GRATIDÃO E REMORSO – por Sosígenes Bittencourt.

Muitas vezes, é preciso perder os pais, para refletir sobre sentimentos.

O sentimento predominante, na perda dos pais, não é de GRATIDÃO, e, sim, de REMORSO, não é a gratidão pelo que nos fizeram, mas o remorso pelo que deixamos de fazer.

Filhos devem frutificar sob a redoma protetora do amor, embora não sejam gerados para amar seus pais. O amor filial independe, pois há filhos desprezados e maltratados que nunca desrespeitaram seus pais. Agora, o luto é mediador na relação familiar, é mais eloquente do que as festas, porque desperta reflexões profundas, advindas de sentimentos profundos. Pode dobrar a cerviz do ingrato, despertar-lhe, tardiamente, a misericórdia. É preciso crer na advertência, em Êxodo 20:12, “Honra teu pai e tua mãe, para que se prolonguem os teus dias, na terra, que o SENHOR, teu Deus, te dá.”

Sosígenes Bittencourt

Apenas para refletir: são muitas transformações……

Revirando meus arquivos, encontrei mais uma pérola da nossa Vitória de Santo Antão. Imaginar, então, que na atualidade – pouco mais de um século depois da aplicação do nosso Código de Postura Municipal –  as coisas sejam tão diferentes. Não por falta de leis que regulamentem às questões, mas sim pela mudança nos costumes. Se o rádio, no inicio do século XX e a televisão na sua segunda metade transformou radicalmente a sociedade, na forma de pensar e no seu jeito de agir,  imagine daqui para frente, nesse alvorecer do século XXI, no qual a internet é mundo sem fronteiras? 

 

Curiosidades Vitorienses: Código de Posturas (1897)

Dando continuidade a coluna de curiosidades vitorienses, publicaremos trechos do CÓDIGO DE POSTURAS do município da Vitória, datado de 1897. Os trechos foram retirados do volume 07 da revista do Instituto Histórico e Geográfico da Vitória, editada em 1977. São muitas curiosidades, que valem a pena serem disponibilizadas em nosso blog.

ESSE PAÍS ORGULHA SEU POVO – Escreveu Ronaldo Sotero

A reeleição do primeiro-ministro israelense Binyamin Netanyahu para o quinto mandato pelo partido do Likud, confirma a confiança do seu povo em líder tão carismático. Nascido em 21/10/1949 em Tel-Aviv, viveu parte da infância nos Estados Unidos. Estudou no MIT, Instituto de Tecnologia de Massachusetts, uma ilha de excelência.Outro dado que dimensiona sua capacidade que muitos desconhecem. Durante cinco anos, serviu ,simplesmente, numa unidade das forças especiais israelenses. Em uma operação de resgate de um avião desviado por palestinos em 1972, chegou a ser ferido. Participou da Guerra do Yom Kippur. Seu irmão mais velho é um herói nacional. O Coronel Yoni Netanyahu membro de um comando de elite de Israel, foi morto na operação de resgate de reféns de um avião da Air France levado por terroristas para Uganda, na África. Na arriscada operação, os terroristas foram eliminados e os reféns salvos.
Um país de patriotas assim orgulha todos. Bem diferente de outro, sem identidade, que adora ditaduras e bajula traidores. Israel é um exemplo de coragem e competência ao mundo. É o parecer.

Ronaldo Sotero

Latas da Pitú estampam ilustração do Abril pro Rock 2019 A 27ª edição do festival terá um dia exclusivo para shows de artistas mulheres

Em meio à efervescência do Manguebeat no Brasil, mais precisamente no Recife, capital pernambucana, surgia a necessidade de um espaço que reunisse todas as produções musicais e expressões de arte que estavam eclodindo junto com o Movimento, que mais tarde virou referência nacional e quiçá internacional. Foi quando o produtor cultural Paulo André Moraes realizou, em um domingo do mês de abril de 1993, a primeira edição do hoje já consagrado festival Abril pro Rock, reunindo 1,5 mil pessoas ou melhor, “mangue boys” e “mangue girls”, para assistirem aos shows das 12 bandas locais convidadas e do Maracatu Nação Pernambuco no extinto espaço de eventos Circo Maluco Beleza. Até hoje, o festival continua existindo e resistindo, apresentando produções da cena independente do Brasil inteiro e também do exterior, além de continuar revelando artistas e dando espaço para as produções locais.

Entendendo a importância do Abril pro Rock para a histórica da cena musical do País e para a formação cultural de jovens, a Engarrafamento Pitú é patrocinadora oficial do festival desde 2011, ano em que iniciou a produção de latas com embalagens temáticas para o público do Abril pro Rock e colecionadores. Especialmente para esta 27ª edição do festival, que acontecerá nos dias 12, 19 e 20 de abril no Baile Perfumado, no Recife, a Pitú irá lançar três milhões de unidades das latas personalizadas de 350 ml de cachaça em todos os seus pontos de vendas do Brasil. As latinhas também estarão disponíveis no evento.

A programação do Abril pro Rock este ano traz um dia exclusivo para a produção musical de artistas mulheres. A sexta-feira, 19 de abril, terá shows expressivos, a exemplo das ativistas russas do Pussy Riot, da cantora Letrux, das paraibanas do Sinta a Liga Crew, das pernambucanas do Arrete e do 808 Crew. E acompanhando a temática do evento, que destaca o poder e a força da mulher na música e em todos os espaços que ela queira ocupar, a embalagem especial da Pitú estampa a ilustração oficial do Abril pro Rock. Na arte, que contempla toda a identidade visual do festival, uma mulher segura uma guitarra nas costas e levanta o braço mostrando o punho.

O presidente da Pitú, Alexandre Ferrer, explica que a embalagem temática já é aguardada pelo público “rockeiro” e também por colecionadores de todo o País, sendo um elemento que estreita as relações afetivas entre a Pitú, o festival e o consumidor de cachaça. “As latas do Abril pro Rock procuram seguir sempre a mesma linha de comunicação adotada pelo festival e sempre são desenvolvidas em conjunto com a organização do evento, assim procuramos fazer uma melhor identificação entre a Pitú e o Abril Pro Rock e, dessa forma, conquistar o público”, detalha Alexandre Ferrer. A adaptação da tradicional embalagem da Pitú com a ilustração do Abril pro Rock tem assinatura da agência pernambucana Ampla Comunicação.

Latas temáticas – De 1998 até agora, a Pitú já lançou mais de 60 latas com layout comemorativo. Todo ano os colecionadores podem adquirir o produto personalizado em datas especiais, como o Carnaval, Abril Pro Rock, São João e Réveillon, além de aniversários da empresa e outros acontecimentos significativos, a exemplo da Copa do Mundo.

Sobre a Pitú – A Engarrafamento Pitú, fundada em 1938 por Joel Cândido Carneiro, Severino Ferrer de Moraes e José Ferrer de Moraes, é referência nacional quando o assunto é cachaça e neste ano de 2019 chegou aos 81 anos. Sendo uma das maiores indústrias de aguardente do Brasil, a Pitú engarrafa e comercializa, em média, 98 milhões de litros por ano, dos quais 2% representam as vendas no exterior. Genuinamente pernambucana, a fábrica da Pitú está localizada no município de Vitória de Santo Antão (PE), na Avenida Áurea Ferrer de Moraes S/N, onde é possível também conhecer um pouco da trajetória da empresa por meio do acervo do seu Centro de Visitação, que reúne histórias e relíquias da marca pernambucana.

No Brasil, a Pitú é líder nos mercados Norte e Nordeste e a segunda cachaça mais consumida em todo o País. Já no mercado externo é líder absoluta há quase três décadas, sendo a maior exportadora de cachaça do Brasil. Por ser uma cachaça para todos os gostos, a Pitú se mantém entre as 20 marcas de bebidas destiladas mais produzidas no mundo. Na Europa, a Pitú comanda o mercado e tem a Alemanha como o país líder em consumo. Outros países do Velho Continente, também importantes para a marca, são Áustria, Suíça, Portugal, Espanha, Itália, Reino Unido, Irlanda e França. Nos demais continentes a Pitú também está presente e se mostra líder em alguns países, como nos Estados Unidos. A bebida marca presença relevante na Argentina, Austrália, Canadá, Chile, Índia, México, Angola, Tailândia, África do Sul e Emirados Árabes. O volume médio de exportação anual da Pitú é de 2 milhões de litros.

Assessoria de Imprensa.

Momento Cultural: PARA MINHA NETINHA – Por Diva Holanda

Plim Plim! Parece conto de fadas
ou mesmo boato infundado
mas, o que é fato é verdade
e não pode ser contestado:

Diva vai ser vovó
ela que parecia querer
ver em Mano um menino
de repente o viu crescer.

Cresceu deu nova vida
a quem não foi programada
mas que será com certeza
das filhas a mais amada.

Nascendo em tempo tão ruim
onde não se tem esperança,
estou apostando em você
minha doce e terna criança.

De você vou ser vovó
de fadas vou lhe falar
vou cantar mesmo sem voz
lindas canções de ninar.

E a vovó que daria
bolões de feijão e amor,
que hoje é da guarda
você vai levar uma flor.

E no seu mundo encantado
com baleias navegando,
sem guerra e sem fuzis
você vai crescendo pesando:

Que Drumond não morreu nunca
Que Deus é bom e perdoa,
Que a vida já é história
De um pensamento que voa.

Diva Holanda 

O bom uso da inteligência – por Sosígenes Bittencourt

A vida ensina, você é que tem de fazer bom uso da inteligência. A inteligência é uma FACULDADE, todos nós a temos. O bom uso da inteligência gera SABEDORIA. Às vezes, o que aprende com facilidade tem pouco interesse, e o menos capaz, pela dedicação, pelo esforço, consegue mais. Termina, o mais esforçado, usando melhor a inteligência, aprendendo mais, triunfando na vida. A perseverança é irmã da conquista.

Em resumo, o homem tem de saber lidar com as EMOÇÕES. Felicidade é comer jabuticaba no pé. Se você, na ansiedade, comer a semente, nunca irá saborear uma delas.

A paciência é a maior das virtudes, porque não há virtude sem paciência.

Sosígenes Bittencourt

Quem investiu em construções irregulares na linha férrea poderá dançar na “chapa-quente”….

Não sem sentido, repercutiu bastante nas redes sócias,  no nosso torrão,  o problema envolvendo à demolição, pela justiça federal,  de um prédio na cidade de Timbaúba –  Mata Norte – que foi construído no espaço que um dia circulou o trem.

Antes, sinônimo de progresso e modernidade, o sistema de transporte ferroviário foi meticulosamente estudado pelos governantes de plantão, a partir de um determinado período,  para não funcionar mais no Brasil. O País não poderia dar certo e ser viável, sem antes desenvolver a industria automobilística americana e europeia.

Pois bem, logo após a nossa então Vila de Santo Antão virar a próspera cidade da Vitória, em 06 de maio de 1843 –  Vitória passaria a ser “de Santo Antão” só a partir de 1943 – à chegada da “estrada de ferro”, em 1886, transformaria nosso torrão numa das circunscrição territorial mais estratégica para então Província de Pernambuco.

Nesse período, por assim dizer, nossa cidade “respirou doces ventos”. Conjugou, verdadeiramente, aquilo que hoje os especialistas chamam de “desenvolvimento econômico”, bem diferente do tão buscado crescimento econômico. Passado um século da sua chegada – por volta das décadas de 80/90 – as forças do atraso cuidaram de “sucatear” esse modal de transporte em nosso estado .

Assim sendo, a partir de agora, tem muito antonense sem dormir direito! Investiram suas economias em construções irregulares ou na compra de prédios sem a devida documentação, construídas sob o espaço das chamadas  “estradas de ferro”. Nessa parada não tem inocentes…….Todos sabiam o que estavam fazendo. Os políticos das gestões passadas – Governo Que Faz e Governo de Todos – se beneficiaram com os votos, os “corretores/vereadores”, idem!! E quem poderá dançar na “chapa-quente” são os comerciantes que apostaram e investiram dinheiro na “coisa fácil”……..

LITERATURA ABERTA – MIA COUTO: UM MOÇAMBICANO NA VITÓRIA – Escreveu- Ronaldo SOTERO

Para o escritor vitoriense OSMAN LINS, (1924-1978), no livro “Problemas Inculturais Brasileiros”, “Só existem, no Brasil, duas coisas verdadeiramente democráticas: a praia e a literatura. Estão sempre abertas a quem chega e ninguém paga pela entrada”.

Nessa perspectiva, o escritor moçambicano António Leite Couto, conhecido como Mia Couto, 63 anos, nascido em Beira, Moçambique, realiza palestra dia 17/04, às19h no Instituto Histórico da Vitória de Santo Antao, com o tema :”Que sei eu do que serei, eu que não sei o que sou?- O Continente Africano numa perspectiva literária “, em evento com apoio da UFPE, Unicap e Facol.

Além de biólogo, o escritor é natural de Beira, cidade muito atingida recentemente, durante a passagem do ciclone Idai. Sobre seu pseudônimo Mia, foi adotado porque o escritor tinha grande admiração por gatos e seu irmão não sabia pronunciar o nome dele.
Autor prolifico, de extensa obra literária, assim como o internacional Osman Lins, escreveu poesia, conto, romance, crônicas, sendo considerado como um dos mais importantes escritores de seu país. Suas obras foram traduzidas para o alemão,francês, castelhano, inglês, italiano, e publicadas em 22 nações .Mais traduzido escritor moçambicano. Seu primeiro romance “Terra Sonâmbula ” , de 1992, é considerado um dos melhores livros da literatura africana no século XX.

Ex- colônia portuguesa, independente em 1975, Moçambique é o 35 país mais desigual do mundo, segundo o Banco Mundial. O Brasil ocupa o 15 lugar. Embora dotado de grandes recursos naturais, a ONU considera esse país como um dos menos desenvolvidos no mundo.

Sua capital é Maputo. População é de cerca de 28 milhões. É banhado pelo Oceano Indico.
Para falar de tema de tamanha abrangência, que pode não ser de compreensão de boa parte dos presentes, pelas singularidades que a literatura exige, Mia Couto deveria pautar sua exposição tendo como pano de fundo a magistral África, continente de contrastes agudos, mistérios, guerras coloniais; conflitos étnicos, história, santuário ecológicos e diversidade, em um mundo fragmentado, mas de esperança viva.

Ronaldo Sotero

Bolsonaro: “não nasci para ser presidente, nasci para ser militar”…Disse tudo!!!!

Na melhor como o tempo para analisarmos fatos, situações e declarações. Há décadas que o discurso dos condutores da política nacional não produzindo os frutos desejados à população de maneira geral. Os problemas parecem crônicos…..

Para ficar só no contexto da corrupção, envolvendo suas excelências ex-presidente da república, Lula da Silva e Michel Temer –  o que não é pouca coisa -, começamos observar, não obstante ser políticos com origem, nível intelectual e  atuações distintas, além de tantas outras diferenças, é que as respostas, quando enquadrados no mundo do crime, contém similitudes familiares.

Já o atual presidente, Jair Bolsonaro, parece-nos ser mais “criativo” nas suas explicações quando tentou explicar o caso do seu filho, por ocasião da relação com os assessores quando pilotava o seu mandato de deputado na Assembleia Legislativa no Rio  de Janeiro – “garoto”  e “canelada”.

Hoje, 10 de abril, a gestão Jair Bolsonaro completa 100 dias. Pouco tempo para avaliações mais profundas. Precisamos deixar o tempo correr……Segundo pesquisas de opinião pública, a sua gordura na popularidade não lhes permite mais criar tantos fatos negativos para si. Aliás, o próprio presidente já cuidou de justificar-se: “não nasci para ser presidente, nasci para ser militar”…Disse tudo!!!!

Momento Cultural: Visitando o Nosso Colégio.

(confrontando Luís Guimarães Filho no seu soneto: “Visita a casa paterna”. Composto para o Colégio Nossa Senhora da Graça na fundação do dia da “ex-aluna”, em 9 de julho de 1947)

Como ao porto quando voltam as jangadas
após bem forte e cerrado temporal,
rever, quisemos, num elo fraternal,
o nosso Colégio de emoções sagradas!

Chegamos!… Ao nosso encontro maternal,
vem Madre Superiora muito amada
que, sorridente, institui, mui dedicada,
da ex-aluna o áureo dia magistral!

Entramos!… – Era esta a sala de estudo!…
Oh! a Capela!… ali, o açude!… e, de tudo,
sentimos que a Saudade a alma nos invade!

Ei-las, as boas Mestras!… as caras companheiras!…
revemos-los, hoje, alegres, prazenteiras…
e, de Gratidão, quem palpitar, não há-de?…

(SILENTE QUIETUDE – ALBERTINA MACIEL DE LAGOS – pág. 42).

NO TEMPO DE EU MENINO – por Sosígenes Bittencourt.


Sou do tempo em que havia tempo de acompanhar a réstia do sol e contar estrelas.
Sou do tempo em que o coral dos grilos executava a sonoplastia das estrelas.
Se os primeiros anos de vida marcam o homem, como uma tatuagem na memória, devo ter influência de minha primeira infância na Feira das Panelas, em Vitória de Santo Antão. Comi macaquinho de feijão com farinha e jaca dura no palito. Sou do tempo da laranja-da-baía-de-umbigo. Nunca mais vi um maracujá-açu.
Sou do tempo em que menino não pitava “cannabis sativa”, não portava arma de fogo nem namorava nu. Criança não estirava língua nem estalava banana para os mais velhos; tempo da palmatória nos argumentos de matemática.
Sou do tempo em que safadeza sexual era pecado e urinar no meio da rua era falta de educação. Levei chinelada porque tudo que ia contar, enfeitava de adjetivo, num arrodeio que parecia invenção. Mais tarde, minha mãe descobriu que eu não mentia, era poesia.
Minhas maiores alegrias foram quando aprendi a soletrar e que mulher foi feita pra namorar. Um dia, eu vi o Cego de Apoti, cantando na feira. Era um cidadão que enxergava com a voz.  Às vezes, uso chapéu de palha para saber se tenho cara de matuto.

Sosígenes Bittencourt