A Hecatombe do Rosário – dia 17 de maio – Teatro Silogeu José Aragão

Do ponto de vista histórico nossa cidade é rica, muito rica!! Despertar na população, sobretudo nos mais jovens, o interesse pelos acontecimentos (vivo) ocorridos no tempo já sepultado, não é tarefa das mais fáceis. Assim sendo, por imperiosa necessidade e acendrado sentimento de pertencimento, precisamos louvar à iniciativa do publicitário antonense Djalma Andrade, no sentido da produção do documentário “A Hecatombe do Rosário”. Essa, por assim dizer, reflete à boa aplicação do dinheiro público em favor da coletividade, principalmente pela utilização, no bom sentido da palavra, das muitas “peças humanas” locais.

Apenas os tolos imaginam que investir em história é perda de tempo!! Há também alguns  sabidos que não desejam que o povo se qualifique. Saber do passado, estudar a evolução dos fatos, buscar respostas mais profundas, definitivamente, não é prioridade da esmagadora maioria dos governantes. Na nossa “aldeia” essa regra não seria exceção!! Após o documentário ser exibido, tenho a impressão que boa parte da plateia irá começar a despertar para o porquê de parte expressiva do eleitorado local, ao hipotecar o seu sufrágio no dia da eleição municipal, apresentar-se de maneira tão  conservadora.

Assim sendo, estejamos todos lá no próximo dia 17 de maio, no Teatro Silogeu, por ocasião do lançamento desse importante documentário que reflete um recorte temporal emblemático da história dos nossos antepassados!!!

CACHAÇA TAMBÉM É CULTURA – Escreveu Ronaldo Sotero

Quem imagina que degustar a cachaça se limita apenas ao copo e a garrafa, precisa saber que a bebida é muito mais que possa imaginar a nossa “simples filosofia”.
Tema oceânico, de extensas pesquisas, precedido de trabalhos de Mário Souto Maior e do riograndense, Câmara Cascudo. No torrão vitoriense, Pedro Ferrer com o livro “A República da Cachaça”, trouxe fôlego ao tema.
Recentemente, no livro Léxico e Semântica, pela editora Alta Books, o pesquisador Flávio Aguiar Barbosa , publicou “Um estudo sobre a palavra Cachaça “, reunindo 12 páginas, com riqueza de informações no âmbito lexical e semântico.
Vale a leitura.

Ronaldo Sotero

Momento Cultural: Minhas Lágrimas – Stephem Beltrão.

Minhas lágrimas
São lágrimas de viúva
Lágrimas de brasileiro.

Minhas lágrimas são escondidas
Vagarosas, preguiçosas
Tímidas, contidas, caprichosas
São lágrimas de pobre.

Minhas lágrimas
São como as águas da chuva
Que só são notadas
Quando invadem as ruas
São lágrimas verdadeiras
Lágrimas fora de hora
Fora da lei
Lágrimas fora de moda.

Stephem Beltrão

Antonio Freitas: completou 80 anos de vida e 40 anos do “Forró do Coelho”.

Aos oitenta anos, o amigo Antonio Freitas é um sujeito feliz, como ele mesmo gosta de afirmar, em alto e bom som. Ligado nos detalhes e atento a tudo que diz repeito às tradições da cidade que lhe viu nascer e crescer, Tonho, como é chamado carinhosamente por todos, tem uma cabeça de elefante – comparação popular para quem tem uma boa memória.

Acima de tudo, Tonho é um homem de fé. Sua devoção por Santo Antão, padroeiro da nossa cidade, é algo inquebrantável. Em cada pedaço do solo antonense, físico ou hipotético,  tem uma pisada reveladora e profícua do filho de “Dona Dora”:  é  na feira, no comércio, nos campos de futebol, nas mesas dos bares, nas orquestras de frevo, no Pátio da Matriz, nas procissões e por aí vai……

Outro espaço que o Tonho também é dotado de rara percepção diz respeito aos eventos sociais  locais. Em atividade, na sua faixa etária, ele é quase peça única. Carrega no peito a paixão pelo clube que fundou e construiu uma história bonita e positiva. Fez amigos e ajudou a construir uma marca local: Vitória, o melhor carnaval do interior de Pernambuco!

No reinado de momo, desde 1974, o “seu” Coelho sobe e desce as ladeiras da Vitória. No último sábado, dia 04 de maio, Tonho comandou o 40º Forró do Coelho, festa junina que se mantém viva e ativa por quatro décadas no calendário social da nossa aldeia.

Essas linhas, evidentemente, não tem a menor pretensão de lhe prestar uma homenagem, até porque, sobre esse assunto (homenagem) ele tem uma tese “sus generis”. Diz ele: “quer me homenagear, me defenda quando eu estiver ausente e quando eu morrer vá ao meu enterro”. Simples assim…..Abaixo, segue o vídeo gravado no Restaurante Gamela de Ouro, por ocasião do 40º Forró do Coelho,  cuja animação ficou por conta da Banda Nordestino do Forró.

O “Maio Antonense” começa ganhar apoios importentes!!!

Pessoalmente e pelas mais diversas ferramentas – telefone, zap e blog – recebi palavras incentivadoras quanto à ideia de trabalharmos em nossa cidade  o “Maio Antonense – Mês Azul e Branco”, em função das muitas datas importantes,  relacionadas à história da Vitória, haverem ocorridas no referido mês. O vereador Novo da Banca –  que absorveu a ideia –  me fez contato dizendo que gostaria de transforma-la em Lei Municipal. Ótima iniciativa!!! Lhe respondi….

Já a amiga Roberta Urquiza, em comentário no blog, grafou sua satisfação escrevendo as seguintes palavras:

“Bom dia estimado Pilako!
É com grande satisfação que leio o seu texto sobre o “Maio Antonense” , informo que tens o meu total apoio para que esse projeto seja exitoso. Vitória de Santo Antão carece com urgência de iniciativas dessa magnitude”.

Antecipadamente, agradeço a todos! Como falei anteriormente, irei lançar, oficialmente,  essa semente em mais dois “campos férteis”, ou seja: Instituto Histórico e Geográfico da Vitória e AVLAC – Academia Vitoriense de Letras, Artes e Ciência. Desde já, agradeço o apoio espontâneo dos amigos……..

Dia das Mães é a nas Óticas Diniz!!!

Sintonizada com o mercado e de olho no segundo momento mais importante do comercio – Dia das Mães – as Óticas Diniz realizaram na manhã do sábado (04) várias ações promocionais. Além da música ao vivo, em frente à loja, ativistas e influenciadores nas mídias digitais marcaram presença para reforçar a imagem da empresa. É a Diniz mudando conceitos na “Terra de Diogo de Braga”.

CADEIA BRABA – Escreveu Ronaldo Sotero

Condenado à câmara de gás pelo assassinato do ex-senador Robert Kennnedy em 1968, depois substituído pela prisão perpétua, o palestino Shiran Bechara está até hoje numa prisão dos Estados Unidos. Passados 51 anos, o criminoso jamais deu entrevista ou saiu da cadeia. Também não há qualquer “apoiador” (neologismo da imprensa brasileira para nominar agitadores da esquerda caviar).
Enquanto isso, países vocacionados ao atraso…
A maior população carcerária mundial está nos Estados Unidos. A cadeia lá funciona. No corredor da morte, a maior parte é de condenados brancos, jovens e de classe média.
LER É SABER!

Ronaldo Sotero

Momento Cultural: Negro – por Henrique de Holanda.

Homem negro: se o sol – nessa ansiedade bruta
de quem quer e não pode, – o teu corpo procura,
com o instinto cruel de te vender na luta,
a queimar, ainda mais, a tua pele escura…

Se resistes ao sol, nessa heroica disputa,
fertilizando a terra estéril, seca e dura,
esta cor a tingir a tua carne impoluta
é a rija encrustação de tua rude bravura.

Nem o branco encoraja e nem o negro assombra.
Tanto nos vale a luz, quanto nos vale a sombra.
Desta cor morrerás e morrerás exangue

na luta, que nos dá, pelo teu maior gosto,
a flor que floresceu do suor do teu rosto,
e o fruto que nasceu do vigor do teu sangue!…

(Muitas rosas sobre o chão – Henrique de Holanda – pág. 23).

CRISTO E MALUF – por Sosígenes Bittencourt.

História engraçada conta o jornalista pernambucano Aldo Paes Barreto, em seu livro Causos & Casos, que acontecera em Nova Jerusalém.

Durante um espetáculo, em plena Campanha pela Presidência, Paulo Maluf está na plateia. No palco, braços abertos, Pilatos indaga a multidão diante do Palácio do representante romano:

– Povo de Jerusalém, não quero ser culpado pelo sangue de um inocente. Vós julgueis. O poder romano permite que eu solte um dos acusados. Solto Cristo ou Barrabás?
No meio da plateia, uma voz soou mais alto:

– Solta os dois e prende Maluf.

Sosígenes Bittencourt

Instituto Histórico comemorou os 176 anos da nossa cidade.

O Instituto Histórico e Geográfico da Vitória comemorou na noite do último sábado (04) a passagem do 176 º aniversário da elevação à categoria de cidade da então Vila de Santo Antão. Hoje, cidade da Vitória de Santo Antão. O evento ocorreu no Teatro Silogeu José Aragão e contou com a palestra do professor George Cabral que abordou questões relacionadas à constituição das vilas e etc.

Produzido pelo artista e sócio do Instituto, Fernando Nascimento, realizou-se a aposição da fotografia do Coronel José Joaquim da Silva. O mesmo foi sócio fundador da referida instituição e prefeito por três vezes da nossa cidade. Ao final do evento solene, um coquetel foi servido aos presentes.

Na ocasião, familiares do homenageado usou da palavra para externa a satisfação e alegria pelo importante reconhecimento. Veja o vídeo.