Arquivo do Autor: Cristiano Pilako
Fim de Semana Cultural: SONETO DO DESEJO (Poema) – por Luciene Freitas
E foi observando em um espelho alheio
Que vi a imagem, desejada, que não tive.
Busquei por tantas eras consolo, esteio,
Equilíbrio para uma alma, em declive.
Vi naquela figura de santa, tão formosa
Olhos ternos, profundos, infinitos de doçura.
Dos meus vazios o medo, da vida desditosa
O fim, em fortaleza de travas tão seguras.
A mulher ausente, o desconsolado pranto
O desespero, nas noites de busca, traduz
Eu era sombra sussurrando amor, tanto!
Firmes passos, compassados, me induz
A rever a figura, recoberta por um manto,
Esboço difuso, desmanchando-se na luz!
Luciene Freitas é Escritora vitoriense, autora de dezenas de livros,
entre adultos e infantis.
Momento FAMAM: Faculdade Macêdo de Amorim
O Tempo Voa – Zito Mariano – 1965.
Momento Pitú: Viva a Resenha!!
Para refletir – por Sosígenes Bittencourt.
Caso nossa maior necessidade fosse informação,
Deus nos teria enviado um educador.
Se nossa maior necessidade fosse tecnologia,
Deus teria nos enviado um cientista.
Se nossa necessidade fosse dinheiro,
Deus teria nos enviado um economista.
Mas, uma vez que nossa maior necessidade era o perdão,
Deus nos enviou o Salvador.
Max Lucado
Sosígenes Bittencourt.
“Valeu Senhor” na voz de Joelma Mota.
Ouça a música “Valeu Senhor“ – composta por Aldenisio Tavares – interpretação de Joelma Mota. A canção é integrante do CD “O Amor de Deus nos uniu”.
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Gostou da música? – Baixe a MP3
Aldenisio Tavares
Antão Bibiano da Silva – por Pedro Ferrer
Aproveitando a sugestão do internauta Antônio Maciel, vai aí uma das personalidades vitorienses que integrará nosso próximo livro: “Construtores da Vitória de Santo Antão”.
Antão Bibiano da Silva, filho de José Francisco da Silva e de Josefa Paraguassu, natural da Vitória de Santo Antão, veio ao mundo no dia 8 de março de 1889. Ainda pequeno, já confeccionava bonecos de barros e talhava na madeira. Eram os primeiros sinais dos dotes artísticos do grande escultor vitoriense reconhecido nacionalmente. Bem cedo, por interferência do seu padrinho, o tabelião local, Leobardo Carvalho, mudou-se para o Recife. Seguiu depois para o Rio de Janeiro onde cursou a Escola Nacional de Belas Artes. Mas Bibiano não esquecia Pernambuco. No ano de 1917 voltou ao Recife para se casar com Lygia Francisca da Silva, linda mulher que se tornou sua parceira e inspiração. Na ocasião fixou residência na rua do Lima, bairro de Santo Amaro, onde nasceu Letícia, sua única filha. Em 1922 participou de um concurso em comemoração ao Centenário da Independência do Brasil, obtendo o quarto lugar, o que lhe valeu um prêmio de cinquenta contos de réis. Com esta importância viajou, acompanhado da mulher e filha, para o Rio de Janeiro onde permaneceu por um ano. Mas suas raízes estavam no Recife para onde regressou, vindo a se estabelecer na rua do Hospício, bairro da Boa Vista. Seu atelier, que era bem decorado com móveis finos e cortinas em veludo vermelho, era um ponto de atração na cidade. No dia 29 de março de 1932, reunido com um grupo de artistas locais, entre os quais Baltazar da Câmara, Murilo La Greca, Heitor Maia Filho e Henrique Elliot, resolveram fundar a escola de Belas Artes de Pernambuco. Bibiano foi escolhido para ser seu diretor. Logo após, por razões profissionais, foi residir no Rio de Janeiro, lá permanecendo até 1936. No ano seguinte, 1937, voltou ao Rio de Janeiro. Nessa ocasião a permanência foi bem mais longa. Apesar da boa situação financeira e do prestígio que desfrutava na Capital Federal resolveu, no ano de 1950, retornar ao Recife. Aqui chegando assumiu uma cadeira na Escola de Belas Artes da UFPE. Suas criações encontram-se espalhadas em diversas cidades brasileiras. Na Vitória de Santo Antão temos a oportunidade de ver algumas delas: o Leão Coroado, na praça da Estação; o busto de Antônio Dias Cardoso localizado na praça 3 de Agosto; o busto de Antão Borges na avenida Silva Jardim; o busto de Melo Verçosa, no Alto do Reservatório; o busto de Duque de Caxias, na praça do mesmo nome. Muitos outros trabalhos foram criados por Antão Bibiano Silva, com destaque para as esculturas que decoram o alto da fachada do Tribunal de Justiça, da capital pernambucana; o busto de José Mariano, no Poço da Panela, em Casa Forte-Recife; busto de Getúlio Vargas (Salão Nacional, RJ); busto de Eládio de Barros Carvalho (Náutico); estátua de D. Malan (Petrolina); busto de João Fernandes Vieira (Várzea-Recife); busto do escritor José Condé (Caruaru).
Pedro Ferrer
Direitos Humanos participa de reunião com empresários dos transportes urbanos.
Empresários dos transportes urbanos na grande Vitória, participaram no dia 21/08/19 às 10:00h no Plenário da Câmara de Vereadores de uma reunião com diretores do Escritório Vitoriense de Direitos Humanos para uma explanação da Lei Municipal 4.357/2019, que regularizou a padronização nas cadeiras reservadas aos idosos e pessoas com deficiência.
A Dra. Joseneide, presidente do Escritório de DH, esteve acompanhada dos diretores Wilson Brito, Ouvidor, Dr. Aloisio Jorge, Departamento Jurídico, Sr. Alexandre Rogério, da Advisa, atendendo convite do Vereador Lourinaldo Júnior, autor do Projeto de Lei.
A maior dificuldade dos empresários do setor de transportes é a questão da acessibilidade e mobilidade para pessoas com deficiência, quanto aos idosos, e gestantes houve um trabalho educativo com fiscalização e palestras e cerca de 80% da frota de ônibus, fez as adaptações nos acentos prioritários. A equipe dos Direitos Humanos trabalha em parcerias com alguns vereadores, secretarias da prefeitura da Vitória, da Secretaria de Justiça e Direitos Humanos e Ministério Público estadual.
A Dra. Joseneide Adriana respondeu muitas perguntas, na sua explanação reconheceu o exitoso trabalho junto aos empresários das empresas de transportes, da população composta de usuários que elogiam e aplaudem o esforço compartilhado, com o Governo Municipal, Estadual e Organizações não Governamentais.
Assessoria.
Jornal da Vitória: já em circulação a mais nova publicação!!
Momento Cultural: Exaltação – por ALBERTINA MACIEL DE LAGOS.
À grandeza simples de um Soldado Imortal. Dedicado, ainda, aos meus ex-alunos convocados para as fileiras do nosso glorioso Exército Nacional através do seu estágio no Tiro de Guerra local.
Ante o mundo triste, ameaçado
pela guerra – terrível apreensão!
O Brasil, olhando o seu Passado
Ressalta de Caxias, a ação,
o valor, que em São Paulo é provado,
Minas, Uruguai e Maranhão,
Rio Grande do Sul, e, confirmado,
no Paraguai em dura repressão!
Ó Glória do Exército Brasileiro!
– Caxias, és o intrépido guerreiro
de Itororó, Valentinas, Avaí…
Deste exemplo, ó mocidade escuta
a voz a te dizer: – “Trabalha e luta
pela Pátria que tanto enalteci!”
(SILENTE QUIETUDE – ALBERTINA MACIEL DE LAGOS – pág. 33).
Momento FAMAM – Faculdade Macêdo de Amorim.
O Tempo Voa: Festa de Nossa Senhora do Livramento (1942).
Momento Pitú: Viva a Resenha!!
APARÊNCIAS – por Sosígenes Bittencourt.
Forró Casamenteiro – Zezé do Forró.
Do CD de Zezé do Forró – música FORRÓ CASAMENTEIRO – autoria Cecéu.
Forró Casamenteiro – Zezé do Forró
Aldenisio Tavares
4ª Festa da Saudade: mesas e camarotes esgotados!!!
No próximo sábado, dia 24 de agosto, nos salões do Clube Abanadores “ O Leão”, a sociedade antonense tem encontro marcado com a boa música sob o véu da nostalgia dos grandes bailes de outrora. Como molho musical principal, a inconfundível Orquestra Arcoverdense de Ritmos Americanos – Super Oara.
Para o evento aludido todas as mesas e camarotes – no limite da boa mobilidade – foram reservados pelos bons festeiros e dançarinos da nossa cidade e também das cidades circunvizinhas, mostrando assim que a animação está garantida. Aproveito, desde já, para agradecer a todos pela confiança e atenção. Vamos pra festa, dançar e se divertir!!!
Burle Marx, a pintura e o despertar de uma paixão – por Marcus Prado.
Muito já foi escrito por especialistas brasileiros e de outros países sobre o paisagista Roberto Burle Marx (1909-1904), filho de Wilhelm Marx, judeu alemão, nascido em Stuttgart e criado em Tréveri, e de Cecília Burle Dubeux, uma recifense de Apipucos, de ascendência francesa. Agosto é o mês das celebrações de aniversário (dia 4 de agosto) desse vulto central da gênese do jardim moderno. Todos já disseram que ele foi o mais influente e respeitado paisagista do século em que viveu, que sua obra pode ser encontrada ao redor de todo o mundo, uma referência até hoje inultrapassável na condição, raríssima, de paisagista de muitos saberes e criatividade. Entretanto, poucos ampliaram estudos e pesquisas sobre o Burle Marx escultor, desenhista, tapeceiro, designer de joias, músico e ceramista.
Foi nas visitas que fiz ao sítio Santo Antônio da Bica, em Guaratiba (Rio de Janeiro), lugar de plantios, pesquisas e experimentos com espécimes vegetais, templo de arte e buscas de novas formas de criação estética, que tive a oportunidade de conhecer e fotografar, demoradamente, o que de valor inestimável o genial artista nos legou no campo da pintura. Todas as peças do acervo permanente estavam expostas diante de mim, dando-me a impressão de que havia uma ligação estilística entre a pintura e o paisagista. Crescendo o meu interesse por esse lado da estética burlermaxiana tive um encontro, que durou mais de duas horas, para mim enriquecedor, além de inesquecível, com um dos amigos mais próximos de Burle Marx: o saudoso Acácio Gil Borsoi. Para ser preciso, na torre cimeira de sua casa olindense de Nossa Senhora do Amparo..
O interesse de minha conversa com Acácio, ele já sabia, era sobre Burle Marx pintor e suas habilidades polivalentes. Acácio me falou sobre a linguagem notoriamente orgânica e evolutiva de Burle Marx, sobre a sua arte como pintor, identificada com as vanguardas artísticas. Sem esquecer o concretismo, “tão presente na sua pintura”. Sabe-se que Roberto passou uma temporada na Alemanha, levado por seus pais, a partir de 1928. Seus biógrafos, até os seus colaboradores mais próximos, faltam dizer algo mais sobre a sua grande vocação para a pintura, antes de abraçar o paisagismo. Isso se deu em Berlim, incentivado por uma bela professorinha alemã, Erna Busse, que ficaria apaixonada pelo jovem aluno brasileiro desde a primeira troca de olhar. Erna era budista e possuidora de uma inteligência rara.
Ela via no jovem Roberto a reencarnação do seu falecido noivo, morto na Guerra. A partir do primeiro encontro houve uma dedicação afetiva, da parte de Erna, de tamanha magnitude e entrega, que poderia ser tema de um grande romance ou de um filme. Juntos visitavam, quase diariamente, os teatros, os museus, as exposições de Manet, Mondriand, Monet, Renoir, Picasso, Paul Klee, Matisse, o que havia de melhor dos expressionistas, a pintura pré-cubista, os quadrados, triângulos, círculos e cubista de Cézanne, as fraturas trazidas do cubismo, a construtibilidade lírica dos seus traços, Picasso, Léger, Gris, Lhote, Braque (este, que se tornaria uma das suas paixões no campo da pintura). Numa das tardes berlinenses de muita neve que, entretanto, acontecera, foram ao ateliê de pintura de Degner Klemn. Burle Marx tornou-se aluno dele. Quando nada acontecia saíam, juntos, nas horas de ensolarada quietude, colhendo violetas nos jardins da cidade. Numa dessas visitas, Roberto Burle Marx receberia o impacto do Jardim Botânico de Dahlen. Aí, começa outra história, a mais bela e rica experimentada por um gênio do paisagismo.
Marcus Prado – jornalista
4ª Festa da Saudade – Super Oara – 24 de agosto – no Leão.
Momento Cultural: LEI DE JUSTIÇA – por MELCHISEDEC.
No transcurso das existências, o Ser Humano desenvolve muitas qualidades boas e más. As boas são registradas no Corpo Causal, as más são gravadas nos veículos inferiores. A Lei da Justiça dá como herança cada Ser Humano, o fruto das suas próprias ações. Os efeitos das más ações se esgotam necessariamente nos planos inferiores, porque suas vibrações pertencem a matéria desses planos e não podem ser registradas no Corpo Causal. Por conseguinte, sua energia se atualiza por completo em seu próprio nível e se relaciona com a vida astral e física do Ser Humano, o que ocorre na presente existência ou nas vindouras.
Uma boa ação ou um bom pensamento produz também efeitos benéficos nos planos inferiores, porém, é no Corpo Causal que seu efeito se torna permanente e elevado, com poderosa influência na evolução do Ser Humano.
Toda vez que o Ego reencarna, encontra-se frente ao mal, até que consiga vencê-lo, eliminando dos seus corpos inferiores todos os resquícios do mal.
(VERDADES FUNDAMENTAIS – MELCHISEDEC – pág. 14).






















