Centro comercial da Vitória: uma verdeira guerra de auto-falantes!!!

Artigo lido em jornal de  grande circulação no nosso estado, desse final de semana, fiquei sabendo que, segundo pesquisa, há cerca de doze mil e quinhentas (12.500) lojas fechadas dentro dos shoppings,  espalhados pelos Brasil. Essa realidade, por assim dizer, é ta,bem corroborada pelos transeuntes mais atentos ao circular pelas ruas centrais do Recife. Para o comercio varejista a crise parece ainda maior.

Ainda segundo o artigo, o negociante que não tiver uma estratégia digital  para se conectar com o consumidor vai acabar por desaparecer. E ainda complementa: “o comercio tradicional está indo para o espaço. É uma questão diagnosticada já em demasia”. Todas essas questões e algumas mudanças, por assim dizer, já são sentidas também na nossa aldeia,  afinal Vitória de Santo Antão não é uma ilha.

Além da conjuntura macro e da tendência tecnológica, o comercio do centro da nossa cidade –  também tem algumas chagas peculiares. Para não me alongar no rosário de dificuldades dos consumidores que por aqui se aventuram,  já tão conhecidas de todos, sobretudo dos órgãos classistas – ACIAV e CDL –  os comerciantes, no afã de pescar o freguês mais distraído, estão promovendo uma verdadeira “guerra” dos auto-falantes, principalmente num das vias mais movimentada – Rua Senador João Cleofas de Oliveira.

Nos dias de sexta e sábado caminhar pelo centro da cidade – se já não bastasse o barulho dos automóveis e suas buzinas, carros de som,  escapamento das motocicletas  e etc – é uma verdadeira declaração de  guerra  aos ouvidos e um potente teste de paciência para o cidadão comum. Independente do seu potencial econômico, tenho a absoluta certeza  que cada dia que passa as pessoas estão evitando passar por esse “incômodo”.

Portanto quero crer que se a iniciativa –  para atenuar os efeitos do som “abusante” das lojas  –   não partir dos próprios comerciantes outras solução não serão das mais proveitosas proveitosa. Proibição, por parte da prefeitura ou mesmo do Ministério Público, não seria a solução mais “ecológica”. Os comerciantes estão precisando  pensar mais no bem estar dos clientes do que na mão pesada das multas, pelo  não cumprimento das leis.

Gilvan Leonel: idade nova….

Com a esposa e os filhos o sempre calmo e sereno Gilvan Leonel recebeu os amigos para comemorar mais passagem natalícia. O encontro ocorreu na noite do sábado (27) no Restaurante Gamela de Ouro. Por lá, aqui e acolá, rodas de conversas com conteúdo político. Gilvan é membro atuante de um movimento na cidade (VitóriaSim) que tem como objetivo criar as condições necessárias para apresentação de uma candidatura majoritária consistente no próximo pleito municipal (2020), assim como ocupar assentos no parlamento local. De nossa parte, segue parabéns dobrados. Pela nova idade e pelo movimento!!

CELESTIAL E TERRENAL – por Sosígenes Bittencourt.

Os israelitas passaram 40 anos caminhando pelo deserto. O seu alimento vinha do céu, era o maná. No entanto, quando tentaram armazenar o maná, ele apodreceu. O alimento celestial era para ser consumido num dia. Isto significa dizer que quem guarda para o futuro, vê a vida apodrecer na palma da mão.

Todavia, referimo-nos a um alimento enviado por Deus. Ele nunca faltou. Nosso pão de cada dia anda produzido e vendido pelo homem. Portanto, há de se ter cautela.

O poeta romano Horácio, agoniado com a brevidade da vida, recitava:CARPE DIEM, QUAM MINIMUM CREDULA POSTERO. (Aproveite o dia, não acreditando minimamente no futuro). Contudo, o mesmo Horácio admoestava sobre o desperdício, aconselhando a moderação: EST MODUS IN REBUS (Há um limite nas coisas).

Sosígenes Bittencourt

4ª Festa da Saudade: contagem regressiva – faltam 04 (quatro) sábados!!!

Faltando quatro sábados para o acontecimento dançante mais esperado pela sociedade antonense, o cenário apresentado, hoje,  é o melhor possível. Nesse exato momento todas as mesas já foram reservadas. Com relação ao espaço dos camarotes dispomos de apenas uma unidade.

Com certa antecedência anunciamos a data do evento e muitas pessoas, mesmo sem saber dos preços, fizeram suas respectivas reservas. Realcemos, contudo,  que toda comunicação da festa continua sendo  produzida pelos nossos canais na internet. Aliás, para esse tipo de festa, a melhor propaganda é o velho e bom “boca a boca” das pessoas que já participaram.

Assim sendo, antecipadamente, agradeço a todos os amigos e amigas que fizeram suas respectivas reservas. Conforme combinado no inicio de agosto estaremos fazendo contato para entregarmos as senhas e  o agendamento dos recebimentos –  que não deverão ultrapassar  o dia 15 de agosto. Vamos dançar!!!

SERVIÇO:

Evento: 4ª FESTA DA SAUDADE – Local: O LEÃO – Dia: 24 DE AGOSTO -Horário: 22 HORAS – Atrações Musicais: BANDA MADE IN RECIFE E ORQUESTRA SUPER OARA – Mesa para 4 pessoas R$ 280,00 –  Camarotes para 8 pessoas R$ 450,00.

Sem ressaca da crise, Pitú cresce no Brasil e no exterior….

A crise afetou o bolso dos brasileiros, reduziu a venda de cachaça no Brasil por seis anos consecutivos, mas não o consumo da Pitú. A tradicional empresa de Vitória de Santo Antão, mesmo no pior ano da recente recessão brasileira, em 2016, cresceu 5%. A marca atravessou essa tempestade da economia sem uma demissão. Em 2018, quando o cenário do País era ainda de estagnação, a empresa cresceu 18% em faturamento e 5% em volume em comparação a 2017. Desempenho acompanhado por investimentos no parque industrial e por avanços também nas exportações.

A principal estratégia da empresa para seguir crescendo, mesmo com a crise econômica, foi fortalecer a comunicação para ser lembrada pelos consumidores na hora da compra. Com as restrições de inserções em TV e rádio ao produto, o principal canal são as redes sociais e o patrocínio de eventos. “Hoje a maior despesa da Pitú é com propaganda e publicidade”, relata a diretora de exportações e relações institucionais da empresa, Maria das Vitórias Cavalcanti.

O crescimento recente nas vendas também é fruto da chegada mais forte no Sul e Sudeste do País, além dos Estados do Maranhão, Piauí e Pará, antes atendidos por uma empresa parceira. “Aumentamos o leque de mercado, cujo atendimento passou a ser feito pela fábrica local. Há menos de um ano, houve essa expansão em São Paulo, Rio de Janeiro e outros Estados”, informou a empresária.

“Além disso, seguimos nos consolidando no Norte e Nordeste. Hoje nossa participação no mercado nacional é de 13% e no Nordeste, 45%”, informa o diretor Alexandre Férrer. O executivo afirma que a fábrica produz 91 milhões de litros por ano.
O aumento de volume de vendas levou a Pitú a fazer investimentos também no seu parque industrial. Só em 2018 foram aportados R$ 24 milhões na compra de três novos tanques de líquidos e as suas respectivas bacias de contenção e R$ 2,8 milhões na aquisição de uma nova caldeira.

Tanto no mercado estrangeiro como no nacional, a diferença entre os valores e volumes sinaliza que a marca tem conseguido agregar valor ao produto. Enquanto a cachaça é uma bebida de baixo custo no Brasil, a Pitú entra na Europa com preços equivalentes ao uísque Johnnie Walker ou à vodka Smirnoff. “Nos últimos três anos fizemos algumas mudanças na política de preços e tabelas, um reposicionamento”, explica Vitória.

E foi nas vendas ao mercado externo que aconteceu outro salto da empresa. O faturamento com as exportações cresceu 55%, enquanto o volume avançou em 39%. O principal cliente estrangeiro das cachaças Pitú é o mercado alemão, responsável por 90% das exportações. No País conhecido pela cerveja, o produto pernambucano é exportado a granel e é engarrafado na cidade de Wilthen. De lá, circula no mercado do Velho Mundo.

Além da Alemanha, a cachaça é enviada para 15 países, com destaques para os Estados Unidos, México e Canadá. Para os norte-americanos foi criada uma campanha recentemente que destacava os valores da sustentabilidade ambiental aplicados na operação da Pitú.

O uso de garrafas retornáveis, uma prática da empresa desde a década de 60, e o reúso de 80% da água captada do Rio Tapacurá, que acontece desde os anos 90, são alguns dos destaques. Os projetos de sustentabilidade da Pitú receberam em maio deste ano o selo verde da Organização Socioambiental Ecolmeia, na categoria ouro.

Como a sustentabilidade é um valor cada vez mais forte entre os consumidores, a marca tem feito investimentos contínuos para garantir maior preservação ambiental. Maria das Vitórias ressaltou que nos últimos anos a Pitú investiu mais de R$ 3 milhões num plano estratégico de sustentabilidade ancorado em cinco pilares: gerenciamento da água, reciclagem, reflorestamento, educação ambiental e preservação cultural e histórica.

Somente na equalização do tratamento dos efluentes foram investidos R$ 1,6 milhão, com a aquisição de equipamentos que proporcionam mais eficiência na reciclagem de resíduos líquidos e sólidos. Mais recentemente, a empresa passou a apoiar também o Projeto Golfinho Rotador, em Fernando de Noronha. A ilha é considerada, historicamente, o berço da cana-de-açúcar no Brasil.

Para o ano de 2019, a estimativa inicial da empresa era de um crescimento em volume na ordem de 10% e em faturamento de 15%. Mas os indicadores do primeiro quadrimestre do ano já apontaram aumento de 21% no volume e 22% no faturamento. Um sinal de que o desempenho pode superar as expectativas.

*Por Rafael Dantas, repórter da Algomais (rafael@algomais.com)

Fim de Semana Cultural: Só… (poesia) – Por Júlio Siqueira.

Sou, apenas, UM no meio da multidão.
UM.
Apenas um
ser que se perde no borborinho da cidade,
em meio às pessoas que passam em velocidade
no vaivém de um mundo louco
e que se estiola pouco a pouco!…
Ó!…
Como é triste ser, apenas, um!
UM!…
Um ser que vive, tão só a sua vida,
sem participação,
sem outro coração
que divida sua dor ou alegria
nesse mundo tão cheio de magia!…
Como é triste ser só!
Ó Cristo
Dá-me força para saber ser só,
e ter consciência que existo.
Que sou, apenas, UM
em meio a multidão!
Todos passam indiferentes…

Júlio Siqueira foi escritor e poeta vitoriense.