Essa é pra começar bem a semana! Ernandes Henrique, meu velho, mandasse bem demais nesse kit: tem litroso, fruta fresquinha e boné estiloso. Dá pra montar uma cesta básica desse jeito.
Arquivo do Autor: Cristiano Pilako
NO BAR DA COCHEIRA – por Sosígenes Bittencourt
O Bar da Cocheira fica como quem vai para o Matadouro. É uma casa de família. O barzinho é um fundo de quintal, de dona Léo de Zé Pedreiro. Quando bate a tardinha, sobe aquele aroma adocicado de chiqueiro de porco, relembrando a década de sessenta. Zé Pedreiro não diz nadinha, pai das meninas, de mulheres diferentes, todas contentes. A mais velha deve ser Maria de Nazaré, loirinha, meio sofrida por uma paixão que se acabou. Na televisão, toca até Zezo dos Teclados, com aquela gemedeira romântica que faz a mulherada querer beijar na boca. Tem dobradinha, quiabada, sarapatel, tripinha de “pôico”, tudo no estrinque. Chega dá vontade de tomar uma lapada de cachaça e passar a boca na manga da camisa. Todo ser humano tem um maloqueiro dentro do peito. Sobretudo se nasceu no interior, no tempo que fazer sexo era pecado e urinar na rua era falta de educação. Deus me defenda! No tempo que mulher da vida chamava-se rapariga e tinha mais vergonha na cara do que a geração de Malhação. Morreram quase todas. Outro dia, eu vi Maria Guarda-Roupa.
O Bar de dona Léo fica lá na esquina, como quem vai para o Matadouro. As meninas descem da Faculdade e vão beber cerveja. Tem até estudante de Pedagogia. Umas meninas sabidas, falantes, de batom, cabelo na escova e sandália de dedinho. Se não fosse isso, a vida seria muito chata.
Sosígenes Bittencourt
“SE”, na voz de Brunno Cesar
O eleitorado da Vitória também continua mau humorado!!!
Por mais que haja inúmeros interesses em jogo, sobretudo para os que teem capacidade de raciocinar “fora da caixa”, à notícia de que a popularidade do presidente Jair Bolsonaro, nesses primeiros três meses de gestão, tenha sofrido uma retração, de tudo, não é apenas fruto das chamadas “conspirações”.
Eleito basicamente na esteira do mau humor do eleitorado contra o desgoverno e robalheira do PT, a maioria dos brasileiros que hipotecaram voto no “Capitão”, necessariamente, não eram e nunca foram seus “fãs de carteirinhas”. Votaram nele não pelas suas qualidades, mas sim pelo conjunto de defeitos do seu oponente.
Como os principais vetores desse mau humor do eleitorado continuam ativos – economia estagnada e desemprego nas alturas – o votante mantem-se abusado com a classe política, seja ela na esfera federal, estadual ou municipal. Ao que parece esse “clima azedo” do eleitor chegará em 2020 – ano das eleições municipais – em ebulição.
Em nossa Vitória de Santo Antão – que não é uma ilha – não poderia ser diferente. Se bem avaliado, tomando como base a eleição municipal de 2016, um terço do eleitorado da cidade já decidiu que os tradicionais grupos políticos locais – vermelho e amarelo -, antagônicos entre si, mais siameses nas práticas, não servem mais para governar a cidade. Basta imaginar, contudo, que o prefeito Aglailson Junior foi eleito, em 2016, contra a vontade de dois terços do eleitorado antonense. Ao seu favor, hoje, o mesmo dispõe de algum tempo para governar, até do próximo pleito, e uma “caneta com tinta” para mudar a situação.
Com as novas regras eleitorais em vigor, a partir do ano vem, no que se refere à eleição proporcional (vereadores), um novo jogo estar para ser jogado. Sem a permissão dos partidos se coligarem “em baixo” (legislativo), os atuais vereadores, inevitavelmente, perderão autonomia para negociarem “seus votos”. Para “cantar de galo”, como alguns faziam, se faz necessário montar um partido para si, o que convenhamos, não é uma tarefa das mais fáceis. Assim sendo, para os vereadores (de mandatos) garantir-se na disputa serão obrigados a se “engalfinharem” no mesmo partido. 
Nesse contexto, porém, candidatos com bom potencial de votos – os chamados “quase vereador” – deverão se alinhar em partidos que não tenham vereador de mandato disputando. Se assim o fizerem – deixando de ser calda –, terão muito mais chance de lograr êxito na disputa. Já para os candidatos que desejam entrar na corrida majoritária (prefeito) – se realmente quiserem participar do jogo eleitoral pra valer – deverão os mesmos se alinhar em uma candidatura única, e com apenas uma chapa de candidatos à Câmara.
Dispersos e fraturados serão meros “candidatos olímpicos”. Essas são as minhas impressões, no cenário de hoje………
ABLOGPE: comunicação em debate…..
Durante todo o dia do sábado (13) um grupo de blogueiros que compõe a diretoria executiva da ABLOGPE – Associação dos Blogueiros do Estado de Pernambuco – discutiu, analisou e deliberou questões atinentes à instituição assim como o contexto das novas ferramentas na comunicação de massa.
Na chamada sociedade “líquida” – detalhada pelo sociólogo Zygmunt Bauman (recém-falecido, aos 91 anos) – tudo muda com rapidez. Assim sendo, entender esse deslocamento de conceitos que, na prática, se revelam no comportamento das pessoas nos mais variados grupos sociais é um dos grandes desafios para aqueles que desejam se comunicar bem. Já dizia o velho guerreiro, Chacrinha: “ quem não se comunica, se trumbica”.
Livro Cristais Fissurados- lançamento – 24 de maio – 19:30 – Pedro Ferrer
Momento Cultural: Minha mãe – nos seus 86 anos (Poema) – Por Júlio Siqueira
Que feliz eu sou em poder contemplar,
num êxtase de terno amor e de carinho,
o rosto tão querido, todo arminho,
dessa criatura boa, única, sem par!
Amar-te? Amo-te muito. E sou vaidoso
por seres minha mãe… E tanto é assim
que é um gozo, uma alegria sem fim
que proclamo a toda gente, orgulhoso!
Quero beijar-te as mãos que me abençoam,
ouvir-te a voz, cujas palavras ecoam
num doce misto de ternura e de amor.
porque és a mais bela das criaturas,
daquelas que enchem o mundo de venturas
amando e sorrindo em meio a própria dor!
Por Júlio Siqueira
Momento Vitória Park Shopping
Pegue seu animalzinho no Drive Kids e dê uma voltinha no #VPS para dar um up no seu dia!
O Tempo Voa: Reunião Lions Clube
Momento Pitú: Viva a Resenha!!
MANGA COM SAL? – por Sosígenes Bittencourt
Como eu fui criado chupando manga SEM SAL, nunca me acostumei com essa modalidade de chupada, essa aventura estomacal. E ainda há quem lambuze a fruta na laminha do sal com vinagre.
Na feira, a primeira pergunta era a seguinte: – Essa manga é docinha?
Aí, o matuto: – É um favo de mel, freguês.
Aprendi que SAL só serve para matar micróbio, dar gosto na comida e subir a pressão arterial.
Comida insossa é um dos maiores castigos impostos à velhice. Assim como a privação do açúcar para os diabéticos. Não poder chupar uma manga rosa madurinha é terrível para quem sofre de HIPOINSULINISMO. Não poder passar a mandíbula num bago de jaca dura deve ser uma tortura.
Sosígenes Bittencourt
Paulo Nascimento e a Banda Real
Paulo Nascimento e a BANDA REAL no CD “Me Faz Feliz“. Composição de João Caverna – COCO DA CABRA – interpretação de Alcir Damião, Nice e Paulo Nascimento.
Aldenisio Tavares
Vitória de Santo Antão no centro dos debates da chamada “Guerra Fria”!!
Por cordialidade do amigo Jurandir Soares, sabedor do meu interesse pela boa leitura, recentemente, fui presenteado com o livro “Pernambuco em Chamas”, do jornalista e historiador Vandeck Santiago. Basicamente o seu conteúdo coloca luz na relação dos EUA com a Região Nordeste do Brasil, no contexto da chamada guerra fria e pré-golpe militar de 1964. Passa também por uma boa explicação na vocação esquerdista da capital pernambucana – Recife.
Ao mundo, por assim dizer, à miséria e o estado de calamidade pública vivenciadas na zona rural do Nordeste Brasileiro foram reveladas por importantes veículos de comunicação internacional, então, “barril de pólvora” para um levante das classes camponesas no sentido de uma revolução contra o sistema posto, tal qual o ocorrido na Ilha de Cuba, pela liderança do Fidel Castro.
Nesse contexto, porém, nossa Vitória de Santo Antão recebeu atenção especial. Os movimentos dos camponeses no Engenho Galileia, a partir de 1955, no sentido da organização da classe, são observados com bastante atenção e, em alguns casos, repressão.
Não à toa, um dos irmãos do presidente dos Estados Unidos, John Kenndy, o Edward, juntamente com então presidente da SUDENE, Celso Furtado, estiveram nas terras do Engenho Galileia para conferir “IN LOCO” as informações que chegavam à mesa de um dos homens mais poderoso do mundo e referência do século XX (John Kenndy), via relatórios dos emissários.
Entre outras reivindicações dos “galileus” – no que se referia à falta de energia elétrica na localidade – o irmão do presidente dos EUA, Edward, prometera, assim que chegasse no seu país de origem enviaria um gerador à localidade. Promessa feita, promessa cumprida!! Mesmo sem nunca haver entrado em funcionamento, o referido Gerador permanece nas terras do engenho, por mim constatado em visita recente.
Em outro capitulo, que trata das eleições pernambucanas de 1962, em que o vitoriense João Cleofas disputou o cargo de governador com Miguel Arraes, o autor narra o interesse e até da interferência no processo eleitoral dos americanos. Assim sendo, para os que desejam saber um pouco mais sobre a história de Pernambuco e da Vitória de Santo Antão aconselho mergulhar de cabeça no referido opúsculo.
FAMAM – matrículas abertas!!!
Conforme já foi noticiado pelos mais diversos órgãos da imprensa local, a FAMAM – Faculdade Macêdo de Amorim – é a mais nova instituição de ensino superior da nossa cidade, oferecendo maiores oportunidades àqueles que desejam ter sucesso profissional e progredir na vida qualificando-se para assumir os melhores postos do mercado de trabalho.
Dentro desse contexto, a FAMAM montou uma estrutura moderna e que atende todas as necessidades para o real aprendizado dos alunos. É oportuno registrar que a FAMAM continua com matriculas abertas para os cursos de graduação em Ciências Contábeis e Gestão de Recursos Humanos.
Jornal da Vitória.
CONVITE: INSTITUTO HISTÓRICO – 04/05 – 19:30H
Já circulando a mais nova edição do Jornal da Vitória.
Momento Cultural: Caveira – por Henrique de Holanda.
Da nudez em que vive na demência,
traduzes bem o desmoronamento.
lar que serviu de abrigo à inteligência
e onde hoje reside o esquecimento.
Outrora tu vivias na opulência:
carne, vaidade, amor, deslumbramento,
beijo, pecado, embriaguez, ardência,
e hoje, de tudo isso, o isolamento.
No mundo, tu viveste mascarada.
Hoje, porém, com a face descarnada,
Tens do teu rosto a máscara caída…
Retrato original da humanidade:
Ressaca para toda a eternidade
depois da grande dança desta vida!…
(Muitas rosas sobre o chão – Henrique de Holanda – pág. 12).



SE – Brunno Cesar



















