
Arquivo do Autor: Cristiano Pilako
O Tempo Voa: Show da 1ª edição da Cavalgada Fest.

Apresentação da Banda Brasas do Forró – Vitória Park Show – 1ª edição da Cavalgada Fest – 26 de novembro de 2000.
Momento Pitú: Viva a Resenha!!

FRAGMENTOS (TÚNEL DO TEMPO) – por Sosígenes Bittencourt.

Março de 1988
*De vírus em vírus, aids do Brasil! De aids em aids, vírus o Brasil!
*Em tempo de Controle da Natalidade, disse o espermatozóide ao óvulo: – Amigos, amigos, fecundação à parte!
*O aposentado anda com medo de que o aposentem do recebimento.
*Parte do funcionalismo ameaça não funcionar,
que será o funcio(não)lismo.
*O pastor negro Jesse Jackson é o mais novo herdeiro espiritual de Martin Luther King. Sua cabeça deve ser à prova de conselho e pedrada.
Março de 1989
*Os Estados Unidos querem saber quantos hectares tem a Amazônia. Devem estar querendo se apossar de algum terreno aqui no Brasil.
*Na votação de Aluísio Alves para o Superior Tribunal Militar, foi encontrada uma bolinha a mais, ao final da contagem dos votos. Fizeram “bolinha” na nomeação do ex-ministro.
*A diferença entre Moisés, da Bíblia, e Moisés, candidato a vereador, é que o profeta subiu o Monte Sinai, e o candidato subiu a Vila da Cohab.
Sosígenes Bittencourt
POR CAUSA DE VOCÊ – por Almir Brito.

ALMIR BRITO no seu CD instrumental TODOS OS TONS, trazendo no violão POR CAUSA DE VOCÊ, composição de Dolores Duran e Tom Jobim.
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Gostou da música? – Baixe a MP3
Aldenisio Tavares
O Veneno das Mulheres – por Pedro Ferrer

“O Veneno das mulheres”. Com este título, o Lidador, no início da década de trinta, exatamente, no dia 14 de janeiro de 1933, publicava, em sua primeira página, o resultado de uma pesquisa, vindo da Áustria. Essa pesquisa estabelecia, melhor diria, tentava estabelecer uma base científica, sobre uma escabrosa mentira contra o sexo feminino. Velha mentira que remontava ao tempo de Moisés. O Levítico, um dos livros do Antigo Testamento, trata com detalhes sobre o tema e estabelece até normas de comportamento. A mulher, de acordo com o artigo, secretaria no período menstrual, um hormônio capaz de prejudicar o comportamento e a fisiologia dos que a cercavam. Essa afirmação foi proferida por um cientista austríaco, Schick, que deduziu através de suas pesquisas que as mulheres durante a menstruação secretavam um hormônio, o menotoxina. O dito cujo hormônio tinha efeitos espantosos sobre a fermentação e sobre os seres vivos, vegetais e animais. Uma mulher, que menstruada estivesse, a bater a massa de um pão ou de um bolo, não conseguia fazer a massa crescer. O menotoxina inibia a ação do fermento. As flores desvaneciam-se e até mesmo os animais sofriam modificações em sua fisiologia. Essa teoria, da ação negativa do menotoxina impregnou-se no subconsciente popular e foi incorporado à nossa cultura. Hoje, sabemos que tudo isto é falso, não passa de crendice e superstição.
Lendo este artigo rememorei o dia em que o destilador do engenho Cacimbas não me permitiu ingressar na destilaria com algumas amigas. Na ocasião não entendi a razão da proibição. Queixei-me ao meu pai da decisão do destilador. Para mim era um absurdo ele impedir nosso ingresso na destilaria. Meu pai ponderou que uma, entre elas, poderia estar no período menstrual e a fermentação estaria comprometida. Infelizmente, esse conceito permanece ainda hoje no meio rural. Um vaqueiro da fazenda, Teju, não fazia tratamento, nem nenhuma outra intervenção no gado, quando sua mulher menstruava. Dormindo ao seu lado, sentia-se contaminado.
Pedro Ferrer
Fernando Moura: um ilustre filho da Terras das Tabocas!!

Em recente encontro recreativo, para mim, duas novidades: a primeira atualizou-me no sentido de que o amigo e renomado advogado, Fernando Moura, não é antonense de nascença. A segunda foi que, por indicação do também amigo e vereador, Lourinado Junior, com a unanimidade da casa, o mesmo – Fernando Moura – foi agraciado com Título de Cidadão Vitoriense.
Diante da chamada “Justificativa”, que se faz necessária em outorgas dessa natureza, só o fato de pouquíssimas pessoas saber que o doutor – Fernando Moura – não veio ao mundo em nossas terras, por si só, já justificaria o referido título. Aliás, o novo antonense, agora de direito, tem uma história de vida marcada pelo sucesso – no amplo sentido da palavra. É bom que se diga: qualquer cidade do Brasil gostaria de contar, como filho, de um Fernando Moura – Parabéns aos vereadores e, em particular, ao edil Lourinaldo Junior.
6ª Feirão da Caixa começa nessa sexta – no Vitória Park Shopping.

Amanhã acontece a abertura oficial do 6ª Feirão da Caixa. O evento acontece no Vitória Park Shopping e segue até o domingo (29) – sempre no horário de funcionamento do referido centro de compras. A expectativa é grande por parte das construtoras parceiras da Caixa, uma vez que serão disponibilizados mais de 1000 imóveis, com preços, estilos e localizações distintas.
Assim sendo, parcela considerável das famílias da nossa cidade e da região deverão marcar presença, no sentido da realização da tão sonhada oportunidade da aquisição da “Casa Própria”. Portanto, nessa sexta (27), sábado (28) e domingo (29) o Feirão da Caixa estará realizando sonhos!!! Vale a pena conferir!!
Serviço:
Evento: 6ª Feirão da Caixa – casa própria. Data: 27 a 29 de setembro. Local: Vitória Park Shopping. Obs: no mesmo horário de funcionamento do shopping.
VII Encontro das Amig@s: dia 28 de setembro – 11h – Gamela de Ouro.

Momento Cultural: AURORAS BOREAIS por ADJANE COSTA DUTRA.

Verdes infindáveis das auroras boreais…
E de meu estro poético meus versos,
Pórtico de imensuráveis imagens.
Meus versos, verdes infindáveis, das auroras boreais.
Sinto-me em lampejos, versos soltos, soltos versos,
nos lampejos das doces paragens, das auroras boreais.
(TAPETE CÓSMICO – ADJANE COSTA DUTRA – 1995 – pág. 19)
Momento FAMAM – Faculdade Macêdo de Amorim

O Tempo Voa: Baile de Debutantes.

Baile de Debutantes – Clube Abanadores “O Leão” – na foto, entre outros, os casais: Fernando Gouveia e Cacilda/ Ivo Queiroz e Socorrinho – 10 de outubro de 1967.
Momento Pitú: Viva a Resenha!!
VIDA DE SOLTEIRO, MEU POVO! Todo mundo tem um amigo solteiro guerreiro que gosta bem pouquinho de uma resenha. Marque ele nos comentários, rapaz.

HORA DE PENSAR – por Sosígenes Bittencourt.

Eu sempre tenho a impressão de que alegria é bênção e tristeza é padecimento. Por isso, quando estou alegre, penso em Deus, e, quando estou triste, penso em mim. Acho que tudo é resultado da ação do homem, o bem à bondade, e o mal à maldade. Ninguém quer acreditar que tem uma parcela de culpa e, como consequência, um saldo de padecimento. O pecado humano é VONTADE PERMISSIVA DE DEUS. No entanto, Deus não nos abandona, concedendo-nos o DISCERNIMENTO, a perfeita noção do BEM e do MAL.
Sosígenes Bittencourt
Saudade – Fernando Silva.

Hoje disponibilizamos a canção SAUDADE – autoria e interpretação do eterno FERNANDO SILVA.
Aldenisio Tavares
5ª FESTCÃO – Vitória: Próximo Domingo – Pátio da Matriz – a partir das 16h – Casa do Agricultor.

No próximo domingo, dia 29 de setembro, acontece a 5ª edição do FESTCÂO, evento promovido pela Casa do Agricultor e parceiros que tem como principal atração o “cachorro de estimação”. Dentro de uma nova configuração social, de uns tempos para cá, a sociedade brasileiras introduziu ao nome do cachorrinho o sobrenome da família.

De Olho nessa fatia do marcado – cada dia mais crescente – a Casa do Agricultor vem promovendo ações consistentes no sentido de aproximar consumidores às marcas dos seus fornecedores. O 5ª FESTCÃO, que acontecerá no Pátio da Matriz (das 16h às 19h), além de muita animação, contará com ações solidárias e adoção de animais.
Na qualidade de principal parceira, a “Magnus” (ração) marcará presença no evento para efetivar mais uma campanha solidária e sortear brindes. Ou seja: coleta de ração para ser distribuída com instituições ligadas ao mundo animal – no caso “SOS Aumigos”. Aliás, a referida empresa – Magnus – é uma referência no Brasil nesse tipo de ação. Veja o vídeo.
https://www.youtube.com/watch?v=D6Hsrl3pZzE
Portanto, o passeio da família para o próximo domingo (29) já está garantido. Na ocasião haverá desfile de fantasias, sorteio de brindes e apresentação do artista Victor Lins.
Serviço:
Evento: 5ª FESTCÃO
Local: Pátio da Matriz
Data: 29 de setembro
horário: das 16h às 19h.
Realização: Casa do Agricultor.
6ª Feirão da Caixa: faltam dois (02) dias – 27/28/29 – no Vitória Park Shopping.

Faltam dois dias para o início do 6ª Feirão da Casa Própria, realizado pela Caixa Econômica Federal juntamente com as construtoras parceiras. Mais uma vez, o encontro acontecer no espaço dedicado aos eventos, no Vitória Park Shopping. Aos que desejam realizar o “sonho da casa própria” o “Feirão da Caixa” se apresenta como uma oportunidade única e bastante segura. Vale e pena conferir!!

Serviço: Evento: 6ª Feirão da Caixa – casa própria. Data: 27 a 29 de setembro. Local: Vitória Park Shopping. Obs: no mesmo horário de funcionamento do shopping.
Bartyra Soares e a luz que não se tornou invisível – por Marcus Prado.

Tenho acompanhado, desde o início da profícua trajetória intelectual de Bartyra Soares, que remonta a vários anos, a autora como poeta e ensaísta, tudo aquilo que mede o pulso da sua produção no campo da Poesia sensível com o mundo, a encenação do seu enigmático universo interior, as suas pretensões bem resolvidas no difícil território da ensaística. Venho há muito percebendo, leitor atento do que ela produz, que, no plano das vertentes de linguagem de criação, até quando ela se expressa na convivência dos amigos mais próximos, há uma constante, inevitável, do uso das cores e da luz, os valores sintáticos e flexões na superfície ou não de sua fala, como definitórios inconscientes no corpus da sua obra. Cores e luminosidades soam familiares em Bartyra Soares, quando ela está às voltas com as metáforas, suas múltiplas aparências. Se o rosto humano é o espelho da alma, a luz e as cores são os lugares mais íntimos dessa autora pernambucana de Catende elogiada por nossa melhor crítica.
Encontro, talvez, uma explicação: Há, em Bartyra, na sua perda total de visão, desde os primeiros anos de sua juventude, (causa do destino e seus também algozes), o que eu chamaria de silêncio hierárquico da luz. O silêncio eu diria sob uma compreensão mística. A incapacidade de ver o sol nascer e colorir as flores do campo. Mas, não se surpreenda o leitor. Conheço autores de minha geração que não escrevem uma página sem antes submete-la à leitura dessa mulher que superou, sem nada pedir ou lamentar, a falta de um bem tão precioso. Eu sou um deles. Não pensem que este é um gesto figurado. Ela é a minha primeira leitora crítica. Jamais se trancou num casulo. Além dos seus 20 livros, quase todos premiados, foi eleita para a Academia Pernambucana de Letras, sendo uma das mais atuantes da Casa de Carneiro Vilela. Conversamos muito, quase sempre, sobre a Fotografia como arte maior. Tornei-me autor de várias capas de seus livros, um deles, o mais recente, sobre Fátima Quintas, filha do saudoso professor Amaro Quintas, e sua paixão pela luz das velas. Bartyra não acolhe facilmente as minhas propostas de capa, cobra-me enquadramentos de ângulos, detalhes de luz, sombras e cores.
Bartyra mostra-se, curiosamente, interessada no que faço com a minha câmera, pede detalhes, insiste nas aparências, na luz, nas cores da imagem, que resultados preenche, o que permanece nos ângulos das incertezas das coisas que eu vejo e fotografo. Quando me tornei finalista do prêmio Jabuti de fotografias com o livro/álbum, bilíngue, Flores Tropicais (Embrapa/Brasília, 2005), a primeira pergunta que ela me fez, foi: o que pulsa nessas fotos sem sair da superfície? Bartyra levaria naquele instante a uma deriva infinita e multifacética que afeta ao universo da Fotografia.
Há, portanto, uma imensa busca de luz e cores nessa escritora e sua seleta peregrinação na perspectiva do indizível. A mesma paixão que Breton sentia pela luz, pelas cores. Jorge Luiz Borges e sua consagração da cegueira se dizia um cego auditivo. Bartyra Soares, sem desejar ser mais sagaz e por notório desígnio e incrível força de vontade, sabe, como Zeus, se transformar em cisne e ler, no escuro, com o olho imperecível que nunca lhe será negado, o que se acha escrito nas paredes de Troia. Parabenizo os leitores deste DIÁRIO pela oportunidade do convívio, quase sempre, com os textos de notórios saberes da escritora Bartyra Soares.

Marcus Prado – jornalista.
VII Encontro das Amig@s: dia 28 de setembro – 11h – Gamela de Ouro.

Momento Cultural: TEUS ENCANTOS, MARIA – por Ir. Leonor Paes Barreto.

Eis-me a cantar em surtos de alegria,
Teus encantos, MARIA!
Tornando minha, numa exultação
do universo a sublime orquestração,
com a gargalhar do vento que esfuzia,
cantarei teus encantos, MARIA!
Com as ondas que na praia murmurantes,
em vaivens ritmados, soluçantes,
quebram, gemendo lânguida alegria,
cantarei Teus encantos, MARIA!
Com o riacho que múrmuro serpeia,
entre cascalhos, sobre a branca areia,
com a brisa vaporosa que cicia,
cantarei Teus encantos, MARIA!
Com os sons das salvas que perturbadores
semelham flautas, timbales, tambores,
em cadências de estranha sinfonia,
cantarei Teus encantos, MARIA!
Na beleza da flor que em seu hastil,
desabrocha, esplendendo graças mil,
no perfume que esparze e que inebria,
cantarei Teus encantos, MARIA!
No fragor do oceano temeroso,
que ruge, que esbraveja proceloso,
na limpidez do lago em calmaria,
cantarei Teus encantos, Maria!
Na voz do passaredo em clarinada,
anunciando a fúlgida alvorada,
em notas solfejadas com mestria,
cantarei Teus encantos, MARIA!
E quando a morte à porta me bater,
ponto termo ao meu mísero viver,
então, minh’alma leve, desprendida,
das cadeiras tirânicas da vida,
numa escala de sons altissonantes,
sustenizados, álacres, vibrantes,
junto a Jesus, por toda a eternidade,
para sua real felicidade,
cantará em rebates de alegria
TEUS ENCANTOS, MARIA!
Leonor Paes Barreto, irmã beneditina, nasceu na Vitória de Santo Antão. Exímia musicista, poetisa e religiosa exemplar.
Saudade – Fernando Silva