇÃO.
Sosígenes Bittencourt
Duda da Passira – cd SIMPLESMENTE, ao vivo – CANTANDO E SOLANDO GRANDES CLÁSSICOS – música TICO-TICO NO FUBÁ de Zequinha de ABREU.
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Gostou da música? – Baixe a MP3
Aldenisio Tavares
Na tarde da última segunda-feira (26) a sonda Mars Insight, da NASA, após pousar em Marte – o Planeta Vermelho -, já conseguiu executar suas primeiras tarefas. Com a capitação dos raios solares as baterias estarão sendo recarregadas diariamente, mantendo assim tudo em perfeito estado de funcionamento, conforme previram os cientistas. Mais um espetáculo das brilhantes mentes humanas. Em breve, nos próximos dias, novos passos serão efetivados na busca pelas mais diversas informações desse planeta desconhecido. Existe muita expectativa por parte dos condutores da missão.
Muito bem, alguém poderia perguntar: os animais humanos ainda não conseguiram equacionar questões elementares no seu habitat natural (terra), tal qual a fome e questões de deslocamentos humanitários, em alguns casos construindo até muros para manterem-se separados, o que diabo estão, então, buscando em Marte? Não deixaria de ser uma boa pergunta!!
Mas, é bom que se diga, que se nas veias dos nossos antepassados não tivessem correndo o espírito aventureiro e o aguçado instinto da sobrevivência, certamente, estaríamos todos, ainda, vivendo na escuridão e na frieza do fundo das cavernas, ou até, quem sabe, sido extintos como os dinossauros. É bom que se diga que de todos os animais da terra nós – animais humanos – formos os que mais evoluíram.
Se engrenarmos marcha à ré no tempo, chegaremos a tantos outros momentos de “duvidas universais”. Por exemplo: em que momento na linha do tempo o animal humano passou a ter consciência de que sua vida era finita? Descobrir, então, que a agricultura e que a natureza tinha um ciclo, certamente foi um salto qualitativo para nossa espécie. Na Idade Média, por exemplo, o homem já “sabia” como o mundo havia sido concebido, mas não sabia que existia o continente americano, pois as criaturas marinhas do mal e um buraco no “fim dos oceanos” lhes impediam de navegar, além da faixa do horizonte. Convenhamos que a travessia dos oceanos (XVI) impactou mais a civilização do que a chegada do homem à lua, na segunda metade do século próximo passado.
E se nessa atual aventura ao Planeta Vermelho – ainda em curso – aparecesse um “sujeito”, lá, acusado-nos de extra-marte? O que deveríamos fazer? À quem recorrer para garantirmos os nossos direitos? Afinal somos acobertados pela declaração universal dos direitos dos homens!! Ou não somos?
Parece até brincadeira….. Mas, brincadeira mesmo é encontrarmos pessoas tão cheiras de verdades absolutas (prontas e acabadas) e conhecedoras de tudo, baseado nas reproduções das reproduções que apenas aniquilam o sublime direito de exercer o único direito que verdadeiramente somos livres para exerce-lo…..PENSAR E IMAGINAR!!!
Antes mesmo do Papai Noel chegar, nas terras desbravadas pelo português Diogo de Braga em 1626, o senhor “Zé Pereira” já começou aparecer. Dessa vez foi a Agremiação Carnavalesca, “PORQUE HOJE É SEXTA”, que começou sua arrumação com vistas aos festejos momescos que se avizinhas (2019).
Com autoria do talentoso artista Aldenisio Tavares e arranjos do parceiro Samuka Voice, o cantor “mais badalado”, Kiko de Zeca de Abelardo, compareceu ao SPG Studio para colocar voz na nova música da agremiação que será lançada no próximo desfile. A expectativa do pessoal envolvido na brincadeira é grande!!!!
Aliás, não custa nada lembrar: a voz na música original da Agremiação “O Pereirinha”, é do amigo, pai do Kiko, Zeca de Abelardo, carnavalesco e folião dos bons. Ou seja: filho de peixe, peixinho é……….
Estatura mediana baixa. Sempre de paletó, predominantemente cinza. Essa é a imagem que dele guardo quando de casa saia para a igreja da Matriz.
Mário de Farias Castro, o grande cruzado da “Casa dos Pobres”, era filho de Francisco de Farias Castro e de Maria Júlia de Farias Castro. Seu pai, juiz de direito, ao aposentar-se fixou residência em Gravatá, onde, no dia 26 de agosto de 1901, nasceu aquele que seria o grande baluarte da nossa “Casa dos Pobres”. Aos 15 anos, com a morte do pai, mudou-se para o Recife, onde concluiu o curso secundário. Ingressou, em seguida, na Faculdade de Direito do Recife, bacharelando-se no dia 18 de dezembro de 1924. No ano seguinte foi nomeado promotor da Comarca de Belém do Cabrobó, sendo logo em seguida transferido para a Comarca do Jaboatão. Em março de 1928, sendo promotor de Bezerros, contraiu núpcias com a senhorita Maria Belkiss de Holanda Cavalcanti, antonense, filha do dr. Nestor de Holanda Cavalcanti. As núpcias foram oficializadas pelo padre José Lamartine Correia de Lyra, vigário de Piedade. No ano de 1929 vamos encontrá-lo como promotor da Comarca dos Barreiros. Em 1930, com a revolução que levou Getúlio Vargas ao poder, foi, por perseguição política, demitido do cargo de promotor, pelo interventor federal em Pernambuco, dr. Carlos de Lima Cavalcanti, demissão decorrente de sua manifesta simpatia pelo partido Integralista, do qual era membro e que tinha como líder o dr. Plínio Salgado, inimigo político de Getúlio Vargas. Era uma época de repressão, na qual a democracia e a liberdade eram amordaçadas
Dr. Mário Castro não baixou a cabeça. Passou a residir em Vitória de Santo Antão e reabriu sua banca de advogado, pautando-se sempre pelos nobres valores do cristianismo: justiça e caridade. Mais tarde, impulsionado pelos seus elevados sentimentos de amor ao próximo lançou, como presidente da União dos Moços Católicos, a ideia, logo acolhida pelo padre
Américo Pita e por toda a sociedade antonense, de fundar a Casa dos Pobres que se tornou a razão primeira de sua vida. Assim sendo dedicou-se de corpo e alma ao elevado ideal. Paralelamente construiu 40 casas, cujos alugueis foram destinados à manutenção do abrigo dos velhos abandonados, ao mesmo tempo em que se dedicava sem trégua às atividades forenses e sociais. Em 1950 participou da fundação do Instituto Histórico e Geográfico do qual foi orador durante vários anos. Dele partiu a iniciativa de doar, ao Instituto, a histórica mesa usada pela Família Imperial, quando de sua passagem pela nossa cidade.
Mário Castro não deixou filhos. Vítima do diabetes, doença com a qual conviveu por mais de trinta anos, faleceu no dia 18 de fevereiro de 1967, na idade de 66 anos. O grande instituidor e mantenedor da “Casa dos Pobres” legou às futuras gerações um extraordinário exemplo de amor ao próximo.
Pedro Humberto Ferrer de Moraes.
-Fonte bibliográfica:
-Revista do Instituto Histórico e Geográfico da Vitória de Santo antão, volume VIII, página 57, 1982.
-Transmissões orais e conhecimento direto do biografado.
– “A Voz Parochial”, periódico da Matriz de Santo Antão.
A LotoPark do Vitória Park Shopping fica em frente ao Detran. Os serviços atuais em funcionamento são: Contas e Boletos; Capitalização; Saques e Depósitos; Benefícios Sociais; Saque Banco do Brasil; Jogos e Apostas; Carnês e Prêmios; Recarga de Celulares; Seguro Amparo; Pis e Pasep; Seguro Desemprego; Licenciamento Ipva, Dpvat e Multas; Pagamentos de Convênios; Abertura de Contas; Prestação Habitacional.
*O horário de funcionamento: seg a sex de 8:h às 20h e sábado de 10h às 18:h.
No partir da alegria se aportou a tristeza
Atracado no cais da noturna solidão
Te acorrentam as amarras da angustia
Sim teu coração bucaneiro escapa
Porém sem cartas ou astro que te guie
Logo adentra em mares desconhecidos
Invadindo o nevoeiro dos prazeres
Barco à deriva na procela das paixões
Quão imenso é o vazio deste oceano
Porto a porto segues errante ancorando
A taberna ou quem te serve não importa
Pois sedento qualquer rum te embriaga
Só assim terrível banzo não te aflige
Mas se pudestes embarcar o velho amor
Negra bandeira não mais flamularia
Lhe entregaria o timão da tua vida
Em calmaria passando assim a navegar.
João do Livramento.
O sofrimento é um prolongamento da dor, ele sobrevive à dor. Sofrimento é deixar de agradecer pelo amor recebido e resmungar pelo amor que deixou de receber.
Pessoas que amam a vida são pessoas que agradecem e, por isso, são pessoas calmas. A calma promove harmonia, porque a calma organiza a vida. E um dos benefícios dessa postura diante da vida é fundar no convívio a esperança.
O coração que ri não dá asas ao sofrimento porque palpita de esperança.
Sosígenes Bittencourt